Por Cleber Aguiar – Fluminense com novo time, em busca da mesma façanha

Fonte: O Globo-RJ

Tricolor tenta repetir o feito da fase de grupos e busca nova vitória sobre o Boca Juniors

Janaina Figueiredo


                              Rafael Moura e Thiago Neves durante o treino em Buenos Aires Foto: Photocâmera / Divulgação

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Mudam os nomes, mas o objetivo é o mesmo. Um Fluminense diferente, vitimado por lesões de jogadores chave num momento crucial, tentará provar que um raio pode cair duas vezes no mesmo estádio. Hoje, às 19h45m, na Bombonera, em Buenos Aires, o tricolor enfrenta o Boca Juniors na partida de ida das quartas de final da Libertadores. Se a escalação será outra, o olhar dos argentinos sobre o tricolor também vai mudar. Após eliminar os rivais em 2009, o Fluminense bateu o Boca por 2 a 1, em seu temido estádio, na fase de grupos.

Se o resultado é capaz de desmistificar a tão falada força da Bombonera, também serve para encher o Fluminense de confiança. No entanto, o time que vai a campo hoje é bem diferente do último jogo. Nada menos do que seis jogadores que serão titulares hoje não começaram jogando na vitória da fase de grupos.

A defesa é o setor mais “preservado”. Diego Cavalieri, Bruno, Anderson e Carlinhos estão mantidos. Gum será o outro zagueiro. Ele estava machucado no último jogo e deu lugar a Digão na ocasião. Em compensação, o meio-campo será quase todo diferente. Machucados, Diguinho, Valencia e Deco darão lugar a Edinho, Jean e Wagner. Menos mal que os dois primeiros já foram titulares na final do Estadual. O ataque terá uma nova dupla, já que Wellington Nem e Fred, também por lesão, cederão espaço a Rafael Sóbis e Rafael Moura. Nem e Fred, inclusive, tiveram participações decisivas na vitória do Fluminense na Bombonera em março passado. O centroavante fez o primeiro gol e Nem deu o passe para Deco fazer o segundo. A série de problemas torna inevitável que o Fluminense seja mais cauteloso.

— Temos que lembrar que a decisão será no Rio. Será importante não levar gol e, se possível, fazer um — disse o goleiro Diego Cavalieri.
Boca muda menos

Em compensação, o Boca Juniors tem menos alteração em relação ao último duelo em Buenos Aires. O zagueiro Schiavi retomou sua posição no time no lugar de Caruzzo, enquanto Erbes vai substituir Somoza e Cvitanich jogará no ataque, no lugar de Santiago Silva.

Abel usou uma forma curiosa de explicar a opção por Wagner no lugar de Deco:

— Não vou virar Santos Dumont, que inventou o avião — disse, garantindo que o time não vai ficar se defendendo.

Ontem, enquanto o Fluminense treinava no CT do Boca, longas filas eram vistas nas bilheterias da Bombonera, que deve ficar lotada hoje. Mas era possível ver tricolores em busca de ingressos para o jogo.

— Estamos confiantes como sempre, dessa vez não existe nervosismo pela Bombonera, já demonstramos que podemos vencer na casa deles — disse o dentista Luciano Vianna, qua saiu do Rio com vários amigos para assistir ao jogo.

Ao lado dele estava o comerciante Bernardo Ennes, que já estivera na Bombonera para o jogo da fase de grupos.

— Acho que faremos dois gols e dessa vez serão do Rafael Moura — arriscou.

No elenco do Fluminense, um jogador tem um motivo a mais para querer a vitória: Lanzini, formado no River Plate, clube do quel é torcedor.

— Eles têm muita soberba e nós estamos muito bem — afirmou Lanzini. — Temos que estar concentrados, preocupados com nós mesmos e definir o jogo com tranquilidade.

Boca Juniors: Orión, Roncaglia, Schiavi, Insaurralde e Clemente Rodríguez; Rivero, Erbes, Erviti e Riquelme; Cvitanich e Mouche. Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Anderson, Gum e Carlinhos; Edinho, Jean, Wagner e Thiago Neves; Rafael Sóbis e Rafael Moura. Juiz: José Buitrago (Colômbia)

Para Carlinhos, Fluminense não tem medo de Riquelme
Lateral-esquerdo diz que não perde o sono por conta do meia do Boca Juniors

RIO – Na quinta-feira, na Bombonera, em Buenos Aires, o Fluminense encara o Boca Juniors, na partida de ida das quartas de final da Libertadores. Principal nome do time rival, o meia Riquelme não assusta os jogadores do tricolor. Pelo menos o lateral-esquerdo Carlinhos:

– Graças a Deus eu durmo muito bem. Esse problema eu deixo para o Edinho… Ele é um excelente jogador, mas a gente pensa em marcá-lo assim como eles pensam em marcar os nossos jogadores – brincou o camisa 6.

Para o lugar de Deco, lesionado, o técnico Abel Braga escalou o meia Wágner – que não faz boa temporada. E Rafael Moura segue no lugar de Fred. Os dois astros podem ficar fora também do jogo de volta, no dia 23.

No time argentino, o objetivo é aproveitar o mando de campo e ganhar o jogo desta quinta.

– Temos que ganhar em casa, não importa de quanto. Se pudermos fazer uma diferença maior, ótimo, porque assim viajamos para o Brasil mais tranquilos – disse o volante Erbes, que ganhou uma vaga no time com a saída de Somoza, que sofreu um estiramento muscular na perna direita.

Os outros desfalques da equipe argentina para o jogo são o também volante Ledesma e o centroavante Santiago Silva, machucados. O primeiro torceu o joelho, enquanto o atacante sofreu uma lesão parecida com a de Somoza.

Competição acirrada entre brasileiros e argentinos na Libertadores
Rivais conquistaram mais taças, mas têm apenas uma vitória a mais nos confrontos diretos

Pedro Gueiros


     Dodô chuta para marcar na vitória do Fluminense sobre o Boca no Maracanã em 2008 Foto: Fernando Maia/Arquivo O Globo

RIO – Verde, amarelo, azul e a bandeira de uma rivalidade que nunca dá trégua. Nas vitrines das lojas de material esportivo pelo mundo, o futebol sul-americano tem duas grandes marcas de exportação que misturam as cores de países vizinhos. O hexacampeonato que o Brasil persegue na Copa do Mundo já foi conquistado pelo Boca Juniors na Libertadores. Ao contrário das seleções, nos clubes a hegemonia é argentina, com 22 títulos continentais contra 15. Com o início das quartas de final da Libertadores, em que o Santos pega o Vélez no estádio Jose Amalfitani, enquanto o Fluminense vai à Bombonera enfrentar o Boca, chegou a hora de tirar as diferenças.

A competição e as estatísticas são acirradas, com 59 vitórias argentinas, 58 derrotas e 26 empates em 143 jogos pelo principal torneio das Américas. Como visitantes, os brasileiros ganharam apenas 13 dos 71 confrontos, com 42 vitórias dos donos da casa e 16 empates, segundo levantamento da WSC Consultoria. Apesar dos números gerais, o Fluminense não tem por que se intimidar: é o time brasileiro que mais vezes venceu na Argentina pela competição. Além dos 2 a 1 sobre o Boca e dos 2 a 0 sobre o Arsenal na fase de grupos da atual edição, o tricolor fez 4 a 2 no Argentino Juniors no ano passado.

Conhecido pela força diante de sua torcida, o Boca jamais superou o Fluminense em seus domínios. Pelas semifinais da edição de 2008, em jogo disputado no campo do Racing, houve empate em 2 a 2. No Maracanã, a classificação carioca com vitória por 3 a 1 deixou muito argentino de boca aberta. Embora o Independiente seja o maior campeão continental, com sete títulos, entre 1964 e 1984, o Boca tem o domínio recente com quatro de seus seis títulos conquistados de 2000 a 2007. Dentre os clubes brasileiros, Santos e São Paulo se destacam com três campeonatos cada.

– Queiram ou não, os argentinos sabem jogar a Libertadores. Pequeno ou grande, os times de lá não dão chutão, saem sempre tocando a bola, não têm medo. A postura é a mesma em casa ou fora – disse o tetracampeão Ricardo Rocha, que já esteve dos dois lados da rivalidade, com passagens pelos principais clubes do Brasil e pelo Newells Old Boys, entre 1997/98. – Os times brasileiros passaram a se interessar mais de um tempo para cá.

A contar do bicampeonato do São Paulo em 1992/93, foram dez conquistas verde e amarelas contra sete dos vizinhos. Até 1983, o Brasil tinha quatro títulos e os argentinos, 12. De acordo com lugar no tempo e no espaço, a vantagem se inverte.

– São duas escolas de muita qualidade. A brasileira com um pouco mais de técnica e a deles com mais raça – disse o ex-zagueiro com a experiência de quem sentiu na pele as diferenças. – O nosso atacante é mais habilidoso, já o argentino ajuda mais na marcação, acredita em todas, é chato demais.

Ricardo também se irrita com com as arbitragens e a falta de organização dos jogos no continente. Num momento em que o futebol é um produto valioso da indústria do entretenimento, a Libertadores ainda é uma peça de resistência. Mesmo com os holofotes e cores vivas no lugar da falta de nitidez das transmissões de outrora, o ex-jogador ainda vê os times brasileiros à sombra da violência e da intimidação:

– O mundo mudou mas arbitragem da Libertadores ainda é de antigamente, mesmo com a TV mostrando tudo. É preciso haver punição pesada com quem acoberta violência.

Na falta de um tribunal rigoroso da Confederação Sul-americana, só resta o julgamento da bola para mediar o confronto de vizinhos, que disputaram 12 decisões da Libertadores, com nove vitórias argentinas. Com aproveitamento de 25% nestes confrontos, os brasileiros se agarram à qualidade de duas de suas três conquistas. Enquanto o Santos de Pelé levantou a taça em 1963 ao bater o Boca na Bombonera, o Cruzeiro precisou do jogo extra no Chile para superar o River Plate em 1976, com gol de falta de Joãozinho aos 43 minutos do segundo tempo. Em 1992, o São Paulo foi campeão nos pênaltis diante do Newells, mas provou do próprio veneno ao cair diante do Vélez dois anos depois no mesmo Morumbi.

Irmãos que não falam a mesma língua, mas dominam o idoma universal do futebol, brasileiros e argentinos sabem que a vítima de hoje pode ser o algoz de amanhã. A alternância atravessa a relação de clubes e seleções e misturas as cores num quadro de raro valor e beleza. Entre o poder intimidador do Boca e o respeito aos pentacampeões do mundo, a hegemonia é verde, amarela e azul, sem que nenhum dos lados levante a bandeira branca da rendição.

Por Cleber Aguiar – Santos enfrenta o Vélez Sarsfield, às 22h, em caldeirão na Argentina

Fonte: O Estado de São Paulo

Time de Neymar vai precisar de sangue frio e maturidade para passar por desafio na Libertadores

LINK PARA VELEZ SARSFIELD X SANTOS – LIBERTADORES 2012 – CLIQUE AQUI

Sanches Filho – Agência Estado

SANTOS – Absoluto no Brasil, tri paulista e atual campeão da Copa Libertadores, o Santos de Neymar vai precisar de sangue frio, maturidade e jogar muito para passar pelo desafio inédito contra argentinos, nesta quinta-feira, às 22 horas (de Brasília, com transmissão ao vivo da rádio Estadão ESPN), no estádio José Amalfitani, em Buenos Aires. Os adversários serão o Vélez Sarsfield e os quase 50 mil torcedores que não vão parar de cantar nem mesmo se time deles estiver em desvantagem no placar ou sendo dominado.

Neymar terá chance de mostrar seu talento na Argentina - Werther Santana/AE - 2/5/2012
Werther Santana/AE – 2/5/2012
Neymar terá chance de mostrar seu talento na Argentina

Por causa de um pênalti desperdiçado pelo centroavante Santiago Silva, o Vélez Sarsfield deixou de cruzar com o Santos na decisão da Libertadores de 2011. Muito antes de o jogo começar, Neymar é o principal assunto entre os argentinos, principalmente por ameaçar o posto de Messi de melhor jogador do mundo, e também em razão de, com apenas 20 anos de idade, ter se tornado a nova referência da seleção brasileira.

“Espero fazer um grande jogo. Não só eu, mas todo o time do Santos”, disse Neymar nesta quarta, antes de embarcar com o pé direito no ônibus do clube que levou o time do Centro de Treinamento Rei Pelé, em Santos, ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP). A fera santista procurou mostrar respeito pelo Vélez Sarsfield, lembrando a boa campanha realizada pelo clube argentino na Libertadores do ano passado. “Vamos ter que entrar espertos não é por ser um time argentino, mas porque o Vélez é uma grande equipe”.

Neymar evitou entrar em provocações até mesmo ao ser questionado sobre as declarações do seu marcador no jogo desta quinta, Gino Peruzzi, que teria ameaçado quebrá-lo. “Eu só quero jogar. E para fazer isso, preciso só de um campo e uma bola”, respondeu, rindo. Provavelmente Neymar já sabia que a resposta de Peruzzi foi uma brincadeira, ao responder como reagiria se o atacante santista der uma “lambreta” para driblá-lo na partida.

Enquanto a geração de Robinho e Diego (2002) não conseguiu ganhar a Copa Libertadores de 2003 porque o adversário na final foi o Boca Juniors de Riquelme, o Santos de Neymar e Paulo Henrique Ganso já superou adversários de quase uma dezena de países do continente, do México ao Paraguai. Falta apenas um argentino e a sua catimba. E para deixar ainda mais dramático o desafio, o jogo será contra o Vélez que, em três jogos diante dos santistas, ganhou um e empatou dois.

A orientação do técnico Muricy Ramalho é para que o time não fuja de sua nova maneira de jogar e se preocupe em ficar com a bola e obrigar o Vélez Sarsfield a correr. Sem Fucile e Maranhão, contundidos, ele vai manter Henrique improvisado na lateral direita e terá o retorno de Adriano na cabeça de área. “Adriano é importante demais para o time porque joga bem sem a bola e é forte na marcação curta”, definiu Muricy. Na frente, Alan Kardec continuará ao lado de Neymar.

VÉLEZ SARSFIELD – Barovero; Peruzzi, Cubero, Domínguez e Papa; Fernández, Cerro, Zapata e Cabral; Martínez e Óbolo. Técnico: Ricardo Gareca.

SANTOS – Rafael; Henrique, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Elano e Ganso; Alan Kardec e Neymar. Técnico: Muricy Ramalho.

Árbitro – Carlos Amarilla (PAR); Horário – 22 horas (de Brasília); TV – Fox Sports; Rádio – Estadão ESPN (AM 700/FM 92,9); Local – Estádio José Amalfatti, em Buenos Aires (ARG).

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Desafio de Neymar na terra de Messi

Diante de um adversário argentino pela primeira vez nesta temporada, Santos aposta no craque contra o Vélez Sarsfield no jogo de ida em Buenos Aires

SANCHES FILHO / SANTOS, ESPECIAL PARA O ESTADO – O Estado de S.Paulo

Absoluto no Brasil, tri paulista e atual campeão da Libertadores, o Santos de Neymar vai precisar de sangue-frio, maturidade e jogar muito para passar pelo desafio inédito contra argentinos, hoje, às 22 horas, no Estádio José Amalfitani, em Buenos Aires. Os adversários vão ser o Vélez Sarsfield e os quase 50 mil torcedores que não vão parar de cantar nem mesmo se o time estiver em desvantagem no placar ou sendo dominado. Por causa de um pênalti desperdiçado por Santiago Silva, o Vélez deixou de cruzar com o Santos na decisão da Libertadores de 2011.

Muito antes de o jogo começar, Neymar é o principal assunto entre os argentinos, principalmente por ameaçar o posto de Messi de melhor jogador do mundo, e também em razão de, com apenas 20 anos, ter se tornado a nova referência da seleção brasileira. “Espero fazer um grande jogo. Não só eu, mas todo o time do Santos”, disse Neymar, ontem cedo, antes de embarcar com o pé direito no ônibus do clube que levou o time do Centro de Treinamento Rei Pelé ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.

O craque santista procurou mostrar respeito ao Vélez, lembrando a boa campanha realizada pelo clube argentino na Libertadores do ano passado. “Vamos ter de entrar espertos não só por ser um time argentino, mas porque o Vélez é uma grande equipe”, comentou.

Sem medo. Neymar evitou entrar em provocações até mesmo sobre as declarações de seu marcador no jogo de hoje à noite, Gino Peruzzi, que teria ameaçado quebrá-lo.

“Eu quero jogar. E, para fazer isso, preciso só de um campo e de uma bola”, respondeu, rindo. Provavelmente Neymar já estivesse ciente de que a resposta de Peruzzi foi uma brincadeira, ao responder como reagiria se o atacante santista desse uma “lambreta” para ultrapassá-lo.

Enquanto a geração de Robinho e Diego (2002) não conseguiu ganhar a Libertadores de 2003 porque o adversário na final foi o Boca Juniors de Riquelme, o Santos de Neymar e Ganso já superou adversários de quase uma dezena de países do continente, do México ao Paraguai. Falta apenas um argentino e a sua catimba. E, para deixar ainda mais dramático o desafio, a partida será contra o Vélez que, em três jogos diante dos santistas, ganhou um e empatou dois.

A orientação de Muricy é para que o time não fuja de sua nova maneira de jogar e se preocupe em ficar com a bola e obrigar o Vélez a correr.

Sem os laterais Fucile e Maranhão, contundidos, o treinador vai manter Henrique improvisado na lateral-direita e terá o retorno de Adriano na cabeça de área ao lado de Arouca.

“O Adriano é importante demais para o time, porque joga bem sem a bola e é forte na marcação curta”, definiu Muricy.

Na frente, Alan Kardec continuará ao lado de Neymar. Ganso e Elano cuidam da armação e das finalizações de longa distância.

Argentinos estudam um jeito de parar craque do Santos

Jogadores e técnico do Vélez enaltecem Neymar e, mesmo jogando em casa, armam um forte sistema defensivo

BUENOS AIRES – O Estado de S.Paulo

A lição que o Bolívar aprendeu na marra, a de que provocar Neymar e sair impune é muito difícil, parece ter servido também para o Vélez Sarsfield. O adversário argentino do Santos nesta noite tem tratado o time santista com muito mais respeito do que o goleado clube boliviano.

A começar pelo técnico do Vélez, Ricardo Gareca. Em vez de adotar a estratégia do colega boliviano, que resolveu dizer que não conhecia Neymar, o argentino se derrama em elogios ao craque. “O Santos não é um rival comum. Tem um jogador como o Neymar. Se for no homem a homem, ele te aniquila.”

O volante Cerro também elogiou bastante o rival. “É uma das melhores equipes da América do Sul, é a última campeã e isso diz muito. Me parece que será uma partida entre duas equipes que se respeitam muito.”

Já o zagueiro Peruzzi, que deve começar jogando por causa das contusões de Tobio e Ortiz, optou pelas comparações. “Somos fãs de Messi, o melhor do mundo. Neymar é o terceiro, logo depois de Cristiano Ronaldo.” Em seguida, porém, o zagueiro provocou. “Se conseguir pegá-lo, arrebento com ele”, disse, em tom de brincadeira. “Mas ele faz os dribles sempre, ele gosta de luxo. É um grande jogador”, amenizou.

Além de elogios ao futebol de Neymar e também a Ganso, os jogadores e o técnico do Vélez estudaram como o time de Muricy Ramalho joga, para tentar eliminá-lo nas quartas de final. “Essa equipe tem um alto nível, vem de fazer oito gols na última partida pela Libertadores, é o atual campeão do torneio e vem de ganhar o Paulista”, disse Gareca.

A preocupação do Vélez com as investidas de Neymar não ficaram apenas nas declarações elogiosas. Gareca treinou ontem uma formação com o sistema defensivo bastante reforçado pelo lado direito. A primeira linha de quatro jogadores deverá ser toda formada por zagueiros, para evitar que o time santista faça jogadas pelos lados do campo. Principalmente com Neymar.

Rafael elogia humildade do rival e prevê jogo duro

Rafael não é de comemorar defesas difíceis nem de ficar remoendo falhas. No segundo jogo da final do Campeonato Paulista, contra o Guarani, domingo, o goleiro santista errou feio ao soltar a bola nos pés de Fabinho, permitindo o empate do adversário. Mas além de assumir a culpa, Rafael se recuperou no próprio jogo, com inúmeras defesas difíceis. O erro de domingo vai fazer com que ele entre mais concentrado para enfrentar o argentino Vélez Sarsfield, no jogo de hoje à noite, na capital do país.

“Vai ser um jogo belíssimo e quem passar vai chegar muito forte às semifinais”, aposta.

Para ele, a diferença entre o Bolívar e o Vélez já começa fora de campo. Depois de ganhar por 2 a 1 o jogo de La Paz, os bolivianos não respeitaram o Santos e acabaram sendo derrotados por 8 a 0 na Vila Belmiro.

“O comportamento do técnico do Vélez, ao falar de sua preocupação em encontrar uma maneira de marcar Neymar, é uma demonstração de humildade. Para mim, a humildade antecede a honra. Quem é humilde, trabalha como eles e nós. Por isso, sei que o jogo será perigoso.” / S.F.

ICFUT – TENDÊNCIAS/DEBATES – A oportunidade da Copa

Fonte: Folha de São Paulo

Aldo Rebelo e Luís Fernandes

 

Estamos seguros de que as obras essenciais estarão prontas para atender, com eficiência e qualidade, as necessidades da Copa de 2014

“A taça do mundo é nossa.”

(Canção celebrando a conquista da Copa do Mundo da Suécia, 1958, de Wagner Maugeri, Lauro Müller, Maugeri Sobrinho e Victor Dagô)

A Copa do Mundo é a joia da coroa do futebol. Além de ser assistida por metade da humanidade, garante ao país anfitrião a classificação automática para disputá-la e vantagens comparativas para vencê-la.

Mas também pode fomentar um furacão desenvolvimentista, forjando obras, inovações tecnológicas, aperfeiçoamento de serviços, qualificação profissional e políticas sociais abrangentes. O resultado é o que se convenciona chamar de legado social: a Copa catalisa inúmeros benefícios que extrapolam o efêmero mês dos jogos e se perpetuam como conquistas populares.

Estima-se que a reforma ou construção de estádios, hotéis e aeroportos, a generalização da tecnologia 4G para as telecomunicações, as obras de mobilidade urbana que vão servir à população das cidades e a geração quase ilimitada de oportunidades de negócios para pequenas e médias empresas acrescentarão cerca de R$ 180 bilhões ao PIB nacional até 2019.

Há ainda benfeitorias variadas -miúdas umas, como o curso de inglês para balconistas do Mercadão de São Paulo, grandiosas outras, a exemplo do projeto da rede de pesquisa de neurociências encabeçada pelo professor Miguel Nicolelis, que torna possível quer uma criança deficiente dê o pontapé inicial do jogo inaugural da Copa de 2014.

Tamanha torrente de benefícios inexoravelmente comporta problemas e desafios proporcionais à sua magnitude. A transparência (e, com ela, o escrutínio da imprensa) não é promessa, mas fato.

Existe uma matriz de responsabilidades que estabelece um pacto de obrigações entre os entes da Federação para assegurar a boa e eficiente preparação do grandioso evento.

A Controladoria-Geral da União mantém um portal na internet acompanhando todas as obras e contratos. Os tribunais de contas, a começar pelo Tribunal de Contas da União, exercem com denodo e espírito público sua função fiscalizadora.

O governo federal desempenha o seu papel de coordenação e execução, em associação com os governos estaduais e municipais, a Fifa e o Comitê Organizador Local da Copa.

Não se pode esperar da Copa o poder miraculoso de remover instantaneamente antigas deformidades nacionais (ao contrário, é bem-vinda também por expô-las e forçar correções), mas convém repetir que o Estado e a nação brasileiros já superaram desafios de igual ou maior magnitude em condições mais adversas do que as de hoje, incluindo a vitoriosa organização da Copa de 1950.

Estamos absolutamente seguros de que as obras essenciais estarão prontas para atender, com eficiência e qualidade, as necessidades da Copa de 2014 e mesmo da Copa das Confederações de 2013.

Ao final desses torneios, o Brasil contará com estádios à altura da excelência do seu futebol e da paixão da sua torcida. Alguns nos brindarão com inovações adicionais, como criativas soluções de sustentabilidade ambiental, conforto, segurança e acessibilidade.

O Brasil é o único país a participar das 19 edições da Copa do Mundo, o único a conquistar o torneio cinco vezes, além de ostentar Pelé como o maior jogador de todos os tempos e Ronaldo na condição de principal artilheiro de todas as Copas.

O Brasil saberá encantar, surpreender e mobilizar o mundo na Copa de 2014. Esperamos que a nossa seleção consiga fazer o mesmo dentro de campo.

ALDO REBELO, 56, é ministro do Esporte
LUÍS FERNANDES, 54, é secretário-executivo do Ministério do Esporte

ICFUT – Copa do Brasil 2012 – Quartas de Final

São Paulo 2 X 0 Goiás – Copa Do Brasil 2012

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 X 0 GOIÁS

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 16 de maio de 2012, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Público: 21.306 pagantes
Renda: R$ 629.939,00
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Assistentes: Tatiana Jacques de Freitas (Fifa-RS) e Marcelo Bertanha Barison (RS)
Cartões amarelos: Denilson, Casemiro e Paulo Miranda (São Paulo); Valmir Lucas e Marinho (Goiás)

Gols:
SÃO PAULO: Luis Fabiano, aos 32 minutos do primeiro tempo; Douglas, aos seis minutos do segundo tempo

SÃO PAULO: Denis; Douglas, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Denilson, Casemiro, Cícero e Jadson (Maicon); Lucas (Rafinha) e Luis Fabiano
Técnico: Emerson Leão

GOIÁS: Harlei; Peter, Rafael Tolói, Valmir Lucas e Egídio (Marinho); Amaral (Ernando), Marcos Paulo, Thiago Humberto e Ramon (David); Ricardo Goulart e Junior Viçosa
Técnico: Enderson Moreira

Vitória 0 X 0 Coritiba – Copa Do Brasil 2012

FICHA TÉCNICA

VITÓRIA 0 X 0 CORITIBA

Local:Estádio Manoel Barradas, em Salvador (BA)

Data:16 de maio de 2012, quarta-feira

Horário:21h50 (de Brasília)

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique

Assistentes:Altemir Hausmann e Carlos Berkenbrock

Cartões amarelos: Wellington Saci e Rodrigo Mancha (Vitória); Ayrton, Gil e Sérgio Manoel (Coritiba)

VITÓRIA:Douglas; Gabriel, Victor Ramos, Rodrigo Costa e Wellington Saci; Neto Coruja (Ananias), Rodrigo Mancha, Mineiro (Dinei) e Tartá; Marquinhos e Neto Baiano.

Técnico: Ricardo Silva

CORITIBA:Vanderlei; Ayrton (Djair), Demerson, Emerson e Eltinho; Júnior Urso, França (Sérgio Manoel), Gil e Everton Ribeiro (Lincoln); Roberto e Everton Costa.

Técnico: Marcelo Oliveira

Atlético 2 X 2 Palmeiras – Copa Do Brasil 2012

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO PARANAENSE 2 X 2 PALMEIRAS

Local: Estádio Durival de Britto, em Curitiba (PR).
Data: 16 de maio de 2012, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Paulo H. Godoy Bezerra.
Assistentes: Marcio Eustaquio S. Santiago e Angelo Rudimar Bechi.
Cartões amarelos:Cleberson, Deivid (Atlético-PR); Cicinho, Valdívia, Barcos (Palmeiras)

Gols:
ATLÉTICO-PR: Bruno Mineiro, aos 17 minutos e Edigar Junio, aos 22 minutos do primeiro tempo
PALMEIRAS: Barcos, aos 21 minutos do primeiro tempo, e Maikon Leite, aos 14 minutos do segundo tempo

ATLÉTICO-PR: Rodolfo; Cleberson, Manoel, Renan Foguinho e Zezinho; Alan Bahia, Deivid e Martín Ligüera; Bruno Mineiro, Edigar Junio e Guerrón (Ricardinho).
Técnico:Juan Carrasco

PALMEIRAS: Bruno; Cicinho (Maikon Leite), Leandro Amaro, Maurício Ramos (Román) e Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, João Vitor e Valdivia; Mazinho (Luan) e Barcos Técnico: Luiz Felipe Scolari

ICFUT – Libertadores 2012

Corinthians 0 X 0 Vasco – Libertadores 2012

FICHA TÉCNICA

VASCO 0 x 0 CORINTHIANS

VASCO: Fernando Prass; Fagner, Renato Silva, Rodolfo e Thiago Feltri; Rômulo, Nilton, Juninho (Felipe) e Diego Souza (Carlos Alberto); Éder Luís e Alecsandro.
Técnico: Cristóvão Borges.

CORINTHIANS: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Alex (Douglas) e Danilo (Elton); Jorge Henrique e Emerson (Willian).
Técnico: Tite.

Cartões Amarelos
VASCO: Nilton e Juninho
CORINTHIANS: Alessandro e Jorge Henrique

Árbitro
Sandro Meira Ricci (Fifa/DF)

Local
Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)

Libertad 1×1 Universidad de Chile – Taça Libertadores 2012