Por Cleber Aguiar – Com um pé na semi, Bayern recebe o Olympique de Marselha em Munique

Fonte: Globo.com

Bávaros chutaram a crise para longe desde a derrota no primeiro jogo das oitavas e podem até perder na Allianz Arena, palco da final da Champions

Por GLOBOESPORTE.COM Munique, Alemanha

Franck Ribéry em treino do Bayern de Munique (Foto: AP)Franck Ribéry em treino do Bayern de Munique (AP)

A derrota para o Basel, no primeiro jogo das oitavas de final da Liga dos Campeões, foi uma espécie de marco para o Bayer de Munique. Invicto desde então, o clube alemão recebe o Olympique de Marselha, nesta terça-feira, às 15h45m (de Brasília), na Allianz Arena, para confirmar a condição de favorito e avançar às semifinais da maior competição do continente.

Além de vencerem a partida de ida por 2 a 0 e terem se classificado para a final da Copa da Alemanha, os bávaros diminuíram para três pontos a vantagem do Borussia Dortmund no Campeonato Alemão. O clima e a vantagem são tão boas que até mesmo uma derrota no palco da grande decisão da atual edição da Champions dá a vaga ao time da casa. O adversário possivelmente será o Real Madrid, que receberá o Apoel depois de ter feito 3 a 0 no Chipre.

Os problemas do time da casa são poucos. O volante Bastian Schweinsteiger, suspenso pelo segundo cartão amarelo, é um deles – muito embora o jogador não tenha figurado entre os titulares por estar retornando de lesão. Ainda assim, o técnico Jupp Heynckes não trata o confronto como já ganho.

– Vamos jogar para ganhar como se tivéssemos empatado em 1 a 1 no primeiro jogo – avisou.

Franceses procuram ‘melhor jogo do ano’

Aos franceses, resta um milagre, um jogo brilhante que o time ainda não fez na temporada – ocupa a nona colocação no Campeonato Francês, por exemplo, em uma das piores campanhas do clube nos últimos anos. O técnico Didier Deschamps poderá contar com o retorno do goleiro Mandanda, que se ausentou na partida de ida, no Velódrome, por estar suspenso. Os desfalques ficam por conta de Diawara, machucado, e Alou Diarra, suspenso.

Como motivação, o próprio Diarra lembrou a vitória por 3 a 2 sobre o Borussia Dortmund, ainda na fase de grupos, que classificou a equipe.

Olympique de Marselha treino (Foto: Reuters)Olympique de Marselha treina na Allianz Arena: time precisará se multiplicar em campo (Foto: Reuters)

– Não é uma missão impossível porque já fizemos três gols no Dortmund – disse, ignorando o fato de ter levado dois, em um placar que o elimina nesta terça.

Porém, os franceses parecem estar muito longe de poder conseguir outra virada histórica, já que não vencem uma partida sequer desde o dia 22 de fevereiro (1 a 0 contra a Inter de Milão na partida de ida das oitavas) e desde então acumularam oito derrotas e um empate em todas as competições que disputaram.

Confira as prováveis escalações:

Bayern de Munique: Neuer, Lahm, Boateng, Badstuber e Alaba; Kroos e Luiz Gustavo; Robben, Müller e Ribéry; Gómez. Técnico: Jupp Heynckes.

Olympique de Marselha: Mandana, Azpilicueta, Fanni, Nkoulou e Morel; Mbia, Benoit Cheyrou, Amalfitano, Valbuena e A. Ayew; Rémy. Técnico: Didier Deschamps.

Árbitro: Svein Oddvar Moen (NOR).

Bayer Munique x Ol. Marselha ao vivo no ICFUT – Clique aqui.

Por Cleber Aguiar – Com homenagem ao Olímpico e ex-BBBs, Grêmio lança novo uniforme

Fonte: O Dia Online

Evento teve ar retrô e presença de jogadores Mário e Miralles e ex-BBBs Monique e Jonas

Rio Grande do Sul –  Foi com homenagem ao Olímpico que o Grêmio lançou  a coleção de uniformes para a temporada 2012. Na noite desta segunda-feira, em evento no gramado do estádio que dará lugar à Arena ao final do ano, a direção e a Topper fizeram um resgate histórico não só das camisetas bem como do próprio clube.

O evento foi temático aos anos 1950 e marcou o último uniforme da “Era Olímpico” – o estádio foi inaugurado em 19 de setembro de 1954 em amistoso vencido diante do Nacional (Uruguai) por 2 a 0. Então, desde o convite, passando pela trilha sonora e chegando às roupas…tudo lembrava a época. Carros temáticos, claro, em azul, preto e branco, fizeram parte de um cenário de festa.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Cerca de 2 mil pessoas acompanharam o desfile da coleção de passeio, de treino, da comissão técnica e de jogo. O uniforme principal foi inspirado no jogo de estreia do Olímpico: a gola branca é tradicional, as listras tricolores são mais largas e há detalhes em branco nas mangas. A camisa número dois faz homenagem ao time de 1962 que conquistou de forma invicta o Campeonato Sul-Brasileiro e o Super-Campeonato Gaúcho.

O lateral-direito Mário, em recuperação de lesão no ombro esquerdo, e o atacante Miralles, recentemente reintegrado ao grupo, foram os únicos jogadores presentes – a delegação está em Ipatinga onde enfrenta o time local, quarta-feira, pela Copa do Brasil. O auxiliar técnico Roger Machado, ex-lateral-esquerdo, levou a torcida ao delírio ao participar do desfile. Monique e Jonas, ex-BBBs, fizeram o mesmo.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A única imagem negativa do evento foram as vaias ao presidente Paulo Odone e ao prefeito Jose Fortunati. Durante discurso, o dirigente citou a Batalha dos Aflitos, como a vitória sobre o Náutico e o retorno a Série A ficou conhecida em 2005, e teve comportamento reprovado pelos presentes. Foi aplaudido ao lembrar o título mundial de 1983. Fato que fez um grupo de torcedores gritar “Fabio Koff”, presidente da época e pertencente a grupo de oposição a Odone.

Os uniformes começaram a ser vendidos nesta noite. A camisa custa R$ 199,90. O Olímpico terá uma grande despedida em 9 de dezembro: Madonna fará show no estádio. Um amistoso, sem rival confirmado, ainda será marcado.

As informações são do repórter Hector Werlang, do IG

Foto: Divulgação

Por Cleber Aguiar – De olho na vaga antecipada, Vasco encara um Alianza Lima em crise

Fonte: Globo.com

Mesmo no Peru, time cruz-maltino entra em campo nesta terça com sonho de garantir classificação para as oitavas de final da Libertadores

Alecsandro no treino do Vasco (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco da Gama)Alecsandro é arma de ataque do Vasco no Peru
(Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial Vasco da Gama)

O Vasco sabe que precisa da máxima concentração quando entrar em campo para enfrentar o Alianza Lima, nesta terça-feira, na capital peruana, no Estádio Alejandro Villanueva, às 22h de Brasília. Afinal, uma vitória fora de casa poderá significar a classificação antecipada para as oitavas de final da Libertadores. No entanto, terá pela frente um adversário em crise, que pode usar a situação para se motivar – ou facilitar a tarefa vascaína, mostrando abatimento.

Para garantir a vaga antecipada no Grupo 5, o Vasco, além de bater o Alianza, precisará torcer por uma vitória do Libertad-PAR sobre o Nacional-URU em Assunção, em jogo nesta quarta-feira. Os cruz-maltinos estão empatados em sete pontos com os paraguaios, que no entanto levam a melhor no critério de gols marcados fora de casa. Os uruguaios têm seis pontos, e os peruanos, três.

A lanterna do grupo é, ao que parece, o menor dos problemas do Alianza. A equipe comandada por José Soto vive uma grave crise financeira, com sete meses de salários atrasados. Por conta de suas dívidas, já perdeu dois pontos no Campeonato Peruano e deve perder outros tantos em breve, correndo sério risco de ser rebaixado. Além disso, tem visto alguns de seus principais jogadores saírem. Entre eles estão o colombiano Montaño e Ramos, titulares na partida contra o Vasco em São Januário, pelo primeiro turno.

O argentino Saul Laverni apita a partida. Ele será auxiliado por Hernán Maidana e Ernesto Uziga, também da Argentina. O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances da partida em Tempo Real.

header as escalações 2

Alianza: o técnico José Soto decidiu manter a equipe que perdeu por 1 a 0 para o Nacional do Uruguai na semana passada. Ele não fez mistério e confirmou a equipe com Libman, Carmona, Ibañez, Ascues e Corrales; González, Quinteros, Bazan, Hurtado e Arroe; Fernández.

Vasco: Cristóvão Borges preferiu não revelar a escalação. A novidade é a volta de Diego Souza, que cumpriu suspensão na partida contra o Libertad e deve estar entre os titulares. O Vasco deve entrar em campo com Fernando Prass, Fagner, Dedé, Renato Silva e Thiago Feltri; Romulo, Eduardo Costa (Nilton), Felipe e Diego Souza; Eder Luis e Alecsandro.

quem esta fora (Foto: arte esporte)

Alianza: o atacante Charquero está machucado e não enfrenta o Vasco.

Vasco: Juninho Pernambucano, que realiza uma cirurgia dentária, é desfalque contra o Alianza. Os atacantes Carlos Tenorio (ruptura do tendão de Aquiles) e Kim (torção no joelho direito) também seguem fora.

header fique de olho 2
Alianza:
o atacante José Carlos Fernández, o Ibrahimovic peruano, atuou bem na derrota do Alianza em São Januário. Com bom posicionamento e faro de gol, promete levar perigo.

Vasco: recuperando a melhor forma após quatro meses parado por causa de uma fratura no pé esquerdo, Eder Luis começa novamente a se destacar pelo Vasco. O atacante pode ser peça importante para puxar os contra-ataques.
 

header o que eles disseram

José Soto, técnico do Alianza: “Temos levado nossos problemas para o campo, e isso não pode acontecer. Os jogadores querem a classificação, apesar de tudo. Espero que a torcida vá nos apoiar, gostaria de ver o estádio cheio”

Cristóvão Borges, técnico do Vasco: “Num campeonato com tantas dificuldades, o time vai ficando mais forte e amadurecendo ao longo da competição. Nesta terça temos mais uma barreira, mas, cada vez que ultrapassa um obstáculo, o Vasco vai ficando mais forte. Sabemos que será um confronto difícil, mas vejo o grupo preparado”


header números e curiosidades

* Esta é a quarta vez que Alianza Lima e Vasco se enfrentam na história. Nas duas primeiras partidas, ambas válidas por amistosos e realizadas no Peru, o Vasco obteve uma vitória (6 a 1, no dia 30 de janeiro de 1960) e um empate (1 a 1, em 31 de março de 1954). Na terceira, o Vasco venceu por 3 a 2 em São Januário, pelo Grupo 5 desta Libertadores.

* O Alianza participa neste ano pela 23ª vez da Taça Libertadores. Apesar de ter chegado às oitavas de final em 2010, sendo eliminado pelo Universidad de Chile, o time peruano não costuma passar da primeira fase.

* O Vasco costuma ter dificuldades atuando como visitante na Libertadores. Ao todo, foram 28 partidas fora de casa na competição, com seis vitórias, 12 empates e dez derrotas.
 

header último confronto v2

Vasco e Alianza se enfrentaram pela última vez no dia 6 de março, pela segunda rodada do Grupo 5 da Libertadores. Em São Januário, o Vasco fez um jogo cheio de erros, com direito a dois pênaltis desperdiçados por Alecsandro, mas conseguiu virar para cima do rival, venceu por 3 a 2 e somou os primeiros três pontos na competição internacional. Dedé e Juninho comandaram a equipe cruz-maltina. Os dois e Ramos (contra) marcaram para o Vasco. Walter Ibáñez e Jonathan Charquero fizeram os gols do Alianza, que teve Carmona expulso no segundo tempo.

Por Cleber Aguiar – Gols e marketing embalam Neymar, que assina 10° contrato de publicidade

Fonte: O Estado de São Paulo

Na semana em que se tornou o 4º maior artilheiro do time após era Pelé, atacante fecha mais um acordo

SANCHES FILHO – O Estado de S.Paulo

SANTOS – O sucesso de Neymar no campo e na publicidade parece não ter limite. Enquanto pulveriza recordes com a bola nos pés, expande seus rendimentos com a exploração da sua imagem. O craque assinou ontem o seu 10.º contrato de marketing, em apenas três temporadas como atleta profissional. Neymar tem 20 anos.

Neymar será garoto propaganda da Volkswagen - Alex Silva/AE
Alex Silva/AE
Neymar será garoto propaganda da Volkswagen

“Quando eu volto de uma viagem, os meus amigos dizem que nem sentiram a minha falta porque me veem toda hora na televisão”, disse o craque, ontem à tarde, durante solenidade no salão de mármore da Vila Belmiro para ser anunciado pelo presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, como garoto-propaganda da marca até 2016.

“O novo embaixador da Volkswagen é o melhor jogador do Brasil no momento e do mundo no futuro”, previu o empresário, diante dos 400 gerentes da montadora que assistiam ao evento e de mais de 50 jornalistas.

O contrato com Volkswagen é o 10.º de Neymar e fecha o pacote dos patrocinadores mais fortes financeiramente para compor o seu salário que, em dezembro de 2011 pulou de R$ 1,3 milhão para R$ 3 milhões. Os outros mais recentes foram assinados com o Banco Santander, com a operadora de telefonia móvel Claro e com a Unilever (produtos de higiene). Ele também aparece em campanhas publicitárias da Panasonic (eletrônicos), Ambev (Guaraná Antárctica), Nike (material esportivo), Tênis Pé Baruel (produto de higiene), Lupo (vestimenta) e Red Bull (energético).

Além dos R$ 3 milhões que recebe mensalmente entre salários do Santos (cerca de R$ 1 milhão), e receitas de contratos de publicidade acertados pelo clube, que fica com 10% do valor, Neymar tem outros pessoais que chegaram a ele pela agência 9nine, de Ronaldo (ajuda no gerenciamento da sua carreira), e do agente Wagner Ribeiro.

“Neymar vai nos ajudar a chegarmos à liderança mundial”, projetou o presidente da Volks no Brasil, lembrando que a marca e o jogador têm o gol em comum. “Só que nós já fizemos 6 milhões”, brincou Schmall. Ao assinar com Volkswagen, o craque vai passar a deixar o seu Porsche Cayenne prata na garagem do prédio em que mora em Santos, e usar no dia a dia modelos da montadora, além de participar de campanhas publicitárias e marcar presença em eventos. Ontem, o craque recebeu as chaves do último lançamento da VW, o utilitário esportivo V8 Touareg, que custa cerca de R$ 300 mil.

Alvo de pancadas. Na coletiva de imprensa, Neymar contrariou declarações recentes de dirigentes e de Muricy ao afirmar que não vê deslealdade nas faltas que sofre na maioria dos jogos.

“Às vezes, o marcador chega atrasado, não consegue pegar a bola e faz a falta, mas sem maldade. As faltas acontecem em qualquer lugar do mundo, não só no Brasil. Messi e Cristiano Ronaldo também sofrem. Acontece porque são craques, velozes. Outro dia, vi o jogo do São Paulo e o Lucas também está sendo caçado. Não penso em ficar ou sair do Brasil por conta das faltas”, disse o craque.

Neymar já deixou para trás ídolos do passado recente do Santos, como Robinho, ao se transformar no quarto maior artilheiro isolado do clube, após a era Pelé, com 95 gols. A marca é expressiva porque Robinho precisou de 213 jogos para chegar a 94 e Neymar de 173.

ICFUT – Ademir da Guia completa 70 anos !

Ademir da Guia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ademir da Guia
Informações pessoais
Nome completo Ademir da Guia
Data de nasc. 3 de Abril de 1942 (69 anos)
Local de nasc. Rio de Janeiro, Brasil
Apelido Divino
Informações profissionais
Posição Meio-campista
Clubes de juventude
1952–1956
1956–1960
Brasil Céres
Brasil Bangu
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1960–1961
1962–1977
1984
Brasil Bangu
Brasil Palmeiras
Brasil Palmeiras
? (?)
901 (153)
1 (0)
Seleção nacional
  Brasil Brasil 12 (0)

Ademir da Guia (Rio de Janeiro, 3 de abril de 1942) é um ex-futebolista brasileiro, maior ídolo da história do Palmeiras, onde foi titular absoluto por mais de dezesseis anos[1]. Considerado pela crítica como um dos melhores jogadores do futebol brasileiro de todos os tempos[2] pela classe com que jogava, herdou o apelido de seu pai, Domingos da Guia, e passou a ser chamado de “Divino”.

Também é tido como um dos craques mais injustiçados da história do futebol brasileiro, pois durante toda a sua longa carreira, foi convocado apenas 14 vezes para a Seleção, e disputou apenas uma partida em Copas do Mundo, a de 1974, quando o Brasil já estava desclassificado, na disputa pelo 3º lugar contra a Polônia.

Ademir da Guia já foi vereador da cidade São Paulo, tendo sido eleito pelo PC do B, e migrado posteriormente para o PL, atual Partido da República-PR.

 

Biografia

Ademir da Guia presenteia o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2004 com a camisa do Palmeiras

Ademir da Guia, o terceiro, da direita para a esquerda, na Seleção Brasileira que decidiu o terceiro lugar contra a Polônia na Copa de 74

Ademir da Guia, à direita, em partida contra a Polônia na Copa de 74

Ademir da Guia é filho do zagueiro brasileiro Domingos da Guia, chamado de “O Divino Mestre”, considerado um dos maiores zagueiros do futebol brasileiro. Alto e esguio, Ademir chegou a atuar como centroavante no início da carreira, mas sempre preferiu o meio-de-campo.

Chegou a São Paulo em 1961 vindo do Bangu-RJ, clube que o revelou para o futebol, assim como a seu pai e a seu tio, Ladislau da Guia (até hoje o maior artilheiro da história do Bangu, com 215 gols), para jogar no Palmeiras onde permaneceu até encerrar a carreira em 1977.

Um dos maiores ídolos da história do clube, formou o célebre meio-de campo Dudu & Ademir, teve a biografia publicada em 2001. Em 2006, foi lançado um documentário sobre a sua carreira, intitulado “Um craque chamado Divino”.

Pelo Palmeiras tem a impressionante marca de 901 jogos disputados, 153 gols marcados e dezenas de títulos conquistados, entre campeonatos oficiais e torneios amistosos nacionais e internacionais.

Carreira

Clubes

  • Brasil Céres – (1952 a 1956) (categoria de Base)
  • Brasil Bangu – (1956 a 1961)
  • Brasil Palmeiras – (Agosto de 1961 a 1977)

Títulos

Palmeiras
Internacionais
  • Troféu Ramón de Carranza (Espanha): 1969, 1974 e 1975.
  • Torneio Mar del Plata (Argentina): 1972.
Nacionais

CBF - Taça Brasil.svg Cbf brazilian championship trophy 02.svg Campeonato Brasileiro: 5

(1967, 1967, 1969, 1972 e 1973)
Regionais
  • São Paulo Campeonato Paulista: 1963,1966,1972,1974 e 1976.
  • Brazil Region Sudeste.svg Torneio Rio-São Paulo: 1965.
Outros
  • Torneio IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro: 1965.
  • Torneio Laudo Natel: 1972.

 Estatísticas

  • Partidas pelo Palmeiras: 901 (recordista do clube)
  • Partidas oficiais: 980
  • Gols pelo Palmeiras: 153 (3° maior goleador do clube)
  • Gols na carreira: 165
  • Partidas pela Seleção: 12
  • Gols pela Seleção: nenhum

Por Cleber Aguiar – Milan espera ‘corroer’ o Barcelona

Fonte: O Estado de São Paulo

Diante do melhor time do mundo, treinador da equipe italiana fala em marcação forte e alto poder ofensivo

BARCELONA – O placar de 0 a 0 no jogo de ida reservou para hoje, às 15h45 (horário de Brasília), no Camp Nou, todas as emoções de um embate entre dois campeões mundiais. Até o favoritismo do atual vencedor da Copa dos Campeões, o Barcelona, é deixado de lado quando o rival é o Milan, equipe que soube neutralizar o poderoso ataque adversário no confronto em Milão e espera voltar para a Itália com a vaga nas semifinais do torneio. O técnico do Barça, Pep Guardiola, resume bem a situação. “A análise é muito simples: quem vencer, passará às semifinais. Então só nos resta ganhar a partida”, diz.

Veja também:
link Cassano recebe liberação para voltar a jogar
link Mourinho promete poucas mudanças no Real Madrid

Alexandre Pato é uma das armas do Milan - Filippe Singer/EFE
Filippe Singer/EFE
Alexandre Pato é uma das armas do Milan

Se houver empate com gols, a vaga será do Milan. Se o 0 a 0 se repetir, a decisão será nos pênaltis. Ciente de que não adianta tentar jogar de igual para igual com o Barcelona, Massimiliano Allegri vai usar a mesma tática do primeiro jogo, com marcação forte, e até mandou suas principais estrelas – Ibrahimovic, Boateng e Robinho – treinar pênaltis. “O Barcelona é o time mais forte do mundo e o que apresenta o melhor futebol. Isso é visível para todos. O Milan tem características similares ao Barça, mas jogar contra ele nos obriga a fazer algo diferente”, comenta Allegri. “Temos de fazer uma partida melhor que a que fizemos no San Siro. E ter poder ofensivo.”

A grande preocupação do Milan é com a ótima movimentação do adversário. Allegri sabe que não pode bobear e qualquer desatenção poderá custar a vaga para a próxima fase. Uma boa notícia é que ele poderá contar com Alexandre Pato, recuperado de lesão, que deve iniciar no banco de reservas. No ataque, a esperança recai sobre Ibrahimovic e Robinho, apesar de Allegri não ter confirmado o time titular.

O capitão Ambrosini espera que seus companheiros consigam frear o ímpeto de Messi e companhia. “Essa partida tem de ser disputada com valentia e coragem. É a única maneira de enfrentar o Barça. Se deixarmos eles jogarem, poderá acontecer o pior”, explica. “Acho que chegou o momento de ganharmos.”

No lado do Barça, a grande dúvida é a presença de Xavi. O jogador de 32 anos não enfrentou o Athletic Bilbao no fim de semana e perdeu os dois últimos treinamentos do time. Guardiola está preocupado, mas vai esperar até o último momento para decidir. “Nós optamos por não forçar a barra nos treinamentos, ele foi poupado e fará um teste antes da partida para saber se tem condições de jogo”, resume.

Em Munique. Em outra partida hoje, o Bayern tem uma situação mais tranquila: como venceu o Olympique de Marselha por 2 a 0 no jogo de ida, basta fazer a lição de casa para se garantir nas semifinais. O time alemão pode até perder por um gol de diferença que mesmo assim garante a vaga. Aos franceses, resta vencer por dois gols ou mais um time que, das últimas 13 partidas que fez na competição em seus estádio, venceu 12. “As chances existem, mas são mínimas”, reconhece Didier Deschamps, técnico do Olympique. “Vamos dar o máximo e fazer o nosso melhor, mas sabemos que o Bayern é muito bom em seu campo.”

Com um pé na semifinal, o Bayern não quer correr riscos e o capitão Lahm já avisou que o time precisa manter a mesma postura das outras partidas. “Nós queremos ser uma das quatro melhores equipes da Europa. Estamos em uma situação muito boa e, se entrarmos em campo concentrados e jogarmos o nosso futebol, não teremos problemas para avançar”, afirma.

Quem também quer aproveitar a partida para fazer gols é o atacante Mario Gomez, que tem 11 na competição e está apenas um gol atrás de Messi, artilheiro do torneio. Mas ele evita comparações. “Eu não sou louco o suficiente para me comparar a ele. Messi é o melhor do mundo.”

BARCELONA X MILAN  – ao vivo no ICFUT – Clique Aqui !

Por Cleber Aguiar – Entrevista com Falcão treinador do Bahia.

Fonte: Folha de São Paulo

Prefiro perder jogando bonito que ganhar jogando feio, diz Falcão

Publicidade

NELSON BARROS NETO
EM SALVADOR

O melhor ataque do Brasil no ano é do Bahia, dirigido por Paulo Roberto Falcão, 58. Desde que chegou para substituir Joel Santana, levado ao Flamengo no início de fevereiro, o volante da inesquecível seleção da Copa-1982 e comentarista da TV Globo por 17 anos (quase o mesmo período em que fez análise) diz tentar implantar conceitos do Barcelona na equipe, que não ganha o Estadual há 11 temporadas –agora, tem nove pontos a mais que o Vitória, segundo.

Em 19 jogos, foram 51 gols (média de 2,7 por partida). E a torcida já brinca que o ex-corintiano Souza está acima de Lionel Messi, pois tem média de tentos superior à do argentino em 2012 (1,5 x 1,25).

Felipe Oliveira/Divulgação/ECBahia
Falcão no comando do Bahia no Estadual
Falcão no comando do Bahia no Estadual

Mas Falcão prefere não bater de frente com o “futebol de resultado” promovido pelos colegas treinadores. E não rejeita virar o que foram Platini e Beckenbauer nos Mundiais de 98 e 2006 após a saída de Ricardo Teixeira.

*

Folha – Trinta anos depois, ainda passa o filme daquela eliminação de 82 ou já encheu o saco de falar sobre isso?

Falcão – Eu acho muito bom quando se fala em 82, sabe por quê? Não lembro na história brasileira uma seleção que tenha perdido e tenha se falado tanto. Todo mundo ainda busca: por que que perdeu? Acho que é destino, não tem uma explicação, até porque os dois times jogaram bem [Brasil e Itália]. E essa é a grande conquista daquela seleção. Então, nunca vai me encher porque é motivo de satisfação lembrar de um time que não ganhou, mas encantou o mundo inteiro, jogando um futebol brilhante.

Então, é realmente melhor perder jogando bonito do que ganhar jogando feio?

Sim. Você está muito mais perto das conquistas jogando bem, independente de ter uma derrota, que faz parte do futebol, porque vê uma possibilidade de uma chegada boa no final. Agora, quando ganha jogando mal, a tendência é que não chegue lá. Você tem que ter discernimento. Me parece importante, quando está ganhando, saber que também tem defeito. E procurar corrigir. Como também tem que ter a capacidade de entender que, quando vai mal e ganha, saber tirar as coisas positivas disso. Não dá para dizer que quando perde está tudo ruim, quando ganha está tudo bem. Os dois têm defeitos porque não somos perfeitos. Ninguém é perfeito.

Lucas Uebel-18.jul.11/Divulgação
Paulo Roberto Falcão, ainda no comando do Inter, em 2011
Paulo Roberto Falcão, ainda no comando do Inter, em 2011

A ideia é mesmo implantar conceitos do Barça no Bahia?

O Barcelona tem um conceito de 30, 40 anos, e eles jogam assim, mesmo nas categorias de base, de posição, de tocar a bola, de se aproximar e tal. A gente nem sabe se vai conseguir, mas eu tenho uma ideologia que, para mim, futebol tem que ser imposição, você tem que se impor em cima do adversário. E você tem que ter, acima de tudo, uma compactação. O que é compactação? O time tem que ser uma coisa só. Defesa, meio-campo e ataque próximos um do outro. Porque você se defende melhor e ataca melhor. Por que é que o Barcelona, na minha avaliação, é tão bom? Montar um time com jogadores de qualidade com dinheiro no bolso não é difícil. Você compra quem você quer, porque você dá a bola e eles resolvem. O difícil é você montar um time com essas qualidades do Barcelona que seja tão bom ou melhor sem a bola. É a coisa mais definitiva do Barcelona. Ele consegue ser muito bom sem a bola. Aperta a saída, e com jogadores como Messi, Iniesta, Fábregas, Xavi. Isso para mim é o diferencial do Barcelona, e isso é o que gosto. Sem a bola, temos que tirar ela do adversário. Não podemos esperar o adversário errar. Nós temos essa cultura de ficar olhando. Não. Temos que apertar e obrigar o adversário a fazer aquilo que a gente quer. Claro que é difícil. Claro que precisa tempo. O Barcelona tem todo esse tempo de filosofia. Mas é algo que miro tentar tirar uma situação assim.

Até onde esse time pode ir?

Nosso objetivo aqui é o Baiano [clube não conquista desde 2001]. Claro que vamos focar também a Copa do Brasil, mas hoje esse é nosso foco. É difícil, a gente está com uma rotina de jogos absurda, os jogadores sentem, cansam, estamos cheios de lesionados, porque é jogo domingo e quarta… e nesse calor. Por isso, esse desempenho em um mês e meio foi muito além do que eu imaginava. Mas ainda falta muito. Muito. Essa é uma coisa importante, e eles sabem disso.

E o panorama geral do futebol brasileiro? Também vê uma crise, como muitos já falam?

Acho que muita gente visou o jogo Barcelona x Santos e tomou por base. Eu digo sempre uma frase: nós brasileiros somos humildes em tudo, somos um povo humilde, maravilhoso. A única coisa em que somos arrogantes é no futebol. A gente acha que é o melhor do mundo, e não é. Não é. Temos potencialidade de ser, mas a gente tem que ter a humildade para entender que hoje tem times e seleções melhores. Se não tiver, nunca vamos crescer. Todos vimos um espetáculo do Barcelona, reconhecido pelos próprios jogadores do Santos. Ali deflagrou [esse sentimento], e as pessoas começaram a ficar muito preocupadas. Porque o Barcelona fez aquilo que normalmente o Brasil faz. Mas aquilo é uma ideologia, todo mundo não é o Barcelona. Acho que se exagerou muito, mas essa é a realidade. Nós não somos humildes no futebol.

Nossos treinadores, a forma com que as equipes estão atuando, também não têm culpa?

Acho que cada um tem que jogar de acordo com as características de seu time, as características daquilo que imagina, que seja o ideal para seu time. Então, eu não tenho como criticar o trabalho de ninguém, até porque seria falta de ética. Eu acho que às vezes uma jogada aérea é uma jogada forte. Mas é evidente que você não pode só ter aquilo. Às vezes, você não consegue. Perde-se muitos jogadores… Mas não podemos achar que está tudo errado porque houve esse Barcelona 4×0 Santos.

Lucas Uebel-31.mai.2011/Divulgação
O técnico Paulo Roberto Falcão
O técnico Paulo Roberto Falcão

E a seleção brasileira?

Acho assim… Eu gosto muito do Mano [Menezes], é um cara que se preparou para isso. Acho que o foco dele tem que ser acertar o time em 2012, para entrar 2013 firme, em condições de fazer uma boa Copa das Confederações. Acho que esse é o plano dele, e acho que está correto. Só que tem que ter um pouco de paciência, porque as coisas nem sempre acontecem como a gente planeja.

Ainda pensa em voltar?

Não, não, não… Aquele trabalho [1990-1991] foi de renovação, fiquei feliz que apareceram jogadores como Cafu, Leonardo, Mauro Silva, Márcio Santos, esses caras todos, que depois se sagraram campeões em 94. Fiquei muito feliz com uma declaração do Parreira [técnico na época], que a gente tinha feito um trabalho que levaria anos para fazer, de mostrar novos jogadores. Eu não penso, assim, não. Estou muito focado aqui, muito feliz, tendo um trabalho com eles muito legal, um reconhecimento do torcedor muito bom.

Como era a relação com Ricardo Teixeira (então, começando na presidência da CBF)?

Fiquei um ano lá, nunca se meteu em nenhum momento em escalação, em convocação. Eu tive naquele ano uma relação muito boa com ele. A saída foram duas ou três exigências que eu tinha que cumprir, mas aí eu não concordei, por isso não renovou. Meu contrato era de um ano. Era de um ano porque, na época, o Ricardo não tinha todo essa força política que adquiriu ao longo dos anos, tinha nova eleição em seguida, não sabia se ia ficar, estava começando no futebol.

Sem ele, cronistas esportivos como Juca Kfouri, colunista da Folha, chegaram a citar seu nome para assumir o COL (Comitê Organizador da Copa-2014). O que acha?

Você me pegou de surpresa, é uma coisa que não dá para falar agora, assim…

Acha que exemplos como os de Platini e Beckenbauer à frente das Copas na França e na Alemanha, em vez de cartolas, soam melhor?

Tudo quando se tem competência é possível. Não é porque foi jogador que tem competência para ser presidente de confederação ou comitê. Não é porque nunca jogou bola que não tem competência de ser treinador. Acho que as coisas não são assim, todo mundo pode trabalhar desde que se tenha competência. Não sei se as coisas seriam maravilhosas, não sei. Agora, que existe a vantagem de quem conhece, que trabalha no campo, que tenha uma relação, é verdade. Se você encontrar um profissional com a competência e a inteligência de poder administrar alguma coisa mais importante do futebol, seria excelente se ele já também tivesse sido jogador. Seria excelente. Mas não significa que se o cara nunca jogou bola, não sabe administrar, porque aí teríamos de perguntar: para comentar futebol, teria de ter jogado bola?

E o seu caso? Acha que a carreira na TV ajudou a de agora?

Olha, eu fiquei muito tempo trabalhando na imprensa, 17 anos na Globo, mas comecei esse trabalho antes lá em Roma [após se aposentar dos gramados]. Então foi um trabalho que eu tive muito contato com muitos treinadores, vi muitos treinos, Copas do Mundo, vi trabalho de treinos das seleções em 98, 2002 e 2006, então isso me ajudou muito. E me ajudou muito também a entender às vezes algumas coisas que estão acima do treinador, dos jogadores. Eu passei por tudo.

Acha que a crítica supervaloriza o trabalho de vocês?

Às vezes se exagera muito, porque é uma coisa apaixonante, todo mundo acha que entende, mas muitos não entendem. Treinador, de modo geral. tem de olhar o todo. Não é uma ou duas coisas. É um trabalho muito difícil, muito desgastante, porque você mexe com a emoção das pessoas. Você mexe com o amor que se tem a um clube, você mexe com 25 profissionais heterogêneos, cada um pensa de uma maneira, você tem que fazer para tudo se encaminhar para um lado só, não é uma coisa simples. Você tem que ter psicologia de grupo. Não é uma coisa assim que é barbada. Não, realmente é um trabalho de dedicação total, e não só quando estamos no campo. Em casa, também. Você está sempre pensando, você não tem como se desligar.

Jorge Araújo/Folha Imagem
Falcão em ação pela seleção de 1982
Falcão em ação pela seleção de 1982 contra a Argentina

Na parte final do ano passado, você viajou pela Europa e se encontrou com alguns treinadores. Como foi isso?

Na realidade, eu estava há muito tempo para fazer isso. Quis conversar com as pessoas que eu respeito, para saber o que eles fazem, foi um intercâmbio. Conversei primeiro com o Sachi [Arrigo], que é um profissional que sempre respeitei, foi o treinador que mudou um pouquinho a história do futebol italiano. O Milan e a seleção de 94. Ele revolucionou. Quando eu cheguei na Itália, todos os times jogavam homem a homem, na chamada retranca. O Sachi implantou a marcação por zona, com muita pressão e duas linhas de quatro, então é um cara que respeito. Hoje é o diretor-técnico do centro onde se formam os treinadores do país. Falei também com o Prandelli [Cesare], que é o atual treinador da seleção italiana, também uma figura excepcional sobre futebol, sobre marcação. Fui ver como é que ele organiza, comparar com o Brasil. Falei longamente com ele. E a última semana eu passei lá no Real Madrid, com o Mourinho [José], vendo os trabalhos dele, como orientava, conversando com todo mundo, enfim. Com o Guardiola [Pep, do Barcelona], nossas agendas não bateram. Mas acho que o profissional tem que fazer isso sempre que possível. Não significa que vai se fazer o que se faz lá. Mas temos que saber até para não fazer. Tem que estar acompanhando para ver se vale a pena.

Antes disso, houve o retorno à profissão no Inter, em abril. Afinal, o que aconteceu ali? Parecia ter tudo para dar certo, onde você é ídolo…

Deixa eu te dizer… Eu já falei tanto disso que eu… Eles [diretoria] sabem, eu sei o que aconteceu, mas eu acho que já faz tempo, já falei tudo que tinha que falar, não vou mais voltar nesse assunto, não. É chato. Não foi o trabalho. Foram outras coisas, ali.

Acha que existiu preconceito quando você foi anunciado no Bahia? Um catarinense que sempre morou em Porto Alegre e na Itália, que usa terno e bebe vinho, não tinha nada a ver com Salvador?

Nada, nada… Eu sempre respeito as opiniões, mas não tenho assim nada a dizer ao contrário. Não vai se resolver nada se disser alguma coisa relacionada a isso. As pessoas têm o direito de dizer o querem, de pensar o que quiserem, mas sempre a gente tem que pensar que depois vão ter de rever as posições. Nunca pensei sobre isso. E sempre passei as férias aqui.

ICFUT – Âncora do time! Xoana González diz que romance com Messi afundou sua carreira

Fonte: Futebolinterior.com.br

Em 2011, a musa revelou que o jogador do Barça era “bem dotado” e “safadinho”

É muito comum no futebol beldades que se aproveitam da fama de jogadores para alvancarem suas carreiras. Na Argentina, porém, aconteceu um caso raro, em que ocorreu o contrário. A modelo Xoana González garante que o romance com o craque Messi, do Barcelona, só atrapalhou seus projetos.

 

“Não posso negar que minha história com Messi me tornou conhecida. Mas não foi da maneira que gostaria. Estar com ele não me favoreceu, só me prejudicou”, disparou. “Quero investir na minha carreira de apresentadora, mas vou ser sempre a ‘Maria-Chuteira’ que dormiu com o jogador”, explicou.

Messi afundou o “time” desta gata

A bela morena com traços latinos ficou famosa no final do ano passado, quando deu declarações quentes de sua intimidade com o jogador argentino. Em entrevista à revista espanhola Primera Línea, ela elogiou o desempenho sexual do craque, ao dizer que apesar de parecer tímido, ele é “safadinho” e “bem dotado”.

“Ele não faz jus ao apelido de Pulga”, brincou Xoana, na época. “Nem tinha cerveja no frigorífico. Disse que não bebia álcool… Ele é um cavalheiro, ainda que tímido, mas quando começa a ganhar confiança, levanta voo”, completou.

Festinhas de Messi
Em julho do ano passado, o jornal argentino Libre revelou que as festinhas no “apê” de Messi eram regadas a “sexo, álcool e cumbía (um estilo musical típico de Colômbia e Panamá, mas que faz muito sucesso na Argentina)”. Entre os convidados especiais estariam modelos famosas no país vizinho, como Claudia Ciardone, Andrea Rincón, Sabrina Ravelli, Luciana Salazar e Xoana; além de outros jogadores como os irmãos Gabriel Milito (Independiente) e Diego Milito (Inter de Milão) e o atacante Palermo (aposentado).

Quem não deve estar gostando nada dos comentários da modelo é a noiva do craque do Barcelona, Antonella Roccuzzo. Além de namorarem há vários anos, os dois pombinhos se conhecem desde criança, já que são amigos de infância.

ICFUT – Notícias Torcidas Organizadas – 03/04/2012

Fonte: Folha de São Paulo

Entrevista – Paulo Serdan

O cara pensa: ‘Eu sou da Mancha, vou sair na mão’

PRESIDENTE DE HONRA DA TORCIDA MANCHA ALVIVERDE DIZ QUE ‘BRIGAR FAZ PARTE’ E QUE PODE HAVER RETALIAÇÃO APÓS MORTES

MORRIS KACHANI
DE SÃO PAULO

Paulo Serdan é uma das lideranças mais controversas das torcidas organizadas de futebol. Presidiu a Mancha Verde (rebatizada em 1997, após extinção, de Mancha Alviverde) de 92 a 2005. Já deu soco em treinador, coordenou uma invasão à sede do Palmeiras e participou de várias brigas envolvendo torcidas.

Hoje, aos 45, com rosto marcado por um acidente com fogos de artifício (num Réveillon, não numa briga) ele dirige a escola de samba da Mancha Verde. É também uma espécie de conselheiro especial da torcida organizada -Serdan foi nomeado seu presidente de honra e é sempre ouvido nos momentos mais críticos.

Como agora, na semana do incidente envolvendo torcedores palmeirenses e corintianos ocorrido no domingo passado, que deixou duas vítimas fatais, André Alves Lezo, 21, e Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira, 19, ambos integrantes da Mancha.

Filho de Michel Serdan, que por muitos anos comandou o programa “Gigantes do Ringue”, e ex-segurança da Fonseca’s Gang, Paulo hoje é um empreendedor de sucesso. Além de produzir shows e eventos, é proprietário de uma confecção responsável por 40% dos produtos que levam o logotipo ou fazem referência à Mancha -tanto para a escola de samba como para os estádios.
Ele recebeu a Folha para a seguinte entrevista.

Folha – Como está o ambiente na Mancha?
Paulo Serdan – Péssimo. A diretoria é nova, esta é a primeira vez que perdem gente tão próxima. O sentimento é complicado, não é uma coisa que cicatriza, não. Os caras não estão encarando numa boa. Até pela forma que foi. Se tivesse sido um encontro casual, aí tudo bem, mas infelizmente não foi.

Qual a sua versão dos fatos?
Cerca de 200 torcedores estavam fazendo o trajeto que sempre fazem, pela avenida Inajar de Souza [zona norte da capital], com escolta da PM. Em determinado momento, os caras surgiram do nada pelas costas, a grande maioria encapuzada, com barras de ferro, pedaços de pau, cabo de enxada e muitos fogos, bateria de rojão. Acenderam tudo de uma vez, o que me parece estranho e premeditado, porque num confronto -e eu participei de vários-, se você escuta barulho de tiro já fica ligeiro e procura um lado para correr. Mas o barulho dos rojões confundiu geral.

Vai ter retaliação?
Aí é só o tempo pra dizer. Não tem como você prever. Vai depender muito do trabalho da polícia. Agora está na hora de aparecer esse trabalho, apontando quem fez, como fez e com punição. Se não acontecer nada, se o poder público demonstrar incompetência, vão achar que tem que fazer pelas próprias mãos, aí vai ser a lei do cão.

O que deve ser feito?
Se tivesse legislação, com penas duras, não teria nem alambrado no campo. A impunidade é que cria essa situação, ela vai produzindo heróis. É tudo coisa de criança. Se num tumulto que teve o cara deu um soco bem dado, ele ganha respeito. Se o cara é preso com uma bomba, ele simplesmente é encaminhado pro distrito policial, assina um termo e volta. Desse jeito a molecada o admira, ele começa a fazer seguidores.

E o policiamento?
Em seis ou sete anos, o trecho da avenida Inajar de Souza até a ponte da Freguesia do Ó, de uns 4 ou 5 km, já foi palco de pelo menos umas 15 brigas. Então não foi um acidente, era previsto que uma desgraça podia acontecer. Está na hora de a polícia mobilizar mais gente, ao invés de só ficar investigando redes sociais na internet e mandar duas viaturas com dois homens pra fazer a escolta.

Mas esta briga não foi marcada pela internet?
Isso é lenda. Os caras sabem onde vão se encontrar. Eles moram no mesmo lugar, eles se conhecem. Para eles é adrenalina, aventura. Você não tem condição de surfar em Maresias ou jogar Playstation. Nem empinar pipa pode. Então qual é a diversão? O cara pensa assim, “eu sou da Mancha, se trombar com os caras vou sair na mão”. Brigar faz parte. Você tem que acabar com esse lado.

Qual é o perfil do torcedor da Mancha?
Hoje são aproximadamente 35 mil associados. A grande maioria é homens, entre 17 e 25 anos. Predomina a classe média baixa. São pessoas com dificuldades familiares, financeiras, sem perspectiva de estudo, que começam a trabalhar desde cedo. E que encontram na torcida um amparo, que começam a enxergar que ali é a sua segunda e às vezes sua primeira família. É bom lembrar que realizamos diversas ações sociais, como doação de sangue, arrecadação de alimentos, campanha do agasalho. A verdade é que, na torcida, as dificuldades são as mesmas para todos.

Adianta banir as organizadas dos estádios?
A proibição é para a imprensa e a sociedade baterem palma. Mas por mais que tentem, a torcida não vai acabar nunca -pode até entrar sem a camisa no estádio, mas não vai acabar. E pior, assim você acaba encorajando a criação de grupos menores, de maneira que a liderança já não tem mais ascendência e controle. É o que rola hoje.

Em todas as torcidas?
A Gaviões por exemplo, não tem uma liderança. E se você não tem liderança, não tem palavra. Mais irritante é ver a força que eles têm, recebendo apoio até do ex-presidente Lula.

Parece que o incidente de domingo passado foi motivado pela morte de um corintiano no ano passado em outra briga de torcedores.
Dizem que ele foi atirado no rio Tietê, mas a verdade é que ele pulou da ponte. A polícia sabe disso, mas não admite. Pelo que sei foi afogamento, não tem escoriação no corpo. O que acontece é que nesse tipo de briga, um lado sempre vai correr. E nessa pode haver uma dispersão. Ele sobrou, o pessoal correu atrás dele, ele e se jogou apavorado.

Fonte: O Estado de São Paulo

Vandalismo continua sem punição

Guerra de torcidas organizadas que provocou a morte de dois jovens no domingo ainda é investigada e poucas medidas foram adotadas contra as facções

Uma semana após a batalha na avenida Inajar de Souza, em São Paulo, entre as facções Mancha Alviverde, do Palmeiras, e Gaviões da Fiel, do Corinthians, quando dois torcedores foram mortos, nem a polícia e muito menos os responsáveis pela segurança pública colocaram as mãos nos criminosos.

Objetos apreendidos pela Polícia em buscas após a briga entre a Gaviões da Fiel e a Mancha Verde - Alex Silva/AE
Alex Silva/AE
Objetos apreendidos pela Polícia em buscas após a briga entre a Gaviões da Fiel e a Mancha Verde

Apenas cinco torcedores estão presos – todos da Mancha. Encarregados das investigações disseram que suspeitos dos assassinatos deixaram a capital.

As primeiras medidas contra a violência no futebol, depois dos homicídios no domingo, foram anunciadas durante a semana. Mancha e Gaviões foram proibidas pela Federação Paulista de Futebol de entrar nos estádios.

Busca e apreensões foram feitas nas sedes das facções e nas casas de alguns suspeitos. A titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, delegada Margarette Barreto, garante que o balanço das investigações vai ser positivo (leia mais na Coluna do PVC, pág. E3).

Enquanto isso o Ministério Público de São Paulo pediu para não se vender mais ingressos nas sedes das torcidas – prática corriqueira entre as facções – envolvidas na batalha de domingo.

Quase um mês antes da guerra na avenida Inajar de Souza, um torcedor do Guarani foi morto em um confronto entre torcidas organizadas em Campinas.

A pedido do Ministério Público, a Federação Paulista decidiu proibir a entrada de integrantes das torcidas organizadas Torcida Jovem Amor Maior e Serponte, da Ponte Preta, e Fúria Independente e Guerreiros da Tribo, do Guarani, nos estádios por tempo indeterminado, até o final das investigações sobre a morte do torcedor Anderson Ferreira. O caso não está encerrado.

Balanços não oficiais atestam que nos últimos 18 anos pelo menos 84 torcedores morreram vítimas da violência no futebol no País. Todas as tentativas de se coibir o vandalismo no âmbito do esporte no Brasil, por enquanto, não deram resultado.

Na Europa, matriz de graves conflitos entre torcedores e dos hooligans, houve um pacto em todas as instâncias dos governos e do comando do futebol para se acabar com a violência no final dos anos de 1980 e meados de 1990. (leia abaixo na pág.). Os resultados foram exemplares e ainda hoje servem como referência.

FPF proíbe venda de ingressos em sedes das torcidas organizadas

Decisão vai vigorar até fim da apuração do incidente entre torcidas de Corinthians e Palmeiras

SOLANGE SPIGLIATTI – Agência Estado

Atendendo à recomendação do Ministério Público de São Paulo (MP), a Federação Paulista de Futebol (FPF) proibiu a venda de ingressos de jogos de futebol em todas as sedes de torcidas organizadas no Estado de São Paulo.

Alex Silva/AE
Objetos apreendidos pela Polícia em buscas após a briga entre a Gaviões da Fiel e a Mancha Verde

A decisão, segundo a FPF, foi tomada após pedido do MP feito na última quinta-feira, em consequência da gravidade do conflito do domingo, na zona norte da cidade, envolvendo torcedores do Corinthians e do Palmeiras, que deixou dois mortos. De acordo com a FPF, a decisão ficará em vigor até o término da apuração dos fatos.

A recomendação do MP pela suspensão de venda de ingressos foi feita também aos clubes participantes do Campeonato Paulista. O promotor de Justiça Roberto Senise Lisboa destacou que, além do confronto entre membros das duas torcidas ocorrido na Avenida Inajar de Souza, na zona norte, houve incidentes com a torcida Gaviões da Fiel no estádio do Pacaembu antes do clássico entre corintianos e palmeirenses, pela 15.ª rodada do Paulistão.

Abaixo a íntegra da nota da FPF:

A Federação Paulista de Futebol informa nesta sexta-feira, por meio do Vice-Presidente do Departamento de Competições, Cel. Isidro Suita Martinez, que está suspensa a venda de ingressos de jogos de futebol em todas as sedes de torcidas organizadas no Estado de São Paulo.

A decisão foi tomada atendendo à recomendação do Ministério Público, por meio do 5º Promotor de Justiça do Consumidor, Dr. Roberto Senise Lisboa, devido a gravidade do conflito do último domingo envolvendo torcedores de Corinthians e Palmeiras e terá vigor até o término da apuração dos fatos.

Briga entre torcedores termina em morte em área nobre de Goiânia (GO)

Vítima tentou correr, mas não conseguiu, pois tinha deficiência em uma das pernas, e foi baleada.

SÃO PAULO – Uma briga entre torcedores do Goiás e do Vila Nova, às 17h45 de sábado, 31, terminou com a morte de Diego Rodrigo Costa de Jesus, de 23 anos, no Parque Vaca Brava, área nobre localizada na zona sul da capital Goiânia.

O rapaz, torcedor do Goiás, ao perceber que um dos integrantes do grupo rival estava armado com um revólver calibre 38, tentou correr, a exemplo dos demais, mas foi atingido por um disparo e morreu no local. Policiais militares foram acionados e detiveram, nas proximidades, um grupo de nove torcedores do Vila Nova.

Parte estava dentro de um carro e havia uma arma com um dos suspeitos. Todos foram levados para a Delegacia Estadual de Homicídios (DEH), onde o torcedor armado foi autuado em flagrante. O rapaz morto era deficiente físico, por isso não conseguiu correr, e já tinha passagem pela polícia por roubo e tráfico.

Vila Nova e Goiás se enfrentam neste domingo, 1, às 16 horas, no estádio Serra Dourada, pela 16ª rodada do Campeonato Goiano.

‘Não há lugar mais seguro em Londres do que num estádio’

Com medidas severas contra a violência, após tragédias nos campos, Europa faz do futebol uma indústria bilionária

JAMIL CHADE , ZURIQUE – O Estado de S.Paulo

Nos anos 70, um ditado inglês dizia que não havia nada mais perigoso que estar num estádio de futebol no sábado pela noite. 40 anos depois, o ditado foi radicalmente transformado: não há lugar mais seguro em Londres que um estádio de futebol. Contaminado pela violência durante anos, o futebol europeu apenas se converteu em uma indústria bilionária quando conseguiu controlar a violência. Apesar de terem aprendido da forma mais dura, cartolas do futebol, advogados e representantes de governos europeus confessaram ao Estado que a experiência mostra que apenas uma reforma completa do esporte, com pacotes de medidas, novas leis, novas estruturas de estádios, novo relacionamento entre torcida e clube, um novo comportamento de jogadores e técnicos e muito investimento conseguiram pacificar os estádios.

Lição. Em 1989, 108 pessoas morreram durante briga no estádio no jogo entre Liverpool e Nottingham - AP
AP
Lição. Em 1989, 108 pessoas morreram durante briga no estádio no jogo entre Liverpool e Nottingham

Estudos sociológicos consultados pelo Estado revelam que a relação entre o futebol e a violência data ainda do século XIII na Inglaterra, quando o que era considerado como o primo distante do esporte não era nada mais que um enfrentamento entre jovens de vilarejos rivais. Em muitas ocasiões, chegavam a ser palco de disputas entre feudos. As frequentes mortes acabaram fazendo os monarcas banirem o esporte por quase cinco séculos.

No futebol moderno, os distúrbios atingiram seu ponto mais alto nos 70 e 80 no Reino Unido. O fenômeno se espalharia e estádios foram esvaziados. O divisor de águas foi a tragédia de Heysel, em 1985. Numa final da Copa da Europa entre Juventus e Liverpool, 39 torcedores italianos foram mortos.

O Conselho da Europa aprovou uma convenção continental com medias concretas que governos deveriam seguir para lidar com a situação. Mas longe de tratar apenas de punir os elementos violentos, o receituário foi amplo. Desde então, clubes passaram a ser em parte responsabilizados por seus torcedores, o que os forçou a fazer parte da organização de viagens.

Outra medida foi redesenhar estádios para separar torcidas rivais, mas também para retirar grades e qualquer sinal de que torcedores estão presos. Jan Wegmann, um dos maiores especialistas em segurança de estádios e que prestou serviço para a Copa da Alemanha, aponta que alta tecnologia já se mostrou mais eficiente que incrementar de forma desproporcional o número de policiais em um jogo. “Há alguns anos, os estádios europeus ergueram grades para proteger os jogadores dos torcedores. Hoje, a proteção começa com a venda nominal de ingressos pela internet, a chegada nos aeroportos, monitoramento de vídeo e outras tecnologias.”

A convenção ainda deu amplos poderes para que as polícias nacionais cooperassem com a troca de informação, operações camufladas em meio a torcidas e a presença de câmeras nos estádios para identificar líderes de grupos violentos.

O Reino Unido acabou sendo um dos líderes na implementação dessas leis. Os ingleses chegaram a banir seus cidadãos considerados como violentos de viajarem ao exterior a partir de 2000 para jogos, numa lei que na época foi polêmica. Na Copa de 2010, 3 mil ingleses foram impedidos de embarcar em voos para a África do Sul. Em casa, tribunais passaram a ter o direito de banir um torcedor apenas por sua “atitude violenta”, ainda que ele jamais tenha sido condenado.

Questionado inicialmente por eventuais abusos de direitos humanos, a lei de 2000 pouco a pouco se mostrou eficiente. Prisões de torcedores caíram em 10% entre a introdução da lei e 2004, para cerca de 3,9 mil casos por ano. Mais de 2,5 mil torcedores são banidos dos estádios por ano, no mesmo momento que a média de público começou a crescer e atingiu seu maior nível em 35 anos. Mas o fim da violência no futebol também custa caro. Só no modesto campeonato suíço, a federação local e o governo dividem uma conta de quase US$ 30 milhões por ano apenas para o policiamento dos estádios.

As medidas punitivas não foram as únicas utilizadas na Europa. Na Alemanha, país com maior média de público, treinadores e psicólogos foram contratados por clubes para orientar suas torcidas sobre comportamentos em campo que poderiam ajudar a equipe. Outra proposta é a de elevar o número de mulheres nas arquibancadas. “Não necessitamos de mais policiais. Mas só de um número maior do público feminino”, disse Harald Lange, da Universidade de Wurzburg.

Mas nem tudo é simples. Neste ano, políticos alertaram que o número de incidentes violentos voltou a subir e propuseram um scanner facial para identificar aqueles torcedores banidos dos estádios e que continuam a encontrar uma forma de entrar nos campos.

Mas as entidades de torcedores criticaram a proposta. “Isso seria uma desgraça para a democracia”, disse Philipp Markhardt, da associação Pro-Fans. “A tentativa de combater o problema com mais controle e não lidando com a raiz do problema mostra que nossos políticos estão longe de conhecer a realidade”, disse. “Isso é uma afronta às liberdades civis”, disse.

O presidente da Uefa, Michel Platini, insiste que seja qual for o motivo da violência, ela precisa ser controlada. Um exemplo é a Itália, onde a violência continua a fazer estádios vazios. “A violência em campo, nos estádios e nas ruas que levam aos estádios está envenenando o futebol”, disse. “A ameaça é séria e precisamos adotar tolerância zero.” Para ele, não cabe apenas à polícia e federações lidar com o fenômeno e jogadores e técnicos precisam também a ajudar a acalmar os ânimos de torcedores. “O comportamento de alguns jogadores é vergonhoso.” Não é por acaso a insistência de Platini por acabar com a violência. Em 1985, o francês era o capitão da Juventus na final da Copa da Europa. “As pessoas vieram me ver jogar e nunca voltaram para casa.”