ICFUT – Notícias de Internacional x Fluminense – Libertadores 2012 ( 25/04/2012 )

Fonte: Zero Hora Online

Mobilização do Inter para pegar o Fluminense começou no domingo

Nas 78 horas que antecedem o confronto, D’Alessandro e Bolívar mostraram liderança

 

Mobilização do Inter para pegar o Fluminense começou no domingo Mauro Vieira/

No intervalo contra o Veranópolis, D’Ale puxou a oração e time voltou mais empolgadoFoto: Mauro Vieira
Leandro Behs e Leonardo Oliveiraleandro.behs@zerohora.com.br e leonardo.oliveira@zerohora.com.br

A mobilização para enfrentar o Fluminense, nesta quarta, começou no intervalo do jogo contra o Veranópolis, no domingo. Quando os jogadores chegaram ao vestiário, D’Alessandro chorava em um canto. Havia sofrido lesão muscular 20 minutos antes e sabia que estaria de fora do primeiro confronto com os cariocas pelas oitavas de final da Libertadores.

Ao perceber a chegada do time, D’Ale enxugou rápido as lágrimas, encheu o peito de ar e ergueu a cabeça. 
— D’Alessandro ficou louco com a lesão. Sabe da sua importância. E sabia que ficar com cara de lamentação poderia abater os demais — disse uma pessoa com acesso ao vestiário.

D’Ale assistiu ao segundo tempo no reservado, puxou a oração e, mesmo fora de combate, foi expoente das 78 horas que precedem o confronto.
Mais importante do que D’Ale só Bolívar. Está na reserva, mas segue com o posto de general do grupo. Na segunda-feira, Dorival Júnior reuniu os jogadores na sala de conferências, chamada por eles de sala branca, pela cor das poltronas e das paredes. Apresentou a ideia de antecipar a concentração para aquele mesmo dia.
 
— Qual a tua opinião, Bolívar? — quiseram saber os jogadores.
O ex-capitão respondeu sem pestanejar. Era momento de se refugiar, de dormir e acordar pensando no jogo. Se o Fluminense havia chegado a Porto Alegre na segunda-feira, por que o Inter ficaria apenas uma noite concentrado? Depois do treino de segunda-feira, o time seguiu direto para o Blue Tree, nos altos da Avenida Lucas de Oliveira. 

No jantar, os jogadores falavam apenas de Libertadores. Lembravam de 2011, quando Santos e Peñarol ficaram em segundo na primeira fase e fizeram a final. Recordaram também da edição de 2010. O Corinthians, melhor primeiro colocado, caiu para o Flamengo, o pior entre os segundos. Exemplo com o mesmo tamanho do desafio do Inter agora.

Nesta terça, antes do treino, Dorival voltou à sala branca com o grupo. Desta vez para esquadrinhar o Fluminense. A sala tem TV de alta definição, projetor, mas Dorival usou mesmo a palavra. Só recorreu à imagem em lances específicos. A conversa durou 30 minutos. Foi a palestra para o jogo. O técnico evita as preleções.

Eram 16h37min quando os jogadores pisaram no gramado do Beira-Rio. Os 19ºC que antecipam o inverno obrigaram todos a usar o agasalho vermelho da Nike. Quatro minutos depois, Kleber subiu as escadas do túnel. Estava de meias e carregava as chuteiras sob o braço. Posicionou-se entre Zé Mário e Jô, calçou-se e participou do aquecimento. Elton chutou uma bola em sua direção. Ele devolveu com chute seco, de esquerda. Oscar fez o mesmo, Kleber repetiu o chute – sinal de recuperação das dores musculares na coxa direita.

Os jogadores ainda aqueciam quando D’Ale saiu do departamento médico e apareceu na beira do campo. De chinelos Havaianas, meias, calção cinza e camiseta térmica vermelha, gritou para Oscar:
— O Messi errou um pênalti. Está 2 a 1 para o Barcelona contra o Chelsea.
— Errou? – surpreendeu-se Oscar.

Um minuto depois, Dorival ordenou que o segurança Trajano convidasse a imprensa a deixar o gramado. Dorival havia reunido 11 jogadores de linha no centro do campo – entre eles, Fabrício e Kleber. Como os repórteres deixavam o local a passos lentos, o técnico engrossou o mistério. Chamou também Jajá. E fechou o treino – pela segunda vez neste ano. Só havia fechado o Beira-Rio para o último Gre-Nal.
 
— Repensei minha forma de trabalhar. Nestes momentos, convém fechar o treino – explicou na coletiva. 
— E o time? – indagou um repórter.
— Tenho duas dúvidas. Uma é o Kleber, a outra é por questão de característica – encerrou.

Dorival fecha metade do treinamento e encaminha time com Tinga e Kleber

Jajá e Fabrício estiveram reunidos com o treinador em conversa antes de trabalho específico

 
Dorival fecha metade do treinamento e encaminha time com Tinga e Kleber Alexandre Ernst/Agência RBS

Apenas metade do treino que define o Inter para o jogo contra o Fluminense foi abertoFoto: Alexandre Ernst / Agência RBS
Alexandre Ernstalexandre.ernst@zerohora.com.br

Um Inter misterioso surgiu no Beira-Rio na tarde desta terça-feira. Apenas metade do treinamento que define o time para enfrentar o Fluminense, nesta quarta, a partir das 21h50min, foi aberto. Há uma certeza: Tinga será utilizado no meio-campo na vaga deixada por D’Alessandro, lesionado. Kleber, com dores musculares, treinou normalmente e estará na lateral esquerda.

O time: Muriel, Nei, Moledo, Índio e Kleber; Sandro Silva, Guiñazu, Tinga, Dátolo; Dagoberto e Damião.

Os jogadores fizeram um rápido aquecimento com uma roda de bobo e depois Dorival Júnior reuniu um grupo de 12 atletas junto ao meio-campo para uma conversa. Neste momento, a imprensa foi convidada a deixar o local. 

A roda de jogadores foi formada por Nei, Moledo, Índio e Kleber; Sandro Silva, Guiñazu, Tinga, Dátolo; Dagoberto, Damião e Fabrício. Dorival até tentou despistar e chamou Jajá para o bate-papo, mas pôde-se ter uma ideia de quem vai a campo, nesta quarta, no Beira-Rio.

Abel Braga reafirma: “Lamentamos pegar o Inter já nesta fase”

Depois de um treino leve e descontraído, treinador concedeu entrevista coletiva no Olímpico

 
Abel Braga reafirma: "Lamentamos pegar o Inter já nesta fase" Wendell Ferreira/AgênciaRBS

Abel: “Vamos enfrentar uma torcida que vai querer ganhar”Foto: Wendell Ferreira / AgênciaRBS

O técnico do Fluminense Abel Braga não esconde a insatisfação por enfrentar o Inter já nas oitavas de final da Copa Libertadores. O primeiro jogo é nesta quarta, no Estádio Beira-Rio. Depois de um treino leve e descontraído, o treinador concedeu entrevista coletiva no Olímpico.

— Lamentamos profundamente pegar o Inter já nesta fase. É uma pena que um brasileiro já vá ser eliminado na segunda fase. Já teve o Flamengo fora na primeira, e agora outro na segunda. E vai ser algo natural, porque quem quer que seja a avançar, será natural — disse Abel.

Com passagens marcantes pelo Inter, Abel admitiu um gosto especial em voltar ao Beira-Rio. Contudo, afirmou que ele, Edinho e Rafael Sobis, que também já vestiram a camisa colorada, farão o possível para atingir seus objetivos na Libertadores.

— O Inter vai fazer sua parte. Nós vamos enfrentar uma torcida que vai querer ganhar, mas estamos do outro lado e isso não vai abalar a nossa relação com o Inter — ponderou.

No treino realizado no final da manhã desta terça no gramado principal do Estádio Olímpico, a comissão técnica de Abel deu atenção especial às jogadas de bola aérea. O treinador lembrou que este tipo de lance pode definir um confronto equilibrado.

— Eles (Inter) têm uma bola aérea muito boa. Não é qualquer time que tem Damião e Índio. Ontem treinamos a bola aérea ofensiva e hoje, a defensiva — finalizou.

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