ICFUT – Libertadores 2012 – Vasco x Corinthians – 21:45 – Link ICFUT ao vivo .

Fonte: Folha Online

Sem camisa 9, Corinthians sobra

O Corinthians começou a temporada com três centroavantes: Adriano, Elton e Liedson. Nenhum vingou, mas nenhum fez muita falta.

O time entra em campo hoje, contra o Vasco, pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores sem um homem de referência no ataque. Mas a campanha corintiana na competição mostra que Tite tem superado a ausência de um camisa 9 de peso.

Adriano saiu, o futebol de Liedson sumiu e Elton teve poucas oportunidades. O clube não foi atrás de um novo jogador, e o elenco todo passou a distribuir os gols.

  Christian Tragni – 15.mai.2012/Folhapress  
Jorge Henrique anda no aeroporto de Guarulhos onde o Corinthians embarcou para o Rio
Jorge Henrique anda no aeroporto de Guarulhos onde o Corinthians embarcou para o Rio

O Corinthians fez 16 gols na Libertadores com nada menos que dez jogadores diferentes. Dos oito clubes que restaram no torneio, o time tem o terceiro melhor ataque. Surpreendente pra quem, no começo do ano, preocupava sua torcida justamente pela falta de gols marcados.

Hoje Tite vai com Jorge Henrique e Emerson no ataque. Tentou usar Willian como centroavante no jogo passado, mas não deu certo: ele caia demais para os lados.

Como Alex foi bem, Tite o manteve na equipe ao lado de Danilo formando um 4-4-2, mesmo esquema que ano passado funcionou no mesmo São Januário, pelo Brasileiro, no empate em 2 a 2.

“O que eu preservo é falar com o atleta. Dá pra jogar? Dá. Dá pra fazer? Dá. Onde tu gosta de jogar? E então dar um padrão à equipe”, disse Tite, ao explicar a montagem da equipe sem o camisa 9.

Mas para o clube a ausência de um centroavante não é uma situação confortável, ainda mais para a disputa do Brasileiro, que começa no fim de semana. Ontem a diretoria anunciou a chegada de Adilson, 25, que jogou o Estadual pelo XV de Piracicaba.

E se o ataque melhorou, a zaga não se descuidou. Até aqui, só levou dois gols na Libertadores, nenhum deles em São Paulo. É disparada a melhor defesa do torneio. O Corinthians, aliás, é o único invicto nesta Libertadores.

Contra o Vasco o time tenta, pela segunda vez, chegar às semifinais da Libertadores. Para Tite, de novo, por a cabeça no lugar é primordial.

“Tem que ter maturidade pra jogar dentro ou fora de casa da mesma forma. É bom jogar perto do torcedor, mas 40 mil corintianos não fazem o Ralf dar um bom passe, o Castán fazer uma antecipação”, disse, sobre a vantagem de decidir a vaga em casa.

Clima hostil no Rio, continua Tite, o Corinthians encontrará, mas dentro do limite. “Vai ter o limite do respeito. Nós não fomos respeitados no Equador. Tem que ser melhor dentro de campo. Mas claro que não vou desejar que o Cristóvão [Borges] ganhe. Quero ser melhor, sem ser Polyanna, sem ser babaca.”

Para técnico do Vasco, veneno corintiano é o contra-ataque

DA LANCEPRESS

O técnico do Vasco, Cristovão Borges, afirmou que o seu time precisará ter muito cuidado com os contra-ataques do Corinthians.

As duas equipes se enfrentam nesta quarta-feira em São Januário, pela partida de ida das quartas de final da Libertadores.

“O sistema defensivo é a principal força deles [do Corinthians]. Nossa torcida vem aí, joga junto e vai nos incentivar. Por isso, precisamos controlar nossa ansiedade. Eles oferecem aos adversários um falso domínio, para jogar muito nos contra-ataques. É o veneno deles”, afirmou Cristovão.

O técnico vascaíno não informou qual será a escalação de sua equipe neste jogo.

NA TV
Vasco x Corinthians
21h50
Globo e Fox Sports

 

 

Por Cleber Aguiar – Neymar o Mito

Fonte: O Estado de São Paulo

Neymar, a origem do mito nas quadras de Santos

O garoto que começou a escrever sua história no futsal aos 10 anos, nos colégios da cidade

RAPHAEL RAMOS – O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – No dia 5 de fevereiro de 1992, quando o filho Júnior nasceu na Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes pelas mãos da equipe médica do ginecologista e obstetra Luiz Carlos Bacci, o casal Neymar e Nadine mal podia imaginar que tinha colocado no mundo uma joia rara que seria cobiçada desde a infância. Era uma espécie de bilhete premiado da Mega Sena para a família Silva Santos, que morava em um conjunto habitacional no bairro Rodeio, longe do centro, no pé da Serra do Itapeti. Os tempos não eram fáceis. Ficaram ali por três anos até que o chefe da família, apenas um esforçado ponta-direita do União Mogi, recebeu uma proposta para jogar no Operário do Mato Grosso.

Três anos depois, mais uma mudança. Dessa vez de Várzea Grande (MT) para São Vicente, mais precisamente para o bairro Náutica 3. Nessa época, a família já tinha aumentado – Júnior ganhou uma irmã, Rafaella, e morava com os pais num cômodo da casa da avó.

Com apenas seis anos, o brilho daquela joia começou a reluzir. O menino deu os primeiros chutes na equipe de futsal do Clube de Regatas Tumiaru, em São Vicente, e passou a chamar a atenção. As pessoas, então, o chamavam como o pai, de Neymar, e ele iniciou, assim, de forma tão precoce uma trajetória de sucesso. Dali, foi ao Gremetal (Grêmio Recreativo dos Metalúrgicos de Santos) onde com apenas 10 anos despontou para toda a Baixada Santista.

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“Ele jogava com a garotada um ano mais velha e, mesmo assim, arrebentava. Lembro quando fomos campeões da Copa Uniligas contra o Santos e ganhamos por 3 a 1. Ele marcou um gol e deu passes para os outros dois”, conta o técnico Alcides Magri Júnior. “Ele sempre foi driblador. Ninguém precisou ensinar ele a jogar. Minha função era apenas dar liberdade e não inibir todo aquele talento.”

Nos tempos de Gremetal, o seu ídolo era Ronaldo e ele chegou até a copiar o estilo “Cascão” usado pelo Fenômeno na Copa de 2002. O Gremetal, porém, ficou “pequeno” demais para o garoto, que acabou indo para a Portuguesa Santista. Foi quando a vida dos Silva Santos começou a mudar.

O técnico Fino, que trabalhava na Briosa e era professor no Liceu São Paulo, tradicional colégio de Santos, convenceu o diretor da escola, Ermenegildo Pinheiro da Costa Miranda, de que valia a pena dar uma bolsa de estudos para um garoto magricela de pernas finas e ágeis. O diretor aceitou de cara, afinal não há projeto de marketing melhor para as escolas da Baixada Santista do que montar uma boa equipe de futsal. O campeonato intercolegial é organizado e transmitido pela TV Tribuna, afiliada da Globo, e levantar a taça diante das câmeras da principal emissora da região é o que todas escolas sonham.

Logo no seu primeiro ano no Liceu São Paulo, Neymar conduziu o colégio à final do campeonato – perderam na decisão para o Anglo Americano por 4 a 2.

“Ele jogou demais aquele campeonato e acabou provocando ciumeira nas outras escolas. Chegaram a me acusar de o ter inscrito no campeonato sem que ele estivesse matriculado no colégio e frequentasse as aulas. Tive até de ir na Delegacia de Ensino pegar o registro dele e mostrar para os outros. Todo mundo queria ter um Neymar no seu time”, conta Ermenegildo, conhecido como Tio Gil.

A irmã acabou pegando carona no sucesso de Neymar e também ganhou uma bolsa de estudo. Os Silva Santos, que já tinham deixado São Vicente e moravam no Jardim da Glória, bairro pobre da Praia Grande, tinham seus dois filhos matriculados em um dos melhores colégios da Baixada. Ao contrário dos seus vizinhos, Neymar não passava grande parte do dia na rua empinando pipa, andando de bicicleta ou jogando bola em campinhos esburacados. Ele desfilava o seu talento apenas em quadras de futsal e seus jogos no ginásio do Sesc eram acompanhados por um grande público nas arquibancadas e na TV. Seus coleguinhas de classe não moravam no Jardim da Glória, mas sim em Santos e à beira mar.

Com apenas 11 anos, Neymar já era conhecido na Baixada. Faltava apenas o grande salto.

O Santos estava reorganizando as suas categorias de base e cabia à dupla Alberto Vieira e Marcus Vinícius Rodrigues montar as equipes sub-12, sub-13, sub-14. No embalo da geração de Robinho e Diego, a ideia era montar times fortes para fazer sucesso não só na Baixada. “Fomos atrás dos melhores e o Neymar, claro, tinha de fazer parte do nosso time. Sabíamos que se ele não jogasse com a gente outro time iria pegá-lo. O potencial dele era notório”, diz Alberto.

A contratação foi feita com o aval de Zito, bicampeão mundial em 62 e 63 e então coordenador das categorias de base do Santos. “Me pediram para dar uma olhada num garoto. Fui lá conferir e realmente o moleque era bom demais. Era um inferno com a bola nos pés. Pedi para o presidente (Marcelo Teixeira) fechar o negócio o mais rápido possível.”

Então, no dia 10 de maio de 2004, Neymar da Silva Santos Júnior assinou um contrato de cinco anos com o Peixe para receber R$ 450 por mês. O resto da história todo mundo conhece…

Por Cleber Aguiar – Aos 34 anos, Araújo diz que tem ‘muita quilometragem pela frente’

Fonte:Globo.com

Novo reforço do Náutico diz que escolheu o Timbu em busca de desafios na carreira

Por Lula Moraes Recife

Araújo - Náutico (Foto: Lula Moraes/GloboEsporte.com/PE)Para Araújo, idade não é problema
(Foto: Lula Moraes/GloboEsporte.com/PE)

Entre os jogadores contratados pelo Náutico para a Série A, Araújo é o que tem com maior peso. Aos 34 anos, o atacante teve destacadas passagens pelo Goiás e pelo futebol japonês e volta para Pernambuco para mais um capítulo da extensa carreira como atleta de futebol.

– Tenho muita quilometragem pela frente, não vim com o pensamento de parar por aqui. Recebi propostas de clubes como Cruzeiro e Portuguesa, mas preferi retornar a minha terra para fazer história. Vim para buscar novos objetivos – disse o atacante, que firmou um contrato de um ano com o Timbu.

Cria do Porto de Caruaru, Araújo saiu de Pernambuco em 1997 para explodir no Goiás. São 15 fora e o desejo de retornar pesou na decisão do veterano.

– Representa muita coisa jogar na minha terra, chega a ser um sonho. Escolhi o Náutico pelo projeto e pela estrutura apresentada. No Rio de Janeiro, por exemplo, tem clube, como o Fluminense, que só tem um campo de treino. Aqui, são vários – elogiou Araújo

Por falar em Fluminense, Araújo não criticou o ex-clube por não ter tido chances na equipe tricolor.

– No Fluminense, cheguei com o objetivo de conquistar títulos, porém não fui muito utilizado no ano passado, o que prejudicou a minha sequência no clube. No entanto, não tenho mágoas. Futebol é isso: tem canto que você acaba dando errado. No Náutico, espero ser o Araújo dos outros times.

Sobre o clube de infância, o caruaruense Araújo ficou em cima do muro.

– Na minha infância, não torcia muito. Nunca fui muito de acompanhar futebol, só queria jogar bola, meu pai até reclamava disso. Agora sou Náutico, pelo carinho na minha recepção e pelo vontade de retribuir a aposta alvirrubra em mim.

Por Cleber Aguiar – Santos enche os cofres com o título estadual

Fonte: O Estado de São Paulo

Clube deve faturar cerca de R$ 15 milhões com a conquista do Estadual e aumentar de 40 mil para 100 mil sócios torcedores

SANCHES FILHO – O Estado de S.Paulo

SANTOS – O Santos vai receber cerca de R$ 15 milhões com a conquista do Campeonato Paulista. A maior fatia do bolo é a cota de televisão, no valor R$ 10 milhões, idêntica ao de Corinthians, São Paulo e Palmeiras. O prêmio pago pelo Federação Paulista pelo título é de R$ 2,5 milhões e mais R$ 100 mil pela classificação do time entre os oito que passaram para as quartas de final.

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Não foi atingida a meta da FPF para que cada finalista recebesse R$ 2 milhões líquidos da bilheteria dos dois jogos no Morumbi. Graças ao produto Neymar, fenômeno midiático, os santistas também embolsaram uma importância extra não revelada de patrocínio pontual da Tenys Pé Baruel, na frente e verso do calção, no jogo da semifinal e nos dois das finais.

A previsão da FPF de lotação total do Morumbi nos dois jogos entre Santos e Guarani foi frustrada logo na primeira final com a arrecadação bruta de R$ 1.8 milhão. Deduzido o aluguel cobrado pelo São Paulo de 12% sobre a renda bruta, e as demais despesas, sobraram R$ 1.1 milhão menos de R$ 600 mil para cada um.

Como o Santos anunciou na sexta-feira que os seus 50.083 ingressos para o jogo de hoje foram vendidos, a renda deverá ser superior a R$ 2 milhões. Na realidade, o dono do estádio foi quem mais lucrou na decisão, com o faturamento superior a R$ 700 mil nos dois jogos, com a taxa de aluguel e na venda de refrigerantes e alimentos.

A soma dos valores que caberá ao Santos não cobre dois meses da sua folha de pagamentos, estimada em R$ 8,5 milhões, mas os dirigentes se dão por satisfeitos. O clube vai arrecadar bem mais que R$ 4,8 milhões destinados ao campeão da Libertadores.

“O Paulistão realmente rende mais ao campeão na soma da premiação, das cotas de TV e rendas, mas o título da Libertadores dá maior retorno em prestígio internacional. Se bem que no caso do Santos neste ano, a conquista do Paulista representa um prestígio histórico, além que nos habilitará a ser tetra, o que nem a geração de Pelé conseguiu”, destacou o presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro.

Sócio-torcedor. Ao contrário dos demais grandes clubes, o Santos não se limita a pensar em premiação por títulos conquistados. Sua maior meta é recuperar o prestígio internacional conseguido com o time de Pelé, entre os anos 1956 e 1974. E ainda tornar realidade a sua ambiciosa meta de aumentar de 40 mil para 100 mil em dois anos o número de sócios torcedores, com a campanha Sócio Rei capitaneada por ninguém menos do que Pelé.

Tudo isso sem contar a possibilidade de fechar contratos vantajosos de patrocínio, dignos de um time sempre campeão e que ainda por cima tem um dos jogadores mais valiosos do mundo.

Por Cleber Aguiar – Estica e puxa

Fonte: Folha de São Paulo

Preocupada com atrasos nos estádios, Fifa faz quatro tabelas para a Copa das Confederações; seleção brasileira joga dias 15, 19 e 22 de junho de 2013

JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA
MARCEL RIZZO
MARTÍN FERNANDEZ
DE SÃO PAULO

A incerteza da Fifa sobre as obras nos estádios brasileiros levou a entidade a produzir quatro tabelas diferentes para a Copa das Confederações, a ser realizada em 2013.

A Folha obteve cópia dos quatro modelos: um com seis cidades, outro só com as quatro já anunciadas e ainda duas opções com cinco sedes.

Por enquanto, apenas Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Fortaleza estão garantidas na competição.

Salvador e Recife ainda pleiteiam a chance de abrigar partidas do torneio, que serve como ensaio para a Copa do Mundo de 2014.

A Folha teve acesso a e-mail enviado pelo consultor especial da Fifa para estádios, Charles Botta, à cúpula da entidade, incluindo o presidente Joseph Blatter.

Na correspondência, de 4 de maio, Botta celebra a disposição das cidades-sede para investir mais em equipamentos e trabalhadores.

O sorteio do campeonato está marcado para dezembro, em São Paulo, quando a seleção conhecerá seus rivais.

Em qualquer cenário, o time nacional fará os três primeiros jogos da primeira fase nos dias 15, 19 e 22 de junho -um sábado, uma quarta-feira e outro sábado.

A abertura da competição será em Brasília, seja qual for o número de cidades-sedes, com a estreia do Brasil.

As duas semifinais também não mudam: uma será em Belo Horizonte, a outra em Fortaleza. A final será em 30 de junho, no Rio.

SEM MARACANÃ

No cenário com seis sedes, o preferido do governo federal e do COL (Comitê Organizador Local), a seleção brasileira corre risco de não jogar no Maracanã, estádio que está sendo reformado a custo estimado de praticamente R$ 1 bilhão, segundo a Fifa.

O Brasil só jogará no estádio carioca se chegar à decisão do torneio -cenário idêntico ao da Copa de 2014.

Se a Fifa oficializar seis sedes, o estádio de Brasília receberá apenas uma partida. A capital federal é marcada com sinal vermelho no relatório da entidade, com o aviso “ações a serem tomadas”.

SALVADOR NA FRENTE

A Fifa desenhou duas opções de tabela com cinco sedes: uma com Recife, outra com Salvador, além das quatro cidades já garantidas.

É notória a diferença de tratamento entre as cidades.

Se incluída, Salvador terá um jogo do time nacional e a decisão do terceiro lugar.

A capital de Pernambuco não verá a seleção, tenha o torneio cinco ou seis palcos -nem a disputa do bronze.

A diferença pode se explicar pelo nível de preocupação da Fifa com as obras.

Relatório da entidade considera Recife com “alto risco” de atraso para a Copa das Confederações. Salvador é tida de “baixo risco”. Rio, Brasília e Belo Horizonte, “médio risco”. Fortaleza é a única à frente no cronograma.

Por Cleber Aguiar – Borderôs revelam curiosidades sobre a 1ª fase do Estadual

Fonte: O Estado de São Paulo

Análise dos números da competição mostra que os 20 clubes terminaram a fase de classificação no azul

WAGNER VILARON – O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – A relevância, o formato, o sistema de disputa e até mesmo a existência do Campeonato Paulista têm sido contestadas nas últimas temporadas. Intrigados por tanto disse-que-disse, profissionais que estudam o mercado do futebol brasileiro decidiram debruçar-se sobre os números que constam dos borderôs (público e renda) relativos a todas as partidas da primeira fase da edição deste ano e concluíram: o Estadual é rentável, portanto, viável.

Entre os dados que mais chamam atenção está o fato de os 20 clubes que disputam a competição terem “fechado” no azul. Ou seja, ninguém pagou para jogar. A renda total bruta da primeira fase foi de R$ 26.079.909,53. Após os descontos de R$ 11.675.689,90, sobraram líquidos R$ 14.404.219,63. Deste total, R$ 1.303.995,47 ficam com a Federação Paulista de Futebol (FPF). O preço médio do ingresso foi de R$ 26,39.

E a primeira surpresa do levantamento está no ranking das maiores arrecadações em jogos como mandante. Como esperado, o Corinthians lidera com R$ 2.706.147,92, seguido por São Paulo (R$ 2.385.500,92) e Palmeiras (R$ 1.720.773.79). No quarto lugar, porém, o posto que, em tese, pertenceria ao Santos é ocupado pelo Botafogo.

O clube de Ribeirão Preto tem arrecadação bruta inferior à do Alvinegro – R$ 1.491.621,00 contra R$ 2.207.900,00 -, mas leva vantagem na receita líquida, R$ 1.109.386,34 frente R$ 1.091.979,50. “Verificamos que o item ‘despesas diversas’ do Santos na Vila Belmiro traz sempre valores altos, que chegam até a R$ 58 mil. Isso provoca esta diferença grande entre os números da arrecadação bruta e líquida”, explicou Bruno Consenza, consultor da Trevisan Gestão & Consultoria, empresa responsável pela análise.

A Portuguesa passa pela mesma situação. O clube do Canindé está na lanterna do ranking, embora sua receita bruta seja maior do que São Caetano, Paulista, Oeste e Catanduvense. “A Portuguesa registra uma receita bruta de R$ 564.415,00. No entanto as despesas diversas fazem este número cair para R$ 94.884,86, a pior entre os 20 clubes”, observou o especialista.

No quesito presença de público, os quatro grandes lideram. O Corinthians encabeça a lista, com total de 247.895, média de 13.047 por jogo. Logo atrás estão São Paulo (237.733/12.512), Palmeiras (224.920/11.838) e Santos (181.757/9.566). O finalista Guarani é o sexto colocado (95.360/5.019). O público total da primeira fase foi de 988.151, média de 5.201.

Arquibancada. O estudo traz algumas curiosidades. Por exemplo, o maior público da fase de classificação foi registrado no clássico São Paulo x Santos, no Morumbi, que atraiu 31.972 pagantes, seguido por Corinthians x Palmeiras, no Pacaembu, com 29.284. Por outro lado, na parte de baixo da tabela está São Caetano x Mirassol, assistido por 278 pessoas.

Consenza destaca que o principal indicativo do estudo é mostrar a dependência financeira dos clubes pequenos em relação aos grandes. “Alguns clássicos do interior tiveram bom público, como Botafogo x Comercial (8.191). Mas quando desconsideramos a presença dos grandes percebemos que o Paulista não se sustentaria”, comentou. “A redução do número de participantes e a divisão em grupos seriam medidas para melhorar a disputa.”