ICFUT – Fabuloso lamenta protesto e cita torcedores do Grêmio como exemplo

Fonte: lancenet

Liderado por torcidas organizadas, movimento #Morumbizero tem como intenção deixar o estádio vazio no jogo diante do Coxa, no próximo dia 8

Treino do São Paulo - Luis Fabiano (Foto: Ale Cabral) Luis Fabiano lamenta protestos que haverão contra a equipe no próximo dia 8, diante do Coxa, Morumbi (Foto: Ale Cabral)

Depois de enfrentar o Cruzeiro, no Independência, no próximo sábado, o São Paulo terá completado uma série de três partidas consecutivas jogando fora de casa.

No próximo dia 8 de julho, o Tricolor volta ao Morumbi para enfrentar o Coritiba. Porém, a recepção dos torcedores não promete ser das mais calorosas.

No último jogo do Sampa, diante da Portuguesa, no Canindé, as torcidas organizadas Independente e Dragões da Real lideraram protestos contra a equipe antes, durante e depois da partida. Agora, com o movimento chamado de #Morumbizero, a intenção é deixar a casa são-paulina vazia ante o Coxa, iniciativa que Luis Fabiano lamenta.

Para Fabuloso, o sucesso dos rivais incomoda os são-paulinos

– Acredito que haverão divergências entre os tocedores. Uns vão querer entrar, outros vão impedir e devem haver confusões. O que acho engraçado é que o Grêmio foi eliminado em casa (da Copa do Brasil) e no jogo seguinte o estádio estava cheio. Não vi protestos e xingamentos contra os jogadores do Grêmio. Eu gosto de jogar com estádio cheio. Vamos jogar para dez ou dez mil (pessoas) – declarou o Fabuloso.

No entanto, apesar da pressão que os torcedores farão sobre os jogadores, o camisa 9 crê que o elenco vá saber suportar as críticas, ressaltando a importância que os mais experientes terão nesse momento.

– Existem jogadores jovens, mas experientes, como Lucas e Casemiro. Nosso papel é conversar, passar confiança, transmitir que as coisas mudam em campo. A gente depende de todo mundo, a gente conversa e a cabeça deles é que vai definir onde vão querer chegar. Se se abaterem agora, enterrarem a cabeça na areia… – completou Luis Fabiano.

ICFUT – "Vimos que o Boca não é tudo isso", cutuca diretor do Corinthians

Fonte: gazetaesportiva

O empate por 1 a 1 com o Boca Juniors, em La Bombonera, animou a diretoria do Corinthians. Na opinião de Roberto de Andrade, o placar mostrou que a equipe argentina não é tão forte, mesmo em casa, como se alardeava.

"O Corinthians tem condições de ganhar desse time. Não vou falar que será fácil, porque não é fácil. Mas vimos que não é tudo isso. O Boca é um grande time, mas não é imbatível", provocou o diretor de futebol.

"Sei que nossa equipe tem muito mais para dar dentro de campo, mas, pelo resultado, está todo o mundo contente. Agora vamos para o Pacaembu. É outro jogo, outra história. Estamos a um gol do título", analisou.

Andrade é um dos dirigentes mais eufóricos com a campanha invicta da equipe na Copa Libertadores. Na semana passada, ele viu o jogo contra o Santos do banco de reservas e vibrou efusivamente com o gol de Danilo e o apito final do árbitro no empate que classificou o Corinthians pela primeira vez à final da competição.

"Nosso time é maduro, sabe se defender e ataca quando dá. Acho que chegou nossa hora, essa é minha opinião", concluiu o diretor, esperançoso quanto ao primeiro título do clube no torneio.

Por Cezar Alvarenga – Corinthians empata com golaço de Romarinho e cala a Bombonera.

Fonte: MSN Esportes

Em mais um duelo com “cara” de Libertadores, o Corinthians buscou um suado empate com o Boca Juniors, por 1 a 1, na noite desta quarta-feira, no tradicional Estádio La Bombonera, em Buenos Aires, no primeiro jogo da decisão. Romarinho, destaque no clássico de domingo, voltou a ser o herói corintiano ao marcar aos 39 do segundo tempo, 11 minutos depois do gol de Roncaglia.

O gol argentino, depois de forte pressão dos anfitriões, chegou a assustar os brasileiros. Mas o empate no fim, fora de casa, deu novo fôlego aos corintianos, que saíram de campo com a sensação de dever cumprido.

Com o resultado, que manteve a invencibilidade do Corinthians na competição, a final se manteve indefinida. Um empate no jogo da volta, no Pacaembu, na próxima quarta, levará o confronto para a prorrogação, que poderá ser seguida de pênaltis. Pelo regulamento, gols marcados fora de casa não contam como critério de desempate na decisão da Libertadores.

O JOGO – Boca Juniors e Corinthians fizeram um primeiro tempo de poucas emoções, raros momentos de perigo e muita disputa no meio-campo. Mais cauteloso, o time brasileiro adotou a estratégia de avançar somente nos contra-ataques, como era esperado. Mas passou a se soltar a partir da metade da etapa inicial.

No entanto, quem começou no comando do jogo foram os anfitriões. Logo no primeiro minuto, Riquelme levantou na área e Schiavi cabeceou com perigo, por cima do travessão. A resposta do Corinthians veio aos 7. Paulinho acertou um belo chute, de longe, e deu trabalho para o goleiro Orión, que espalmou para fora.

Mas os dois bons lances no início não foram representativos do restante da primeira etapa. Cada vez mais truncado no meio-campo, o jogo tinha o domínio dos argentinos, que não conseguiam gerar pressão sobre a sólida defesa corintiana. Ralf chegou a falhar no fim, mas o Boca não aproveitou. Em outro lance, aos 34, Santiago Silva acertou bela bicicleta, que parou em Alessandro na pequena área.

Confiante na defesa, o Corinthians passou a se arriscar no ataque. Em duas jogadas de perigo, quase surpreendeu com infiltrações de Danilo e Alex, neutralizadas pela atenta zaga rival. As tentativas acabaram se restringindo a chutes de longa distância de Danilo, aos 30, e Chicão, em cobrança de falta, aos 41. A essa altura, Liedson já substituía Jorge Henrique, com dores na coxa.

O bom ritmo do Corinthians, contudo, foi cortado logo no início do segundo tempo. O Boca voltou melhor do intervalo e parecia determinado a definir a partida nos primeiros minutos da etapa. Aos 4, a bola sobrou para Riquelme encher o pé da entrada da área, para fora. O meia ainda encaixou outra finalização, aos 9, sem maior perigo.

Aos 16, o capitão Riquelme voltou a ameaçar a defesa brasileira, em rápida tabela com Mouche dentro da área. O atacante, porém, bateu fraco e desperdiçou grande oportunidade. De tanto insistir, o Boca chegou ao gol aos 28 minutos.

Após cobrança de escanteio, Santiago cabeceou e Chicão desviou com a mão em cima da linha. A bola, então, carimbou a trave e rebateu em direção de Roncaglia, que não perdoou e mandou para as redes. Apesar do toque de mão, Chicão foi poupado pelo árbitro e recebeu apenas o cartão amarelo.

Assustado, o Corinthians viveu minutos tensos até se reequilibrar na partida. Mas, após neutralizar o ímpeto argentino, deu alívio à torcida ao buscar o empate, aos 39. Destaque do time na vitória sobre o Palmeiras, no domingo, Romarinho voltou a brilhar ao receber grande passe de Emerson e bater na saída de Orión: 1 a 1.

Cada vez mais emocionante, o primeiro jogo da final ainda reservou um susto aos corintianos aos 45 minutos. Após cruzamento de Santiago Silva, Viatri acertou a cabeça e mandou no travessão. No rebote, Cvitanich não conseguiu aproveitar o rebote, no último lance de perigo do jogo.

Antes do segundo jogo da decisão, o Corinthians vai descansar no fim de semana. A partida contra o Botafogo, pela 7ª rodada do Brasileirão, foi adiada para o dia 11, no Pacaembu. Antes disso, o time enfrentará o Sport no dia 8, em Recife.

FICHA TÉCNICA:

BOCA JUNIORS-ARG 1 x 1 CORINTHIANS

BOCA JUNIORS-ARG – Orión; Roncaglia, Schiavi, Caruzzo e Rodríguez; Ledesma (Rivero), Somoza, Erviti e Riquelme; Mouche (Cvitanich) e Santiago Silva (Viatri). Técnico: Julio César Falcioni.

CORINTHIANS – Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo (Romarinho) e Alex (Wallace); Jorge Henrique (Liedson) e Emerson. Técnico: Tite.

GOLS – Roncaglia, aos 28, e Romarinho, aos 39 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS – Roncaglia, Riquelme, Chicão.

ÁRBITRO – Enrique Osses (Chile/Fifa).

RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis.

LOCAL – Estádio La Bombonera, em Buenos Aires (Argentina).