ICFUT – Gols dos Estaduais – 01/04/2012

Santa Cruz 1 X 0 Náutico – Campeonato Pernambucano 2012

Joinville 3 X 0 Criciúma – Campeonato Catarinense 2012

Figueirense 2 X 2 Avaí – Campeonato Catarinense 2012

Bahia 3 X 2 Serrano – Campeonato Baiano 2012

Rio Branco 1 X 2 Coritiba – Campeonato Paranaense 2012

Pelotas 1 X 0 Grêmio – Campeonato Gaúcho 2012

Guaratinguetá 2 X 1 Ponte Preta – Campeonato Paulista 2012

Catanduvense 1 X 2 Guarani – Campeonato Paulista 2012

Linense 1 X 3 Botafogo-SP – Campeonato Paulista 2012

Bragantino 2 X 0 São Caetano – Campeonato Paulista 2012

Vila Nova 3 X 2 Goiás – Goianão 2012

São Paulo 4 X 2 Ituano – Campeonato Paulista 2012

Corinthians 3 X 0 Oeste – Campeonato Paulista 2012

Arapongas 1 x 0 Operário-PR – Campeonato Paranaense 2012

Santos 2 X 0 Portuguesa – Campeonato Paulista 2012

Inter 1 x 0 Canoas – Campeonato Gaúcho 2012

Flamengo 2 X 1 Bangu – Taça Rio 2012

Fluminense 1 x 1 Botafogo – Taça Rio 2012

Boa Esporte 0 x 2 Cruzeiro – Campeonato Mineiro 2012

Uberaba 0 x 3 Atlético-MGCampeonato Mineiro de  2012

Macaé 1 x 4 Vasco – Taça Rio 2012

Palmeiras 0 x 1 – Mirassol Campeonato Paulista de 2012

 

 

Por Rogerinho – Rhodolfo e Lucas salvam o Tricolor, que vira sobre o Ituano e segue líder

São Paulo vai para o intervalo perdendo por 2 a 0, mas se recupera na etapa complementar e chega a 12 jogos invicto, com só uma derrota no ano

FONTE – GLOBOESPORTE.COM

A torcida são-paulina, maioria no estádio Novelli Júnior, em Itu, neste domingo, ao ver o Tricolor indo para o intervalo perdendo para o Ituano por 2 a 0, deve ter pensado: “Mas o Leão não disse que em abril o São Paulo estaria pronto?”. A desconfiança foi precipitada. A resposta apareceu no segundo tempo. Com uma alteração, o técnico mudou a cara do jogo, o Tricolor virou para 4 a 2 e se manteve na liderança do Campeonato Paulista.

Se o primeiro tempo foi ruim, o segundo valeu o ingresso, pelo menos para a maioria dos 10.521 torcedores que compareceram ao estádio. Autor de um gol contra, o segundo do Ituano, Rhodolfo foi o símbolo da redenção tricolor no segundo tempo. Marcou duas vezes de cabeça, empatando a partida, e inflamou o time rumo à virada, garantida com dois chutaços de fora da área – um de Lucas e um de Willian José.

O São Paulo chegou a 12 jogos invicto – desde o dia 12 de fevereiro, quando perdeu para o Corinthians – e manteve a liderança, empatado em 40 pontos com o Timão, mas à frente pelo saldo de gols (20 a 15). Já o Ituano permanece somando 19, em 11º lugar, e não tem mais chances de se classificar para a próxima fase da competição.

No sábado, o Tricolor encara o Mogi Mirim, na Arena Barueri, pela penúltima rodada da fase de classificação do Campeonato Paulista. No fim de semana, seguinte fecha a participação contra o Linense, fora de casa. Entre as duas partidas, tem o primeiro compromisso pela segunda fase da Copa do Brasil. Dia 11, quarta-feira, viaja para encarar o Bahia de Feira de Santana. Se conseguir vencer por dois ou mais gols de diferença, elimina a partida de volta, programada para quinta-feira, dia 19, no Morumbi.

Já o Ituano encerra a sua participação no Paulistão contra o Mirassol, sábado, em casa, e diante do Oeste, no domingo seguinte, fora.

rhodolfo gol ituano x são paulo (Foto: Helio Suenaga/Futura Press)
Após fazer um gol contra, Rhodolfo se redime e marca dois a favor
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Tricolor diferente e Ituano na frente

Leão iniciou a partida com uma escalação diferente da que vinha usando. No lugar do armador Jadson, que ainda não conseguiu emplacar no Tricolor, entrou Fernandinho, salvador da pátria no jogo do meio de semana – atacante marcou um e participou do outro na vitória por 2 a 0 contra o Catanduvense. Fabrício, recuperado de lesão, assumiu o posto antes ocupado por Casemiro. Assim, o Tricolor começou com Willian José mais enfiado, com Fernandinho e Lucas abertos pelas pontas. Cícero ficou responsável por armar o meio de campo.

Do outro lado, o técnico Roberto Fonseca lançou mão de um jogador de meio para entrar em campo com três zagueiros – Thago Gomes, Anderson Salles e Vitor Hugo. Como o São Paulo se mandou para o ataque no início, o Galo tentou se aproveitar dos contragolpes, explorando sobretudo a falta de ritmo de Fabrício, que errou passes e não conseguiu acompanhar os adversários.

Em uma falta gerada após um desses contra-ataques, Anderson Salles abriu o placar para o Ituano. Aos oito minutos, o zagueiro bateu de longe, pela esquerda. Denis se atrapalhou com o quique da bola e deixou entrar. Este foi o décimo gol de falta do jogador do Galo.

Após o gol do Ituano, a partida continuou igual, com o São Paulo tentando se aproveitar da velocidade de Lucas e Fernandinho. O problema foi que nenhum dos dois conseguia levar vantagem sobre o Ituano. Com três zagueiros, os laterais e mais dois volantes recuados, o time de Itu congestionou a entrada de sua área e complicou a vida dos são-paulinos.

Aos 31, o time da casa ampliou, novamente num contra-ataque. Alex Ferreira invadiu a área e bateu cruzado. Rhodolfo tentou o corte, mas mandou para trás, enganando Denis.

Após ficar com a desvantagem maior no placar, o São Paulo começou a dar mais trabalho para o Ituano, justamente quando mudou a forma de jogar. A individualidade deu lugar ao jogo coletivo. Trocando passes, o Tricolor melhorou.

Na saída para o intervalo, Fabrício deixou claro que não estava ajudando:

– Eu, particularmente, estou muito mal, passando vergonha – reconheceu o volante.

Leão muda, e São Paulo vira

No retorno do intervalo, Leão tentou dar mais qualidade para o meio de campo do São Paulo. Jadson, que cadencia mais a bola e tem como característica o passe, entrou no lugar de Fabrício. Com isso, Cícero foi recuado para ajudar Denílson à frente da zaga. Dessa forma, a correria diminuiu um pouco.

Melhor na partida, o São Paulo conseguiu diminuir aos 11 minutos. Jadson cobrou escanteio na cabeça de Rhodolfo, que mandou para as redes, redimindo-se do gol contra que havia marcado no primeiro tempo.

A torcida do Tricolor, então, passou a empurrar o time, que adiantou a linha defensiva. Com o apoio dos torcedores, a equipe da capital conseguiu o empate aos 14 minutos. Novamente com Rhodolfo, que marcou outro de cabeça.

Depois de sofrer o empate, o Ituano recuou e deu mais campo para o São Paulo jogar. E a virada saiu aos 21 minutos. Lucas recebeu pela esquerda, conduziu um pouco a bola e soltou a bomba. Roberto tentou, em vão, impedir o golaço do jovem jogador.

Atrás no placar, Roberto Fonseca tentou mudar a cara do Ituano. O time do interior jogou o tempo todo no contra-ataque, mas teve de alterar a forma de atuar. Davi Ceará entrou no lugar de Alemão. A mudança, porém, não surtiu efeito. Logo depois, Willian José, de fora da área, ampliou o placar para o São Paulo: 4 a 2, aos 30 minutos.

Já com o resultado garantido, o São Paulo relaxou e deu um pouco mais de espaço para o Ituano. Passando a jogar no contra-ataque, o Tricolor deu trabalho com Lucas, mas não conseguiu ampliar o placar.

Por Rogerinho – ‘Santos B’ acorda no segundo tempo, vence a Lusa e passa o Palmeiras

Após primeiro péssimo primeiro tempo, Peixe, repleto de reservas, se recupera e faz 2 a 0 na Lusa, roubando a terceira colocação do Verdão
FONTE – GLOBOESPORTE.COM

Com um primeiro tempo ruim e um futebol apenas para o gasto na segunda etapa, o time reserva do Santos venceu a Portuguesa por 2 a 0, neste domingo, no Canindé, e ultrapassou o Palmeiras na tabela do Campeonato Paulista. Os três pontos levaram o Peixe para a terceira colocação, com 36 pontos, um a mais do que o Verdão, agora quarto colocado.

Mesmo sem as suas principais estrelas, poupadas, a equipe da Vila conseguiu se impôr e encurralar a Lusa, que além de amargar a derrota ainda teve de ouvir vaias da torcida pela má fase – a equipe está em 15º lugar, com 17 pontos, quatro à frente da linha vermelha. Entre os reservas do Alvinegro, Felipe Anderson e o trio de zagueiros, formado por Rafael Caldeira, Bruno Vinícius e Bruno Rodrigo, foram os destaques – Caldeira ainda abriu o placar, marcando seu primeiro gol com a camisa do Santos.

– Esses jogadores que não vêm atuando estão de parabéns. Do Aranha ao Dimba, todos foram maravilhosos e coroados com a vitória – comentou Elano, capitão santista neste domingo.

A Portuguesa agora se prepara para encarar o Linense, no próximo sábado, às 18h30m (de Brasília), no mesmo Canindé, tentando se afastar do grupo dos quatro últimos colocados do Paulistão. O Santos, por sua vez, “desliga” o chip do estadual para se concentrar novamente na Taça Libertadores. Nesta quarta-feira, o Peixe enfrenta o Internacional, às 21h50m, no Beira-Rio, pelo Grupo 1.

portuguesa x santos (Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM)
Rafael Caldeira, Dimba e Kardec comemoram gol do Peixe
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Lusa pressiona em primeiro tempo fraco

A Portuguesa bem que tentou pressionar e até impôs uma “blitz” no início. Com menos de um minuto, Luis Ricardo, encontrando facilidade para chegar ao fundo, cruzou na medida para Ananias. A cabeçada obrigou Aranha a evitar o primeiro gol. Na sequência, a Lusa seguiu rondando a área do Santos, virando a bola de um lado para o outro, mas com pouca objetividade.

Do outro lado, o Santos tinha dificuldade para sair jogando. O técnico Muricy Ramalho optou por escalar três zagueiros, a fim de minimizar a falta de entrosamento de seu time alternativo. A ideia era ter uma equipe compacta, mas ela acabou ficando presa. O resultado: chutões em sequência de Rafael Caldeira, Bruno Rodrigo e Vincius Simon, para o desespero do treinador.

Nas outras poucas chances da Portuguesa, Guilherme e Ananias arriscaram de longe, sem sucesso. No Peixe, apenas jogadas mal executadas e uma finalização sem rumo.

Peixe acorda e vence

O Santos voltou melhor para a etapa final, e logo aos quatro minutos abriu o placar. Na bola parada, sua especialidade, Elano cobrou escanteio pela direita e achou Rafael Caldeira, que escorou para as redes. Na emoção por ter marcado seu primeiro gol pelo Santos, o zagueiro se enrolou ao tentar tirar a própria camisa, que não saiu de seu corpo durante a comemoração.

Impondo seu ritmo, o Peixe passou a mandar na partida. Felipe Anderson, o mais lúcido na etapa inicial, comandava as ações. Primeiro, fez boa jogada individual, trazendo da esquerda para o meio, e soltou o pé de fora da área, obrigando Rodrigo Calaça a fazer boa defesa. Depois, o jovem meia fez a jogada do segundo gol, novamente pela esquerda. Após deixar os adversários para trás e invadir a área, ele só rolou para Dimba completar para o gol vazio, aos 13 minutos.

Àquela altura, a torcida da Portuguesa já tinha perdido a paciência. Irritados com o desempenho do time, os fanáticos protestaram com gritos de “vergonha”, “queremos jogador”, “raça”, “time de pipoqueiro” e até xingamentos destinados ao presidente Manuel da Lupa. Prova clara de que não era o dia da Lusa foi o gol perdido por Henrique, digno do Inacreditável Futebol Clube. Sozinho e quase dentro da pequena área, após receber ótimo passe de Diego Souza, o meia finalizou em cima de Aranha.

Na sequência, outra ótima intervenção do goleiro reserva, evitando gol certo de falta do lateral-esquerdo Ivan. A tentativa de reação da Lusa ficou nisso. O Peixe soube administrar os minutos restantes. Vitória importante para o Peixe, que ultrapassou o rival Palmeiras, e derrota preocupante para a Portuguesa, ainda próxima zona do rebaixamento.

Por Rogerinho – Liedson acaba com jejum, Willian se redime, e Timão supera o Oeste

Atacantes asseguram vitória do Corinthians por 3 a 0 em Prudente. Levezinho volta a balançar as redes depois de 13 partidas

 

FONTE –  GLOBOESPORTE.COM Presidente Prudente, SP

No dia em que Liedson acabou com um jejum de 13 jogos sem gols e que Willian voltou a marcar após duras críticas por um incrível gol perdido contra o Guarani, o Corinthians venceu o Oeste por 3 a 0, pela 17ª rodada do Campeonato Paulista. A partida foi realizada em Presidente Prudente, no interior do estado.

Antes deste domingo, a última vez que Liedson havia balançado as redes foi na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado, na vitória sobre o Figueirense. De lá para cá, ele (que chegou a marcar num amistoso com o Flamengo, em janeiro) contou muito com o apoio do técnico Tite, que em nenhum momento ameaçou tirá-lo do time.

Para o Oeste, a derrota acaba com sequência de quatro jogos de invencibilidade. Mesmo assim, com 19 pontos, o time de Itápolis segue na zona intermediária da tabela – está em 14º lugar. O Corinthians, por sua vez, vai a 40 e segue na vice-liderança, atrás do São Paulo, que venceu o Ituano por 4 a 2, no saldo de gols (20 contra 15).

Sem jogo pela Libertadores neste meio de semana, o Corinthians só volta a campo pelo no próximo domingo, às 16h, contra o Paulista, no estádio do Pacaembu. O Oeste joga no sábado, às 18h30m, diante do Bragantino, no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista.

emerson SHEIK oeste x corinthians (Foto: Fernando Calzzani/ Agência Estado)
Observado por Liedson, Emerson Sheik domina na grande área
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Novamente no time titular, o reserva Douglas iniciou a partida comandando o Corinthians. Dos seus pés saíram as melhores jogadas do Timão nos primeiros dez minutos. Ele deixou Danilo e Paulinho em condições para bater de fora da área. Mas os dois arremates foram ruins.

Soberano na partida, o Corinthians não deu espaço ao Oeste. Manteve o time de Itápolis pressionado no campo de defesa. E foi assim, induzindo o rival ao erro, que criou uma de suas melhores chances. Aos nove minutos, Emerson pressionou o zagueiro, ficou com a bola e chutou em cima de Zé Carlos.

Sheik, aliás, foi o melhor jogador do Corinthians no primeiro tempo. Pelo lado esquerdo, atormentou os defensores do time rubro-negro. O problema do Timão era não conseguir chegar à área em condição de finalizar. O volume de jogo era bom, mas as chances apenas em arremates de fora da área.

Se a partida já não estava das melhores para o Oeste, ficou ainda pior aos 32 minutos, quanto Neno foi expulso por falta em Paulinho – ele já tinha amarelo. Mesmo assim, a equipe de Itápolis quase abriu o marcador aos 45, com Marcinho Beija-Flor. Ralf, bem colocado, impediu o gol.

Xô, zica!

Na volta para o segundo tempo, o Corinthians não só fez a bola rodar mais como também mexeu no placar. Logo de cara, aos três minutos, Emerson teve chance após escanteio de Douglas. Mas Zé Carlos defendeu. Em ótima tarde, Sheik não desistiu e, minutos depois, foi fundamental no lance do gol.

Aos dez, Douglas partiu para cobrança de escanteio. Sheik, então, se aproximou, bateu cruzado e encontrou Liedson, bem colocado na pequena área. O atacante completou para a rede e acabou, enfim, com o jejum que já durava 13 jogos. Antes, seu último gol tinha sido contra o Figueirense, no Brasileirão 2011.

– Estou aliviado. Agradeço a todos que me apoiaram durante esse período – vibrou o Levezinho.

Por muito pouco, a felicidade do Corinthians não acabou no lance seguinte, aos 14. P Oeste chegou com Marcinho, Julio Cesar defendeu, e no rebote Wanderson, com o gol vazio, mandou para fora. A resposta do Timão, porém, veio da melhor maneira possível: mexendo no placar.

Aos 18, Liedson roubou a bola de Fernandinho no meio-campo, avançou no contra-ataque e serviu a Willian, que bateu rasteiro para fazer 2 a 0. Com essa vantagem, o ritmo alvinegro caiu um pouco, mas a equipe da capital continuou com o domínio total da partida.

Vez ou outra, o Corinthians tinha alguns lampejos, como aos 26, quando Fábio Santos cruzou, Willian cabeceou e Liedson tentou. Nas duas finalizações, Zé Carlos salvou. Mas o Timão insistiu, e Liedson marcou mais um, aos 45. Ele recebeu na grande área e bateu colocado para dar números finais aos triunfo alvinegro.

liedson oeste x corinthians (Foto: Fernando Calzzani/ Futura Press)

Liedson correr para comemorar seu primeiro gol no jogo com o Oeste

Por Rogerinho – Ninguém comemora: Botafogo e Flu empatam em jogo de pouco público

Diante de apenas oito mil pagantes, Alvinegro bota duas bolas na trave e vê
a liderança ir embora. Tricolor não consegue entrar na zona de classificação

FONTE – Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Faltou um algo a mais no Clássico Vovô deste domingo, no Engenhão. Diante de apenas 8.020 pagantes (11.340 presentes), Botafogo e Fluminense empataram em 1 a 1, gols de Elkeson e Fred, resultado que não foi bom para ambos. O Alvinegro, que mandou duas bolas na trave com Herrera, vai aos 14 pontos e perde a liderança do Grupo A para o Flamengo, que tem 15. O Fluminense não consegue entrar na zona de classificação, fica em terceiro no Grupo B, com sete pontos, a dois do segundo colocado, o Bangu.

Faltando duas rodadas para o fim da Taça Rio, o Botafogo só depende duas suas forças. Já o Flu precisa torcer por pelo menos um tropeço do Bangu, que enfrenta Macaé e Resende, além de vencer seus dois últimos jogos.

O próximo compromisso tricolor é sábado, contra o Madureira, em Conselheiro Galvão. O Alvinegro tem pela frente o Friburguense, domingo, no Engenhão. Antes, o Botafogo enfrenta o Guarani, quarta-feira, em Campinas, pela Copa do Brasil. O Tricolor não joga pela Libertadores.

Gols na etapa inicial

O primeiro tempo pode ser dividido em duas partes. O Botafogo teve o domínio do jogo no início, abriu o placar e poderia ampliar, mas acabou recuando. Com isso, o Flu cresceu, deixou tudo igual e quase virou. Mais veloz, o Botafogo começou tinha volume maior. O Fluminense encontrava dificuldades para ficar com a bola. Fred teve boa chance no início quando Jefferson saiu mal do gol, mas o goleiro conseguiu defender a cabeçada.

elkeson deco marcelo mattos valencia fluminense x botafogo (Foto: Fernando Soutello/AGIF)
Clássico Vovô foi bastante disputado no meio de campo
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Depois do nervosismo inicial, o Alvinegro se organizou e não demorou a balançar a rede. Aos 17 minutos, Elkeson ganhou de Bruno, tabelou com Andrezinho e recebeu livre do lado esquerdo da área. Diego Cavalieri saiu do gol, mas o meia bateu de canhota, sem chances de defesa para fazer 1 a 0.

O Botafogo quase fez o segundo em bela trama de Renato e Fellype Gabriel. Cavalieri fez boa defesa. Mas, inexplicavelmente, o time de Oswaldo de Oliveira recuou e passou a dar muitos espaços para o Flu, que cresceu. Os laterais Carlinhos e Bruno se lançaram ao ataque, mas os cruzamentos nunca eram bons.

elkeson gol fluminense x botafogo (Foto: Fernando Soutello/AGIF)
Elkeson e Fellype Gabriel comemoram o gol
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O Flu carecia de mais qualidade, e tal característica sobra a Deco, que passou a jogar. O primeiro ato foi colocar a bola no peito de Fred. O atacante dominou, mas, desequilibrado, mandou para fora. A jogada do gol do empate nasceu dos pés de Deco, aos 34. Wellington Nem foi lançado, deixou Márcio Azevedo para trás e cruzou rasteiro para Fred tocar e deixar tudo igual: 1 a 1.

Empolgado com o empate, o Flu foi para cima e quase virou. Numa boa arrancada de Bruno, o cruzamento não foi dos melhores. Mas Deco aproveitou a espirrada da zaga alvinegra para tocar para Nem, na entrada da área, bater com muito perigo. O Fluminense perdeu Valencia, machucado. Edinho entrou.

Fred deixa o campo com a mão na virilha. Herrera acerta a trave duas vezes

Os dois times voltaram para a segunda etapa errando muito. A criação tricolor já não era mais a mesma. Chamava a atenção a atuação ruim de Thiago Neves, apagado. No Botafogo, Herrera sofria com o isolamento.

fred gol fluminense x botafogo (Foto: Wallace Teixeira/Photocamera)
Jogadores do Flu festejam o gol de Fred
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O Fluminense teve uma baixa importante aos 15 minutos. Fred, com a mão na virilha esquerda, deixou o gramado para a entrada de Rafael Moura. E o Botafogo ficou muito perto de fazer o segundo na sequência, quando Herrera bateu de fora da área e mandou na trave. Para deixar o time mais ofensivo, Oswaldo trocou Andrezinho por Jobson.

O Flu deu a resposta em chute de Jean. Mas, aos poucos, o jogo ficou muito ruim, com inúmeros erros de passe. As chances eram cada vez mais raras. As últimas cartadas foram Rafael Sobis, pelo Flu, e Caio, pelo Botafogo. O Tricolor parou em campo, e o Alvinegro cresceu.

Em lance polêmico, os alvinegros pediram pênalti de Wellington Nem em Marcio Azevedo, numa disputa em que o atacante tricolor levantou demais a perna e acabou atingindo o alvinegro. O árbitro Leonardo Cavaleiro ainda errou ao não expulsar Deco aos 37, em entrada dura em Caio. O meia já tinha cartão amarelo, mas não foi punido. A cobrança de falta de Elkeson, mais uma vez, parou na barreira. O Flu chegou bem com Sobis na sequência, mas Jefferson espalmou. E o Botafogo só não desempatou no fim porque o chute de Fellype Gabriel parou em Cavalieri, e a cabeçada de Herrera ficou na trave.

Por Rogerinho – Em novo dia de Love, Fla vence Bangu no sufoco e depois vira líder

Time faz 2 a 0 em 1º tempo inspirado do atacante rubro-negro e de R10, mas quase cede empate no fim. Depois, é beneficiado por Flu 1 x 1 Botafogo
FONTE – GLOBOESPORTE.COM

Em pleno Primeiro de Abril, não era mentira. Flamengo e Ronaldinho jogavam bem no estádio Moacyrzão, em Macaé, na tarde deste domingo. O time vencia o Bangu por 2 a 0, com mais dois gols de Vagner Love, novamente inspirado, e saía do primeiro tempo com uma atuação convincente. Mas ainda tinha a segunda etapa… O clube de Moça Bonita voltou melhor, diminuiu o placar com Sérgio Junior e sufocou até o fim. Não conseguiu o empate, segue na vice-liderança no Grupo B na Taça Rio, com nove pontos ganhos, e briga para não ser rebaixado na soma geral dos pontos.

Após os três pontos na partida, o Flamengo esperou mais um tempinho para assumir o primeiro lugar do Grupo A, com 15 pontos ganhos. Isso porque o Botafogo, que tinha 12, não saiu do empate por 1 a 1 com o Fluminense e chegou a apenas 13. Agora, o Rubro-Negro  voltará as atenções para a Libertadores. Na próxima quarta-feira, dará sequência à sua empreitada na competição sul-americana. Enfrentará no Equador o Emelec precisando de uma vitória para decidir em casa uma das vagas de seu grupo com o Lanús, da Argentina.

No sábado, o time volta a jogar pela Taça Rio, no clássico com o Vasco. No mesmo dia, em Moça Bonita, o Bangu receberá o Macaé pela sétima rodada da Taça Rio, segundo turno do Campeonato Estadual.

Velocidade

Se no fim da partida a torcida rubro-negra fez “ufa” quando o árbitro decretou o apito derradeiro, não se pode dizer o mesmo no primeiro tempo. O Flamengo foi rápido, objetivo e decisivo nos primeiros 45 minutos em Macaé. Com Vagner Love, Ronaldinho e Deivid inspirados, o time fazia uma de suas melhores atuações na temporada, e não à toa saiu com a vantagem de 2 a 0. Joel, finalmente, conseguia encaixar o time, ainda que o Bangu às vezes causasse perigo.

Com as duas equipes precisando da vitória, a partida começou com dois ingredientes que agradam ao torcedor: velocidade e disposição. Sem Luiz Antônio, suspenso, Joel armou a equipe com apenas dois volantes – Muralha e Willians – e dois meias ofensivos – Bottinelli e Ronaldinho – para municiar Love e Deivid no ataque.

O Bangu também entrou aberto, na tentativa de explorar a velocidade do seu ataque. Numa saída de bola errada da defesa rubro-negra, armou contragolpe perigoso. Pela esquerda, Almir tocou rápido para Sérgio Junior. O atacante bateu com perigo, mas a bola resvalou na zaga. No escanteio, mais uma vez a defesa do Flamengo se atrapalhou na jogada aérea, mas Felipe consertou.

Daí em diante, o Flamengo acelerou. Com Willians impecável no desarme – foram nove de 16 da equipe rubro-negra no primeiro tempo – e Muralha bem na saída de jogo, Bottinelli e Ronaldinho davam velocidade às jogadas de frente. O trabalho dos meias era facilitado, é bom que se diga, pela frouxa marcação do meio-campo do time de Moça Bonita.

Gol de tabelinha

Quando não tocava de primeira para Vagner Love ou Deivid, que desperdiçou a primeira chance, R10 virava o jogo para o lado direito. Na primeira jogada de pé em pé do Flamengo, Ronaldinho tocou para o camisa 9, que lançou Léo Moura. De canhota, fraco, obrigou o goleiro William Alves a fazer a primeira boa defesa, com o pé.

Três minutos depois, aos 16, a rápida troca de passes do Flamengo acabou em gol numa linda tabelinha de Ronaldinho com Vagner Love. O camisa 10 começou fazendo o giro de primeira para o atacante, que, veloz, tocou e recebeu na frente para bater sem defesa para o goleiro.

vagner love flamengo x bangu (Foto: Fla Imagem)
Destaque da partida, Vagner Love pula carniça com Junior Cesar para comemorar segundo gol na partida: atacante agora tem 8 gols no Campeonato Carioca 
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Veloz, Love levava vantagem sobre os zagueiros do Bangu também no corpo. Deivid buscava as jogadas pela direita, em parceria com Léo Moura. Numa delas, o lateral cruzou na medida para o camisa 9 cabecear. Willian Alves salvou com o pé. No rebote, Ronaldinho, livre, tocou pelo alto. Merecia, pelo lance, vestir a camisa do Inacreditável Futebol Clube.

– A bola quicou e bateu no meu tornozelo na hora que chutei – justificou R10, no fim do primeiro tempo.

Só Love na rede

Após o gol desperdiçado, o Flamengo quase foi punido quando, num contra-ataque pela meia esquerda, Renan Oliveira soltou um pancadão de fora da área que encontrou Felipe atento para espalmar. Mas, àquela altura, a equipe rubro-negra já tomava as rédeas do jogo. E, aos 33 minutos, foi a vez de Deivid bancar o garçom para Love. Numa bola esticada pela esquerda, o camisa 99 arrancou para a área e bateu de canhota, sem chances de defesa. Foi o 10º gol em 11 partidas na temporada, 8º no Estadual, 33º em 40 jogos com a camisa rubro-negra. Na comemoração, o atacante brincou de carniça com Ronaldinho e Junior Cesar.

Com os 2 a 0, o time desperdiçava algumas chances, como uma de Deivid em novo passe de Ronaldinho. Mas o Bangu levava perigo em lances isolados. André Barreto mandou o segundo petardo de fora da área. Felipe fez aí defesa mais arrojada ainda que a primeira, espalmando para escanteio.

Bangu melhor

Mal começou o segundo tempo, o goleiro rubro-negro voltou a mostrar serviço após falta cometida por Marcos González perto da meia-lua. Almir cobrou com categoria, mas encontrou a mão do goleiro e a trave no meio do caminho para estufar a rede. O susto logo no começo foi o sinal de que o segundo tempo seria diferente. O Bangu adiantou a marcação e diminuiu os espaços para o toque de bola rubro-negro. Além disso, o Flamengo entrou na segunda etapa com o jogo mais cadenciado – era vísível a falta de fôlego.

Com Gedeílson no lugar de Fabinho e Gabriel Galhardo no de Renan Oliveira, o Bangu mostrava melhora na organização das jogadas e mais velocidade pelas laterais. E foi pelo lado direito que Almir girou livre e quase deixou o seu, não fosse mais uma grande defesa de Felipe.

Joel, pouco antes, já havia trocado Muralha por Kleberson para melhorar o posicionamento do meio-campo. Mas era visível que Ronaldinho e Love já não eram os mesmos fisicamente. O Bangu, mais inteiro, dominava a partida. E, explorando o lado esquerdo do Flamengo, diminuiu o placar. Aos 29, Thiago Galhardo centrou, Marcos González não pulou o suficiente, e a bola foi na medida para Sérgio Junior, que testou sem defesa para Felipe.

Joel Santana trocou Deivid, cansado, por Diego Maurício, para tentar devolver a agressividade ao ataque. O Bangu, com os dois Galhardos, Thiago e Gabriel, além de Almir, botava o Flamengo na roda. Mas não conseguia mais criar chances, Depois, segundo o repórter Mauro Junior, da TV Globo, o técnico rubro-negro, a pedido de Vagner Love, sacou Bottinelli para pôr Magal (assista ao vídeo ao lado). No fim, o camisa 99, exausto em campo, ainda deixou escapar dos pés o que seria o terceiro gol, mas nem foi preciso. Agora, é pensar na Libertadores

Por Rogerinho – Santa Cruz vence o Náutico e pula para a vice-liderança no Estadual

Renatinho faz golaço, decide o clássico, no Arruda, e garante a sétima vitória consecutiva da Cobra-Coral no Campeonato Pernambucano

 

FONTE – GLOBOESPORTE.COM Recife

Um golaço de Renatinho, chutando de trivela, de primeira, no ângulo, decidiu o clássico pernambucano neste domingo. O Santa Cruz derrotou o Náutico por 1 a 0, no estádio do Arruda, diante de 27.078 torcedores, subiu para a vice-liderança, com 41 pontos, três a menos do que o Sport – foi beneficiado pelo empate em casa do Salgueiro, agora terceiro somando 40, com o Belo Jardim, por 2 a 2.

Foi a sétima vitória seguida do Santa Cruz. Já o Náutico acumula cinco jogos sem ganhar e permanece na quarta colocação, com 35 pontos.

O Santa Cruz volta a jogar no Arruda no próximo domingo, contra o lanterna América, às 16h (de Brasília). O Náutico tenta se recuperar diante do Serra Talhada, no sábado, às 19h, no estádio dos Aflitos.

Dominio alvirrubro; eficiência tricolor

Logo a um minuto, Lenon escapou pela esquerda e chutou para a defesa segura de Tiago Cardoso. O lance deu uma falsa impressão que o primeiro tempo seria aberto, repleto de oportunidades. Ledo engano. Nos 13 primeiros minutos, esse foi o único lance de perigo. O Náutico era mais organizado, acuava o Tricolor em seu campo de defesa, mas não conseguia transformar o dominio em oportunidades.

Aos 14, Eduardo Ramos bateu escanteio e Siloé subiu mais alto que a defesa do Santa Cruz, mandando por cima do gol tricolor. No lance seguinte, a resposta Coral. Renatinho mandou de fora da área e Felipe, que substituiu o machucado Gideão, segurou em dois tempos.

O Santa Cruz passou subir mais para o ataque e não custou a encontrar o caminho das redes. Aos 19, Geílson fez bela jogada, Dênis Marques se atrapalhou com a zaga na meia-lua, e a bola sobrou para o lado esquerdo. Renatinho pegou de primeira, de trivela, acertando o ângulo de Felipe. Golaço que garantiu a vantagem ao Santa Cruz.

renatinho comemora gol no clássico (Foto: Aldo Carneiro)
Renatinho comemora o gol marcado no clássico
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Atrás do placar, o Náutico se mandou em busca do empate, mas sem conseguir entrar na grande área tricolor. Aos 32,  Eduardo Ramos cobrou falta e Tiago Cardoso mandou para escanteio. Na cobrança, o goleiro coral voltou a aparecer bem, segurando a cabeçada de Siloé.

Três minutos depois, uma nova chance para o Náutico, e mais uma vez de fora da área: Lenon chutou forte, e Tiago Cardoso mandou para fora. Aos 44, Dênis Marques quase fez um golaço, mas a bicicleta saiu fraquinha, nas mãos de Felipe.

Duas expulsões no segundo tempo

As duas equipes voltaram com a mesma formação e postura na segunda etapa. O Náutico tinha mais posse de bola, chegava frequentemente à frente, mas sem muita força ofensiva. O Santa explorava os contra-ataques, porém, sem se prevalecer muito bem da velocidade de Geílson, Luciano Henrique e Renatinho.

Insatisfeito com a produção ofensiva da sua equipe, Waldemar Lemos sacou o atacante Dorielton, apagadíssimo em campo, e promoveu a estreia de Léo Santos, aos 11 minutos. Logo depois, o Santa Cruz ficou com um jogador a menos, quando Anderson Pedra segurou Eduardo Ramos e, como já havia recebido um amarelo, acabou expulso de campo.

Prontamente, Zé Teodoro sacou Geílson e colocou o zagueiro Vagner no jogo, recompondo o sistema defensivo. Aos 16, Luciano Henrique deu lugar a Natan no Tricolor. Aos 24, Waldemar Lemos fez a segunda mudança, mandando Marquinho a campo na vaga de Lenon.

O Timbu passou a apertar mais em busca da igualdade no placar. Aos 26, Siloé recebeu em boa condição dentro da área, dominou com a coxa, mas finalizou mal, desperdiçando ótima oportunidade.

Dênis Marques deu muito trabalho à defesa do Náutico (Foto: Aldo Carneiro)
Apesar de passar em branco, Dênis Marques deu muito trabalho à defesa do Náutico
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Com um a menos e buscando explorar os contra-ataques, Zé Teodoro tirou o artilheiro tricolor no Estadual, Dênis Marques, colocando Flávio Caça-Rato. Waldemar Lemos também queimou a última alteração, com a entrada de Philip no lugar de Auremir.

Apesar de contar com quatro jogadores ofensivos em campo, o Náutico tinha dificuldades para chegar ao gol do empate. A melhor chance aconteceu aos 36. Marquinho aproveitou cruzamento de Jefferson e cabeceou com perigo, muito perto da trave direita de Tiago Cardoso.

Aos 40 minutos, foi a vez de o Náutico ficar com um jogador a menos, quando Jefferson agrediu Natan sem a bola e foi punido com o cartão vermelho direto do árbitro Sebastião Rufino Filho. A expulsão complicou mais a vida do Timbu. A vitória embala o Tricolor na reta final do Pernambucano. Enquanto isso, a derrota pode selar o fim da ‘Era Waldemar Lemos’ nos Aflitos.

Por Rogerinho – Sem grandes problemas, Galo passa pelo Uberaba e mantém os 100%

Atlético-MG retoma liderança perdida temporariamente no sábado para o Cruzeiro e empurra o Zebu para a zona de rebaixamento

FONTE – GLOBOESPORTE.COM

Mesmo sem jogar o futebol de sonhos que a torcida alvinegra exige, o Atlético-MG manteve a eficiência e venceu a nona partida no Campeonato Mineiro, derrotando o Uberaba por 3 a 0, neste domingo, no Uberabão, e mantendo o 100% de aproveitamento na temporada. Chegou a 27 pontos e retomou a liderança isolada, tirada temporariamente no sábado pelo Cruzeiro, segundo colocado com 24 e adversário do próximo domingo, às 16h (de Brasília), na Arena do Jacaré.

O Uberaba caiu para a zona de rebaixamento. Com seis pontos e a vitória do América-TO sobre o Nacional-MG, precisará se recuperar no próximo domingo, às 16h, contra o América-MG.

Guilherme, Danilinho e Mancini fizeram os gols do Atlético-MG. Mas foram muitos os erros de finalização do Galo na partida, problema que ainda preocupa o técnico Cuca.

Vantagem e sonolência

O jogo começou num bom ritmo e, logo aos dez minutos, o atacante Guilherme sofreu pênalti após uma dividida com o zagueiro Alberto. O próprio atacante cobrou com categoria, deslocando o goleiro Fernando e abrindo o placar.

Guilherme, do Atlético-MG, sofre pênalti (Foto: Enerson Cleiton)
Guilherme, do Atlético-MG, sofre pênalti que originou o primeiro gol alvinegro

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O time atleticano não fazia boa partida, mas o gol facilitou o trabalho do time de Cuca, que passou a ficar mais organizado em campo. O Uberaba ficou nervoso com a desvantagem no placar, passou a abusar das faltas e ainda perdeu uma grande chance de empate com Torete, após Renan Ribeiro soltar a bola em difícil defesa de cabeçada à queima-roupa. No rebote, o volante uberabense chutou em cima da zaga e a conclusão passou raspando a trave.

A defesa do Atlético-MG mostrou muita insegurança nas bolas aéreas. Em quase todos os lances de ataque do Uberaba, os alvinegros davam rebote ao cortar a bola.

Os erros defensivos se repetiam na frente. O Galo chegava no toque de bola e perdia seguidas chances de ampliar. André e Guilherme tiveram condições claríssimas de marcar, mas chutaram em cima do goleiro Fernando.

O “filho da terra” Carlos César atuava pela primeira vez na cidade onde nasceu, mas fez um primeiro tempo discreto. Punido com cartão amarelo e autor de um cruzamento na arquibancada, chegou a aparecer bem somente em algumas tabelinhas e lançamentos.

Revoltada com a marcação do pênalti, a torcida do Uberaba ficou ainda mais contrariada quando o árbitro Emerson de Almeida Ferreira encerrou a primeira etapa no momento em que o time da casa tinha um escanteio para ser cobrado.

Gols tranquilizadores

No segundo tempo, o jogo melhorou, e as duas equipes foram com tudo para o ataque. No primeiro lance de perigo, André, sozinho na área, de frente para o goleiro Fernando, teve tempo de escolher o canto, mas acertou a trave, perdendo uma chance incrível.

O Uberaba respondeu com Araújo duas vezes. Na primeira, cabeceou com perigo, por cima do gol de Renan Ribeiro. Na segunda, ficaria sozinho de frente para o goleiro, mas dominou mal e deu chance da zaga alvinegra se recuperar no lance.

Aos 12 minutos do segundo tempo, o Atlético-MG ampliou a vantagem. Danilinho, que mais uma vez não jogou bem, aproveitou passe de Réver e chutou no canto. Depois do gol, Cuca tirou o jovem Eron, que não foi bem, para a entrada de Richarlyson.

Contrariada com a arbitragem e irritada com o andamento da partida, a torcida do Uberaba só comemorou quando a musa do time no Campeonato Mineiro, Daniela Borges, passou pelas arquibancadas.

Em campo, o meia Mancini entrou na vaga de Serginho e deixou o Atlético-MG ainda mais à vontade no placar. Aos 24, recebeu ótimo lançamento de Guilherme, deu um drible da vaca no goleiro Fernando e concluiu para o gol vazio.

O Uberaba não conseguiu reagir, e o Atlético-MG ainda perdeu chances de ampliar o marcador até o apito final.

Por Rogerinho – Grêmio joga pouco, leva 1 a 0 do Pelotas, e Luxa perde a primeira

Com vitória do maior rival nesta rodada, Tricolor também fica sem a melhor campanha da Taça Farroupilha

 

FONTE –  GLOBOESPORTE.COM Pelotas, RS

Depois de oito jogos e sete vitórias consecutivas, Vanderlei Luxemburgo conhece a sua primeira derrota no comando do Grêmio. Em um jogo de pouco inspiração ofensiva tricolor, melhor para o Pelotas, que foi mais efetivo e deixou o estádio da Boca do Lobo com o 1 a 0, gol de Reinaldo, de cabeça, logo a um minuto de partida, na tarde deste domingo.

Com o resultado, o Grêmio perde os 100% na Taça Farroupilha e estaciona nos 15 pontos em seis jogos. Depende de um insucesso do Inter na última rodada do turno, diante do São Luiz, para conseguir ficar com a melhor campanha e decidir a fase eliminatória no Olímpico. Neste domingo, o Colorado bateu o Canoas e ultrapassou o Tricolor. Já o Pelotas ingressa na zona de classificação da chave, com oito pontos.

Agora, o Grêmio pensa na Copa do Brasil. Começa na quarta a disputa da segunda fase contra o Ipatinga, em Minas Gerais. Gauchão, só no próximo domingo, quando a equipe de Luxemburgo recebe o Caxias, campeão do primeiro turno, às 16h, no Olímpico, na rodada final da Taça Farroupilha. Ainda em busca da vaga, o Pelotas enfrenta o Cruzeiro-RS no Estrelão, em Porto Alegre.

Nova zaga, velhos problemas

grêmio pelotas gauchão souza pablo (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)
Pablo (com a bola) estreou na tarde de domingo
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A nova zaga do Grêmio, formada por Pablo e Vilson, após as lesões de Gilberto Silva e Werley, teve uma estreia para esquecer. Logo a um minuto, Brida levantou na área, e o centroavante Reinaldo cabeceou para as redes. O gol surpreendeu e, de certa forma, consternou o time de Luxemburgo, que não conseguia responder no mesmo nível.

Apesar da posse de bola superior, faltou profundidade ao Grêmio no primeiro tempo. Em 45 minutos, apenas duas finalizações perigosas, sendo apenas uma em direção ao gol. Aos 29, Facundo Bertoglio arriscou da entrada da área para a defesa de Fernando Júnior. Depois, aos 42, uma das poucas jogadas bem tramadas pelo Tricolor, que contou com corta-luz de Souza, chegou aos pés de Gabriel. O lateral, com liberdade na grande área, chutou forte, mas a bola passou ao lado.

Com o placar aninhado em seu colo desde o primeiro minuto, o Pelotas se preocupou mais em defender do que atacar. Mesmo assim, provocou a chance mais clara de gol do primeiro tempo. Aos 26, Clodoaldo se aproveitou do desentrosamento da quinta dupla de zaga do Grêmio na temporada e, sozinho, invadiu a área. Parou nas mãos milagrosas de Victor, autor de grande defesa.

Marcelo Moreno contra o jogador do Pelotas (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)
Marcelo Moreno contra o jogador do Pelotas
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Na saída para o vestiário, o sempre esforçado Marcelo Moreno traduziu o sentimento dos gremistas após a derrota parcial, que ameaçava uma futura vantagem tricolor na próxima fase da Taça Farroupilha.

– Fomos surpreendidos. Mas temos que voltar para o segundo tempo para virar. Precisamos ganhar hoje – disse o centroavante.

Grêmio muda, pressiona, mas é pouco

E a bronca de Marcelo Moreno ressoou no vestiário. Luxemburgo promoveu duas mudanças importantes para o segundo tempo. Sacou Souza e colocou André Lima, recuando Bertoglio. Também tirou Gabriel, de participação pouco efetiva, e alçou Edilson aos titulares.

Com as alterações, o Grêmio aumentou o seu volume de jogadas ofensivas. Em 15 minutos, colecionou duas boas chances de gol. A primeira, num voleio improvisado de André Lima. Depois, com Marcelo Moreno. Na pequena área, cabeceou sem olhar para a bola e perdeu oportunidade incrível para empatar.

A blitz tricolor, no entanto, não trouxe o bom futebol. O time seguiu sem boas soluções na armação. A bola alta era, enfim, o único esteio dos comandados de Luxemburgo. Pela via aérea, o Pelotas também assustou. Aos 19, Reinaldo quase fez mais um após escanteio.

Sem perspectiva de evolução, Luxemburgo sacou Marquinhos e colocou Leandro. O meia, que levava a braçadeira de capitão, deixou o campo vaiado por parte da torcida. O Grêmio não ia bem, e a torcida sentia o mau momento. Ao Pelotas, coube rechear o meio-campo de marcadores para combater a falta de fôlego.

Por Rogerinho – Inter derrota o Canoas e volta suas atenções para a Taça Libertadores

Leandro Damião e derrota do arquirrival Grêmio dão ao Colorado a melhor
campanha no segundo turno, antes da partida contra o Santos na Beira-Rio

Fonte – GLOBOESPORTE.COM

A partida era encarada como preparação para o duelo contra o Santos, mas acabou valendo a melhor campanha da Taça Farroupilha. Neste domingo, no Beira-Rio, o Inter venceu o Pelotas por 1 a 0, gol de Leandro Damião, e ainda ganhou de presente a derrota do arquirrival Grêmio, combinação que deixa o Colorado mais perto de decidir em casa o mata-mata do segundo turno do Campeonato Gaúcho

Autor do único gol da partida, Damião foi o destaque individual – ele ainda teve dois gols anulados por irregularidades, um deles de bicicleta. Com o resultado, o Colorado garantiu a primeira colocação do Grupo 1, com 16 pontos – o Grêmio tem um a menos na outra chave. O Canoas caiu para terceiro, com nove, mas segue com boas chances de classificação.

A sétima e decisiva rodada da Taça Farroupilha será realizada no próximo domingo, com todos os jogos às 16h. O Inter enfrenta o São Luiz no 19 de Outubro, e o Canoas recebe o São José no Complexo Esportivo da Ulbra. Mas o Colorado volta todas as suas atenções para a partida contra o Santos, pela quinta rodada da Taça Libertadores. Com sete pontos, ao lado do Juan Aurich, recebe o líder Peixe na próxima quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), no Beira-Rio. A vitória vale a liderança da chave, mas uma derrota pode tirar a equipe da zona de classificação às oitavas de final.

Damião comemora gol do Inter contra o Canoas (Foto: Alexandre Lops/Divulgação Inter)
Damião comemora gol do Inter contra o Canoas
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Primeito tempo complicado

A partida começou lenta, sem situações reais de gol. O objetivo claro do Canoas era o de frear o Inter, apostando apenas em lances de bolas parada, da intermediária. Dessa forma, via-se um jogo truncado, disputado no meio-campo. O primeiro lance de perigo saiu aos 14 minutos, quase sem querer. Nei tentou alçar da ponta direita, e a bola fez uma curva venenosa, obrigando Vaná a espalmar para a linha de fundo. A partir daí, o jogo cresceu. Aos 15, Leandro Damião recebeu na área e tentou uma, duas vezes para abrir o placar: 1 a 0 Inter.

Adormecido até então, o Canoas procurou crescer na partida, pressionar, trocar passes no campo de ataque. Aos 20, a melhor oportunidade da equipe. Diogo Rincón cruzou rasteiro da linha de fundo, Carvalho ajeitou e tenta de meia-bicicleta. Esperto, Muriel desviou a rota da bola. Mas a tentativa de reação parou por aí, e o Inter voltou a se impor no jogo. Aos 30, Nei lançou da ponta direita, e Damião surgiu em velocidade para soltar a pancada, de canhota. Vaná fez milagre. Na sobra, Dagoberto ainda cabeceou, e o goleiro ainda conseguiu se recuperar a tempo fazer a defesa.

Bicicleta anulada

No fim da primeira etapa, Damião protagonizou dois lances polêmicos. Primeiro, foi derrubado na risca da grande área, e o juiz mandou seguir. Depois, aos 47, marcou de bicicleta, mas viu o lance ser anulado. O juiz Francisco Silva Neto alegou que o camisa 9 ajeitou a bola com a mão.

– Não foi nada. Não sei da onde que ele deu toque. É complicado falar sobre arbitragem – reclamou Damião, na saída do intervalo.

Tinga contra o Canoas no Beira-Rio (Foto: Alexandre Lops/Divulgação Inter)
Tinga foi poupado na segunda etapa
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Mais um gol anulado de Damião

Visando à partida contra o Santos, Dorival Júnior fez uma alteração no intervalo: sacou Tinga, com dores, para o ingresso de Sandro Silva. Do lado visitante, Rogério Zimmermann trocou Ricardo por Dudé. O Inter quase ampliou numa trapalhada de Vaná aos dois minutos. Ele tentou sair jogando e perdeu a bola para Damião, que chutou prensando no próprio goleiro. No rebote, João Paulo e Dagoberto não conseguiram concluir, quando o arqueiro ainda não estava sob o travessão.

O ritmo era lento, sem lances agudos. Enquanto o Canoas cedia a pressão, o Inter não era efetivo. Aos 18, Damião soltou uma pancada para as redes, mas em posição irregular. Teve o seu segundo gol anulado na partida. Dorival fez novas alterações, sem poupar os titulares. Colocou Marcos Aurélio e Gilberto nas vagas de João Paulo e Jajá. Já Zimmermann tentava deixar o Canoas mais ofensivo, tirando Diogo Rincón e Davi para as entradas de Maxwell e Diogo Oliveira.

O panorama não se alterou. O Inter cercava a área adversária, mas dificilmente entrava. Nas melhores oportunidades, Marcos Aurélio, de fora da área, e Gilberto, de cabeça, testaram Vaná. Aos 47, Damião ainda chutou cruzado, da entrada da área. Mas o placar ficou mesmo no 1 a 0.