Por Rogerinho – Um ano do centésimo gol do MITO Rogerio Ceni

Nesta terça-feira (27), Rogério Ceni relembra histórico gol diante do Corinthians

.

Torcedor são-paulino, onde você estava há um ano? Você pode até não se lembrar, mas certamente se recorda o que aconteceu no dia 27 de março de 2011. Uma data que nenhum tricolor muito menos o goleiro Rogério Ceni vão se esquecer tão cedo.

Naquela tarde na Arena Barueri, o M1TO escreveu mais um lindo capítulo na rica história com a camisa do São Paulo. Na vitória sobre o Corinthians por 2 a 1, pelo Campeonato Paulista, Rogério Ceni fez um gol de falta. Mas não foi um gol qualquer. Foi um gol histórico.

CENTENÁRIO: SCCP entra para a História

Diante da arquirrival, o camisa 01 são-paulino fez o centésimo gol na carreira. Aos oito minutos do segundo tempo, o atacante Fernandinho sofreu falta pela esquerda do ataque tricolor. Naquele momento, a torcida já sabia o que iria acontecer. Rogério saiu do gol e caminhou lentamente até o local da batida.

Um Mito centenário

Concentrado e ciente do recorde que se aproximava, o ídolo bateu com precisão para fazer história. Festa na Arena Barueri, festa nos quatro cantos do Brasil e por muitos outros são-paulinos espalhados pelo mundo. O feito merecia, sim, muita festa de todas as partes.

“Nem nos títulos recebi tantas mensagens”, diz Rogério

“Uma vitória justa e difícil do São Paulo. Não esperava fazer o centésimo em um clássico. É um presente de Deus. Tem dia que ele está olhando para você”, vibrou Rogério Ceni, ainda no gramado da Arena Barueri.

FIFA destaca centenário de Rogério Ceni

De fato foi uma tarde inesquecível. Qualquer homenagem seria pouca para descrever o tamanho da importância daquele gol para Rogério Ceni e toda nação são-paulina. Mesmo um ano depois, o lance está fresco na memória de cada amante do futebol.

Por Rogerinho – Centésimo gol de Rogério Ceni completa um ano

<b>Arena Barueri</b> foi o placo de seu centésimo gol em março de 2011. A marca foi alcançada em duelo contra o Corinthians (Luiz Pires/VIPCOMM

O dia é de comemoração para o são-paulino. Há exato um ano, o goleiro do São Paulo comemorava seu centésimo gol como atleta.

De falta, contra o Corinthians na Arena Barueri, Rogério Ceni se encaminhou para marcar o segundo gol do São Paulo no jogo, que acabou 2 a 1 para o time do Morumbi, e o seu centésimo na carreira.

Por Rogerinho – Exclusivo: Um ano depois, Ceni relembra 100º gol

Gol de falta foi marcado em cima de Julio Cesar, na Arena Barueri Barueri, em duelo válido pelo Campeonato Paulista

FONTE – LANCENET

 

Contra o Corinthians, em 2011, Rogério marcou o gol de número 100
.
Há um ano, Rogério Ceni atingiu marca histórica de 100 gols, em cima do Corinthians, em Barueri. Ao LANCENET!, Ceni dá detalhes do dia especial.

ROGÉRIO CENI, em entrevista ao LANCENET!

 

LANCENET!: Um ano depois, qual a lembrança que você tem daquele gol?
ROGÉRIO CENI: A torcida comemorou como se fosse um título. Foi o arredondamento de uma marca que, para um goleiro, não é comum. É uma marca única. Era um clássico, um jogo importante pela rivalidade. Isso foi o mais bacana, por isso a alegria.

L!: Você ainda costuma ver o gol?
RC: Esse ano não vi nenhuma vez. Confesso que com essa lesão (fez cirurgia no ombro direito no fim de janeiro e só deve voltar a jogar entre fim de julho e início de agosto), até desanima ver as coisas. Mas depois que foi lançado o DVD dos 100 gols, eu vi. É um gol histórico, que vai ficar na lembrança de todos.

L!: Foi um dos gols mais difíceis, pelo local da cobrança, mais aberto, que você marcou na carreira?
RC: Deve ter havido outros em locais mais distantes. Era bem diagonal. Era uma oportunidade única naquele dia. Para quem bate quatro, cinco, a chance é maior. Mas era única, daí o grau de dificuldade.

L!: Desde então o São Paulo não faz gols de falta. Como vê esse jejum?
RC: O time joga com característica diferente, o Luis (Fabiano) protege bem, o Lucas está mais avançado, corta pelo meio, as faltas existem. Tomara que saia num momento importante. O Cícero bate, Jadson, Denilson mais de longe, Luis treina, Lucas bate muito bem. Alguém vai guardar alguma logo, logo.

Por Cleber Aguiar – Torcedor ferido em briga em SP tem morte encefálica, diz hospital

Fonte: Globo.com

Confronto ocorreu no domingo (25) em avenida na Zona Norte.
Dois jovens seguem internados e um morreu no dia do conflito.

Um dos jovens feridos na briga entre torcidas do Palmeiras e do Corinthians ocorrida no domingo (25), em São Paulo, teve morte encefálica, de acordo com boletim divulgado pela assessoria do Hospital São Camilo na manhã desta terça-feira (27). Segundo a diretoria da Mancha Alviverde, o rapaz era palmeirense.

“O paciente G.V.J.M., de 19 anos, encontra-se em morte encefálica, diagnóstico fechado às 5h15 do dia de hoje, a partir de provas clínicas e de exame de imagem. No momento, em suporte ventilatório e hemodinâmico na UTI”, informou o boletim. Na segunda-feira, o hospital havia declarado que ele estava em estado gravíssimo e com piora no quadro neurológico nas últimas 24 horas.

Ainda segundo o Hospital São Camilo, a vítima teve múltiplos ferimentos, sendo o mais grave o traumatismo craniano. A instituição afirma que só poderá informar sobre a possível doação de órgãos do torcedor caso a família dele se manifeste.

A briga entre torcedores ocorreu por volta das 10h30 de domingo em uma região da Avenida Inajar de Souza, na Zona Norte da capital paulista. Cerca de 300 torcedores das organizadas se envolveram na confusão. A polícia apura se o confronto foi organizado pela internet. No confronto, outro palmeirense morreu baleado. André Alves Lezo, de 21 anos, levou um tiro na cabeça. Seis jovens foram socorridos com ferimentos para hospitais e dois permanecem internados.

Um adolescente de 17 anos está no Hospital Cruz Azul, no Cambuci, na região central, onde se recupera de um traumatismo craniano e fraturas nas mãos. Apesar dos ferimentos, o hospital informou que o jovem está estável. Outro torcedor, que tem 23 anos, segue internado no Hospital do Mandaqui, na Zona Norte. Ele foi baleado na bacia e passou por uma cirurgia.

Organizadas proibidas
A Federação Paulista de Futebol proibiu nesta segunda a entrada das torcidas organizadas Gaviões da Fiel e Mancha Alviverde nos estádios até que sejam apurados os responsáveis pela briga que resultou na morte de Lezo. Segundo a federação, a decisão vale até que os responsáveis sejam punidos.

A delegada Margarette Barreto, da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), pediu nesta tarde a proibição para a FPF. A torcida Gaviões da Fiel informou que não foi oficialmente comunicada sobre a proibição e que, por isso, não irá se manifestar.

Em nota, a federação diz que, “considerando que é dever da entidade preservar a disciplina nos campos de futebol, resolve proibir a entrada nos estádios, até que sejam apurados os fatos e os responsáveis punidos nos termos da legislação em vigor (Estatuto do Torcedor)”. De acordo com a FPF, qualquer adereço que identifique a torcida organizada será proibido – camiseta, adereços e faixas – e a determinação será válida para todas as competições disputadas no estado de São Paulo.

Emboscada
Em nota publicada em seu site na noite desta segunda-feira (26), a torcida organizada Mancha Alviverde afirmou ter sido vítima de emboscada e que vem sendo caluniada.

“(…) Fomos vítimas de uma emboscada cravada a tiros por uma torcida rival, onde a própria polícia reconheceu que estávamos sendo escoltados enquanto eles apareceram de surpresa munidos de rojões, bombas, pedras, toucas ninja, barras de ferro e armas de fogo (…)”, aponta trecho da nota. Veja íntegra abaixo.
 

Nota da Mancha Alviverde (Foto: Reprodução / Site da Mancha Alviverde)

Por Cleber Aguiar – Federação proíbe Gaviões e Mancha

Fonte: O Estado de São Paulo

Entidade não permitirá presença das torcidas com uniformes após a morte de um palmeirense no domingo; outro torcedor está em estado gravíssimo

A Federação Paulista de Futebol (FPF) vetou o ingresso nos estádios de torcedores vestidos com uniformes das torcidas organizadas Mancha Alviverde e Gaviões da Fiel “até que sejam apurados os fatos e os responsáveis punidos nos termos da legislação em vigor (Estatuto do Torcedor)”, segundo resolução da presidência .

A medida, que se aplica apenas a partidas de competições organizadas pela FPF, foi tomada após a morte, no domingo à noite, do torcedor palmeirense André Alves Lezo, alvejado na cabeça por um tiro em confronto que envolveu mais de 500 pessoas na avenida Inajar de Souza, na Freguesia do Ó.

Outro torcedor, identificado apenas como Vinícius “Zulu”, permanecia em estado “gravíssimo” até o fechamento desta edição, segundo informou a assessoria de imprensa da unidade da Pompeia do Hospital São Camilo. O hospital não foi autorizado pela família a divulgar seu nome completo. Trata-se de um torcedor palmeirense de 19 anos, que também levou um tiro. Segundo o chefe da equipe médica encarregada do caso, Zulu estava clinicamente vivo.

A medida da FPF foi uma resposta à solicitação encaminhada pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.

André Guerra, presidente da Mancha, não quis comentar a respeito do veto. “Ontem já enterramos um (Lezo, veja matéria abaixo) e hoje temos mais dois amigos que estão mal. Não tenho condições de me pronunciar agora.”

O outro torcedor citado por Guerra é Gabriel Carlos, de 23 anos, que levou um tiro na bacia e foi levado para o Hospital do Mandaqui, na zona norte. Seu estado de saúde era estável ontem à noite. Oswaldo Pereira da Silva, de 27 anos, atingido na cabeça com uma barra de ferro, teve traumatismo craniano, fratura nas mãos e na coxa. Ele foi transferido no domingo para o Hospital Cruz Azul, na zona sul. Segundo os médicos, ele está consciente e passa bem.

De olho. A Polícia Militar (PM) alega que monitora as redes sociais e o Twitter, meios utilizados pelos integrantes das facções para agendar a briga, mas salienta que há limites para a execução. “Esse trabalho não é executado com uma pormenorização robótica. É um monitoramento humano executado pela área de inteligência da Polícia Militar”, diz o major Marcel Lacerda Soffner, assessor de imprensa da corporação.

Soffner diz que as principais vias de acesso ao estádio do Pacaembu são monitoradas. Embora a Avenida Inajar de Souza seja uma delas, apenas uma viatura que passou pelo local identificou a iminência do conflito. “Várias viaturas estavam circulando por toda a capital”, diz Soffner.

A Procuradoria-Geral de Justiça designou os promotores Sérgio de Assis e Manoel Torralbo Gimenez Junior para acompanhar o inquérito policial que apura a morte de Lezo. Alegando que acabaram de assumir o caso, ambos se recusam a comentá-lo.

Por Cleber Aguiar – Rubens Lopes: ‘Os clubes grandes depreciam o Estadual’

Fonte:Extra.com.br

 

O presidente da Federação do Rio diz que os clubes grandes depreciam o Estadual
O presidente da Federação do Rio diz que os clubes grandes depreciam o Estadual Foto: Alexandre Cassiano / O Globo

 

Carlos Eduardo Mansur – O Globo

No gabinete da suntuosa sede da Federação de Futebol do Rio, o presidente tem, sobre a mesa, o DVD “Faltas contra o Botafogo”, para rebater reclamação alvinegra. O Fluminense reclamou do campo do Bangu? Rubinho mandou editar o DVD “Gols perdidos pelo Fluminense”, segundo ele, “para ver se é culpa do buraco”. O Flamengo reclamou de faltas violentas? Ele saca o “Lances violentos do Flamengo”. Admitindo que o Estadual deve mudar, acusa os grandes de depreciar o torneio.

Não lhe parece claro que o Campeonato Carioca precisa mudar?

RUBENS LOPES: Não tenho dúvida que algo precisa ser revisto. E este é o motivo do Conselho Arbitral de amanhã (hoje). Mas as mudanças precisam ser feitas após um estudo, um diagnóstico preciso. Contratamos um instituto de pesquisa para ter o tratamento adequado.

Mas qual o sintoma da doença?

RUBENS LOPES: A falta de público nos estádios. Precisamos entender o fenômeno. Um fator a gente exclui: o desinteresse pelo futebol. Na hora dos jogos, bares estão cheios e o pay-per-view cresce. Algo acontece para as pessoas não irem ao estádio.

Como será a pesquisa e quando estará pronta?

RUBENS LOPES: Será uma pesquisa de opinião, respondida pelo torcedor. Por exemplo: falam que jogar às 22h é ruim. Vamos saber o quanto isto impacta. Não dá para tratar as coisas pelo “eu acho”. Queremos dados concretos e em 10 dias teremos o resultado.

Então será feito um Arbitral sem diagnóstico?

RUBENS LOPES: Sim, mas será importante se aceitar a necessidade de rever o processo. Nem que seja para concluir que não precisa mudar nada. Mas ninguém pode ignorar que o público não está no estádio, embora não seja fenômeno só do Estadual. Em 2011, o Fluminense, que é quem mais reclama, jogou mais de 70% dos jogos do primeiro turno do Brasileiro com menos de 7 mil pagantes. Em 2009, quase 30% dos jogos do Brasileiro tiveram menos de 10 mil pessoas. Em 2010 e 2011, mais de 30%. É o preço do ingresso? Também precisa ser revisto. Com jogos toda quarta e domingo, é difícil. E tem clube que deprecia o campeonato. Olha, tem estádios de difícil acesso, o horário não favorece, a TV passa ao vivo e o clube ainda diz que vai usar reservas. É como avisar ao torcedor: “Não vai que eu não vou”.

É bom para o Rio ter clubes na Libertadores. Não dá para encontrar uma fórmula que evite que, pelo desgaste, eles usem reservas no Estadual?

RUBENS LOPES: Usam times alternativos porque querem. As datas não são coincidentes. Daqui a Buenos Aires é mais perto do que daqui a Belém. O clube deveria ter a consciência de avisar: “Neste campeonato não vou pôr titulares e não vou reclamar, porque estou recebendo para jogar, mas o campo é ruim, a despesa do Engenhão é alta, o jogo é às 22h e meus artistas não vão”. E depois não reclama que o público não vai. Não é justo depreciar o campeonato e depois reclamar do público. E mais: por causa das cotas de TV, no Estadual eles ganham mais do que na Libertadores que, financeiramente, só é boa para quem vai às finais.

Os clubes pedem a redução do número de clubes e de jogos…

RUBENS LOPES: Primeiro, precisamos ter certeza de que é isso que influencia na presença de público. Não sei. O Brasileiro de 44 clubes teve média de público maior do que com 20. E os clubes esquecem que eles receberam uma importância da TV para aumentar o número de clubes. O aumento foi em função dos grandes porque no modelo de 12 clubes, frequentemente um pequeno ia à semifinal. Eles concordaram com o aumento e fizeram um contrato oferecendo 23 datas à TV. Se reduzir, vão ganhar menos? Vão querer? A TV vai concordar em pagar por 23 e receber menos? Não sei.

Dizem que o senhor é contra por questões políticas…

RUBENS LOPES: Uma coisa é certa: em 2013 não acontece nada, o regulamento diz que sobem dois e descem dois. Se as pesquisas provarem que este é o problema, eu defendo. O colégio eleitoral da Federação inclui todos os clubes, de todas as divisões, as ligas. Ter três ou quatro clubes a menos na Série A não vai influenciar eleição. É delírio.

Mas com menos clubes e jogos, talvez os clubes usem titulares…

RUBENS LOPES: Não sei. Por que não defendem a redução de outros campeonatos? Por que não pedem à CBF um Brasileiro de outro modelo?

Então o senhor acha que os clubes grandes são os culpados?

RUBENS LOPES: Não colocaria toda culpa neles, seria injusto. O problema é depreciar o produto. Neste Estadual, o Fluminense foi mestre em fazer isso.

No mundo globalizado, o público quer grandes duelos. Isto não esvazia os Estaduais?

RUBENS LOPES: Mas a nossa fórmula é a melhor do país. O Rio tem o melhor Estadual do Brasil, com seis a oito jogos decisivos. A média de público dos clássicos regionais é maior do que a média dos clássicos nacionais do Brasileiro. Porque os clássicos decidem no Estadual. Agora, o fechamento do Maracanã provocou queda de público. Tem a questão do transporte, não tem lugar para estacionar, em alguns estádios custa R$ 25 para estacionar. O torcedor vai ver um espetáculo em que o artista não é atraente, vai passar na TV, e o preço pesa. Ele vai escolher. Olha quantos fatores podem ter influência. Cada um com seu percentual.

O cuidado com os estádios não deve ser maior? Abel reclamou do estádio do Americano…

RUBENS LOPES: Claro, mas o Fluminense tem mania de reclamar de tudo. E tudo que ele reclama nunca vai acontecer no campo do Fluminense. Por quê? Não tem campo. Não tiro a razão do Abel. Estranho que tenha reclamado de forma inadequada. Na hora que detectou, deveria ter chamado um representante da Federação. Em relação ao campo do Bangu não procede reclamação.

O campo do Bangu não é ruim?

RUBENS LOPES: Visualmente, porque tem tipos diferentes de grama. Mas precisa pisar lá…

Mas os jogadores reclamam…

RUBENS LOPES: Alguns. O Vasco não reclamou. Só Loco Abreu reclamou. É preciso achar muleta para insucesso.

Mas um jovem vê diariamente jogos da Europa. De repente vê o campo do Bangu. Ele vai se desinteressar pelo Estadual?

RUBENS LOPES: Só se ele for Bangu. Na TV passam também jogos em São Januário, Macaé, Engenhão. Muito mais jogos em campos melhores.

Mas modernamente a exigência não é maior? Não há mais espaço para folclore, alçapão…

RUBENS LOPES: Claro que sim. Os clubes grandes devem ter este entendimento. A conta não fecha. O Fluminense ganha R$ 500 mil por jogo (da TV), dez vezes mais do que os pequenos. Para que a qualidade dos atores seja melhor, é preciso melhor distribuição de recursos. E o campeonato deveria ser mais bem remunerado pela TV, já que passa no maior número de estados.

Que nota dá para o Estadual?

RUBENS LOPES: Nota 7, para passar de ano. O campeonato não é ruim, há coisas que influenciam nele. Por mim, ninguém jogaria 22h. Dizem que o Engenhão já encheu às 22h. Sim, com o Flamengo na Libertadores. O torcedor sai do trabalho e tem que ficar zanzando na rua até o estádio abrir, sai meia-noite com medo de pegar trem, o estacionamento custa R$ 25. Ele diz: “Não vou”. O ingresso podia ter preço revisto, com setores populares e áreas vips.

Como avalia o encontro com o novo presidente da CBF?

RUBENS LOPES: Foi um encontro social. Acho que a convocação dos clubes do Rio só se deu pela vinda dos clubes do São Paulo. Até porque já temos muito paulista… Ele falou que vai estar aberto a todos. Um discurso político.

O senhor teme um domínio político de São Paulo?

RUBENS LOPES: O país todo deve se preocupar. A CBF não pode privilegiar este ou aquele estado. Temos que dizer isso ao presidente e nos insurgir contra o que não for nesta diretriz.

Defende novas eleições?

RUBENS LOPES: É preciso ser legalista. O estatuto da CBF diz que na ausência do presidente, “A” deve assumir. Ponto. Marin é o legítimo presidente. Conceitual e filosoficamente, deveria haver eleição. A prorrogação do mandato foi específica ao Ricardo Teixeira para não haver descontinuidade em função da Copa de 2014. Se ele saiu, o motivo acabou. Mas Marin está lá legalmente. Se agir com neutralidade, terá apoio. Se não, terá resistência. Não podemos admitir interferência de pessoas alheias à CBF.

O senhor fala do presidente da Federação Paulista…

RUBENS LOPES: Não quero falar de ninguém. Qualquer presidente da CBF tem que assumir a presidência. Se quiser, pode ter um conselheiro. Mas o conselheiro não pode ter superioridade hierárquica. E a CBF não pode ter subordinação a alguém que não tem cargo. Se não, vamos nos insurgir.

Esta sede é suntuosa. A Ferj, assim como a CBF, está rica?

RUBENS LOPES: É questão de gestão. Se administra bem, não gasta mais do que a receita…

Quais são as receitas?

RUBENS LOPES: Percentual nas rendas e contratos, inclusive TV (a Ferj recebe 10% do contrato de TV, 10% das rendas do Estadual e Libertadores e 5% da renda do Brasileiro).

Quais são as despesas?

RUBENS LOPES: Uma delas é esta sede. Não é suntuosa, é adequada à importância do Rio. Os clubes têm que ter orgulho da sede. A Fifa e a Conmebol são assim. Temos custo de pessoal e até auxílio aos clubes. Aos menores e maiores. Há clubes maiores que se socorrem da federação. A Federação é credora de clube grande, não digo qual nem quanto. E todos cumprem seus compromissos.

Por Cleber Aguiar – Hoje troco o futebol pela vida !

Cleber Aguiar equipe ICFUT

POR CLEBER AGUIAR DA EQUIPE ICFUT – Então mas uma vitima da violência do futebol André Alves Lenzo, foi enterrado ontem,serviu para que isso ? Fez o Corinthians Campeão da Libertadores, fez os Palmeirenses viver as glórias da era parmalat, fez o santista se vingar do Barcelona ou saopaulino voltar a libertadores ?
Nada disso ,fez uma mãe chorar, um pai se desesperar e principalmente uma goleada de violência para o futebol Paulista.
Prefiro que o futebol acabe do que uma mãe chorar , porque  o futebol matou seu filho, não vamos julgar se era ou não violento o torcedor da Mancha Verde, mas sim lamentar que estamos matando o próximo por causa de um time e uma torcida.
Torcida Jovem, Sangue Jovem,Força jovem, Gavioes, Mancha, Independente,TUP,camisa 12,Dragoes, Jovem Ponte, Furia Independente Bugre entre outras a rivalidade tem que ser na arquibancada com o grito na garganta e não sepultando seus adversários.

Nascer, viver e no Santos Morrer !!!

Hoje troco o futebol pela vida.

Cleber Aguiar

Por Rogerinho – Treze oficializa saída de Léo Rocha e diz que teve prejuízo de R$ 1,5 milhão

Diretoria declara que rescisão de contrato aconteceu de forma consensual: ‘O problema foi tentar uma jogada arriscada demais para o momento’

 

Fonte –  GLOBOESPORTE.COM Campina Grande

fábio azevedo em entrevista coletiva com valber maxwell (Foto: Silas Batista)
Fábio Azevedo ao lado do diretor jurídico do Treze, Valber Maxwell: rescisão consensual de Léo Rocha
.

O meia Léo Rocha está oficialmente fora do Treze. A informação foi divulgada na tarde desta segunda-feira pelo presidente Fábio Azevedo, em entrevista coletiva realizada no Estádio Presidente Vargas, sede do clube. Segundo o dirigente, o Treze tomou tal decisão porque o jogador procurou “algo a mais” do que apenas o gol na decisão de pênaltis contra o Botafogo, em jogo de volta pela primeira fase da Copa do Brasil.

– Foi um ato irresponsável. Naquele momento do jogo, o mais importante era o gol do jogador, que empataria a decisão. Mas ele buscava algo a mais do que o gol – declarou, dando a entender que a cavadinha foi uma tentativa de promoção pessoal que acabou custando caro demais ao clube paraibano.

Ele buscava algo a mais do que o gol”
Fábio Azevedo, sobre cavadinha de Léo Rocha

Fábio Azevedo, inclusive, diz que este “caro demais” não é apenas modo de falar. Segundo o presidente trezeano, a eliminação do Galo na primeira fase resultou numa perda de pelo menos R$ 1,5 milhão em patrocínios, bilheterias, repasse da CBF e cota de TV.

– O problema não foi perder o pênalti. O problema foi tentar uma jogada arriscada demais para o momento – declarou.

O presidente, no entanto, diz que a rescisão do contrato foi feita em comum acordo com o jogador, que aceitou os termos da proposta. O Treze vai arcar com todas as obrigações trabalhistas.

– As portas não estão fechadas para o jogador, mas no momento a saída dele foi o melhor a se fazer. Ele segue seu caminho, e o Treze segue o seu – disse, revelando em seguida que, pelo que foi informado, o atleta já tem três outras propostas do futebol nacional.

Por fim, ele voltou a negar que houve agressão por parte do supervisor de futebol Gil Baiano contra o atleta, conforme foi noticiado no dia do jogo. O próprio Gil Baiano já tinha negado a agressão dias antes.

Jefferson defende penalti no jogo do Botafogo contra o Treze-PB (Foto: Fernando Soutello / Agif / Ag. Estado)
Jefferson defende pênalti e critica ‘cabisbaixo’ Léo Rocha: lance custou o emprego do jogador

Por Rogerinho – Kleber inicia fisioterapia em 1 semana e deve voltar a treinar em 90 dias

Após cirurgia bem-sucedida, com placa e seis parafusos na fíbula, previsão é de que Gladiador tenha período de recuperação total de 120 dias

Fonte – GLOBOESPORTE.COM

marcio márcio bolzoni médico do grêmio kleber gladiador (Foto: Lucas Rizzatti/Globoesporte.com)
Marcio Bolzoni explica recuperação de Kleber
.

Durou cerca de 40 minutos a cirurgia para reparar o tornozelo direito fraturado de Kleber, após falta sofrida na vitóra sobre o Cruzeiro, no domingo, pelo Gauchão. A operação, realizada nesta segunda-feira, foi bem-sucedida e rendeu ao atacante do Grêmio uma placa com seis parafusos na fíbula.

De acordo com o médico do clube Márcio Bolzoni, é esperada uma “recuperação tranquila”. O jogador deve receber alta na quarta-feira e ficar mais dois dias descansando em casa para depois começar a fisioterapia. Estima-se que o Gladiador, que usará uma bota removível, seja encaminhado à preparação física e aos treinos em 90 dias. Para entrar em campo, no entanto, o prazo é maior, podendo chegar a 120 dias.

– Temos plena confiança na recuperação, que ele vai ser o mesmo. Na próxima semana, começa o tratamento no Olímpico – afirmou Bolzoni, em entrevista coletiva improvisada na entrada do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, no início desta noite.

Gladiador se manifesta e perdoa

Não tem o que perdoar, foi uma jogada normal”
Kleber sobre lance da lesão
.

Por volta das 16h30, Kleber havia chegado ao hospital. Abatido, cabisbaixo e com poucas palavras, isentou o zagueiro Léo Carioca de alguma culpa no lance que culminou na lesão.

– Não tem o que perdoar. Foi uma jogada normal – avaliou. – (O Léo Carioca) foi um cara superbacana, pediu desculpas na hora do lance. Está perdoado.

Questionado se essa lesão significa o pior momento da carreira, Kleber relutou em responder. Ficou alguns segundos encarando os gravadores dos repórteres até retrucar, com tristeza:

– Sem dúvida.

kleber grêmio machucado (Foto: Lucas Rizzatti/Globoesporte.com)
Kleber, na chegada ao hospital em Porto Alegre
.

Por fim, encontrou tempo para deixar um recado aos angustiados gremistas, que perdem por cerca de cinco meses a grande referência técnica do time.

– Vou procurar voltar melhor do que eu estava antes – prometeu.

Zagueiro revela estar abalado

Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, Léo Carioca se mostrou bastante abalado com as consequências da falta sobre o gremista. As palavras do Gladiador, no entanto, amenizam a angústia do zagueiro.

– Estou muito sentido, muito abalado com o que aconteceu. O lance não sai da minha cabeça. Não sou um jogador violento e o Kleber sentiu isso. Disse para mim na hora que não viu maldade no lance e que era para eu ficar tranquilo.

Relembre o lance da lesão

A lesão de Kleber ocorreu depois de uma entrada dura do zagueiro Léo Carioca no jogador gremista, aos 11 do segundo tempo.

O Gladiador saiu na hora do campo, sendo substituído por Marquinhos, quando a partida estava 1 a 0 – em gol marcado por Fernando na primeira etapa.

Por Rogerinho – Após briga, federação proíbe entrada de Mancha e Gaviões em estádios

Proibição vale até que os fatos da confusão deste domingo sejam apurados.
Pedido foi feito por delegacia que investiga morte de jovem em SP.

Fonte – GLOBOESPORTE.COM

A Federação Paulista de Futebol proibiu nesta segunda-feira (26) a entrada das torcidas organizadas Gaviões da Fiel e Mancha Alviverde nos estádios até que sejam apurados os responsáveis pela briga que resultou na morte de um palmeirense na manhã de domingo (25) na Zona Norte de São Paulo. Segundo a federação, a decisão vale até que os responsáveis sejam punidos.A delegada Margarette Barreto, da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), pediu nesta tarde a proibição para a FPF.  Cerca de 300 torcedores das organizadas se envolveram na confusão. A polícia apura se o confronto foi organizado pela internet.

A briga ocorreu horas antes do jogo entre os clubes pelo Campeonato Paulista. Na briga, o estudante André Alves Lezo, de 21 anos, levou um tiro na cabeça. Ele morreu horas mais tarde e foi enterrado na tarde desta segunda.

A torcida Gaviões da Fiel informou que não foi oficialmente comunicada sobre a proibição e que, por isso, não irá se manifestar. O G1 não conseguiu entrar em contato com a Mancha Alviverde na tarde desta segunda para comentar o caso. Pela manhã, um dos diretores da organizada informou que ela vai se pronunciar sobre a morte de André Lezo na  terça-feira (27).

Em nota, a federação diz que, “considerando que é dever da entidade preservar a disciplina nos campos de futebol, resolve proibir a entrada nos estádios, até que sejam apurados os fatos e os responsáveis punidos nos termos da legislação em vigor (Estatuto do Torcedor)”. De acordo com a FPF, qualquer adereço que identifique a torcida organizada será proibido – camiseta, adereços e faixas – e a determinação será válida para todas as competições disputadas no estado de São Paulo.

Segundo a Margarette Barreto, o pedido de restrição de acesso aos estádios das duas torcidas foi feito apenas à Federação Paulista de Futebol e ainda não é analisado pela Justiça. Vinte e sete torcedores já estavam impedidos de entrar nos estádios. As sanções aplicadas pela federação, no entanto, são apenas administrativas.

César Sampaio não vê proibição de organizadas como solução (Foto: Juliana Cardilli/G1)
César Sampaio não vê proibição de organizadas como solução
.

Contra proibição
O gerente de futebol do Palmeiras, César Sampaio, esteve no enterro do jovem e disse nesta que a proibição da entrada de torcidas organizadas nos estádios paulistas pode não inibir a violência entre os adeptos.

“Os torcedores sendo proibidos de ir ao estádio pode até inibir [a violência], mas isso não inibe que eles se encontrem. Esse problema não foi no estádio, foi antes do jogo”, disse Sampaio.

Irmão detido
Um dos irmãos do estudante Andre Alves Lezo foi detido por suspeita de participar do confronto entre palmeirenses e corintianos na Zona Norte de São Paulo. O jovem Tiago Alves Lezo chegou a ser levado para delegacia e liberado após ser citado no boletim de ocorrência sobre o caso.

Ao todo, foram registrados três boletins de ocorrência no 72º Distrito Policial em decorrência da briga na Avenida Inajar de Souza. A Polícia Civil listou sete pessoas como suspeitas de agressão e outras sete como vítimas. Tiago Alves Lezo e outro jovem foram detidos em uma moto por suspeita de porte de arma.

Como a arma não foi encontrada, eles foram submetidos a exame para verificar resíduos de pólvora nas mãos. Em outro boletim complementar dos dois anteriores, o pai de Andre Lezo, que é policial militar, aparece como declarante que seu filho morreu.

Além de Tiago, outro irmão do jovem assassinado já havia se envolvido em brigas entre torcidas. Segundo a Federação Paulista de Futebol, Lucas Alves Lezo, vice-presidente da Mancha Alviverde, participou de um confronto com integrantes de uma torcida organizada do Corinthians no dia 5 de fevereiro e, por isso, foi proibido de ingressar em estádios.