Por Rogerinho – São Paulo vence Mogi e engata a décima vitória consecutiva no ano

Casemiro sai do banco para ajudar o Tricolor a igualar marca do time de Kaká, Luis Fabiano e Rogério Ceni, que durava dez anos

Fonte – GLOBOESPORTE.COM

 

Uma marca e tanto. O São Paulo venceu o Mogi Mirim por 2 a 0, neste sábado, na Arena Barueri, pela 18ª rodada do Campeonato Paulista, e conquistou sua décima vitória consecutiva na temporada – são 13 jogos de invencibilidade. Foi preciso Casemiro sair do banco, ainda no primeiro tempo, para garantir mais um triunfo do líder do Paulistão. A última vez em que o Tricolor conseguiu dez vitórias seguidas foi há dez anos: no segundo semestre de 2002, quando o time era comandado por Oswaldo de Oliveira e tinha Luis Fabiano (que voltou ao clube), Kaká (hoje no Real Madrid) e Rogério Ceni (que nunca deixou o Tricolor).

Mais uma vez, o Fabuloso ajudou o time do Morumbi a engatar a sequência de dez vitórias. O atacante mostrou que tem estrela. Ele não foi herói neste sábado, mas se recuperou de uma lesão na coxa a tempo de entrar em campo nesta nova série de dez triunfos. O atacante, aliás, está com 100% de aproveitamento nesta temporada.

Casemiro e Fernandinho fizeram os gols da vitória, ambos de cabeça. O resultado mantém o São Paulo na liderança do estadual, agora com 43 pontos. O Mogi, por outro lado, fica na quarta posição, só que ainda pode ser ultrapassado pelo Guarani, que enfrenta o Palmeiras, em Campinas, neste domingo.

O São Paulo agora se prepara para enfrentar o Bahia de Feira de Santana-BA, na quarta-feira, na Bahia, pela Copa do Brasil. O Sapão, por sua vez, tem uma semana livre antes de pegar o XV de Piracicaba, em casa, domingo que vem.

Casemiro sai do banco para mudar o jogo

Os dois times chegaram ao confronto embalados por longas séries invictas – o São Paulo, 12 jogos; o Mogi, dez. Para manter a invencibilidade, e com vitória, os dois técnicos apostaram em esquemas semelhantes. Emerson Leão lançou o Tricolor ao ataque, com um trio ofensivo: Fernandinho, na ponta esquerda, Lucas, na direita, e Luis Fabiano como centroavante. Foi o retorno do Fabuloso após se recuperar de lesão. Guto Ferreira, por sua vez, manteve o Sapão na formação que superou o Paulista por 3 a 1, sábado passado, também com três homens no setor ofensivo.

Casemiro gol São Paulo (Foto: Wander Roberto / Vipcomm)
Casemiro sai do banco para abrir o placar. Mas acaba expulso
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A estratégia de encarar o forte ataque são-paulino foi um tiro no pé do Sapão. Com menos de cinco minutos de jogo, o time do interior deu espaço para o Luis Fabiano girar tranquilo e quase abrir o placar. No ataque do Mogi, a coisa também não estava boa: Felipe erravava até cobrança de lateral.

Apesar do lance do Fabuloso, o Tricolor não teve vida fácil depois dos minutos iniciais. O time do interior logo se acertou e engrossou o jogo, investindo nos contra-ataques pelas pontas, principalmente com Roni. No entanto, o jogo sofreu uma guinada aos 15 minutos. Paulo Miranda e Fabrício tiveram de deixar o campo bem mais cedo por causa de lesões musculares. Foram substituídos, respectivamente, por João Filipe e Casemiro. Melhor para o São Paulo.

Aos poucos, o volante que saiu da reserva foi mudando o jogo. O Tricolor começou a encontrar brechas na defesa do Mogi. Só que a pontaria do ataque ainda não estava certeira: aos 26, Fernandinho cruzou para Luis Fabiano. A tentativa de bicicleta do atacante acabou virando um golpe de arte marcial em João Paulo, do Mogi.

Como estava difícil acertar por baixo, o São Paulo usou a cabeça. Antes do jogo, Jadson havia prometido seguir afiado nas assistências e cumpriu. A cobrança de falta da direita se transformou num passe perfeito para Casemiro, no segundo pau, abrir o placar aos 28 minutos.

E o volante não parou por aí. Depois de uma bela jogada de Luis Fabiano, Casemiro lançou na medida para Fernandinho. Na cara do gol, o atacante falhou. Na segunda oportunidade, porém, o atacante foi preciso. Aos 39, Casemiro recebeu cruzamento, novamente no segundo pau, e carimbou o travessão. Fernandinho, que tem bom aproveitamento na Arena Barueri, pegou o rebote e, de cabeça, fez mais um gol no estádio.

O Tricolor seguiu agredindo, queria atropelar. Quem atropelou mesmo foi Luis Fabiano. No último lance do primeiro tempo, ele não alcançou um lançamento de Jadson e acabou derrubando o auxiliar que fica atrás do gol. Aos risos, ele saiu de campo pedindo desculpas:

– Foi sem querer.

Denis garante

Depois da pressão na etapa inicial, o São Paulo pisou no freio. Jadson ainda estava no pique e comandou as ofensivas tricolores. Lucas também chegou a arriscar chutes de fora da grande área, mas o time do Morumbi não era mais o mesmo.

O Sapão aproveitou a desaceleração tricolor para voltar ao jogo. O time de Guto Ferreira cresceu e começou a pressionar o São Paulo, primeiro com Val, depois com Felipe e com o artilheiro Hernane. Denis, porém, fazia grandes defesas para garantir a vantagem no placar.

O Tricolor não sofreu gol, mas teve alguns revezes: os dois jogadores que balançaram a rede deixaram o campo antes do apito final. Sentindo dores, Fernandinho foi sacado para a entrada de Osvaldo, enquanto Casemiro tomou o segundo cartão amarelo, aos 27 minutos do segundo tempo, e foi expulso.

Com superioridade numérica, o Mogi agrediu ainda mais o São Paulo. Aos 35, Val invadiu a grande área tricolor pela esquerda e, sozinho, soltou o pé. Mais uma vez, o paredão Denis entrou em ação para evitar o gol. E foi assim, se defendendo como pôde, com um goleiro inspirado, que o São Paulo garantiu sua décima vitória consecutiva.

Ao fim da partida, com o décimo triunfo consecutivo garantido, a torcida são-paulina se empolgou e cantou:

– O campeão voltou!

Por Rogerinho – Diego Souza: ‘A gente não tem pênalti contra o Flamengo. É uma vergonha’

Vascaínos reclamam muito do árbitro Wagner dos Santos Rosa após derrota para o Flamengo. ‘Para nós não marcam’, complementa Fágner

Fonte – GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Assim que o árbitro Wagner dos Santos Rosa apitou o fim do clássico contra o Flamengo, os jogadores do Vasco partiram revoltados para cima do juiz, que foi protegido por policiais. As reclamações foram muitas, principalmente em relação a dois lances protagonizados por Thiago Feltri: um suposto pênalti cometido por Welinton e uma falta de Marcos González não marcada na entrada da área, em que o lateral cruz-maltino levou cartão amarelo por simulação. Entre os mais exaltados estavam Diego Souza, Fagner e Fellipe Bastos.

– A gente não tem pênalti contra o Flamengo. Já reclamamos da arbitragem, continua a mesma m… É uma vergonha o que está acontecendo. Quarto jogo contra o Flamengo que não temos um pênalti marcado – esbravejou Diego Souza.

Fagner fez coro ao companheiro:

– Toda vez é contra o Vasco. Caem dentro na área, dão para eles, mas para nós não marcam.

Confusão Vasco x Flamengo (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)
Jogadores do Vasco partem para cima do juiz, protegido por policial
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Já Fellipe Bastos direcionou seu protesto para outro fator:

– Só deu amarelo para o Vasco. Isso vai minando o time aos pouquinhos, faltas perto da área, condicionando nossos jogadores. Ele complicou a gente. Quero parabenizar a equipe do Flamengo pela vitória, mas o juiz ajudou bastante.

Por Rogerinho – Em clássico tumultuado, R10 dá a vitória ao Fla sobre Vasco no fim

Rubro-negro passa para a semi da Taça Rio, e craque deixa no ar possível despedida. Jogadores do Vasco partem para cima do árbitro

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Um clássico marcado pela tensão. Foi assim que começou e terminou mais um Vasco x Flamengo. O pênalti cobrado por Ronaldinho aos 47 minutos do segundo tempo deu a vitória aos rubro-negros por 2 a 1 na noite deste sábado e uma pequena pausa na pressão sobre o time e o jogador, apesar de mais uma atuação nada empolgante do camisa 10. O resultado classificou o clube para as semifinais da Taça Rio. E acabou sendo a gota d’água para um tumulto que envolveu os jogadores do Vasco. Principalmente Eduardo Costa e Rodolfo, que partiram para cima do árbitro Wagner dos Santos Rosa, e só não o agrediram porque foram contidos pelos policiais.

O presidente do clube, Roberto Dinamite, entrou em campo e reclamou da atuação do juiz. Principalmente do lance aos 29 minutos da segunda etapa, quando Thiago Feltri, em dividida com Wellington, caiu na área. Mas o árbitro mandou seguir o lance.

– Fomos roubados e não podemos vetar o árbitro – afirmou o dirigente.

Com um público de 14.152 presentes e 10.461 pagantes, que proporcionaram renda de R$ 302.745,00 no Engenhão, a partida, com um Vasco misto e um Flamengo completo, foi mais de transpiração do que inspiração. Ironizado pela torcida do Vasco, Deivid, no primeiro tempo, abriu o placar para o Flamengo. Diego Souza empatou a partida, e Ronaldinho, no outro lance polêmico, mas corretamente marcado pelo árbitro, decretou a vitória rubro-negra. Na saída de campo, o camisa 10 do Fla deixou no ar, num depoimento pouco claro, uma possível despedida.

– Quero sair daqui pela porta da frente – disse R10, na confusa saída do campo.

O resultado deixou o Flamengo na liderança do Grupo A na Taça Rio, com 18 pontos, e com uma das duas vagas asseguradas. O time não pode mais ser alcançado pelo Macaé, com 12 e só podendo chegar a 15, e o Resende, que ainda pode chegar a 18, mas perderia pelo número de vitórias no critério de desempate. Apenas o Botafogo pode ultrapassar os rubro-negros. De quebra, o Rubro-Negro passa o Vasco no cômputo geral da tabela – tem 32 pontos contra 31 do rival.

Ronaldinho Flamengo x Vasco (Foto: Marcos de Paula / Ag. Estado)
Ronaldinho só aparece nos minutos finais para decidir
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Com o resultado, o Vasco perdeu a liderança do Grupo B. O Bangu, que venceu o Macaé, é o primeiro colocado, com 12 pontos. Os cruz-maltinos ficaram em segundo, com 11, mas Fluminense, com 10, Duque de Caxias, com 8, e Volta Redonda, com 7 e um jogo a menos, ainda têm chances de brigar pela vaga.

Na próxima quinta-feira, a pressão voltará a mudar de lado. Enquanto o Vasco, já classificado para as oitavas de final da Libertadores, joga apenas pelo primeiro lugar do grupo, contra o eliminado Nacional, no Uruguai, às 21h50, o Flamengo terá no Engenhão, às 19h30,  a difícil missão de vencer o Lanús e torcer por empate de Olimpia e Emelec, no Defensores del Chaco, em Assunção, para também conseguir avançar à próxima fase. Na última rodada da Taça Rio, domingo, o Flamengo receberá o Americano no Engenhão, às 16h. No mesmo horário, os cruz-maltinos encaram o Nova Iguaçu, em Moça Bonita.

Atraso na entrada

Com um inexplicável atraso para a entrada em campo – a equipe pisou no gramado aos gritos da torcida do Vasco de “eliminado” no momento em que a partida deveria começar -, o Flamengo apresentava Kleberson no lugar de Muralha. A intenção do técnico Joel Santana era ter jogadores mais experientes para lidar com a pressão e poupar mais os garotos. O veterano campeão mundial em 2002 até deu mais qualidade ao toque de bola no começo, mas a ausência do volante de 18 anos fez o time sofrer novamente com as péssimas saídas de bola de Willians, sempre mal no quesito passe. Tudo isso, além da apatia do Vasco, contribuiu para um primeiro tempo nada empolgante das duas equipes.

Pelo lado do Flamengo, na frente, Ronaldinho, aberto pela esquerda, repetia a tão já criticada omissão de um jogador com alto salário e a responsabilidade de ser o homem decisivo. Era Bottinelli quem mais aparecia na tentativa de armar jogadas para deixar Deivid e Vagner Love na cara do gol. A primeira chance, no entanto, começou com jogada pela esquerda de R10 para Junior Cesar. O lateral foi à linha de fundo e conseguiu acertar o cruzamento para Deivid. O camisa 9 nem cabeceou bem, mas a bola quicou e quase enganou Prass. O goleiro mandou para escanteio.

O Vasco entrou em campo com um desfalque considerável. O meia Felipe sentiu dores no ombro direito e foi cortado da concentração na noite de sexta-feira. Em seu lugar, o técnico Cristóvão optou por Eduardo Costa. Ainda sem Dedé, machucado, com edema na perna esquerda, Juninho, em recuperação de problema dentário, e Diego Souza, poupado no banco, o Vasco perdia em experiência e criatividade. Com três atacantes, tinha como jogada principal a explorar, para a conclusão de Alecsandro, a velocidade de William Barbio e Eder Luis.

E o camisa 7 levou perigo quando aplicou caneta em Willians, arrancou do meio de campo para dar o drible da vaca em Wellington, voltou a driblar o camisa 8 rubro-negro mais à frente e centrou. Léo Moura atrapalhou as pretensões de achar o atacante cruz-maltino, ao cortar de cabeça.

Gol de Deivid

Com os dois times errando muitos passes, a partida seguia num ritmo sonolento. Mas, aos 16 minutos, Willians conseguiu acertar uma jogada, no ataque. Tocou na meia-lua para Vagner Love. O atacante girou aos empurrões com Rodolfo e bateu já caído. Fernando Prass deu o rebote para Deivid tentar esquecer o gol perdido no último confronto com o rival, que entrou para o rol dos maiores do Inacreditável Futebol Clube. Dessa vez, ao contrário da partida anterior entre os clubes, vencida pelo Vasco por 2 a 1 na semifinal da Taça Guanabara, o camisa 9 tocou sem erro para o fundo da rede e foi comemorar com a torcida e os jogadores.

O gol esteve longe de deixar o Flamengo soberano na partida. Daí em diante, o time, tenso, caiu de rendimento. Ronaldinho mantinha o hábito de se livrar logo da bola, e Willians errava passes capitais na saída de jogo.

Mas o Vasco pouco se aproveitava dos erros do Flamengo. Com Fágner e Thiago Feltri apoiando pouco e William Barbio se jogando em quase todos os lances, sobravam Eder Luis e Felipe Bastos para criar algum lance de perigo. Foram justamente os dois os responsáveis pelos melhores momentos da equipe na partida.

Felipe Bastos arriscou bomba de fora da área. A bola foi à esquerda de Felipe. Destaque do time na primeira etapa, Eder Luis por pouco não empatou a partida, ao receber livre no meio e bater, de perna direita, rasteiro, rente à trave. O Vasco saía para o intervalo em desvantagem, mas dava a impressão de que o empate era questão de tempo.

Reação vascaína

Acertadamente, Cristóvão trocou o apagado Barbio por Diego Souza. Eder Luis teria com quem se entender melhor. O Flamengo mantinha Wlillians errando passes e um time confuso. Bom para o Vasco. Aos 4 minutos, Love ficou na indecisão de ir na bola no meio-campo. O Vasco engatou um contra-ataque até Alecsandro concluir. A bola subiu e encobriu Wellinton, que olhou passivamente Diego Souza, nas suas costas, entrar em velocidade e tocar sem defesa para Felipe. Era o gol de empate.

Diego Souza entrou bem na partida. E, logo depois de empatá-la, fez um tremendo carnaval pelo lado esquerdo, deixando claro que a defesa rubro-negra estava insegura. Após uma sucessão de passes errados, Willians acabou sacado. Joel optou por Rômulo, há muito tempo sem jogar. O Vasco já tinha Fágner melhor no apoio. O Flamengo, com Léo Moura contido no lado direito e Junior César sempre fraco no apoio, procurava reagir. Numa falta sobre Love na meia-lua, Ronaldinho, ainda apático, cobrou no travessão e, sem que ninguém percebesse, cometeu irregularidade no lance, ao pegar o rebote no lado esquerdo sem que nenhum jogador tivesse tocado na bola.

Era um momento em que o Vasco estava melhor. E Felipe Bastos poderia ter saído consagrado se mandasse para o fundo das redes o belo chute com efeito de fora da área que fez o goleiro Felipe rezar para não sofrer o gol. Pouco depois, foi substituído por Allan. Do lado do Fla, Bottinelli deu lugar a Luiz Antônio. Os erros na defesa e no meio-campo rubro-negros continuavam. Aos 29 minutos, o Vasco reclamou de pênalti de Wellinton em Thiago Feltri, em lance polêmico. No contra-ataque, Deivid devolveu presente dado por Fernando Prass e desperdiçou boa chance. Logo depois, Joel o trocou por Diego Maurício. O camisa 9 saiu aplaudido, ironicamente, pela torcida vascaína.

Os dois times se alternavam nas chances de ataque, e jogo parecia ainda não estar decidido. Aos 40 minutos, Allan deu lambreta sensacional e bateu cruzado para grande defesa de Felipe. No contra-ataque, Ronaldinho, em sua melhor jogada, serviu Léo Moura para decidir. O jogador bateu cruzado para fora. Aos 46, o lateral, outro a aparecer bem no fim, foi derrubado na área por Fernando Prass. Pênalti que Ronaldinho não desperdiçou, deslocando o goleiro.

Com o apito final, Eduardo Costa e Rodolfo partiram para cima do árbitro, e o tumulto foi formado. A tensão mudou de lado. Mas, quinta-feira, na Libertadores, volta a ficar rubro-negra.

Por Rogerinho – Fluminense faz sua parte e derrota o Madureira, mas segue em terceiro

Sem Fred e Deco, Tricolor das Laranjeiras não é brilhante, mas faz o bastante para ganhar jogo pelo placar de 2 a 1. Bangu vence e se mantém à frente

 

Fonte –  GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

O Fluminense visitou na tarde deste sábado o Madureira, em Conselheiro Galvão, em jogo da penúltima rodada da Taça Rio. O Tricolor das Laranjeiras precisava da vitória para se manter com chances de classificação à fase semifinal e, sem ser brilhante, atingiu seu objetivo ao triunfar pelo placar de 2 a 1. Lanzini e Thiago Neves marcaram os gols dos visitantes, com Zé Carlos descontando para os donos da casa.

Com o resultado, o Fluminense aparece na terceira posição do Grupo B, com dez pontos, atrás de Bangu (12 pontos, venceu o Macaé por 1 a 0) e Vasco (11). Na última rodada, dia 15, contra o Olaria, em Volta Redonda, a ordem é vencer o jogo e torcer por um tropeço de um dos rivais que estão acima da tabela. Antes disso, porém, o Flu volta as atenções para a Taça Libertadores. Já classificado, o time das Laranjeiras recebe o Boca Juniors, quarta-feira, no Engenhão.

O Madureira, por sua vez, segue ameaçado de rebaixamento. O time tem 12 pontos na soma dos turnos e precisa vencer o Duque de Caxias na última rodada, também dia 15, para se afastar da degola. Bangu (também 12 pontos, saldo igual e menos gols marcados), Bonsucesso (11 pontos, joga domingo contra o Boavista) e Americano (oito, encara o Nova Iguaçu, domingo) seguem logo abaixo do Tricolor do subúrbio (os dois piores caem).

Polêmica logo no início

O Fluminense teve os defalques de Valencia, machucado, Deco e Fred, poupados, e Wellington Nem, suspenso. Lanzini ganhou uma chance no meio, enquanto Rafael Moura assumiu o comando de ataque formando dupla com Rafael Sobis. A dupla de volantes foi formada por Edinho e Diguinho, enquanto Thiago Neves completou o setor de meio-campo.

Logo a 1 minuto, o Fluminense achou o caminho do gol. Após cruzamento da esquerda, Thiago Neves, em posição legal, empurrou para a rede. A arbitragem, entretanto, marcou impedimento de Rafael Moura, que tentara a cabeçada num primeiro momento, sem, no entanto, encostar na bola.

Lanzini gol Fluminense x Madureira (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)
Lanzini festeja com Rafael Moura o primeiro gol do Fluminense
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Após o susto, o Madureira se animou na partida e tratou de dar um calor no Fluminense. Com boas atuações de Caio Cézar e Paulo Vítor, o time tricolor suburbano ganhou em domínio territorial, mas teve dificuldade para criar chances reais de gol.

Lanzini e Thiago Neves abrem vantagem

O Flu, mesmo sem jogar bem, abriu o placar. Aos 20, Edinho teve espaço e arriscou de fora da área. O chute carimbou a trave esquerda de Márcio. A bola sobrou para Rafael Moura, que cruzou para Sobis. O camisa 23 ajeitou de cabeça para o meio e Lanzini, com o gol aberto, testou para a rede.

O gol fez o Madureira sentir. O jogo passou a ficar mais equilibrado, e o Fluminense tratou de tentar atrair o rival para sair na boa. As chances de gol ficaram escassas, e os visitantes ampliaram sua vantagem pouco antes do intervalo. Thiago Neves pegou uma sobra de bola na meia-lua e soltou a bomba de canhota, no cantinho: 2 a 0 Fluminense.

Na volta para o segundo tempo, Abel Braga trocou Leandro Euzébio por Gum. O técnico Gabriel Vieira também mexeu no time do Madureira: o volante Caio Cézar deu lugar a Rodrigo, jogador que costuma atuar mais voltado à marcação. Foi o Fluminense, entretanto, que começou melhor a etapa complementar. Logo aos 4, Sobis entrou na área e chegou a passar pelo goleiro Márcio. O atacante ficou sem ângulo e tentou servir Rafael Moura, mas a zaga chegou antes de He-Man e conseguiu evitar o gol.

Pipa em campo e susto no fim

Um episódio inusitado aconteceu ao longo do segundo tempo. Um rapaz postado numa parte mais alta de Conselheiro Galvão soltava uma pipa, que curiosamente sempre baixava perto de Diego Cavalieri quando o Madureira atacava. O rapaz acabou por dar uma bobeada e a pipa caiu no campo de jogo. Edinho a pegou, arrebentou a linha e tirou a pipa de campo.

O Fluminense, sem forçar muito, procurou levar o jogo em banho-maria, chegando ao ataque em oportunidades esporádicas. O Madureira promoveu uma troca em seu ataque: Jairo saiu para Dinei entrar. Na metade da etapa final, os técnicos voltaram a mexer nos times. Lanzini deu lugar a Wagner no Flu, enquanto Paulo Vitor saiu para a entrada do atacante Leandro Cruz.

O panorama seguiu igual. O Madureira chegou a ter uma chance aos 28, com Maciel, mas o atacante dominou na área e bateu para fora, na cara de Cavalieri. No lado do Flu, Sobis ainda incomodou em um chute ou outro, mas o time deu sinais de estar satisfeito com o resultado.

Abel ainda fez uma útima mudança, trocando Edinho por Jean. Nitidamente, a intenção do Flu era levar o jogo até o fim sem sustos. Mas o Madureira, valente, tratou de estragar o plano. O Fluminense até conseguiu a vitória, mas não sem antes sofrer um golzinho. Após bola levantada na área, Cavalieri saiu mal do gol, e Zé Carlos apareceu para empurrar para a rede, no meio da multidão. O time do subúrbio até tentou buscar o empate, mas o Flu soube se segurar e garantiu os três pontos.

Por Rogerinho – Bangu vence o Macaé e fica a uma vitória da vaga na semi da Taça Rio

Alvirrubro ganha por 1 a 0, passa o Vasco e assume a liderança do Grupo B. Time da Região dos Lagos se complica e depende de tropeço do Botafogo

Fonte – GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Em Moça Bonita, o Bangu suou, mas conseguiu derrotar o Macaé por 1 a 0, na tarde deste sábado, pela sétima rodada da Taça Rio – segundo turno do Campeonato Carioca. O gol da vitória foi anotado pelo atacante Sergio Junior, que chegou ao seu terceiro na competição, e o Alvirrubro segurou a pressão no fim para garantir o resultado. Com o triunfo, o time chega aos 12 pontos, passa o Vasco e assume a liderança do Grupo B. Já a equipe da Região dos Lagos, que venceu os quatro primeiros jogos do returno, sofreu seu terceiro revés consecutivo e depende de dois tropeços do Botafogo para seguir com chances de avançar na Chave A.

O resultado também serviu para tirar o Bangu da zona de rebaixamento do estadual. Na classificação geral, o time também somou 12 pontos, alcançou o Madureira na pontuação e passou o Bonsucesso, com 11, que ainda entra em campo na rodada, neste domingo, contra o Boavista.

O time de Moça Bonita chega à última rodada na zona de classificação e depende só dele para ir às semifinais. O time visita o Resende no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Estádio do Trabalhador. Nos mesmos dia e horário, o Macaé recebe o Volta Redonda no Cláudio Moacyr.

Olaria e Duque de Caxias ficam no empate

Também na tarde deste sábado, o Olaria recebeu o Duque de Caxias na Rua Bariri, mas as duas equipes não saíram do zero no placar. O empate foi ruim para o Tricolor da Baixada, que somou oito pontos e ficou longe da vaga às semifinais da Taça Rio no Grupo B. Para se classificar, o time precisa vencer o Madureira em casa na última rodada, torcer por tropeços de Flu e Vasco, além de superar este último no saldo de gols. Sem chances de avançar na chave A, a equipe da Bariri foi a nove pontos e no último jogo cumpre tabela contra o Flu, no Raulino de Oliveira.

Por Rogerinho – Em noite de herói e vilão de Calaça, Lusa fica no empate com o Linense

Goleiro defende pênalti, mas falha em lance no final do segundo tempo, para revolta da torcida. Portuguesa perde chance de respirar no Paulistão

Fonte –  GLOBOESPORTE.COM São Paulo

A Portuguesa aumentou seu drama no Campeonato Paulista na noite deste sábado. Precisando da vitória para respirar na competição, devido à proximidade da zona de rebaixamento, a equipe ficou no empate por 2 a 2 com o Linense no estádio do Canindé e levou para a última rodada a decisão sobre sua permanência na primeira divisão do estadual.

Pressionada pela torcida, insatisfeita com os resultados recentes, a Lusa fica com 18 pontos e permanece na 15ª colocação, a quatro tentos da zona de rebaixamento. Caso os concorrentes XV de Piracicaba e Guaratinguetá vençam seus compromissos neste domingo, a Rubro-verde ficará a apenas um ponto da degola.

O time do técnico Jorginho volta a campo na próxima quinta-feira, quando recebe o Juventude, pela segunda fase da Copa do Brasil. Pela competição nacional, a situação não é menos complicada: derrotada por 2 a 0 em Caxias do Sul, a Lusa precisa de uma vitória por três ou mais gols de diferença para avançar.

Início avassalador, final nem tanto…
A Lusa começou melhor que o adversário, levando perigo pela direita, nos cruzamentos do meio-campista Henrique. E foi em um desses lances que os donos da casa abriram o placar, com sete minutos de jogo: Henrique escapou em velocidade pela direita, até a linha de fundo, e tocou para trás. Léo Silva, completamente desmarcado, chutou forte, de primeira, estufando as redes do goleiro Douglas.

Recuado, o Linense sentiu o impacto do gol. A Portuguesa soube aproveitar a oportunidade: em lançamento longo, vindo do campo de defesa rubro-verde, o zagueiro Fabão vacilou ao tentar matar a bola no peito e Ananias não desperdiçou a chance. O atacante roubou a bola, escapou de Douglas e empurrou para as redes, aumentando a vantagem da equipe paulistana.

Apesar da postura ofensiva, as jogadas da Lusa se tornaram rapidamente previsíveis, já que a equipe praticamente não utilizava o setor esquerdo do campo. Rápido, Ananias infernizava a vida dos zagueiros do Linense, que tentava a sorte em contra-ataques isolados. Em um deles, aos 20, Chimba recebeu passe de Éder na entrada da área e tocou na saída de Rodrigo Calaça, diminuindo para o Elefante.

Com a vantagem no placar, a Portuguesa acomodou-se. Passou a administrar o resultado e acabou sendo ameaçada constantemente pelas escapadas rápidas dos meias adversários. As melhores chances de empate vieram nos pés de João Henrique e Marcelo, em chutes perigosos de longe.

Susto, alívio e tragédia
A Portuguesa manteve maior posse de bola no início do segundo tempo, mas no primeiro lance de perigo do Linense, um susto para a torcida rubro-verde: Chimba recebeu passe de Éder na entrada da área e, cara a cara com Rodrigo Calaça, limpou o goleiro e acabou derrubado por ele. O árbitro Claudinei Forati Silva não teve dúvidas e marcou pênalti. Na cobrança, porém, Calaça se redimiu: Lenilson bateu no canto direito, e o lusitano se esticou para evitar o empate.

Assim como fez nos últimos dois jogos, o técnico Jorginho sacou o atacante Ricardo Jesus. O substituto, desta vez, foi Danilo. A alteração não surtiu muito efeito. Pouco criativa, a Lusa se limitava às jogadas rápidas pelas laterais, enquanto o Linense não fazia outra coisa senão lançamentos longos com Éder.

A apenas cinco minutos do fim, uma lambança do até então herói Rodrigo Calaça. Em chute longo do goleiro Douglas, ele saiu mal de sua meta e o artilheiro Fausto, que entrou no lugar de Lenilson, desviou para as redes, revoltando a torcida da Lusa. A decisão da situação rubro-verde vai para a última rodada.

PORTUGUESA 2 X 2 LINENSE
Rodrigo Calaça; Luis Ricardo, Renato, Rogério e Ivan; Boquita, Léo Silva, Guilherme e Henrique (Rodriguinho); Ananias e Ricardo Jesus (Danilo) Douglas; Marcelo, Fabão, Bruno Quadros e Fábio Lima (Maicon); Elias, Makelelê, Éder e Lenilson (Fausto); Chimba e João Henrique (André Luís)
Técnico: Jorginho Técnico: Pintado
Gols: Léo Silva aos 7, Ananias aos 12 e Chimba aos 20 minutos do primeiro tempo
Fausto aos 40 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Rogério, Boquita e Rodrigo Calaça (Portuguesa)
Fábio Lima, André Luís, Makelelê e Fabão (Linense)
Local: Estádio do Canindé, em São Paulo (SP)

Por Rogerinho – Waldemar Lemos não é mais treinador do Náutico

Treinador chega a dar entrevista coletiva após o jogo, mas acaba demitido pela direção alvirrubra ainda nos vestiários

Fonte –  GLOBOESPORTE.COM Recife

Waldemar Lemos, técnico do Náutico (Foto: Aldo Carneiro)
Waldemar Lemos deixa o comando técnico do Náutico
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Waldemar Lemos não é mais o treinador do Náutico. O comandante técnico alvirrubro não resistiu à derrota para o Serra Talhada por 2 a 1 neste sábado e foi demitido pela direção alvirrrubra. Levi Gomes assume o time interinamente até a chegada do substituto.

Em sua segunda passagem pelo clube, Waldemar chegou aos Aflitos depois do Pernambucano do ano passado e realizou uma excelente campanha na Série B, garantindo a volta do Náutico à primeira divisão como segundo colocado. Renovou contrato, mas a campanha irregular no Estadual – o time não vence há seis jogos – culminou com a sua demissão, que foi confirmada pelo presidente Paulo Wanderley:

– O Waldemar é um grande profissional, devemos muito a ele, mas eu precisava fazer alguma coisa. Não posso tirar o time todo, então vamos tentar ‘mexer’ no elenco com a mudança de um profissional que está à frente deles.

Não posso tirar o time todo, então vamos tentar ‘mexer’ no elenco com a mudança de um profissional que está à frente deles”
Paulo Wanderley, pres. do Náutico

Waldemar Lemos chegou a conceder uma entrevista coletiva após a derrota para o Serra Talhada, a terceira consecutiva no Campeonato Pernambucano. Na ocasião, o treinador reconheceu que a equipe apresentou um futebol ruim e deu a entender que o elenco do Náutico não tem as peças que ele deseja para repor os desfalques da equipe, tanto por cartão como por lesão – Rogério, Cascata e Souza estão machucados.

-Se nós pararmos para analisar o campeonato, vemos que nosso time começou bem a competição. Agora, a gente tenta… tenta… e não consegue melhorar. Precisamos mudar. Alguma coisa tem que ser feita, mas não adianta trazer as contratações loucas que fizeram aqui. Não quero encher isso aqui de jogador.

Questionado se havia recebido os reforços que pediu no início da temporada, Waldemar confirmou que sim, mas logo depois voltou a insinuar que existe algum problema de relacionamento interno no clube.

– Recebi, sim, o que eu pedi. As contratações aconteceram dentro das possibilidades do Náutico. As pessoas estão achando que eu bloqueei a vinda de algum jogador aqui. Não houve isso. Eu não sou dono do Náutico para vetar qualquer contratação. O torcedor às vezes não sabe o que está acontecendo e não sou eu que tenho que falar. Não tenho a intenção de sair do Náutico, mas, se tiver que acontecer, vai acontecer, irmão. Se tiver que responder com o emprego, o que é que eu vou poder fazer? – disse Waldemar, antes de saber de sua demissão.

Em sua segunda passagem pelo Náutico, Waldemar esteve em campo em 63 jogos, contabilizando 28 vitórias, 19 empates e 17 derrotas.