ICFUT – Entrevista de Daniel Carvalho para o Estadão.

Fonte: O Estado de São Paulo

Daniel Carvalho brilha no Palmeiras e abafa polêmica sobre seu peso

Meia comemora ter superado as desconfianças de quando chegou ao clube

Daniel Batista – Jornal da Tarde

SÃO PAULO – Nas primeiras semanas de Daniel Carvalho no Palmeiras, no início do ano, o assunto mais comentado era o seu peso – ou melhor, seu excesso de peso. Mas o tempo foi passando, a barriga diminuindo e hoje o meia é um dos principais jogadores da equipe – tanto que Valdivia está machucado há quase um mês e poucos torcedores lamentam sua ausência. Em entrevista ao JT, ele admitiu que ficou incomodado com a desconfiança sobre o seu futebol e que ainda sente dificuldades em atuar ao lado do Mago por causa do esquema tático adotado por Felipão.

Daniel agora é lembrado por suas boas atuações - Clayton de Souza/AE
Clayton de Souza/AE
Daniel agora é lembrado por suas boas atuações

O que aconteceu com o Palmeiras para ter caído tanto nos últimos jogos?
O time teve uma queda, preocupa, mas não é o fim do mundo como as pessoas têm falado. Contra o Corinthians e Mirassol não merecíamos ter perdido. Contra o Guarani realmente fomos mal, mas teve a questão do cansaço pela viagem de volta de Fortaleza (onde enfrentou o Horizonte, pela Copa do Brasil). Temos de ficar atentos com essa queda, não é normal, mas também temos consciência de que só nós podemos voltar a jogar o que vínhamos jogando.

Como avalia seus primeiros meses de Palmeiras?
Acho que está sendo muito positiva. Consegui vencer a desconfiança, porque muita gente só falava do meu peso quando cheguei. Realmente estava acima do peso, mas ninguém falava sobre como eu poderia ajudar o time. Hoje falam só do meu futebol e isso é legal, mas procuro não me acomodar com a situação. A meta é sempre estar melhorando, me cuidando, para continuar indo bem e ajudando a equipe.

Você chegou a jogar algumas vezes com Valdivia. Teve dificuldade pelo fato de atuar em um esquema tático diferente?
A verdade é que o Valdivia e eu não somos jogadores de marcação e isso é ruim para o esquema montado pelo Felipão. Sempre entendi essa dificuldade e nunca reclamei, porque sei das nossas características. Mas estou me esforçando para aprender a marcar mais.

O Valdivia está em fase final de recuperação. Já sabe como pode jogar junto com ele ou se for necessário aceita ficar no banco de reservas?
Como o próprio Felipão comentou, é difícil atuarmos juntos. Mas dá para jogar dependendo do padrão tático do time, da circunstância do jogo e de uma série de coisas. Se o time estiver ganhando é uma coisa. Se estiver perdendo é outra.

Depois que voltou da Rússia, você não conseguiu se destacar nem no Inter nem no Atlético-MG . Acha que o Palmeiras é a chance de mostrar que é um  jogador diferenciado?
Quando voltei para o Inter ainda estava em fase de adaptação ao futebol brasileiro, já que fiquei sete anos no CSKA. Se pegar meu segundo turno do Brasileiro pelo Atlético, vai ver que tive regularidade e fui o atleta que mais deu assistência para gols. Acontece que o time caiu um pouco e fui junto. Mas no geral, fui bem no Atlético e dei sequência no Palmeiras. Não fico com essa coisa de pensar que é minha última chance de brilhar em um time grande. Ainda sou novo (29 anos) e tenho muito a conquistar. Estando bem fisicamente, tecnicamente a gente não esquece de jogar. E tenho procurado fazer isso no Palmeiras, porque vim para este clube disposto a fazer história aqui.

A pressão de jogar no Palmeiras é maior do que nos outros clubes pelos quais passou?
Em clube grande vai existir pressão sempre. Aliás, do jeito que o futebol está nivelado, não existe mais moleza, mesmo em clube de menor expressão. Quando cheguei falavam do Palmeiras de uma forma e encontrei um clube diferente daquilo que ouvia. Fui bem tratado por todos e ganhei o carinho da torcida. O clube é organizado e tem uma excelente estrutura. Acho que o assédio e a preocupação da mídia com o clube são maiores, mas isso é normal pela grandeza e a história do Palmeiras.

Por Cleber Aguiar – Falta 1 dia para o Centenário do Santos FC.

Fonte: Santosfc.com

Peixe convida torcida para festa 100 Anos de Paz: jogos na Vila, contagem regressiva e a dupla Chitãozinho e Xororó

© Santosfc.com.br

O Santos FC preparou uma programação especial para todos santistas celebrarem o aniversário de 100 anos do Clube, comemorado neste sábado (14). O evento ‘100 Anos de Paz’ começa na Vila Belmiro a partir das 9h30, quando ídolos eternos do Peixe realizam amistoso. Na sequência, às 11 horas, o palco santista receberá 100 crianças para partida festiva diante dos craques do atual time santista. Cada ingresso tem um valor especial: um agasalho, que deve ser trocado nesta sexta, até as 17 horas, ou amanhã, a partir das 9 horas, no Ginásio de Esportes da Vila Belmiro (Rua Princesa Isabel, s/n, ao lado da nova loja da NIKE).

Após o encerramento do amistoso, as festividades seguem na praia do Gonzaga, em Santos, a partir das 14 horas, com contagem regressiva seguida de fogos em frente ao Relógio do Centenário, na Praça das Bandeiras.

Na sequência, a bateria da Torcida e Escola de Samba Sangue Jovem abre as celebrações no palco montado na praia. A partir das 14h30, o comando da festa será da dupla Chitãozinho e Xororó. Na sequência, ainda haverá apresentações dos grupos Coisa de Pele; O Bando, com participação de Dudu Golzi (Aliados 13) e Tempero. O encerramento ficará por conta da Bateria Firmeza Total Torcida Jovem.

Confira a programação completa da festa 100 Anos de Paz:

9h30 – Amistoso entre ídolos eternos do Santos FC
11h – “Nós contra a rapa” – os craques do Peixe enfrentam 100 Meninos
Local: Vila Belmiro
Entrada gratuita: troque seu ingresso por um agasalho

14 horas
Contagem Regressiva Final no Relógio do Centenário, seguido de grande queima de fogos
Local: Praia do Gonzaga, em Santos (em frente à Praça das Bandeiras)

14 horas
Palco na praia do Gonzaga em homenagem ao Centenário do Santos FC
Artistas confirmados: 14h – Bateria da Sangue Jovem; 14h30 – Chitãozinho e Xororó; 15h30 – Coisa de Pele; 16h45 – O Bando; 17h45 – Banda Tempero; 18h45 – Bateria da Torcida Jovem

100 Anos – Meninos para Sempre Enviar Imprimir Diminuir Fonte Aumentar Fonte

Honra, orgulho, responsabilidade, privilégio, alegria: os sentimentos de quem atua no Centenário do Santos FC

© Santosfc.com.br

Neymar se orgulha de já ter sete anos de Santos FC

Honra, orgulho, responsabilidade, privilégio, alegria. Os sentimentos são os mesmos em quase todos que atuam no Santos Futebol Clube, que neste sábado (14) comemora o Centenário. Desde o roupeiro Zuca, com 49 anos de Clube, até o craque Neymar Jr, a emoção é evidenciada por viver um momento tão especial, marcante, histórico. E, em comum, todos evidenciam o grande protagonista desse show, ninguém menos que o Rei Pelé, presente em qualquer pensamento dos santistas.

A começar pelo técnico Muricy Ramalho, que há um ano está no cargo e pode comandar o time em novas conquistas em pleno centenário. “É um privilégio, uma honra, porque aqui jogou o melhor do Mundo. Não teve ninguém melhor do que o Pelé. Isso, para quem é do futebol, que é da minha época, é super importante. A gente valoriza muito”, afirma. “E quem sabe, logo pode ser o time onde atua o segundo melhor do Mundo, que é o Neymar”, acrescenta.

Muricy reforça que esse é um momento especial em sua carreira. “Cheguei num grande momento, na era do centenário, de bons jogadores, um momento mágico. O Santos tem história, títulos, grande torcida. Tudo”, complementa o técnico.

Presentes em duas gerações que marcaram época no futebol brasileiro, o lateral Léo e o meia Elano também falam com emoção de defender o Santos FC nessa data histórica. “Representa tudo. É uma histórica que começou em 2000, uma identificação absurda com o torcedor, títulos. O Santos é o clube que o maior jogador de todos os tempos atuou. É uma responsabilidade muito gostosa”, afirma Léo.

E o “Guerreiro da Vila”, jogador que mais conquistou títulos no Peixe após a Era Pelé, manda um recado aos torcedores: “Que tenham muito orgulho, que coloquem a camisa do Santos e saiam de perto aberto, sem ter receio de qualquer coisa. É um clube que não deve nada a ninguém”.

Para Elano, é gratificante estar no time no centenário. “Tenho de dar parabéns ao clube, aos jogadores que passaram por aqui. Fico feliz de fazer parte dessa história”, ressalta o jogador, que participou dos principais títulos do clube na atualidade. “São emoções inexplicáveis, mas o momento mais marcante foi o título de 2002”, lembra.

Atuante nas gerações de Diego e Robinho e agora de Neymar e PH Ganso, ele distingue os momentos. “Com o Diego e Robinho eu era mais moleque. Hoje faço o papel mais velho. Mas posso dizer que sou privilegiado. É um presente de Deus fazer parte de duas gerações de sucesso”, fala.

Ganso e Neymar
Novos protagonistas dos costumeiros shows de futebol arte do Santos FC, o meia PH Ganso e o atacante Neymar sabem a importância do Clube e de seus desempenhos. Usando a camisa 10, mitificada pelo Rei Pelé no Mundo, Ganso destaca a alegria e responsabilidade de conquistar títulos. “De ter de fazer sempre bonito dentro de campo para a nação santista ficar feliz. É um prazer imenso jogar, ainda mais com a 10 do Pelé. E saber que o Santos é abençoado por criar tantos craques de bola”, comenta Ganso, sendo uma das “crias” da fábrica da Vila Belmiro.

Para ele, o momento mais marcante foi o seu primeiro título como profissional, o Paulista de 2010. “Ali foi o começo da minha história de muitos títulos aqui no Santos. Ainda falta conquistar muito mais, o brasileiro, a Recopa, o Mundial. Eu sou muito feliz aqui no Santos e jogar com essa camisa é sensacional”, destaca.

Com seu nome marcado no clube e figurando como um dos melhores do Mundo, Neymar mostra orgulho de ter sido formado nas categorias de base e poder defender o time profissional. “São sete anos de clube e todos os momentos foram maravilhosos. A estreia, o primeiro dia que treinei no CT Rei Pelé, a primeira convocação. É uma felicidade muito grande, uma honra enorme representar o Santos de tantos craques, como o Rei do Futebol”, ressalta.

“Espero fazer um ótimo ano com títulos para essa torcida que sempre nos apoia”, complementa Neymar, também falando da parceria nos gramados com Ganso. “É uma dupla que se completa e se entende muito bem dentro de campo e fora mais ainda”, resume.

Com a honra de ser o capitão do time e ter erguido a taça da principal conquista das últimas décadas, a Copa Libertadores, o zagueiro Edu Dracena também segue o discurso dos companheiros. “É um orgulho grande estar nesse time por onde já passaram jogadores de muito talento e, claro, o maior de todos. A gente vem num patamar grande de conquistas e esperamos ganhar mais e deixar de vez nossos nomes na história desse grande clube”, argumenta.

Também da defesa, o goleiro Rafael diz que jogar no Santos é um sonho realizado e estar no ano do centenário é importante para qualquer atleta. “E para o goleiro, demonstra confiança no trabalho. Agradeço a Deus por esse momento importante na minha vida”, relata.

No outro extremo, o atacante Borges, artilheiro do time no Brasileirão 2011, também destaca o privilégio de usar a camisa do Peixe. “Para mim é uma honra, um clube com tanta história, conquistas, tradição. Quero ficar bastante tempo aqui e ajudar a aumentar essa coleção de troféus para o time”, fala.

O volante Arouca lembra outra questão importante. “Espero contar coisas boas sobre esse Centenário para meus filhos e netos. É um privilégio estar neste momento aqui no Santos. Esperamos que ele seja inesquecível e que eu possa falar coisas positivas para eles, ainda mais porque estou vivendo um ótimo momento aqui”, explica.

49 ANOS
Com nada menos que 49 anos de Clube, completados no dia 25 de março, o roupeiro do time profissional José Joaquim Neto, popularmente conhecido como Zuca, tem muitas histórias para contar. Afinal, viveu dentro do clube quase metade desses 100 anos. Mas ele é determinado ao falar do momento mais marcante: “o milésimo gol do Pelé no Maracanã. Eu era titular do trabalho e foi emocionante. Tem muitos outros, mas esse foi marcante”, conta, com a voz embargada.

Aos 73 anos de idade, Zuca segue firme na rouparia do time profissional no CT Rei Pelé e viu muitas gerações passarem, inclusive o próprio Rei Pelé. “Passou muita gente por aqui. Fico honrado de estar nessa história. Vim para cá para ficar um ano e estou há 49. No futebol, quem entra, para sair é problemático”, brinca Zuca, que antes de assumir sua função no Peixe, era “bagrinho” (trabalhador da Estiva não sindicalizado) no Porto de Santos.

De Manga a Rafael, conheça as muralhas da camisa 1 do Alvinegro Praiano

© Ivan Storti / Santosfc.com.br

Rafael é o atual dono da camisa 1 santista

Se para garantir títulos é necessário gols, e o Santos FC sabe fazer isso muito bem, pois é a equipe que mais marcou na história do futebol mundial, também é preciso ter um responsável altamente capacitado para evitá-los. E ao longo dos seus 100 anos, a coleção de goleiros do Peixe é vasta. A ‘lenda’ da camisa 1 começa com Manga, passa por Gilmar, Cláudio, Cejas, Rodolfo Rodriguez, Fábio Costa e vai até o atual dono da meta santista, Rafael.

Com 404 jogos disputados pelo Santos FC, Manga é até hoje o goleiro que mais vestiu a camisa do Alvinegro Praiano. Arqueiro de muita elasticidade, fibra e arrojo, ele atuou pelo Peixe de 1951 a 1959. Entre as conquistas de Manga, estão o tetracampeonato do Paulistão (1955, 1956, 1958 e 1960) e o Torneio Rio-São Paulo (1959).

De 1962 a 1969, a estrela da meta santista foi Gilmar dos Santos Neves. Bicampeão Mundial com a Seleção Brasileira em 1958 e 1962, Gilmar jogou na Vila Belmiro nos anos áureos do Santos FC. Entre os 331 desafios pelo Alvinegro Praiano, ele ajudou o Peixe a levantar 18 títulos, dentre eles dois Mundiais, duas Libertadores, quatro Taças Brasil e cinco Campeonatos Paulistas.

Na mesma época de Gilmar, um outro goleiro também fez história como responsável pela meta alvinegra: Cláudio. Ele atuou na Vila Belmiro de 1965 a 1969 e de 1972 a 1973, em 235 partidas. Infelizmente, Cláudio precisou encerrar prematuramente sua carreira devido a uma lesão, quando era um dos melhores goleiros do Brasil. Compensava sua estatura mediana com um enorme reflexo e grande impulsão. As principais taças levantadas no Peixe por Cláudio são: Torneio Roberto Gomes Pedro (1968) e três Campeonatos Paulistas (1966, 1968 e 1969).

O quarto nome da lista é Cejas, goleiro do Santos FC de 1970 a 1974. Argentino contratado para a vaga de Gilmar dos Santos Neves, ele tinha boa colocação, era corajoso e um exímio interceptador de cruzamentos. Nos 253 jogos pelo Alvinegro Praiano, Cejas ajudou o Clube a vencer o Campeonato Paulista de 1973 – título que o Peixe teve que dividir com a Portuguesa por causa de um erro de arbitragem na contagem dos pênaltis. Inclusive, naquela final, o goleiro defendeu duas cobranças.

Dez anos após a era Cejas, desembarcava no Santos FC uma verdadeira lenda do gol santista. De 1984 a 1988, o uruguaio Rodolfo Rodriguez marcou seu nome na história do Alvinegro Praiano por suas grandes defesas e também pelo título do Paulista de 1984. E o momento áureo de Rodolfo ocorreu na campanha daquele estadual, no dia 14 de julho, na Vila Belmiro, quando fez cinco defesas seguidas dentro da pequena área na vitória por 2 a 0 contra o América (SP). O lance até hoje é lembrado com uma das sequencias de defesas mais incríveis da história da ‘bola’. Em 2010, o arqueiro recebeu o prêmio de “Defesa de placa” do Peixe por conta do lance.

Já nos anos 2000, o dono da meta alvinegra foi Fábio Costa. Em 341 partidas pelo Alvinegro Praiano, o goleiro, que veio do Vitória (BA) em 2000, teve seu auge na conquista do Brasileiro de 2002, quando fechou o gol santista na vitória por 3 a 2 na decisão sobre o Corinthians, no dia 15 de dezembro, no Morumbi. Em 2004, Fabio Costa deixou o Clube, mas retornou em 2006, para conquistar mais dois títulos: os Paulistas de 2006 e 2007.

E o sétimo goleiro a marcar história pelo Peixe é Rafael. Revelado pelo Clube, o goleiro rápido e com ótima reposição de jogo já tem quatro títulos pelo Santos FC – Copa Libertadores de 2011, Copa do Brasil 2010 e os Campeonatos Paulistas de 2010 e 2011. Com 22 anos, Rafael trilha um excelente caminho em apenas três temporadas guardando a meta santista e já está na pré-lista de convocados para a Seleção Brasileira Olímpica que disputará os Jogos de Londres em 2012.

“É uma emoção muito grande para mim atuar neste ano tão marcante para o Santos FC. Há dez anos, vi a equipe ser campeã do Brasileiro, já torcia para o Santos FC e sonhava atuar aqui. Hoje jogo ao lado do Léo e do Elano, que participaram daquela conquista, e, às vezes, nem acredito. É, sem dúvida, emocionante”, descreve Rafael.

Em crescente na área de licenciados, Santos FC lança mais de 20 produtos em comemoração ao Centenário

© Santosfc.com.br

Dez modelos de camisa serão lançados pelo Clube

Buscando manter a toada de crescimento com produtos licenciados – R$ 5 milhões foram arrecadados em 2011 –, o Santos FC oferece para os amantes do Clube um leque de opções de artigos alusivos ao Centenário. Até o momento, por meio do Departamento de Marketing, o Peixe já licenciou mais de 20 produtos em comemoração ao aniversário de 100 anos (confira lista completa abaixo). Ao longo do ano, esse número deve aumentar ainda mais.

A lista inclui o filme “Santos, 100 Anos de Futebol Arte”, com realização da produtora Canal Azul, relógio e caneta, ambos da Aurora, os livros “Santos, 100 Ano de Futebol Arte”, da Editora Magma Cultural, e “Santos 100 anos, 100 jogos, 100 ídolos”, da Autêntica Editora, entre tantos outros produtos. A relação ainda destaca dez modelos de camisas comemorativas, produzidas pela Meltex.

Em 2011, os R$ 5 milhões arrecadados superaram os números dos anos anteriores. Os artigos com mais sucesso de vendas foram os referentes à Copa Libertadores da América. Agora, com Clube e torcida vivendo o calor do Centenário, que começa a partir de 14 de abril, a responsável pela área de licenciamentos do Peixe, Luciana Xavier, acredita que os produtos serão sucesso absoluto de vendas.

“Tivemos a experiência com os produtos da Libertadores, que superaram todas as nossas expectativas. Temos certeza que todos os produtos do Centenário agradarão os torcedores do Santos e também serão um sucesso”.

Algumas das opções da lista, inclusive, já estão disponíveis na Vila do Santos, loja oficial do Peixe na internet (www.viladosantos.com.br).

Confira a abaixo a relação de produtos:

Box Centenário Premium Colecionador – Macprofilmes – 12 DVD´s, camisa comemorativa do Centenário e álbum de fotos exclusivas – lançamento final de 2012;

Box Centenário – Macprofilmes – 12 DVD´s – lançamento final de 2012;

Camisa Comemorativa (10 modelos) – Meltex – à venda na Vila do Santos a partir de 14 de abril;

Caneta – Aurora – lançamento no meio de 2012;

Curta metragem – Macprofilmes – exibição no Festival Curta Santos;

Filme “100 Anos de Futebol” – Canal Azul – à venda na Vila do Santos;

Kit “100 anos de Futebol Arte” – Artista Paulo Consentino – à venda pelo link www.kitcentenariodosantos.com.br;

Kit Centenário Premium (Kit com livro, camisa oficial autografada pelo Pelé e medalha banhada a ouro do Centenário) – Magma Cultural – à venda na Vila do Santos a partir de 14 de abril;

Kit Centenário Torcedor (Kit com camisa comemorativa e DVD do centenário) – Magma Cultural – à venda na Vila do Santos a partir de 14 de abril;

Livro “100 anos de Futebol Arte” – Editora Magma Cultural – à venda na Vila do Santos;

Livro Agenda “100 anos – Meninos para Sempre” – Editora Arte & Atitude – em breve na Vila do Santos;

Livro de mesa – Editora Toriba – lançamento no final de 2012;

Livro gigante – Editora Toriba – lançamento no final de 2012;

Livro “Santos 100 anos, 100 jogos, 100 ídolos” – Autêntica Editora – livrarias em geral a partir 14 de abril;

Pin do Centenário – Empório dos Metais – em breve na Vila do Santos;

Relógio de luxo – Aurora – lançamento no meio de 2012;

Relógio esportivo – Citzen – lançamento no meio de 2012;

Toalha de banho e de praia – Dohler – à venda nas lojas do ramo e, em breve, na Vila do Santos.

 

#100ANOSDEPAZ

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Por Cleber Aguiar – Entrevista Neymar a Folha de São Paulo

Fonte: Folha de São Paulo

Nem sei quanto eu ganho, meu pai cuida de tudo

O jogador mais bem pago do Brasil diz ignorar seu salário, critica imprensa e afirma não ter ideia de sua importância

ADRIANO WILKSON
LEONARDO LOURENÇO
ENVIADOS ESPECIAIS A SANTOS

O melhor jogador do futebol brasileiro é também o mais bem pago. Entre o salário que ganha do Santos e a remuneração por campanhas publicitárias, Neymar embolsa todo mês R$ 2,3 milhões.

Mas, recém-saído da adolescência, o astro de 20 anos parece ignorar sua conta bancária. Em entrevista à Folha, o principal jogador do Santos, que completa 100 anos amanhã, afirmou desconhecer quanto recebe para jogar.

Também disse que não se incomoda de ter sua vida pessoal devassada pela imprensa, mas criticou jornalistas que chamou de “sabichões”.

O grande nome de uma seleção brasileira cheia de garotos -Paulo Henrique Ganso, Lucas e Leandro Damião- afirmou não temer a pressão de representar o país na Olimpíada e na Copa de 2014.

Folha – Você sempre disse que joga para se divertir. E ganha quase R$ 30 milhões por ano. Você não acha que recebe demais? Em um país em que tanta gente ganha tão pouco…
Neymar – Pelo que estou trabalhando… eu trabalho até demais. Se você falou que tem algumas pessoas que trabalham mais do que eu é porque você não sabe da minha vida [risos]. Mas eu acho que não tem essa de… Eu não trabalho para… Eu jogo futebol porque eu amo jogar futebol. E o futebol, graças a Deus, me dá condições financeiras maravilhosas. Acho que não tem de ficar de olho no dos outros. Cada um tem o seu porque merece, porque trabalhou para conquistar aquilo.

Você já recebia salário desde a base. Sentia algum peso, alguma responsabilidade?
Peso nenhum. Meu pai sempre cuidou da parte financeira, sempre me deixou bem tranquilo para fazer o meu papel, o meu trabalho, que é [ter a] cabeça vazia. E até hoje é assim, ele que cuida de tudo. Eu nem sei quanto que eu ganho, meu pai que cuida de tudo isso. É uma pessoa de confiança. Se está dando certo, não tem que mudar nada.

Como é sua relação com a imprensa?
Minha? Nenhuma.

Incomoda-se quando publicam sobre sua vida pessoal?
Eu não me incomodo nem um pouco. Claro que tem alguns caras que querem saber demais, ficam fuxicando a vida dos outros, a vida pessoal. Mas eu não tenho nada a ver com isso. Ele faz o que quiser, eu toco a minha vida. Eu não vou ficar me limitando, vivendo a vida por causa de certas pessoas. Eu não ligo.

No ano passado, disseram que você sairia do país. Você sempre negou. No final, acabou ficando. Como avalia isso?
Eu não ligo. A minha palavra é a que vale. Se eu falei que não iria sair é porque não vou sair. Só que têm aqueles sabichões, que sabem de tudo, e falam “Ele vai, ele vai”. E eu falando que não. Mas é o trabalho do jornalista querer saber o que acontece, a notícia. Tem alguns que acabam inventando. Normal. Não ligo. Eu sempre falo a verdade.

Se a Copa de 2014 fosse hoje, qual seria a seleção favorita?
O Brasil. Tenho confiança total. Com todos os jogadores que o Brasil tem, sempre estará entre os favoritos. Não [que esteja] em um momento maravilhoso. Mas, no momento atual, sempre que tiver Copa, estará entre os favoritos.

Você acha que uma seleção tão jovem, que depende de jogadores que têm cerca de 20 anos, está preparada para segurar a pressão de representar o país?
Vou falar por mim, não sinto pressão nenhuma. Acho que vou falar por todos. Todos que estão ali não têm medo de nada, não têm receio de nada. Todos estão preparados. Se chegamos na seleção brasileira, é porque temos alguma coisa. Claro que vai ser a nossa primeira vez, mas é a primeira vez que a gente estará preparado também.

Ronaldinho, pela experiência que tem, pode ser o líder dessa seleção de garotos?
O Ronaldinho Gaúcho é sempre muito importante. Duas vezes melhor do mundo, tudo que já fez no futebol. E é um cara de grupo, bacana, tem tudo pra ser esse cara.

Você disse que recebeu uma aula do Barcelona em 2011, quando o Santos perdeu de 4 a 0 no Mundial. Como tranquilizar o torcedor brasileiro de que, no caso de mais um duelo com o Messi em 2014, você não receberá outra aula?
[Risos] Espero que a gente possa vencer essa Copa. No final do ano passado, aprendemos muito. Não apenas eu, mas todos os meus companheiros [do Santos]. A gente viu que o futebol é uma coisa simples. E é o que a gente está fazendo neste ano, tendo calma, trabalhando bem a bola, tendo [mais] posse de bola do que quase todos os times.

Você já assistiu àquele jogo de novo?
Não. Só lances.

Você tem ideia da importância que tem para o Santos? De ser o grande jogador durante o centenário do clube?
Não [risos]. É um bagulho meio maluco. Não sei o que represento, não tenho noção, mas estou me acostumando. As pessoas nos aeroportos, todo mundo gritando, chorando. Mas é muito bom.

Você sonha em nunca sair do Santos? Imagina-se defendendo algum outro clube?
Por tudo que represento para o Santos e por tudo que estou fazendo, ganhando títulos, é difícil me ver com outra camisa. Só me vejo com a camisa do Santos. Não iria para outro time no mundo.

Seu contrato acaba em 2014. Se o Santos fizer boa proposta, é possível ficar mais tempo?
Claro. Vamos sentar e conversar bastante para que isso possa acontecer.

É possível fazer uma carreira de alto nível sem ir para fora?
Acho que sim. Não é preciso ir para fora para melhorar. Tenho um sonho de jogar na Europa desde criança. Mas, analisando bem tudo, conversando, quem sabe posso ficar aqui por mais anos.

Sua vida aqui é muito boa.
Não tenho por que sair. É tudo maravilhoso, clube maravilhoso, ambiente maravilhoso, família, filho, amigos, enfim, tenho tudo.

Flamengo 3 x 0 Lanús pela Taça Libertadores da América 2012

Olimpia 2 x 3 Emelec –  Taça Libertadores da América 2012

Nacional 0 x 1 Vasco – Copa Santander Libertadores 2012

Alianza Lima 1 – 2 Libertad Copa Libertadores 2012

Primeira Fase
Grupo 1
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Santos-BRA 10 5 3 1 1 10 5 5 66.7
2  Internacional-BRA 8 5 2 2 1 10 5 5 53.3
3  The Strongest-BOL 7 5 2 1 2 5 9 -4 46.7
4  Juan Aurich-PER 3 5 1 0 4 3 9 -6 20.0
Grupo 2
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Lanús-ARG 10 6 3 1 2 11 6 5 55.6
2  Emelec-ECU 9 6 3 0 3 7 8 -1 50.0
3  Flamengo-BRA 8 6 2 2 2 12 10 2 44.4
4  Olimpia-PRY 7 6 2 1 3 10 16 -6 38.9
Grupo 3
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Unión Española-CHL 10 5 3 1 1 9 5 4 66.7
2  Bolívar-BOL 7 5 2 1 2 6 7 -1 46.7
3  Universidad Católica-CHL 6 5 1 3 1 6 8 -2 40.0
4  Junior-COL 4 5 1 1 3 6 7 -1 26.7
Grupo 4
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Fluminense-BRA 12 5 4 0 1 5 3 2 80.0
2  Boca Júniors-ARG 10 5 3 1 1 7 3 4 66.7
3  Arsenal-ARG 6 5 2 0 3 5 5 0 40.0
4  Zamora-VEN 1 5 0 1 4 0 6 -6 6.7
Grupo 5
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Libertad-PRY 13 6 4 1 1 11 7 4 72.2
2  Vasco da Gama-BRA 13 6 4 1 1 10 6 4 72.2
3  Nacional-URY 6 6 2 0 4 5 7 -2 33.3
4  Alianza Lima-PER 3 6 1 0 5 6 12 -6 16.7
Grupo 6
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Corinthians-BRA 11 5 3 2 0 7 2 5 73.3
2  Cruz Azul-MEX 8 5 2 2 1 7 3 4 53.3
3  Nacional-PRY 4 5 1 1 3 5 9 -4 26.7
4  Deportivo Táchira-VEN 3 5 0 3 2 4 9 -5 20.0
Grupo 7
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Vélez Sarsfield-ARG 12 5 4 0 1 9 3 6 80.0
2  Deportivo Quito-ECU 7 5 2 1 2 6 4 2 46.7
3  Defensor Sporting-URY 6 5 2 0 3 3 6 -3 40.0
4  Chivas-MEX 4 5 1 1 3 2 7 -5 26.7
Grupo 8
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Atlético Nacional-COL 11 5 3 2 0 15 6 9 73.3
2  Universidad do Chile-CHL 10 5 3 1 1 9 5 4 66.7
3  Godoy Cruz-ARG 5 5 1 2 2 8 12 -4 33.3
4  Peñarol-URY 1 5 0 1 4 2 11 -9 6.7
12/04 – 19h30 Olimpia-PRY 2 x 3 Emelec-ECU
12/04 – 19h30 Flamengo-BRA 3 x 0 Lanús-ARG
12/04 – 21h50 Nacional-URY 0 x 1 Vasco da Gama-BRA
12/04 – 21h50 Alianza Lima-PER 1 x 2 Libertad-PRY

 

Por Rogerinho – De Tufão a choro de Love: rivais não perdoam rubro-negros após fracasso

Torcedores usam as redes sociais para provocar o Flamengo, que está fora da Libertadores mesmo com vitória por 3 a 0 sobre o Lanus, no Engenhão

Fonte –  GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

A noite foi tensa para os torcedores do Flamengo. Após a vitória por 3 a 0 sobre o Lanús, os rubro-negros torciam por um empate entre Emelec e Olimpia para garantir a classificação na Taça Libertadores. E o resultado quase veio restando alguns minutos para o fim. Mas, aos 47 do segundo tempo, o time equatoriano fez 3 a 2 e ajudou a eliminar os carioca. Logo em seguida, as brincadeiras dos torcedores rivais começaram a aparecer nas redes sociais.

Em uma delas, dois jogadores do Inter foram citados. A pergunta “O Flamengo está classificado na Libertadores?” era seguida da imagem dos jogadores Tinga e Nei como resposta. Em outra o personagem Tufão, interpretado por Murílo Beníficio na novela “Avenida Brasil” é citado. O choro de Vagner Love ainda no campo também foi muito utilizado para provocar os rubro-negros.

Montagem zoação flamengo (Foto: Reprodução)

A presidente Patricia Amorim também não escapou das gozações. Vagner Love, pelo choro, foi um dos maiores alvos.

Flamengo montagens Internet (Foto: Reprodução)
Presidente Patricia Amorim e Vagner Love ‘sofrem’ nas mãos dos rivais
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As brincadeiras envolvendo o personagem Tufão, da novela “Avenida Brasil”, foram as preferidas.

Por Rogerinho – Em jogo cheio de emoções, Emelec vence Olimpia no fim e se classifica

Partida em Assunção teve muitas reviravoltas, e gol da vaga da equipe equatoriana sai aos 47 do segundo tempo, para desespero da torcida do Fla

Fonte – GLOBOESPORTE.COM Assunção

Numa partida espetacular, cheia de reviravoltas, o Emelec-EQU conseguiu uma heroica e inesperada classificação para as oitavas de final da Taça Libertadores, ao derrotar o Olimpia-PAR por 3 a 2, nesta quinta-feira, no estádio Defensores del Chaco, em Assunção. O time equatoriano levou o primeiro gol no fim da etapa inicial, marcado por Castorino, conseguiu empatar com Mondaini, virar aos 43 do segundo tempo, com Mena, levar novo empate aos 46, com gol de Zeballos, e alcançar a vitória consagradora, aos 47, em cabeçada de Luis Quiñonez (confira os melhores momentos no vídeo acima).

O Flamengo, que tinha a vaga garantida com o empate em Assunção, só teve a lamentar depois da vitória de 3 a 0 sobre o Lanús-ARG, no Engenhão. O Emelec terminou em segundo lugar no Grupo 2, com nove pontos, um a menos que o time argentino, o líder. Eliminadas, a equipe brasileira terminou em terceiro, com oito pontos, e a paraguaia, em último, com sete.

Paraguaios na frente

O início da partida foi todo do Olimpia. Aos seis, Castorino penetrou na área, caiu e ficou esbravejando pedindo pênalti. O árbitro uruguaio Roberto Silvera mandou o jogo seguir. Um minuto depois, após cobrança de escanteio, Orteman cabeceou no meio da zaga do Emelec e obrigou Dreer a fazer grande defesa, quase em cima da linha do gol.

Após a pressão inicial, o time paraguaio manteve a maior posse de bola, quase sempre no campo adversário, mas sem penetração. A equipe equatoriana, quase toda na defesa, se livrava do perigo com chutões para todos os lados. Aos poucos, foi sentindo que podia se arriscar mais e chegou a ter um gol invalidado, de Valencia, impedido, aos 19. Cutucado, o Olimpia foi à frente e colocou uma bola na trave direita de Dreer, em cabeçada de Marín, aos 21. Mas o jogo já estava equilibrado, com o Emelec mais ousado.

Aos 30, os equatorianos tiveram duas chances na mesma jogada, primeiro com Valencia e em seguida, com Galbor. Cinco minutos depois, Giménez perdeu uma chance incrível de abrir o marcador para os visitantes. Surpreendentemente, nessa altura do jogo, o time equatoriano era melhor.

Marcos Mondaini gol Emelec (Foto: AFP)
Marcos Mondaini comemora o primeiro gol do Emelec no Defensores del Chaco
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No entanto, nos contra-ataques o time paraguaio era muito perigoso. Aos 42, por pouco não marca, em chute de Aranda que Dreer defendeu com o pé esquerdo. Três minutos depois veio o gol, em novo contragolpe: Zeballos avançou pelo meio e serviu a Marín, que, livre na área, chutou colocado. Dreer defendeu parcialmente, e no rebote Castorino só teve o trabalho de empurrar a bola para o gol vazio.

Fim de jogo sensacional: três gols em cinco minutos

Em desvantagem, o Emelec continuou atacando na segunda etapa, com o risco de se abrir para os contra-ataques. Aos 12, Bagui quase marcou, mas o árbitro já havia marcado uma falta de ataque. O Olimpia continuava a ameaçar em contragolpes, e aos 15 teve ótima oportunidade, em cabeçada de Castorino, na pequena área. Dreer defendeu bem.

Logo depois, o goleiro Martín Silva reclamou de dor no joelho direito, lesionado num choque com seu companheiro Meza, logo no início da etapa final. Centurión entrou aos 19, e dois minutos depois levou o gol do empate: Valencia cruzou da direita, e Mondaini cabeceou no canto esquerdo do goleiro do Olimpia, que nada pôde fazer. O Emelec se animou e buscou o gol da virada. E aos 25, Centurión salvou o time paraguaio, com duas defesas seguidas – na segunda, a bola ainda explodiu no travessão, em chute de Giménez.

O empate não servia para nenhum dos dois, mas era o time equatoriano que continuava tendo mais presença no ataque. No entanto, arriscava muitos chutes de fora da área e poucas oportunidades claras eram criadas. Aos 41, o Olimpia teve boa chance: Marín bateu falta com muito perigo, a bola tocou na rede pelo lado de fora. Muita gente no estádio gritou gol. Um minuto depois, o Emelec virou a partida: De Jesús rolou para Mena bater forte, marcar e comemorar tirando a camisa.

A classificação surpreendente do time equatoriano parecia encaminhada. Mas havia ainda muita emoção em campo: aos 46, Caballero chutou forte, a bola desviou em Zeballos e entrou no canto esquerdo de Dreer: 2 a 2. A esperança para a torcida do Olimpia voltou, porém foi o Emelec que marcou o terceiro, aos 47: após cobrança de escanteio, Luis Quiñonez subiu mais que a zaga do time paraguaio, fez o gol da classificação e partiu para os abraços, já sem camisa, enlouquecido.

Por Rogerinho – Fla bate o Lanús, flerta com milagre, mas vê Emelec ganhar e levar a vaga

No Engenhão, Rubro-Negro se impõe e vence sem grandes problemas, por 3 a 0. No outro jogo, Olimpia empata aos 46, mas leva um gol logo depois

Finte –  GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

O que parecia sonho distante chegou a ficar perto de se tornar realidade na noite desta quinta-feira. O Flamengo, que precisava vencer seu jogo e torcer por um empate no Paraguai, esteve a poucos minutos de atingir seu objetivo, mas não se classificou às oitavas de final da Taça Libertadores. No Engenhão, o Rubro-Negro bateu o Lanús por 3 a 0, gols de Welinton, Deivid e Luiz Antonio. Ronaldinho Gaúcho teve em alguns momentos uma atuação que fez lembrar sua melhor fase na carreira. Em Assunção, porém, Olimpia e Emelec empatavam por 1 a 1 até os 42 minutos do segundo tempo. Os equatorianos fizeram o segundo gol, levaram o empate, aos 46 (resultado que classificava o Flamengo), mas conseguiram o gol da vitória por 3 a 2 aos 47 e ficaram com a vaga.

Àquela altura, o jogo do Fla já havia acabado. Os jogadores aguardavam em campo. Léo Moura, com um fone de ouvido, ouvia a transmissão de TV do canal Fox Sports. A tristeza do lateral e dos flamenguistas foi transmitida ao vivo. Love chorou.

Com o resultado, o time carioca terminou sua participação no Grupo 2 na terceira colocação, com oito pontos, dois a menos que o líder Lanús e um a menos que o Emelec. O Olimpia também somou oito pontos, porém perdeu para os rubro-negros no saldo de gols e ficou na lanterna do grupo. O mesmo Olimpia que o Flamengo vencia por 3 a 0 até os 31minutos do segundo tempo, na terceira rodada. Agora, aquele empate se revela impiedoso.

Fla demora, mas engrena

O Flamengo entrou em campo em ritmo lento, e foi o Lanús que comandou as ações nos minutos iniciais. A primeira boa chegada rubro-negra se deu aos nove minutos, quando Ronaldinho deu bom passe para Love no lado esquerdo da área. O atacante bateu para fora, rente à trave direita do goleiro Marchesín.

O Lanús, que uma vez mais atuou sem Camoranesi, machucado (no jogo de ida, na Argentina, o campeão mundial pela Itália também fora vetado) seguiu com domínio territorial, mas acabou por levar o primeiro gol numa jogada de bola parada. Aos 17, Bottinelli bateu escanteio, e Welinton apareceu no segundo pau para escorar de cabeça. Foi o terceiro gol do zagueiro com a camisa do Flamengo, o primeiro no ano.

Diego Luis Braghieri do Lanús e Vagner Love do Flamengo (Foto: AP)
Vagner Love tenta levar o Flamengo ao ataque diante do Lanús, no Engenhão
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Sonho possível

Com o gol, o Flamengo se animou e passou a criar mais, porém não deixou de sofrer com contra-ataques. Ronaldinho alternou bons e maus momentos. Tentou algumas jogadas de efeito e acertou umas, errou outras. Após cobrar uma falta na barreira, ouviu a torcida pedir Bottinelli numa segunda oportunidade. R10 cobrou, outra vez na barreira, mas dessa vez a bola sobrou para Love, que quase marcou o segundo.

Na defesa, o Flamengo voltou a dar sustos. Aos 27 do primeiro tempo, o Lanús entrou tabelando na área rubro-negra e a bola chegou a Valeri, que soltou uma bomba. Felipe mandou a escanteio. Na cobrança do tiro de canto, Regueiro apareceu livre na área, mas cabeceou para fora.

Ainda antes do intervalo, o Flamengo conseguiu ampliar sua vantagem. Aos 41, Ronaldinho fez bela jogada pelo meio e deu passe açucarado para Deivid. O atacante recolheu no lado direito da área e bateu rasteiro. A bola desviou levemente na zaga antes de tomar o caminho da rede.

No fim do primeiro tempo no Engenhão, tudo dava certo para o Flamengo. O time vencia por 2 a 0, e Olimpia e Emelec empatavam em Assunção. Entretanto, pouco antes do fim da etapa inicial no Paraguai, o Olimpia abriu o placar.

R10 à moda antiga

No segundo tempo, o Flamengo tinha a missão de conservar sua vitória e torcer para que o Emelec buscasse o empate em Assunção. E o Rubro-Negro só precisou de cinco minutos para conseguir o esperado conforto no placar. Luiz Antonio deu um chapéu antes do meio do campo e iniciou um contra-ataque. A bola chegou a Deivid, que passou até Ronaldinho. O craque então fez lembrar o jogador que encantou o mundo na última década. Deixou dois marcadores para trás com dribles plásticos e cruzou na medida para Luiz Antonio, que pegou de primeira e fez 3 a 0.

Com boa vantagem, o Flamengo viu o Lanús subir de produção. O time argentino, tocando bem a bola, conseguiu se colocar mais à frente e passou a rondar mais a área rubro-negra. Aos 9, Willians, machucado, deu lugar a Muralha.

O centroavante Pavone, um dos principais destaques do Lanús, incomodou o Flamengo com alguns chutes. Num deles, Felipe defendeu. Em outro, a bola saiu por cima do gol.

Jogo louco no Paraguai

Aos 23 minutos, a torcida explodiu no Engenhão. O Emelec empatou o jogo. Era tudo o que o Flamengo precisava. Joel, à beira do campo, comemorou efusivamente.

Daí em diante, o panorama seguiu com o Flamengo tentando tocar a bola e criar chances, e o Lanús mais presente, porém sem muito ímpeto para buscar uma reação. Classificado, o time argentino tentou diminuir a desvantagem, mas não criou grandes chances.

As atenções, de fato, estavam em Assunção. Olimpia e Emelec lutaram em busca da vitória que daria a classificação. Nos minutos finais, o jogo ficou sensacional. Três gols a partir dos 42 minutos. Melhor para o Emelec, que venceu por 3 a 2 e tirou a vaga das mãos do Flamengo com o gol decisivo aos 47 do segundo tempo.

Por Rogerinho – Vasco vence o Nacional-URU, mas termina em segundo no grupo 5

Diego Souza faz o gol da vitória, por 1 a 0. Contudo, Libertad-PAR garante liderança ao vencer o Alianza Lima-PER

Fonte – GLOBOESPORTE.COM Montevidéu, Uruguai

O Vasco entrou no Parque Central, em Montevidéu, nesta quinta-feira, já classificado para as oitavas de final da Libertadores. Contudo, o time queria terminar a primeria fase em primeiro lugar do grupo para ter a vantagem de jogar a segunda partida em casa. A vitória por 1 a 0, entretanto, não foi suficiente. Com o triunfo do Libertad-PAR, por 2 a 1, sobre o Alianza Lima-PER, o time paraguaio garantiu a liderança por ter terminado com o mesmo número de pontos do Gigante da Colina (13), mesmo saldo (4), mas levar vantagem nos gols marcados (11 a 10).

O gol da vitória cruz-maltina foi marcado por Diego Souza e garantiu ao Vasco uma das melhores campanhas entre os segundos classificados. O time só não será o melhor entre eles se Fluminense e Boca vencerem os seus duelos na última rodada. Nesse caso, o time argentino ficaria em segundo na chave 4 e ultrapassaria o Vasco no saldo de gols. O clube só saberá em que posição terminou e qual seu adversário no meio da próxima semana, quando se encerram os jogos da primeira fase.

O Vasco volta a campo no próximo domingo em busca da vaga para a semifinal da Taça Rio. O time encara o Nova Iguaçu, em Moça Bonita, precisando vencer para não depender de tropeços dos rivais para se classificar. O Gigante da Colina é o segundo colocado do Grupo B, com 11 pontos, um a menos que o líder Bangu.

Diego Souza gol Vasco (Foto: AP)
Diego Souza comemora o seu gol
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Poucas chances, e gol só no Peru

Sem Juninho e Felipe, o Vasco apostou em um meio-campo de marcação. O time teve três volantes, com Fellipe Bastos mais avançado e Rômulo e Eduardo Costa mais defensivos. A ligação com o ataque seria feita por Diego Souza, mas, na prática, era Eder Luis quem ditava o ritmo de ataque do time. Mesmo com dificuldades, a equipe carioca era melhor, já que o Nacional esbarrava no próprio desentrosamento.

O Vasco se aproveitava disso e dominava as ações ofensivas. Com um bom passe, Eder Luis deixou Diegou Souza livre na entrada da área. O chute saiu rasteiro, mas foi defendido. Alecsandro demorou para chegar no rebote e perdeu a chance. Em jogada ensaiada, Bastos cobrou falta para a área, na direção da marca de pênalti. Rodolfo apareceu para completar de canhota, mas mandou para fora. Minutos depois, foi a vez de Feltri perder um gol. O lateral recebeu bom passe de Diego Souza, mas, na cara do gol, chutou cruzado e permitiu que o goleiro tocasse com a ponta do dedo.

Mesmo desperdiçando chances, o Vasco seguia melhor em busca de um gol que o colocasse em primeiro do grupo. E ele saiu. Só que no Peru, no duelo entre o Alianza Lima-PER e o Libertad-PAR. Christopher Hurtado abriu o placar para o Alianza e, com o empate no Uruguai, o Gigante da Colina ficava com mais pontos que a equipe paraguaia.

Mas o Vasco não queria depender do resultado do outro jogo e continuou buscando o ataque, mesmo que sem muita criação. Fagner mandou uma bomba de longe e quase fez um golaço. Mas foi o Nacional, mesmo sem ter criado quase nada, quem esteve mais perto do gol no primeiro tempo, quando Boghossian ganhou da zaga cruz-maltina e tocou para Aguirre. O meia encheu o pé e acertou a trave.

Diego Souza garante vitória

O segundo tempo começou sem mudanças nas equipes e com um ritmo lento. Os dois times tinham dificuldades de criar jogadas e nos primeiros quinze minutos só houve notícia relevante no outro jogo do grupo. O Libertad-PAR conseguiu empatar o duelo contra o Alianza Lima-PER e, com mais um gol, tomaria o primeiro lugar do Vasco.

Diego Souza parece ter sido informado do empate adversário e resolveu dar uma acelerada em campo. Com um bonito drible, fez tabelinha com Alecsandro e recebeu de volta na cara do gol. O camisa 10 chutou rasteiro, mas o goleiro Jorge Bava conseguiu tocar na bola e diminuir sua velocidade. Mas o meia foi atrás e empurrou para o gol. Na comemoração, trem bala da Colina e dancinha.

O Nacional tentou reagir e o técnico Marcelo Gallardo fez três substituições ao mesmo tempo. Um dos jogadores que entraram foi o ídolo Alvaro Recoba. E foi dele a melhor chance do time uruguaio. O meia driblou dois e chutou forte de longe. Fernando Prass fez boa defesa. Do Peru, chegou a notícia ruim. O Libertad-PAR virou o jogo e assumiu a liderança por ter marcado mais gols. Com isso, o Vasco precisava marcar mais um ou torcer para que o Alianza empatasse.

O time teve uma chance clara de ampliar, mas Eder Luis perdeu. Diego Souza recebeu na esquerda e tocou para o camisa 7 na pequena área. O atacante, entretanto, chutou em cima do goleiro, desperdiçando uma chance incrível. No rebote, Fellipe Bastos pegou forte, mas Jorge Bava fez boa defesa. E o gol fez falta. Sem conseguir ampliar, o Vasco não conseguiu terminar em primeiro do grupo já que o Alianza Lima não empatou com o Libertad.

Por Rogerinho – Ricardo Jesus salva a Lusa e garante classificação na Copa do Brasil

Atacante marca três gols na vitória da Portuguesa por 4 a 0 diante do Juventude e garante equipe rubro-verde nas oitavas de final

Fonte – GLOBOESPORTE.COM

Na raça, diante de um pequeno público, de 719 pagantes e sob os gritos de “A Lusa voltou!”, a Portuguesa goleou o Juventude por 4 a 0 nesta quinta-feira, no estádio do Canindé, e avançou às oitavas de final da Copa do Brasil. Derrotada por 2 a 0 em Caxias do Sul, a equipe rubro-verde reverteu a vantagem gaúcha e carimbou sua vaga na próxima fase da competição nacional.

O destaque do jogo foi o atacante Ricardo Jesus, que marcou três dos quatro gols da Lusa no Canindé. Agora, os paulistas aguardam o vencedor do confronto entre Remo-PA e Bahia para conhecer seu próximo rival no torneio. Na primeira partida, o time paraense levou a melhor ao vencer, em casa, por 2 a 1.

Essa foi a primeira decisão da semana para a Portuguesa. No próximo domingo, os rubro-verdes enfrentam o Mirassol, fora de casa, às 16h, para acabar com o pesadelo do rebaixamento que assombra o clube no Campeonato Paulista. Uma vitória faz com que a Lusa não dependa de nenhum outro resultado para permanecer na elite.

Ricardo Jesus, da Portuguesa (Foto: Marcos Bezerra / AE)
Ricardo Jesus marcou três vezes na goleada por 4 a 0 contra o Juventude
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Pressão que deu certo

No primeiro lance do jogo, o Juventude já deixou claro qual seria uma de suas principais armas na casa adversária: jogada rápida pela lateral, buscando sempre o matador Jonatas Belusso no meio da área. Em oportunidade logo no minuto inicial, Morais cruzou rasteiro para o atacante, mas o goleiro Wéverton saiu para fazer a defesa com segurança.

Essa seria a única oportunidade gaúcha nos primeiros minutos de jogo. A Lusa chegou ao ataque de diversas formas: em chute cruzado de Ivan, em pancada de fora da área de Luis Ricardo, com cabeceio do estreante Wilson Matias… Porém, nada que, de fato, assustasse o goleiro Follmann. Aos 13 minutos, Ananias acertou bela cabeçada e mandou para a rede, mas o árbitro Ricardo Marques Ribeiro assinalou falta no lance, anulando corretamente o gol.

A Portuguesa exagerava nos erros de posicionamento, tendo várias jogadas paradas por impedimento. Porém, era o único time que atacava. Retraído e administrando a vantagem que construiu no jogo de ida, o Juventude ainda viu os donos da casa chegarem com perigo em chute de fora da área de Rodriguinho, aos 19, e Ricardo Jesus, aos 26.

A melhor oportunidade para a Rubro-Verde veio a pouco mais de dez minutos do fim. Élder Granja derrubou Léo Silva com carrinho dentro da área e o juiz não teve dúvida, marcando o pênalti. Na cobrança, Ricardo Jesus bateu forte no canto direito. Follmann chegou a tocar na bola, mas ela entrou, colocando a Lusa em vantagem antes do intervalo.

Elder Granja Juventude e Ivan Portuguesa (Foto: Levi Bianco / Ag. Estado)
Ivan tenta passar pela marcação de Elder Granja no Canindé
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Mais equilíbrio e brilho do matador

O Juventude voltou para o segundo tempo com uma alteração: saiu Ramiro, para a entrada de Alan. A mudança surtiu um pouco de efeito no time gaúcho, que ao menos começou a chegar ao ataque, principalmente pelas laterais. O primeiro susto para os lusitanos veio logo aos dois minutos: Leo Maringá cobrou falta muito próxima à área, mandando por cima do gol de Wéverton. Pouco depois, Jonatas Belusso se antecipou ao defensor, chutando à queima-roupa, para boa defesa do goleiro rubro-verde.

Com o jogo claramente mais aberto para o adversário, o técnico Jorginho sacou o atacante Rodriguinho e colocou o lateral Raí, para dar mais velocidade ao time rubro-verde. E deu certo: aos 20 minutos, Ananias mostrou toda sua visão de jogo e acertou ótimo lançamento para Ricardo Jesus, nas costas da zaga do Juventude. Na saída de Follmann, o atacante tocou por cima, com categoria, e ampliou a vantagem paulista.

O resultado levava a decisão para os pênaltis, mas a Portuguesa não se contentou. Seis minutos depois, Guilherme deixou Ricardo Jesus novamente cara a cara com Follmann. O goleiro do time gaúcho tentou interceptar, mas o atacante rubro-verde se valeu da mesma arma anterior, dando um toque sutil por cobertura. A bola passou perto e assustou os visitantes.

Tanto a Lusa como o Juventude fizeram os dois goleiros trabalharem até o fim da etapa complementar, mas novamente brilhou a estrela de Ricardo Jesus: aos 39 minutos, ele arriscou chute cruzado de longe e Follmann rebateu para dentro do gol. Ainda deu tempo de Raí, no final, acertar outro belo tiro de fora da área, definindo a partida. Classificação rubro-verde assegurada. E um pouco de paz no Canindé.

Por Rogerinho – Fortaleza goleia Náutico por 4 a 0 e encaminha a sua classificação

Leão dá um baile no Timbu. Jogo da volta no Recife será no dia 18

Fonte –  GLOBOESPORTE.COM Recife

Fortaleza e Náutico iniciaram nesta quinta-feira a batalha por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil e quem se deu melhor no primeiro duelo dos nordestinos foi o Tricolor do Pici. No estádio Presidente Vargas, diante de sua torcida, o Leão impôs um ritmo de jogo alucinante no primeiro tempo e com menos de 20 minutos já ganhava por 2 a 0 com gols de Rafinha e Jaílson. Na etapa complementar, Geraldo fez o terceiro, de pênalti, e Cléo o quarto.

Os 4 a 0 dão uma excelente vantagem ao Fortaleza. No jogo da volta, no dia 18, no Recife, a equipe pode perder do Náutico por até três gols de diferença que se classifica. O Alvirrubro precisa pelo menos devolver o placar se quiser que a decisão vá para os pênaltis. Para garantir diretamente a classificação, é preciso vencer por uma diferença de cinco gols. A goleada desta quinta-feira marcou a sétima partida dos pernambucanos sem vitória.

Fortaleza x Náutico pela Copa Brasil 2012 (Foto: Kid Júnior/ Agência Diário)
Jogadores do Fortaleza dançam após mais um gol
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O vencedor do confronto entre Fortaleza e Náutico, que não se enfrentavam há oito anos em uma competição nacional (em 2004, duelaram na Série B), jogará contra o Grêmio nas oitavas de final da Copa do Brasil. Na última quarta-feira, os gaúchos despacharam o Ipatinga do torneio com uma goleada por 3 a 0.

O próximo compromisso do Fortaleza será no domingo pelo Campeoanto Cearense. A equipe, que está na vice-liderança da competição com 49 pontos (o Ceará tem 51), enfrentará o Crateús no estádio Juvenal de Melo às 16h.

O Náutico também entra em campo no domingo, às 16h. O Timbu vai até Caruaru enfrentar o Central pela última rodada da fase classificatória do Campeonato Pernambucano. Apesar da quarta colocação no torneio, o time está praticamente garantido na semifinal (só perde a vaga se for goleado e o Petrolina golear o América).

Três minutos, dois gols

Fortaleza x Náutico pela Copa Brasil 2012 (Foto: Kid Júnior/ Agência Diário)
Náutico está há sete jogos sem vencer
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Em momentos distintos no cenário nacional (os cearenses estão na Série C e os pernambucanos na Série A), Fortaleza e Náutico mostraram por que fazem um dos principais clássicos do Nordeste. As duas equipes fizeram um primeiro tempo bastante movimentado, com ligeira superioridade dos donos da casa, sobretudo nos minutos iniciais.

Com o incentivo de sua torcida, o Fortaleza jogou no abafa e quase não deu espaços ao Náutico. A pressão deu resultado. Aos quatro minutos, Derley, um dos destaques do Timbu, já tinha recebido cartão amarelo numa tentativa de parar Geraldo. Aos sete minutos, Mariélson obrigou o goleiro recifense, Gideão, a trabalhar para impedir o que seria o primeiro gol da partida.

Gideão, no entanto, não conseguiu impedir o gol do lateral Rafinha. O jogador tentou duas vezes e na segunda tentativa foi feliz. Antes que a euforia do primeiro gol passasse, o torcedor do Fortaleza voltou a comemorar aos 18 minutos. Geraldo cruzou para Cléo, que mandou a bola na trave de cabeça. Na sobra, Jaílson não vacilou e ampliou o resultado.

Depois dos dois gols, o Náutico ficou ainda mais perdido em campo, mas não demorou a se recuperar e passou a dar trabalho ao Fortaleza. Satisfeita com o placar e com receio de se arriscar a levar um gol em casa, a equipe cearense passou a dar espaços ao Timbu. No decorrer dos 30 minutos, os pernambucanos chegaram com bastante perigo com Dorielton e Siloé. A dupla de atacantes do Alvirrubro passou a exigir mais do goleiro João Carlos.

As tentativas do Náutico resultaram em gol aos 42 minutos do primeiro tempo, mas o juiz marcou impedimento de Eduardo Ramos. O Timbu seguiu pressionando até o apito final da primeira etapa, mas a vantagem ficou mesmo com  o Leão.

Timbu tenta, mas é engolido pelo Leão

No segundo tempo, o Náutico voltou melhor e com mais disposição em campo e já assombrava o Fortaleza nos minutos iniciais com Siloé e Dorielton. Além da atitude mais ofensiva, o Timbu era beneficiado pelos constantes erros de passes dos donos da casa.

Apesar de recuar bastante, o Fortaleza teve dois bons momentos de gols. Aos 10 minutos, Cléo mandou uma bomba que ia em direção ao gol, mas Gideão espalmou para escanteio. O goleiro do Náutico voltou a ter trabalho aos 19 minutos.

Aos 23 minutos, veio o castigo para o Náutico. Jaílson recebeu passe de Esley e quando ia finalizar recebeu falta de Marlon. O juiz marco pênalti e Geraldo, que já jogou no Timbu, onde teve uma excelente passagem, fez o terceiro gol do Fortaleza. Desnorteados, os pernambucanos se tornaram uma presa fácil e voltaram a vacilar no setor defensivo. Aos 30 minutos, Cléo assegurou a goleada no estádio Presidente Vargas.

Daí em diante, o Fortaleza esteve mais perto do quinto gol do que o Náutico do primeiro. Enquanto os tricolores tocavam a bola, a torcida fazia a festa e gritava olé nas arquibancadas até o apito final.