Por Cleber Aguiar – Um derrota no apito !

CLEBER AGUIAR EQUIPE ICFUT Caros Icfutistas, o que houve no morumbi ontem, foi um assalto a mão armada contra o Glorioso Santos Futebol Clube.Gol impedido, penalti inexistente e um ar muito fresco, complicou o bom e cansado futebol praiano, vejamos se não fosse a nossa querida e espetacular Federação Paulista de Futebol, que marca clássico entre jogos da Libertadores o nosso Santos não teria perdido esse clássico.

Ainda mais para o nosso freguês Tricolor, ainda com o Santos cansado de uma viagem  no Peru, quase conseguiu sair com um bom empate no clássico Sansão.Meu amigo de equipe Rogerinho não admite a roubalheira para os lados do clube da Vila Sônia, porém sabemos que cai-cai Luís Fabiano se jogou dois diantes do Rafael chegar nele e o carente e perdido Lucas fez um gol completamente impedido…pior cego á aquele que não quer enxergar…rsrsrsrs.

Perdemos a batalha, porém não perdemos a guerra e seguiremos firme e forte para conquistar mais um Tricampeonato Paulista, e os bambis vão ter que engolir !!!

Vai pra cima Deles Santos !!!

BATE – PAPO ICFUT – Giuliana Souza torcedora do Santos FC.

Nome: Giuliana Souza 15 anos -São Paulo –SP

Torcedora do Santos FC

Sonho: Ver o Neymar Junior pessoalmente e conseguir entregar minha carta pra ele

 

1-Oque representa seu clube pra você ?

Resposta: Tudo, pra mim um time que eu me orgulho muito Nascer viver e no Santos Morrer é um orgulho que nem todos podem ter.

 2-Oque levou você a torcer  por esse time ?

 Resposta: Bom torcia para o Corinthians e desde quando vi o Ney mudei totalmente sou santista ♥

 3-Jogo Inesquecível?

 Resposta: Santos x Flamengo

 4-Maior Craque que você tenha visto ?

 Resposta: Neymar Junior

 5-Organizadas é bom ou ruim?

 Resposta: Bom nunca foi a um jogo mais pelo que eu tenho visto a torcida do santos e muito unida eu acho que é bom.

 6-Maior Alegria e maior decepção?

 Resposta: Bom meu nos somos Campeão da America tem alegria maior?E maior decepção foi que o Santos perdeu contra o Barcelona

 7-Maior alegria que você fez pelo seu time?

 Resposta: Bom ainda não fiz nenhuma loucura mais ela está por vir… rs

 8-Melhor e pior dirigente do seu clube ?

 Resposta: Nem sei

 9 -Programa esportivo favorito ?

 Resposta: Globo esporte

 10-Condições de estágios e preços de ingressos?

 Resposta: Bom como disse nunca fui ao um jogo mais o estagio da vila Belmiro próprio do santos reformou e pelo que eu estou vendo está ótimo agora ingressos não tenho opinião.

 11-Nível de arbitragem?

 Resposta: Muito injusto um monte de jogador comete falta contra o Neymar e nem todos marcam ela  não sou muito fã de ar brito.

 12-Seu time em uma palavra?

 Resposta: Vitorioso

 

 

 

Por Cleber Aguiar – HELENO DE FREITAS: O mais romântico e trágico dos craques

Fonte: O Estado de São Paulo

Conheceu a glória e morreu louco, vítima da sífilis. Rodrigo Santoro encorpora o jogador em filme brasileiro que entra em cartaz dia 30

Luiz Zanin Oricchio – Estadão

SÃO PAULO – Quem acompanha as trajetórias de Edmundo, Adriano, Ronaldinho e outros jogadores problemáticos talvez não saiba que todos eles têm um antecessor famoso. Heleno de Freitas, craque do Botafogo na era pré-Garrincha era tão caprichoso que a torcida adversária o apelidou de Gilda, filme estrelado por Rita Hayworth no papel da mulher tão bela quanto encrencada.

Heleno também era boa pinta e entrava em campo com os cabelos assentados por gomalina. Usava ternos da moda, era galã, mulherengo, boêmio, e gostava da noite de Copacabana. A família viera de Minas, da pequena São Joã Nepomuceno, onde nosso personagem nasceu, em 1920. Filho de um comerciante de café, que um dia morreu de pneumonia, Heleno mudou-se com a família para o Rio quando era ainda um garoto de 13 anos.

Logo descobriu o futebol de praia em Copacabana e atuou sob direção do folclórico Neném Prancha, filósofo do esporte e autor de algumas das mais famosas frases sobre o jogo da bola. Nas imediações do Posto 6, conheceu e se tornou amigo de outro botafoguense, João Saldanha.

Em tal companhia, Heleno só poderia terminar em General Severiano, onde chegou depois de breve desvio pelo Fluminense, clube para o qual o haviam levado alguns amigos. Aliás, uma das curiosidades da vida de Heleno é que, durante algum tempo, ele pôde jogar pelas duas equipes ao mesmo tempo.

É que nos anos 1930 havia uma cisão no futebol carioca entre os que aceitavam o profissionalismo e os que o rechaçavam. Formaram-se duas ligas rivais. Entre as duas facções, Heleno jogava ora por um time ora por outro. Mas o duplo vínculo logo cessou e ele pôde se dedicar, de maneira exclusiva, ao seu time do coração, o da estrela solitária.

Houve uma mudança importante também nesse início de trajetória de Heleno. No princípio, ele jogava no meio de campo, onde se destacava pela classe e elegância. Mas tinha outra característica que poderia ser aproveitada: rendia melhor mais adiantado, dentro da área, onde imperavam seu furor, a vontade sem tamanho de vencer, a valentia e a volúpia do gol.

Transformado em centroavante, encontrou seu verdadeiro lugar dentro de campo. E também no coração da torcida que, no entanto, como se sabe, é volúvel como o de uma prima-dona.

Heleno era famoso por jogar como se tomado pela dramaticidade de uma ópera, embriagado pelo desejo de vitória, incapaz de pensar em outra coisa senão em derrotar o adversário. Desse modo, brilhou intensamente no auge de sua carreira, entre 1940 e 1947.

Nesse período áureo disputou a maior parte dos seus 304 jogos como profissional e marcou a maioria dos seus 249 gols. No entanto, por ironia, nunca conseguiu dar um título ao seu querido Botafogo.

Na gestão de Carlito Rocha (e do seu cão Biriba) foi vendido para o Boca Juniors, e lá ficou por pouco tempo. Desentendimentos com colegas, brigas, noitadas, Heleno era sempre o mesmo. Queixava-se de boicote dos argentinos, de que a bola nunca chegava a ele, em especial do jeito que a exigia, mansinha em seus pés. Encerrou prematuramente a experiência portenha e voltou ao Brasil. Foi para o Vasco e, também por ironia, conquistou seu único título carioca por um clube rival do seu amado Botafogo.

EM BUSCA DO OURO COLOMBIANO
Já não era o mesmo e os sintomas da sífilis começavam a aparecer. Em 1950, largou o Vasco e foi atrás dos dólares da famosa Liga Pirata colombiana, contratado pelo Atlético Junior de Barranquilla. Chegou encrencando com os novos patrões porque achou que o hotel onde o hospedaram não estava à altura. Mudaram-no para outro, mais condizente com o personagem. Com toda essa pompa inicial, a passagem por Barranquilla pouco teve de notável. Exceto pelo fato de Heleno tornar-se personagem de um jornalista chamado Gabriel García Márquez.

Está certo que naquela época García Márquez sequer sonhara com ‘Cem Anos de Solidão’, ainda não se tornara um Pelé das letras e teria achado graça caso lhe dissessem que um dia ganharia o Nobel de Literatura. No entanto, era já cronista de pena cheia e brindou Heleno com o texto intitulado ‘O Doutor De Freitas’. Nele, fala de uma “milagrosa atuação” do brasileiro no Estádio Municipal.

Nelson Rodrigues também se refere ao período colombiano de Heleno. Evocando cenas fantasiosas, disputas cavalheirescas e aventuras amorosas do jogador, Nelson conclui: “Não há no futebol brasileiro jogador mais romanesco.”

Tanto romance cobrava seu preço. Heleno ficou seis meses na Colômbia e voltou disposto a retomar a carreira. Não conseguiu. Em rápida passagem pelo Santos, brigou com todo mundo e voltou ao Rio. Lá vestiu sua última camisa profissional, a do América, com a qual realizou o desejo de jogar no Maracanã, onde sonhara defender o Brasil na Copa do Mundo. Sonho impossível, porque estava brigado com o técnico da seleção, Flávio Costa. E também porque em 1950 não era sombra do jogador que fora. Mesmo esse jogo no Maracanã tornou-se pesadelo. Com a camisa do América, comportou-se de maneira tão desvairada que terminou expulso. Era o fim.

O grande Heleno, o Gilda dos gramados, já não tinha condições sequer de cuidar de si. Assistido pelo irmão Oscar, começou a peregrinação por sanatórios, para tentar se curar. Em vão. A sífilis, provavelmente apanhada nos bordéis da vida, havia tomado seu cérebro e não era mais controlável. Terminou em Barbacena, a cidade mineira dos asilos de loucos, onde ainda viveu por seis anos, cada vez pior, em meio a recortes de jornais que falavam do seu tempo de fama. Morreu, em 1959. Tinha 39 anos.

Rodrigo Santoro interpreta os altos e baixos do atleta

Rodrigo Santoro encarna à perfeição o mito em Heleno, filme de José Henrique Fonseca que entra em cartaz dia 30. Ficou bem parecido com o astro do Botafogo e tomou lições de bola do ex-jogador Cláudio Adão para não fazer feio nas cenas de futebol.

Essas, no entanto, são raras. Vemos poucas vezes as jogadas características de Heleno, revividas por Santoro: a cabeçada, a matada no peito perfeita, o arremate certeiro ao gol.

A maior parte da ação concentra-se mesmo na vida de Heleno fora dos gramados. O gosto pela vida noturna, pelas bebidas e mulheres de classe (era habitué da boate Vogue) o tornaram figurinha carimbada na boêmia carioca dos anos 1940.

O filme concentra-se também na atribulada vida conjugal de Heleno, com seu relacionamento e casamento breve com a mulher, Hilma, que na ficção vira Silvia, interpretada por Alline Moraes. Ao mesmo tempo, o jogador mantém um romance com a cantora hispânica Diamantina (a deusa colombiana Angie Cepeda). A turbulência na vida privada de Heleno acompanha-se da não menos tumultuada vida profissional, na qual se torna o terror dos vestiários, pelas humilhações impostas aos colegas de time.

Rodrigo Santoro faz um esforço intenso ao emagrecer 12 quilos para viver o Heleno da decadência, em Barbacena. No asilo, as melhores cenas são as entre Heleno e o enfermeiro (Maurício Tizumba). Cenas comoventes, do ídolo caído, cuidado por alguém que o atende com toda a paciência e compreensão.

Em magnífico preto e branco, fotografado por Walter Carvalho, Heleno remonta a um tempo de romantismo. Anos de ouro, sem as inquietações do presente. Nem por isso as pessoas passavam pela vida ilesas. No caso de Heleno, o mais infeliz dos nossos boleiros, o drama da fama, sempre ilusória, e o da decadência, inevitável. Um belo filme.

Existe um mistério nesta história triste. Os perfis biográficos, a biografia (Nunca houve um Homem como Heleno, de Marcos Eduardo Neves, agora relançada pela Zahar), o próprio filme, insistem que o comportamento extravagante de Heleno era ditado pela sífilis.

Mas todas as fontes reconhecem que Heleno sempre fora excêntrico, egoico, autocentrado, perfeccionista doentio – não tolerava em outros as imperfeições que não via em si. Desse modo, não seria uma interpretação tão caridosa quanto ingênua supor que a sua agressividade se devia apenas e tão somente à doença?

Não podemos pensar que o Heleno antissocial e brigão dos anos finais já estivesse contido no Heleno saudável e no auge da carreira? E que essas tendências teriam apenas sido potencializadas pela sífilis assim que ela se instalou em seu organismo?

Talvez essa hipótese faça mais humano o personagem, seja mais respeitosa com sua memória e torne mais trágico ainda o seu destino. L.Z.O.

Por Cleber Aguiar – Entrevista – Zidane: O craque está preocupado com a falta de bons jogadores no futebol mundial

Fonte: O Estado de São  Paulo

Francês alerta: os atletas criativos estão em extinção

JAMIL CHADE – Estadão

NYON – “Eu temo muito pelo futuro do futebol.” A declaração é de um dos maiores jogadores de todos os tempos e um grande carrasco do Brasil, Zinedine Zidane. Segundo o astro francês, a transformação do esporte em um jogo físico pode acabar matando o encanto que o futebol gera em todos os cantos do planeta. Embora não costume dar entrevistas, Zidane aceitou falar com exclusividade ao Estadão e mandou um recado para os responsáveis pela Seleção Brasileira: ela não pode se basear apenas na força. Além disso, Zidane se mostrou feliz com a indicação de seu amigo Ronaldo para o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014. O francês, que faz parte da diretoria do Real Madrid, disse que será muito bom para o futebol brasileiro se mais ex-jogadores chegarem ao poder. “Nós temos legitimidade.”

Zidane: francês foi um dos mlhores do mundo - Charles Platiau/Reuters
Charles Platiau/Reuters
Zidane: francês foi um dos mlhores do mundo

Reservado, Zidane coloca as suas condições para dar entrevistas. Ele não fala de contratações do Real Madrid e não entra em polêmicas políticas em relação à CBF. Mas ironiza: a França está preparada para receber um Mundial se as coisas não andarem na direção certa no Brasil para 2014. “Nós estamos sempre prontos.”

A seguir, os principais trechos da entrevista, concedida à beira do Lago Leman, na cidade de Nyon, na Suíça, onde fica a sede da Uefa (foi lá que ocorreu na sexta-feira o sorteio dos cruzamentos de quartas de final da Copa dos Campeões e da Liga Europa):

Qual a importância de ter um jogador (no caso, Ronaldo) na direção dos trabalhos da Copa do Mundo de 2014? Chegou o momento de o Brasil ter na cúpula do seu futebol ex-jogadores?
Sim. Seria um gesto enorme. Ronaldo é a pessoa adequada para levar esse projeto de 2014 adiante. É alguém que conhece muito bem o futebol, é alguém que tem uma imagem importante no Brasil. E é alguém que, para mim, sempre representou muito como pessoa e também como jogador. Sou pessoalmente um fã do Ronaldo e acredito que o Brasil e toda a organização escolheram a pessoa certa para justamente conduzir agora esse projeto de uma forma correta.

Você está agora na administração do futebol. Quais são os maiores desafios para um ex-jogador nessa função?
Eu pessoalmente não tenho muita experiência nisso ainda. Faz apenas um ano que estou nesse posto. Sou agora dirigente no Real. Mas posso assegurar que é uma forma totalmente diferente de ver o futebol. O que, sim, é verdade é que nós, os ex-jogadores, temos certamente algo a somar por nossa experiência como atletas. Vivemos no campo de futebol. Eu sei que, quando passamos para o outro lado, é outro trabalho. Mas é também um trabalho muito interessante. A vantagem que temos é que todos somos legítimos. Fomos jogadores e temos a legitimidade agora para estar no comando do futebol. Agora, é claro, temos de somar algo. Não é fácil. O mundo do campo é uma coisa. Ronaldo e eu éramos especialistas em campo. Agora é um novo trabalho que começa e temos a legitimidade de trazer nossas ideias e contribuir para que o futebol progrida.

Que recomendação você pode dar a Ronaldo nessa nova etapa de seu envolvimento com o futebol?
O que posso dizer a Ronaldo é muito simples: o fato de ele mesmo querer fazer algo pelo futebol e por esse projeto de 2014 é o que conta. Muito vai depender dele. Mas, como ele tem vontade de realizar as coisas, como sua carreira já mostrou, aposto que ele terá sucesso também nessa nova fase.

Você está mais preocupado com a qualidade do futebol brasileiro ou com os atrasos nos estádios para 2014?
O Brasil não inventou o futebol, mas o melhorou consideravelmente e isso nos beneficiou a todos…

Parece que principalmente ao time francês, pelo menos nas vezes em que as duas seleções se enfrentaram nas Copas do Mundo de 1998 e 2006…
É verdade. Nunca éramos favoritos quando jogávamos contra o Brasil. Tínhamos essa sorte enorme de entrar em campo sem nada a perder quando enfrentávamos o Brasil. Quando se entra em campo assim, há o sentimento de que existe o potencial de se superar. E, claro, como nós também éramos bons jogadores, conseguimos fazer belas coisas. Mas, olhe, o Brasil sempre será o Brasil, ocorra o que ocorrer. Com seus jogadores, sua mentalidade de jogadores de espetáculo… O que eu adoro no futebol é justamente isso, o espetáculo. Não sou a favor de um jogador que seja fisicamente forte. Sou muito sensível à qualidade do jogador. Não sou sensível ao físico. Tenho cada vez mais medo em relação ao futuro do futebol. Vejo cada vez menos jogadores criativos em campo e não quero que isso se torne algo raro. Isso mataria o jogo.

O futebol precisa continuar sendo um espetáculo para todos aqueles que o assistem.

Como você avalia os atrasos e os problemas na realização da Copa de 2014 ? A preparação para o Mundial o preocupa?
Leva um tempo para entender as exigências (da preparação para uma Copa do Mundo). De todas as formas, a França está pronta (para receber o Mundial de 2014) se precisar. Nós estamos sempre prontos.

Por Cleber Aguiar – Noitadas e bebida quase derrubaram Celsinho, ex-Portuguesa, sósia de Ronaldinho

Fonte: O Estado de São Paulo

Atacante foi para a Rússia com 16 anos, ganhou bom dinheiro e começou a beber acima da média. Conselho da avó o salvou

DANIEL BATISTA – Estadão

Celsinho: atleta quase chegou ao fundo do poço - Reprodução/AE - 9/3/2012
Reprodução/AE – 9/3/2012
Celsinho: atleta quase chegou ao fundo do poço

SÃO PAULO – Promessa do futebol brasileiro em 2005 e comparado a Ronaldinho Gaúcho – pelo futebol e pela fisionomia – o meia Celsinho, da Portuguesa, era o sonho de consumo de clubes do Brasil e do exterior. Mas uma transferência para o futebol russo e as facilidades do mundo da bola fizeram com que a carreira promissora se tornasse uma decepção. O vilão disso tudo: o álcool. Em entrevista exclusiva ao Estadão, o jogador de 23 anos, que atualmente defende o Targu Mures, da Romênia, confessa que a bebedeira estragou parte de seus sonhos e conta de seu passado melancólico, prometendo ser um novo homem. Por isso, resolveu abrir o jogo e espera servir de lição para os mais jovens.

Como você foi parar na Romênia?
Eu tinha também propostas da Arábia Saudita, da Inglaterra e da França, mas fiquei com receio de não dar o retorno esperado para esses clubes por ter jogado pouco em 2010, por causa de lesões e por ter ficado um tempo sem clube. Optei pela Romênia para dar um passo atrás para depois dar vários à frente. Em junho estou livre para jogar onde quiser.

Fez muitas escolhas erradas na carreira?
O meu maior erro foi ter saído do Brasil com 16 anos para ir jogar no Lokomotiv. A Rússia é um país totalmente diferente. Fui bem lá profissionalmente, mas pessoalmente foi péssimo ter saído tão jovem e ainda tendo inúmeras propostas de outros clubes.

Que propostas você tinha? E porque então optou pelo Lokomotiv?
Cruzeiro, São Paulo, Porto, Manchester United, um clube da França que não lembro o nome… Foi difícil a escolha, mas eu olhei só para o lado financeiro. Dois dias antes de viajar para a Rússia, o Porto fez uma proposta ainda melhor, mas o Lokomotiv foi e cobriu.

Tudo isso mexeu com a sua cabeça?
Demais. Tinha de sustentar cinco famílias e tudo estava na minha mão. Vi que aceitar a proposta do Lokomotiv era boa financeiramente para a minha família, por isso fui. Agradeço a Deus, mas cometi muitos erros. Absorvi tudo e hoje me tornei alguém diferente do que era.

Quais foram os erros?
Me perdi no mundo de facilidades que jogador de futebol tem, principalmente se você ganha bem. Me perdi em carros, bagunça, balada… Coisas que em Americana (cidade do interior paulista onde nasceu) eu não tinha. Era muito dinheiro e tudo muito fácil. Ganhava 10 na Portuguesa e passei a ganhar 500 no Lokomotiv. Imagine você com 16 anos nessa situação? Você se perde mesmo.

Exagerou nas bebidas e com as mulheres?
Mulheres não, porque eu já namorava a minha atual mulher, mas em relação a balada, virava a noite várias vezes, bebendo direto. Foi nessa loucura dos 16 aos 19 anos, mais ou menos.

Chegou a treinar bêbado?
Algumas vezes. Já teve situações de eu chegar em casa umas 8 horas porque tinha de estar no CT às 9. Ia direto para o treino, sem dormir. Chegava bêbado e isso me atrapalhava no treino. Ia para balada umas quatro, cinco vezes por semana, mas drogas nunca usei, embora vivesse cercado delas.

Ia com quem? Com outros jogadores brasileiros?
Com amigos. De vez em quando me encontrava com alguns jogadores brasileiros. Mas só eu e o Fininho (ex-lateral do Corinthians) éramos os mais ligados na noite. Os outros iam, mas sabiam o limite.

Nunca sentiu vergonha?
Na época não. Pelo contrário, achava lindo. Contava com o maior orgulho que eu ia trabalhar bêbado. Achava que estava sendo “o cara”. Hoje sei o quanto é constrangedor saber que já falei desse assunto “me sentindo o cara”. Isso é ridículo.

No clube ninguém falava nada?
Não. As broncas que eu levava era por não render em campo. Mas não rendia por causa das baladas.

E sua família. O que te dizia?
Todo mundo me dava bronca, mas eu achava que podia fazer tudo, porque tinha o controle da situação e era o dono da razão.

O que fez você mudar?
Em 2010, quando estava na Portuguesa, saiu uma matéria que deu grande confusão na minha vida (foi acusado de fazer festa até altas horas da noite com som alto, bebedeira e mulheres). Aí, dona Maria, minha avó, falou algo que pegou no ponto: “Filho, você chegou ao fundo do poço. Maravilha! Do fundo do poço você não passa, então se erga e volte para cima”. Foi duro ouvir isso.

E depois?
Resolvi que não queria mais essa vida. Queria voltar a jogar futebol e ser o Celsinho que todo mundo esperava. O nascimento do meu filho (Felipe Gabriel, que tem 5 anos atualmente) foi a coisa mais abençoada que Deus me deu. Ele me dá força. Eu hoje não trabalho para o Celsinho, mas sim para o Felipe. Por causa dele, não posso e não vou mais fraquejar, porque, se eu fizer isso, ele vem junto comigo.

Surgiram muitas amizades oportunistas?
Aprendi uma coisa: não faça amizade depois que você vira jogador. Se você tem uma situação financeira melhor, brotam amizades. Mas os verdadeiros amigos são aqueles do passado, que ralaram com você quando você não era ninguém. Até hoje tenho problemas de falsas amizades. Tive problemas com carros, empréstimos que a pessoa fez com meu nome e isso acabou atrapalhando minha vida.

Que recado você pode dar para um garoto que está entrando no futebol?
Cuidado. Não caia em tentação, porque o único derrotado será você. Tenha dignidade e saiba aproveitar o dom que Deus lhe deu. Quando você entra no mundo da bola, tudo que parecia distante começa a aparecer com facilidade: baladas, mulheres, fama… Mas tudo vai embora com uma velocidade impressionante se você não souber cuidar da sua vida.

Quais os planos para carreira?
Tenho contrato com o Targu até junho e aí estou livre para jogar onde quiser. Quero voltar para o Brasil e limpar minha imagem. Estou preparado para fazer aquilo que sei, que é jogar futebol. Com a cabeça de um novo Celsinho. Um Celsinho homem, um pai de família.

ICFUT – Gols dos Estaduais 18/03/2012

São Paulo 3 X 2 Santos – 14ª Rodada Do Campeonato Paulista 2012

Metropolitano 0 X 4 Figueirense – Campeonato Catarinense 2012

Criciúma 7 X 0 Camboriú – Campeonado Catarinense 2012

Ceará 3 X 1 Guarany De Sobral – Campeonato Cearense 2012

Catanduvense 2 X 2 Linense – 14ª Rodada Do Campeonato Paulista 2012

Paulista 2 X 1 XV De Piracicaba – 14ª Rodada Do Campeonato Paulista 2012

Uberaba 1 X 2 Guarani-MG – Campeonato Mineiro 2012

Coritiba 3 X 1 Paranavaí | Campeonato Paranaense 2012

Botafogo 3 X 1 Vasco | 4ª Rodada Da Taça Rio 2012

Oeste 3 X 2 Portuguesa – Campeonato Paulista 2012

Anapolina 2 X 3 Itumbiara, – 13ª Rodada Do Goianão 2012

Bragantino 1 X 1 Botafogo-SP – Campeonato Paulista 2012

Caldense 0 X 5 Cruzeiro | Campeonato Mineiro 2012

Operário-Pr 2 X 0 Toledo – Campeonato Paranaense 2012

Villa Nova 1 X 2 Atlético-Mg | 7ª Rodada | Campeonato Mineiro 2012

Veranópolis 1 X 4 Grêmio | 3ª Rodada | Campeonato Gaúcho 2012

Rio Verde 3 X 4 Goiás, | 13ª Rodada | Goianão 2012

Vitória 3 X 2 Bahia | 15ª Rodada | Campeonato Baiano 2012

Roma 1 X 1 Atlético-Pr | 4ª Rodada | Campeonato Paranaense 2012

Comercial-SP 3 X 3 Corinthians – 14ª Rodada Do Campeonato Paulista 2012

Flamengo 1 X 0 Friburguense – Taça Rio 2012

Por Rogerinho – Lucas dá show para Mano ver, e São Paulo derrota o Santos de Neymar

Técnico da Seleção Brasileira assiste à grande atuação de suas principais promessas. Tricolor agora é vice-líder do Campeonato Paulista

FONTE – GLOBOESPORTE.COM

Mano Menezes fez uma escolha certa neste domingo. Saiu de casa e foi ao Morumbi ver o clássico entre São Paulo e Santos, pela 14ª rodada do Campeonato Paulista. De presente, o técnico da Seleção Brasileira ganhou duas belas atuações das suas principais apostas para as Olimpíadas de Londres: Lucas e Neymar. O são-paulino, porém, levou a melhor e comandou o Tricolor na convincente vitória por 3 a 2.

Do primeiro ao último minuto, o clássico foi vibrante, empolgante, com momentos de tensão e recheado de belas jogadas. Um jogão recheado de craques em campo, como Lucas, Luis Fabiano, Neymar e Ganso, e com dois técnicos consagrados, como Emerson Leão e Muricy Ramalho, no banco. O santista, por sinal, foi ovacionado pela torcida do Tricolor, clube pelo qual foi tricampeão brasileiro (2006, 2007 e 2008).

A grande atuação rendeu ao São Paulo seu oitavo jogo de invencibilidade, sendo a sexta vitória seguida. De quebra, o Tricolor saltou para a vice-liderança, com 31 pontos, e conseguiu sua primeira vitória sobre o Peixe com Neymar e Ganso em campo. Já o Santos, com 27, manteve a quarta colocação.

Pelo Campeonato Paulista, São Paulo e Santos só voltam a campo no próximo domingo. O Tricolor vai ao interior paulista encarar o Mirassol, e o Peixe recebe o Bragantino na Vila Belmiro. Os dois jogos serão às 18h30m. No meio de semana, a equipe do Morumbi, já classificada na Copa do Brasil, tem folga. O Santos, por sua vez, tem compromisso pela Taça Libertadores da América. Na quinta-feira, no estádio do Pacaembu, recebe os peruanos do Juan Aurich, às 22h.

São Paulo goleia nas chances, mas no placar…

Na chegada ao Morumbi, Neymar avisou que atua melhor quando apanha dos rivais. O São Paulo colocou o volante Rodrigo Caio, improvisado na lateral direita, para seguir o santista. No início, deu certo. O são-paulino levou a melhor na maioria dos lances. Só que exagerou na força e levou um amarelo. Seria expulso mais tarde.

Com Neymar anulado, Ganso apagado e o meio de campo tricolor em tarde inspirada, o primeiro tempo foi totalmente dominado pelo São Paulo. O time do Morumbi, aliás, abriu o marcador rapidamente. Aos oito minutos, Casemiro bateu de fora da área, a bola desviou em Edu Dracena e enganou o goleiro Rafael: 1 a 0.

neymar lucas são paulo x santos (Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM)
Neymar e Lucas foram os destaques da ótima partida
.

O lance animou ainda mais o Tricolor e deixou o Peixe abatido. Com dificuldade para conseguir se encontrar, o Santos entrou em pane com o bom toque de bola do São Paulo. Os marcadores alvinegros não sabiam para onde correr. A equipe de Emerson Leão só não aplicou uma goleada na etapa inicial porque faltou pontaria aos seus jogadores de frente.

Bem armado, o Tricolor levou perigo com Luis Fabiano, Lucas, Cícero, Jadson… Se tivesse caprichado um pouco mais na finalização, teria conseguido um placar que fizesse valer o futebol apresentado. 1 a 0 foi pouco. Teve ainda três cabeçadas importantes de Paulo Miranda. Nelas, Rafael apareceu bem.

O Santos só entrou no jogo quando Paulo Henrique Ganso teve um lampejo. Com o meia mais ligado na partida, o Peixe assustou algumas vezes. Mas o primeiro chute da equipe da Vila Belmiro saiu apenas aos 33 minutos, quando Borges encheu o pé na grande área e viu Denis realizar linda defesa. O excelente primeiro tempo do São Paulo não foi bem aproveitado. E com um apático início de partida, o Santos saiu no lucro levando apenas um gol.

Neymar aparece, mas Lucas define

Na volta para o segundo tempo, o técnico Muricy Ramalho pediu ao Santos que ficasse mais com a bola para evitar a pressão são-paulina. E para isso fez uma alteração no meio de campo. Colocou Elano na vaga de Ibson, que não fez um bom primeiro tempo e já tinha sido advertido com o cartão amarelo.

Elano fez valer sua entrada aos seis minutos. Foi depois de um escanteio batido por ele que o goleiro Denis se atrapalhou com Luis Fabiano e a bola sobrou para o zagueiro Edu Dracena deixar tudo igual no placar. O gol de empate não foi a única “punição” ao São Paulo pelas chances desperdiçadas. Aos oito, Rodrigo Caio, que afirmou no intervalo que não seria expulso pela forte marcação em Neymar, levou o cartão vermelho por entrada dura no craque santista.

A expulsão e o gol sofrido poderiam ter deixado o Tricolor abatido. Mas não foi bem assim. A equipe de Emerson Leão se reencontrou em campo, foi para cima e voltou a ficar em vantagem aos 19. Derrubado pelo goleiro Rafael na área, Luis Fabiano pediu para bater o pênalti e fez seu sétimo gol na temporada.

O perigo de jogar com o Santos de Neymar é achar que o jogo está ganho. O garoto pode mudar a partida em instantes. Ainda mais com ajuda. Aos 34 minutos, Casemiro perdeu a bola na intermediária, e o craque foi acionado. Ele driblou Denis e rolou para o fundo do gol: 2 a 2.

O Tricolor, porém, não se abateu. Muito menos Lucas. O Tricolor tinha um a menos? Nem parecia. O camisa 7 jogava por dois, três, por um time intiro. Em escapada pela direita, ele cruzou para Cortez, que arrematou de primeira. A bola bateu na trave e voltou para o meia, que estava em posição irregular, empurrar para o gol. A arbitragem ignorou e o Tricolor comemorou a vitória no jogaço do Morumbi.

Luis Fabiano, do São Paulo, comemora gol no Santos (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Luis Fabiano, do São Paulo, comemora o gol de pênalti que marcou

Por Rogerinho – Timão tropeça no Comercial e deixa a liderança de bandeja para o Palmeiras

Corinthians joga com o time reserva, empata em 3 a 3 e cai para a terceira colocação. Igualdade no placar saiu no último lance da partida

 

FONTE –  GLOBOESPORTE.COM Ribeirão Preto, SP

Com um time reserva e atuando fora de casa, o Corinthians tropeçou e, depois de cinco rodadas, perdeu a liderança do Campeonato Paulista. Com o empate em 3 a 3 conquistado no último lance diante do Comercial, em Ribeirão Preto, neste domingo, o Timão foi ultrapassado pelo São Paulo, que superou o Santos, e caiu para a terceira colocação da competição. A ponta da tabela ficou com o Palmeiras, que bateu a Ponte Preta neste sábado. Tivesse vencido, a equipe do Parque São Jorge asseguraria o primeiro lugar.

Esta foi a primeira vez na temporada que o Corinthians sofreu mais de um gol no mesmo jogo. Até este domingo, o Timão havia levado apenas seis tentos no ano – um pela Libertadores e cinco pelo estadual. A maior dificuldade foi com o gramado ruim, que dificultou o toque de bola alvinegro, marca registrada da equipe de Tite.

O Corinthians volta a campo na quarta-feira, contra o Cruz Azul-MEX, pela quarta rodada da fase de grupos da Taça Libertadores. Já pelo Paulistão, o próximo compromisso será no domingo, diante do Palmeiras. Ambos compromissos no Pacaembu. O Comercial viaja para São Paulo, onde pega a Portuguesa, sábado, no Canindé.

Bolas na trave e jogo empatado

Com seu time em situação complicada no Campeonato Paulista, o técnico Geninho, do Bafo, armou a escalação basicamente para se defender. Três zagueiros e três volantes congestionaram o meio de campo. Já o corintiano Tite optou por usar uma formação com apenas um atacante de área e três jogadores chegando de trás – Douglas, Willian e Emerson Sheik. Com tanta gente no meio, a partida começou truncada.

As primeiras jogadas do Corinthians e da partida saíram de bolas paradas. Com Douglas nas cobranças, o Timão levava perigo. Mas quem assustou de verdade, e com a bola no chão, foi Sheik, que acertou o travessão duas vezes em menos de dois minutos.

emerson SHEIK COMERCIAL X CORINTHIANS (Foto: Fernando Calzzani/ Agência Estado)
Jogo foi movimentado: com seis gols
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Pelo lado do Comercial, a responsabilidade de tentar armar os lances de ataque ficou para Leandro. Bem recuado, ele ficou longe do atacante Elionar Bombinha. Por isso, a bola chegou poucas vezes dentro da área, e quase todas em lançamentos longos. Mas quando o passe saiu redondo, o Comercial levou perigo, como quando Wellington recebeu na esquerda e cruzou na cabeça de Bombinha, que também acertou o travessão.

Aos poucos, os jogadores do Comercial começaram a se soltar mais. Os laterais passaram a apoiar e deixaram a defesa do Timão em dificuldades. Até que, aos 31, Bombinha recebeu um longo lançamento pela direita, já dentro da área, e ajeitou para Élton marcar.

Mas a alegria dos torcedores do time do interior durou pouco. Apenas seis minutos depois o Corinthians chegou ao empate. E a jogada se iniciou do jeito que o Timão mais assustava: nas bolas paradas. Em uma cobrança de falta de Douglas para a área, o volante Ricardo Conceição empurrou o zagueiro Antônio Carlos. Pênalti que Emerson bateu para empatar, aos 37. Tite havia pedido para Willian bater, mas Sheik assumiu a responsabilidade e foi bem.

Comercial na frente de novo e igualdade no fim

Na volta para o segundo tempo, Willian, que apareceu pouco, passou a jogar um pouco mais adiantado, perto da área ao lado de Elton. Mas não houve tempo de o Comercial sofrer pressão. Logo aos quatro minutos, o Bafo ficou novamente em vantagem no placar com gol de Fabão. E, depois de marcar, o time de Ribeirão Preto optou por não recuar. Seguiu trocando passes e procurando espaços na defesa adversária.

No Corinthians, quem tinha que armar, pouco apareceu. Douglas, que reclamou muito da situação precária do gramado, não ajudou. Precisando mudar a cara do jogo, Tite promoveu duas alterações seguidas. Bill e Vitor Junior entraram nos lugares de Elton e Willian. Dessa forma, o time de Parque São Jorge passou a ter dois meias de criação, mas nada mudou.

Precisando do resultado, o Timão, sem qualidade, se lançou à frente de qualquer jeito e passou a dar espaços para os contra-ataques do Comercial, que assustava cada vez mais. E foi assim que o time do interior fez mais um, aos 31, com Marcelo Ferreira. Pressionando e praticamente sem esquema de jogo, o Corinthians diminuiu aos 44 minutos, com Gilsinho, e igualou o resultado no já nos acréscimos com Ramón. Os dois gols saíram em bolas cruzadas. Gilsinho marcou, na segunda trave, após escanteio. Já Ramón contou com o erro do arqueiro Alex, que soltou a bola em cruzamento da direita e deixou para o corintiano mandar para o fundo do gol. Alívio no Timão.

Por Rogerinho – Em clássico emocionante, Vitória leva a melhor e derrota o Bahia: 3 a 2

Rubro-Negro chega a abrir 2 a 0 no placar, sofre o empate, mas consegue derrotar o rival no Barradão. Cerezo leva a melhor sobre o amigo Falcão
Fonte – Globoesporte.com

Quem se preparou para o Ba-Vi deste domingo viu um clássico que honrou a tradição. Emocionante desde o primeiro minuto, a partida foi daquelas para entrar na história do duelo. A alegria após os 90 minutos ficou para o lado vermelho e preto da cidade. Os gols de Neto Baiano, Gabriel Paulista e Geovanni farão com que o confronto e o triunfo do Vitória por 3 a 2 sejam lembrados por muito tempo – Souza e Gabriel marcaram pelo Bahia.

Os três pontos conquistados pelo Vitória dão outra cara ao Campeonato Baiano. O Rubro-Negro, que chegou a fazer 2 a 0 com apenas sete minutos de partida, diminuiu a vantagem do rival na liderança. Agora, apenas quatro pontos separam os dois times, nas duas primeiras colocações do Estadual.

neto baiano bahia x vitória (Foto: Felipe Oliveiraújo/AGIF/Agência Estado)
Jogadores do Vitória comemoram gol feito por Neto Baiano
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No lado do Bahia, a derrota significou o fim de uma série de 13 partidas sem perder pelo Baiano. Foi também a primeira vez que o técnico Paulo Roberto Falcão deixou o gramado com um resultado negativo. E aconteceu justamente no confronto com o amigo de longo tempo de Seleção, Toninho Cerezo.

Agora, o Tricolor Baiano esta há duas rodadas sem vencer no Campeonato Baiano. Após as emoções do clássico, os dois times voltam a campo no meio da semana. Empolgado com o resultado, o Vitória receberá o Juazeirense no Barradão, às 20h30min (horário de Brasília), na quarta-feira. No mesmo dia, o Bahia vai buscar a recuperação diante do Vitória da Conquista, no interior do estado, às 22h (horário de Brasília).

Chuva de gols e de reclamações

O clássico começou num ritmo alucinado. Com o apoio da torcida, foi o Vitória que tomou as rédeas da partida desde o primeiro minuto. Explorando a velocidade de Nino Paraíba, o Rubro-Negro pressionou e assustou durante todo o primeiro tempo.

Foi exatamente com o lateral-direito que o Vitória abriu o placar. Aos cinco minutos, Nino cruzou na medida. Marcelo Lomba falhou na saída do gol, e Neto Baiano fez o 17º gol dele no Campeonato Baiano deste ano. A torcida do Vitória ainda fazia festa quando, dois minutos depois, Geovanni cobrou falta, e Gabriel Paulista desviou para ampliar o placar.

Os dois gols do Vitória em apenas sete minutos deixaram o Bahia ainda mais perdido em campo. Enquanto o time de Toninho Cerezo tocava a bola com tranquilidade, a equipe de Paulo Roberto Falcão batia cabeça na zaga e via o terceiro gol do adversário cada vez mais próximo.

Aí entrou em cena o árbitro Manoel Nunes Lopo Garrido. Os tricolores reclamaram de um pênalti cometido pelo Vitória quando Victor Ramos colocou o braço na bola dentro da área. Os rubro-negros se queixaram de um outro pênalti em falta feita pelo zagueiro Rafael Donato.

Mas quando Gabriel fez boa jogada pela direita e foi derrubado por Gabriel Paulista, o árbitro não teve dúvidas para marcar a penalidade máximai. Com calma, Souza converteu aos 21 minutos e recolocou o Bahia no jogo. Logo na saída de bola, Gabriel recebeu um passe de calcanhar de Morais e bateu cruzado. 2 a 2 no Barradão com apenas 22 minutos de jogo.

gabriel michel bahia x vitória (Foto: Felipe Oliveira/AGIF/AE)
Gabriel e Michel em um dos duelos do clássico neste domingo
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A partir daí o ritmo diminuiu, mas o cenário não foi alterado. O Bahia não conseguiu impor o toque de bola do estilo Falcão, e o Vitória manteve os lances de perigo na lateral direita.

Até que Mansur foi derrubado na entrada da área. Geovanni cobrou a falta com precisão para colocar o Vitória na frente do placar mais uma vez, aos 46 minutos. O gol foi o último lance do primeiro tempo, e os jogadores do Bahia deixaram o gramado reclamando de uma falta cometida por Pedro Ken antes de o lateral-esquerdo rubro-negro ter sido derrubado.

– O juiz esta vendo outro jogo. É um Campeonato Baiano com jogadores de nível alto e se coloca um juiz desse para apitar – bradou Titi.

Menos velocidade

O ritmo alucinante da primeira etapa não se repetiu no segundo tempo. Mas nem por isso houve menos emoção. O Vitória continuou superior em campo e criou diversas oportunidades. Em uma delas, Neto Baiano desviou de cabeça e obrigou Marcelo Lomba a fazer uma grande defesa.

Com o Bahia sem conseguir se impor em campo, o Vitória teve o domínio e ditou o ritmo de jogo. O Tricolor, que teve toda a semana para trabalhar, se mostrou mais cansado em campo e não teve condições de criar grandes oportunidades.

Nos minutos finais da partida, o Bahia se lançou todo ao ataque para tentar o empate. O esquema tático ficou de lado, e os jogadores pensavam única e exclusivamente em chegar ao gol. Mas quem levou a melhor foi o Vitória, que não sofreu perigo, venceu e se aproximou do rival na luta pela liderança do Campeonato Baiano.

Por Rogerinho – Atlético-MG sofre, mas, de virada, faz 2 a 1 no Villa Nova e mantém os 100%

Time de Nova Lima sai na frente, mas, no segundo tempo, após as mexidas do técnico Cuca, o Galo vira, com gols de Neto Berola e Leandro Donizete

Fonte – Globoesporte.com

Em um gramado muito ruim, quase impraticável, o Atlético-MG, de virada, conseguiu mais uma vitória na temporada 2012. Desta vez, a vítima foi o Villa Nova, que, mesmo acostumado a treinar no estádio Castor Cifuentes, não conseguiu tirar proveito das falhas do piso. O time de Nova Lima até começou na frente, com um gol de Eliandro, ainda no primeiro tempo. Mas, no segundo, com as modificações promovidas pelo técnico Cuca, o Galo conseguiu vencer por 2 a 1. Neto Berola e Rafael Marques marcaram para a equipe de Belo Horizonte.

guilherme Vila Nova x Atlético (Foto: Bruno Cantini/Flick Atlético-MG)
Atlético-MG, de virada, vence o Villa Nova
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O Atlético-MG esteve próximo de perder os 100% de aproveitamento no Campeonato Mineiro. Até agora, com o resultado deste domingo, já são sete vitórias em sete jogos e uma liderança bastante consolidada. Além disso, o Galo também venceu o único compromisso que teve pela Copa do Brasil (3 a 1 sobre o Cene, do Mato Grosso do Sul).

Os três pontos deste domingo deixaram o time alvinegro na liderança do Estadual, com 21 pontos ganhos. O Villa Nova, por sua vez, com apenas 7 pontos, caiu para a oitava colocação na tabela de classificação.

Agora, o Leão do Bonfim enfrentará o Tupi, nesta quarta-feira, às 20h30m (de Brasília), no Municipal de Juiz de Fora, em jogo adiado da quinta rodada do Estadual. Já o Atlético-MG enfrentará o Democrata, no sábado, às 18h30m, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, pela oitava rodada.

Oportunismo de Eliandro

O Galo enfrentava dois adversários. Além do Villa Nova, o time do técnico Cuca tinha que encarar o já conhecido péssimo gramado do estádio Castor Cifuentes. Eram visíveis as diferentes cores e alturas da grama por todas as partes do campo.

O técnico Mauro Fernandes, do Villa Nova, não pôde escalar o experiente zagueiro Álvaro, vetado de última hora, por causa de um estiramento na coxa direita. O treinador manteve o esquema com três zagueiros, com Paulo Roberto no time. O Leão estreou o volante Henik, contratado durante a semana.

No início da partida, a qualidade técnica falou mais alto, e o Galo tomou a iniciativa. O atacante Guilherme teve chance de abrir o placar, mas o goleiro Élisson fez defesa corajosa ao sair nos pés do jogador. O Villa esperava um erro do Atlético-MG no ataque para surpreender no contra-golpe. Poucas foram as vezes em que a equipe do Villa Nova chegou com perigo pelo chão. Apenas em cobranças de escanteio, o atacante Eliandro assustou o goleiro Renan Ribeiro, que saiu mal e contou com a ajuda da zaga para livrar o perigo.

O jogo era de um lado para o outro. Não em lances de ataque, mas sim de chutões que as defesas davam com o intuito de se livrarem da bola – as dimensões do gramado são bem reduzidas. O Villa Nova chegou ao gol após falha da zaga alvinegra. Aos 38 minutos, o lateral Alex Santos chutou rasteiro, errado, mas a bola desviou na defesa. Eliandro, livre, no rebote, só empurrou para o gol. Festa no Alçapão do Bonfim. A zaga atleticana ainda reclamou de impedimento, mas o gol foi legal. O primeiro tempo terminou com o Villa Nova levando a melhor.

Segundo tempo

Com o placar adverso, o técnico Cuca resolveu mudar e colocou Triguinho e Wesley nas vagas de Richarlyson e Escudero. Aos poucos, o jogo se tornou nervoso para o time alvinegro. A cada falta cometida pelo Villa Nova, os jogadores do Galo pressionavam o juiz para dar o cartão amarelo.

As mudanças surtiram pouco efeito no início. O Galo pressionava mais nas bolas paradas do que com jogadas de bola rolando. O Villa permanecia na proposta de encaixar um contra-ataque e matar de vez a partida. Mauro Fernandes e Cuca apostaram na velocidade. Enquanto o técnico villa-novense colocou Thiaguinho no lugar de Francismar, o treinador do Galo pôs Neto Berola na vaga de Mancini.

O Galo partiu para cima com tudo. Rondava a área do Villa Nova, que se segurava como podia. Os cruzamentos alvinegros eram um tormento para a torcida do time da casa, que vibrava a cada chutão da zaga alvirrubra.

O gol de empate alvinegro, no entanto, era questão de tempo. E surgiu de quem saiu do banco. De tanto insistir, Neto Berola tirou o grito de desafogo da torcida alvinegra no estádio. O rápido atacante tabelou com Wesley e tocou na saída de Elisson, aos 28 minutos, para empatar a partida.

Da mesma forma que o Villa marcou, o Galo virou. Aos 33 , após chute errado de Leandro Donizete, a bola sobrou nos pés de Rafael Marques. O jogador bateu rasteiro, no canto direito de Elisson, que tentou buscar, mas não deu. O zagueiro Paulo Roberto ainda foi expulso pela arbitragem.

O resultado fez justiça ao time que buscou o gol desde o início da partida. A torcida atleticana estendeu a festa no Alçapão do Bonfim e mostrou satisfação pela entrega da equipe em campo para buscar o placar. Com os gritos de ‘Ah, leão banguelo!’, a torcida atleticana deixou o estádio em festa.