ICFUT – Torcidas Organizadas – Notícias 05/04/2012

Fonte: Folha de São Paulo

Polícia prende lideranças de organizadas

VIOLÊNCIA
Investigação aponta que briga foi combinada por rádio

  Mario Angelo/Sigmapress/Folhapress  
Metaleiro, ex-presidente da Gaviões, chega para depoimento na Polícia Civil no centro de São Paulo
Metaleiro, ex-presidente da Gaviões, chega para depoimento na Polícia Civil no centro de São Paulo

MARCEL RIZZO
DE SÃO PAULO

A Polícia Civil identificou a participação de líderes das organizadas Gaviões da Fiel e Mancha Alviverde no planejamento do confronto campal ocorrido em 25 de março, na zona norte da capital.

A briga deixou dois palmeirenses mortos e até agora 11 presos, investigados por homicídio, lesão corporal e formação de quadrilha.

Ontem, seis pessoas foram detidas -três de cada organizada. Todas tiveram prisão temporária decretada (30 dias). Lucas Alves Lezo, vice-presidente da Mancha e irmão de um dos mortos, e Douglas Deungaro, o Metaleiro, presidente da Gaviões entre 1999 e 2001, estão entre os detidos.

Quatro homens ligados à Gaviões estão foragidos, um deles suspeito de ter dado o tiro que matou André Alves Lezo, irmão de Lucas.

POR RÁDIO

Margarette Barreto, delegada titular da Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), disse que os indícios da participação dos líderes das torcidas foram encontrados por meio de imagens da briga e da análise dos computadores apreendidos nas sedes das organizadas.

As direções de Gaviões e Mancha negam ter combinado a briga. A confirmação da participação de dirigentes no plano de ação do confronto pode resultar em processos contra as entidades, com possibilidade até de extinção.

“Está clara a participação de líderes das torcidas. Eles não marcam as brigas somente pela internet, mas combinam por rádio, entre as lideranças”, disse a delegada.

Na casa de Lucas Lezo foi encontrada uma arma, com a numeração raspada. Lucas e outros dois palmeirenses foram presos por serem suspeitos de participação na morte de Douglas Silva.

O corintiano foi encontrado morto no rio Tietê, em agosto de 2011, depois de confronto entre torcedores perto da ponte dos Remédios, na zona norte da capital.

A polícia trabalha com a hipótese de o tiro em André Lezo ter sido dado como vingança pela morte de Silva.

Mais de 50 porretes foram achados sob responsabilidade de dois torcedores ligados à Gaviões. Eles foram detidos somente no final da tarde, já que não estavam entre aqueles com mandados de prisão inicialmente concedidos.

Gildair Alves Lezo, mãe de Lucas e André, foi à delegacia ontem porque a polícia, enquanto vasculhava sua casa, encontrou problema na placa de um carro da família.

Ela acabou liberada.

Promotoria espera solução do caso para novas medidas

DE SÃO PAULO

Onze dias após a briga que resultou em duas mortes, em São Paulo, o poder público aguarda a poeira baixar para, efetivamente, por em prática novos planos de ação contra a violência.

Neste momento, Ministério Público e Federação Paulista de Futebol esperam as investigações da Polícia Civil sobre os homicídios dos dois palmeirenses.

“Primeiro há uma questão emergencial de se solucionar o caso [do clássico do dia 25] e evitar novos confrontos. Em um segundo momento novas medidas serão tomadas”, afirmou o promotor Thales Cezar de Oliveira, coordenador do PAI (Plano de Atuação Integrada) do futebol, que reúne 11 promotores.

Há a preocupação latente de um possível revide da Mancha Alviverde contra a Gaviões da Fiel. Por isso a Polícia Civil prendeu nove torcedores, de ambas as torcidas, para tentar conter nova onda de violência.

Segundo o promotor, uma reunião agendada para a semana que vem vai tratar de possíveis novas medidas que serão tomadas para coibir as brigas.

Também haverá reuniões no Ministério do Esporte na próxima semana. “O ministro Aldo [Rebelo] está atento e preocupado. É um assunto delicado e complexo, que merece uma ação enérgica por parte do Estado e da União”, disse o promotor Paulo Castilho, diretor do Departamento de Defesa dos Direitos do Torcedor do Ministério do Esporte.

Para Castilho, o Estatuto do Torcedor já prevê sanções para os crimes relacionados a torcedores. “Já temos mecanismos legais. A questão é o cumprimento.”

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