Por Cleber Aguiar – Goleiro do Vitória falha em decisão, e Bahia conquista título

Fonte: Portal Terra

O Bahia quebrou um jejum de 11 anos sem títulos do Campeonato Baiano. Foto: Romildo de Jesus/Agência Lance

O Bahia quebrou um jejum de 11 anos sem títulos do Campeonato Baiano
Foto: Romildo de Jesus/Agência Lance


O torcedor do Bahia voltou a comemorar. Depois de 11 anos sem vibrar com o título do Campeonato Baiano e testemunhando a hegemonia do maior rival, a equipe tricolor segurou um empate por 3 a 3 com o arquirrival Vitória, em tarde completamente infeliz do goleiro do time rubro-negro, e voltou a conquistar o título estadual depois de mais uma década de jejum. Fahel, Gabriel e Diones marcaram para os mandantes, enquanto Neto Baiano (duas vezes) e Dinei balançaram as redes pelo outro lado.

Sem se importar com a pressão exercida pela torcida, o Vitória se lançou ao ataque já nos primeiros minutos de jogo e balançou as redes com o artilheiro Neto Baiano. O atacante se antecipou a Rafael Donato e aproveitou o cruzamento de Victor Ramos para cabecear sem chances de defesa para o goleiro Marcelo Lomba.

Atrás no placar e precisando de um ataque que recolocasse o seu time na partida, o Bahia conseguiu o empate aos 8min. O volante Fahel fuzilou o goleiro adversário e determinou a igualdade no placar, gerando os primeiros protestos rubro-negros com uma possível posição de impedimento.

O gol empolgou o time tricolor e levantou o moral da equipe, que conseguiu a primeira virada do jogo aos 46min do primeiro tempo. Gabriel cobrou falta para dentro da área e Douglas saiu errado da meta, fazendo com que a bola entrasse direto na meta do Vitória.

A vantagem estabelecida daria o título ao Bahia e fez com que a partida tomasse novos rumos no segundo tempo. Os jogadores do clube rubro-negro não se intimidaram com a possibilidade de saírem derrotados de Pituaçu e voltaram a marcar com Neto Baiano cobrando pênalti, aos nove. Dois minutos depois, Dinei balançou as redes e recolocou o Vitória na dianteira.

A nova virada no marcador recolocou o Bahia no comando da partida. O time mandante intensificou a pressão sobre o seu rival e passou a trocar mais passes no meio-campo, chegando ao gol aos 27min. Dessa vez, Diones foi o responsável por balançar as redes e decretar o triunfo que quebrou o jejum tricolor na competição.

Nos minutos finais, Marcelo Lomba teve atuação de destaque e praticou duas defesas milagrosas para salvar o Bahia. Em seguida, a confusão se instalou e diversos entreveros culminaram nas expulsões de Vander, Souza e Omar, do Bahia, e Uellinton e Neto Baiano, do Vitória. O artilheiro rubro-negro ainda se uniria a alguns de seus companheiros em uma discussão generalizada ao término do clássico.

FICHA TÉCNICA

BAHIA 3 x 3 VITÓRIA

Gols:

BAHIA: Fahel, aos 8min do 1º tempo; Gabriel, aos 46min do 1º tempo; e aos Diones, aos 26min do 2º tempo

VITÓRIA: Neto Baiano, aos 4min do 1º tempo, e aos 7min do 2º tempo; e Dinei, aos 9min do 2º tempo

BAHIA: Marcelo Lomba; Madson, Rafael Donato, Titi e Gerley; Fahel (Morais), Diones, Helder e Gabriel (Vander); Lulinha (Fabinho) e Souza.
Técnico: Paulo Roberto Falcão.

Por Cleber Aguiar – Pernambucano: Santa Cruz dá presente de grego e é bicampeão após 25 anos!

Fonte: Futebolinterior.com.br

O Tricolor bateu o Sport por 3 a 2 e levou o título estadual

Recife, PE, 13 (AFI) – No dia em que o Sport completou 107 anos de idade, o Santa Cruz deu um presente de grego ao rival e conquistou o bicampeonato Pernambucano. Em partida que começou 10 minutos atrasada, o Tricolor bateu o rival pelo placar de 3 a 2 neste domingo, diante de quase 32 mil pessoas na Ilha do Retiro. No jogo de ida, a partida terminou empatada por 2 a 2, o que dava a vantagem do empate ao Leão.

Este foi o 26º título do time do Santa Cruz, que é o segundo maior campeão Pernambucano. O Tricolor fica atrás exatamente do Sport, que possui 39 títulos estaduais. Um bicampeonato do Santa não acontecia há 25 anos. A última lembrança de dois títulos consecutivos do torcedor coral foi nos campeonatos de 1986/1987. Nas duas ocasiões, o Santa derrotou exatamente o Sport.

Falhas individuais
Logo no primeiro minuto de partida, o Sport quase abriu o marcador com Jheimy. O atacante recebeu um lindo lançamento, invadiu a grande área, mas bateu por cima do gol de Tiago Cardoso. Porém, aos 12 minutos, depois de um bonito lançamento de Caça-Rato, Branquinho invadiu a área e bateu por baixo das pernas do goleiro Magrão, abrindo o placar para o Santa Cruz sobre o seu ex-clube. Porém, mal deu tempo para comemorar o Leão empatou a partida, um minuto depois. Moacir bateu em cima do goleiro Tiago, que falhou incrivelmente e deixou a bola passar.

O Sport quase virou aos 21,quando Rivaldo chutou de fora da área, a bola desviou em Anderson Pedra e quase encobriu o goleiro Tiago Cardoso, que conseguiu se recuperar. Jogando melhor, o Leão ainda chegou aos 33 minutos. Marcelinho Paraíba cobrou uma falta com precisão no canto inferior esquerdo e obrigou o goleiro Tiago a fazer uma linda defesa e salvar o Santa. Porém, como quem não faz toma, o Santo Cruz voltou a ficar na frente do placar aos 39 minutos. Denis Marques recebeu na intermediária e bateu com categoria, mas contou com uma falha do goleiro Magrão para colocar o Tricolor na frente novamente.

Pressão do Leão
O segundo tempo da grande decisão pernambucana também teve muitas emoções, com o Sport pressionando mais o Santa. Logo aos 6 minutos, Jael rolou a bola para Moacir, que, de fora da área, colocou a bola no travessão. Um minuto depois, o Sport teve mais uma grande chance, com Marquinhos Gabriel, que recebeu de Marcelinho Paraíba e colocou a bola muito perto na caixa de Tiago Cardoso. Novamente Marquinhos Gabriel teve grande chance de empatar a partida e dar o título para o Leão, aos 12. O jogador mandou uma bomba, para boa defesa do goleiro adversário.

Porém, o Santa Cruz conseguiu se recuperar em campo e conseguiu ampliar a vantagem aos 29 minutos. Em belo lançamento de Sandro Manoel, Luciano Henrique ficou cara a cara com o gol, driblou o goleiro Magrão e ampliou a vantagem para o Tricolor do Arruda. O Sport não desanimou em campo e conseguiu diminuir a vantagem do adversário, aos 36 minutos. O goleiro Tiago Cardoso falhou mais uma vez e espalmou a bola nos pés do zagueiro Edcarlos, que diminuiu para o Leão. Jael ainda quase marcou aos 42 minutos, mas o goleiro Tiago Cardoso se recuperou da falha do gol e operou um milagre, salvando o Santa.

Confusão
Uma cena lamentável marcou o segundo tempo do clássico. Depois que o Sport fez o segundo gol, um torcedor do Santa Cruz invadiu o campo e deu um soco no jogador Carlinhos Bala, que estava no banco de reservas do Leão. O jogador revidou e também deu um soco no torcedor. Como foi fora das quatro linhas, a partida não foi paralisada.

FICHA TÉCNICA

SPORT X SANTA CRUZ

Local: estádio Ilha do Retiro, em Recife (PE)

Data: 13 de maio de 2012, domingo

Horário: 16 horas (de Brasília)

Árbitro: Sandro Meira Ricci

Assistentes: Pedro Wanderley e Clóvis Amaral

Cartões amarelos: Marcelinho Paraíba, Montoya (Sport); Memo, Natan (Santa Cruz)

Cartão vermelho: Carlinhos Bala (Santa Cruz)

GOLS: Sport – Moacir, aos 13 minutos do primeiro tempo, Edcarlos, aos 35 do segundo tempo; Santa Cruz – Branquinho, aos 12 minutos do primeiro tempo, Dênis Marques, aos 44 do primeiro tempo, Luciano Henrique, aos 30 do segundo tempo.

SPORT: Magrão; Edcarlos, Aílson e Bruno Aguiar (Montoya) (Ruan), Moacir, Hamilton, Diogo Oliveira, Marcelinho Paraíba e Rivaldo; Jheimy (Marquinhos Gabriel) e Jael

Técnico: Mazola Júnior

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Branquinho (Sandro Manoel), Vágner, William Alves e Renatinho; Anderson Pedra (Leandro Souza), Memo, Chicão e Natan (Luciano Henrique); Flávio Caça Rato e Dênis Marques

Técnico: Zé Teodoro

Por Cleber Aguiar – Atlético-MG vence América-MG e conquista Mineiro de forma invicta

Fonte: Gazetaesportiva.net

 

Do correspondente Wanderson Lima Belo Horizonte (MG)

 

Independência lotado em uma bela tarde de domingo de Dias das Mães: o cenário perfeito para decisão do Campeonato Mineiro. O grande público que compareceu na nova casa do futebol em Belo Horizonte viu um bom duelo entre Atlético-MG e América-MG. Atuando com mais objetividade, o Galo presenteou a torcida com uma vitória por 3 a 0, conquistando o título Estadual de forma invicta depois de 36 anos.

Ao todo, foram 11 vitórias e quatro empates na campanha atleticana. Na grande final, o Atlético-MG atuou com mais inteligência e objetividade e conseguiu chegar ao primeiro gol com o volante Serginho, após ótima jogada do atacante Guilherme. Ainda no primeiro tempo, em um contra-ataque em velocidade o garoto Bernard marcou o segundo gol alvinegro. Na etapa complementar, novamente Bernard balançou as redes, fechando a campanha alvinegra.

Com o título, o Atlético-MG consolidou ainda mais a hegemonia estadual, chegando à conquista de número 41. A torcida atleticana teve a oportunidade de soltar o grito de campeão no novo estádio Independência pela primeira vez, desde a reabertura da arena, que ocorreu neste ano. Aliás, fazia 49 anos que o estádio do Horto não recebia uma decisão de campeonato.

Com o fim do Campeonato Mineiro, Atlético-MG e América-MG passam a pensar na disputa do Campeonato Brasileiro. Sem muito tempo de preparação, as equipes mineiras estrearão na competição nacional já no próximo fim de semana. No domingo, o Galo visitará a Ponte Preta pela Série A, no Moisés Lucarelli, em Campinas. Já o Coelho voltará a campo na sexta-feira, para enfrentar o Ceará pela Série B, no Presidente Vargas.

Divulgação/Atlético-MG

O Atlético-MG celebrou a conquista do Campeonato Mineiro, de forma invicta, diante de sua torcida

O jogo –Precisando da vitória para ser campeão, o América-MG começou a partida agredindo bastante o time do Atlético-MG, mas a equipe alvinegra não se limitou a defender e também buscou o ataque, gerando um jogo bem movimentado e aberto. Aos nove minutos, o zagueiro Everton Luiz conseguiu desviar cobrança de escanteio e quase abriu o placar para o Coelho.Aos poucos, o time americano passou a ter mais volume de jogo, enquanto o Atlético-MG procurou compactar as linhas de marcação e sair rapidamente no contra-ataque para surpreender a defesa da equipe alviverde. As jogadas de bola parada também foram usadas como arma pelo Galo. Aos 15, Mancini cobrou falta colocada e acertou a trave do goleiro Neneca, levantando a torcida atleticana nas arquibancadas do Independência.

Aos 20, depois de boa trama ofensiva do ataque alvinegro entre Bernard e Mancini, o meia-atacante conseguiu girar dentro da área, mas na hora do arremate foi pressionado pela zaga do Coelho, esperta para evitar o gol. Apesar da maior posse de bola do América-MG, o Galo se mostrou mais objetivo no duelo.

Atuando com três volantes, o time do técnico Givanildo Oliveira encontrou dificuldades na saída de bola. O armador Rodriguinho, muito bem marcado, conseguiu criar pouco, obrigando os atacantes Alessandro e Fábio Júnior a voltarem até o meio-campo para buscar bola. Com isso, o time perdeu poder de fogo ofensivo. A ligação direta da defesa para o ataque também foi usada, mas sem sucesso.

Divulgação/Atlético-MG

Jogadores do Galo só precisavam do empate com o América-MG, mas dominaram a final e fizeram três gols

Aos 30, Guilherme fez jogada individual pela esquerda e buscou o ângulo de Neneca. A bola explodiu na trave e, no rebote, o volante Serginho apareceu para mandar para as redes de cabeça, abrindo o placar e levando a torcida do Atlético-MG à loucura nas arquibancadas do Independência. Aos 38, o América-MG quase empatou com Rodriguinho, em finalização cruzada que obrigou Giovanni a fazer grande defesa.No minuto seguinte, Guilherme armou um contra-ataque em velocidade para o Galo. A bola chegou aos pés do garoto Bernard, que com um chute seco no canto direito de Neneca ampliou o marcador ainda no primeiro tempo. Como o Atlético-MG precisava somente do empate para ficar com o título, os primeiros gritos de campeão já surgiram nas arquibancadas.

Na volta para etapa complementar, Givanildo Oliveira mudou o América-MG, deixando o time mais ofensivo com as entradas de Kaio e do atacante Bruno Meneghel. Apesar das mudanças, o Atlético-MG que foi para o intervalo já dominando o jogo voltou da mesma forma para o segundo tempo. Mas o Galo que usara muito a velocidade nos primeiros 45 minutos passou a cadenciar mais a partida.

A partir dos 15 minutos, o desespero já começou a atormentar os jogadores do América-MG, que precisavam de três gols para ficar com o título. Atacando de forma atabalhoada, o Coelho deu muitos espaços para o time alvinegro, que optou por valorizar a posse de bola, ameaçando pouco o goleiro Neneca.Aos 22, o atacante Bruno Meneghel fez ótima jogada individual e quase diminuiu o placar para o time alviverde, em uma rara jogada de lucidez do ataque americano.Aos 31, o lateral Marcos Rocha soltou um petardo, que explodiu na trave de Neneca. Na sobra, o garoto Bernard só teve trabalho de mandar para as redes para coroar a campanha e o título do Atlético-MG no Independência.

 

 

Por Cleber Aguiar – Doce rotina: Santos derrota o Guarani e é tricampeão paulista

Fonte: Tribuna Online

Peixe repete feito da Era Pelé e confirma status de grande campeão do Estado neste século: são cinco troféus desde 2006

É campeão

Santos derrota o Guarani e conquista o tri do Paulistão

Anderson Firmino

Agora, quem dá a bola é o Santos. De novo. O Peixe conquistou o tricampeonato paulista (2010/11/12) ao superar o Guarani, neste domingo, no Morumbi. A vitória por 4 a 2 deu ao Alvinegro seu 20º troféu estadual . No século 21, já é o quinto, comprovando uma supremacia em terras paulistas.

Valente, o Guarani tentou um milagre. Não conseguiu. Prevaleceu a força de uma equipe predestinada, em perfeita comunhão com os deuses da bola. Melhor para o Peixe, que repete o feito do Santos de Pelé, que foi tricampeão estadual em duas ocasiões: 1960/61/62 e 1967/68/69.


Início eletrizante

A missão do Bugre, que já era difícil, ficou praticamente impossível com apenas um minuto de jogo. Neymar deu passe açucarado para Elano dentro da área. O meia bateu cruzado sem muita força e Alan Kardec fechou de carrinho, empurrando a bola para as redes do Guarani; 1 a 0.

Mas, ao contrário do que aconteceu na semana passada, quando assistiu quase passivamente à exibição de gala de Neymar e companhia, o time campineiro foi ao ataque, empatando quase logo em seguida. Danilo Sacramento chegou pela esquerda e cruzou na área, Rafael falhou e a bola sobrou para Fabinho, que, na sobra, desviou para as redes.

Mas a tarde era santista – como já era de se esperar. Aos seis minutos, Juan tocou para Neymar, a bola bateu na mão de Bruno Peres, e Paulo César de Oliveira anotou pênalti. Neymar, com tranquilidade, converteu a cobrança, colocando o Peixe mais uma vez na frente. O jogo era frenético. Três gols em oito minutos era a prova disso.

Oito minutos depois, após Alan Kardec perder boa chance aos 12, o Guarani empatou mais uma vez. Elano perdeu a bola no campo de defesa, Fabinho levou para a linha de fundo e cruzou rasteiro. Durval falhou e Bruno Mendes, com muita calma, tocou no canto esquerdo de Rafael. Jogaço!

Bugre cresce no jogo

Com a obrigação de buscar um resultado que lhe desse um milagre, os comandados de Vadão foram à frente e quase fizeram o terceiro, quando Medina chutou forte da entrada da área, parando nas mãos de Rafael. Na sobra, Bruno Mendes também mandou nas mãos do goleiro santista. Ou aos 36, quando mesmo Bruno Mendes, após levantamento na área, cabeceou à esquerda da meta santista.

No final do primeiro tempo, o Peixe ‘respirou um pouco’, pelos pés de Neymar, que chutou rasteiro, no canto direito de Emerson, e a bola tocou a rede pelo lado de fora. Medina ainda tentou algo, aos 46, mas Rafael levou a melhor. A bem da verdade, apesar do gol, Neymar não vivia uma boa jornada, assim como Paulo Henrique Ganso. Mas, após 45 minutos, o troféu estava ainda mais perto do Alvinegro.

Santos vai à frente. E vence

No início do segundo tempo, o Peixe voltou um pouco mais entusiasmado, empurrado por um grito ensurdecedor das arquibancadas. O torcedor santista, no seu íntimo, sabia que estava perto a hora de gritar “É campeão” mais uma vez. Aos 5, Edu Dracena subiu de cabeça e desviou bola com perigo, acima do travessão campineiro.

Vadão até pensou em melhorar o ataque, colocando o ex-palmeirense Max Pardalzinho no lugar de Medina. Mas sem resultado prático. Pior para o Bugre, na verdade, é não ter Neymar a seu lado. E o craque faz a diferença. Aos 26, a Joia da Vila fez ótima jogada individual e tocou na esquerda para Juan, que, na linha de fundo, passou com habilidade pelo marcador, buscando o camisa 11. Com um chute certeiro, no ângulo direito, pôs o Santos em vantagem: 3 a 2.

Jogo resolvido? Ainda não. Aos 46, Alan Kardec recebeu passe de Ganso e, livre de marcação, driblou o goleiro Emerson e tocou para as redes. Era a apoteose de mais uma conquista da equipe que fez o torcedor santista voltar a comemorar. E os dos rivais, a aplaudir.

SANTOS 4 x 2 GUARANI

SANTOS
Rafael; Henrique, Durval, Edu Dracena e Juan (Léo); Arouca, Elano (Felipe Anderson), Ibson e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Alan Kardec. Técnico – Muricy Ramalho.

GUARANI
Emerson; Bruno Peres, Neto, Domingos e Bruno Recife; Ewerton Páscoa (Thiaguinho), Fábio Bahia, Danilo Sacramento e Medina (Max Pardalzinho); Bruno Mendes (Ronaldo) e Fabinho. Técnico – Vadão.

GOLS Alan Kardec, a 1 minuto, Fabinho, aos 4, e Neymar, aos 8, e Bruno Mendes, aos 16 minutos do primeiro tempo. Neymar, aos 26 e Alan Kardec, aos 46 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO –
Paulo César de Oliveira.

CARTÕES AMARELOS – Bruno Recife, Neymar, Juan, Fábio Bahia, Alan Kardec.

RENDA – R$ 2.667.232,00.

PÚBLICO – 53.749 pagantes.

LOCAL – Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP).

Por Cleber Aguiar – Nos pênaltis, Coritiba é tricampeão paranaense

Fonte: Gazetadopovo.com.br

Depois de um 0 a 0 no tempo normal, Coxa faz 5 a 4 no Atlético nas penalidades. É o 36º título estadual

alviverde

O Coritiba é o campeão paranaense de 2012. Depois de um 0 a 0 no tempo regulamentar, o Coxa bateu o Atlético nos pênaltis por 5 a 4 e garantiu o título. O Alviverde chega ao tricampeonato estadual, o que não ocorria desde 1973.

Este é o 36ª título regional do Coritiba. Foi a sétima vez que o campeonato foi conquistado em uma decisão contra o arquirrival. O último triunfo sobre o Atlético em decisões havia sido conquistado em 2008.

Éverton Ribeiro foi quem anotou o pênalti decisivo que desencadeou a festa no estádio Couto Pereira, que recebeu 23.605 pagantes neste domingo (13). O equatoriano Guerrón foi o único jogador a desperdiçar a penalidade.

“Matamos alguns coxas-brancas do coração, mas agora é só festa. É muita emoção, você vai concentrado para bater o pênalti no cantinho, para tirar do goleiro. Felizmente fiz o gol. Hoje é um grande dia para o Coritiba”, declarou Ribeiro.

“Na cobrança de pênaltis, se você não pegar, dificilmente sua equipe irá ganhar.
Eu tinha visto uns quatro pênaltis do Guerrón, dois em cada canto e o último tinha sido no canto direito, ainda bem que fui no canto esquerdo e peguei”, contou o goleiro Vanderlei.

Ficha Técnica

CORITIBA 0 (5) X(4) 0 ATLÉTICO PARANAENSE

Local: Estádio Major Antonio Couto Pereira, Curitiba (PR)
Data: 13 de maio de 2012, domingo
Horário: 15h50 (de Brasília)
Público total: 26.229 pessoas
Renda: R$ 563.772,00
Árbitro: Adriano Milczvski
Assistentes: Roberto Braatz e Bruno Boschilia

Cartões amarelos: Gil, Everton Costa, Djair e Everton Ribeiro (Coritiba); Héracles, Zezinho, Rodolfo, Deivid e Guerrón (Atlético-PR)

CORITIBA: Vanderlei; Gil, Démerson, Emerson e Lucas Mendes; Júnior Urso, Tcheco (Djair), Everton Ribeiro e Rafinha (Lincoln); Roberto e Anderson Aquino (Everton Costa)
Técnico: Marcelo Oliveira

ATLÉTICO-PR: Rodolfo; Cleberson, Manoel, Renan Foguinho e Bruno Costa (Héracles); Renan Teixeira (Alan Bahia), Deivid, Zezinho e Paulo Baier (Martín Ligüera); Edigar Junio e Guerrón Técnico: Juan Carrasco

 

Por Cleber Aguiar – Em jogo suado no Beira-Rio, D’Ale incendeia, e Inter é campeão gaúcho

Fonte:Globo.com

A CRÔNICA
por Diego Guichard

 
leandro damião internacional gol caxias (Foto: Ricardo Duarte / Agência RBS)Leandro Damião comemora gol do título
(Foto: Ricardo Duarte / Agência RBS)

Em jogo suado, duro, brigado, o Inter conseguiu se recuperar após sair atrás no placar, virou, venceu o Caxias por 2 a 1, na tarde deste domingo, no Beira-Rio, e garantiu o título do Campeonato Gaúcho de 2012. Depois de um primeiro tempo apático, em que a equipe grená saiu na frente com Michel, D’Alessandro entrou no segundo e ajeitou o time. Sandro Silva e Leandro Damião viraram o placar. Paulo Sérgio, destaque em campo, ainda evitou um pênalti cobrado por Nei.

Mesmo com as cicatrizes da eliminação na Libertadores no meio de semana, o Inter iniciou com o mesmo time que foi derrotado por 2 a 1 contra o Fluminense, com Oscar. Só que desta vez, a maior atração ficou no banco. Recuperado de lesão na coxa esquerda, o diferencial técnico do time, D’Alessandro ficou entre os suplentes.

Da mesma forma, o Caxias também optou por manter a formação que enfrentou o Inter no Centenário, quando abriu o placar com Mateus, mas deixou empatar na segunda etapa, com Oscar.

Agora, até o final do ano, é tudo Brasileirão para o Inter. Estreia contra o Coritiba, domingo, no Beira-Rio. Já o Caxias jogará a Série C.

O jogo

Em casa, o time de Dorival Júnior tratou de se postar no ataque, dificultando a saída de bola adversária. Já a equipe de Mauro Ovelha não só aceitou a pressão colorada, como tratou de explorá-la. Nesse caso, ninguém puxava melhor os contra-ataques do que o garoto Wangler, de 19 anos. Aos 6 minutos, arrancou em velocidade pela ponta direita, mas teve o cruzamento freado por Índio. Na sequência, após cobrança de escanteio, desferiu potente chute de fora da área, bem espalmado por Muriel.

De forma tímida, o Inter tentava avançar, mas não era realmente efetivo. Com pouca criatividade, via-se uma equipe burocrática, talvez ainda afetada pela derrota na Libertadores. Os poucos arremates a gol eram de fora da área, com Nei, Dátolo e Oscar. Nenhum, no entanto, que levasse efetivamente perigo a Paulo Sérgio.

Michel comemora o gol marcado para o Caxias contra o Inter (Foto: Diego Guichard/GLOBOESPORTE.COM)Michel comemora o gol marcado para o Caxias contra o Inter (Foto: Diego Guichard/GLOBOESPORTE.COM)

Crise na bola aérea

Em um problema evidenciado contra o Fluminense, o Inter voltou a sofrer com a boa aérea defensiva. Aos 26, Vanderlei desviou cobrança de escanteio e, no segundo poste, encontrou Michel , que fez 1 a 0. Na comemoração, o lateral deu um salto seguido de soco no ar. Naquele momento, o Caxias tinha a vantagem.

A partir de então, quem esperava para assistir a Oscar e companhia, via o garoto Wangler tomar conta da partida. Driblava com maestria e acertava a maioria dos passes. Com personalidade, a revelação grená mostrava a cada toque ser um jogador de grande futuro. Aos 38, bateu com categoria à média distância e só não viu a bola entrar graças a mão salvadora de Muriel.

Já o Inter abusava da ligação direta. Dessa forma, uma única e verdadeira chance, antes do árbitro apitar para o intervalo. Dentro da grande área, Damião ajeitou com o peito e Índio, como centroavante, fez um belo giro de canhota, mas por cima do travessão.

Final do Gauchão entre Inter e Caxias (Foto: Diego Guichard/GLOBOESPORTE.COM)Oscar e Guiñazu cercam a jogada
(Foto: Diego Guichard/GLOBOESPORTE.COM)

Dorival fez duas alteração para a volta do intervalo. Colocou D’Alessandro e Dagoberto nas vagas de Dátolo e Tinga, respectivamente, e solicitou uma “mudança de atitude”. Quando o camisa 10 se juntou ao grupo reunido no centro do gramado, a torcida explodiu em alegria. Estava no centrado camisa 10, o capitão do time, a esperança de empatar o jogo e evitar um vexame.

A presença de D’Ale deu um gás ao time colorado. Logo no primeiro cruzamento, Paulo Sérgio se atrapalhou com a bola e Damião chutou em cima da zaga. No segundo, o argentino lançou e o camisa 9 desviou por cima. O Inter parecia lúcido pela primeira vez na partida.

Pênalti desperdiçado

E aos cinco minutos, Oscar foi derrubado na área. Pênalti. Quando todos esperavam que D’Ale fosse para a cobrança, Dorival ordenou que Nei pegasse a bola. Na lateral do campo, o gringo conversava com o treinador, quando o lateral cobrou mal e Paulo Sérgio evitou o empate

Paulo Sérgio era um gigante sob a meta. Aos 11, Oscar soltou quase na pequena área e desviou para o chão, como manda qualquer treinador. Só que o camisa 1 conseguiu novamente evitar o gol, em cima da linha. Da mesma forma, espalmou cabeçada de Moledo.

A partida seguia na base do desespero pelos dois lados: o Caxias na defesa, e o Inter nas jogadas ofensivas.

Torcida intervém

Talvez por coincidência, o Inter chegou ao empate quando a torcida vermelha berrava mais do que nunca. Inspirado pelo rugido da arquibancada, Oscar se livrou de Fabinho e rolou para a área. A bola sobrou para Sandro Silva. Cercado, o volante conseguiu achar um espacinho para chutar e vencer o goleiro adversário: 1 a 1.

O Inter descobria então que Paulo Sérgio não era imbatível. E o segundo gol não demorou a surgir. Após cruzamento de Fabrício, Damião pulou soberano no primeiro poste e fez aquele que seria o gol do título. Fim de jogo, e festa vermelha no Beira-Rio.

FICHA TÉCNICA

INTERNACIONAL 2 X 1 CAXIAS

Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)

Data: 13 de maior de 2012, domingo

Horário: 16 horas (de Brasília)

Árbitro: Márcio Chagas da Silva

Assistentes: Altemir Hausmann e Marcelo Bertanha Barison

Cartões amarelos: Fabrício, Guiñazu, Rodrigo Moledo, D’Alessandro, Nei, Dagoberto e Leandro Damião (Internacional); Lacerda, Michel, Alisson e Rafael Santiago (Caxias)

Gols:

INTERNACIONAL: Sandro Silva, aos 21 minutos do segundo tempo, e Leandro Damião, aos 26 minutos do segundo tempo

CAXIAS: Michel, aos 26min do primeiro tempo

INTERNACIONAL: Muriel; Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Fabrício; Sandro Silva, Guiñazu e Tinga (Tinga); Oscar e Dátolo (Dagoberto); Leandro Damião

Treinador: Dorival Júnior

CAXIAS: Paulo Sérgio; Michel, Lacerda, Jean e Fabinho; Umberto (Marcos Paulo), Paraná (Alisson), Mateus e Wangler; Caion e Wanderley (Rafael Santiago)

Treinador: Mauro Ovelha

Por Cleber Aguiar – Fluminense é campeão Carioca 2012

Fonte: O Dia Online

Fluminense derruba o Botafogo e conquista o Campeonato Carioca

Com gol de Rafael Moura, Tricolor conquista o seu 31ª título da competição e quebra jejum de sete anos

Rio –  Não houve tempo para loucura. Não houve tempo para uma virada épica. Não houve tempo para o improvável. O Fluminense depois de um hiato de sete anos é novamente Campeão Carioca. O último título havia sido em 2005. Curiosamente, Abel Braga é quem estava à frente do clube naquela ocasião. Não adianta procurar pela cidade os tons preto e branco. O Rio de Janeiro está pintado em três cores: verde, branco e grená.

Neste domingo, apesar da vantagem adquirida no primeiro jogo (havia vencido por 4 a 1), a equipe das Laranjeiras arrancou mais uma vitória sobre o Botafogo: 1 a 0. Gol marcado por Rafael Moura. Foi desta forma que o Fluminense escreveu mais um capítulo na sua vitoriosa história. Somou o seu 31ª título Estadual — um a menos que o rival Flamengo. Mais um passo em direção à recuperação da hegemonia do futebol carioca.

Foto: André Mourão / Agência O Dia

Destaque do Flu, Deco deixou o campo por conta de lesão | Foto: André Mourão / Agência O Dia

A casa alvinegra está cada vez mais familiarizada com as cores do Flu. Não resta dúvida que o Engenhão traz sorte ao clube. Assim como em 2010, na conquista do Campeonato Brasileiro, os tricolores puderam celebrar mais um título no local. É uma relação que parece não ter fim. O Fluminense é campeão! De novo! Mais uma festa dos Guerreiros!

Ao Botafogo, resta amargar mais um vice-campeonato. Os Alvinegros não vencem o Estadual desde 2010. Nos últimos seis anos, decidiu por cinco vezes a finalíssima. Foi derrotado em quatro ocasiões.

Início avassalador

Engane-se quem achou que o Botafogo iria apenas formalizar o título do Fluminense. Decidiu vender caro a perca do título. A larga vantagem da equipe das Laranjeiras não foi capaz de produzir desânimo no alvinegro. Nos primeiros minutos, o Glorioso tratou de incendiar o clima da finalíssima. O panorama não poderia ser diferente: precisava tirar uma vantagem de três gols de diferença.

A primeira chance do Botafogo caiu no pé do artilheiro do time. Não havia homem mais recomendado em campo. Depois de jogada entre Fellype Gabriel e Maicosuel, Loco Abreu recebeu belo passe dentro da área. O uruguaio chutou e esbarrou na bela defesa de Diego Cavalieri. Era o primeiro goleiro a aparecer com destaque na decisão do Estadual.

O Tricolor decidiu dimensionar a partida nos contra-ataques. Era o plano tático para o clássico. Ao se lançar de forma contundente ao ataque, o Botafogo corria riscos. Não havia outra escolha.

Aos oito minutos, Anderson arrancou e encontrou Rafael Moura na frente do goleiro Jefferson. He-Man chutou e o arqueiro operou um milagre. Parecia um gigante que deixava a trave pequena para o camisa 10. Era os goleiros causando pesadelos aos atacantes na tarde chuvosa no Engenhão.

Foto: André Mourão / Agência O Dia

Gum disputa jogada com Maicosuel, que foi expulso na decisão | Foto: André Mourão / Agência O Dia

Até a metade do primeiro tempo, o Glorioso esteve mais inclinado a abrir a contagem da final. Aos 30 minutos, Elkeson cobrou falta com perigo. Uma batida forte que causou susto em Diego Cavalieri. A bola passou no canto esquerdo da meta do Fluminense.

No final do primeiro tempo, o Fluminense perdeu o seu articulador. Perdeu a sua grande referência nos últimos jogos. Deco com um problema na coxa direita deu lugar a campo para Wagner. Ainda assim, a equipe de Abel Braga não perdeu o ímpeto ofensivo. Aos 43 minutos, chegou ao gol do Botafogo. Rafael Sóbis, em cobrança de falta, quase surpreendeu Jefferson. Em chute de longe, a bola passou muito perto do travessão.

A confirmação do título

Na largada do segundo tempo, o Botafogo saiu em busca de uma virada épica. Sem Elkeson e com Herrera. Foi a escolha de Oswaldo de Oliveira para os últimos 45 minutos da equipe na competição. Surtiu efeito. Aos seis minutos, em cobrança de falta rápida, Loco Abreu deixou Márcio Azevedo livre para abrir o placar da final. O lateral-esquerdo acertou um chute forte que raspou à trave de Diego Cavalieri. Não parou por aí.

No entanto, o que se anunciava no primeiro tempo, se confirmou na segunda etapa. Aos 17 minutos, o Fluminense conseguiu encaixar uma jogada para abrir o marcador na decisão.

Depois de tabela entre Carlinhos e Rafael Sóbis, He-Man aproveitou cruzamento do lateral para colocar o Tricolor à frente do placar. Gol de artilheiro. O camisa 10 ainda teria que achar espaço no lance com Thiago Neves. Era o gol que deixava o Fluminense com uma vantagem imensa.

A entrada de Caio foi a última cartada do Botafogo. Entrou no lugar de Loco Abreu. Ainda assim, não foi possível produzir uma reação. O Fluminense claramente gastava o tempo na decisão. Esperava apenas o ponteiro do relógio apontar os últimos minutos. Não demorou para os torcedores entoarem os cânticos famosos e o grito de campeão.

Ficha técnica:

Botafogo 0 x 1 Fluminense

Data: 13/05/2012
Hora: 16h
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Auxiliares: Wagner de Almeida Santos e Jackson Lourenço

Gol: Rafael Moura, aos 17’/2ºT

Cartões amarelos: Maicosuel, Loco Abreu e Gabriel (BOT); Diego Cavalieri, Bruno e Anderson (FLU)

Cartão vermelho: Maicosuel

Botafogo: Jefferson, Gabriel (Caio), Fábio Ferreira, Brinner e Márcio Azevedo; Jadson, Renato, Fellype Gabriel, Elkeson (Herrera) e Maicosuel; Loco Abreu (Vitinho). Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno (Fabio Braga), Anderson, Gum e Carlinhos; Edinho, Jean, Thiago Neves e Deco (Wagner); Rafael Sobis (Marcos Júnior) e Rafael Moura. Técnico: Abel Braga.

ICFUT – Atlético MG x América -MG – Final do Campeonato Mineiro 2012

Fonte:Gazetaesportiva.net

Galo busca título invicto e América-MG tenta findar fila de 11 anos

Do correspondente Wanderson Lima Belo Horizonte (MG)

O Campeonato Mineiro conhecerá neste domingo, a partir das 16h, no estádio Independência, o campeão da edição 2012. O Atlético-MG, que tem a vantagem de poder empatar o jogo para levantar a taça, vai duelar contra o América-MG, que para ser campeão após 11 anos precisa vencer por qualquer placar.

O detalhe que chama a atenção é que o Coelho poderá ser campeão justamente no ano do centenário do clube, e se isso acontecer, o time americano acabará com a invencibilidade do Atlético-MG, que ainda não perdeu na competição. Apesar das últimas exibições não terem agradado à torcida alvinegra, o técnico Cuca, que foi campeão pelo Cruzeiro no ano passado, poderá ser bicampeão, agora com o Galo.

Se levantar a taça, o Atlético-MG conquistará o Mineiro de forma invicta depois de 36 anos, e ainda manterá uma série invicta de oito meses tendo o mando de campo. A campanha até aqui no Estadual mostra que em 14 jogos, o Galo venceu dez e empatou quatro. Mancini encara a possibilidade de fazer história com a camisa do Atlético-MG com muita empolgação e motivação.

“Fazer história no Atlético-MG sendo campeão invicto depois de 35, 36 anos, eu, particularmente, olho como motivação. Vamos em busca desse objetivo e de consolidar essa campanha de invencibilidade no Campeonato Mineiro. Queremos esse título, pois ele é muito importante. Para alguns é só um campeonato rural, para nós é mais do que isso”, afirmou.

Bruno Cantini/CAM

No jogo de ida, Atlético e América ficaram no 1 a 1

A definição do time do Atlético-MG que entra em campo só sairá minutos antes do começo do jogo, já nos vestiários do Independência. Certo é que o técnico Cuca não poderá contar com o atacante André, que recebeu o terceiro cartão amarelo, no jogo de ida, no último domingo. Além do avante, os volantes Fellipe Soutto e Leandro Donizete e o atacante Neto Berola ficam de fora por ordem médica.Pelo lado do América-MG, o desfalque é no meio-campo, já que o volante Dudu foi advertido com o cartão amarelo de número três, e por isso, fica fora da final. O substituto em condições de jogo é o jovem China, mas Givanildo Oliveira, que precisa da vitória pode optar por uma formação mais ofensiva, neste caso, com a entrada de mais um armador ou com Bruno Meneghel no ataque, ao lado de Alessandro e Fábio Júnior.

O volante Leandro Ferreira lembra que o América-MG entrou na semifinal contra o Cruzeiro em desvantagem e teve a tranquilidade necessária para reverter a situação e chegar à final. O jogador espera que a equipe americana mantenha a mesma atitude dos jogos contra o Cruzeiro e volte a ser campeão após 11 anos.

“Na final precisamos ter a mesma tranquilidade que a gente teve contra o Cruzeiro. Naquela ocasião, os números eram desfavoráveis ao América-MG e conseguimos reverter a situação nas duas partidas das semifinais. Agora é ter o mesmo pensamento, focar em tudo o que foi treinado para mantermos essa boa pegada na final”, disse.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG X AMÉRICA-MG

Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 13 de maio de 2012 (domingo)
Horário: 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)
Assistentes: Fabiano da Silva Ramires (ES) e Fabiano Pereira (Fifa-TO)

ATLÉTICO-MG: Giovanni; Réver, Lima e Rafael Marques; Marcos Rocha, Pierre, Serginho (Dudu Cearense), Bernard e Richarlyson; Guilherme e Paulo Henrique (Mancini) (Danilinho)
Técnico: Cuca

AMÉRICA-MG: Neneca; Rodrigo Heffner, Gabriel, Everton e Bryan; China, Leandro Ferreira, Moisés e Rodriguinho; Alessandro e Fábio Júnior
Técnico: Givanildo Oliveira

ICFUT – Atlétiba ( Coritiba x Atlético-PR ) Final do Paranaense 2012.

Fonte: Gazetadopovo.com.br

Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Daniel Castellano/Gazeta do Povo / O técnico Marcelo Oliveira em atuação. Treinador prevê jogo ofensivo neste domingo O técnico Marcelo Oliveira em atuação. Treinador prevê jogo ofensivo neste domingo

Atletiba

Treinador coxa-branca aposta em Atletiba ofensivo

Confira os principais trechos da última entrevista coletiva antes do clássico deste domingo.

 

O técnico do Coritiba, Marcelo Oliveira, falou sobre diversos assuntos na última entrevista coletivA antes do Atletiba deste domingo (13), que definirá o campeão paranaense. Entre outros aspectos, o treinador apostou em um clássico com dois times ofensivos e garantiu que não pretende sair tão cedo do Alto da Glória.

Você acredita que o fato de o Cruzeiro ter exigido mais do Atlético na quarta-feira é uma vantagem para o Coxa?

Oliveira: A motivação de se jogar um clássico supera qualquer coisa. O Atlético vai vir forte da mesma forma.

O que você espera dessa partida?

Oliveira: Eu penso que, em um jogo como esse, para decidir, ambos vão atacar quando tiverem a bola. Vai ser um jogo aberto, naturalmente com os cuidados necessários, tanto com o contra-ataque do Atlético, quanto com a técnica do Coritiba. Quem não tiver a bola vai procurar marcar. Mas eu acredito em um jogo de mais gols.

Por que você disse que o tricampeonato era um objetivo pessoal?

Oliveira: Eu falei porque nós conseguimos 24 vitórias e acho difícil outro time fazer isso em um período curto. O Coritiba tem mais de 100 anos e só uma vez conseguiu o tricampeonato. Então achei que era um objetivo que nos levaria à história do clube. Mas eu disse que era um dos motivos [de ter ficado]. Outros motivos são a estrutura do clube, o presidente, que é muito competente e equilibrado, e o fato de eu me sentir feliz aqui.

Isso não quer dizer que se você conquistar o tri vai sair por conta própria?

Oliveira: Não, de forma alguma. Já tive a oportunidade de sair e costumo cumprir os meus compromissos, tenho contrato até dezembro e… A não ser por uma situação específica, extraordinária, mas eu acho que não. Vamos seguir neste processo, sempre esperando com conquistas.

Você está preparando alguma surpresa?

Oliveira: Sempre há possibilidade de você ter jogadores de características diferentes, principalmente que possam no início de jogo trazer uma preocupação de marcação. O futebol é somatório de detalhes, além do trabalho e de união.

Qual a importância do Felipe Ximenes nesta campanha?

Oliveira: Sempre exaltei em momentos difíceis ou brilhantes que o Coritiba teve o trabalho em conjunto. Todos são muito importantes. O Felipe é muito dinâmico, competente, inteligente e faz muito bem o seu trabalho naquilo que lhe é atribuído.

O que achou da escolha da arbitragem?

Estou completamente tranquilo, eu passo para os jogadores esta tranquilidade, de não desconcentrarem do jogo para se preocuparem com a arbitragem. Se o rapaz foi escalado, ele já apitou e tem competência para fazer, indiferente de qualquer pressão que possa vir de fora.

Qual vai ser o placar do jogo?

Oliveira: Esperamos que seja meio a 0 para o Coritiba. Está bom.

Um pedido para a torcida?

Oliveira: Nos incentivar do início ao fim porque dentro de campo nós vamos lutar muito para retribuir esta confiança com uma grande vitória.

E paz?

Oliveira: Opa, isso é superimportante. É um jogo de futebol, é uma guerra técnica e tática. O torcedor tem que ir lá vibrar com o seu time, mas sem violência. Não leva a nada. E depois, se acontece algo importante, vai se lamentar. Vamos torcer, cantar, vibrar e o melhor vai ganhar.

Fotos: Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo e Walter Alves/ Gazeta do Povo

Fotos: Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo e Walter Alves/ Gazeta do Povo  / Vanderlei, goleiro coxa: recuperado da falha no primeiro jogo; Rodolfo perdeu boa parte do campeonato por causa de lesão Vanderlei, goleiro coxa: recuperado da falha no primeiro jogo; Rodolfo perdeu boa parte do campeonato por causa de lesão

A última barreira

Em caso de empate no Atletiba de amanhã, campeão será quem superar mais vezes Vanderlei e Rodolfo nas cobranças de pênalti
Um empate no clássico de amanhã, às 15h50, entre Atlético e Coritiba leva a decisão para a marca das penalidades máximas. É aí que entram os dois personagens que podem se tornar protagonistas do título do Paranaense de 2012: os goleiros. De um lado, o jovem Rodolfo, de 22 anos; de outro, o já experiente Vanderlei, com 28 anos.

A importância deles na final é inegável, mas ambos não estão no auge. O arqueiro coxa-branca não é mais unanimidade – ele falhou no segundo gol atleticano na primeira partida da decisão. Na área atleticana, Rodolfo ainda corre atrás de ritmo de jogo depois de ficar sete partidas afastado por causa de uma lesão na mão direita. Só voltou para a meta no meio de semana, contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil.

Ciente de que vai precisar de seu camisa 1 para erguer a taça – mesmo sem a decisão por pênaltis –, o técnico Marcelo Oliveira fez questão de mostrar confiança no jogador, que sofreu dois gols de pênalti no Estadual. “Um goleiro que já está jogando há tanto tempo pode um dia ter uma desatenção. Vanderlei tem um crédito absoluto. É um excepcional goleiro, já fez defesas milagrosas ao longo deste tempo”, argumenta, enchendo a bola de seu pupilo.

Após confirmar que os pênaltis foram treinados com mais ênfase nesta semana, Oliveira admitiu que existe a chance de ocorrer um revezamento no Brasileiro entre Vanderlei e o reserva Édson Bastos. “É uma ideia que tenho de inovar nesse sentido. Ainda estamos amadurecendo. Não pelo fato de ter acontecido qualquer tipo de coisa, mas porque goleiro fica muito fora. Se faltar o titular, o outro entra muito sem ritmo, às vezes em um jogo perigoso e importante”, finaliza o técnico.

Caso o duelo vá para a marca da cal, o Atlético não deve se preocupar. Pelo menos é o que diz Fernando Lopes, ex-preparador de goleiros de Rodolfo, ainda da época em que o arqueiro treinava nas categorias de base do Paraná. “Quando tinha decisão [por pênaltis], ele sempre garantia o dele. Isso era certo. [O Paraná] pode ter perdido, mas ele nunca passou em branco. Quando tinha pênalti, os adversários já davam uma pipocada”, garante. Em 2012, ele teve apenas uma cobrança para tentar defender – contra o Cruzeiro, na quarta-feira –, mas não conseguiu.

Na carreira, ele tem dois momentos marcantes nas decisões por penalidades máximas. A primeira, em 2008, na Copa Macaé Sub-17, quando foi eleito o craque da competição. Na semifinal, defendeu dois pênaltis e ainda marcou um. Em 2009, parou uma penalidade contra o Mixto-MT, pela Copa do Brasil, e garantiu a classificação paranista. “Quando chega nessa época [de decisão], ele cresce. Isso é nato dele. É goleiro de decisão. Todo o talento e o dom que ele tem acabam sobressaindo nesses momentos”, fecha Lopes.

Silêncio

Diretoria rubro-negra impede jogadores de falar com a imprensa

O Atlético decidiu se calar até a partida de amanhã. Contrariando a programação inicial, os jogadores e o técnico Juan Ramón Carrasco foram proibidos de falar com a imprensa após o treinamento de ontem no CT do Caju. Tudo em prol, segundo a diretoria, de uma concentração adequada para a final.

“O pessoal da diretoria de futebol pediu concentração absoluta. É decisão de campeonato. Por isso não quiseram fazer a coletiva [de imprensa]”, justificou o diretor de marketing do Furacão, Mauro Holzmann.

Sem as palavras de Carrasco e dos atletas, o torcedor atleticano não sabe o que esperar na escalação. A indefinição, aliás, se estende a todos os setores do time. O lateral-direito Gabriel Marques se recuperou de uma luxação no ombro e poderá voltar ao time titular no lugar de Pablo. Assim como o atacante Edigar Junio, que torceu o tornozelo e está à disposição do treinador. As mudanças, porém, podem não parar por aí. A boa atuação de Zezinho no jogo contra o Cruzeiro, na última quarta-feira, pode colocá-lo no lugar do Ricardinho.

O certo é que Guerrón estará entre os 11 – ele ficou de fora do primeiro jogo da final porque estava cumprindo suspensão –, podendo ter somente Edigar Junio ao lado dele no ataque. Isso faria o Rubro-Negro atuar com um esquema tático diferente do que atuou nas 21 partidas do Estadual.

Bilheteria

Hoje é último dia para quem quer estar no Couto Pereira

Luiz Guilherme Rodrigues, especial para a Gazeta do Povo

O Estádio Couto Pereira estará cheio para a final do Campeonato Paranaense. Dos quase 34 mil ingressos colocados à venda para o Atletiba de amanhã, grande parte já foi vendida. Do lado alviverde, restam 2 mil entradas das 30 mil colocados à venda. Para a torcida atleticana, as meias-entradas estão esgotadas. Hoje é o último dia para torcedores dos dois times comprarem os ingressos.

As bilheterias do Couto Pereira ficam abertas entre as 10 horas e as 17h. Os ingressos – que variam entre R$ 47 (meia entrada na arquibancada) e R$ 190 (cadeira social superior inteira) também podem ser comprados pelo site do clube (www.coritiba.com.br).

Para os rubro-negros foram destinados 3,4 mil bilhetes. Os ingressos restantes, a R$ 95, podem ser comprados nas bilheterias da Arena hoje, entre 10h e 18h.

ICFUT – Ativista do FEMEN ataca taça da Euro 2012 em protesto na Ucrânia

Fonte: Estadao.com.br

Troféu exposto em evento em Kiev é atacado durante manifestação contra o evento e o turismo sexual

SÃO PAULO – Uma mulher ucraniana tirou a roupa e agarrou a taça da Eurocopa 2012 durante um evento promocional na cidade de Kiev. A ação foi um protesto da organização FEMEN contra a realização do evento no país e contra a exploração feminina.

Yulia Kovpachik é pega por seguranças - Sergei Supinsky/AFP
Sergei Supinsky/AFP
Yulia Kovpachik é pega por seguranças

Yulia Kovpachik, de 23 anos, se aproximou da taça da mesma forma que milhares de turistas, para tirar uma foto ao lado do troféu da competição. Mas no momento em que a imagem seria capturada, a mulher abaixou o top que usava, expondo os seios e uma mensagem ofensiva contra o evento e tomou a taça nas mãos. O troféu caiu no chão e sofreu uma pequena avaria durante um rápido confronto entre Kovpachik e os seguranças do evento. A ativista foi dominada e coberta com um lençol pelas autoridades.

O FEMEN defende que a Euro 2012, que a Ucrânia sedia em conjunto com a Polônia, será apenas uma forma de aumentar o turismo sexual, problema crescente no país. Organizadores estimam que o evento atrairá cerca de um milhão de pessoas.