ICFUT – Santos x Velez Sarsfield – Libertadores 2012 – AO VIVO NO ICFUT

Fonte: Tribuna Online

SANTOS X VELEZ SARSFIELD – LIBERTADORES 2012 AO VIVO – CLIQUE AQUI

Muricy diz que Santos não depende apenas de Neymar e Ganso

De A Tribuna On-line

Óbvio que a notícia do dia é o fato de que Ganso será submetido a uma cirurgia. Até porque, ele e Neymar formam uma dupla que bota medo em qualquer time adversário. Porém, apesar da preocupação com o maestro santista, Muricy Ramalho fez questão de deixar claro que o Peixe não é só Neymar e Ganso.

“Esperança não só com eles, mas no time todo. Não dá pra jogar com dois, jogamos com 11. Temos que jogar melhor do que jogamos lá. O time todo. Não só os dois “, ressaltou o comandante santista.

Créditos: Bruno Miani

Para Muricy Ramalho, a esperança não está só nos pés dos craques Neymar (de costas) e Paulo Henrique Ganso

Nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, às 19h30, ao contrário do jogo de ida, o Peixe terá a torcida a seu favor. Embora Muricy admita que em casa dá para fazer pressão e que os jogadores se sentem bem, o técnico santista reconhece a força do Vélez Sarsfield.

“Para mim, é o melhor time da Argentina. Está com o mesmo técnico há muito tempo. E jogadores também. É um jogo duríssimo”, comentou.

> Muricy Ramalho acerta em escalar Ganso contra o Vélez Sarsfield mesmo sabendo que o jogador passará por atroscopia na sexta-feira?

Apesar de ter a possibilidade de utilizar Maranhão na lateral-direita, no lugar do improvisado Henrique, Muricy não fez mistério quanto a escalação que enfrentará o Veléz.

“Vai jogar o mesmo time que atuou na Argentina”, finalizou.

Vélez tentará marcar pelo menos um gol na Vila Belmiro

Paulo Rogério

Prioridade na marcação, mas com o objetivo claro de fazer pelo menos um gol. Esse será o plano do Vélez Sarsfield na partida contra o Santos, nesta quinta-feira, às 20 horas, na Vila Belmiro, pelas quartas de final da Copa Libertadores da América. No treino de reconhecimento do gramado da Vila Belmiro, na noite desta quarta-feira, o técnico Ricardo Gareca deu mostras claras de que colocará o time para jogar no contra-ataque.

Créditos: Bruno Miani

Na véspera do jogo, a equipe argentina fez treino de reconhecimento do gramado do palco da partida de quinta

Ao contrário dos treinos de reconhecimento de gramado comuns, Ricardo Gareca comandou uma atividade forte, dando ênfase ao domínio de bola e às conclusões. O que se viu é que o Vélez atuará com duas linhas de quatro jogadores, com fortalecimento na marcação do lado direito do time, justamente o lado em que Neymar costuma aparecer, mas sairá em bloco para os contra-ataques. Caberá ao volante Augusto Fernandez o primeiro combate ao atacante santista, enquanto o lateral Gino Peruzzi ficará na sobra.

Para o zagueiro Sebá Dominguez, que passou pelo Corinthians em 2005, o Vélez não poderá dar espaços nem a Neymar, nem a Paulo Henrique Ganso. “O Santos não tem só eles, mas eles fazem a diferença”.

O Vélez deve ir a campo com: Barovero; Peruzzi, Sebá Dominguez, Ortiz e Papa; Augusto Fernandez, Cubero, Zapata e Cabral; Martinez e Obolo.

Santos encara os 90 minutos finais por uma vaga na semifinal

De A Tribuna On-line

Apostando na força da Vila Belmiro, o Santos encara nesta quinta-feira, às 20 horas, os 90 minutos finais do duelo contra o Vélez Sarsfield válido pelas quartas de final da Libertadores. Após a derrota por 1 a 0 no jogo de ida, o Peixe precisa vencer por dois gols de diferença para carimbar a vaga na semifinal. Uma vitória santista por 1 a 0 leva a decisão para os pênaltis.

Em 2012, o Santos tem 100% de aproveitamento atuando na Vila Belmiro. Foram oito vitórias e 28 gols marcados.

“A Vila ajuda, porque é nosso campo, fazemos pressão sobre o adversário e nossos jogadores se sentem bem atuando lá. Fora que o Vélez é um dos melhores times da Argentina e joga muito bem. Vamos precisar dessa força extra”, afirmou Muricy Ramalho.

Créditos: Bruno Miani

Ganso entra em campo, mas passará por artroscopia no joelho direito na sexta-feira

Além da força do Alçapão, a equipe alvinegra aposta no poder de decisão de Neymar. No jogo de ida, o craque sofreu com a forte marcação imposta pelo Vélez, mas o retrospecto na temporada animada a torcida santista. O camisa 11 já balançou as redes adversárias 27 vezes em 2012, sendo 11 tentos em casa.

Já a equipe argentina quer repetir a forte marcação em Neymar e Ganso e jogar no contra-ataque. O técnico Ricardo Gareca terá a volta do zagueiro Fernando Ortiz, que não disputou a partida de ida no estádio José Amalfitani.

Se o Santos vencer o duelo desta quinta-feira, encara o Corinthians na semifinal da Libertadores. Caso o Vélez se classifique, terá que enfrentar o Boca Juniors na próxima fase, porque o regulamento da competição força o confronto entre clubes do mesmo país antes da final.

Santos x Vélez Sarsfield

Santos:Rafael; Henrique; Edu Dracena; Durval e Juan; Adriano; Arouca; Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Alan Kardec. Técnico: Muricy Ramalho.

Vélez Sarsfield: Barovero; Peruzzi, Sebá Dominguez, Ortiz e Papa; Augusto Fernandez, Cubero, Zapata e Cabral; Martinez e Obolo. Técnico: Ricardo Gareca.

Árbitro: Roberto Silvera (URU)

Auxiliares: Mauricio Espinosa (URU) e Miguel A. Nievas (URU)

Local: Vila Belmiro

Transmissão: FOX Sports e Tri FM (105,5)

Por Cleber Aguiar – ‘Não se faz uma Copa sem o governo’

Fonte: O Estado de São Paulo

Dirigente considera que saída de Ricardo Teixeira vai ajudar a deslanchar a organização, mas ainda faz críticas ao Brasil

JAMIL CHADE / BUDAPESTE , ENVIADO ESPECIAL – O Estado de S.Paulo

Ricardo Teixeira era um obstáculo e sua saída da CBF permitiu que finalmente a Fifa e o governo brasileiro estabelecessem uma “organização adequada” para a Copa do Mundo de 2014. Mesclando ataques sutis e elogios rasgados, escolhendo cuidadosamente as palavras e fazendo de tudo para não citar Teixeira nominalmente, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, fez questão de apontar que a nova fase na preparação do País só foi possível depois que José Maria Marin assumiu a CBF.

Velhos rivais, ambos travaram uma verdadeira guerra, com o suíço ameaçando divulgar documentos secretos que, segundo a BBC, mostrariam que Teixeira recebeu suborno quando estava na Fifa. Para o brasileiro, a guerra não passava de uma disputa de poder para Blatter abrir caminho para seu aliado Michel Platini ser presidente em 2015.

Ontem, Blatter fez o primeiro ataque a Teixeira desde sua queda. Em entrevista a jornais brasileiros, rejeitou que a entidade esteja se enriquecendo às custas do Brasil. Segundo ele, os ganhos da Fifa com o evento – deve arrecadar no total US$ 4 bilhões com a Copa – vem graças aos patrocinadores, que não são brasileiros.

Ele, porém, não menciona o fato de que as obras públicas e de estádios custarão ao governo até R$ 33 bilhões e que, em apenas um ano, o orçamento já sofreu incremento de 15%. Questionado sobre o orçamento, afirmou desconhecer. Apenas alerta que a Copa deve ser vista como um evento “solidário” em que se dividem os lucros a todas as federações.

O suíço comemora o fato de o governo estar envolvido na preparação. Mas chama Luis Fernandes, o representante do Ministério do Esporte no COL, de “carteiro”, indicando que apenas levará e trará informações. Eis os principais trechos da entrevista, concedida em uma das salas de um andar inteiro que a Fifa passou a ocupar em um hotel de luxo em Budapeste, local de sua reunião anual.

A Fifa tomou medidas em relação à Copa, mudou o COL, incluiu o governo na preparação e acelerou as construções. O que mais precisa ocorrer para colocar um fim aos atrasos…

Era evidente que era necessário ter pessoas do governo no COL. Isso foi feito em todos os lugares do mundo e só foi possível com o novo presidente da CBF (José Maria Marin). Agora, temos uma organização adequada. Não se pode organizar uma Copa sem a representação do governo no COL. Se não, não tem comunicação. Trata-se de ter um comunicador, um carteiro para levar informações. Isso está feito agora. Do lado do governo, será Aldo Rebelo o encarregado do progresso e suas responsabilidades. E do lado da Fifa será Jérôme Valcke.

O senhor participará?

Eu não ficarei fora. Mas não sou quem executa. A presidente Dilma concordou que vamos no encontrar com mais frequência, quando ela estiver na Europa. Envolvemos o presidente da comissão de organização do Mundial no COL. Queremos isso porque uma decisão tomada no COL já é a decisão do Comitê Executivo da Fifa. O representante será o presidente da Conmebol, Nicolas Léoz. Tenho certeza que Copa estará pronta e que a Copa das Confederações também. Com quantos estádios, ainda veremos.

O que é a Copa para a Fifa?

A Copa é a maior organização esportiva do mundo e para a Fifa é a única fonte de renda. Temos 85% de nossa renda vindo da Copa. Organizamos outras competições. Salvo o Mundial de Clubes, que tiramos um pouco de dinheiro, todas as demais são deficitárias e ainda temos programas de desenvolvimento. Para a Copa vão 32 times. Mas o resto das federações também ganham.

Há acusações de que a Fifa vem lucrando com o Brasil…

O dinheiro não vem do Brasil. Isso precisa ser dito. Até agora, não temos um só patrocinador internacional do Brasil. São seis (Coca-Cola, Visa, Emirates, Adidas, Hyundai e Sony). Não tenho certeza, mas acho que não tem ninguém do Brasil. O Brasil precisa obter um certo número de patrocinadores locais.

O senhor apontou que as mudanças no COL só puderam ser feitas depois de que a própria CBF passou por mudanças.

Sim. Até agora a organização se concentrou no que tinha de organizar. Talvez não entendiam que precisavam do governo, se não, não funcionava. Talvez não estavam envolvidos no dia a dia dos trabalhos. Sempre tivemos um participante do governo nas organizações de Mundiais. Estou um pouco surpreso que não tínhamos isso antes.

A relação entre a Fifa, COL e governo não funcionava…

Bem, agora está melhor. Era hora de estar melhor. Fiz essa viagem para ver Dilma e era o momento de eu ir. A mudança ocorreu justamente quando houve a mudança na CBF. Acho que teve uma grande influência também dentro do Brasil.

O senhor está aliviado que essas mudanças aconteceram dois anos antes da Copa?.

Sim. Era o momento de ocorrer. Se temos profissionais na organização, a atenção é na construção de estádios, infraestrutura e aeroportos. Mas isso não é nossa responsabilidade direta. É do Brasil. Nossa esperança é que unimos forças. Não é como começar do zero. É como na F-1. Trazem o safety car e a corrida continua.

Mas o safety car só entra quando há um choque na pista.

Não, pode ser chuva.

A percepção de que dinheiro público está sendo usado para a Copa preocupa o senhor…

Fiquei surpreso. Foi Romário quem me disse isso e eu respondi: ‘Você está totalmente errado’. E ele ainda disse que deveríamos dar entradas para os brasileiros. Temos 3 milhões de entradas e vocês são 200 milhões. Como pode ser isso? Na segunda vez que fui ao Brasil (neste ano), não tive a impressão que há um sentimento pior em relação à Copa. Talvez não entendem que não estão prontos. Pelé disse que existem atrasos. Ele deveria ter dito isso antes. Mas ainda há tempo. Na Eurocopa, em Portugal, no dia do jogo, pintavam ainda estádios.

O senhor lamenta hoje não ter havido uma concorrência em 2007 para quem sediaria a Copa de 2014…

O Brasil é a sexta economia do mundo, talvez quinta. É um país organizado. Como não podemos confiar? Não lamentamos. É uma potência econômica. E tinha direito de sediar a Copa. É 5 vezes campeão. Se alguém tem direito, é o Brasil. Não poderia ter melhor país.

O senhor se preocupa com o fato de o orçamento do Brasil na Copa estar aumentando.

Não posso entrar nessas discussões. Pergunte ao secretário-geral da Fifa.

O que espera até final do ano sobre a preparação da Copa.

Espero que quando façamos o sorteio da Copa das Confederações no dia 1.º de dezembro, saibamos os estádios que serão usados para a Copa das Confederações e também quais são os 12 estádios para a Copa.

Mas o senhor deixa um espaço aberto para que algum estádio seja retirado da Copa ainda…

Não, vamos saber quais estão prontos para a Copa das Confederações ano que vem. Mas em 2010, jogamos a Copa com 9 cidades e dez estádios. Mas não era um país tão grande e nem o interesse pelo futebol era tão grande.

Quando o senhor deu ao Brasil o direito de sediar a Copa, pensava que teria tantos desafios ou achava que seria mais fácil…

Com minha experiência na organização de competições, sou sempre otimista. Não sou um profeta e não era naquele momento. Estava certo que funcionaria. Talvez possa dizer que achava que seria mais acelerado. Mas agora estão acelerando.

Depois da experiência no Brasil, o senhor acha que a Fifa – como faz o COI – deva exigir que países candidatos assinem todos os compromissos antes mesmo de vencer a eleição…

No futebol, trabalhamos com a confiança. Sei que fazem isso no COI. Naquele dia, assinam qualquer coisa. Mas depois vão ler. Sei de casos que assinaram os compromissos e depois virão que não funcionaria. Sei de caso que assinaram e depois mudaram os planos.

Por Cleber Aguiar – Na semi, Coxa manda recado ao São Paulo

Fonte:Gazeta do Povo Online

Coritiba goleia o Vitória, em casa, por 4 a 1 e já projeta o confronto com o Tricolor paulista: “Não tememos ninguém”, diz Marcelo Oliveira

Pela terceira vez em quatro anos, o Coritiba está na semifinal da Copa do Brasil. A classificação veio ontem com a goleada por 4 a 1 sobre o Vitória, no Couto Pereira. A invencibilidade do clube no estádio chegou a 28 jogos. O Alviverde agora enfrenta o São Paulo, que passou pelo Goiás, na briga por uma vaga na decisão da competição. “Não tememos ninguém”, ressaltou Marcelo Oliveira, técnico coritibano.

Vaga que tem reflexo também nos cofres. Ao passar de fase, o Coxa ganhou mais R$ 500 mil de premiação, chegando a 1,9 milhão recebidos no torneio. Teve mais lucro. O time quebrou o jejum de três partidas sem balançar a rede, com três gols de atacantes, Everton Costa (2) e Roberto – Éverton Ribeiro, de pênalti, também balançou a rede.

Daniel Castellano/ Gazeta do Povo

Daniel Castellano/ Gazeta do Povo / Everton Costa, o Avatar alviverde, balançou as redes duas vezes diante do Vitória, selando a classificação do Coritiba Ampliar imagem

Everton Costa, o Avatar alviverde, balançou as redes duas vezes diante do Vitória, selando a classificação do Coritiba

O jogo

O Vitória abriu o placar com Marquinhos, mas o Coxa conseguiu virar ainda no primeiro tempo, com gols de Everton Costa e Éverton Ribeiro. Na etapa final, o time melhorou e garantiu a classificação em contra-ataque rápido que Roberto definiu. Everton Costa ainda fez mais um.

Negativa

O advogado do Atlético Domingos Moro disse, em mensagem enviada ontem à Gazeta do Povo, que a informação passada pelo presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, à reportagem “Se Petraglia acha que eu sou traidor dele, me sinto honrado” (22/5) é inverídica. Destacou Moro: “Não é verdade que estive na CBF solicitando que a mesma interferisse no empréstimo do estádio Couto Pereira ao Clube Atlético Paranaense. Em 2012 não estive, ainda, na CBF e tão pouco mantive qualquer contato com meu amigo pessoal Virgílio Elisio a respeito do assunto.”

Édson Bastos troca o Coxa pela Ponte Preta

Édson Bastos não é mais jogador do Coritiba. O goleiro, que vinha sendo reserva de Vanderlei, se despediu ontem no clube, durante a partida contra o Vitória, apesar de não ter sido relacionado para o duelo. Irá defender a Ponte Preta nas próximas duas temporadas. O arqueiro de 32 anos atuou pelo Coxa 204 vezes em cinco anos de clube – foi contratado em 2007 do Guaratinguetá.

 

Sob os olhares do meia Alex, ídolo alviverde e atualmente jogador do turco Fenerbahçe, o Coritiba teve dificuldades no primeiro tempo. Em um jogo equilibrado, quem abriu o placar foi o Vitória com Marquinhos, aproveitando o cruzamento do ex-coxa-branca Pedro Ken.

A reação dos donos da casa demorou dois minutos, com o gol de cabeça de Everton Costa. Antes do fim da etapa inicial, Éverton Ribeiro foi o responsável pelo sentimento de alívio. Gol que lhe deu a artilharia da equipe no ano, com oito gols, ao lado de Lincoln e Emerson.

No segundo tempo, em um contra-ataque puxado pelo mais novo goleador, Lincoln deu o passe final para Roberto fazer o terceiro. Aos 42 minutos Everton Costa fechou a goleada.

“No último jogo contra o Vitória não tive sorte, mas Deus guardou essa bela noite e me premiou com dois gols”, comemorou Costa. “O resultado não mostra o que foi a partida, que foi difícil. Todo mundo está de parabéns”, acrescentou Éverton Ribeiro.

A classificação alviverde ainda prolongou a carreira do meia Tcheco. O jogador, que não atuou ontem por estar contundido, já avisou que se aposentará quando acabar a participação coxa-branca no torneio nacional. O atleta precisa de mais três semanas para se recuperar. Ou seja, a tempo da semifinal, marcada para os dias 13 e 20 de junho – os mandos serão sorteados pela CBF. “Tomamos um susto [com o gol do Vitória], mas serviu para acordamos. Eu falei no vestiário que esse grupo merecia estar na semifinal”, disse o zagueiro Emerson, emendando uma frase forte na sequência. “”Estamos a caminho do título”, cravou.

Por Cleber Aguiar – Palmeiras ganha do Atlético-PR e vai à semifinal da Copa do Brasil

Fonte: Folha Online

MILTON PAZZI JR.
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O Palmeiras fez sua parte e, como venceu o Atlético-PR por 2 a 0 na noite desta quarta-feira na Arena Barueri, vai à semifinal da Copa do Brasil 2012. Só fica agora na espera de saber se o adversário será Grêmio ou Bahia, que jogam na quinta.

Juca Varella/Folhapress
Luan comemora o gol para o Palmeiras, o 1º da partida
Luan comemora o gol para o Palmeiras, o 1º da partida

A classificação registra uma marca importante para o técnico Luiz Felipe Scolari: será sua sétima semifinal nas nove vezes que disputou o torneio, um excelente aproveitamento de 77%. A festa só não é tão positiva por um desfalque confirmado: o meio-campo Valdivia está suspenso, pelo terceiro cartão amarelo.

O mando de campo dos dois jogos depende da definição do adversário e será anunciado pela CBF até sexta-feira. Os jogos estão marcados para os dias 13 e 20 de junho. Esta classificação significa a melhor campanha do time alviverde no campeonato após 13 anos (a última semifinal tinha sido em 1999 quando foi eliminado nos pênaltis pelo Botafogo).

EM BARUERI
Nos noventa minutos de partida, pode-se dizer que foram dois tempos distintos. O primeiro tempo teve mais chances do Atlético-PR, que precisava marcar gols e vencer para se classificar após o 2 a 2 na ida. Apesar disso, e de alguns ataques do Palmeiras com Betinho, nada de gols.

Estes saíram no segundo tempo. Aos 24 mi, em cobrança de lateral rápida, Maikon Leite deu um drible da vaca no marcador, rolou para Valdivia, que podia chutar mas tocou para Luan, do outro lado, só chutar ao gol para fazer Palmeiras 1 a 0. Aos 38min, Marcos Assunção cruzou em escanteio, Maikon Leite desviou na pequena área e Henrique cabeceou para fechar o placar da partida.

Foi com isto que os 17.574 torcedores no estádio comemoram (e renda de R$ 460.195,00). Ao término, ainda começaram a gritar “Vasco, Vasco”, em provocação ao arquirrival Corinthians, que enfrenta o time carioca pela Libertadores.

Por Cleber Aguiar – São Paulo empata, elimina Goiás e faz sua parte pela paz no clube

Fonte: Gazetaesportiva.net

Goiânia (GO)

 

A diretoria e Emerson Leão podem até continuar se desentendo, mas o time tem rendido em campo. E provou mais uma vez nesta quarta-feira. No Serra Dourada, a equipe empatou com o Goiás por 2 a 2, e confirmou sua classificação para as semifinais da Copa do Brasil – enfrentará o Coritiba, que eliminou o Vitória.

Pressionado por ter perdido por 2 a 0 no Morumbi, o time anfitrião nesta quarta-feira abriu o placar com Ricardo Goulart, aos 28 minutos do primeiro tempo. Jadson empatou 30 segundos depois e, na etapa final, Cortez virou aos 16 minutos. Egídio, aos 36, ainda igualou o placar, mas não evitou a eliminação da equipe do Centro-Oeste.

Antes de iniciar a disputa das semifinais da Copa do Brasil, o Tricolor paulista encara o Bahia no domingo, no Morumbi, em busca de sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro. Já o Goiás tenta seu primeiro triunfo depois de seis partidas em visita ao Ceará na terça-feira.

Rubens Chiri/www.saopaulofc.net

Atletas comemoram gol de Cortez e classificação: festa em campo enquanto bastidores estão conturbados

O jogo – Sem Paulo Miranda e Denilson, suspensos, Emerson Leão apostou em um 3-5-2 com as entradas dos zagueiros Bruno Uvini e Edson Silva ao lado de Rhodolfo. A alternativa do Goiás, mantido em seu 4-5-1, foi pressionar pelas laterais para evitar os avanços de Douglas e Bruno Cortez e contar com a movimentação de Iarley em cima de Casemiro na cabeça de área para criar espaços.A alternativa, no início, deu certo. Embora sem fazer pressão, apesar de não ter sido intensa por conta da extensão do campo no Serra Dourada, o time anfitrião conseguia manter a bola em seu campo de ataque. Mesmo assim, levava sustos, já que Luis Fabiano saia da área e fazia o pivô para Lucas, sempre em velocidade.

Iarley, contudo, achou seu lugar para atrapalhar em cima de Casemiro. Desta forma, aos 19 minutos, deixou Ricardo Goulart em condições de bater rente à trave de Denis e, no minuto seguinte, Ricardo Goulart completou cruzamento nas redes pelo lado de fora. Estava encontrado o local para entrar na defesa do Tricolor.

Aos 21 minutos, os paulistas ainda estiveram perto de abrir o placar, quando Cortez bateu na saída de Harlei e só não marcou porque Rafael Toloi salvou em cima da linha. O lateral, contudo, errava na marcação, assim como Douglas. E a saída de bola estava ruim, tanto que jadson e Cícero vinham até a defesa para ajudar. Dificuldades que custaram caro.

Aos 28 minutos, Iarley mais uma vez entrou na área pela meia-lua e rolou na esquerda para Ricardo Goulart entrar em velocidade e bater cruzado. A bola passou pro baixo do corpo de Denis e balançou as redes ao mesmo tempo em que injetou motivação no time e sua torcida em Goiânia.

Weimer Carvalho/VIPCOMM

Ricardo Goulart lamenta chance perdida no Serra Dourada: Goiás sentiu o baque do primeiro gol são-paulino

A alegria, porém, durou 30 segundos. Em uma de suas primeiras oportunidades de sair driblando como gosta, Lucas passou por marcadores no bico esquerdo da grande área do Goiás e ajeitou para Jadson chegar de trás finalizando com precisão, empatando a partida. A revolta goiana foi manifestada com celulares atirados pela torcida em direção aos jogadores adversários.Como o São Paulo balançou as redes na condição de visitante, só uma goleada classificaria o time da casa. E o Verdão do Centro-Oeste pouco fez para alcançar os três gols necessários. O time de Enderson Moreira já não tocava mais a bola para ganhar espaço no ataque.

Diante da apatia que dominou seu adversário, o Tricolor não soube aproveitar porque abusava das jogadas individuais. Mesmo quando Luis Fabiano balançou as redes pelo lado de fora, havia Lucas livre como opção na pequena área. Os erros, entretanto, não eram tão fatais devido à vantagem conquistada no Morumbi.

O intervalo não serviu para injetar ânimo à equipe alviverde. Mas foi útil para Leão definir uma nova estratégia. Sem ter um especialista de confiança para marcar na cabeça de área, resolveu espalhar seus atletas na intermediária defensiva, deixando Jadson, Lucas e Luis Fabiano, às vezes ajudados por um lateral, para contra-atacar.

A estratégia valeu um escanteio que Rhodolfo cobrou nas redes aos 11 minutos, mas o árbitro invalidou alegando falta na grande área. Na sequência, o Goiás assustou com Peter, mas o Goiás não tinha tática ou empenho para buscar a goleada necessária para conseguir a vaga.

Rubens Chiri/www.saopaulofc.net

Cortez marcou seu primeiro gol pelo São Paulo aproveitando contra-ataque e assistência de Luis Fabiano

O time de Leão, porém, tinha tudo isso e eficiência até para corrigir o individualismo que prejudicou a equipe no primeiro tempo. Aos 16 minutos, Jadson lançou Luis Fabiano, que avançou na intermediária, limpou Marcos Paulo e tocou com precisão entre dois marcadores para Cortez dominar na grande área e bater na saída de Harlei.A classificação estava tão consolidada que a torcida são-paulina presente gritava “olé” e Jadson, na tentativa de retardar o reinício da partida, passou a fazer embaixadas com a bola antes de levá-la ao local no qual o Goiás bateria falta. Iarley se irritou e brigou com o meia, Luis Fabiano e Edson Silva. Na cobrança, Egídio contou com desvio da barreira para empatar, aos 36 minutos do segundo tempo.

O lance e o gol, contudo, foram um raro momento de tensão no confronto. A vitória por 2 a 0 no Morumbi, na primeira partida, definiu a classificação são-paulina para as semifinais da Copa do Brasil.

 

 

Por Cleber Aguiar – Gol de Santiago Silva aos 45 minutos elimina o Fluminense da Libertadores

Fonte: Globo.com

Argentinos arrancam empate por 1 a 1 no fim do jogo no Engenhão. Boca Juniors, que havia vencido por 1 a 0 na Bombonera, está nas semifinais

A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM

 

O sonho do primeiro título da Libertadores acabou para o Fluminense. E com requintes de crueldade. Santiago Silva, atacante que brigou com a bola durante a maior parte do jogo, igualou o placar aos 45 minutos do segundo tempo, selando o empate por 1 a 1 entre o Tricolor e o Boca Juniors. O gol do Flu – que levaria a decisão da vaga para os pênaltis – foi marcado por Thiago Carleto, logo no início da partida, em cobrança de falta, como sonhara seu pai. Machucados, Fred, Deco, Valencia e Diguinho – além de Carlinhos, suspenso – fizeram falta à equipe tricolor, que saiu de campo aplaudida pela torcida no Engenhão. 

 Thiago Neves, que lutou muito, mas esteve mal tecnicamente, lamentou a bobeada da equipe nos minutos finais:

– A torcida fez seu papel, faltou atenção no fim do jogo. Estão todos de parabéns pela luta – disse o camisa 7 à “Fox Sports”.

No fim, o técnico Abel Braga foi ao gramado consolar cada um de seus jogadores. Alguns, como Anderson, foram para o vestiário chorando. O Boca, eliminado pelo Flu em 2008 na semifinal, dá o troco três anos depois, só que nas quartas. E com o resultado, o time xeneize segue invicto fora de casa na competição

O público pagante foi de 31.280 pessoas (36.276 presentes) – renda de R$ 1.628.740,00. Como havia vencido por 1 a 0 na Bombonera, o time argentino passa para a semifinal. Pela tabela, o adversário será o ganhador do confronto entre Universidad de Chile e Libertad-PAR. Caso o Vélez Sarsfield, no entanto, elimine o Santos, será o adversário do Boca. A medida da Conmebol é para evitar a final entre clubes do mesmo país.

Riquelme, que iniciou o lance do gol do empate, resumiu bem a atuação do Boca:

– Na única vez que trocamos três passes foi gol – disse o camisa 10, de acordo com o site do diário argentino “Olé”.

Sonho do pai de Thiago Carleto vira realidade com gol de falta

Empurrado pela torcida, o Flu partiu para cima do Boca desde o apito inicial do árbitro Enrique Osses. Com velocidade e boas tabelas, chegava ao ataque com perigo. Foi assim na primeira trama ofensiva, quando Thiago Neves tocou para Sobis, e o atacante preferiu cruzar em vez de arriscar o chute. Schiavi conseguiu cortar de carrinho.

Thiago Carleto, Fluminense x Boca Juniors (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)Thiago Carleto na cobrança de falta do gol
(Foto: Dhavid Normando / Photocamera)

A superioridade em campo foi premiada com um gol logo aos 17 minutos. Em uma cobrança de falta de longa distância, Thiago Carleto chutou forte, a bola desviou em Rivero e mansamente entrou no cantinho direito do goleiro Orión: 1 a 0 no placar e festa verde, branco e grená na arquibancada. O lateral-esquerdo, substituto de Carlinhos, expulso no primeiro jogo, havia revelado na terça que seu pai, Ivo Alves, lhe telefonou contando que sonhou com um gol de falta contra os argentinos.

Perdido em campo, o Boca pouco ameaçava. Riquelme tentava organizar o time no meio de campo, mas a defesa do Flu estava bem postada e não dava espaço. Santiago Silva, o “Tanque”, não conseguia dar andamento às jogadas. Diego Cavalieri era um mero espectador. Os argentinos criaram apenas dois lances de algum perigo. No primeiro, Carleto travou chute de Santiago Silva. No segundo, Schiavi desviou de cabeça uma bola levantada na área e mandou para fora.

Como o 1 a 0 apenas levava a decisão para os pênaltis, o Flu seguiu pressionando. Antes do fim do primeiro tempo, Sobis e Thiago Neves assustaram Orión com chutes de média distância.

Santiago Silva marca e elimina o Flu

O Boca Juniors voltou do vestiário sem alterações, mas a postura mudou bastante. Os argentinos passaram a povoar mais o campo de ataque e a rondar o gol de Cavalieri. Nas bolas aéreas, levava muito perigo, principalmente com o veterano Schiavi. Diante do novo panorama, o Tricolor passou apostar nos contra-ataques.

Santiago Silva, Fluminense x Boca Juniors (Foto: Agência AP)Santiago Silva comemora o gol e a classificação
do Boca Juniors (Foto: Agência AP)

Em uma jogada rápida pelo lado esquerdo, aos 15 minutos, Thiago Neves cruzou por baixo para Rafael Sobis, que deu um leve desvio. A bola passou muito perto da trave esquerda. Para dar gás e mais velocidade ao time, Abel colocou Wellington Nem no lugar de Wagner, discreto como de costume.

À medida que o relógio avançava e a disputa de pênaltis se aproximava, a tensão tomava conta do campo e das arquibancadas.  Cada bola levantada na área tricolor era um sufoco. Thiago Neves, em atuação tecnicamente fraca, errou uma saída de bola, e Santiago Silva mandou à esquerda de Cavalieri. O camisa 7 quase se redimiu com um chute forte de dentro da área, que Orión defendeu. Na sequência do lance, Rafael Moura teve ótima oportunidade, mas demorou a chutar, e a zaga cortou antes que a bola entrasse.

O drama tricolor estava reservado para o fim. Rivero recebeu lançamento de Riquelme e chutou cruzado, mesmo seguido de perto por Thiago Neves. A bola bateu na trave, Cavalieri ainda cortou em cima da linha e ficou limpa para Santiago Silva apenas empurrar para dentro e classificar o Boca.

Por Cleber Aguiar – Com Tite ‘louco’ e gol de Paulinho, Timão vence o Vasco e está na semi

Fonte:Globo.com

Expulso, técnico se junta à torcida nas numeradas, vê Diego Souza perder gol feito e volante decidir classificação quase no último minuto da partida

A CRÔNICA
por Alexandre Lozetti

Faltam quatro jogos. 360 minutos. A contagem regressiva do bando de loucos para o título da Libertadores está menor. Um bando que recebeu até o reforço do técnico Tite para comemorar o gol redentor de Paulinho. Gol que decretou a vitória do Corinthians por 1 a 0 sobre o Vasco, afastou um fantasma de outros tantos anos, fantasma que quase encarnou em Diego Souza, mas que foi exterminado pela cabeça do volante, um dos melhores jogadores deste time vitorioso.

Em jogo tenso, dramático, disputado da forma mais digna por todos que estiveram em campo, um gol aos 42 minutos do segundo tempo deixou o Pacaembu em êxtase. Tite, que havia sido expulso, não deixou de comandar a equipe. Juntou-se à Fiel, chamou Liedson e Willian até o alambrado para dar instruções e deu recados que passavam por três bocas até chegar aos seus jogadores. Classificação inesquecível, assim como a eliminação do Vasco, que viu Diego Souza partir sozinho do meio de campo em direção ao gol, mas parar em sua incompetência e no tamanho de Cássio, que se agigantou à sua frente.

O Corinthians só saberá o adversário da semifinal após os resultados desta quinta-feira. Se o Santos reverter a vantagem do Vélez (ARG), que venceu por 1 a 0 em Buenos Aires, haverá um clássico paulista. Mas se os argentinos saírem da Vila Belmiro classificados, vão cruzar com o Boca Juniors, pois o regulamento força encontros de equipes do mesmo país até a semi. Nesse caso, o Timão enfrentará o vencedor do confronto entre Universidad (CHI), que joga em casa e pode até empatar sem gols, e Libertad (PAR).

Corinthians x Vasco, Eder Luis (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com) Eder Luis, do Vasco, recebe marcação de Ralf, do Timão (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

 

Beleza em cada gota de suor

Os fãs de dribles e lances espetaculares não devem ter ficado felizes com o primeiro tempo. Mas quem consergue enxergar beleza em cada gota de suor deixada no gramado ficou satisfeito. Respeito pelo adversário e medo de sofrer um gol decisivo se misturavam, e faziam os jogadores pensarem duas vezes antes de arriscar um chute, os goleiros preferirem socar a bola do que arriscar segurá-la.

Espetáculo mesmo deram os torcedores corintianos. Com mosaico e cumprindo o roteiro de músicas distribuído na véspera, fizeram barulho ensurdecedor no Pacaembu. Só não conseguiram abalar o Vasco, liderado pela experiência de Juninho. Em campo, a ausência de um centroavante causou dificuldade ao anfitrião. Enfiado entre os zagueiros, Alex não rendia. Quando ele tentava buscar o jogo no meio, faltava a referência para as tabelas. Por isso o Timão insistiu pelas laterais. Numa dessas jogadas, a bola sobrou para chute de Emerson, desviado providencialmente pela defesa.

Eram tanta vontade, tanta entrega e tantos carrinhos que as faltas se tornaram inevitáveis. Bom para quem tem Juninho no time. Na primeira chance, Cássio rebateu mal, para o meio da área, e deu sorte da bola ter batido em Alecsandro, e não o contrário. Na segunda, o Pernambucano mirou o ângulo e errou por pouco. Eder Luis foi o mais acionado e errou muito, além de ter protagonizado lance infantil com Jorge Henrique. Após troca de palavras nada cordiais, o corintiano, sem razão e imprudente, encostou sua cabeça na do vascaíno, que desabou como se fosse atingido por uma bala de canhão. Leandro Vuaden acabou com a gracinha de ambos com cartões amarelos.

Coube a Paulinho e Fernando Prass o lance de maior emoção na primeira etapa. O volante subiu mais do que parecia ser possível no meio da área e cabeceou bem, mas o goleiro, com direito a pose para os fotógrafos, salvou os cariocas. O melhor estava por vir…

Corinthians x Vasco, Danilo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Danilo tenta a jogada, marcado por Renato Silva (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Drama até o fim

No primeiro minuto do segundo tempo, o camisa 10 Diego Souza dava um carrinho quase na linha de fundo defensiva para evitar um escanteio. Isso e as mesmas formações dos times mostravam que o tom do espetáculo seguiria dramático, mais suado do que vistoso.

Os minutos corriam no mesmo passo em que tensão dominava o Pacaembu. Depois de Renato Silva errar mais uma saída de bola, o Vasco passou a optar pela famosa bola de segurança, popularmente conhecida como “bicão pra frente”.

Tensão que chegou até ao polido Tite. Ao ver Vuaden não marcar falta em cima de Paulinho e, em seguida, dar cartão amarelo a Emerson, que impediu a progressão do rival, o técnico exagerou na dose da reclamação e foi expulso. Sem ninguém para falar muito no banco, Diego Souza teve a chance do tempo, do jogo, da vida do Vasco na Libertadores. O meia interceptou chute de Alessandro no meio de campo e disparou sozinho contra Cássio. Os olhos de mais de 35 mil pessoas estavam arregalados, à espera do confronto, como se fosse um duelo medieval. O chute de pé direito foi fraco e possibilitou o desvio do goleiro, que teve seu nome cantado em tom de agradecimento, alívio e devoção. Para aumentar o drama, na cobrança de escanteio, Nilton acertou o travessão.

A certeza de que cada gol sofrido seria fatal atingiu se instaurou de vez, mas os donos da casa cumpriram seu papel de tentar o gol. O Timão sufocou o Vasco em seu campo, em sua área. O chute de Emerson na trave, após desvio de Prass, deixou o bando de loucos engasgados com o grito de gol.

Grito que só sairia após cobrança de escanteio. Paulinho subiu muito de novo e, dessa vez, Fernando Prass não teve como evitar. Tite, nas numeradas, foi ao delírio. A nação alvinegra foi ao delírio. Com a cara que o Corinthians gosta de ostentar, de drama, o time já repete a melhor campanha da história da Libertadores. Mas dessa vez, tem certeza de que pode superá-la.

Corinthians x Vasco, Paulinho (Foto: Agência AFP)Paulinho comemora o gol salvador com a torcida no alambrado (Foto: Agência AFP)