Por Cleber Aguiar – Ponte Preta “super-valoriza” dérbi e coloca preço dos ingressos lá em cima

Fonte: Futebolinterior.com.br

Os ingressos custarão R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia) para o duelo

 A Ponte Preta espera lucrar com o dérbi diante do Guarani, marcado para o dia 24 de março, no Estádio Moisés Lucarelli, e por isso “enfiou a faca” nos torcedores. Os ingressos custarão R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia). Vale lembrar que nem mesmo diante do São Paulo os preços subiram tanto.

Apesar do bom momento que a Macaca vem passando no Campeonato Paulista – três vitórias seguidas -, o preço dos ingressos afastará muitos torcedores do Majestoso. Diante do São Paulo – derrota por 3 a 1 – a diretoria alvinegra vendeu os ingressos por R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia) e quase nove mil torcedores foram ao jogo, um número bem abaixo do esperado.Tentando “compensar” os torcedores, a diretoria da Ponte Preta realizou uma promoção. Quem comparecer ao Moisés Lucarelli com a camisa da Macaca pagará meia-entrada. Os pontepretanos terão direito a aproximadamente 15 mil ingressos, sem contar o Torcedor Camisa 10 com mensalidade em dia, que deve chegar a mais de três mil. A numerada coberta VIP está R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia) e as Cadeiras Sociais estão R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia).

“No último Dérbi no Majestoso praticamente esgotamos os ingressos colocados à venda e queremos casa cheia mais uma vez neste jogo. No primeiro Dérbi realizado, em 24 de março de 1912, a Ponte ganhou por um a zero com um gol de Lopes e queremos que o do centenário também termine com uma nova vitória alvinegra. Para isso a presença do torcedor apoiando a Macaca do começo ao fim é fundamental”, destacou o diretor social da Macaca, Giovanni Dimarzio.

No início dessa semana, a Polícia Militar manteve a decisão tomada no último dérbi – realizado no Brinco de Ouro da Princesa – e liberou apenas 5% dos ingressos para os visitantes. Ou seja, os torcedores do Guarani terão direito a 986 entradas.

O confronto entre Ponte Preta e Guarani sempre foi marcado por muita rivalidade e disputa, tanto dentro quanto fora dos estádios. No entanto, o do Campeonato Paulista de 2012 terá um elemento especial. O dérbi estará completando 100 anos, sendo um dos duelos mais antigos do Brasil.

Por Cleber Aguiar – ‘Bárbaro’ do Juan Aurich afirma que Neymar saírá ‘morto’ de campo

Fonte: Globo.com

Volante Rojas, apelidado de Conan, garante que o craque santista não vai conseguir andar em campo nesta quinta. ‘Ele não vai ganhar de mim’

Por GLOBOESPORTE.COM Chiclayo, Peru

 
Rojas e Mateo juntos (Foto: Marcelo Hazan /globoesporte.com)Rojas e o filho Mateo, em treino do Juan Aurich
(Foto: Marcelo Hazan /globoesporte.com)

Neymar que se prepare. O volante Alfredo Rojas, do Juan Aurich-PER, conhecido pelo sugestivo apelido de Conan, garante que o craque santista “sairá morto de campo” nesta quinta-feira, durante confronto entre as duas equipes em Chiclayo, pela Taça Libertadores.

Em entrevista publicada pelo site Peru21, o jogador, cujo apelido homenageia o bárbaro dos quadrinhos, imortalizado no cinema por Arnold Schwarzenegger, afirma que o astro do Peixe e da Seleção Brasileira não andará em campo.

– Farei o meu trabalho como sempre. Se cruzar na minha frente, eu o raspo. Ele não vai ganhar de mim. Se tentar escapar, não vai conseguir. Sairá morto do campo – afirmou.

Rojas concedeu entrevista ao GLOBOESPORTE.COM na última quarta-feira e se mostrou mais bem-humorado e até um pouco fanfarrão. Como o santista, ele também usa o corte moicano, mas garante que não é para imitar o rival.

– Ele é quem copia o meu visual, pois já uso o cabelo assim há sete anos.

O confronto entre o craque santista e o “bárbaro” peruano está marcado para as 19h45m (horário de Brasília) desta quinta. O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real.

Por Cleber Aguiar – Entrevista com Marco Polo Del Nero – Presidente da Federação Paulista de Futebol

Fonte: O Estado de São Paulo

‘Não sou candidato a nada’

Dirigente da FPF ganha poder com a ida de José Maria Marin à CBF, mas nega estar agindo em benefício próprio

SÃO PAULO – O presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, tem se esforçado, nos últimos dias, para disfarçar o óbvio: seu poder no futebol brasileiro aumentou com a chegada de seu apadrinhado José Maria Marin à presidência da Confederação Brasileira de Futebol. Isso despertou o ciúme em alguns dirigentes de outros Estados, incomodados com o crescimento da influência de São Paulo.

Há quem vá mais longe, dizendo que Del Nero é, hoje, o presidente de fato da CBF e que articula também para ser o de direito. Ele nega. Como nega ter sido convidado para o cargo de secretário-geral, apesar de os comentários nesse sentido serem cada vez mais fortes.

Garante que não sai da FPF e que tudo o que fará será ajudar Marin naquilo que for solicitado. “Não sou candidato a nada”, disse ao Estado ontem à tarde, na sua espaçosa sala do 1.º andar do prédio da FPF.

Enquanto concedia a entrevista, assessores, dirigentes de clubes e o ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi espalhavam-se por cadeiras e sofás da sala. Suas declarações foram ouvidas por um convidado especial: Antonio Carlos Nunes de Lima, presidente da Federação Paraense, um dos que inicialmente discordaram da ascensão de Marin. Del Nero tem trabalhado arduamente para unir todos os presidentes de federação em torno de seu apadrinhado.

Como fica o futebol brasileiro a partir de agora?

Acho que não vai mudar muito. Ricardo Teixeira fez uma brilhante administração. A CBF nunca esteve tão bem nos últimos anos. Tem despesa controlada e uma grande receita. A seleção brasileira vai bem. Ele (Teixeira) foi altamente positivo para o futebol brasileiro. Há uma mudança, mas o Marin já se manifestou, dizendo que vai dar continuidade ao projeto. Esperamos que ele faça isso, pois será muito bom.

Mas o doutor Marin já chega enfrentando resistência de algumas federações. Poderá haver problema para a governabilidade?

A unanimidade é burra, né? As pessoas podem e devem divergir, vivemos num país democrático. Agora, num determinado momento, o pessoal vai entender que a administração está bem encaminhada e não há razão para criar polêmicas.

Mas essa divergência está ligada ao senhor. Os rebeldes argumentam que São Paulo ganhou um poder muito grande e, consequentemente, o senhor também.

Não posso concordar com essa visão. Moro num Estado que já teve prefeito nordestino (Luiza Erundina), um carioca (Celso Pitta). A gente sempre recebe bem qualquer um que chega a São Paulo.

Durante muito tempo a reclamação foi de que a CBF era bem carioca. Agora, o presidente é de São Paulo, como o diretor de seleções (Andrés Sanchez), o chefe da arbitragem (Sérgio Côrrea)…

O Ricardo (Teixeira) é mineiro. O Reinaldo (Carneiro Bastos, vice da FPF e responsável pela Série B do Brasileiro) é carioca. E depois, quem tiver melhor no momento para poder ajudar, tem de colaborar. O Brasil é um só. Não faço divisão do meu país.

Fala-se da criação de uma Liga. O que o senhor acha?

Se o Campeonato Brasileiro tivesse indo mal, se o futebol brasileiro tivesse caminhando mal, valeria mudar. Mas tudo está indo muito bem.

E a ameaça de alguns presidentes de federações de convocar assembleia-geral e, por meio dela, tentar marcar eleições para a presidência da CBF?

Esse mundo (de golpes) já acabou. Nós vivemos num país democrático, onde as leis devem ser respeitadas. Temos de respeitar a Constituição, o Código Penal, o Civil, o estatuto do clube, da Confederação. Tudo tem de ser respeitado.

E se democraticamente os dirigentes não concordarem com a administração do Marin?

Democraticamente, a maioria vence. E hoje eu posso dizer que o apoio a ele é de 24 das 27 federações. Mas uns dias e nós vamos ter as 27. É uma questão de bom senso. Por que não querem? Poderia não ser o Marin, poderia ser um baiano, poderia ser qualquer pessoa. E ele falou que vai conversar com todas as pessoas, ouvir a todos.

O senhor foi responsável pela indicação do Marin a vice da Região Sudeste. Ele acabou se tornando presidente. O senhor se considera um homem de visão?

Nós procuramos dar à CBF nomes que pudessem dar ao presidente Ricardo Teixeira toda a sustentação necessária para uma boa administração. Foi o que São Paulo e Rio fizeram. O Rio de Janeiro também apontou José Maria Marin.

O senhor disse que sentia falta do Marin quando ele ficava alguns dias sem aparecer na FPF, por sua experiência e contribuição à administração. Vai retribuir essa contribuição, estando sempre junto dele?

Toda vez que ele me chamar, eu vou atender.

Acredita que será bastante solicitado?

Você precisa perguntar a ele.

Dizem que ele não tem grande experiência na administração…

(interrompendo) Desculpe. Ele foi vereador, presidente da Câmara Municipal de São Paulo. Já é administração. Presidente da FPF por seis anos, vice-governador, governador por um período pequeno, mas administrou um Estado grande.

Mas isso já faz muito tempo…

Quanto mais passa o tempo, mais maduro você fica, tira lições da vida. Você planta para colher no amanhã.

Há quem fale que o senhor é o comandante (da CBF) de fato…

Eu nem ousaria dizer uma coisa dessa, é um absurdo. Eu tenho de cuidar da Federação Paulista e respeito muito quem administra, quem é superior. E eu conheço ele (Marin) muito bem. É um homem de posições firmes.

O senhor seria um candidato natural à presidência da CBF. Existe essa possibilidade?

Nós não devemos, até por uma questão de respeito, falar de eleições agora. Na última reunião que nós tivemos com as federações, ficou acertado que não é o momento. Temos de pensar na administração do Marin, dar a sustentação necessária a ele. Não se fala em eleição. Não sou candidato a nada.

O senhor pretende ajudar o doutor Marin no COL (Comitê Organizador Local da Copa)?

Nós não temos nada a ver com o COL. Podemos ajudar o Marin, se ele chamar. Se pedir, estamos à disposição.

E se o Marin pedisse para o senhor ser um dos membros do Conselho do COL, aceitaria?

Não.

Mesmo que isso representasse uma forma de ajudá-lo?

Não. Prefiro ficar como presidente da federação, ajudando no que tiver de fazer.

Marin falou que poderia haver um rodízio de presidentes na CBF. O senhor é a favor?

Não tenho nada contra. Mas ele só fará isso se tiver necessidade (licença médica, por exemplo), não por obrigação.

Quem vai substituir o Marin como vice-presidente da Região Sudeste (comenta-se que pode ser Del Nero)?

Não está definido.

Se o Marin convidá-lo para algum cargo na CBF, vai aceitar?

Preciso avaliar. Mas é uma hipótese sua, né? Não sei. Não podemos fechar as portas para nada. Mas no COL com certeza não.

O senhor foi convidado para ser secretário-geral da CBF?

Não.

Aceitaria?

Nunca. Sou presidente da Federação Paulista.

Muda alguma coisa para São Paulo com Marin na CBF, até em relação à Copa?

Não muda nada. Vamos dar sequência ao organograma que o Comitê Paulista e a CBF têm.

Como fica o Andrés (Sanchez, diretor de seleções da CBF)?

O Andrés é uma pessoa maravilhosa, grande dirigente, todo apoio para ele.

O Andrés disse que, se interferirem no trabalho dele, deixa o cargo. O doutor Marin pode interferir no trabalho na seleção?

Eu acho o seguinte: o presidente pode tudo, é ele quem determina o que os diretores podem fazer. É regime presidencial. E o Andrés conhece hierarquia. Quem manda é o presidente.

Surpreendeu a renúncia do Ricardo Teixeira?

Sim, pensei que ele iria pedir licença. O motivo foi bem justificado, saúde e família. E depois de 23 anos, ele entendeu de sair. É um bom tempo, né?

Como ele se sentia nesses últimos tempos?

A grande preocupação foi a saúde. Tem uma filha de 12 anos que precisa da presença do pai.

E com todas essas denúncias e ameaças contra ele? De que maneira isso mexeu com ele?

Não o vi preocupado com isso. A pessoa pode se sentir desconfortável com as acusações, mas todas feitas contra ele, todos os processos até hoje foram arquivados ou julgados improcedentes.

O senhor vai se encontrar com o presidente Blatter, da Fifa?

Não tem nada agendado. Mas certamente ele deve se encontrar com o presidente Marin. Não sei quando, mas deve. E se for convidado, eu vou.

Por Rogerinho – Fabuloso brilha, São Paulo goleia, é aplaudido e avança na Copa do Brasil

Diante de um inexpressivo Independente-PA, Luis Fabiano marca quatro gols e sai ovacionado de campo. Tricolor faz 4 a 0 e garante classificação

 

FONTE – GLOBOESPORTE.COM

O Fabuloso voltou. É bem verdade que o Independente-PA é um adversário fraquíssimo, mas foi o rival perfeito para o atacante, que busca uma sequência de jogos afastar o fantasma das lesões que o atormentam desde o ano passado. Luis Fabiano fez todos os quatro gols da vitória do São Paulo por 4 a 0, na noite desta quarta-feira, no estádio do Morumbi, resultado que deu ao time de Emerson Leão a vaga na segunda fase da Copa do Brasil.

Além da classificação, a goleada trouxe de volta o torcedor são-paulino, que andava desconfiado do time. Pela primeira vez na temporada, o Tricolor alcançou a marca de cinco vitórias consecutivas (três no Paulistão e duas na Copa do Brasil) e chegou aos 75,5% de aproveitamento na temporada 2012, fruto de dez vitórias, quatro empates e apenas uma derrota sofrida nas 15 partidas disputadas até agora.

O próximo adversário do time paulista sai do confronto entre Aquidauanense e Bahia de Feira. No Paulistão, o Tricolor tem um clássico pela frente, no domingo, quando recebe o Santos no estádio do Morumbi.

Luis Fabiano comemora gol do São Paulo contra o Independente-PA (Foto: Wagner Carmo / Vipcomm)
Luis Fabiano festeja com Lucas e Casemiro um dos gols no jogo
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Rolo compressor

Com um ataque logo aos 20 segundos, com Cícero, ficou muito claro que o jogo ficaria à mercê do São Paulo, tamanha a disparidade técnica entre as duas equipes. Leão manteve a base do time que venceu a Portuguesa, no domingo, com duas alterações: Piris, em má fase técnica, foi poupado e deu lugar a Rodrigo Caio. Na zaga, Paulo Miranda recuperou a vaga que foi de Edson Silva. No time paraense, que necessitava de um milagre, a novidade foi a entrada de Toti na lateral esquerda.

Além dos gols marcados por Luis Fabiano, que espera finalmente ter uma sequência de jogos com a camisa tricolor, Casemiro e Lucas também se destacaram nos primeiros 45 minutos. O volante esteve bem até na marcação, que é uma de suas deficiências, e no ataque brilhou com várias assistências. Já o camisa 7, alvo de polêmica com o técnico Emerson Leão, fez exatamente o que se espera dele: jogadas individuais mescladas com passes e movimentação constante. Tanto que foi um dos mais aplaudidos pelo torcedor na saída para o intervalo.

É bem verdade que o time paraense assustou no início em chute cruzado de Ró, que foi bem defendido por Denis. Mas foi só. No mais, o São Paulo fez o que quis em campo. Criou jogadas pelas pontas, tabelou pelo meio, fez lançamentos. Antes do primeiro gol, que veio aos 31, o time já havia perdido três grandes chances e marcado um gol impedido com Lucas, em lance bem anulado pela arbitragem.

A ‘porteira’ do Independente, que em alguns lances chegou a se defender com os dez jogadores no campo defensivo, foi aberta quando Lucas, em grande jogada individual pelo meio, bateu de pé esquerdo. Dida defendeu parcialmente e, no rebote, Luis Fabiano só empurrou para a rede. Dois minutos depois, o Fabuloso recebeu belo passe de Casemiro, fintou o goleiro e partiu para o abraço. Foi o 15º gol do atacante em 14 partidas disputadas na Copa do Brasil. Ainda na etapa inicial, o Independente ficou com dez homens, já que Fidelix, após falta em Lucas, recebeu o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o vermelho.

Passeio continua no segundo tempo

O passeio são-paulino seguiu no segundo tempo. É bem verdade que o adversário, que já era fraco, estava entregue, mas o time seguiu jogando para cima, com velocidade e inspiração. Aos nove, Luis Fabiano recebeu de Denilson e, de pé esquerdo, marcou o seu terceiro gol na partida. Na sequência, Lucas teve duas boas oportunidades, mas em ambas o goleiro Dida trabalhou bem.  Aos 19, Leão mexeu pela primeira vez no time, sacando Jadson para colocar Osvaldo.

A goleada surgiu no minuto seguinte e, desta vez, o Fabuloso contou com uma falha gritante do goleiro do Independente que, ao sair da área para afastar o perigo, foi encoberto pela bola. Na sobra, o camisa 9 só teve o trabalho de rolar rasteiro para o fundo das redes e marcar o seu quarto gol na partida: 4 a 0.

Aos 21, o atacante foi substituído e deixou o campo ovacionado pelo torcedor, que compareceu em bom número ao estádio do Morumbi (14.802 pagantes). Willian José entrou no lugar do Fabuloso. Logo depois, Fernandinho ficou com a vaga de Lucas. O  domínio continuou, o time perdeu novas chances. Aos 39, Preto Barcarena fez falta feia em Fernandinho e foi expulso, deixando o time paraense com nove jogadores em campo.

O placar só não cresceu no Morumbi porque Dida ainda fez três grandes defesas, em chutes de Casemiro, Willian José e Cícero. No fim, aplausos e muita festa para um time que, timidamente, começa a mostrar que, com suas principais peças inteiras, pode ir longe na temporada 2012.

Luis Fabiano no jogo do São Paulo contra o Independente-PA (Foto: Wagner Carmo / Vipcomm)

Luis Fabiano foi muito aplaudido pela torcida quando deixou o gramado

Por Rogerinho – Após quase três anos, Boca vence na Libertadores e chega à vice-liderança

Time argentino bate o Arsenal, de virada, por 2 a 1. Equipes voltam a se encontrar na quarta-feira, às 19h45m, na Bombonera

FONTE –  GLOBOESPORTE.COM Sarandí, Argentina

Pablo Mouche gol Boca Juniors (Foto: Pablo Mouche )
Pablo Mouche comemora o primeiro gol do Boca 
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Depois de quase três anos, o Boca Juniors, enfim, voltou a vencer na Libertadores. Fora da competição por dois anos seguidos, a equipe, que teve a última vitória em 30 de abril de 2009, contra o Deportivo Táchira, bateu o Arsenal, de virada, por 2 a 1 nesta quarta-feira. O resultado no estádio Julio Grondona, em Sarandí, levou o time à vice-liderança do grupo 4, com quatro pontos, atrás do Tricolor, que tem nove.

O jogo não foi fácil para o Boca. O fim da invencibilidade de 36 jogos, com direito a duas derrotas seguidas nas últimas vezes que entrou em campo, parecia ter tirado o moral do time no início da partida. O Arsenal não tomou conhecimento do adversário até a metade do primeiro tempo. E ainda contou com a sorte. Aos 9, Aguirre acelerou pela esquerda e cruzou a bola na área, procurando Leguizamón. Mas o atacante nem precisou se esforçar para chegar até a bola. Clemente Rodríguez, sozinho, interceptou no meio do caminho e, de frente para o goleiro, chutou direto para as redes. Gol contra, sem chance de defesa para Orion.

A vantagem no placar deu ainda mais confiança para o Arsenal, que dominou a partida. O Boca mostrava muitas falhas de posicionamento e erros até em passes curtos com o trio de meias formado por Rivero, Somoza e Erviti. O nervosismo pela pressão de conquistar a primeira vitória na Libertadores parecia evidente.

Até que Mouche apareceu. Após cruzamento para a área, Burdisso cortou para que a bola não chegasse limpa para Silva, mas ela sobrou para o camisa 7 na ponta direita, que chutou rasteiro e cruzado para empatar o jogo.

O Boca melhorou depois do gol. Mais tranquilo, acertou os pés nos passes e deu mais trabalho para a zaga do Arsenal, que até então reinava sem problemas. Nos últimos minutos do primeiro tempo, López sentiu dores no joelho direito e foi atendido pela equipe médica. O jogo ficou parado por alguns minutos, e a etapa inicial foi encerrada logo depois com tudo igual no marcador.

Estrela de Ledesma brilha

No segundo tempo, o Arsenal passou a jogar no contra-ataque. E o Boca cresceu. Aos 17, Rivero deixou o campo para a entrada de Ledesma. Em seu primeiro lance, o jogador deixou sua marca. Aos 21, Clemente passou para Silva na ponta esquerda, que cruzou para Ledesma chutar de primeira no meio da grande área e colocar o time visitante na frente do placar.

Aos 30, um lance incrível. López cabeceou dentro da área para Leguizamón, que, sozinho, quase em cima da linha do gol, chutou para fora, fazendo a bola raspar na trave direita. Por pouco, o jogo não terminou empatado.

Os dois times voltam a se encontrar na próxima quarta-feira, às 19h45m, na Bombonera, pela quarta rodada do grupo 4 da Libertadores.

Por Rogerinho – Em jogo de ataque contra defesa, Flu supera Zamora e segue invicto

Tricolores pressionam durante os 90 minutos, sofrem para furar o ferrolho e conseguem vitória magra com gol de Anderson. Time está 100% na Libertadores

Fonte –  GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Após a histórica vitória diante do Boca Juniors em plena Bombonera, os mais otimistas torcedores do Fluminense imaginavam que o time iria atropelar o modesto Zamora-VEN no Engenhão. Mas dentro de campo o roteiro não foi bem este. Diante de um adversário que jogou praticamente os 90 minutos com nove jogadores protegendo a grande área, o Tricolor conseguiu uma modesta, mas importantíssima, vitória por 1 a 0. O único gol do confronto foi marcado pelo zagueiro Anderson, que levou alegria aos 21.252 pagantes e aos pouco mais de 24 mil presentes no estádio.

Com o triunfo, o Fluminense chegou à terceira vitória consecutiva na Libertadores, mantendo os 100% de aproveitamento. Com nove pontos conquistados em três jogos, o clube é o líder do Grupo 4 e pode terminar a rodada na liderança geral da competição, caso o Libertad não vença o Vasco ainda esta noite.

O Fluminense agora volta a entrar em campo no próximo sábado, às 16h (de Brasília), contra o Macaé, em Moça Bonita, pela Taça Rio. Já pela Libertadores, o time só entra em campo no dia 29 de março, contra o mesmo Zamora, na Venezuela.

Ferrolho do Zamora impede chances claras de gol

Na véspera do jogo desta noite, Abel Braga fez algumas previsões. O treinador tricolor sabia que o Fluminense teria maior posse de bola desde o início, mas, ao mesmo tempo, lembrou que o ferrolho do Zamora, formado por uma linha de cinco na defesa, poderia render dificuldades ao time. Foi exatamente o que aconteceu. Desde o primeiro minuto, o Flu tomou a iniciativa da partida buscando abrir o placar. Mas, apesar do grande volume de jogo, o gol simplesmente não saiu na etapa inicial.

Anderson comemora gol do Fluminense contra o Zamora (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)
Anderson comemora o gol da vitória do Fluminense sobre o Zamora
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As tentativas foram das mais variadas maneiras. Sobis, escolhido por Abel para substituir o lesionado Thiago Neves, tentou se movimentar para dar opção a Deco. Wellington Nem, com a sua já conhecida velocidade, também era bastante acionado, assim como o lateral Bruno, presença constante no ataque. Fred lutava entre os zagueiros. Mas a marcação rival era bem executada. Apesar da insistência, foram raras as chances de maior perigo para o goleiro Forero. Na defesa, a situação tricolor era bem tranquila. Os venezuelanos praticamente não atacaram. Foram dois lances isolados apenas: um chute que passou perto da trave e um escanteio cobrado de maneira fechadinha, obrigando Diego Cavalieri a tirar de tapa.

Com o passar do tempo, a marcação do Zamora começou a irritar o Fluminense. E a calma que o treinador pediu aos torcedores e ao próprio time o capitão Fred acabou não tendo. O zagueiro Bustamente passou o jogo inteiro como um carrapato grudado no camisa 9. Após uma das inúmeras disputas de bola entre os dois, Fred perdeu a cabeça e desferiu um soco no adversário. Ele poderia ter sido expulso, mas o árbitro chileno Patrício Polic deu apenas o cartão amarelo. Na saída para o intervalo, apesar de os tricolores terem evitado as vaias, Abel Braga ouviu das aquibancadas o pedido para a entrada de Lanzini.

Pressão, enfim, dá em gol

Apesar dos gritos por Lanzini, a mudança feita por Abel Braga foi no ataque. Na esperança de ganhar mais bolas pelo alto, superando o bloqueio defensivo imposto pelos venezuelanos, o treinador sacou Rafael Sobis e lançou Rafael Moura. A substituição mudou a tática e a postura do time. O volume de jogo foi mantido, mas uma diferença saltou aos olhos: chances de gol. O time iniciou a etapa final assustando de cara os venezuelanos. Até mesmo Diguinho de canhota acertou a trave. E a bola insistia em não entrar.

Outra das previsões de Abel era que se o Fluminense não controlasse a ansiedade e a torcida passasse a pressionar, o time jogaria de maneira errada fazendo com que até mesmo os zagueiros tentassem resolver lá na frente. Nesta projeção, Abel acertou apenas uma parte. O time tricolor continuou martelando o Zamora até que uma bola sobrou limpa para Anderson dominar e chutar com categoria para abrir o placar. O zagueiro voltava para o seu setor após uma bola levantada na área e acabou estando no lugar certo na hora certa.

O gol trouxe tranquilidade ao Fluminense. O peso de abrir o placar diante de um time tão fechado já tinha saído dos ombros dos tricolores. Até mesmo a torcida, que poderia perder a paciência, ficou mais tranquila e incentivou ainda mais a equipe.

Lanzini entrou no lugar de Deco e o time seguiu pressionando, mas sem afobação. Rafael Moura quase marcou um belo gol em chute colocado. No lance seguinte, o próprio Lanzini teve boa chance. Tudo parecia controlado, mas uma chance clara de gol do Zamora salva por Anderson serviu para manter o sinal de alerta ligado no Fluminense. Zambrano quase empatou. Mas, apesar do susto, o time conseguiu administrar o resultado e sair do Engenhão ainda com os 100% de aproveitamento na Libertadores.

Por Rogerinho – Caso Breno: investigação comprova incêndio proposital em casa, diz jornal

Segundo o diário ‘Bild’, polícia conclui que residência foi incendiada de propósito. Pena para brasileiro pode chegar a até dez anos de prisão

FONTE –  GLOBOESPORTE.COM Munique, Alemanha

O zagueiro Breno terá mesmo de enfrentar acusações sobre o incêndio em sua residência. Ao menos é o que divulgou o jornal alemão “Bild” nesta quarta-feira. Segundo o diário, a polícia de Munique concluiu que a residência do brasileiro foi incendiada de propósito e ele será mesmo processado. Caso a denúncia seja comprovada, o jogador poderá pegar até dez anos de prisão.

Há duas semanas, o próprio “Bild” já havia confirmado, de acordo com suas fontes, que foi Breno quem ateou fogo em sua casa, em setembro. Na época, o defensor chegou a ser preso, mas foi solto mediante o pagamento de fiança. Revelado pelo São Paulo, o jogador chegou ao Bayern em 2008 e, devido a seguidas lesões, nunca conseguiu se firmar no time bávaro. Suas dificuldades de adaptação levantaram suspeitas de problemas psiquiátricos.

Reintegrado ao elenco no início de 2012, ele foi operado no último dia 10 de fevereiro devido a uma infecção no joelho e pode ficar fora dos gramados por um mês.

Incêndio na casa do jogador Breno do Bayer de Munique (Foto: EFE)
Incêndio na casa do jogador Breno, em setembro, ainda está em pauta na Alemanha