Por Cleber Aguiar – Pelé cita ‘gambá’, ‘porco’ e ‘bambi’ e faz marchinha para tri do Santos

Fonte: Globo.com

Rei faz música para homenagear o terceiro título estadual do Peixe. Com bom humor, atleta do Século provoca os rivais do Alvinegro

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo

 
Festa 100 anos do Santos, Pele (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Pelé provoca os rivais e faz música para homenagear
o Santos (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

O Rei Pelé não deixou passar em branco o tricampeonato paulista do Santos, feito realizado a última vez 43 anos atrás pelo time comandado por ele mesmo, e repetido neste ano com a geração de Neymar. O título do Peixe sobre o Guarani deu o terceiro tri estadual da história do clube. Para zombar dos rivais Palmeiras, Corinthians e São Paulo, o atleta do Século lembrou dos apelidos pejorativos das respectivas equipes e fez uma música para o Alvinegro.

– Nós temos o Palmeiras que é o porco, o Corinthians que é o gambá e o São Paulo que é o bambi, tem essa bicharada toda – brincou Pelé, em entrevista à Fox Sports.

Na canção, o Rei avisa toda a “bicharada” (referência aos apelidos dos rivais) que o Santos é “baleia” e não “lambari”, forma pejorativa como os torcedores de outros times brincam com o Alvinegro. Além disso, Pelé cita os ídolos Robinho e Neymar, de gerações diferentes, para exaltar a história do Peixe.

Esta não é a primeira vez que o maior jogador de todos os tempos ataca de cantor. Uma das canções mais conhecidas é o “ABC”, música de incentivo para crianças e adolescentes aprenderem a ler e escrever. Em diversos programas, o Rei também já tocou violão para acompanhar a cantoria.

Confira a letra da música feita por Pelé:

É tri! É tri! É tri! Só no Paulistão são três vezes tri!
Avisa a bicharada por aí que o Santos é baleia e não é um lambari
Que o Santos é baleia e não é o Guarani
O Santos de Pelé ensinou como é que é
O Santos de Robinho aprendeu direitinho
E o Santos de Neymar veio pra continuar
E a torcida do Santos só vai gritar:
É gol. É gol. Nós queremos mais.
É gol. É gol. Nosso time é capaz.

Por Cleber Aguiar – Festival de Cinema de Futebol – CINEfoot

Fonte: Diário Oficial do Estado de São Paulo

 

Aos amantes do esporte, a 3ª edição do CINEfoot, único Festival de Cinema do Brasil e da América Latina  dedicado a filmes sobre futebol, apresenta mostra até o domingo (3), no Museu do Futebol. Serão exibidas 16 produções de longa e curta‑metragens: 12 brasileiras equatro estrangeiras.

Um dos destaques é Ser campeão é detalhe: Democracia corinthiana, de Gustavo Forti Leitão e Caetano Tola Biasi, hoje, a partir das
19h30. O documento faz um relato sobre o que foi o time do Corinthians, seus feitos dentro e fora de campo por meio de depoimentos dos jogadores que o estrelaram, comissão técnica e de pessoas que fizeram parte do movimento.Amanhã, a partir das 16 horas, o filme Sobre futebol e barreiras, filmado durante a Copa do Mundo da África de 2010, traz um novo olhar para o conflito entre Israel e Palestina.

No domingo, às 11 horas, Um jogo e uma paixão conta histórias do clássico Ponte Preta e Guarani, com depoimentos dos dirigentes dos clubes, ex-jogadores, funcionários, personagens marcantes, fatos inusitados e histórias das torcidas. O encerramento do
Festival será terça-feira (5), às 21 horas, no Cine Reserva Cultural, com a exibição de mais oito filmes. Programação completa pelo site http://www.cinefoot.org.
Museu do Futebol – Auditório Armando Nogueira
Praça Charles Miller, s/nº – Pacaembu – São Paulo
Telefone (11) 3664-3848
Entrada gratuita. Classificação: 12 anos
Ingressos para visitar o museu: R$ 6 (inteira) / R$ 3 (meia-entrada)
Funcionamento: Das 9 às 18 horas

 

ICFUT – “Fábio Corinthians”: para semifinal, lateral ‘exclui’ Santos do nome

Fonte: Gazetaesportiva.net

Tossiro Neto São Paulo (SP)
 

O sobrenome Santos, herdado da mãe, é do gosto de Fábio Santos Romeu, mas às vésperas de dois confrontos históricos contra a equipe da Vila Belmiro, válidos pela semifinal da Copa Libertadores, não cai tão bem. “Seria bacana Fábio Corinthians”, brinca o lateral esquerdo, que foi campeão brasileiro no ano passado e agora sonha ser eternizado na história do clube com o inédito título do torneio continental.

“Quero muito ser lembrado como Fábio Santos do Corinthians (quando encerrar a carreira). Até porque quero conquistar essa Libertadores”, disse o jogador de 26 anos à GE.Net, em entrevista na qual ainda falou sobre sua adaptação em tão pouco tempo, a mudança de estilo dentro de campo com a camisa 6 alvinegra, as dificuldades em outras equipes e qual o melhor caminho para brecar o craque Neymar – o qual conheceu na breve passagem pelo Santos.

“O Neymar tem que ter o mínimo de espaço possível. Driblar um ou dois jogadores, ele vai, pela qualidade que tem. Mas o importante é o jogador da sobra estar perto. Se por acaso ele driblar um, o outro tem que estar em cima”, avisa o lateral, autor de dois gols no triunfo por 3 a 1 sobre o Santos, no Campeonato Paulista de 2011. Por sinal, o último do Corinthians sobre o rival.

Montagem sobre foto de Fernando Dantas/Gazeta Press

Lateral esquerdo corintiano topou mudança no nome e já “passou o corretivo” até na carteira de habilitação

GazetaEsportiva.Net: Você está há pouco mais de um ano no Corinthians e já criou uma forte identificação. Por quê?
Fábio Santos: No começo foi bastante complicado, até pelo meu segundo jogo já ter sido aquele contra o Tolima, em que as coisas não aconteceram, a equipe não rendeu e foi desclassificada (na fase preliminar da Libertadores), uma pressão muito grande. Por isso, eu não esperava que as coisas acontecessem tão rápido. Em fevereiro, março, eu já estava jogando como titular. A comissão técnica me deu toda confiança para que o trabalho fosse desenvolvido. Eu fui crescendo, consegui me entrosar com os companheiros e, com o título brasileiro já no primeiro ano, ganhei tranquilidade para a sequência.

GE.Net: Tem algum parente corintiano?
Fábio Santos: 
Minha família inteira é corintiana, a maioria dos meus amigos de infância também é toda corintiana. Ficaram todos malucos quando cheguei aqui e também felizes com o meu rendimento e o rendimento do time todo.

GE.Net: Sua esposa e seus dois filhos também são corintianos?
Fábio Santos: 
Minha esposa é corintiana, meus cunhados são corintianos roxos. Quando vim para cá, minha esposa estava super feliz, os irmãos dela também. E as crianças não têm como fugir. Minha menina era gremista, mas já virou corintiana. E o moleque já nasceu corintiano.

GE.Net: Vê alguma característica de corintiano em você?
Fábio Santos: 
A entrega do torcedor corintiano é algo que eu não vi em nenhum dos clubes em que passei. Ele te cativa, te cobra na rua. Nunca fui um jogador vibrante, sempre fui um pouco mais tranquilo. E aqui comecei a incorporar isso. Foi uma coisa natural, não foi uma coisa forçada. E o torcedor gosta disso. É do momento. Tem jogos que você vai estar um pouco mais tranquilo, mas o torcedor reconhece o que o jogador está fazendo, às vezes na marcação. Consegue enxergar, coisa que em outros clubes o torcedor não faz. Sempre fui um jogador muito tático e ninguém via isso. Aqui estou tendo essa resposta positiva.

GE.Net: Quando encerrar a carreira, acha que vai ser reconhecido como jogador de qual time?
Fábio Santos: 
Ah, eu quero muito ser lembrado como Fábio Santos do Corinthians. Até porque quero muito conquistar essa Libertadores. A gente sabe que assim entraria para a história do clube, ficaria marcado. Por onde passei deixei amigos e portas abertas para voltar, mas o momento que eu vivo é especial por tudo, por todos os amigos que criei, pela identificação com o torcedor, pela conquista de titulo. Acredito que, ganhando essa Libertadores, ficarei marcado.

GE.Net: Em vez de Fábio Santos, você poderia ser Fábio Corinthians.
Fábio Santos: 
Sem dúvida (risos). Alguns torcedores falam isso na brincadeira, que sou Fábio Corinthians e não Fábio Santos. Seria bacana ter esse nome.

GE.Net: O que pensa da torcida corintiana, dos cantos?
Fábio Santos: 
É claro que todos os gritos são bacanas, mas o que mais me encanta é a reação do torcedor quando a gente toma gol. Dificilmente você vai ver algum jogador ser vaiado durante os 90 minutos. Depois do jogo, tem uma cobrança natural. Mas quando a gente toma gol, parece que a torcida canta até mais do que quando a gente faz gol.

GE.Net: Você parece ter se apegado mesmo ao Corinthians.
Fábio Santos: 
Sem dúvida. É claro que tem que saber separar. A gente é profissional, não pode levar muito para o coração. Mas o ambiente que a gente vive é tão bom que… Entrar no Pacaembu lotado, como foi no jogo contra o Vasco… Aquilo é a coisa mais linda do mundo. Não tem como não se identificar com isso. É o que os meus amigos palmeirenses, são-paulinos e santistas falam quando vão ao Pacaembu. Eles admitem que lá é diferente. É claro que sou jogador, mas às vezes me pego torcendo bastante.

Fernando Dantas/Gazeta Press

“Nosso maior desafio tem sido esquecer o Santos e focar no Campeonato Brasileiro”, admite o jogador

GE.Net: Na última vitória do Corinthians sobre o Santos, dois gols foram seus. Lembra a história daquele jogo?
Fábio Santos: Dificilmente vou conseguir ter um jogo tão especial no Corinthians como aquele jogo. A gente vinha da eliminação para o Tolima, ganhamos do Palmeiras e depois fiquei dois ou três jogos fora antes de voltar contra o Santos. Era importante me firmar de vez como titular da posição, conquistar confiança da comissão técnica, da diretoria. E nada melhor do que um clássico. Logo no primeiro tempo pude fazer um gol de falta, que me deu uma segurança maior durante a partida. O jogo estava empatado, teve o pênalti a nosso favor e pensei: “agora é meu momento de me firmar, de chamar atenção de alguma maneira”. Sabia que corria o risco de perder e jogar tudo para o alto, mas resolvi correr esse risco, e deu tudo certo. Acredito que ali foi meu cartão de visita para o torcedor corintiano.

GE.Net: É seu melhor momento na carreira?
Fábio Santos: 
Acredito que sim. Vivi grande momento no Grêmio também, em 2009 e 2010. Foram duas temporadas muito boas, mas, querendo ou não, a visibilidade no Corinthians é maior do que nos outros centos. Tudo que se faz, tanto de bom quanto de ruim, tem repercussão maior. Venho vivendo um momento de afirmação na verdade, com a conquista do título brasileiro. O planejamento foi muito bem feito até agora, e tenho o sonho de poder entrar para a história do clube ganhando essa Libertadores.

GE.Net: Todo jogador deseja a Libertadores?
Fábio Santos: 
Sim. Acho o Brasileiro bem mais difícil, mas a Libertadores te dá muito mais valorização, te dá a condição de disputar o Mundial. Conquistei uma com o São Paulo (em 2005), mas era diferente. Eu não era tão efetivo, não era titular, mesmo tendo jogado alguns jogos – entrei no segundo jogo da final contra o Atlético-PR. A Libertadores, em si, é diferente. E no Corinthians acaba sendo mais diferente ainda, porque o clube nunca conquistou. Então tem essa cobrança. A gente vai correr atrás desse sonho.

GE.Net: O que acha que talvez tenha dado errado nos outros clubes que você jogou?
Fábio Santos: 
Meus dois primeiros anos no São Paulo também foram muito bons, mas eu era muito jovem, tinha 17 pra 18 anos. Assumi algumas responsabilidades que hoje me fizeram amadurecer bastante. Agora com 26 anos, estou pronto para lidar com certos tipos de pressão. Quando saí do São Paulo e fui para o Japão, tive um ótimo ano. Em 2007 e 2008 é que eu tive mais dificuldades. Não consegui jogar no Cruzeiro, por causa de muitas lesões, não consegui me firmar na França, e tive uma passagem muito rápida no Santos. Comecei a reencontrar futebol e a alegria de jogar novamente em 2009, quando o Celso Roth me deu oportunidade no Grêmio. Desde então, minha carreira só tem subido.

GE.Net: A passagem que você teve pelo Santos, em 2008, foi curta. O que aconteceu?
Fábio Santos: 
Eu estava jogando na França (no Monaco) e voltei ao Brasil no segundo turno do Campeonato Brasileiro. O Kleber era o jogador da posição e estava para ser negociado com um clube da Alemanha. Meu acerto com o Santos foi por causa disso, porque ele iria sair do clube, e eu teria oportunidade de jogar. A transferência acabou não dando certo, e eu acabei jogando super pouco, porque o Kleber vinha em um bom momento, sendo convocado para a Seleção Brasileira. Eu só jogava quando ele era convocado ou quando ele atuava no meio-campo. Só que fui bem em um jogo contra o Grêmio, no Olímpico, e o Celso Roth, que era treinador deles naquela época, gostou da minha atuação e me ligou perguntando se eu tinha interesse de ir para lá. Mesmo tendo mais um ano de contrato, achei que fosse interessante ir para disputar a Libertadores. Acredito que foi uma escolha boa. O Santos é uma bela equipe, em uma bela cidade para se morar, tem uma estrutura boa, muito bacana. Só que as coisas não aconteceram como eu esperava. Tive uma oportunidade muito boa no Grêmio e escolhi sair.

GE.Net: Já se falava de Neymar e Ganso na Vila Belmiro?
Fábio Santos: 
Já. Eles treinavam de vez em quando com a gente. O Ganso chegou até a jogar algumas partidas, mas não foi tão bem e desceu para os juniores novamente. Foi no ano de 2009 que eles começaram a se fixar no profissional e deram continuidade nessa carreira linda deles.

GE.Net: Tem amizade, conversa com eles?
Fábio Santos: 
Conversei muito pouco. Eu cumprimento normal, tudo, mas não sou amigo, não telefono, não conversamos fora de campo, não.

GE.Net: Está difícil não pensar no Santos e se concentrar no Brasileiro? (o primeiro jogo contra o Santos será em 13 de junho; antes, o Corinthians tem dois compromissos pela competição nacional, diante de Figueirense e Grêmio)
Fábio Santos: 
É óbvio que é complicado esquecer. Esse tem sido nosso maior desafio, porque temos que focar no Brasileiro, temos que somar pontos rapidamente para sair dessa situação incômoda. E é difícil não pensar no Santos, já que nosso objetivo está tão perto de se realizar. Temos dois jogos para chegar nessa tão sonhada final. Nós estamos concentrados no Brasileiro, mas é inevitável se pegar pensando no Santos.

GE.Net: Qual pode ser o diferencial do Corinthians para vencer o Santos do Neymar?
Fábio Santos:
O Neymar faz a diferença. O Santos tem uma bela equipe, mas quem faz a diferença mesmo é ele. Já a gente adquiriu um sistema de jogo que sabe enfrentar qualquer equipe do futebol brasileiro ou sul-americano. Com compactação, com jogadores sempre perto um do outro. O Neymar tem que ter o mínimo de espaço possível. Driblar um ou dois jogadores, ele vai, pela qualidade que tem. Mas o importante é o jogador da sobra estar perto. Se por acaso ele driblar um, o outro tem que estar em cima. Não vamos mudar muita coisa em relação ao que a gente vem fazendo. Temos que manter essa compactação. Todos nossos jogadores precisam ter inteligência e fazer bem sua parte tática para que a gente possa levar vantagem.

São-paulino em 94, Fábio Santos chorou com vice da Libertadores

Tossiro Neto São Paulo (SP)

 

Com oito anos de idade em 1994, Fábio Santos não poderia prever que pouco tempo depois seria convidado pelo observador técnico Milton Cruz a jogar no São Paulo. Até então era só mais um torcedor tricolor a ver do setor amarelo do Morumbi o time de coração perder a final da Copa Libertadores para o Vélez Sarsfield.

Naquele fim de noite de 31 de agosto, ele deixou o estádio em silêncio e subiu a Avenida Giovanni Gronchi com lágrimas no rosto. “Voltei no carro chorando. Aquele choro de soluçar mesmo”, recordou, já como jogador do São Paulo, em fevereiro de 2004, dois dias antes do primeiro jogo como titular em Libertadores no Morumbi.

Fernando Dantas/Gazeta PressDezoito anos depois, a primeira grande tristeza como torcedor já é passado para Fábio Santos. Os tempos de arquibancada se foram e, tendo atuado em outros vários clubes além do São Paulo, o lateral esquerdo põe o profissionalismo à frente de qualquer coisa. Até da raiva que nutria pelo goleiro José Luis Chilavert – o paraguaio foi decisivo na disputa de pênaltis na decisão de 94, defendendo cobrança de Palhinha e convertendo um gol para a equipe argentina.

Reprodução

Matéria de 2004 publicada pela GE.Net após coletiva de Fábio Santos, em 2004: na ocasião, então jogador do São Paulo, revelou choro e raiva de Chilavert na decisão do título de 94

“Caramba. Era o Chilavert naquele jogo! Não tenho raiva dele, não. Hoje aprendi a respeitar bastante o jogador de futebol porque estou fazendo isso hoje. Já xinguei muito jogador que errou pênalti, e agora eu posso bater pênalti em uma disputa também. Hoje entendo muito mais a cabeça do jogador”, comentou o lateral ao ser lembrado pela GE.Net da entrevista coletiva concedida oito anos atrás.”Assistia a tudo que era jogo no Morumbi, era incrível. Foi muito ruim aquele jogo, eu tenho essa lembrança. Mas sou um apaixonado pelo futebol e também vi a eliminação do Corinthians na semifinal para o Palmeiras (na Libertadores de 2000). São momentos marcantes que ficaram para mim como apaixonado pelo futebol”, emendou Fábio Santos, sem dar muita importância à fase pré-profissional.

Segundo o jogador, que diz não guardar mágoa pelo modo como deixou o São Paulo – apontado como um dos vilões da eliminação na Libertadores de 2004, na semifinal para o Once Caldas, foi emprestado algumas vezes até ser vendido para o Monaco (França) –, ele e os amigos de infância mais próximos, inclusive os que torciam para o clube tricolor, agora são corintianos.

“Estou muito feliz no Corinthians, onde tenho mais três anos de contrato. Não penso em sair daqui para outro time do Brasil. Caso saia, só para o exterior. O momento mais feliz da carreira estou passando aqui, e todos à minha volta estão feliz também”, concluiu o camisa 6.

 

 

Por Cleber Aguiar – Na volta ao Rio, delegação do Fla evita falar sobre saída de Ronaldinho

Fonte: Globo.com

Joel Santana, Zinho e Paulo César Coutinho não dão entrevistas. Jogadores tratam o tema como ‘delicado’

Por Richard Souza Rio de Janeiro

Na volta da delegação do Flamengo ao Rio, nenhuma pergunta sobre a vitória por 2 a 0 no amistoso contra a seleção do Piauí, na noite desta quinta-feira, em Teresina. Os jogadores desembarcaram no Aeroporto Internacional Tom Jobim por volta das 6h desta sexta e passaram rapidamente pelo saguão para deixar o local. Só Deivid e Renato falaram, e um tema dominou as entrevistas: a saída de Ronaldinho Gaúcho.

Renato, desembarque do Flamengo (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)Renato desembarcou sem querer se pronunciar sobre a saída do R10 (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)

O meia preferiu não comentar o assunto, enquanto o atacante foi breve. O camisa 9 disse que ainda não conversou com Ronaldinho e que, apesar de acompanhar todo o processo, o grupo foi pego de surpresa com a notícia da saída do jogador.

– A gente não estava esperando isso, mas são coisas do futebol, acontece. Nós temos de seguir, bola para frente. Vida que segue. Temos que treinar, jogar e tentar fazer o que a gente tem que fazer, que é colocar o Flamengo no topo. É um momento delicado para falar sobre o assunto.
 

Paulo Cesar Coutunho, desembarque do Flamengo (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)Coutinho deve ser afastado da vice-presidência de
futebol (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)

Dirigentes e o técnico Joel Santana não se pronunciaram. O diretor de futebol do clube, Zinho, mandou avisar que só irá falar após a reunião com a presidente Patricia Amorim, na Gávea, marcada para o fim da manhã. O vice de futebol Paulo César Coutinho, que deve ser desligado do clube após a conversa com a mandatária, também evitou a imprensa.

– Não vou dar nenhuma declaração – disse.

O voo de volta de Teresina deve ser o último de Paulo César Coutinho como vice-presidente de futebol do Flamengo. A decisão da presidente de tirá-lo do cargo tem como razão principal o desgaste provocado pela conversa do dirigente com torcedores de Teresina que foi registrada em vídeo nas primeiras horas de quinta-feira (assista ao vídeo abaixo).
 

Nas imagens registradas por um dos rubro-negros, Coutinho diz que, depois de uma conversa com a mandatária, Ronaldinho Gaúcho será afastado por não ter dado explicações para não ter embarcado com o grupo ao Piauí, onde a equipe disputa um amistoso contra a seleção local na noite desta quinta. Apesar de não ter se pronunciado sobre o episódio, Patricia já deixou claro que não gostou de ter sido citada por Coutinho na conversa com os rubro-negros. Ele voltou atrás, mas é pouco provável que continue. O vice-presidente do Fla-Gávea, Cacau Cotta, é o mais cotado para assumir o posto. Marcos Braz, até o momento inimigo político de Patricia, também já foi cogitado.

O grupo do Flamengo está de folga nesta sexta. Os jogadores se reapresentam para o treino da manhã deste sábado, às 9h30m, no Ninho do Urubu.

ICFUT – Entrevista de Thiago Silva a Folha de São Paulo.

Fonte: Folha de São Paulo

Zen

Capitão, Thiago Silva afirma evitar broncas explícitas aos colegas e crê que Mano sabe lidar com a pressão

  Thiago Bernardes/Frame/Folhapress  
Thiago Silva e Pato (19), em amistoso da seleção
Thiago Silva e Pato (19), em amistoso da seleção

MARTÍN FERNANDEZ
ENVIADO ESPECIAL A WASHINGTON

Thiago Silva, 27, é o capitão da seleção brasileira que, nos próximos dois anos, joga Olimpíada, Copa das Confederações e Copa do Mundo, títulos inéditos para ele.

O zagueiro do Milan herdou de Lúcio a camisa 3, a faixa de capitão e a chance de ser campeão mundial em casa. Em entrevista à Folha, o jogador falou sobre o desafio e explicou por que jamais abre os braços quando chama a atenção de um colega.

Folha – Você já pensou que pode ser o primeiro capitão do Brasil a ganhar a Olimpíada?
Thiago Silva – Tento não pensar nisso. Penso em vencer sempre. Se servir para ganhar a Olimpíada, a Copa das Confederações e a Copa, vou ficar muito feliz.

Está bem fisicamente?
Fiquei dois meses parado e aí joguei 90 minutos contra a Dinamarca. Não foi fácil, senti cãibra e tive que dosar na corrida. Mas a lesão mesmo [coxa direita] não senti.

Preocupa para a Olimpíada?
Não, porque vou ter 30 dias de férias após os amistosos.

Como é ser o capitão de uma seleção tão jovem?
Interessante, porque eu não pensava em ser capitão. No jogo contra o México [em outubro do ano passado], o Ronaldinho foi substituído e colocou a faixa no meu braço. Ali mudou completamente para mim. Tenho o maior orgulho, tento passar as coisas que aprendo na Europa.

Você fala fora do campo?
Ainda é algo novo para mim, então não falo tanto quanto o Lúcio falava. Mas tudo o que a comissão técnica tem para falar com o grupo, o Mano vem direto a mim.

Mano disse que para ser líder não precisa gritar, bater na mesa. Por que você não gesticula ao reclamar?
Esse tipo de coisa, gesticular, abrir os braços, aprendi com o [volante] Fabinho, no Fluminense. Depois de um jogo, ele me falou no vestiário: “Soldado, não faz isso porque é feio, joga a torcida contra o cara”. Eu não fazia por mal, e ele sabia. Aprendi. Tem jogador que aceita bem, tem jogador que murcha. É melhor segurar a fala um pouco, ser mais tranquilo.

O que aconteceu na Olimpíada de Pequim que não pode se repetir em Londres?
Até o jogo com a Argentina [semifinal] estava tudo bem, mas perdemos por 3 a 0 e não tivemos força para reverter. Eu só mudaria o resultado.

Daquele grupo só sobraram você e o Ramires para a Copa. Dunga ficou decepcionado?
Acho que não, porque fizemos tudo o que ele pediu. Só fui à Copa porque o Naldo se machucou. Os zagueiros eram Juan e Lúcio, um dos melhores do mundo e o capitão. Sabia que não jogaria, mas ter ido foi um sonho.

Como é ler nos jornais que foi vendido sem ter sido [Há rumores sobre o Barcelona]?
É estranho, isso é novo para mim. Para um jogador, não tem coisa melhor do que ser cobiçado pelo Barcelona. Mas não tem nada concreto, saio de férias e decido.

Tem preferência?
Estou feliz no Milan, que é uma família. Não vejo porque mudar. Mas a gente não pode dizer não a certas coisas e fechar as portas.

Neymar deve ir para a Europa?
Já é difícil falar do meu futuro, imagina do dos outros… Na Europa, você aprende muito sobre tática, posicionamento, o espaço é menor. Mas é uma decisão pessoal.

Você acompanha a situação política da CBF? Troca de comando, pressão ao técnico…
Sim, somos profissionais. É inevitável. Mas não há preocupação. O Mano é inteligente, sabe lidar com cobrança.

Já falou com o presidente?
Ainda não, mas percebi que ele entende de futebol e é uma pessoa aberta.

Por Cleber Aguiar – Estações Morumbi e Itaquera fecharão após jogos e shows

Fonte: Folha de São Paulo

Diretor de planejamento do Metrô afirma que Polícia Militar fez a recomendação por questões de segurança

Audiência pública sobre monotrilho na Assembleia Legislativa opõe moradores de favela e de condomínios

EDUARDO GERAQUE
DE SÃO PAULO

A futura estação Morumbi do monotrilho, acesso para o estádio homônino, não vai abrir no final de jogos nem em grandes eventos musicais. O mesmo vale para o metrô Corinthians-Itaquera, quando o Itaquerão estiver pronto.

“É uma recomendação da Polícia Militar, por questões de segurança, que será respeitada”, disse Mauro Biazotti, diretor de planejamento do Metrô de São Paulo.

O estádio do Morumbi comporta cerca de 62 mil pessoas. O Itaquerão, sede da abertura da Copa, 68 mil.

O executivo esteve ontem na Assembleia Legislativa para uma audiência pública sobre a linha 17-ouro.

“Antes do jogo, como o fluxo é mais diluído, elas vão estar abertas. Depois, as pessoas vão ter que andar para uma estação antes ou uma depois”, afirmou Biazotti.

Ele respondia a uma pergunta feita pelo deputado federal Ricardo Izar (PSD): “É verdade ou é brincadeira que as estações não vão funcionar nos dias de jogos?”

A abertura das estações próximas a estádios é apenas um dos pontos polêmicos da linha 17 do monotrilho.

Durante a audiência, o clima esteve quente. Mais de 200 pessoas compareceram.

A comunidade de Paraisópolis, a favor do monotrilho, vaiava e criticava a posição das associações de bairro das áreas nobres da região. Documento elaborado por elas diz que “é melhor investir em áreas degradadas do que degradar áreas nobres”.

Apesar de muitas reclamações, e até de os moradores do Morumbi apresentarem novos trajetos para o monotrilho, Biazotti descartou alterações no projeto.

“Não podemos mudar nada, caso contrário nós perdemos a licença da instalação, já obtida para o trecho.”

Todas as críticas dos moradores, que preferem um metrô convencional ao monotrilho, foram rebatidas pelas autoridades.

Segundo Biazotti, não é verdade que o monotrilho não vai dar conta da demanda. “Em 2030, a linha terá um público de 15 mil pessoas por dia para uma capacidade de 30 mil”, afirmou.

O monotrilho da linha 17 está sendo projetado em três fases. A primeira vai do aeroporto de Congonhas à região da marginal Pinheiros e ficará pronto até 2014.

A segunda etapa sai da região do shopping Morumbi, passa pelo estádio do São Paulo e chega à linha 4-amarela, na Francisco Morato.

A terceira fase liga o fim da Roberto Marinho à estação Jabaquara. Apenas parte do primeiro trecho tem licença ambiental de construção.