ICFUT – Torcidas Organizadas – Notícias 10/04/2012

Fonte: Folha de São Paulo

Entrevista – Chico Malfitani

Os cartolas se provocam, e a Gaviões que é violenta?

Fundador da maior torcida do Corinthians fala das brigas, critica clubes, mídia, TV e polícia e se diz contra a extinção das organizadas

LUCAS REIS
DE SÃO PAULO

Chico Malfitani, 61, jornalista, sociólogo e publicitário, acomodou-se em uma cadeira de sua sala e avisou. “Não vou falar o que a Folha quer. Vou falar o que eu acho.”

Em 1969, a garagem dos avós dele serviu de primeira sede da Gaviões da Fiel, torcida organizada que ele fundou com outros 15 amigos no bairro do Bom Retiro.
Hoje, segundo o site da torcida, são mais de 90 mil afiliados.

Ex-marqueteiro de Luiza Erundina, Francisco Rossi, William Dib e Eduardo Suplicy, Malfitani falou sobre as origens da torcida e, principalmente, os caminhos que tornaram o futebol paulista violento a ponto de matar, como no último dia 25, em que dois palmeirenses foram mortos por membros da Gaviões.

Condenou as brigas, mas defendeu a Gaviões; reclamou da mídia, que, para ele, tem culpa no cartório. Falou até do papel de Lula naquilo que chama de “crescente onda de ódio ao Corinthians”.

Folha – Quando fundada, qual era o propósito da Gaviões?
Chico Malfitani – Éramos um grupo de garotos, eu tinha 19 anos. Fundamos a Gaviões para derrubar a ditadura do Wadih Helu, que usava o clube fazia 11 anos para suas eleições de deputado. Dentro do clube, o associado não conseguia se organizar. Qualquer movimento era reprimido. Então éramos garotos, uns 15 ou 16, de todas as partes da cidade, que se sentavam sempre no mesmo lugar. Nos unimos para organizar a torcida e derrubar o presidente do Corinthians.

E o que mudou na torcida desde então?
A Gaviões mudou porque a sociedade mudou. Quantas pessoas morriam assassinadas em um fim de semana de 1969? Está se cobrando um comportamento da Gaviões como se estivéssemos em uma sociedade suíça. E os meios de comunicação são os maiores incentivadores. Outro dia, o Sportv estava metendo o pau nas organizadas às 11h30 da manhã. Nisso, entram cenas do MMA, sangue escorrendo. O Galvão [Bueno] gritando ‘direita, esquerda’, o cara socando o outro, e isso é civilizado? Os dirigentes se provocam, dão declarações irresponsáveis. E depois a Gaviões é violenta?

Mas a própria polícia detecta criminalidade dentro das torcidas.
Quem diz que só tem marginal nas torcidas nunca foi a um estádio. Não podemos transformar essas torcidas num Taleban. De 70 mil sócios [da Gaviões], 300 brigaram. Qual o percentual? Há indução à violência, games, banalização da morte. E a gente quer que o torcedor esteja à parte disso como? A sociedade mundial está violenta. E o Brasil, principalmente os meios de comunicação, não faz nada para mudar.

O que houve naquele domingo, quando dois palmeirenses foram mortos?
Neste episódio não tem justificativa, mas há uma explicação. Antigamente, não existia isso de juntar 20 pessoas e chutar a cabeça do cara no chão. Não existia na torcida nem na sociedade. Em 28 de agosto do ano passado, espancaram o Douglas [Karim Silva, corintiano] até a morte. Passaram a moto por cima dele e jogaram o corpo no rio. Requintes de crueldade. Não houve punição até hoje. Você não consegue controlar um grupo de pessoas que não aguenta mais. Aguardou-se de agosto do ano passado até duas semanas atrás para que a polícia tomasse uma providência sobre o garoto que foi massacrado. Não deram bola. Chegou a um ponto em que quiseram se vingar. Deu nessa tragédia. Cabe aos dirigentes das torcidas e dos clubes pacificarem as coisas.
A Gaviões enviou à polícia um relatório de confronto com as vias mais perigosas da cidade. Não teve inocente, e não teve massacre. Se teve algum aspecto não negativo nessa tragédia, foi que ao menos foram dois grupos numerosos que se encontraram. Absurdo. Mas não houve 50 pessoas esmagando
um coitado. Foi horroroso, não concordo, jamais participaria disso.

Concorda com a proibição das torcidas?
Talvez no sentido de baixar a poeira neste momento de crise. Foi útil para que todos reflitam um pouco. O trabalho da polícia tem que ser de mais investigação. O tráfico de drogas entrou pesado em outras torcidas. Tem que investigar. Mas está havendo uma caça às bruxas, não vejo uma intenção real de pacificar as torcidas.

Algumas pessoas defendem a extinção delas.
Vamos acabar com Israel? Com a Palestina? Afeganistão? Não. Amar um clube não quer dizer que você precise aniquilar o adversário. Há uma minoria que convive com violência no dia a dia. Mas pergunte a qualquer dirigente de organizada qual é a torcida menos violenta. É a Gaviões. Não há orientação em relação à violência, nada. Não se acaba com as torcidas porque as pessoas existem. Você pode acabar com as sedes, proibir camisa, mas elas vão continuar indo aos jogos do mesmo jeito. A questão é que o garoto que vai para a torcida organizada só escuta uma pessoa: o dirigente da torcida organizada. É o espaço dele. Por isso tem que haver um trabalho dos dirigentes das torcidas. Veja a nota oficial da Gaviões e a nota da Mancha. Na Mancha, o pessoal mais velho, Paulo Serdan, foi largando [a torcida].

A Gaviões nasceu batendo de frente com a diretoria do Corinthians, mas hoje anda de mãos dadas com ela…
Não. O Andres [Sanchez, ex-presidente do clube], a vida toda foi da Camisa 12, que é uma dissidência da Gaviões. A Gaviões sempre teve uma atitude independente, não há essa subserviência, não existe [ a prática de] dar ingressos. Se você frequenta o estádio, sabe que a organizada é quem apoia o time do começo ao fim. Dirigente não gosta de cobrança. Desde que pintou a história do Itaquerão, a questão política, houve um acirramento do ódio. Tenho amigos palmeirenses, são-paulinos. Virou um ódio. As pessoas têm ódio do Corinthians. A questão política, Lula, Serra, PSDB, a Copa do Mundo, dinheiro público, acirrou os ânimos através da mídia. Nós, torcedores, sentimos isso. Você não torce para o São Paulo, você prefere que o Corinthians se ferre. Era diferente. Não havia aquele ódio. Se vir um cara na rua com outra camisa, um cara quer matar o outro.

Continua indo aos jogos?
Todos. Vou na arquibancada. Mas nunca mais vesti camisa da Gaviões nem do Corinthians no caminho ao estádio. Há anos não faço isso. Há muito ódio, e esse ódio só será resolvido se os dirigentes tomarem providências. Quanto o futebol fatura hoje? A Nike, a Globo, o Ricardo Teixeira? À custa do sangue desses coitados que vão se matar?

Ficaria tranquilo se seus filhos fossem ao estádio com a Gaviões?
De ônibus, hoje, não ficaria. A violência fora do estádio é enorme. Mas houve momentos piores. A polícia não pode encarar o torcedor como bandido. O que precisa ser feito é uma UPP [Unidade de Polícia Pacificadora]. A PM manda 600 homens para desalojar o Pinheirinho, manda 400 da tropa de elite para a USP e, para evitar um confronto que estava agendado pela internet, manda duas viaturas? O que querem, afinal? Que tudo exploda e o futebol fique elitizado?

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Minha história – Gildair Alves Santos, 39

Os filhos de Gildair

Dona de um salão de beleza teve um filho assassinado e outros dois presos depois de confronto entre membros de torcidas organizadas

MARCEL RIZZO
DE SÃO PAULO

RESUMO
No dia 25 de março, uma briga na zona norte da capital entre membros de organizadas deixou morto André Alves Lezo, 21, da Mancha Alviverde. Dois dias depois, Tiago, irmão gêmeo de André, foi preso suspeito de participar da briga. Na quarta passada, Lucas, 22, o irmão mais velho e vice-presidente da Mancha, também foi preso suspeito de matar um corintiano em 2011. Eles são filhos de Gildair Alves Santos.


Depois do perigo que aconteceu com minha família, do tiro que o Lucas levou em Presidente Prudente, pedimos, eu principalmente, pelo amor de Deus para eles não irem mais [a jogos de futebol], porque era perigoso e tudo mais.

Mas os meninos têm 21, 22 anos, eles não têm cabeça de pessoa de 30. Se é mais novo, você pode até amarrar.

Eles têm adrenalina. De repente, eu, conhecendo meus filhos, vejo que eles não viam como um perigo. O Lucas levou um tiro e perdeu o irmão por causa de uma guerra.

Eles iam até mesmo por que têm amizade, têm um monte de amigos bons lá. Você tem contato com o pessoal todos os dias, é como se fosse uma religião.

Não culpo a torcida. Não posso dizer isso, não posso culpá-los, estaria usando de hipocrisia jogar a culpa em cima de uma entidade. Vou continuar tendo amizade com a Mancha [Alviverde], temos amigos, e admiro as pessoas de lá, não são pessoas ruins.

Não posso não gostar da Mancha por que ela tirou meu filho. O André faleceu fazendo o que gostava, indo com os amigos para o estádio, junto com a turma dos amigos dele da Mancha.

Mas minha conversa com meus filhos menores [uma menina de 11 anos e um menino de 10] vai ser para jamais ter algum vínculo com organizada. Mostrando o perigo a que ela pode levar, que pode levar a uma agressão.

Os mais novos já foram ao estádio com os irmãos, não ficaram no meio da torcida, ficaram com as mulheres, com as meninas.

Clássico nunca, jamais os meus filhos, Lucas, Tiago e André, levariam os irmãos a clássicos. Já foram com o padrasto a jogos menores.

Quando o Lucas foi ser vice [-presidente da Mancha], não posso te dizer que fiquei triste. Foi muito preocupante ele ter um cargo, ia estar à frente da entidade. Mas como eu poderia falar “você não vai”? A Mancha é a vida dele. Ele aceitou o cargo, e eu fiquei com o coração na mão.

Ele pretendia, pretende porque graças a Deus está vivo, fazer gastronomia ou educação física. Ele cozinha e é superdedicado.

Ouvimos que temos a família desestruturada. Todo mundo tem renda na minha família. O Tiago e o André estudavam, o Tiago está começando um estágio na área dele [engenharia civil]. Ele paga parte da mensalidade de sua faculdade.

Por que temos filhos que gostam de organizada somos uma família desestruturada? Somos uma família pensando no futuro, com uma vida difícil, como qualquer outra, que esta batalhando para a sua sobrevivência.

Se quiser conhecer os meus filhos, conheça com os amigos, conheça com as pessoas próximas, toda a vizinhança, as pessoas que convivem. Se fossem meninos maus, teriam amigos de infância?

CORINTIANA

O Lucas conheceu a Mancha porque tinha amigos lá, por meio do computador também. Ele sempre foi palmeirense. Ele conheceu primeiro a Mancha, mas os meninos [André e Tiago] também conheciam, eles têm um ano de diferença de idade apenas.

O Lucas começou a ir lá, acima dos seus 16 anos, ele ia aos jogos. Até então ele não era associado, ia aos jogos, achava bonito o espetáculo que a torcida fazia.

Os meninos, o Tiago e o André, também foram e fizeram amizades com pessoas boas, na Mancha não existe só maloqueiros como dizem por aí. São pessoas que têm família, são pessoas honestas. Conheço várias famílias que vão, que participam também dos eventos na torcida.

Nós, da família, fomos algumas vezes, quando tem jogadores, alguns do Palmeiras, o Valdivia e o Pierre já estiveram dando autógrafos por lá. Há festas, há ações sociais, tem coisa muito boa que a imprensa não mostra, eles doam sague, eles distribuem ovos de Páscoa.

Todos têm a mesma função ali, que é gostar do Palmeiras. Não é como dizem, “Ah, tem um bando de maloqueiro ali dentro, eles nem assistem aos jogos, ficam correndo para cima e para baixo”. Não é assim, eles vão e fazem por amar o Palmeiras.

Do time eles começaram a gostar por causa dos parentes. Eu sempre gostei muito de esporte. Infelizmente, eu não posso nem te dizer o meu time. [pausa] É o Corinthians. Nem sei se torço mais depois disso tudo.

Mas, aqui em casa nunca teve briga. Aqui na minha sala eu assisto ao Corinthians. Lá em cima eles, ao Palmeiras. Sempre me respeitaram.

Aqui nunca teve conversa de vou matar ou qualquer coisa. Eles brincam, normalmente, nada a ver com esse tipo de violência. A violência nunca foi foco da família, foco de ninguém aqui.

Meus filhos têm amigos do pré, até de infância, que torcem para todos os times, existe palmeirense, corintiano, são-paulino, santista, na minha casa sempre teve essa diversidade com muita paz.

Tem churrasco em todos os aniversários, e o pessoal vem com camisa e tudo. Não tem aquilo de “Por que eu torço para um time você não pode vir com aquela camisa”. Nunca tivemos problemas com isso aqui em casa.

AS BRIGAS

Brigas no nível de “Ah, de repente alguém pode ir, e ter algum confronto, de encontrar”, jamais falaram. Sempre instruímos para não brigar. Violência jamais.

Sempre tem policiamento, a polícia faz o trajeto junto com eles, não sabíamos sobre encontro marcado para a briga, nunca.

Naquele ponto da Inajar de Souza [avenida da zona norte da capital onde André foi baleado] sabíamos que eles passavam, até para a segurança dos meninos que moram lá, para estarem juntos. Sempre pediam segurança para pontos de perigo, em que corintianos chegavam, não sei se desta vez [pediram].

Eles contavam que existia segurança até por causa do que está sendo programado para a Copa do Mundo, querem até acabar com torcida organizada ao que parece.

Sempre quando tinha clássico, quando iam, eu acompanhava ligando o tempo inteiro pelo telefone. Eu perguntava: “Vocês chegaram, comeram, está todo mundo bem?”. Com os outros que conheço, a mesma preocupação, “Está tudo bem aí?”, sempre me retornaram.

Nunca teve problema de arma em casa. Eu que arrumo a minha casa. Não sabíamos de nada, isso nunca entrou. Já estavam trabalhando com as lideranças da torcida para não ter problemas de brigas, para que não ocorressem essas coisas.

Estamos colaborando com as investigações, meus filhos estão colaborando, e não saímos daqui, todo mundo está dentro de casa.

Se tivesse algo errado, poderiam ir para a casa de parentes, como foi falado, pelo que aconteceu com o irmão. Mas estávamos aqui, colaborando com todas as investigações policiais.

Espero que encontrem o culpado pelo crime dos dois meninos, tanto do meu filho quanto do Guilherme [Jovanelli Moreira, também morto no confronto], que seja feita alguma coisa, ir atrás e pegar.

O que espero também é reestruturar toda a minha família e que eu tenha força para isso, Deus vai me ajudar, vai nos ajudar. O “Dé” não vai voltar, tenho que respeitar a vontade de Deus.

Por Cleber Aguiar – Novo estádio do Palmeiras poderá receber 46 mil torcedores

Fonte: O Estado de São Paulo

Obra sofre atraso, mas prédios poliesportivo e administrativo do clube serão entregues em 20 dias

Daniel Batista – O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – Alvo de tantas polêmicas e disputas nos bastidores, as obras na Arena Palestra, futura casa do Palmeiras, continuam sendo executadas e, em breve, mais uma parte da construção será entregue ao clube. Os prédios administrativos e poliesportivos estão prontos e, na semana que vem, passarão por vistoria dos Bombeiros e, em seguida, da Prefeitura. Se tudo correr bem, dentro de no máximo 20 dias os edifícios vão estar à disposição do clube.

O Palmeiras será o responsável pela mobília e acabamento da obra, que consiste basicamente na colocação de pisos e ajustes pontuais. Atualmente os sócios do clube já podem usar algumas quadras de tênis, piscina e uma boa parte da área social que já está totalmente reformada.

O prédio administrativo tem seis andares. No primeiro andar vai ficar a sala da diretoria e setores mais burocráticos, como tesouraria. O segundo, terceiro e quarto andares acomodarão os esportes indoor.

O quinto terá um salão de festas e no sexto, o último, foi criado uma grande sala para reunião do conselho do clube. Entretanto, a disposição dos andares fica a cargo do clube e, por isso, podem ocorrer algumas mudanças em relação ao projeto inicial.

No prédio poliesportivo, o térreo tem uma quadra oficial com capacidade para 1.500 pessoas. E os dois andares acima são espaços que cabem até três quadras e, no último andar, será construído um campo de futebol soçaite a céu aberto e grama sintética.

Com a entrega do prédio administrativo, os dirigentes deixam instalações na Academia de Futebol e voltam ao clube.

Além do prédio, a WTorre, construtora responsável pela obra, já trabalha também na construção do estádio.

Uma parte das arquibancadas já está erguida e a empresa também estuda que cadeiras serão usadas no estádio.

O Estado teve acesso aos modelos que devem ser escolhidos. Nos camarotes, a tendência é colocar uma poltrona almofadada. Nas arquibancadas, cadeiras com bancos que levantam, como os utilizados em algumas salas de cinema, o que facilita a locomoção.

Como o alvará dado pela Prefeitura é apenas para reforma e não demolição total do velho estádio, a construtora não poderá demolir todo o Palestra Itália. Cerca de 30% das arquibancadas -localizadas atrás do gol e que têm o placar eletrônico – vão permanecer. Por isso, a solução encontrada foi esconder o setor, montando a nova arquibancada por cima da antiga.

Motivos do atraso. A ideia inicial era o término das obras em abril de 2013, mas a WTorre já avisou que o prazo foi prorrogado para outubro. Por outro lado, a obra ficará ainda mais moderna e, consequentemente, mais cara, passando de R$ 330 milhões para R$ 360 milhões.

Os motivos dos atrasos são os mais diversos. Um deles é a limitação de transporte de materiais, pela proibição da circulação de caminhões pela cidade.

“Um caminhão que poderia fazer três viagens por dia, agora faz uma”, disse o diretor de novos negócios da WTorre, Rogério Dezembro.

As fortes chuvas que castigaram a cidade em dezembro do ano passado e janeiro deste ano também atrapalharam a obra. E dois problemas inesperados foram o fato de os operários encontrarem muitos restos de partes de obras antigas no subsolo do terreno da Arena. Até pedaços de estacas de madeiras, colocadas na década de 30, foram encontrados. “Levamos muito tempo para limpar isso”, explicou Dezembro.

E a estrutura da arquibancada que ficará de pé está bem comprometida, necessitando de uma reforma no local para evitar desabamentos. Por outro lado, o estádio ficará ainda mais moderno. Foi mudada a sustentação da cobertura da Arena. No projeto anterior, existiam duas vigas de 14 metros de altura para cobrir o estádio, o que ocupava muito espaço. O novo projeto visa a cobertura presa em cinco garras nas torres de sustentação da Arena e que terão um escudo do clube em cada uma delas.

“Com isso o estádio aumenta sua capacidade para 46 mil lugares (antes era para 42 mil) e fica ainda mais moderno”, disse o diretor da WTorre.

ICFUT–Elevador prende Neymar por mais de 1h com mulheres após noitada

Fonte: globo.com

Porta é arrombada antes da chegada da assistência: ‘Não foi vandalismo, foi socorro’, diz moradora

Por Diego GuichardPorto Alegre

Logo após o empate do Santos em 1 a 1 contra o Inter, pela Libertadores, na última quarta-feira, o atacante Neymar estendeu a noite em Porto Alegre. Na madrugada de quinta, o craque foi a um apartamento localizado em um prédio na zona norte da capital gaúcha, acompanhado de um grupo de mulheres. Ao sair do edifício, acabou surpreendido com um imprevisto: ficou preso dentro do elevador.

elevador neymar porto alegre inter santos (Foto: Diego Guichard/Globoesporte.com)

Síndico avalia estrago: porta foi quebrada antes da assistência (Foto: Diego Guichard/Globoesporte.com)

Com o incidente, ocorrido por volta das 7h, moradores chamaram o síndico do prédio, Alcides Dreschler. Como não conseguiu abrir a porta com uma ferramenta, Alcides chamou a empresa responsável pelo equipamento. Segundo um funcionário que não quis se identificar, a porta acabou arrombada por seguranças do atleta, antes da chegada dos encarregados pela manutenção.

– Eu pedi o orçamento para a empresa. O pessoal do apartamento disse que arcará com as despesas. Eu chamei a segurança para arrumar a porta. Quando voltei, estava arrombada – afirmou Alcides.

De acordo com a mesma fonte que pediu sigilo, o jogador chegou ao edifício por volta das 5h da madrugada, em uma van, que não foi autorizada e nem tinha estatura para ingressar no estacionamento. Neymar entrou a pé pela entrada principal e saiu duas horas depois.

elevador neymar porto alegre inter santos (Foto: Diego Guichard/Globoesporte.com)Porta foi arrombada por seguranças do atleta
(Foto: Diego Guichard/Globoesporte.com)

Uma moradora do prédio, que também pediu para não ser identificada, confirmou que esteve em uma balada com o craque do Santos durante a madrugada.

A proprietária do apartamento, Andreia Freitas, não confirmou a presença de Neymar. No entanto, admitiu que três jogadores estiveram no local durante a madrugada.

– Eles ficaram uma hora e 10 minutos presos dentro do elevador. Não foi vandalismo, foi socorro. Os próprios moradores ajudaram a resgatar – contou.

Enquanto isso, o elevador segue estragado, causando transtorno entre os moradores que são obrigados a subirem os degraus de escadas.

O Santos embarcou de Porto Alegre por volta das 11h da manhã de quinta-feira.

Por Rogerinho – Brasileirão vai ter rádios e árbitros atrás do gol

Fonte: Gazetaesportiva.com.br

Medida é anunciada por presidente da CBF. Carioca é modelo

José Maria Marin anunciou novidades

José Maria Marin, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), anunciou nesta segunda-feira que a entidade vai fazer uso de rádios para a arbitragem, conforme usado no Campeonato Carioca.

Marin falou também que aguarda a confirmação da Fifa para o pedido da utilização de juízes auxiliares atrás dos gols. A medida também é comum no Estadual do Rio.

– Sabemos perfeitamente bem que o grande fator de tranquilidade e credibilidade para o futebol brasileiro se resume à questão de arbitragem. Sempre foi um problema muito grande, desde que eu conheço o futebol – disse o dirigente.

Ele também revelou que, apesar de confiar no trabalho de Sérgio Corrêa, presidente da Comissão de Arbitragem, vai instituir uma ouvidoria. Os nomes ainda não foram divulgados.

Por Rogerinho – Patrícia Amorim vai chefiar Seleção feminina de futebol em Londres

FONTE – GAZETAESPORTIVA.NET

Em pronunciamento oficial na tarde desta segunda-feira, no auditório da sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, o presidente José Maria Marin anunciou que a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, chefiará a delegação feminina da Seleção Brasileira Jogos Olímpicos de Londres.

Delfim Pádua Peixoto Filho, presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF) será o chefe da delegação masculina na competição, que acontecerá entre os meses de julho e agosto deste ano, na capital inglesa.

Apesar de se mostrar honrada pelo convite, Patricia deixou claro que não descuidará da administração do Flamengo, e deixou no ar a possibilidade de voltar atrás na sua decisão caso o clube carioca não esteja passando por um bom momento na véspera dos Jogos Olímpicos.

“Como atleta olímpica que fui, é de uma gentileza muito grande esse convite. Eu agradeço, mas o senhor (Marin) sabe que minha prioridade absoluta é o Clube de Regatas do Flamengo. Nós já vamos receber a seleção masculina em nossas instalações para que o time possa treinar e sentir o calor da torcida antes das Olimpíadas, e isso já é uma honra muito grande. O convite (para chefe de delegação) me sensibiliza, mas não posso deixar de lado o Flamengo. Tenho certeza que em junho tudo estará tranquilo no clube para que eu possa ajudar as meninas do Brasil a trazer a medalha de ouro”, declarou Patricia.

Se a presidente do Flamengo será novata no cargo, o mesmo não se pode dizer de Delfim Pádua Peixoto Filho. Presidente da Federação Catarinense há 26 anos, o dirigente tinha relacionamento próximo com o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e chegou a ser chefe de delegação da Seleção em outras oportunidades.

“Quero agradecer a confiança depositada para chefiar a delegação nas Olimpíadas e tentar trazer para o Brasil o único titulo que não temos. Tenho que lembrar que isso não é uma novidade para mim, pois chefiei delegações sub-15, sub-20 e até a principal com o amigo e companheiro Ricardo Teixeira. Na última oportunidade, estive à frente do grupo que foi campeão do mundo sub-20 na Colômbia. Boa parte do grupo que esteve lá deve ir às Olimpíadas, e tenho certeza que nos vamos fazer um trabalho igual ou até melhor daquele que foi realizado com aquele time”, disse Peixoto Filho.

Por Rogerinho – Marin elogia Lucas e deixa claro que ouro olímpico é prioridade

FONTE – GAZETAESPORTIVA.NET

Em entrevista concedida nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, o presidente da CBF José Maria Marin deixou claro que espera um grande desempenho da Seleção Brasileira nas Olimpíadas de Londres, torneio que nunca foi conquistado pelo time canarinho. Depois de definir o presidente da Federação Catarinense, Delfim Pádua Peixoto Filho, como chefe da delegação que irá à Inglaterra, Marin fez elogios ao meia Lucas, do São Paulo, e o definiu como exemplo de dedicação à equipe nacional.

“Fiquei muito feliz com as declarações do Lucas, que é um jovem talento, dizendo que a sua meta é ser convocado para a Seleção olímpica. É essa vontade de fazer parte do grupo que precisamos. Temos jogadores praticamente consagrados, como ele e o Neymar, que ainda sentem a alegria de vestir a camisa da Seleção. Esse é o caminho que temos de seguir”, disse Marin.

Nas últimas convocações que realizou, o técnico Mano Menezes chamou alguns jogadores com idade olímpica, mas apenas Sandro, Neymar e Leandro Damião foram titulares no amistoso contra a Bósnia-Herzegovina, no último dia 28 de fevereiro, que abriu a temporada da Seleção Brasileira.

O grupo canarinho só voltará a se reunir em maio, a cerca de dois meses dos Jogos de Londres, quando deve ser iniciada efetivamente a preparação para a competição. Mesmo com o time ainda indefinido para o torneio, Marin afirmou que dará todo suporte à comissão técnica, mas não escondeu que a cobrança pelo ouro olímpico será grande.

“É claro que temos preocupação com a Copa do Mundo de 2014, mas antes temos 2012, e para nós é prioridade a disputa de título que Brasil vem perseguindo há muito tempo. A CBF não só vai se preocupar com a conquista, mas também vai apresentar infra- estrutura para que nossa Seleção traga para o País um titulo tão desejado”, declarou o dirigente, transferindo para Mano Menezes a responsabilidade por um eventual fracasso em Londres.

Por Rogerinho – Médico se anima com evolução de Ceni, mas relata dores de Douglas

FONTE – GAZETAESPORTIVA.NET

Diariamente, Rogério Ceni corre quase sempre sozinho em volta dos campos do CT da Barra Funda, a fim de manter a forma física enquanto se recupera de cirurgia no ombro direito. Exercício que deixa os médicos mais otimistas do que em relação a Douglas, reforço contratado com pubalgia e que já treina ao lado do elenco, mas ainda não está livre das dores.

“O Douglas está evoluindo muito bem, mas não está liberado. Ainda sente um pouco de dor. Já está treinando com o grupo para ver se aparece uma dor nova ou diferente”, contou o médico José Sanchez, adotando cautela em relação ao lateral direito que, na previsão inicial, estaria começando nesta segunda-feira sua última semana de tratamento antes de ficar à disposição.

“Ele está em um momento de transição do departamento médico para o campo. Chegou um momento em que fazia fortalecimento no Reffis e decidimos mudar para que fizesse gestos esportivos. Conversamos com o Leão e o atleta e ambos concordaram, mas ele ainda está em observação”, reforçou Sanchez.

Mesmo que demore mais semanas do que se projetava, o jogador que estava no Goiás já treina com a camisa 32, apesar de ainda nem ter sido apresentado oficialmente por conta da pubalgia que barrou sua chegada ao Inter antes de acertar com o São Paulo, em fevereiro. A ideia de Emerson Leão é relacioná-lo ainda neste mês.

O mesmo não poderá ocorrer com Rogério Ceni. José Sanchez já havia avisado que, independentemente da costumeira dedicação do goleiro para se recuperar de contusões, não seria possível ele voltar a atuar antes do final de julho. O quadro atual do ídolo, contudo, é animador.

“O Rogério completou dois meses da cirurgia e o período de afastamento é de seis meses. Mas ele tem feito um trabalho aeróbico com bastante intensidade. O ganho de amplitude de movimento deve seguir critérios, mas ele está evoluindo muito bem”, enalteceu o médico, com diagnósticos similares para falar de Cañete e Wellington, que sofreram cirurgias nos joelhos direito e esquerdo.

“Todos os operados apresentam uma evolução que nos anima para um retorno muito bom. O Cañete completou cinco meses, e a previsão de volta é para sete. O Wellington está há pouco mais de um mês em recuperação e também tem evoluído muito bem, mas o tempo de seis a sete meses está mantido, não tem como mudar”, informou.

Por Rogerinho – Wesley rompe ligamento do joelho e fica fora por até oito meses

A notícia que a torcida do Palmeiras mais temia foi confirmada pelo departamento médico do clube, na tarde desta segunda-feira. O meio-campista Wesley rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito e, por isso, ficará longe dos gramados por um período entre seis e oito meses.

A lesão aconteceu logo no início da partida contra o Guarani, na tarde de domingo, no estádio Brinco de Ouro da Princesa. Depois de sofrer a pancada no joelho, o jogador ainda tentou seguir em campo, mas não suportou as dores e foi substituído pelo atacante Maikon Leite. Com isso, o reforço foi submetido a uma ressonância magnética, que constatou a lesão.

FONTE – GAZETAESPORTIVA.NET

Meio-campista Wesley disputou apenas quatro partidas pelo Palmeiras e sofreu a lesão no joelho direito

O meio-campista foi contratado pelo Palmeiras depois de uma negociação que se arrastou por mais de um mês. No início das conversas com o Werder Bremen, que detinha os direitos do jogador, o Verdão venceu a concorrência do Atlético-MG e chegou a um acordo sobre os valores com os alemães: 6 milhões de euros (cerca de R$ 14,3 milhões).

A partir daí, o clube partiu em busca de uma forma para arcar com o custo, dividido em três parcelas anuais. O Palmeiras, então, lançou uma campanha para arrecadação de doações dos torcedores, mas o movimento fracassou.

Para viabilizar a contratação, o clube conseguiu a ajuda de um investidor, que aceitou pagar a primeira parcela de 2 milhões de euros ao Werder Bremen. Assim, Wesley enfim pôde estrear pelo Verdão, depois de ter passado um mês treinando na Academia de Futebol.

O ex-santista teve tempo de disputar apenas quatro jogos pelo Palmeiras: contra Paulista, Mirassol, Horizonte-CE e Guarani. A ideia de Felipão era dar ritmo de jogo a Wesley para a fase final do Paulistão.

Além do reforço, o departamento médico palmeirense ainda tem outros jogadores importantes do elenco de Felipão. O chileno Valdivia se recupera de lesão na coxa, enquanto o zagueiro Thiago Heleno e o atacante Luan passaram por cirurgia nos pés.