Por Cleber Aguiar – Timão pode emprestar Julio Cesar à Portuguesa para contratar Guilherme, porém Timão desmente negociação!

Fonte: Globo.com

 Timão pode emprestar Julio Cesar à Portuguesa para contratar Guilherme

Goleiro seria repassado ao clube do Canindé após Libertadores com parte dos salários pagos. Meia Lulinha também foi colocado à disposição da Lusa

Por Carlos Augusto Ferrari São Paulo

 
Julio Cesar - corinthians (Foto: Anderson Rodrigues / globoesporte.com)Julio Cesar durante treino do Corinthians
(Foto: Anderson Rodrigues / globoesporte.com)

O Corinthians usou dinheiro e jogadores para tentar convencer a Portuguesa a negociar o volante Guilherme, destaque na campanha do título da Série B em 2011. Além de um montante que seria injetado diretamente nos cofres da Lusa, o Timão ofereceu alguns atletas para completar a transação. Entre eles, o goleiro Julio Cesar e o meia Lulinha.

Em reunião que contou com a presença de dirigentes dos clubes e representantes do jogador, o Corinthians fez uma proposta para adquirir 35% dos direitos. A Lusa continuaria com 35%, garantindo assim um lucro em uma futura negociação –  25% pertencem ao empresário Eduardo Maluf e outros 5% a Marco Fialdini, antigo agente do atleta.

Para “engordar” a proposta, o Timão colocou à disposição da Rubro-Verde alguns jogadores fora dos planos. O clube ficaria em definitivo com o zagueiro Renato ou o meio-campista Boquita (emprestados pelo Corinthians até o fim de maio) e poderia escolher mais dois que seriam repassados por empréstimo até o fim do Campeonato Brasileiro com parte dos salários pagos.

Depois de falhar na eliminação corintiana no Campeonato Paulista contra a Ponte Preta, Julio Cesar perdeu a vaga de titular para Cássio e ficou marcado. A diretoria entende que seria positivo para o jogador passar um período fora do clube sem a pressão da torcida. O próprio goleiro pensa sobre a possibilidade de conversar sobre seu futuro após a Taça Libertadores.

Ele, aliás, só seria liberado para a Portuguesa após o Timão encerrar sua participação na competição sul-americana, já que Tite não quer ficar apenas com Cássio e Danilo Fernandes à disposição. Caso o clube chegue até a decisão, isso só aconteceria após o dia 4 de julho, data da última partida. Com isso, perderia as sete primeiras partidas do Campeonato Brasileiro.

lulinha meia do Bahia (Foto: Felipe Oliveira/Site Oficial)Lulinha está emprestado ao Bahia
(Foto: Felipe Oliveira/Site Oficial)

A Portuguesa deve precisar de um goleiro para o torneio. O titular Wéverton assinou um pré-contrato com o Atlético-PR e dificilmente continuará, mesmo com os esforços da direção lusitana. Já o Corinthians ficaria com Cássio, Danilo Fernandes e o garoto Matheus, abrindo também uma possibilidade de contratar um outro goleiro para o segundo semestre.

Mesmo emprestado ao Bahia até o fim de 2012, Lulinha também poderia ser envolvido na transação. Uma cláusula no contrato prevê que o jogador seja liberado imediatamente pelo Tricolor de Salvador se o Corinthians tiver uma proposta por ele. Para facilitar o acordo, o Timão ofereceria um outro atleta aos baianos como forma de compensação.

O Corinthians espera uma reposta rápida da Portuguesa, que deve fazer uma contraproposta. O Alvinegro precisa de um novo volante por não ter um substituto imediato para os titulares Ralf e Paulinho. Com Edenílson improvisado na lateral direita, Alessandro virou opção para a marcação.

guilherme portuguesa icasa (Foto: Moisés Nascimento / Agência Estado)Guilherme em ação pela Portuguesa na Série B do Brasileiro (Foto: Moisés Nascimento / Agência Estado)
Resposta Corinthiana:
Fonte: corinthians.com.br

Júlio César não irá para a Portuguesa

Agência Corinthians
08/05/12 11h55

© Daniel Augusto Jr

Júlio César já vestiu a camisa do Timão 132 vezes

A diretoria de futebol do Corinthians desmente a possibilidade do goleiro Júlio César ir para a Portuguesa. Os clubes conversaram na última segunda-feira (07) sobre o volante Guilherme. Na ocasião, a Portuguesa pediu o goleiro em troca, mas Edu explicou ser inviável.

Os diretores de futebol explicaram que outros jogadores do Alvinegro, principalmente os que estão emprestados a outros times, podem entrar no negócio.

Júlio César já vestiu 132 vezes o manto do Timão e conquistou os títulos da Copa São Paulo de Juniores (2004 e 2005), do Campeonato Brasileiro (2005), do Campeonato Brasileiro Série B (2008), do Campeonato Paulista (2009), da Copa do Brasil (2009) e do Campeonato Brasileiro (2011)

ICFUT – Corinthians/BRA x Emelec/EQU – Ingressos Libertadores 2012.

Fonte: Futebolpaulista.com.br

Quarta, 09 mai 2012 – 22h00 – Pacaembu- São Paulo

Corinthians x Emelec/EQU

Data: 09/05/2012

Horário: 22h

Local: Estádio Paulo de Machado Carvalho (Pacaembu)

Postos de Venda

– Parque São Jorge- Endereço: Rua São Jorge, 777 Tatuapé 10h às 17h.

-Estádio do Pacaembu – Praça Charles Muller, s/nº Das 10h às 17h. (Bilheterias localizadas no Tobogã Par)

 

Lojas Poderoso Timão

-Unidade Ipiranga: Rua Silva Bueno, 1747- Ipiranga

-Unidade são Mateus: Avenida Mateo Bei 2029- São Mateus

-Unidade Extra Cidade Dutra: Av. Teotônio Vilela, 2926, loja 6

Preços

Cadeira Laranja

R$ 200,00, R$ 100,00 meia

Numerada

R$ 300,00, R$ 150,00 meia

 

Tobogã

R$ 200,00, R$ 15,00 meia

Área VIP

R$ 500,00 (inteira) / R$ 250,00 (meia)

Pacote de Serviços oferecidos: Kit alimentação, Lounge exclusivo, espaço coberto, recepcionistas e serviço de traslado. O serviço de traslado é válido para quem comprar o ingresso até sábado 08/05. É necessário apresentar o ingresso no embarque.

Local: Estacionamento no subsolo do Hipermercado Wall-Mart Pacaembu. Início do serviço: A partir das 20h.

Alerta ao Torcedor: Os ingressos para os setores de Arquibancada, Tobogã e Arquibancada Portão 21 foram todos vendidos através do Programa Fiel Torcedor, portanto, caso o torcedor insista em comprar esse tipo de ingresso ou outro (fora dos postos oficiais), estará assumindo o risco de comprar ingresso falso, que será identificado nas catracas e impedido de entrar no estádio.

Visitante Portão 22
R$ 50,00 (inteira)   R$ 25,00 (meia)
Venda será feita apenas no dia do jogo, diretamente nas bilheterias localizadas no portão 22 e após a abertura dos portões de acesso, que será definida em conjunto com a Policia Militar. A compra será feita através de bilheteria expressa, onde o cliente compra o ingresso e entrar no Estádio.

ICFUT – Veja os postos de vendas de ingressos para Santos x Guarani – Final do Paulistão 2012

Fonte: Futebolpaulista.com.br

Santos x Guarani
Domingo, 13 mai 2012 – 16h00 – Cícero Pompeu de Toledo

SANTOS F.C. x GUARANI F.C. 13/05/2012 – 16:00hs.
Estádio Cícero Pompeu de Toledo

PORTÃO 03         : Setor Térreo VISA (Vermelha) R$ 70,00 – ½ entrada R$ 35,00
PORTÃO 04         : Morumbi Premium Clube R$ 120,00 – ½ entrada R$ 60,00.
PORTÃO 05         : Cativa Azul – Proprietário R$ 60,00 – Disposição de Venda apenas no Estádio Morumbi.

                              : Cadeira Especial Azul R$ 120,00 ½ entrada R$ 60,00
:
Laranja Premium R$ 120,00 ½ entrada R$ 60,00
: Cadeira Laranja R$ 70,00 ½ entrada R$ 35,00
: Setor Visa Infinite – R$ 170,00 ½ entrada R$ 85,00

PORTÃO 06         : Arquibancada Azul R$ 60,00 – ½ entrada R$ 30,00. (Torcida-Santos FC)
: Arquibancada Laranja R$ 60,00 – ½ entrada R$ 30,00.(Torcida-Santos FC)

PORTÃO 15         : Arquibancada Vermelha R$ 60,00 – ½ entrada R$ 30,00 .(Torcida-Guarani FC)

PORTÃO 16         : Cativa Vermelha – Proprietário R$ 60,00 Disposição de venda apenas no Estádio Morumbi.

: Cadeira Amarela R$ 70,00 – ½ entrada R$ 35,00

PORTÃO 17         : Setor Deficiente R$ 60,00 – ½ entrada R$ 30,00 –

PORTÃO 18         : Setor Térreo VISA (Vermelha) R$ 70,00 – ½ entrada R$ 35,00   

Por Cleber Aguiar – Ingressos encalham nas decisões nos Estaduais

Fonte: Folha de São Paulo

MARTÍN FERNANDEZ
RODRIGO MATTOS
DE SÃO PAULO

Mais de um quarto das arquibancadas ficaram vazias nas decisões dos dez campeonatos estaduais mais importantes do Brasil –os nove que têm representantes da Série A do Brasileiro e o Ceará.

Segundo cálculo feito pela Folha com base em informações das federações, o encalhe médio de ingressos no domingo foi de 28,5%.

E a tendência é de queda. A presença de público nos quatro principais torneios estaduais (São Paulo, Rio, Minas Gerais e Rio Grande do Sul) caiu muito nas três últimas decisões de título.

  Sergio Carvalho – 6.mai.12/Folhapress  
Palco da decisão entre Santos e Guarani, Morumbi não ficou lotado
Palco da decisão entre Santos e Guarani, Morumbi não ficou lotado

Em 2010, o total de público no primeiro jogo das quatro decisões foi de 136.611 pagantes –média de 34 mil.

No ano seguinte, esse número caiu quase 20%, com um total de 109.912 pessoas.
Neste ano, outra queda, de 18,36%, com 89.731 pagantes.

O cálculo considera apenas o primeiro jogo de cada decisão. Há dois anos, como agora, havia pequenos na final: o Ipatinga em Minas e o Santo André em São Paulo.

As obras para a Copa também não servem mais de desculpa: as últimas disputas em Minas foram em Ipatinga, Sete Lagoas e no Independência. Ou seja, a comparação não é mais com o Mineirão.

Em São Paulo, os jogos de 2010 e 2011 foram no Pacaembu. Anteontem, no Morumbi.

Goiás e Atlético-GO não conseguiram lotar nem 50% do estádio Serra Dourada.

Bahia e Santa Catarina são as exceções: os espaços vazios no último domingo ficaram abaixo de 10% do total de ingressos vendidos.

JUSTIFICATIVAS

Em Minas, nem a ausência do Mineirão (em reforma para a Copa-14) pode ser citada, já que o público não conseguiu sequer encher o Independência –23 mil lugares.

“A eliminação do Atlético-MG na Copa do Brasil influenciou”, disse o presidente da federação local, Paulo Schettino. “No próximo domingo, o estádio vai encher.”

No Rio Grande do Sul, a final não teve o tradicional clássico Gre-Nal. O “intruso” Caxias tirou o Grêmio e hospedou a primeira partida da final contra o Inter.

Mas nem assim conseguiu encher o estádio Francisco Stédile: 12.042 pessoas pagaram para ver o 1 a 1.

“Somos uma cidade industrial, e aqui os trabalhadores recebem o salário hoje [ontem], portanto depois do jogo”, lamentou o presidente do Caxias, Osvaldo Voges.

Outros dirigentes lamentaram o fato de a TV aberta transmitir as finais para as cidades onde elas ocorrem.

Por Cleber Aguiar – Zinédine Zidane, uma cabeçada na glória

Fonte: O Globo-RJ

Francês foi consagrado como melhor jogador do Mundial de 2006 e expulso na finalíssima

João Máximo


Marco Materazzi cai após receber cabeçada de Zinedine Zidane Reuters

RIO — França e Itália disputam em Berlim a dramática final da Copa do Mundo de 2006. Depois de 1 a 1 no tempo normal e de 0 a 0 nos 20 primeiros minutos da prorrogação, o francês Zinédine Zidane, provocado pelo italiano Marco Materazzi, perde a calma, acerta uma cabeçada no peito do adversário e é expulso de campo. Já eleito o craque da décima oitava Copa, Zidane deixa o campo cabisbaixo, como se a prever que sua seleção vai perder o título numa cobrança de pênaltis na qual ele fará falta. Pode-se suspeitar que este lance — imperdoável num jogador da categoria de Zidane — será decisivo para que nunca mais o craque de uma Copa seja eleito na véspera da final.

Zinédine Zidane era, mesmo, um jogador de categoria. Eleito duas vezes “o melhor do mundo” pela Fifa, duas outras o melhor da Uefa, vários prêmios individuais dados por jornais e revistas e muito mais, colecionava honrarias como nem o laureadíssimo Michel Platini conseguira para o futebol francês. Na realidade, muitos o consideravam o mais completo jogador já nascido na França. Mais importante que essas glórias, está em ter sido, em 1998, o símbolo da seleção francesa campeã mundial pela primeira vez. Foram dele os dois primeiros gols da vitória de 3 a 0 sobre o Brasil de Ronaldo Fenômeno. Em resumo, Zidane resumia o próprio espírito de “Les Bleus”.

Sua carreira foi, numa palavra, espetacular. Não tanto pelos gols marcados, sendo sua principal característica a passada larga, a precisão no passe, o drible longo, sempre para frente. Inteligente, criativo, elegante, eficiente. Tudo até o dia 9 de julho de 2006, em Berlim.

Olympique, um sonho

Zinedine Yazid Zidane nasceu em Marselha, de pai e avós argelinos. O ano: 1972. Tinha apenas 10 quando começou a jogar no infantil do Saint-Henri, pequeno clube do sul da França. Aos 12, transferiu-se para o Septèmes-les-Vallons, não muito maior que o Saint-Henri. Finalmente, aos 15, teve a oportunidade de se tranferir para clube da primeira divisão, o Cannes. Seu sonho de criança, vestir a camisa do Olympique de sua cidade natal, jamais se realizaria.

Zidane jogou pelo Cannes de 1987 a 1992, quando se transfere para o Bordeaux. É aí, após suas primeiras exibições pela seleção francesa, que desponta para uma brilhante carreira internacional. Menos pelos cinco anos no Juventus de Turim do que pelos outros cinco no Real Madrid. Contratado por soma recorde até então (77 milhões de euros), era uma das estrelas de um time que contava com Roberto Carlos, Luís Figo, Claude Makelelé, Raúl Honzalez Blanco e outros. Por ele, em 2002, ganhou seu primeiro título: campeão da Liga dos Campeões.

Foi seu ano de sorte. Este título e o mundial que se seguiu premiaram suas melhores atuações pelo Real e pela seleção francesa. Certamente, como foi dito sobre a Copa do Mundo de 2002, o craque eleito haveria de ter sido ele, se a votação se fizesse após a final. Em 2006, na Alemanha, a história se repetiu, só que às avessas. Zidane foi bem até a decisão com a Itália. Nas quartas de final com o Brasil, seu desempenho foi perfeito: jogadas de categoria, dribles e lençóis, comando absoluto das ações de meio de campo, líder e capitão do time. Foi seu, na cobrança de uma falta, o passe para Thierry Henry decidir a partida com um único gol, aquele em que Roberto Carlos parou para ajeitar a meia e acabou deixando ainda mais vulnerável o flanco esquerdo da pequena área.

Naquela tarde, ficou evidente, além da admirável forma de Zidane, que pela primeira vez em muito tempo o Brasil chegava a uma Copa do Mundo sem ao menos um verdadeiro candidato a craque. Ronaldo Fenômeno e Adriano muito acima dos respectivos pesos, Ronaldinho Gaúcho apático, Kaká decepcionante, era natural que seus melhores jogadores fossem um zagueiro, o aplicado Lúcio, e um armador, o incansável Zé Roberto.

Zidane, cobrando pênalti com maestria, outra de suas especialidades, fez o gol da vitória de 1 a 0 na semifinal com Portugal. Com a surpreendente derrota de 2 a 0 da Alemanha para a Itália, estavam definidos os finalistas que deveriam decidir o título (a França como campeã e a Itália como tri). Era um jogo que prometia mais pelo equilíbrio do que pelo brilho de cada uma.

O equilíbrio se confirmou. Zidane, outra vez de pênalti, marcou primeiro aos 7 minutos. Materazzi, de cabeça, empatou aos 19. Gols perdidos e anulados dos dois lados, o placar igual permaneceria até o fim da prorrogação.

É no mínimo curioso que Zidane e Materazzi acabassem sendo os personagens centrais dos 120 minutos de drama vivido por França e Itália em Berlim. Não só por terem marcados os gols, mas também pela cobrança de pênaltis que decidiu tudo. Materazzi bateu o segundo dos cinco convertidos pelos italianos. Zidane fora, coube a David Trezeguet bater — e errar — o segundo e único perdido pelos franceses. Zidane, o craque da Copa, teria feito melhor. Mas, em nome de uma provocação (deboche, xingamento de mãe ou piada racista), perdeu a cabeça e a chance de ser bicampeão.

Por Cleber Aguiar – Neymar recebe título de Cidadão Paulistano na sede da Torcida Jovem do Santos.

Fonte: Folha de São Paulo

SÓ DÁ ELE!

  Sergio Carvalho/Folhapress  
 

Vereadores da Câmara Municipal de São Paulo vão até sede de torcida do Santos, na zona leste, para entregar o título de cidadão paulistano a Neymar, nascido em Mogi das Cruzes

Atacante vira o artilheiro de seu time, com 23 gols em 22 jogos neste ano

Jogador do Deportivo Quito, Fidel Martínez, considerado clone de Neymar, quer jogar contra o santista

Cidadão do gol

Neymar de 2012 atinge a melhor média de tentos de sua carreira e supre seca de colegas do Santos

DE SÃO PAULO

Todo mundo sabe que Neymar é um jogador singular. Há três anos ele exibe habilidades que o alçaram à condição de único no Brasil.

Mas em 2012, Neymar também é plural. Plural de gols.

No começo da temporada, o atacante virou o principal artilheiro de seu time. Seus 23 gols nos 22 jogos que disputou são 34% de todos os tentos santistas neste ano.

Sua média agora, em partidas disputadas no Paulista e na Libertadores (1,05), é superior às de suas três últimas temporadas completas -2011 (0,5 gol por jogo), 2010 (0,7) e 2009 (0,3).

Neymar marca mais gols porque tem jogado perto da área e usado suas habilidades, como o drible fácil, com muito mais objetividade.

Mas ele também assumiu a responsabilidade de suprir as deficiências dos companheiros. Pela primeira vez, o atacante vê seus parceiros vivendo uma seca de gols.

Primeiro foi Borges, artilheiro do time no ano passado, que entrou em 2012 em crise com o placar.

Perdeu a posição para Alan Kardec, que também não se mostrou um grande artilheiro e está titular mais por sua boa estatura do que por seu talento com a bola nos pés.

Para completar, Paulo Henrique Ganso, amigo e compadre de Neymar, não parece gostar muito de frequentar as redes adversárias.

Elano, artilheiro do Paulista-2011, mal consegue cumprir suas funções no meio.

E antigos companheiros, que dividiam as tarefas ofensivas com Neymar em início de carreira, foram embora.

São os casos de André, Zé Love e Maikon Leite. O gol, então, sobrou todo para ele.

E vem cumprindo a tarefa sem grande dificuldade, mesmo que a acumule com aquilo já era acostumado a fazer: correr pelas pontas, driblar, criar espaços e desestabilizar o sistema defensivo rival.

REFERÊNCIA

À carga de responsabilidades Neymar respondeu colocando mais bolas no gol e dando alguns espetáculos.

Só neste ano, já conseguiu quatro “hat-tricks” -fazer três gols em uma mesma partida. Na carreira, ele já conseguiu oito dessas marcas.

O fato de Neymar ter virado a principal referência de seus companheiros de equipe é refletida nos números de levantamento do Datafolha.

Neymar é uma curva ascendente: está recebendo mais bolas, apresentando-se mais ao jogo, finalizando mais a gol e o acertando mais.

Para os críticos, os números seriam sintoma de que o Santos sofre de uma perigosa dependência de Neymar.

Sem problema: ele resolve.

Por Cleber Aguiar – Alegria de ser tricolor

Fonte: O Globo – RJ

Perto de seu 31º título estadual, Fluminense abre espaço para novas conquistas

Pedro Motta Gueiros

RIO — Com sua sala de troféus em obras, o Fluminense preserva a tradição ao mesmo tempo em que abre espaço para o novo. Perto de conquistar seu 31º Campeonato Carioca, e reafirmar sua vocação regional, o clube tem no jogo de quinta-feira, às 22h, no Engenhão, um desafio a começar pelo nome de seu rival. Diante do Internacional, o tricolor tenta avançar às quartas de final da Libertadores e buscar o título que deixou escapar na final de 2008. Depois da goleada por 4 a 1 sobre o Botafogo, na primeira partida da decisão do Estadual, a larga vantagem é outro dilema a ser superado.

— O maior risco é entrar quinta-feira um pouco relaxado e ser eliminado — alertou Thiago Neves, queixando-se de dores no joelho esquerdo, mas sem usá-las como pretexto para adiar sua reconciliação com a torcida, depois da desconfiança trazida por sua passagem pelo Flamengo. — Agora, o torcedor pode me cobrar, porque estou 100%, mas não vão me ver dando espetáculo porque meu pensamento é só de vencer. Se tiver que dar carrinho, vou dar.

Passado o momento de intensa alegria, registrado nas comemorações dos jogadores e na entrevista do técnico Abel Braga, nesta segunda-feira a euforia ficou do lado de fora do gramado das Laranjeiras, onde reservas e juniores disputavam coletivo, enquanto os titulares faziam leve atividade física. Com o time na crista da onda, um torcedor entrou nas arquibancadas com uma prancha de bodyboard deixado no braço. Outro percorreu todo o anel inferior do estádio empurrando sua bicicleta até erguê-la como um troféu na direção de Fred, que estava do outro lado do alambrado. Salvo por um breve sinal de positivo, o autor do golaço de bicicleta no domingo preferiu se manter concentrado na próxima disputa, que nesta segunda-feira era apenas um torneio de futevôlei na beira do campo.

Ganhar tudo é a prioridade

Envolvido em duas frentes, o clube quer ganhar todas para fortalecer suas raízes e ver florescer uma nova fase nas Laranjeiras. Clube que tem a oposição entre o regional e o cosmopolita desde sua origem, o Fluminense ganhou o nome relativo ao Rio para não ser mais um clube de bairro, como Flamengo e Botafogo. Primeiro campo da seleção brasileira, modelo de administração reconhecido, em 1949, pelo Comitê Olímpico Internacional, o orgulho fluminense acabou ficando circunscrito aos limites domésticos. Salvo pela conquista da Copa Rio em 1952 e de torneios amistosos pela Europa, o futebol tricolor não exibe títulos internacionais.

Apesar do espaço ainda vago na nova sala, Thiago Neves evitar tratar como prioridade o título da Libertadores que ele viu escapar na decisão por pênaltis com a LDU, depois de marcar três gols no tempo normal.

— Até o último domingo, todos os três jogos eram os mais importantes. Agora, são os dois que restam. Temos que descansar bem e enfrentar cada jogo com o mesmo pensamento de decisão — disse o atacante, que se livrou de problema no tornozelo esquerdo a tempo de enfrentar o Botafogo, mas voltou a sofrer com o joelho esquerdo que já o incomodara na temporada. — A fisioterapia vai continuar. Ainda sinto algumas dores e agora estou sentindo muitas.

O momento não permite economizar nada. Assim como o regional e o internacional são os dois lados da medalha que o tricolor persegue, a força e a técnica andam juntas nesta trajetória. Conhecido como time de guerreiros pela forma com que escapou do rebaixamento em 2009 e conseguiu feitos improváveis desde então, o Fluminense do último domingo foi um time com muito mais técnica do que força. No lugar do vigor juvenil de Wellington Nem, o trio Rafael Sóbis, Fred e Thiago Neves usou de técnica e experiência para fazer do clássico um baile no ritmo de Deco.

— Com um maestro desses, é por isso que as coisas acontecem — disse Thiago Neves, ao celebrar o armador que ajudou o Fluminense a acabar as invencibilidades de Vasco, Boca Juniors e Botafogo. — Quando precisa do grande jogador, a gente consegue mostrar nosso futebol.

Na lateral, quase cinco meses após a saída de Mariano, o time começa a se adaptar ao estilo de Bruno. Em vez de sair da defesa para o ataque em disparada pelo lado direito do campo, a equipe agora evolui com mais classe e consistência. Na frente da zaga, com a lesão de Diguinho, o volante Jean fez a bola correr em vez de correr com ela.

— Se eu for escalado de novo, será mais uma oportunidade de mostrar minha qualidade. Nunca vou achar que está bom, que sou absoluto. Procuro me aprimorar todo o dia sabendo que é preciso brigar pelo espaço — afirmou Jean, certo de que no futebol o crédito do jogo anterior pode ser a dívida na rodada seguinte. — Não tem essa de dizer pelo que eu fiz… Se eu não fizer na quinta-feira, não adianta.

Dos jogadores que estavam no departamento médico, apenas Valencia já está liberado. Wellington Nem já começou a treinar, mas seu aproveitamento ainda depende da reação ao esforço.

Qualquer que seja a escalação, os jogadores insistem que o Fluminense é um só, unido e forte em torno de sua filosofia de jogo.

— Libertadores é muito mais disputada, é luta o tempo todo — disse Jean, certo de que os guerreiros vão aparecer na hora certa. — Temos que dar 150% e a margem de erro precisa ser zero porque não tem outro jogo.

Por Cleber Aguiar – Entrevista de Daniel Alves para o Estadão.

Fonte: O Estado de São Paulo

‘Nosso trabalho não será interrompido’, diz Daniel Alves sobre Barcelona

Lateral diz que balanço do time até agora é superpositivo e mudar conceitos por causa de derrotas seria um erro

Raphael Ramos – O Estado de S.Paulo

Acostumado a triturar quem aparecesse na sua frente, o Barcelona passou a ter o seu estilo de jogo questionado depois de fracassar no Campeonato Espanhol e na Copa dos Campeões. Muitos chegaram a decretar o fim de uma ciclo com o anúncio da saída de Pep Guardiola. O lateral-direito Daniel Alves, no entanto, diz que nada deve mudar no time catalão. Sob o comando de Tito Vilanova, a ideia é que a filosofia de jogo que encantou o mundo seja mantida. Ao Estado, ele defende também que Neymar tem de jogar na Europa para ter o respeito dos adversários. E espera ser convocado para a Olimpíada.

Daniel Alves pensa em ficar no Barça até 2015 - Manu Fernandez/ AP
Manu Fernandez/ AP
Daniel Alves pensa em ficar no Barça até 2015

Como os jogadores receberam a notícia da saída do Guardiola?

Ficamos surpresos, como todo mundo. Não esperávamos essa decisão. Nossa intenção era que ele continuasse porque era o cabeça do grupo. Foi uma perda muito importante. Dos males o menor porque ele deixou o time em boas mãos. O Tito conhece bastante nossos conceitos. Temos a garantia que o trabalho não será interrompido.

As derrotas recentes no Campeonato Espanhol e na Copa dos Campeões significam o fim de um ciclo no Barcelona?

Em momentos como esse, é preciso ter muita cautela e tranquilidade. Quando ganhamos muitos títulos seguidos não achávamos que estávamos com a vida resolvida e não é porque agora não conseguimos nossos principais objetivos que tudo está perdido. São coisas que acontecem no futebol, situações que a gente precisa aceitar e procurar evoluir daqui pra frente. Esse é o nosso principal objetivo.

Chegou a hora de mudar conceitos ou, apesar das recentes derrotas, o Barça tem de continuar fiel à sua maneira de jogar?

Você não tem de mudar a sua filosofia de trabalho e a sua forma de fazer as coisas por causa de um ou outro resultado negativo. Uma equipe tem de ter os seus princípios e ir até o final. É evidente que resultados positivos te fortalecem para você manter o trabalho, mas o balanço até agora é superpositivo e temos de dar continuidade.

Você acha que o adversários aprenderem a marcar o Barcelona e a anular os pontos fortes da equipe. Chegou a hora de o Barça tentar fazer alguma coisa para surpreender os adversários?

Não penso dessa forma. A forma de jogar do Barcelona é imprevisível por causa da qualidade dos jogadores, que podem desequilibrar em um lance. Tivemos muitas chances de superar tanto o Real Madrid como o Chelsea, mas o futebol é uma caixinha de surpresas. Criamos várias situações, mas infelizmente não conseguimos converter em gols e acabamos pagando por isso. Há dias que a bola entra e em outros, não. Mas o mais importante é você não desistir. Foi essa filosofia de jogo que tantas alegrias deu ao torcedor que gosta de futebol. O Barcelona resgatou isso e mudar agora seria um erro.

Você tem contrato até 2015, mas a imprensa espanhola noticiou que o Barcelona pretende negociá-lo para fazer caixa e novas contratações. Você foi procurado pela diretoria para tratar sobre esse assunto?

Tudo o que sei é o que saiu na imprensa. Até o momento, ninguém do Barcelona falou nada comigo. Se não tivesse intenção de continuar no Barcelona, não teria renovado o meu contrato. Estou muito feliz aqui e quero continuar fazendo o meu trabalho, sempre tentando evoluir.

Nesses jogos decisivos contra o Real e o Chelsea, o Messi não apresentou um futebol tão exuberante e muita gente disse que o Barcelona não jogou bem justamente por ser dependente dele. Você concorda com isso?

Não. O destaque da nossa equipe é o futebol coletivo, mas é evidente que o Messi faz a diferença e não pode ser comparado com ninguém. Muitas vezes, a gente tem de se fazer de surdo quando aparece esse tipo de comentário. O Messi marcou mais de 70 gols na temporada. Como alguém que atingiu essa marca pode ser acusado de não ter jogado bem e vivido de casualidades? Quando você joga contra um time que coloca 11 jogadores dentro da área, nem dois Messis seriam capazes de driblar todo mundo e fazer o gol. Não é hora de buscar culpados. O Messi é incomparável.

Na sexta-feira, o Mano Menezes vai convocar a seleção para amistosos preparatórios para a Olimpíada. Ele já antecipou que entre os jogadores com mais de 23 anos deve priorizar atletas de defesa e você é um dos cotados. O Mano conversou com você?

Seria um sonho representar a seleção em busca de um título inédito. Vou tentar fazer o meu melhor para, caso o Mano precise, eu possa corresponder. Já estou há alguns anos na seleção, mas mesmo assim vou tentar somar pontos para estar em Londres. A parte que depender de mim eu vou tentar fazer da melhor maneira possível.

O Neymar é o grande nome da seleção, mas para liderar o time em 2014 é preciso que ele tenha experiência em algum clube do exterior até lá?

Sou partidário de que para você ter o respeito do mundo tem de competir entre os melhores. No Brasil, o Neymar já tem esse respeito, mas aqui na Europa as pessoas não falam muito sobre ele. Quando você disputa um campeonato importante, todo mundo fala sobre você e as suas qualidades. Acredito que se o Neymar jogar na Europa vai ser bom para ele e para a seleção.