Por Cleber Aguiar – Maior artilheiro da seleção nigeriana morre aos 48 anos

Fonte: Diário do Grande ABC

O ex-jogador Rashidi Yekini, maior artilheiro da história da seleção nigeriana de futebol e autor do primeiro gol da história da equipe da Copa do Mundo, morreu aos 48 anos. Ben Alaiya, o porta-voz da seleção da Nigéria, disse que o atacante faleceu na noite de sexta-feira e seria enterrado neste sábado no seu estado natal, em Kwara.

A causa da morte do ex-jogador ainda é desconhecida. Yekini marcou o primeiro gol da Nigéria em uma edição da Copa do Mundo, em partida contra a Bulgária, em 1994. A comemoração do atacante, segurando a rede da meta adversária, foi marcante e tratada como uma imagem icônica no seu país.

O atacante, de 1,90 metros, marcou 37 gols em 58 partidas pela seleção nigeriana. Yakini defendeu diversos clubes na sua carreira, incluindo o Olympiakos, da Grécia, e o Sporting Gijón, da Espanha. Ele foi o artilheiro do Campeonato Português na temporada 1993/1994, quando defendia o Vitória Setúbal. Além disso, Yekini foi eleito o melhor jogador do futebol africano em 1993. O atacante defendeu a seleção nigeriana nas Copas do Mundo de 1994 e 1998.

ICFUT – Meu pequeno Tricolor: Paulo Saab

Fonte: Diário do Comércio de SP

Pedindo licença aos leitores e editores e para o bem de minha saúde física e mental preciso, na coluna de hoje, entrar num terreno que no Brasil é mais polêmico e provoca mais reação do que a vida política. Falo do futebol.

Esta coluna que completa no próximo mês de junho 30 anos de publicação ininterrupta no Diário do Comércio, nunca escondeu que seu titular, este que vos escreve, tentando ser sempre isento em relação aos temas que aborda, nunca conseguiu nem tentou sê-lo quando se trata do assunto futebol. Jamais aqui se escondeu a condição, até então ostentada condignamente, de ser o escriba um torcedor do  outrora glorioso São Paulo Futebol Clube.

Estava lá, eu, ainda menino, não no bairro, mas nos barros do Morumbi, quando com um gol de Peixinho inaugurou-se o estádio incompleto no meio do nada na vitória contra o Sporting de Lisboa.

É verdade que nasci tricolor influenciado pelo meu pai, fanático de três costados, mas que acima de tudo era, como eu, amante do bom futebol. Cansei de ver Pelé jogar no Pacaembu em jogos do Santos contra outros adversários somente para ver o eterno Rei do Futebol desfilar sua arte.

Mas, orgulho de ser são-paulino era permanente. Somos, ainda, o único time do futebol brasileiro três vezes campeão mundial de clubes. Três Libertadores.

Os outros, inclusive o Santos, correm atrás, depois da era Pelé. Está em alta o time da Vila e mostrou ao eliminar pelo terceiro ano consecutivo o São Paulo nas finais do Campeonato Paulista o quanto segue grande e o quanto o time do Morumbi apequenou-se.

O São Paulo Futebol Clube, e falo como simples torcedor porque até o título eu vendi, sempre foi alvo do despeito dos adversários por ser diferenciado. Estava acima das picuinhas do cotidiano do futebol. Sempre dirigido por grandes nomes, esportistas com nobreza, depois da fase amarga da construção do estádio, colecionou de novo título e glórias.

Passou a ser , dizem, a terceira maior torcida do País. De uns tempos para cá, o time acostumado a vitórias tornou-se comum em tudo, desde a arte de vender barato grandes jogadores até a de comprar mal maus jogadores.

Apequenou-se. Perdeu espaço e o Morumbi, palco maior de toda a Cidade, ficou de fora da futura Copa do Mundo. Agora se perdeu a fleuma não dos arrogantes, mas dos confiantes. O Morumbi tornou-se alvo de disputas pequenas, de quirelas, de picuinhas, ficou tacanho.

Ofende ao espírito tricolor quando alguém diz “o São Paulo virou um Palmeiras”. Nada contra o alviverde. Virou um Corinthians. Irrita. Até porque perder no campo de jogo era parte do esporte, mas perder todas nos bastidores é sinal de algo muito errado.

Pelo segundo ano seguido, o São Paulo caminha para ser eliminado, além do Paulista, da Copa do Brasil por adversários de menor porte, mas, hoje, de maior grandeza na forma de conceber a formação de um time e sua direção. E não falo do técnico. Milagre em futebol não existe.

“Tu és forte, tu és grande, dentre os grandes, és o primeiro”… diz o Hino que meu neto de menos de três anos canta já com desenvoltura.

Temo em breve ter que pedir desculpas por tê-lo “doutrinado” desde a maternidade.

Ver o São Paulo jogar era certeza de alegria. Agora, é certeza de decepção.

Já não bastam os políticos, governantes, corruptos de toda a ordem e sorte que infestam o País? No esporte que é nossa alegria, perder o jogo é normal. Duro é perceber seu time ir se apequenando, se afastando das “glórias do passado”.

Perdoe, novamente, o leitor, pelo comentário absolutamente pessoal, subjetivo. Mas além dos 30 anos que a coluna esta prestes a completar, são 50 de torcida pelo agora pequeno Tricolor paulista. Quem fala, repito, é o torcedor. Não tenho nada pessoal  contra nem conheço diretores do clube.

Os jogadores e técnico fazem o que podem.

Pior que nem sei onde anda o Juventus, que era sempre a segunda opção…

 

Paulo Saab é jornalista e escritor

Por Cleber Aguiar – Juve leva título italiano antecipado com ajuda argentina do Inter de Milão

Fonte: Globo.com

Velha Senhora bate Cagliari e conta com a derrota do concorrente Milan para os nerazzurri de Diego Milito e Maicon para chegar ao 28º Scudetto

Após amargar anos sem títulos importantes e até uma temporada na Segundona, o Juventus voltou a conquistar o Campeonato Italiano. E com ajuda argentina, apesar de não ter um hermano no seu elenco. Fora de casa, a invicta Velha Senhora venceu o Cagliari por 2 a 0, neste domingo, e contou com a derrota do Milan para o Inter, que bateu o arquirrival por 4 a 2, com três gols de Diego Milito e um de Maicon, numa bomba de fora da área.

Com esses resultados, o Juventus chegou aos 81 pontos e, a uma rodada do fim da Série A, não pode ser mais alcançado pelo Milan (77), que viu o sonho do bicampeonato se tornar pesadelo e, para piorar, fechou a temporada 2011/2012 sem título (o time está fora da final da Copa da Itália – Juve e Napoli fazem a decisão).

Torcida do Juventus festeja título na Praça de São Carlos, em Turim (Foto: EFE)Torcida do Juventus festeja título na Praça de São Carlos, em Turim (Foto: EFE)

Desde 2003 que o time de Turim não assegurava o Scudetto (os de 2005 e 2006 foram retirados por causa do escândalo de manipulação de resultados). Ao todo, o Juventus, que ainda não perdeu no campeonato (22 vitórias e 15 empates), tem 28 títulos nacionais.

O técnico Antonio Conte, ex-capitão do Juve nos anos 90, não escondeu a emoção após o título.

– O mérito é dos jogadores, que acreditaram neles mesmos, e dos torcedores, que sempre nos apoiaram. O Milan foi um adversário muito forte e também está de parabéns – disse o treinador da Velha Senhora, que não conta com brasileiro no elenco.

Vucinic comemora gol do Juventus contra o Cagliari (Foto: Reuters)Jogadores do Juventus comemoram título italiano (Foto: Reuters)

Diego Milito marca para o Juventus, ou melhor, para o Inter

Apesar de atuar em Trieste diante do Cagliari, a cabeça do Juventus também estava voltada para o clássico entre Inter e Milan. E, como todo “derby della madonnina” que se preze, o duelo começou bastante equilibrado. A primeira chance foi do Milan, aos 11 minutos, com Ibrahimovic arrematando para fora após receber bom cruzamento de Robinho.

Vucinic marca gol do Juventus contra o Cagliari (Foto: Reuters)Vucinic fez o 1º gol do Juve em Trieste (Reuters)

No entanto, a resposta nerazzurra veio rápida. E fatal. Sneijder cobrou falta da intermediária e mandou a bola na área. A zaga do Milan, que outra vez não contou com Thiago Silva (segue se recuperando de um problema muscular), vacilou ao pedir impedimento do ataque rival, e o atacante argentino Diego Milito, com o velho faro de artilheiro, colocou no fundo da rede aos 13.

Festa da torcida do Inter no Giuseppe Meazza e dos tifosi do Juventus, que, em Trieste, ia vencendo sua partida por 1 a 0 com um gol de Vucinic (o Cagliari teve que atuar longe da Sardenha por causa de um imbróglio com a prefeitura de sua cidade em relação ao estádio Sant’Elia).

Diego Milito comemora gol do Inter de Milão contra o Milan (Foto: AFP)Diego Milito comemora gol do Inter de Milão contra o Milan (Foto: AFP)

Precisando vencer para seguir na briga pelo Scudetto, o Milan acabou sentindo o gol e, por pouco, não sofreu o segundo logo em seguida. Na verdade, até sofreu, do zagueiro brasileiro Lúcio. Mas o lance foi anulado pelo árbitro, por posição de impedimento do defensor.

Pênalti fantasma para o Milan

Embora fosse melhor, o Inter acabou sofrendo o empate no fim do primeiro tempo. E de maneira polêmica. Boateng penetrou na área, e o goleiro Julio César cortou a bola com mão antes de tocar no ganês. No entanto, o árbitro Nicola Rizzoli enxergou pênalti, revoltando o ex-arqueiro do Flamengo, que acabou levando amarelo por reclamação.

Na cobrança, Ibrahimovic, provocado por Julio César antes de chutar, colocou no canto e igualou o placar aos 44. E, claro, devolveu a “gentileza” ao brasileiro.

Julio Cesar e Ibrahimovic na partida do Milan contra o Inter de Milão (Foto: Reuters)Julio César e Ibrahimovic trocam provocações no pênalti: jogadores são ex-colegas do Inter (Foto: Reuters)

Ibra vira, mas Milito “revira”

Logo no começo da segunda etapa, o Milan conseguiu a virada. Ibrahimovic recebeu na entrada da área, passou por Maicon e Lúcio, e, na saída de Julio César, deslocou o camisa 1, saindo para o abraço. Foi o 28º gol no campeonato do sueco, artilheiro isolado da disputa.

Robinho bate boca na partida do Milan contra o Inter de Milão (Foto: AFP)Robinho bate boca com auxiliar do Inter (Foto: AFP)

A festa, entretanto, durou pouco. O lateral Abate perdeu na corrida para Diego Milito e puxou o argentino na área. Pênalti claro. Na cobrança, o próprio hermano bateu com força e igualou o marcador, aos sete.

Com o empate, o jogo seguiu parelho. E, aos 33, Nesta acabou colocando o braço na bola dentro da área. Nova penalidade máxima. Diego Milito, outra vez, foi bater e não perdoou: 3 a 2. Delírio dos nerazzurri e, também, dos bianconeri (Juventus), que já venciam seu jogo por 2 a 0 (Canini, contra, fez o segundo para a Velha Senhora diante do Cagliari).

Celebração também de Milito que atingiu a média de um gol por jogo em oito jogos contra o Milan e de Julio César, que completou neste domingo 300 partidas pelo Internazionale.

Vucinic comemora gol do Juventus contra o Cagliari (Foto: Getty Images)Juventus celebra o título italiano (Getty Images)

Maicon faz golaço, e Inter segue sonhando com a Champions

Nos minutos finais, o Milan, com três atacantes (Cassano entrou para jogar ao lado de Ibra e Robinho), partiu em busca da vitória de forma desesperada. Até ameaçou a meta de Julio César, mas acabou levando o quarto aos 42. Maicon, com uma bomba de fora da área, fechou o caixão rossonero, garantiu o caneco de vez para o Juventus e reativou o sonho do Inter por uma vaga na Liga dos Campeões da próxima temporada.

Para isso, o time do jovem técnico Andrea Stramaccioni precisa, na última rodada, vencer o Lazio e torcer para derrota do Udinese (para o Catania) e tropeço do Napoli diante do Siena.

Do lado do Milan, lamentações pelo vice, especialmente de Ibrahimovic, que vinha de oito títulos nacionais seguidos em times diferentes (Ajax, Juventus, Inter, Barcelona e Milan).

Maicon comemora gol do Inter de Milão contra o Milan (Foto: AP)Maicon joga a camisa e comemora gol do Inter contra o Milan (Foto: AP)

ICFUT – Estaduais 2012 – Gols e lances – 06/05/2012

Cascavel 0 X 1 Paraná – Paranaense 2012 – 2º Divisão

Atlético 2 X 2 Goiás – Campeonato Goiano 2012

Fluminense 4 X 1 Botafogo – Campeonato Carioca 2012

Guarani 0 X 3 Santos – Campeonato Paulista 2012

Atlético 2 X 2 Coritiba – Campeonato Paranaense 2012

América 1 X 1 Atlético – Campeonato Mineiro 2012

Vitória 0 X 0 Bahia – Campeonato Baiano 2012

Santa Cruz 0 X 0 Sport – Decisão Pernambucano 2012

Avaí 3 X 0 Figueirense – Decisão Catarinense 2012

Caxias 1 X 1 Internacional – Gauchão 2012

Decisão Campeonato Potiguar 2012 – ABC 0 X 2 América