Por Cleber Aguiar – Grêmio vence Canoas e chega à final da Taça Farroupilha

Fonte: Gazetaesportiva.net

Do correspondente Vicente FonsecaPorto Alegre (RS)

O Grêmio está na final da Taça Farroupilha. A equipe do técnico Vanderlei Luxemburgo não fez uma grande exibição neste sábado, mas dominou o jogo, correu poucos riscos e venceu o Canoas por 1 a 0, no Olímpico, gol do centroavante André Lima no começo da partida. O resultado garante o time na decisão do segundo turno do Campeonato Gaúcho.

O Tricolor agora aguarda o confronto deste domingo, entre Internacional e Veranópolis, no Beira-Rio, para conhecer seu adversário na final. Se der Inter no tempo normal, o Gre-Nal será na casa colorada. Se o time de Dorival Júnior vencer nos pênaltis ou der Veranópolis, a decisão será no Olímpico. O campeão do segundo turno enfrentará o Caxias na decisão do estadual.

Neste sábado, o Grêmio impôs uma forte pressão nos minutos iniciais, encurralando o Canoas e criando várias oportunidades, até marcar seu gol, logo aos sete minutos de jogo. No entanto, a equipe baixou o ritmo, mantendo a vantagem mínima por todo o primeiro tempo. Na etapa final, o Tricolor voltou a pressionar, mas pecou nas conclusões. Mesmo assim, quase não sofreu com investidas adversárias e segurou a vitória com tranquilidade.

jogo – O Grêmio começou a partida disposto a defini-la cedo. Logo em seu primeiro ataque, na saída de bola, o Tricolor já levou perigo. O zagueiro Renato Martins afastou o perigo quando a bola já estava na área, aos 13 segundos de jogo. O Canoas praticamente não teve posse de bola nos primeiros minutos. A equipe se limitava a se defender das investidas gremistas.

Aos sete minutos, Souza foi à linha de fundo e cruzou rasteiro. André Lima concluiu de calcanhar e a bola foi tirada em cima da linha pela zaga. Na jogada seguinte, foi impossível segurar: em lançamento para a área canoense, o goleiro Vaná se atrapalhou com um zagueiro e a bola sobrou para Gabriel. A zaga cortou parcialmente, Souza levantou e André Lima concluiu duas vezes: na primeira, Vaná espalmou sua cabeçada; no rebote, com o goleiro caído, o artilheiro chutou e estufou as redes: 1 a 0.

O Grêmio continuou em cima. Aos 14, Bertoglio fez boa jogada pela esquerda e cruzou para a área. Marco Antônio chutou rasteiro, de primeira, e a bola raspou o poste. O Canoas só chegou com razoável perigo aos 20 minutos: Jé pegou sobra de primeira e mandou longe, por cima. Aos 26, o mesmo jogador cobrou falta com perigo, quase empatando o jogo.

O Grêmio diminuiu o ritmo, mas continuou controlando o jogo. Aos 33, Léo Gago quase surpreendeu Vaná cobrando direto uma falta lateral. Foi a última oportunidade do Tricolor. Devido à queda de produção, o técnico Vanderlei Luxemburgo orientou os jogadores no intervalo a recuperarem a volúpia dos minutos iniciais de partida no segundo tempo.

A bronca deu resultado. Em seis minutos, o Tricolor criou quatro chances. Na primeira, Bertoglio cruzou, Marco Antônio deixou passar e Souza bateu de primeira, mas Vaná buscou no ângulo, mandando para escanteio. Na cobrança, Marco Antônio levantou na cabeça de Werley, mas Vaná salvou com nova grande defesa. A seguir, Fernando cobrou falta que passou perto. Aos seis minutos, Marco Antônio chutou de fora da área e a bola raspou o travessão.

Luxemburgo tirou Léo Gago e colocou Miralles, buscando definir a vitória. O argentino entrou bem. No entanto, o Canoas começou a aparecer mais no ataque, cavando faltas próximas à área. Mesmo assim, faltava qualidade na definição. O Grêmio ameaçou aos 17: após jogada pela esquerda, Miralles pegou sobra dentro da área e chutou em direção ao gol, mas Vaná salvou. Aos 21, Marco Antônio levantou bola na área e Souza cabeceou por cima.

O Grêmio continuou melhor: aos 23, Miralles tentou encobrir Vaná, mas a bola subiu demais. A equipe de Luxemburgo pecava por afobação na hora de criar e concluir, mas seguia com o controle da partida. Aos 30, Renato Martins acertou o rosto de Miralles com o braço, levou o segundo amarelo e acabou expulso. Quatro minutos depois, grande jogada: Gabriel passou, André Lima fez o corta-luz para receber de Miralles na cara do gol, mas a bola saiu rente à trave.

O Canoas chegou com perigo aos 44, mas Victor impediu o gol de Maxwell. Na sequência, Werley deu grande arrancada e serviu Miralles, que chutou para fora. Na jogada seguinte, o argentino fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Felipe Nunes, que arrematou por cima. Miralles marcou um gol aos 47, mas a arbitragem marcou impedimento no lance.

Por Cleber Aguiar – Loco brilha, Botafogo bate o Bangu e vai à sua primeira final no Engenhão

Fonte: Globo.com

Atacante uruguaio se redime de temporada irregular, faz três gols, perde pênalti e se torna a estrela na vitória por 4 a 2 sobre o valente Alvirrubro

Por André CasadoRio de Janeiro

Se o jogo é decisivo, Loco Abreu é protagonista. Em noite de fortes emoções no Engenhão, o Botafogo fez de tudo para se complicar diante do Bangu – errático, porém valente – mas, com três gols do uruguaio, que isolou a fase irregular, e um de Maicosuel, passou finalmente à sua primeira final no estádio, sua casa há cinco temporadas.

A vitória por 4 a 2 classifica o Alvinegro à decisão da Taça Rio, para enfrentar o vencedor de Vasco e Flamengo, que se enfrentam neste domingo. Lucas (contra) e Sérgio Júnior descontaram. Além dos três gols, Loco Abreu também chamou a atenção por mais um pênalti perdido – para fora -, o sexto nos sete últimos que cobrou. O jogo de seis gols foi acompanhado por 15.757 pagantes (19.786 presentes) e teve boa presença da torcida do Bangu.

Domínio alvinegro

Não foi difícil decifrar, logo nos primeiros minutos, quem controlaria as ações do jogo. Impetuoso, o Botafogo não deu chance ao Bangu, que preferiu adotar o máximo de cautela e só se expor nos eventuais contra-ataques. O problema é que a saída de bola era deficiente. Com uma marcação compacta, o time de Oswaldo de Oliveira comprovou a boa fase da retaguarda e neutralizou o rival.

Na frente, o lado direito era uma avenida para Lucas, que deitou e rolou sobre Renan Oliveira. Os gols só não saíram a partir de tabelas suas com Renato e Andrezinho porque os cruzamentos poucas vezes acharam o alvo certeiro. Ainda assim, Fellype Gabriel, bem colocado, esteve perto de marcar de cabeça. Em outra tentativa, o zagueiro Santiago tirou com a mão e o árbitro ignorou.

Do lado alvirrubro, era flagrante a falta que fazia o meia Almir, vetado momentos antes do jogo no vestiário. Ainda assim, o ex-alvinegro Thiago Galhardo não aproveitou a única brecha dada e isolou uma bola que caiu limpa em seus pés, na marca do pênalti. Durante o tempo técnico, o volante Renato colocou uma proteção no pé esquerdo e passou a preocupar. Bastaram dois piques para ver que não dava mais, e Maicosuel entrou. Fellype foi recuado para ajudar Marcelo Mattos.

O temporal no Rio cessou na hora da partida, mas a chuva de oportunidades continuou. Sem dar margem para críticas de outrora, o Glorioso explorava a fragilidade do adversário, que não pareceu a equipe consistente do turno, e jogava o fino. Aos 30, Loco serviu Fábio Ferreira, que desperdiçou, de carrinho. Aos poucos, Márcio Azevevo também era acionado, e a pressão se transformou em gol. Depois de escanteio de Andrezinho, o zagueiro devolveu a gentileza e só escorou para o uruguaio completar e abrir o marcador, para o alívio da torcida, aos 41.

Na volta do intervalo, Cleimar Rocha tentou resolver os espaços atrás, com a entrada do lateral Gedeilson no lugar do meia Gabriel Galhardo, irmão do mais famoso. Mas sua estratégia foi por água abaixo quando, em novo passe preciso de Andrezinho, Loco abriu caminho e meteu a cabeça nela, vencendo Willian Alves, que chegou muito depois e contribuiu desta vez.

A vantagem, porém, não durou. Em cruzamento despretensioso do Bangu, Lucas desviou torto e marcou contra: 2 a 1. A apreensão cresceu, mas o Botafogo soube controlar os nervos e seguiu melhor. Para virar show e pedir música no Fantástico, Loco tornou a brilhar, deixando claro que decisão é com ele. Aos 14, fuzilou a meta, novamente pelo alto e levou o público à loucura.

Mas o Bangu era valente e não esmoreceu. Deu orgulho à seus fiéis torcedores, apesar de ter marcado seu segundo também em jogada esquisita. Em lançamento longo, somente Sérgio Júnior partiu, Jefferson foi indeciso na dividida, e o camisa 9 deu ares de drama a então festa no Engenhão: 3 a 2 Faltavam vinte minutos, e o Bangu foi para cima. Deixou de ser franco-atirador para oferecer ao Alvinegro o papel de contragolpeador, que o aceitou perigosamente.

Com o duelo aberto, a partida esquentou e Thiago Galhardo acabou expulso por falta no meio de campo. Logo em seguida, Loco teve a chance de carimbar o passaporte à final, mas… errou o sexto pênalti em sete cobranças. A torcida se calou. Desta vez, foi com um chute forte à esquerda. Vez por outra, o Alvirrubro assustava, mas Jefferson se redimiu.

E, já nos acréscimos, quando o rival não tinha mais forças, Maicosuel, o melhor do segundo tempo, resolveu, em nova disparada: 4 a 2 . O Botafogo está em sua primeira decisão no Engenhão.

Por Cleber Aguiar – Luis Fabiano faz 2 em goleada, mas desfalca São Paulo na semifinal

Fonte: Folha de São Paulo

SPFW 2012O São Paulo goleou o Bragantino por 4 a 1, no Morumbi, pelas quartas de final do Paulista, neste sábado.

Agora, a equipe espera o classificado entre Santos x Mogi, que duelam neste domingo, às 16h, na Vila, para conhecer o adversário da semifinal.

Na próxima fase, o time do Morumbi não poderá contar com o centroavante Luis Fabiano, que tomou o terceiro amarelo e está suspenso.

“Esta é a arbitragem brasileira. Eu levei umas duas ou três pancadas piores e os jogadores do Bragantino não foram advertidos”, disse Luis Fabiano sobre a arbitragem de Wilson Luiz Seneme.

Na quinta-feira, o São Paulo visita a Ponte Preta, em Campinas, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

Com o êxito deste sábado, o São Paulo mantém duas escritas. Não perde para o Bragantino desde 1994 no Morumbi, além de estar sempre nas semifinais do Estadual desde 2007 –em 2005 e 2006, a competição foi disputada no sistema de pontos corridos.

Eduardo Knapp/Folhapress
Luis Fabiano, segundo à esquerda, comemora gol com jogadores do São Paulo
Luis Fabiano, segundo à esquerda, comemora gol com jogadores do São Paulo

O JOGO

O São Paulo foi o dono do primeiro tempo contra o Bragantino. Já aos 19min, o meia Jadson deu um lindo passe para Fernandinho na área. O atacante dominou no peito e bateu na saída do goleiro Rafael Santos.

Porém, outro fato chamou a atenção na etapa inicial. Por uma falta na lateral, o atacante Luis Fabiano recebeu o terceiro cartão amarelo e terá que cumprir suspensão nas semifinais do Estadual.

No segundo tempo, o atacante foi destaque pelos gols. Um de falta, no estilo Rogério Ceni, aos sete minutos. E outro de oportunismo, ao aproveitar um belo lançamento de Casemiro, aos 23min.

Antes, aos 9min, o centroavante perdeu um pênalti, defendido por Rafael Santos.

No lance da infração, Fernandinho tentou o drible na área e foi derrubado por Eder.

O Bragantino, que começou pressionando o rival na segunda etapa, fez o seu de honra aos 19min. O zagueiro Júnior Lopes contou com a colaboração do goleiro Denis para marcar de cabeça.

Lucas, que foi substituído por Osvaldo no fim da partida, ainda chutou uma bola na trave do adversário. E o próprio Osvaldo definiu o marcador com um toque sutil por cima do goleiro Rafael Santos. A torcida vibrou com gritos de ‘olé’.