Por Cleber Aguiar – Nova lei coloca apito sob dilema regulamentação x profissionalização

Fonte: Gazetaesportiva.net

Marcelo Belpiede São Paulo (SP)

O futebol brasileiro deu o pontapé inicial para diminuir a desigualdade vivida entre os seus principais personagens (jogadores) e uma figura vista pela torcida exclusivamente como vilã, os árbitros. Há quase duas semanas (dia 16 de maio), a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6405/2002 para regulamentar a função dos apitadores no Brasil, uma proposta que tramitava no Legislativo desde a década passada.

O texto original vindo do Senado sofreu uma alteração em função de uma emenda do deputado André Figueiredo (PDT-CE). Desta forma, haverá uma nova análise dos senadores antes de o Projeto de Lei ser enviado para a sanção da presidente Dilma Roussef. De qualquer forma, o texto é visto apenas como o primeiro passo para o início de um processo de progressão na função dos apitadores.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Árbitros terão a função regulamentada, mas profissionalização ainda é vista como utópica no Brasil

“O reconhecimento era um anseio antigo dos árbitros de futebol, que não podiam recorrer à Previdência e tinham a obrigação de cumprir outra profissão para não ficar provado o vínculo com as federações”, exalta André Figueiredo. “Esse foi o primeiro passo de avanço, é uma coisa que vai proporcionar uma realidade diferente lá na frente aos profissionais”, emenda o coronel Marcos Marinho, chefe dos árbitros da Federação Paulista de Futebol (FPF).

CBF acha inviável vínculo com árbitros e avisa: erros continuarão
A regulamentação irá colocar os árbitros em um patamar mais respeitável, mas, por enquanto, é impossível pensar que os comandantes dos jogos terão um vínculo trabalhista com as federações para findar a profissionalização. Presidente da Comissão de Árbitros da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Sérgio Corrêa apresenta ponderações econômicas para justificar a permanência dos apitadores como trabalhadores autônomos.“Não tem como, é inviável, quem pagaria essa conta? Temos 600 árbitros no quadro. Se pagarmos R$ 1 mil por mês para cada um, que não seria um grande salário, o gasto mensal seria de R$ 600 mil. Com todos registrados em carteira, o valor sobe para R$ 1,2 milhão”, comenta o dirigente.

Na visão de Sérgio Corrêa, os árbitros necessitam de uma legislação específica para a sua função. Porém, independentemente da nova lei, o representante da CBF aponta que a realidade não terá mudanças em relação ao nível das arbitragens. Ele acredita que os erros – considerados em número elevado pela maioria dos críticos – estão relacionados com as limitações humanas.

“Vamos lembrar que a Fifa fez um investimento enorme na preparação dos árbitros para a Copa do Mundo de 2010 em todos os sentidos e tivemos erros graves, tanto no jogo da Irlanda nas eliminatórias contra a França, e naquele lance da Inglaterra contra a Alemanha. No fim das contas, o prejuízo pode chegar a milhões”, diz.

Ex-árbitro da Fifa, Sálvio Spinola Fagundes Fiilho concorda que os equívocos nas decisões mais importantes não têm relação com a regulamentação ou um futuro processo de profissionalização. “Os erros capitais continuarão, como acontece em qualquer lugar que tem futebol. Mas tende a haver mais segurança ao árbitro (com maior tempo de preparação)”, aposta.

A partir de agora, os árbitros serão vistos como trabalhadores autônomos – ou seja, seguem sem vínculo com as entidades – e ainda estão livres para criar entidades especializadas. Na teoria, também poderão exercer só a função no futebol, algo proibido até o momento. “Acho que coloca uma situação de profissionalismo do árbitro, que passa a ser um autônomo e pode usufruir de sindicatos, ser uma categoria de verdade”, comenta o coronel Marinho.

O deputado André Figueiredo vai além e aposta que, em breve, os árbitros mais famosos terão condições de abandonar as suas profissões e viver somente das taxas dos jogos nacionais e internacionais. “Se for um profissional requisitado para grandes jogos, eu acho pode viver apenas da função de árbitro. Aliás, alguns deles falam que têm outra profissão apenas para evitar o vínculo com as federações”, diz.

Em contrapartida, o ex-árbitro Sálvio Spinola Fagundes Filho acredita que o termo “profissionalismo” ainda não poderá ser utilizado para a arbitragem com a nova determinação. Sem salário fixo e vínculo na carteira, os apitadores permanecem sob limitações importantes.

“A lei não fala em profissionalizar, fala em reconhecimento da profissão. Seria difícil um vínculo para 500 ou 700 árbitros. E não é possível (viver só da arbitragem) porque não tem garantia jurídica de recebimento. Como fica quando o árbitro se lesiona? E os meses em que não há futebol?”, indaga o apitador que integrou o quadro da Fifa.

Ainda assim, Sálvio Spinola Fagundes Filho louva a vitória para a classe dos árbitros. “Vários deputados fizeram campanha com os árbitros e nenhum seguiu com o projeto, agora somente o doutor André, do Ceará, que abraçou a causa e foi até o fim”, apontou o ex-árbitro, que participou de uma sessão pública no ano passado em Brasília para o debate da questão.

A principal mudança da lei realizada na Câmara dos Deputados também proporciona sanções aos árbitros – pelo Código Penal e pelo Código de Processo Penal – se houver algum tipo de crime no trabalho em campo, com pena que vai desde a suspensão dentro das atividades a uma multa e até a possibilidade de detenção de seis meses a dois anos. “A lei prevê a aceleração da condenação dos maus profissionais”, justifica André Figueiredo.

A partir de agora, o Senado pode aprovar o texto com a emenda substitutiva feita por André Figueiredo ou somente o projeto original. “Nós esperamos que o plenário do Senado vote em 30 dias essa questão e, a partir daí, ficará pendente a sanção da presidente Dilma, que terá 90 dias para decidir. Nossa expectativa é que tudo esteja definido no segundo semestre”, encerra André Figueiredo.

Por Cleber Aguiar – Luis Alvaro recrimina ‘receita’ no Facebook de Fucile

Fonte: Lancenet.com.br

Mesmo após jogador afirmar que provocação ao Corinthians foi feita por fãs, presidente do Santos desaprovou ‘brincadeira boba’

Luis Alvaro - Presidente do Santos (Foto: Ivan Storti) Luis Alvaro desaprovou piada publicada na fan page de Fucile no Facebook (Foto: Ivan Storti)

Bruno Uliana
Publicada em 28/05/2012 às 14:26
São Paulo (SP)

A “receita de gamba”, provocação ao Corinthians publicada na fan page do lateral Fucile, do Santos, no Facebook, desagradou o presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro. Mesmo após o lateral e seu empresário afirmarem que o comentário não havia sido feito pelo uruguaio, mas sim por fãs que administravam a página, o mandatário do clube de Vila Belmiro recriminou a piada.

Além de desaprovar o ocorrido no último domingo, Luis Alvaro pediu mais cuidado dos atletas nas redes sociais.

– Não gostei (da provocação). Foi uma brincadeira que não deveria ter sido feita, mesmo sendo uma brincadeira boba. As pessoas têm que ter noção da importância das mídias sociais com os torcedores – afirmou o presidente, em evento na capital paulista.

Luis Alvaro ressaltou que ele mesmo costuma brincar com os rivais, mas sempre com bom humor, nunca em tom pejorativo, que possa ofender os adversários.

– Eu mesmo faço questão de não provocar os torcedores rivais. Por isso, todos me tratam bem na torcida do Corinthians. Os jogadores têm que fazer o mesmo – destacou.

Mario Gobbi, presidente do Corinthians, estava no mesmo evento que Luis Alvaro, mas preferiu não comentar sobre a “receita” publicada na fan page de Fucile e minimizou a polêmica.

– A gente prefere ficar quieto, não é uma coisa nossa.

Segundo o agente do lateral, Pablo Tomaduz, Fucile reconhecia o perfil na rede social como sua página oficial, mas quem a atualizava eram fãs do Uruguai. De acordo com o agente, o uruguaio enviava fotos e comentários, por e-mail, para que essas pessoas publicassem em seu perfil.

Apesar de a página ter comentários em primeira pessoa, como “já estou andando sem muletas”, Tomaduz diz que todas as postagens eram feitas pelos fãs. Segundo ele, as pessoas que teriam escrito a provocação ao Corinthians não têm mais acesso à conta.

Fan pages são páginas que existem para que as organizações, empresas, celebridades, bandas e outros famosos transmitam informações de si aos seus seguidores. É uma forma do fã interagir com seu ídolo.

 

HUMOR ICFUT – MORTE SÚBITA

Fonte: Kibeloco.com.br

Homem morre depois de participar de quadro do novo programa de Fátima Bernardes

Um homem de 70 anos que participava da gravação de um jogo de futebol para o novo programa de Fátima Bernardes morreu depois de sofrer um infarto fulminante. Segundo a assessoria de imprensa da Globo, não houve tempo para salvar a vítima.

O programa de Fátima Bernardes está em fase de produção e ainda não tem previsão de estreia. De acordo com a assessoria, ainda não se sabe se o quadro irá ao ar.

***

Qual o melhor comentário sobre a notícia acima?

a) A Sônia Abrão já está com medo da concorrência.

b) E eu achando que morto em campo era só em jogo do Flamengo.

c) É a prova que a Globo e “ao vivo” não combinam.

Por Cleber Aguiar – Meia é cortado da seleção da Sérvia por não cantar hino em amistoso

Fonte: Globo.com

Técnico Sinisa Mihajlovic afirma que pode voltar a convocar Adem Ljajic, da Fiorentina, se o jogador merecer em campo e mudar a sua postura

Por GLOBOESPORTE.COM Belgrado

Adem Ljajic, seleção sérvia (Foto: Agência AFP)Adem Ljajic está fora da seleção da Sérvia por tempo
indeterminado (Foto: Agência AFP)

O meia Adem Ljajic, da Fiorentina, foi excluído da delegação sérvia que se preparava para amistosos contra França e Suécia. Ele não cantou o hino nacional antes do amistoso do último sábado contra a Espanha, de acordo com a Federação de Futebol da Sérvia. No jogo, a Fúria venceu por 2 a 0.

Segundo comunicado, Ljajic violou regra de comportamento instituída pelo técnico Sinisa Mihajlovic, que assumiu o cargo há pouco mais de um mês. O treinador decidiu expulsar o jogador dos preparativos que a Sérvia realizada na Suíça, após uma reunião com o jogador. Na conversa, o meia disse que não cantou o hino por motivos pessoais e que não mudaria sua postura.

No entanto, o comandante da equipe afirmou que não fechará as portas da seleção para o jogador, garantindo que não terá problema em convocá-lo mais uma vez, caso o faça por merecer com suas atuações e, claro, mude sua postura. O atleta já se envolveu em caso polêmico neste ano, quando foi agredido pelo treinador da Fiorentina Delio Rossi, após reclamar por ter sido substituído em partida contra o Novara.

ICFUT – Entrevista do Ex- jogador Leonardo para o Estadão

Fonte: O Estado de São Paulo

Encontros com o Estadão

SONIA RACY – DIRETO DA FONTE

Há mais de 20 anos vivendo no exterior, Leonardo, campeão do mundo pelo Brasil em 1994, agora quer ser lembrado por suas ações fora de campo. Ex-dirigente do Milan e Inter de Milão, o atual diretor de futebol do Paris Saint-Germain tem uma missão na capital francesa: tornar o time competitivo na Europa.

Por telefone, de Paris, o ex-jogador revelou, entre outras coisas, o desejo de voltar ao Brasil – “mas com um projeto global, senão você acaba remando contra a maré”. O que Leonardo chama de “maré” é a estrutura do futebol brasileiro, muito criticada pelo dirigente: “Nossos clubes ainda são associações esportivas sem fins lucrativos. Com dívidas infinitas e pouco compromisso com esse lado comercial”, explica. Entretanto, mostra-se otimista com o futuro: “O Brasil vive um grande crescimento, e isso vai chegar ao futebol em algum momento”.

Poliglota e “cidadão do mundo”, como ele mesmo define, Leonardo não sente saudade de jogar: “Para mim, foi uma passagem natural. Sinceramente, não sinto nenhuma falta”, diz o ex-jogador, que não bate bola nem nos fins de semana.

A seguir, os melhores momentos da entrevista.

Você é um crítico dos modelos de gestão do futebol brasileiro. Fala-se muito em falta de profissionalismo. Qual sua opinião?

Esta é uma discussão profunda. No Brasil, confunde-se profissionalismo com remuneração de cargos. Não é isso. A estrutura não é profissional. Você pode falar como o maior empreendedor do mundo corporativo, mas, quando leva isso para o mundo do futebol, parece estranho, porque futebol é paixão. Os clubes brasileiros têm de mudar sua estrutura. Podemos pensar em vários modelos: inglês, americano, italiano, espanhol. O Brasil tem de encontrar o melhor para a sua realidade.

Por que nossa estrutura não é profissional?

Os clubes ainda são associações esportivas sem fins lucrativos. Com dívidas infinitas e pouco compromisso com o lado comercial. Não basta ter um “manager” remunerado. O problema é uma estrutura que nasceu há mais de cem anos, com um tipo de realidade. E hoje vivemos a mesma estrutura, mas em um país que é a sexta economia mundial. E o futebol está completamente fora desse circuito. É preciso ter um projeto global. Acho que temos conhecimento de gestão, potencial econômico, visão, qualidade de futebol. Tudo. Mas não conseguimos alavancar um sistema que tenha sustentabilidade.

O que barra esse avanço?

Exatamente essa estrutura. Em que um presidente se elege a cada quatro anos. E, no primeiro dia de mandato, já está pensando na reeleição. Isso cria uma coisa política dentro do clube. Ninguém tem a responsabilidade direta sobre aquilo. Isso é muito antigo e muito amarrado. Mas, hoje, a demanda do mundo corporativo exige rapidez, reação imediata.

Você propõe uma reforma…

Exatamente. Uma reforma na estrutura do futebol. O que vemos são clubes amarrados, engessados, com dificuldades. Existem clubes que até estão empenhados de tudo que é jeito, já outros perpetuam dívidas com o estado, alguns estão falidos. Existe de tudo. Trata-se de um peso do passado que não é fácil sobrepor.

Você já afirmou que “a torcida sempre vai ser dona do clube”. O que quis dizer com isso?

A discussão começou quando se falou de os clubes brasileiros terem um proprietário. Assim como existe nos outros países. Na Inglaterra há um modelo mais ou menos homogêneo, em que o clube tem um dono. No Brasil, imaginar isso quase agride. O Manchester City tem um dono e tem também uma torcida que está pedindo resultados. Nada mudou. Os brasileiros são avessos a clubes com proprietários, mas os clubes ficam na mão de uma estrutura complicada, na qual quem articula melhor acaba sendo ‘proprietário’. É uma estrutura muito mais vulnerável do que se tivesse alguém lá todos os dias. Hoje, um proprietário inglês, se não der resultado esportivo… a torcida faz com que ele venda o clube. Funciona como em qualquer outra empresa. Não estou dizendo que este seja o modelo ideal. No fundo, é tudo questão de decidir fazer. Ter uma política esportiva. No Brasil, o que falta é o controle dessas realidades esportivas. Quem controla os clubes? Teoricamente, o Estado. Mas, como são essas associações, ficam perpetuando insucessos econômicos.

Você já foi vítima da hostilidade da torcida, quando saiu do Milan e foi para a Inter de Milão. Como viveu aquele momento?

Sabia que tinha tomado uma decisão forte. Vivi catorze anos em Milão, então conheço bem a realidade. Sabia da minha decisão e estava preparado. Entendo e respeito. Foi uma demonstração de sentimento. Fiquei muito tempo no Milan, foram treze anos. Fui jogador, dirigente e treinador no mesmo clube. Por isso, tenho um respeito muito grande. Mas acabei me desligando, por vários motivos, e fui chamado pela Inter, que é um dos melhores clubes do mundo, por um presidente com quem eu também criei uma relação muito forte e intensa.

O Milan pertence a Silvio Berlusconi, uma figura no mínimo controversa. Como lidou com esse fato?

Eu briguei com o Berlusconi e saí do Milan. Foi muito simples. A única coisa que não mudou foi meu respeito pelo clube. O Milan, para mim, não é o Silvio Berlusconi. O Milan é o Milan.

Você acredita que o futebol brasileiro está mudando de eixo? Segurando mais seus jogadores?

Hoje dá para fazer uma grande carreira no Brasil. Mas a Europa reúne os melhores talentos do mundo. A qualidade dos campeonatos é alta, a importância e a economia acabam sendo superiores. Por isso, todos eles vêm para cá. O que acontece no Brasil, hoje, é que existe um movimento forte, porque o País enriqueceu, está se organizando.

Vale a pena o jogador prolongar a carreira no Brasil?

A partir do momento em que o País se reforça, consegue segurar mais seus jogadores. Mas a realidade, muitas vezes, é que os clubes não têm como dar estabilidade ao jogador – que acaba indo atrás não “da grande oportunidade”, mas de “qualquer oportunidade”. Acaba indo até para a China – com 18 anos, se puder. Esse tipo de jogador a gente tinha de segurar. Para conseguir ter alguns talentos e melhorar a qualidade dos campeonatos internos. Agora, o grande time europeu que contrata o Neymar, isso é inevitável. Mas, com o movimento de Copa do Mundo no Brasil, com o Santos melhor, você vê, o Neymar está ficando aí…

Você tem planos de voltar algum dia para o Brasil?

Sonho sempre com isso. São vinte anos no exterior. Sinto saudade e vontade de realizar, no Brasil, as coisas que eu fiz aqui. Isso está sempre presente na minha cabeça. Um dia vai chegar minha hora de voltar para o Brasil, com certeza.

Para dirigir algum clube?

Acho que vai acontecer, sim. Se alguém quiser… não sei se vão querer. Mas acho que tem de ser um projeto global. Com uma ideia bastante forte, senão você acaba remando contra a maré.

Você já afirmou que uma experiência marcante na vida do jogador é passar pela seleção.

A seleção brasileira é uma das maiores marcas do futebol mundial. Mesmo com os campeonatos internos ganhando força, a seleção tem algo a mais.

Uma crítica à nossa seleção é que nossos jogadores têm um ego exacerbado. Concorda?

Não acho que tenha problema de ego. É que um jovem brasileiro de 16, 17 anos está praticamente pronto. Muitas vezes, para jogar na Europa, na seleção. Porque ele se acha realmente capaz de fazer. Isso não acontece muito em outros países. Existe uma autoestima alta, porque somos reconhecidos como aqueles que têm o melhor futebol. Então, desde jovem, o jogador quer chegar ao máximo.

O que acha da seleção atual?

Ainda não se formou. Precisa de uma cara, está em construção com o Mano Menezes.

Você é otimista com relação à Copa de 2014?

Como vai ser no Brasil, pode causar um pouco de ânsia de ter uma seleção à altura. Acho que sempre tivemos. Dificilmente isso será diferente em 2014. Qual foi a Copa do Mundo em que o Brasil não entrou como favorito? Pode ter perdido ou ganhado, mas as últimas foram assim. Então, eu não tenho essa “ânsia técnica”, mas entendo. Porque é em casa. Tudo tem de sair perfeito.

E a história de que jogador brasileiro não tem controle emocional quando toma gol?

Não concordo. Acho que o brasileiro é supercompetitivo. Tem um pouquinho de tudo. Domínio do jogo, reação a um momento difícil. Não o vejo aceitando situações, não.

Qual é a visão que chega na França da Copa de 2014?

Chega a dificuldade. Não estou tão por dentro, mas as informações são as mesmas… Obras atrasadas, essas coisas. Polêmica com o secretário geral da Fifa. Mas, sinceramente, não tenho uma opinião, porque não estou vivendo o Mundial tão de perto.

É a favor da venda de bebida alcoólica nos estádios durante a Copa do Mundo?

Esse tipo de interdição resulta da falta de preparo para você ter liberdade. Não é só no Brasil. Na Inglaterra também aconteceu. Agora voltou, e os ingleses podem beber. Na França, não se vende na arquibancada de torcidas organizadas. O ideal é que haja um equilíbrio: que as pessoas respeitem e que você possa dar a liberdade.

Há boatos de que o Paris Saint-Germain pensa em contratar o Kaká. Ao mesmo tempo em que ele é acusado de ter perdido a fome de bola, se burocratizado.

O Kaká, com certeza, é um grande jogador, com enorme potencial. Mas sofreu lesões importantes, que comprometeram muito. E ele está em um time muito competitivo, em que tudo acontece de forma muito acelerada. Mas não perdeu a fome de bola, não.

O PSG vai contratá-lo?

Olha, sou muito ligado ao Kaká desde o início da carreira dele. E, independentemente da nossa relação pessoal, é um jogador que, mesmo que não esteja no seu 100%, é extraordinário. Mas ainda não começamos a contratar.

E o Pato? E o Higuaín?

Hoje, o PSG entrou no grupo dos compradores. Então, para qualquer jogador importante do mercado, somos um potencial comprador. Irão aparecer 50 mil nomes. Nós vamos, sim, fazer investimentos. Mas ainda estamos estudando.

Qual o projeto para o PSG? O clube está passando por um momento importante. Até o ano passado, não era competitivo no campeonato francês. Nós chegamos, fizemos contratações, estamos reestruturando tudo. E conseguimos classificá-lo para a Liga dos Campeões, que era o objetivo da temporada. A ideia é fazer um time competitivo para o ano que vem. Isso em uma cidade como Paris, que nunca viveu um projeto como esse. É uma reconstrução quase que conceitual.

Foi esse desafio que te levou a deixar a Inter?

Foi. Voltar a ser diretor de futebol, que eu gosto muito, e num time em que joguei. E o projeto, em si, foi muito legal. Os proprietários, do Catar, são pessoas realmente extraordinárias. Jovens, capazes, apaixonadas por futebol. Têm vários projetos ligados a isso, até a Copa de 2022, que eles vão sediar.

O francês não é apaixonado por futebol, é?

O futebol precisa da “loucura positiva” para acontecer. Precisa do fogo, da paixão. Na França, existe uma grande tradição do futebol, basta ver os clubes, os jogadores. Mas precisamos acender “esse fogo”. Isso faz parte do nosso projeto e se faz com talentos, gerenciamento da marca, relação do clube com a cidade, com vitórias. Vamos conseguir.

/MARILIA NEUSTEIN

ICFUT – BRASILEIRÃO SERIE A – 2012 – GOLS,JOGOS, CLASSIFICAÇÃO E LINK AO VIVO AQUI NO ICFUT

LINK AO VIVO DOS JOGOS DA SÉRIE A DO BRASILEIRÃO 2012 – CLIQUE AQUI

Grêmio 1 x 0 Palmeiras – 2ºRodada – Brasileirão 2012
Atlético-MG 1×0 Corinthians Campeonato Brasileiro 2012
São Paulo 1 x 0 Bahia –  BRASILEIRÃO 2012
Flu 2 x 2 Figueirense pela 2ª rodada-Brasileirão2012 Série A
Santos 0 x 0 Sport pela 2ª rodada-Brasileirão2012 Série A
Coritiba 2 x 3 Botafogo pela 2ª rodada-Brasileirão2012 Série A
Naútico 0 x 0 Cruzeiro pela 2ª rodada do Brasileirão 2012
Flamengo 3×3 Internacional Campeonato Brasileiro 2ª Rodada
Portuguesa 0x1 Vasco Campeonato Brasileiro 2ª Rodada
Atlético-GO 1×1 Ponte Preta Campeonato Brasileiro 2ª Rodada
Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Botafogo-RJ 6 2 2 0 0 7 4 3 100.0
2  Vasco da Gama-RJ 6 2 2 0 0 3 1 2 100.0
3  Atlético-MG 6 2 2 0 0 2 0 2 100.0
4  Internacional-RS 4 2 1 1 0 5 3 2 66.7
5  Figueirense-SC 4 2 1 1 0 4 3 1 66.7
6  Fluminense-RJ 4 2 1 1 0 3 2 1 66.7
7  Grêmio-RS 3 2 1 0 1 2 2 0 50.0
8  São Paulo-SP 3 2 1 0 1 3 4 -1 50.0
9  Flamengo-RJ 2 2 0 2 0 4 4 0 33.3
10  Atlético-GO 2 2 0 2 0 1 1 0 33.3
11  Sport-PE 2 2 0 2 0 1 1 0 33.3
12  Cruzeiro-MG 2 2 0 2 0 0 0 0 33.3
13  Santos-SP 2 2 0 2 0 0 0 0 33.3
14  Náutico-PE 1 2 0 1 1 1 2 -1 16.7
15  Ponte Preta-SP 1 2 0 1 1 1 2 -1 16.7
16  Portuguesa-SP 1 2 0 1 1 1 2 -1 16.7
17  Palmeiras-SP 1 2 0 1 1 1 2 -1 16.7
18  Bahia-BA 1 2 0 1 1 0 1 -1 16.7
19  Corinthians-SP 0 2 0 0 2 0 2 -2 0.0
20  Coritiba-PR 0 2 0 0 2 2 5 -3 0.0
2ª RODADA
26/05 – 18h30 Portuguesa-SP 0 x 1 Vasco da Gama-RJ
26/05 – 18h30 Atlético-GO 1 x 1 Ponte Preta-SP
26/05 – 18h30 Flamengo-RJ 3 x 3 Internacional-RS
26/05 – 21h00 Náutico-PE 0 x 0 Cruzeiro-MG
27/05 – 16h00 Coritiba-PR 2 x 3 Botafogo-RJ
27/05 – 16h00 Santos-SP 0 x 0 Sport-PE
27/05 – 16h00 São Paulo-SP 1 x 0 Bahia-BA
27/05 – 16h00 Atlético-MG 1 x 0 Corinthians-SP
27/05 – 18h30 Fluminense-RJ 2 x 2 Figueirense-SC
27/05 – 18h30 Grêmio-RS 1 x 0 Palmeiras-SP
3ª RODADA
6/06 – 19h30 Atlético-GO x Grêmio-RS
6/06 – 19h30 Sport-PE x Palmeiras-SP
6/06 – 20h30 Vasco da Gama-RJ x Náutico-PE
6/06 – 20h30 Atlético-MG x Bahia-BA
6/06 – 20h30 Coritiba-PR x Portuguesa-SP
6/06 – 21h50 Santos-SP x Fluminense-RJ
6/06 – 21h50 Ponte Preta-SP x Flamengo-RJ
6/06 – 21h50 Internacional-RS x São Paulo-SP
7/06 – 20h30 Botafogo-RJ x Cruzeiro-MG
7/06 – 20h30 Corinthians-SP x Figueirense-SC
4ª RODADA
9/06 – 18h30 Portuguesa-SP x Atlético-GO
9/06 – 18h30 Flamengo-RJ x Coritiba-PR
9/06 – 21h00 Palmeiras-SP x Atlético-MG
10/06 – 16h00 São Paulo-SP x Santos-SP
10/06 – 16h00 Grêmio-RS x Corinthians-SP
10/06 – 16h00 Fluminense-RJ x Internacional-RS
10/06 – 16h00 Bahia-BA x Vasco da Gama-RJ
10/06 – 18h30 Náutico-PE x Botafogo-RJ
10/06 – 18h30 Figueirense-SC x Ponte Preta-SP
10/06 – 18h30 Cruzeiro-MG x Sport-PE

Por Cleber Aguiar – Desfalcado, Flu vacila em casa e fica no empate com o Figueirense

Fonte: Portal Terra

Mesmo com vários desfalques, o Fluminense esteve à frente no placar por duas vezes neste domingo, no Engenhão, mas vacilou e acabou cedendo o empate ao Figueirense, ficando na igualdade por 2 a 2. O tropeço em casa impediu a equipe de Abel Braga de manter os 100% de aproveitamento na competição, depois de começar o Campeonato Brasileiro com vitória sobre o atual campeão Corinthians. O time catarinense, por sua vez, conseguiu um bom resultado longe de seus domínios, graças a um grande segundo tempo.

Ainda procurando se recuperar da eliminação nas quartas de final da Copa Libertadores, sofrida na última quinta-feira, diante do Boca Juniors, o Fluminense entrou em campo com pelo menos seis desfalques importantes. Além de Fred, Deco, Valencia e Diguinho, que já não vinham atuando, Abel ainda perdeu Rafael Sobis e Rafael Moura para a partida deste domingo, que se juntaram ao time de lesionados do Fluminense. Wellington Nem, que poderia ser uma boa opção para o ataque, está com a Seleção Brasileira.

Diante deste quadro, Abel se virou para montar o time, que mesmo desfalcado deu a impressão de que poderia sair do Engenhão com uma importante vitória. No entanto, a expulsão do jovem Wallace, no final do primeiro tempo – foram dois cartões amarelos em faltas desnecessárias -, complicou as coisas para o time da casa. Inteligente, o Figueirense soube crescer no segundo tempo e buscou o resultado até o fim, chegando perto do triunfo nos últimos minutos.

O Fluminense começou melhor e não demorou para abrir o placar. Aos 17min, Wagner foi quase até a linha de fundo, cruzou atrás para Samuel, que não conseguiu dominar, e Marcos Júnior aproveitou a sobra. O jogador dominou e girou chutando no canto, sem chances de defesa para Ricardo. A partida então ficou morna no primeiro tempo, mesmo após a expulsão de Wallace, aos 40min.

O segundo tempo veio e com ele o jogo ficou aberto. Em desvantagem numérica, o Fluminense não conseguia mais segurar o ataque rival como antes. Aos 12min, o Figueirense chegou ao empate quando Túlio tentou o chute, a bola espirrou na zaga e Caio pegou a sobra com um arremate firme, rasteiro. O time carioca voltou a ficar em vantagem aos 20min, com o gol de Wagner, que bateu na saída do goleiro depois de receber belo passe de Marcos Júnior.

Após o gol, o Fluminense se retrancou e poderia até ter levado a virada. O Figueirense empatou novamente ainda aos 30min, em chute de fora da área de Pablo que desviou em Wagner, tirando as chances de defesa de Diego Cavalieri. O goleiro, porém, ainda salvaria o time carioca da derrota nos minutos finais. Com o empate, a equipe catarinense chegou aos mesmos quatro pontos do Fluminense, já que havia vencido o Náutico na estreia.

Pela terceira rodada do Brasileiro, o Fluminense deve ter mais um jogo difícil, contra o Santos, na Vila Belmiro, no dia 6 de junho, às 21h50 (de Brasília). No dia 7, é a vez do Figueirense voltar a campo diante do Corinthians, no Pacaembu, às 20h30.

Ficha técnica

FLUMINENSE 2 x 2 FIGUEIRENSE

Gols
FLUMINENSE:
Marcos Júnior, aos 17min do 1º tempo, e Wagner, aos 20min do 2º tempo
FIGUEIRENSE:
Caio, aos 12min, e Pablo, aos 30min do 2º tempo

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Wallace, Gum, Anderson e Carlinhos; Edinho, Jean, Wagner (Lanzini) e Thiago Neves; Marcos Júnior (Matheus Carvalho) e Samuel (Fábio Braga)
Treinador: Abel Braga

FIGUEIRENSE: Ricardo; Pablo, Canuto (João Paulo), Sandro e Guilherme; Túlio, Ygor, Toró (Fernandes) e Roni; Caio (Luiz Fernando) e Júlio César
Treinador: Argel Fucks

Cartões amarelos
FLUMINENSE: Wallace e Jean
FIGUEIRENSE: Toró, Canuto, Sandro e Guilherme

Árbitro
Nielson Nogueira Dias (PE)

Local
Estádio Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)

Por Cleber Aguiar – André Lima decide, e Grêmio vence o Palmeiras em ensaio para mata-mata

Fonte: Globo.com

Tricolor faz 1 a 0 no Olímpico e conquista seus três primeiros pontos no Brasileiro. Times voltam a se enfrentar na semifinal da Copa do Brasil

A CRÔNICA
por Hector Werlang

 

Foi um aperitivo estranho. Jogo tranquilo, só quatro cartões amarelos e um dos times vencendo com a principal arma do rival. Na prévia da semifinal da Copa do Brasil, o Grêmio superou o Palmeiras por 1 a 0, neste domingo, no Olímpico, pelo Brasileirão. O primeiro duelo entre os clubes no mata-mata será no dia 13 ou 14 de junho (a CBF ainda não definiu), no Estádio Olímpico.

A recuperação do Grêmio, após a derrota na estreia para o Vasco, ainda determinou a vitória de Vanderlei Luxemburgo sobre Luiz Felipe Scolari, que ainda não sabe o que é ganhar no Nacional – empatou com a Portuguesa na primeira rodada. Foi histórica, afinal, Felipão nunca havia perdido para o ex-clube. O Grêmio ainda perdeu um pênalti com Léo Gago, no primeiro tempo. O Palmeiras saiu de campo reclamando muito da arbitragem, após um lance com o zagueiro Henrique, que foi derrubado dentro da área por Gilberto Silva no final da partida.

– Foi pênalti em mim na última jogada. Está difícil a situação para nos em relação a arbitragem. Quando é pênalti para nós, ninguém marca. O cara chutou minha perna. Mas a gente tem de ficar quieto. A equipe tá de parabéns pelo que mostrou hoje – reclamou Henrique.

Gilberto Silva comemorou a solidez defensiva do Grêmio durante toda a partida.

– A vitória foi importante porque perdemos o primeiro jogo. Mas o mais importante foi a forma como a equipe se comportou em campo. Fomos consistentes defensivamente e merecemos o gol.

Agora, as equipes aproveitarão o recesso do Brasileirão. Voltam a atuar na primeira semana de junho. O Grêmio desafia o Atlético-GO, dia 6, às 19h30min, mesmo dia e horário da partida do Palmeiras contra o Sport em Recife.
Estudo do rival

Em início de jogo, as equipes se estudam. Imagina quando é o que antecede uma série decisiva. Nesta lógica, a Copa do Brasil parecia estar na mente dos jogadores. E também dos técnicos. Felipão mandou a campo Felipe deixando Valdivia no banco de reservas – o meia chileno está suspenso da primeira partida do mata-mata.

marcelo moreno grêmio henrique palmeiras (Foto: Edu Andrade / Agência Estado)Moreno e Henrique disputam a bola no Olímpico (Foto: Edu Andrade / Agência Estado)

 
Demorou, então, para a criatividade superar a forte marcação. Com times espelhados no mesmo esquema tático, o 4-4-2, o meio-campo sempre esteve congestionado. O que teve de bom surgiu das laterais. Aos 16 minutos, Gabriel tabelou com Marco Antonio, que cruzou para Marcelo Moreno cabecear e levar perigo ao gol de Bruno.

Os movimentos lentos, que por momentos deixaram o jogo sonolento, deram trégua aos 22. Souza, de boa jornada, descobriu Pará com belo lançamento. O lateral-esquerdo foi à linha de fundo e, antes de cruzar, acabou derrubado por Vitor Junior. Nem o pênalti abriu o placar. Léo Gago bateu firme, mas no travessão.

A sorte motivou o Palmeiras. Aos poucos, o time saiu de trás. E quase surpreendeu. Dez minutos mais tarde, Luan fez boa jogada e cruzou. Vitor Junior chegou um segundo atrasado e não conseguiu completar para o gol.

Feitiço contra feiticeiro

Sem Miralles, que sentiu dores na coxa direita, o Grêmio perdeu mais ainda em movimentação. Passou a viver de cruzamentos à área, onde André Lima passou a fazer parceria a Moreno. O panorama se inverteu. Com Valdivia em campo no lugar de Felipe, o Palmeiras passou a propor o jogo.

Não demorou para criar ótima chance. Aos cinco minutos, Barcos foi lançado na esquerda, passou por Naldo e só não marcou porque Victor fez grande defesa. O Grêmio não conseguia produzir nada, mas o futebol é um esporte imprevisível. Rondinelly entrou, cavou uma falta e, com a principal arma do rival, abriu o placar. Aos 27, Fernando cobrou e André Lima desviou de cabeça:1 a 0.

Embora com muito tempo ainda pela frente, o jogo praticamente acabou. A única chance criada foi a que Henrique e os palmeirenses reclamaram de pênalti.

O Grêmio saiu na frente. Resta saber quem levará vantagem na Copa do Brasil.