Por Cleber Aguiar – No Rio, o risco de ficar á margem.

Fonte: O Globo-RJ

RIO – A chegada de José Maria Marin ao comando da CBF traz um sinal de alerta ao futebol do Rio de Janeiro. Ex-governador de São Paulo, ex-presidente da Federação Paulista de Futebol e profundamente articulado com os clubes paulistas, Marin pode representar o afastamento dos cariocas do núcleo de tomadas de decisões do futebol brasileiro. Por enquanto, os quatro grandes do Rio adotam uma postura cautelosa.

Outro fator pode reforçar o temor da desarticulação política do futebol carioca em relação à CBF. A Federação de Futebol do Rio de Janeiro se inclui no grupo — ao qual também pertencem as federações da Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais — que entende que a mudança de estatuto da CBF que ampliou o mandato de Ricardo Teixeira até 2015, por causa da realização da Copa do Mundo de 2014, não deveria valer diante da renúncia de Teixeira.

Visita ao Morumbi

A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, lembra que três dos quatro grandes clubes cariocas ficaram entre os quatro primeiros do último Brasileiro, o que demonstra que não podem ficar à margem das decisões.

— Acho que é muito cedo para ter uma opinião definitiva. Mas os resultados do último Brasileiro falam por si — disse Patrícia, acrescentando que o Botafogo também ficou entre os dez primeiros.

Dizendo não concordar com a renúncia de Teixeira, o presidente do Fluminense, Peter Siemsen tem “medo do que possa acontecer de agora em diante”.

— Acho que ele não deveria sair agora. Foi eleito para um mandato que incluía a permanência até a Copa do Mundo — disse o dirigente tricolor. — Não conheço o novo presidente. Mas o que sei é que as regras devem ser iguais para todos os clubes.

Para Roberto Dinamite, presidente do Vasco, os dirigentes cariocas devem se articular para que não percam espaço no cenário nacional.

— Não é uma conta exata, não dá para dizer agora que teremos espaço menor. O futebol do Rio será mais forte na medida em que os quatro sentem e discutam o que é melhor para nós. Se fizermos o nosso dever de casa, saberemos o que reivindicar e como — disse Roberto Dinamite.

No último domingo, Marin esteve no Morumbi, onde assistiu à vitória do São Paulo sobre a Portuguesa. Ontem, o clube paulista divulgou uma nota desejando boa sorte ao novo presidente da CBF.

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