ICFUT – Gols dos Estaduais – 08/04/2012

Ferroviário 1 X 3 Fortaleza – Campeonato Cearense 2012

Porto 1 X 3 Sport – Campeonato Pernambucano 2012

Bahia 3 X 2 Bahia De Feira – Campeonato Baiano 2012

Gols – Taça Farroupilha 09/04/2012

Avaí 1 X 0 Joinville – Campeonato Catarinense 2012

Coritiba 3 X 1 Cianorte – Campeonato Paranaense 2012

Criciúma 2 X 3 Metropolitano – Campeonato Catarinense 2012

Comercial 2 X 1 Guaratinguetá – Paulistão 2012

Uberaba 0 X 2 América-Mg – Campeonato Mineiro 2012

Crac 1 X 3 Itumbiara – Goianão 2012

Xv De Piracicaba 2 X 1 Ponte Preta – Campeonato Paulista 2012

Anapolina 0 X 2 Atlético-Go – Goianão 2012

Botafogo 4 X 2 Catanduvense – Paulistão 2012

São Caetano 2 X 1 Santos – Campeonato Paulista 2012

Arapongas 2 X 1 Toledo – Campeonato Paranaense – 2012

Nacional 2 X 1 Boa Esporte – Campeonato Mineiro 2012

Guarani 3 X 1 Palmeiras – Campeonato Paulista 2012

Atlético-MG 2 X 2 Cruzeiro – Campeonato Mineiro 2012

Corinthians 1 X 0 Paulista – Campeonato Paulista 2012

Londrina 0 X 1 Operário-PR – Campeonato Paranaense 2012

Botafogo 3 X 1 Friburguense – Taça Rio 2012

Rio Verde 1 X 1 Vila Nova – Goianão 2012

São Paulo 2 X 0 Mogi Mirim – Campeonato Paulista 2012

Flamengo 2×1 Vasco- Taça Rio-Campeonato Carioca 2012

Madureira 1 x 2 Fluminense – Campeonato Carioca 2012

Portuguesa 2 X 2 Linense – Campeonato Paulista 2012

 

Por Rogerinho – Nos contra-ataques, São Caetano vira e bate o Santos completo

Peixe começa forte, sai na frente com Neymar, mas dá espaços na segunda etapa e sofre a virada por 2 a 1, no Anacleto Campanella.

FONTE – GLOBOESPORTE.COM

Feriado de Páscoa, Santos com todos os seus titulares, promessa de mais um show. Ficou na promessa. O Peixe chegou a esboçar mais uma grande partida, com Neymar irresistível. No entanto, tudo não passou de um lampejo. O São Caetano não se intimidou, se impôs, foi para cima, virou o jogo e venceu por 2 a 1, neste domingo, no estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, pela 18ª rodada do Campeonato Paulista.

Os três pontos do Azulão certamente serão contestados pelo Peixe, já que um gol legal de Paulo Henrique Ganso foi anulado na segunda etapa. Mesmo assim, errando muitos passes, principalmente no meio de campo, o Alvinegro esteve irreconhecível no segundo tempo.

Desatento, o Santos foi obrigado a se contentar com um chocolate amargo na Páscoa, na última partida da equipe antes do centenário. Quando voltar a campo, contra o Catanduvense, domingo que vem, na Vila Belmiro, o Peixe terá 100 anos – o aniversário é sábado. Já o São Caetano enfrentará o Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, também no domingo. Toda a rodada será às 16h.

Apesar do tropeço, o Santos se mantém na terceira posição com 36 pontos, mesmo número do Guarani. A diferença está no saldo de gols: 23 a 9. Se não vencer o Catanduvense, o Peixe pode terminar a primeira fase fora do G-4 e, assim, perder a vantagem de jogar em casa nas quartas de final. Já o São Caetano, com 22 pontos, está em 11º lugar: está garantido na Série A-1 em 2013.

Neymar brilha e Peixe sai na frente

– Não sou folgado, só jogo futebol.

Essa foi a resposta de Neymar, no intervalo, quando lhe perguntaram sobre os dribles desconcertantes em cima dos adversários. A frase dá uma ideia do que o craque fez em campo durante a etapa inicial. No clima da Páscoa, o atacante distribuiu dribles de presente aos zagueiros, em jogadas sempre construídas em parceria com seu compadre Paulo Henrique Ganso, que é padrinho de Davi Lucca, filho do camisa 11.

Gol São Caetano x Santos (Foto: Roberto Vazquez / Futura Press)
Marcelo Costa corre para comemorar gol do Azulão
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Antes do primeiro minuto, a dupla já mostrou a que veio: linda tabela com troca de passes de calcanhar e letra, com finalização de esquerda do camisa 11 para fora. Depois, aos 12, o perigoso chute de fora da área do meia dava a impressão de jogo fácil. No entanto, o São Caetano apertou.

Primeiro com Gabriel, completando escanteio de cabeça para fora. Depois com Augusto Recife, em contra-ataque iniciado em um erro de passe de Ganso. Livre pela esquerda, o volante soltou o pé por cima do gol, na melhor chance do Azulão na primeira etapa. Por fim, com Geovane, de fora da área, obrigado Rafael a fazer ótima defesa.

A partida começava a ficar perigosa para o Santos, quando o dono do time novamente mostrou sua cara. Após deixar Borges em ótimas condições e ver o centroavante perdendo a chance, Neymar decidiu resolver com a ajuda de Ganso.

O camisa 10, com um daqueles passes improváveis que lhe são tão comuns, deixou o atacante à vontade na cara de Luiz para dominar com estilo e definir de esquerda: 1 a 0. Na comemoração, o craque imitou um coelho, em homenagem à Páscoa.

Antes do apito final, ainda houve tempo para o artilheiro carimbar o travessão, depois de novo passe preciso de Ganso.

Azulão vira, e Santos tem gol anulado equivocadamente

Mesmo com a boa atuação de Neymar, o Santos já havia mostrado exposição aos contra-ataques do São Caetano. No segundo tempo, o Azulão se aproveitou disso novamente, agora com eficiência. Disperso, errando passes, o Santos perdeu o rumo e viu o adversário crescer.

Rafael já havia alertado para este defeito no intervalo:

– Precisamos corrigir algumas coisas e errar menos passes, para não dar contra-ataques, forma como eles chegam com mais perigo.

O alerta do goleiro foi em vão. O primeiro contra-ataque veio em bela jogada individual de Moradei, aos 12 minutos. Com velocidade, o volante passou por dois santistas, abriu pela esquerda e cruzou na cabeça de Geovane. Livre, o atacante tirou a bola do alcance de Rafael.

Dez minutos depois, veio a virada. Novamente aproveitando os erros de passe no meio de campo do Peixe, Geovane deu belo lançamento para Aílton, que ganhou da marcação e completou. O goleiro santista defendeu. Na sobra, Marcelo Costa completou para o gol vazio: 2 a 1.

Daí em diante, o time do interior se encolheu e o Santos foi ao ataque. O técnico Muricy Ramalho fez três substituições no Peixe: Alan Kardec entou no lugar Borges, Elano substituiu Fucile e Rentería ficou com o lugar de Ibson.

Entre os três, Elano foi o que entrou melhor. Em alta com a torcida, teve seu nome gritado  diversas vezes pelos fanáticos. E correspondeu com jogadas de perigo. Na melhor e mais polêmica delas, o Santos conseguiu o gol, mal anulado pela arbitragem. O meia chutou de fora e acertou o travessão. No rebote, Ganso, em posição legal, empurrou para a rede. O auxiliar, porém, anotou impedimento.

A pressão no fim da partida não deu resultado e o Peixe ganhou de Páscoa e de 100 anos um presente de grego.

Por Rogerinho – Palmeiras leva ‘olé’, é ultrapassado pelo Guarani e cai para o quinto lugar

Bugre domina a partida e entra no G-4. Volante Wesley torce o joelho e será examinado nesta segunda. Médico suspeita de lesão grave

Fonte – GLOBOESPORTE Campinas, SP

 O Palmeiras ostentava desde o ano passado uma marca expressiva de 22 partidas sem perder. Contra o Corinthians, no último dia 25, o time foi vencido e, desde então, não conseguiu mais se acertar. Neste domingo, contra o Guarani, no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, pela penúltima rodada da fase de classificação do Campeonato Paulista, mais uma derrota: 3 a 1. Nas últimas cinco partidas, foram duas vitórias e três tropeços.

Com o resultado, o Palmeiras permaneceu com 35 pontos e foi ultrapassado pelo próprio Bugre na classificação, saindo do G-4 e caindo para a quinta colocação. O time de Campinas, com 36, aparece agora em quarto lugar, atrás de São Paulo, Corinthians e Santos. No fim do jogo, a torcida do Guarani ainda gritou “olé” na troca de passes do time da casa. Foram 9.399 pagantes e renda de R$ 268.198,00.

O Palmeiras encerra a participação na primeira fase do Campeonato Paulista diante do Comercial, no Pacaembu. Já o Guarani viaja para encarar o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto. A rodada será toda no próximo domingo, às 16h.

No meio da semana, os times folgam pela Copa do Brasil. O Palmeiras venceu o Horizonte-CE, por 3 a 1, e eliminou a partida de volta da segunda fase. Agora, espera quem passar de Ceará e Paraná, que ainda não jogaram. Já o Guarani perdeu em casa para o Botafogo, por 2 a 1, e decide a vaga dia 18 de abril, no Engenhão.

Jogo equilibrado no início

A exemplo do que vem acontecendo nas últimas partidas do Palmeiras, o técnico Luiz Felipe Scolari escalou um time diferente do que treinou durante a semana. Desta vez, a surpresa foi ausência do atacante Maikon Leite. O treinador optou por um meio de campo mais povoado, com Marcos Assunção, Márcio Araújo, João Vitor, Wesley e Daniel Carvalho. Barcos, isolado, contava com as tentativas de aproximação de Carvalho.

Fumagalli comemora segundo gol do Guarani contra o Palmeiras (Foto: Rodrigo Villalba / Memory Press)
Fumagalli comemora segundo gol do Guarani contra o Palmeiras
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O Guarani entrou em campo sem surpresas na escalação, mas com uma mudança de postura. O time de Campinas adiantou sua marcação e pressionou as saídas de bola, obrigando o Verdão a abusar dos chutões. Bem posicionado, Domingos levou vantagem sobre Barcos. Dessa forma, o Guarani assustou logo no início, aos três minutos, em chute cruzado de Fabinho.

Em dificuldade na partida, Felipão teve de lançar mão de uma alteração logo aos 11 minutos. Wesley saiu sentindo dores no joelho direito por causa de uma torção. Ele será examinado nesta segunda-feira e o caso preocupa os médicos, que suspeitam de lesão no ligamento. Maikon Leite foi para o jogo. Mas não deu nem tempo de o rápido atacante mostrar serviço. Aos 15, o Guarani, melhor no jogo e dono do meio de campo, abriu o placar. Fumagalli cobrou falta da intermediária, e Bruno Mendes escorou para a defesa de Deola, que deu rebote. Na sobra, o zagueiro Neto abriu o placar.

A resposta do Verdão foi rápida. Aos 17, o árbitro marcou pênalti em Daniel Carvalho. Um lance polêmico. De acordo com Leonardo Gaciba, comentarista de arbitragem da TV Globo, não houve falta. Barcos foi para a cobrança e igualou o placar. O atacante não marcava havia quatro partidas, maior série sem gols do argentino desde que chegou ao clube.

O Guarani, porém, não se acanhou após tomar o gol e usou, novamente, a maior arma do Palmeiras nos últimos tempos: cobrança de falta. Se o time da capital tem Marcos Assunção, o Bugre tem Fumagalli. O camisa 10 mandou para a área, e Danilo Sacramento acertou o travessão. No rebote, Fabinho tentou dominar a bola, mas levou um pontapé de Gerley. Na cobrança, Fumagalli marcou e deixou o Bugre novamente na frente.

O jogo era muito movimentado. O Palmeiras se lançou para o ataque, e o Guarani não deixou por menos. Maikon Leite e Barcos, ambos na pequena área, perderam chances de igualar a partida. A resposta do Bugre continuava a ser por cima, com os cruzamentos de Fumagalli. Até o fim do primeiro tempo, o jogo esteve lá e cá.

Cicinho é expulso e complica a reação do Verdão

A etapa complementar começou no mesmo ritmo do primeiro tempo, com os dois times criando muitas chances de gols. Mas, as estratégias escolhidas foram diferentes. O Guarani priorizou os contra-ataques. Para isso, deu mais campo para o Palmeiras jogar. Quando foi ao ataque, assustou, já que a defesa do time de São Paulo bateu cabeça, mesmo com o meio de campo reforçado com a entrada do volante Chico no lugar do lateral-esquerdo Gerley.

A opção do Bugre deu certo aos 11 minutos. Após saída rápida de jogo pela esquerda, Danilo Sacramento tocou para Fabinho, que cruzou com perfeição. Bruno Mendes subiu bem e mandou para o fundo das redes.

As coisas se complicaram mais para o Palmeiras aos 17 minutos, quando Cicinho, após um carrinho imprudente, levou o cartão vermelho. Até a expulsão, o lateral era o jogador mais indisciplinado da partida, com seis faltas cometidas.

Com um a mais, o Guarani, em vez de se espalhar pelo campo para tirar proveito da vantagem de jogadores, retraiu-se e começou a dar mais espaços para o time da capital. O Palmeiras aumentou a frequência no ataque, principalmente nas cobranças de falta de Marcos Assunção. Mas Juliano, goleiro do Bugre, conseguiu se segurar.

Com a vitória garantida, o Guarani passou a controlar a posse de bola, trocando passes sem deixar o Palmeiras jogar. E, assim, os bugrinos não resistiram e soltaram os gritos de “olé” ao fim da partida.

Por Rogerinho – Willian salva a Páscoa: Timão vence e segue na cola do líder São Paulo

De cabeça, atacante supera forte marcação do time de Jundiaí e assegura a sétima vitória por 1 a 0 do time na competição. Saldo impede a ponta
 Fonte – GLOBOESPORTE.COM
 Willian salvou o domingo de Páscoa do Corinthians. Em um jogo truncado, sem muitas oportunidades e com um Timão sem criatividade, o gol de cabeça marcado pelo atacante assegurou a vitória por 1 a 0 sobre o Paulista, no estádio do Pacaembu, pela 18ª rodada do campeonato estadual. Com a sétima vitória pelo placar mínimo na competição, o Corinthians mantém a segunda colocação na tabela e segue na cola do líder São Paulo, mas perde para o time do Morumbi justamente no saldo de gols (22 a 16). Ambos têm 43 pontos, e a decisão da primeira posição fica para a última rodada.

Jogo sonolento

A intenção do técnico Tite, ao escalar boa parte da equipe titular na partida contra o Paulista era dar ritmo para o duelo de quarta-feira, diante do Nacional, no Paraguai, pela Libertadores da América. Mas o Timão não foi bem no primeiro tempo. Criou pouco e errou muito.

Com forte marcação, a equipe de Jundiaí conseguiu brecar a tentativa de pressão do Corinthians nos minutos iniciais. Tanto que o Timão foi levar perigo ao gol de Vagner apenas aos 13 minutos, quando o lateral-esquerdo Fábio Santos arriscou em cobrança de falta, mandando a bola rente à trave esquerda do goleiro.

Aos poucos, sem mostrar criatividade e sem conseguir furar o bloqueio do Paulista, o Corinthians se desligou do jogo. Errou passes e não criou nenhum perigo. Apenas tentou chegar à área com algumas triangulações e bolas cruzadas. Todas as tentativas, no entanto, foram em vão: para fora ou pararam na defesa.

Sentindo que o Timão não estava em dos seus melhores dias, o Paulista se arriscou mais e por pouco não abriu o marcador aos 23 minutos. Rychely tabelou com Wellington na direita da grande área e bateu cruzado. Bem colocado, o goleiro Julio Cesar evitou o gol da equipe de Jundiaí.

Nos dez minutos finais, o Alvinegro ainda tentou uma pressão maior, mas novamente parou na boa marcação. Na saída de campo, os jogadores concordaram que faltou mais criatividade. Ficou, então, a promessa de melhora para o segundo tempo.

Danilo Corinthians x Paulista (Foto: Levi Bianco / Ag. Estado)
Danilo em ação no Pacaembu contra a forte marcação do Paulista
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Willian salva na reta final

Tite apostou nos mesmos jogadores. Sem alterações, o Corinthians iniciou a etapa final na correria, partindo fortemente para o ataque. Também sem mudança, o Paulista manteve a postura defensiva.

Wllian foi o primeiro a arriscar, de falta. Pouco tempo depois, Fábio Santos também teve oportunidade em bola parada, mas desperdiçou ao bater forte demais e mandar por cima do gol. Percebendo que continuaria com problemas ofensivos, Tite resolveu mudar aos 15. Sacou Ramírez e colocou mais um atacante: Gilsinho.

O atacante por muito pouco não resolveu para o Corinthians aos 22. Após boa jogada de Paulinho, o goleiro Vagner deu rebote, e Gilsinho bateu em cima de Diego Ivo. O camisa 1 do Paulista, aliás, era fundamental para o time do interior. Com boas defesas, dificultou ainda mais para os donos da casa.

William gol Corinthians (Foto: Ale Cabral / Futura Press)
Willian, autor do gol da vitória, comemora com Paulinho
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Com o passar do tempo, o Paulista cansou e a marcação já não era tão forte. O Corinthians, porém, não criava muito. Tentava algumas jogadas em profundidade e na maioria das vezes apostava nas bolas cruzadas. Em uma última tentativa de criatividade, Tite sacou Danilo e colocou Douglas, aos 33.

Deu certo. Um minuto depois, Douglas abriu na esquerda para Fábio Santos. O lateral cruzou e Willian, oportunista, desviou de cabeça. Foi o segundo jogo seguido em que o camisa 7 balança as redes depois de um período em que esteve em baixa.

Com as vitórias no fim de semana, Timão e São Paulo não podem mais ser alcançados e na última rodada, domingo que vem, decidirão quem terminará a fase classificatória em primeiro e segundo. O São Paulo enfrentará o Linense, em Lins, e o Corinthians pegará a Ponte Preta, em Campinas.

Com 19 pontos, sem chance de classificação e sem risco de rebaixamento, o Paulista fecha a primeira fase em seu estádio, também no domingo, diante do Bragantino.

Por Rogerinho – Botafogo vai cobrar da Federação cadeiras quebradas no clássico

Diretor executivo do clube, Sergio Landau diz que alguém deve pagar pelos 120 assentos destruídos em Vasco x Fla: ‘O que aconteceu foi um excesso’

Fonte – GLOBOESPORTE.COM

Mesmo sem ser uma decisão de campeonato e nem ter um grande público presente, o clássico entre Vasco e Flamengo, disputado sábado, no Engenhão, deixou um saldo de 120 cadeiras quebradas. Responsável pela administração do estádio, o diretor executivo do Botafogo, Sergio Landau, vai enviar um documento para a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) exigindo o pagamento do prejuízo.

– Alguém tem que pagar por isso. Não dá para deixar isso passar. O que aconteceu foi um excesso. Às vezes, quebram cinco ou sete cadeiras num jogo, mas 120 é demais – afirmou Sergio Landau, detalhando a quebradeira:

– Foram 70 da torcida do Vasco e 50 da do Flamengo.

botafogo x friburguense setor Norte do Engenhão (Foto: Thales Soares/GLOBOESPORTE.COM)
Cadeiras azuis e cinzas repõem as vermelhas e brancas quebradas por vândalos no Setor Norte durante o clássico entre Flamengo e Vasco, sábado, no Engenhão
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O dirigente já está no Engenhão para o jogo deste domingo, entre Botafogo e Friburguense, às 16h (de Brasília), pela penúltima rodada da Taça Rio. Segundo ele, já houve a reposição das cadeiras quebradas.

– Temos um estoque de cadeiras aqui, mas pagamos por isso – disse Landau.

Os setores Norte e Sul, pelo fato de contarem com o desenho de um patrocinador nas cadeiras, deixam clara a substituição. Os assentos normalmente são das cores vermelha e branca no local com a marca estampada. No entanto, há algumas azuis e cinzas entre as originais.

Por Rogerinho – A 15 gols do ‘milésimo’, Túlio Maravilha deixa o CSE-AL

Contrato com o clube alagoano chega ao fim nesta segunda-feira

Fonte –  GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Túlio Maravilha anunciou neste domingo, via Twitter, que está de saída do CSE, time de Palmeira dos Índios, em Alagoas. Segundo o atacante, seu contrato se encerra nesta segunda-feira.

De acordo com as contas de Túlio, faltam 15 gols para o artilheiro chegar à marca de mil na carreira. A ideia é conseguir um novo clube para marcar mais oito gols e, quando faltarem sete, voltar ao Botafogo para encerrar a saga pelo milésimo.

– Meu contrato pelo clube venceu (sic) dia 09 de abril. E faltam 8 gols para eu voltar para o Botafogo e fazer os 7 gols. Então sendo assim o clube que tiver interesse em fazer parte desta campanha pelo milésimo gol estou de portas abertas – disse o atacante, para em seguida divulgar o endereço de seu site oficial, no qual é possível entrar em contato.

Twitter Tulio Maravilha (Foto: Reprodução / Twitter)
Túlio usa o Twitter para se colocar à disposição no mercado
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Túlio chegou ao CSE em janeiro. O atacante marcou dez gols com a camisa do clube. O time foi o sétimo colocado no primeiro turno do Alagoano. No segundo, aparece na terceira posição.

Por Rogerinho – Botafogo bate Friburguense por 3 a 1 e está na semifinal da Taça Rio

Com empate entre Resende e Volta Redonda, Alvinegro joga contra o Boavista apenas para saber se passa ou não o Fla, que pega o Americano

FONTE – GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

A apresentação deixou muito a desejar, mas valeu muito para o Botafogo a vitória de 3 a 1 sobre o Friburguense, neste domingo, no Engenhão – com um do ídolo Loco Abreu, que voltava ao time após três jogos, e dois de Herrera, que o substituiu no segundo tempo. Afinal, além dos três pontos conquistados, o empate do Resende com o Volta Redonda por 1 a 1 garantiu ao Alvinegro a classificação antecipada para a semifinal da Taça Rio.

Após o apito final, o técnico Oswaldo de Oliveira reuniu todos os seus jogadores e saiu de braços dados com eles para o vestiário. Uma tentativa de mostrar um grupo unido contra críticas, já que alguns atletas, como Lucas e Andrezinho, foram vaiados por parte da torcida.

O Botafogo, que chegou a 17 pontos, um a menos que o Flamengo e quatro a mais que o Resende, ocupa o segundo lugar no grupo. A equipe serrana ficou com cinco pontos e agora é a penúltima do Grupo B. Na última rodada, o Botafogo lutará pela primeira colocação da chave contra o Boavista, em São Januário, no próximo domingo, às 16h (de Brasília). No mesmo dia e horário, o Flamengo pega o Americano, no Engenhão. O Friburguense fecha sua participação no estadual contra o desesperado Bonsucesso, no estádio Eduardo Guinle, em Nova Friburgo. O time não tem mais qualquer aspiração na competição. Não pode se classificar, nem corre risco de rebaixamento.

Sustos no primeiro tempo

A configuração inicial da partida mostrava um ataque contra defesa. Mas o Botafogo, apesar de ofensivo, jogava com pouca velocidade e pouco criava. Para deixar o cenário mais tenso, o Friburguense, que esperava o momento do bote, quase abriu o marcador aos nove minutos. Jefferson fez grande defesa, abafando chute à queima-roupa de Ricardinho. A resposta alvinegra só veio cinco minutos depois em chute forte e com efeito de Elkeson, que o goleiro Marcos defendeu parcialmente. A partir daí, o Botafogo passou a encurralar o adversário, mas falhava muito no último passe. Isso durou até a parada técnica, aos 20.

Loco Abreu gol Botafogo (Foto: Fernando Soutello / AGIF)
Loco Abreu comemora o seu gol. Renato chega para cumprimentá-lo
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Na volta, o Friburguense conseguiu um pênalti equivocadamente marcado pelo árbitro Eduardo Cordeiro Guimarães. Marcelo Mattos não tocou em Jorge Luiz, que se jogou aos 23. O volante alvinegro ainda recebeu cartão amarelo. Na cobrança de Romulo, Jefferson mais uma vez salvou o Botafogo, com bela defesa no seu canto direito.

A equipe visitante parece ter se dado conta de que poderia arriscar mais e passou a frequentar mais o campo adversário. No entanto, quando o Botafogo já começava a irritar sua pequena torcida presente ao estádio (apenas 4.452 presentes – 2.824 pagantes – para uma renda de R$ 43.220,00), veio o gol. Andrezinho tentou servir Márcio Azevedo, que penetrava na área pela esquerda. Sergio Gomes cortou, mas acabou dando um passe açucarado para Loco Abreu só empurrar ao gol.

O jogo ficou mais aberto. Jorge Luiz teve uma boa chance para o Friburguense e Antônio Carlos respondeu com uma cabeçada perigosa. Dois minutos depois, Elkeson deu um passe perfeito para Fellype Gabriel. Livre diante de Marcos, o meia ajeitou o corpo para tocar com estilo e marcar, mas jogou a bola longe. Aos 45, Elkeson disparou uma bomba de fora da área e o goleiro do time serrano fez grande defesa.

Herrera entra no lugar de Loco e faz dois gols

Em desvantagem e àquela altura com remotas chances de classificação para a semifinal da Taça Rio, o Friburguense voltou para a etapa final com o time mais avançado. Já o Botafogo retornou com o mesmo ritmo lento do início do jogo. Elkeson era o melhor em campo e o que mais procurava a bola em busca do gol, que quase veio aos 12, quando recebeu livre na área de Andrezinho e chutou a bola na trave esquerda de Marcos. No rebote, Loco Abreu isolou a bola. Logo em seguida, o uruguaio saiu para a entrada de Herrera, que seria importantíssimo para o time.

A atuação alvinegra na etapa final não era das mais animadoras, mas o time da Serra tinha imensa dificuldade para criar boas chances de gol. Com isso, a partida ficou modorrenta, principalmente por parte da equipe da casa, que chamava o adversário para o seu campo. Mesmo com suas limitações, o Friburguense criou duas boas oportunidades seguidas: aos 24, com Romulo chutando de dentro da área e obrigando Jefferson a tirar com a ponta dos dedos para escanteio; e logo depois com cabeçada de Sergio Gomes por cima, depois de belíssima jogada de Flavinho pela esquerda.

Herrera gol Botafogo (Foto: Fernando Soutello / AGIF)
Herrera, abraçado a Fellype Gabriel, comemora um de seus gols
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O pouco interesse do time fez a torcida alvinegra se irritar, em especial com o lateral-direito Lucas, que, vaiado, acabou sendo substituído aos 30 pelo xará Zen. Apesar disso, num raro momento de velocidade, o Botafogo fez o segundo. Fellype Gabriel recebeu na direita, em posição de impedimento, avançou à linha de fundo e cruzou bem para Herrera completar para marcar.

O gol animou o Alvinegro, que quase fez o terceiro, em cabeçada de Antônio Carlos. Animou tanto que o zagueiro relaxou numa saída de bola errada. Douglas se aproveitou para diminuir, contando com a sorte, já que a bola tocou em Fábio Ferreira e enganou Jefferson. Quando todos pensavam que o Botafogo passaria sufoco nos minutos finais, Herrera aproveitou com perfeição uma boa jogada de Lucas Zen pela direita para fazer o seu segundo e o terceiro do time, acabando com as esperanças do Friburguense, que ainda teve chances, mas esbarrou na falta de categoria.

Por Rogerinho – Atlético-MG ensaia revanche de goleada, mas Cruzeiro reage e empata

Gols de Danilinho e André dão a impressão de resultado tranquilo, mas Anselmo Ramon, duas vezes no segundo tempo, garante 2 a 2

Fonte –  GLOBOESPORTE.COM Sete Lagoas, MG

Se não foi um jogo tecnicamente excepcional, o clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro empolgou. Pressionado pela torcida, a única nas arquibancadas, o Galo começou a partida com muita força, lutando por todas as bolas. O Cruzeiro, perdido em campo, não conseguiu resistir e levou dois gols no primeiro tempo, de Danilinho e André. No segundo tempo, porém, o Cruzeiro voltou melhor e marcou dois com Anselmo Ramon, garantindo o empate por 2 a 2. O público de 17.724 pagantes saiu do estádio inconformado. O que parecia ser uma grande vitória alvinegra, até uma revanche da goleada por 6 a 1 sofrida na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2011, acabou se transformando em um resultado até certo ponto decepcionante.

Com o resultado, o Galo chegou aos 28 pontos e se manteve no primeiro lugar na classificação. Se não tem mais 100% de aproveitamento no ano, ao menos se manteve invicto. O Cruzeiro, segundo colocado, com 25 pontos, ainda pode alcançar o maior rival. Se continuar como está, o Atlético-MG terá a vantagem de jogar, nas semifinais e na final, por dois empates ou por uma vitória e uma derrota pelo mesmo número de gols.

Na próxima rodada, o Atlético-MG enfrentará o Tupi, no domingo, às 16h (de Brasília), no Municipal, em Juiz de Fora. Nos mesmos dia e horário, o Cruzeiro receberá o Uberaba, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Antes, porém, as duas equipes terão compromissos pela Copa do Brasil. O Galo pega o Penarol, em Manaus, na quarta-feira, às 20h30m. Já o Cruzeiro encara o Chapecoense, em Santa Catarina, às 21h50m.

Provocações

O clima era quente desde antes do apito inicial. Ainda no aquecimento das equipes, no gramado da Arena do Jacaré, a torcida do Atlético-MG pegou no pé de Roger, com gritos irônicos sobre a participação da atriz Deborah Secco no filme ‘Bruna Surfistinha’. O meia do Cruzeiro não deixou por menos e, na volta para o vestiário, fez orelhas de coelho com o número seis nas mãos, em uma clara referência à goleada de 6 a 1 no último confronto.

roger Atlético-MG provoca cruzeiro (Foto: Douglas Patrício / Portal 5 Estrelas)
Roger provoca a torcida do Galo ao ouvir insultos para sua mulher
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O jogo começou violento. Mal a bola saiu, e Danilinho deu uma entrada dura em Montillo. O argentino reclamou bastante, mas o árbitro nada marcou. Na sequência, Wellington Paulista pediu pênalti, mas o jogo seguiu. O atacante celeste bateu boca com o goleiro Renan Ribeiro, e ambos receberam o cartão amarelo.

Os jogadores do Galo brigavam por todas as bolas e dificultavam muito o trabalho do Cruzeiro. A marcação era implacável, e a presença no ataque, constante. Fábio era muito acionado, principalmente em jogadas de André e Guilherme. Este último teve chance clara, ao entrar sozinho na área e bater para o gol. Porém, o volante Marcelo Oliveira se recuperou de forma brilhante e evitou o primeiro do Atlético-MG.

A pressão alvinegra era muito grande, e o gol parecia questão de tempo. Aos 23 minutos, pela esquerda, Richarlyson fez um cruzamento perfeito, e Danilinho, de cabeça, sozinho na área, tocou para o fundo das redes, sem chances para Fábio.

Em vantagem no placar, o Atlético-MG continuou bem melhor. O Cruzeiro não conseguia sequer chegar à área adversária. O Galo tocava a bola com facilidade, esperando o melhor momento para finalizar. E, aos 38 minutos, o time alvinegro chegou ao segundo gol. Guilherme, na entrada da área, tocou para Danilinho, por cima da zaga. O jogador bateu na saída de Fábio, e, antes de a bola entrar, André tocou para as redes. Foi o oitavo dele no Campeonato Mineiro, garantindo a artilharia da competição, ao lado de Wellington Paulista, da Raposa.

Anselmo Ramon brilha após protagonizar lance do ‘Inacreditável Futebol Clube’

O Cruzeiro voltou para o segundo tempo com duas alterações: Roger e Everton entraram nas vagas de Wallyson e Marcos. No início o panorama não mudou muito, e o Atlético-MG continuou com mais volume de jogo. Porém, quem teve a chance mais clara de marcar foi a Raposa. Montillo entrou na área, driblou o goleiro Renan Ribeiro e tocou para Anselmo Ramon. O atacante, livre, sem goleiro, debaixo das traves, concluiu por cima. Uma jogada digna de Inacreditável Futebol Clube.

Aos nove minutos, Roger quase prejudicou o Cruzeiro com uma expulsão. Na perseguição a Danilinho na intermediária defensiva da Raposa, deu uma cotovelada por trás, de cima para baixo, na nuca do atacante adversário (assista ao vídeo ao lado). Merecia cartão vermelho pela agressão, mas foi punido apenas com o amarelo pelo árbitro.

Pouco depois, aos 14, Anselmo Ramon se redimiu. Diego Renan cruzou da direita, a bola desviou em Pierre e enganou Renan Ribeiro, que saiu mal do gol. Anselmo Ramon, oportunista, de cabeça, só teve o trabalho de tocar para o fundo do gol. O Cruzeiro estava de volta ao jogo.

A partir daí, as mudanças começaram a fazer efeito. Com Roger, Montillo e, principalmente, Everton, que entrou muito bem na partida, a Raposa chegava com muita força. Wellington Paulista recebeu ótimo passe de Roger e, da esquerda, bateu firme. A bola passou raspando a trave de Renan Ribeiro, que ficou só na torcida.

Cuca percebeu o crescimento do adversário e também fez duas alterações. Neto Berola e Mancini entraram nas vagas de Bernard e André. A intenção era explorar os contra-ataques, principalmente com a velocidade de Neto Berola.

E o Galo, aos 31 minutos, por muito pouco não chegou ao terceiro gol. Fillipe Soutto, da intermediária, soltou a bomba. A bola explodiu na trave esquerda de Fábio, que saltou, mas não conseguiu alcançar. Na sobra, Guilherme, livre, chutou para a linha de fundo.

O erro foi fatal. Aos 34 minutos, Montillo encontrou Anselmo Ramon. O atacante dominou, entrou na área e bateu forte, cruzado e rasteiro, sem chances para Renan Ribeiro: 2 a 2. A torcida atleticana, revoltada, começou a vaiar a equipe e arremessou até uma garrafa grande de plástico no gramado. O árbitro recolheu a garrafa e entregou ao quarto árbitro.

Para piorar a situação do Atlético-MG, aos 37 minutos, Pierre fez uma falta dura em Montillo e, como já tinha um cartão amarelo, foi expulso. Com um a menos, o Galo não teve forças para buscar a vitória e acabou se contentando em segurar o empate.

Por Rogerinho – Inter derrota São Luiz e garante melhor campanha da primeira fase

Dátolo perde pênalti, mas se redime e marca na vitória do time misto

FONTE –  GLOBOESPORTE.COM Ijuí, RS

O desentrosamento de um time misto não foi problema para o Inter na tarde deste domingo, contra o São Luiz, no Estádio 19 de Outubro. Com apenas quatro titulares em campo, a equipe do técnico Dorival Júnior goleou os donos da casa por 3 a 0 e garantiu a primeira colocação da fase de classificação da Taça Farroupilha. João Paulo, de falta, Dátolo e Gilberto marcaram para o Colorado. Assista aos melhores momentos do jogo ao lado.

Com o resultado, o Inter enfrenta o Cerâmica pelas quartas de final em partida única, que será realizada no Beira-Rio. A direção do clube deve pedir à Federação Gaúcha de Futebol para jogar no sábado, pois viaja no início da semana ao Peru, onde enfrenta o Juan Aurich pela última e decisiva rodada da fase de classificação da Taça Libertadores, na quinta-feira seguinte, dia 19 de abril.

Com 19 pontos, o Inter fechou a fase de classificação da Taça Farroupilha na liderança, com um ponto a mais do que o Grêmio. Porém, os jogos de quartas e semifinais também contam para definir o mando de campo na final. Portanto, se o Inter vencer os dois jogos, decide no Beira-Rio. Mas, caso o time de Dorival avance em alguma das fases nos pênaltis e o Grêmio vença os dois jogos, um eventual Gre-Nal será disputado no Estádio Olímpico.

Colorado resolve partida no primeiro tempo

O jogo começou com o São Luiz mostrando apetite. Logo aos dois minutos, o centroavante Sharlei roubou a bola e saiu livre de frente para o goleiro Muriel. Porém, o jogador se desequilibrou e acabou concluindo para fora.

Com muitos jogadores reservas, o Inter tinha claras dificuldades no entrosamento da equipe. Os donos da casa se aproveitavam e, na base da disposição, tentavam equilibrar as ações. Aos 15 minutos, após cruzamento da direita, Douglas tocou de cabeça, e a bola passou raspando a trave do goleiro Muriel. O troco do Colorado veio dois minutos depois. Jajá cruzou da esquerda e Gilberto, com liberdade, tocou de chapa para fora.

Dátolo, meia do Inter comemora  gol contra o São Luiz (Foto: Alexandre Lops/Divulgação, Inter)
Dátolo, meia do Inter, comemora o gol contra o São Luiz
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Aos poucos, o time misto do Inter foi se encontrando. Depois do gol de falta sobre o Santos na última quarta, pela Libertadores, o lateral Nei mostrou que está com o pé calibrado. Acertou a trave em cobrança.

Aos 29 minutos, saiu o primeiro gol. Em cobrança de falta sofrida por Sandro Silva ao lado da área, João Paulo contou com a sorte. A bola desviou na barreira e enganou o goleiro Vanderlei. Em vantagem, o Inter passou a dominar completamente a partida. E o placar poderia ter sido aumentado seis minutos depois. Jajá invadiu a área, tropeçou nas próprias pernas, e o juiz Jean Pierre Lima marcou pênalti. Dátolo foi para a cobrança e mandou rasteiro, mas para fora, longe da trave.

Mas o argentino se redimiu ainda no primeiro tempo, aos 45 minutos. Recebeu ótimo passe de Jajá, invadiu a área e, de pé esquerdo, bateu rasteiro, cruzado, sem chances para o goleiro do São Luiz.

Mesmo com o balde de água fria que recebeu no fim do primeiro tempo, com o gol de Dátolo, o São Luiz seguiu em busca do gol. Nos primeiros minutos da etapa complementar, a equipe do interior criou algumas chances e poderia ter diminuído o placar. Aos sete minutos, surgiu a oportunidade mais clara. Após falha de Rodrigo Moledo, Sharlei invadiu a área livre e, sozinho de frente para o goleiro, teve a conclusão defendida por Muriel.

O São Luiz começou a perder o fôlego, e o técnico Dorival Júnior tratou de retirar do campo os poucos titulares da equipe. Primeiro saiu Kleber, para a entrada de Fabrício. Depois, Moledo deixou o jogo para o ingresso de Bolatti. Por fim, Dátolo deu lugar a Marcos Aurélio.

As mudanças injetaram um pouco de ânimo na equipe, que parecia conformada com os 2 a 0. O resultado da maior movimentação veio aos 32 minutos, com mais um gol. Nei fez um ótimo cruzamento da direita e, de cabeça, Gilberto mandou para o gol. Com a vantagem ampliada, foi só administrar o resultado e se poupar para os jogos decisivos das próximas semanas.

Por Rogerinho – Miralles renasce, faz golaço e Grêmio bate algoz Caxias no Olímpico

Time de Luxemburgo se classifica com a segunda melhor campanha geral da Taça Farroupilha e encara o Ypiranga nas quartas
Fonte – GLOBOESPORTE.COM

Aos pedaços, com ao menos sete desfalques e sem a principal dupla de ataque, o Grêmio usou o domingo de Páscoa como inspiração e viveu uma tarde de renascimento no Olímpico. Venceu o Caxias por 3 a 1, pela rodada final da Taça Farroupilha, com gols de jogadores antes renegados e que ganharam nova chance com a série de baixas.

A volta por cima mais emblemática é de Miralles, autor do primeiro gol, em conclusão de muita categoria. Xodó da torcida e alvo de críticas dos técnicos, o argentino por pouco não deixou o clube por falta de empenho nos treinos. Naldo e André Lima, também com histórias de idas e vindas, completaram o placar e igualmente ressurgiram para o técnico Vanderlei Luxemburgo.

O resultado, no entanto, não foi o suficiente para dar ao Grêmio a melhor campanha do segundo turno. Ficou em segundo, com 18 pontos, um atrás do Inter. No próximo domingo, o time de Luxemburgo enfrenta o Ypiranga, no Olímpico, em partida única, válida pelas quartas de final. Empate nos 90 minutos leva a definição para os pênaltis. O Caxias, que havia tirado o Grêmio na semifinal da Taça Piratini, acabou levando o troco e foi eliminado. No entanto, como venceu o primeiro turno, já está garantido na decisão do título do Gauchão 2012.

Miralles comemora gol pelo Grêmio (Foto: Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio)
Miralles comemora gol pelo Grêmio
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Antes do jogo, homenagem a Pavilhão

A tarde de Páscoa foi de homenagens a Airton Pavilhão, ex-zagueiro do Grêmio que morreu na última semana. Primeiro, os jogadores entraram em campo com uma camisa especial alusiva ao ex-jogador. Estreando após festa de lançamento na última segunda-feira, com participação de ex-BBBs, o uniforme também trouxe o nome do ídolo acima da numeração.

Homenagens do Grêmio a Airton Pavilhão (Foto: Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio)
Homenagens do Grêmio a Airton Pavilhão
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Cheio de desfalques, com sete jogadores entregues ao departamento médico ou em recuperação física, Vanderlei Luxemburgo defendia um time mais “feinho” durante a semana, preconizando humildade e mais cuidados defensivos. Mesmo colocando em campo três atacantes – Bertroglio, Miralles e André Lima -, confirmou a tática, preferindo esperar os avanços do Caxias.

Miralles ressurge em 13 minutos

O Caxias teve o domínio da partida no início e criou as melhores chances. Aos 12, Victor precisou salvar chute forte de Wangler.

Mas a resposta do Grêmio aconteceu no minuto seguinte, num contragolpe fatal. Jogado ao ostracismo, convidado a procurar outro clube, Miralles aproveitou o domingo de Páscoa para ressurgir. Após lançamento de Bertoglio, invadiu a área, passou pelo zagueiro e colocou a bola no ângulo, fazendo um golaço.

O revés não acomodou nem perturbou o Caxias. Pelo contrário, o time da Serra seguiu assustando, sempre atacando com muitos jogadores abertos pelas pontas. O Grêmio, no entanto, primava pela objetividade. Aos 24, só não ampliou porque Paulo Sérgio fez milagre em cabeçada de André Lima. Aos 34, não houve jeito. Em cobrança de falta de Léo Gago pela direita, Naldo subiu mais alto que os marcadores na área e cabeceou forte, sem defesa. Descartado do time titular após falhar diante do River Plate-SE, pela Copa do Brasil, o zagueiro repetiu Miralles e reapareceu ao olhos de Luxemburgo.

André Lima comemora gol do Grêmio (Foto: Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio)
André Lima terceiro comemora gol do Grêmio
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Ainda havia tempo para uma nova reconciliação, para mais um acerto de contas. E em grande estilo. Após jogada toda tramada pelo trio ofensivo lançado por Luxa, iniciada por Miralles e seguida por Bertoglio, André Lima driblou o goleiro e definiu o 3 a 0. Assim como os outros dois artilheiros da tarde, o “Guerreiro Imortal” viveu tempos de anonimato, chegou inclusive a treinar em separado enquanto procurava clube. Agora, virou solução.

– Todos sabem do meu potencial, é só ter sequência de jogo. Espero dar conta do recado – afirmou André Lima.

Naldo no jogo do Grêmio contra o Caxias (Foto: Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio)
Autor de um gol, Naldo domina a jogada no Olímpico
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E como deu conta. Tanto que, no segundo tempo, o Grêmio tratou apenas de administrar. Protagonistas na construção do placar, Bertoglio e Miralles foram substituídos logo nos primeiros minutos. O time acabou relaxando e praticamente assistiu a Rafael Santiago diminuir, em bonito chute de fora da área, aos 19 minutos.

Logo depois, aos 24, novamente a zaga apenas observou o ataque do Caxias tramar envolvente jogada. Rafael Ueta, outro que a exemplo de Santiago entrara no segundo tempo, finalizou rente ao poste de Victor, que sequer esboçou movimento. Uma reação tardia, que não foi capaz de tirar o brilho de uma tarde de redenção tricolor. A Páscoa foi generosa com Miralles, Naldo e André Lima. E os torcedores, aliviados com tantas lesões, só têm a agradecer.