ICFUT – Especial Copa do Brasil 2012

Fonte: O Estado de São Paulo

TABELA DA COPA DO BRASIL 2012 – PDF

O caminho mais curto para o sonho

Campeão da Copa do Brasil, em apenas 10 jogos, garante vaga na Libertadores de 2013 e reforça o caixa

Apontado como o mais democrático campeonato do País, a Copa do Brasil reúne desde clubes da elite até os mais pobres escondidos em modestos campinhos espalhados pelos 27 Estados. O velho discurso de que a competição é o caminho mais curto para a Copa Libertadores também é real. Em apenas dez jogos, um time pode sagrar-se campeão e garantir sua participação no torneio continental em 2013. Além da taça e da vaga, o primeiro colocado pode embolsar até R$ 4,2 milhões.

A CBF dividiu os 64 clubes em três grupos para definir as premiações. Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio, São Paulo e Palmeiras formam o primeiro pelotão – eles receberão R$ 250 mil cada se passarem pela primeira fase e mais R$ 250 mil se superarem a segunda.

No Grupo 2, com Atlético-GO, Bahia, Botafogo, Coritiba, Náutico, Ponte Preta, Portuguesa e Sport, os clubes levarão R$ 220 mil por fase. E no Grupo 3, formado por 51 times, com destaque para Guarani, Goiás, Vitória e Ceará, os clubes ficam com R$ 120 mil pela classificação até a segunda fase.

A partir das oitavas de final, a gratificação é igual para todos: R$ 300 mil e a cada fase o valor aumenta em R$ 100 mil. Um time chegando até a semifinal garante bonificação de R$ 500 mil, além do prêmio arrecadado nas duas primeiras fases.

No total, um time do Grupo 1 pode levar R$ 4,2 milhões pelo título, enquanto um do Grupo 2 receberá R$ 4,1 milhões e do Grupo 3, R$ 3,9 milhões.

A competição deste ano vai ser a última sem a presença dos times que disputam a Libertadores. A partir do ano que vem, além de contar com as equipes da competição continental, o torneio ainda vai ser estendido até novembro. A edição de 2012 tem previsão para seu término no dia 25 de julho.

Embora não tenha as equipes que disputam a Libertadores (Inter, Santos, Flamengo, Fluminense, Vasco e Corinthians) a Copa do Brasil deste ano promete bom nível técnico. O São Paulo tenta conquistar a única taça importante que ainda não tem em seu histórico e aposta na dupla Luis Fabiano e Lucas. Já o Palmeiras vai animado em busca do segundo título com a força de Valdivia e Barcos.

No Sul, o Grêmio investiu pesado e sob a batuta de Vanderlei Luxemburgo luta para voltar a aparecer no topo. Já o Botafogo espera que Loco Abreu faça a diferença. O Atlético-MG espera que André repita o que fez no Santos em 2010. E não se pode esquecer de Lusa, Bahia, Coritiba, Sport e possíveis zebras que sempre aparecem na competição.

Reformulação para fazer bonito

Presidente do Tricolor faz mudança radical no elenco para tentar a conquista inédita e voltar à Libertadores

Enquanto para muitos times a Copa do Brasil é encarada como um torneio de grande importância, o São Paulo olha a competição como uma dura realidade. Acostumado a disputar a Libertadores nos últimos anos, a equipe joga pela segunda temporada consecutiva o torneio nacional e espera desta vez fazer bonito.

A Copa do Brasil é a única taça importante que o São Paulo ainda não conquistou, mas isso não tem sido uma motivação para o elenco, tampouco aos dirigentes. A intenção real é voltar logo para a Libertadores, sua competição preferida. Tanto que o presidente Juvenal Juvêncio resolveu fazer uma verdadeira reformulação na equipe ao final de 2011, após amargar um ano sem grandes feitos.

Quase um time inteiro foi alterado. Saíram nove jogadores e chegaram oito. O comando desta nova equipe continua nas mãos de Emerson Leão, que, assim como o time tricolor, tenta recuperar o moral e voltar a conquistar títulos. O último grande feito do treinador foi justamente com o São Paulo, quando sagrou-se campeão paulista em 2005.

Ao lado do Palmeiras, o São Paulo aparece como a grande força do Estado na Copa e um dos francos favoritos ao título. E, exatamente por conta das grandes mudanças, não poderia ser de outra forma senão apostar suas fichas nos reforços. Jogadores de nome, como Fabrício e Jadson, chegaram ao Morumbi e ao lado de destaques do Brasileiro do ano passado, como Cortez, Maicon, Osvaldo, Douglas, Paulo Miranda e Edson Silva, tentarão levar a equipe ao título.

O problema, porém, é conseguir encaixar o time ao longo da competição, já que alguns dos reforços ainda não conseguiram desempenhar o bom futebol exibido em outros clubes.

A expectativa é Luis Fabiano fazer a diferença. O atacante detém a idolatria da torcida, mas tem como seu maior adversário a condição física. Desde que voltou ao clube, sofre com sucessivas lesões. Se conseguir ficar longe do departamento médico, será fundamental no caminho rumo ao título.

O meia Cícero, autor do gol da vitória no primeiro jogo, contra o Independente do Pará, quarta-feira, também pode fazer a diferença. Já o goleiro-artilheiro Rogério Ceni, de 38 anos, pode jogar a parte final da competição, que se encerra em 25 de julho. Rogério, que sofreu uma cirurgia no ombro, tem chance de voltar a jogar em junho.

Com moral após quebrar longo tabu

Quebrar tabus é algo que o Independente, do Pará, sabe fazer muito bem. A equipe da cidade de Tucuruí, que fica a 480 km de Belém, foi a primeira do interior em 103 anos de edição do Campeonato Paraense a conquistar o título. Antes, a taça ficava entre União Esportiva (já extinta), Remo, Paysandu e Tuna Luso, todos da capital.

Mas para conseguir quebrar um tabu tão longo, a equipe passou por uma situação curiosa. O Independente era um dos saco de pancadas do estadual até que no ano passado o empresário Deley Santos (atual presidente) decidiu comprar a equipe e tudo mudou. Detalhe: pagou apenas R$ 90 mil para se tornar proprietário do time.

O Independente tem uma folha salarial de R$ 90 mil mensais, que é paga por Deley, patrocinadores e pela prefeitura. A estrela do time é o meia Gian, ex-Vasco, de 38 anos.

E para quem esperava um vexame logo na estreia, o campeão paraense fez frente ao São Paulo e conseguiu perder por apenas 1 a 0, garantindo o jogo da volta, que será realizado no Morumbi.

Reforços e Felipão são as armas

Palmeiras aposta na tradição do treinador na competição e no bom desempenho dos reforços na temporada

No ano passado, o Palmeiras foi eliminado na Copa do Brasil, em um dos maiores vexames de sua história. Levou de 6 a 0 do Coritiba, no Couto Pereira, e viu o sonho de conquistar mais uma edição do torneio sob o comando de Luiz Felipe Scolari se transformar em pesadelo.

A confiança para 2012 é grande e motivos não faltam. O treinador é o mesmo do fracasso do ano passado, mas também um dos maiores responsáveis pelas principais conquistas do clube nos últimos 20 anos. Além disso, o time sofreu poucas e importantes alterações em comparação ao de 2011.

O principal reforço foi o atacante Hernán Barcos. O argentino, que está se naturalizando equatoriano, é a grande arma do Palmeiras para conquistar pela segunda vez a Copa, vencida em 1998. Além dele, a magia de Valdivia e o pé calibrado de Marcos Assunção também estão no arsenal de Felipão.

Outros reforços também podem ser decisivos. Daniel Carvalho e Artur, que chegaram cercados de desconfiança, estão jogando um bom futebol.

O Palmeiras estreia quarta-feira, dia 14, fora de casa, contra o Coruripe, de Alagoas. Felipão está animado com o fato de finalmente conseguir iniciar uma competição tendo várias peças de reposição e com isso criar maiores variações táticas. Além disso, o elenco vive um clima totalmente diferente do ano passado. Os jogadores parecem mais unidos e focados na necessidade em fazer a equipe voltar a brigar por títulos.

Mas a história do treinador na competição também não pode ser esquecida. Felipão já foi campeão três vezes da Copa do Brasil. Em 1991, surpreendeu o País ao levar o Criciúma, de Santa Catarina, ao título. Três anos depois, comandou o Grêmio que conquistou a taça ao derrotar o Ceará e repetiu o feito em 1998, desta vez no Palmeiras, quando venceu o Cruzeiro em uma final emocionante.

A fama de copeiro do treinador é um dos motivos que faz o torcedor se encher de esperança em poder rever a equipe alviverde voltar a conquistar um título de expressão, algo que não acontece desde 1999, quando conquistou a Taça Libertadores. A oportunidade é excelente. Time e vontade não faltam na Academia de Futebol.

E o presidente Arnaldo Tirone ainda fala em trazer novos reforços, como Wesley.

Sonho de ser o novo ASA

O Coruripe quer repetir o que fez o conterrâneo ASA, de Arapiraca, em 2002, e surpreender o Palmeiras. O modesto time do interior de Alagoas leva o nome da cidade – a 85 km de Maceió -, que vive do cultivo da cana-de-açúcar, colheita de cocos e pesca.

Com uma folha salarial de apenas R$ 80 mil e dono de uma pífia campanha na primeira fase do Campeonato Alagoano deste ano, somando apenas um ponto a mais do que o lanterna, o Hulk, como o Coruripe é conhecido no estado, sabe que suas chances são muito pequenas, mas promete dar o sangue para conseguir, pelo menos, perder por menos de dois gols e ter o jogo de volta.

Os destaques da equipe são o meia Adrianinho, o lateral-esquerdo Rogerinho e o atacante Rhuan. A intenção era contratar um jogador de nome, para atrair a atenção, mas falta dinheiro para realizar o sonho.

Equipe montada em 2003 e que tem como patrocínio uma usina e o apoio da Prefeitura, o Coruripe foi campeão alagoano de 2006 e 2007 e vice no ano passado.

O Hulk joga no Estádio Municipal Gerson Amaral, com capacidade para 7 mil torcedores. Mas esperando casa cheia, a partida foi transferida para o Estádio Rei Pelé, na capital.

CORURIPE-AL. TENTOU CONTRATAR MEDALHÃO, MAS FALTOU DINHEIRO

Um seleto grupo de favoritos

Ao lado de Palmeiras e São Paulo, Botafogo, Grêmio, Atlético-MG e Cruzeiro saem na frente na busca pelo título

Zebras costumam frequentar a fase decisiva da Copa do Brasil e até surpreender grandes clubes. Nas últimas três edições, Corinthians (2009), Santos (2010) e Vasco (2011) não deram vez aos pequenos. Agora, com metade das potências do País na Libertadores, sobra para um seleto grupo defender o favoritismo em 2012. Além dos paulistas Palmeiras e São Paulo, Grêmio, Botafogo, Cruzeiro e Atlético-MG largam como favoritos ao título.

Quem chega empolgado e esbanjando confiança é o Grêmio – fez 3 a 2 no River Plate-SE na estreia-, que aposta na fama de Vanderlei Luxemburgo, disposto a apagar a imagem ruim após fracassos recentes com Atlético-MG e Flamengo.

“Nos últimos anos, o único clube que não coloquei na Libertadores foi o Atlético Mineiro. Esta é a minha obrigação com o Grêmio, o caminho que o time tem. Minha obrigação é colocar o Grêmio na Libertadores, colocá-lo nas melhores competições da America do Sul”, disse Luxemburgo. E a Copa do Brasil, que já conquistou com o Cruzeiro em 2003, é o caminho mais fácil. “Eu vim para o Grêmio com vontade, estou com vontade de ganhar.”

Maior vencedor, com quatro títulos ao lado de Cruzeiro, o Grêmio chega com um elenco bastante forte e experiente: o goleiro Victor, o pentacampeão Gilberto Silva e os atacantes Kleber, Marcelo Moreno, Miralles e André Lima.

Experiência, por sinal, é a arma do Botafogo, único do Rio a não ter conquistado a competição – foi vice em 1999. O técnico Osvaldo de Oliveira aposta na frieza de Renato, Maicosuel, Elkeson e Felype Gabriel no meio e no faro de gol de Herrera e Loco Abreu para acabar com jejum de títulos nacionais no clube, que dura desde o Brasileiro de 1995.

“Essa turma tem trabalhado bastante, demonstrado atenção ao que é pedido em todos os aspectos. Se conseguirmos continuar desta forma, a equipe crescerá bastante e brigará por títulos”, garante Osvaldo de Oliveira.

Nos rivais mineiros, que lutam para apagar a má impressão deixada em 2011, a aposta é em velhos conhecidos e na volta por cima de seus comandantes. O Atlético, de Cuca, confia no repatriado Danilinho, e o Cruzeiro, de Vágner Mancini, aposta em Montillo e nos gols de Wallison, que fez 3 nos 6 a 0 sobre o Rio Branco-AC, na estreia na quarta-feira.

Interior e Lusa buscam superação

A Portuguesa não ganha um título de expressão há tempos. E também não costuma ir bem na Copa do Brasil. Este ano, porém, a equipe aposta na superação para dar alegria para sua torcida, ressabiada após bela Série B em 2011 e futebol decepcionante no atual Estadual.

Feliz com crescimento ofensivo da equipe nos últimos jogos, o técnico Jorginho acredita que possa levar a equipe longe na competição. Mas a estreia sugere que o caminho não será fácil. No primeiro jogo, não conseguiu eliminar a volta com o Cuiabá. Para piorar, depois de abrir 1 a 0, cedeu a igualdade.

Guarani e Ponte Preta nunca foram tão longe na competição. O Paulista ganhou uma vez, mas desde então, nunca mais conseguiu repetir a façanha. Sofrendo com altos e baixos no Estadual, ambos tentam honrar o Estado, o maior vencedor da Copa com sete títulos.

O início comprova que não será fácil para Guarani e Paulista. O Bugre levou 2 a 0 do Brasiliense no Distrito Federal e o Galo foi batido em Jundiaí, com 3 a 2 para o Goiás.

Nordeste tenta manter a escrita

Nas últimas quatro temporadas, em três os times do Nordeste estavam ali, brigando pelo título. O Sport mostrou que a região é forte ao ganhar em 2008. O Vitória bateu na trave em 2010 ao perder para o Santos na decisão, e o Ceará parou na semifinal de 2011. Também tiveram bom desempenho nas primeiras edições da competição.

Com jogadores experientes e técnicos de primeira linha, o Bahia de Falcão – já fez 3 a 0 no Auto Esporte-PB – e o Vitória de Cerezo estão confiantes em manter a tradição de chegada dos times do Nordeste. Os dois times baianos chegam forte e com enorme apoio de seus torcedores na missão de deixarem os favoritos para trás e levar a primeira taça para Salvador.

O trio do Recife, Sport, Náutico e Santa Cruz, também esbanja confiança. Sob a batuta de Marcelinho Paraíba, o Rubro-negro buscará o bicampeonato. Decisivo na conquista do Sport em 2008, Carlinhos Paraíba será o comandante do Náutico e o Santa Cruz aposta na renovação do elenco. Ceará e Fortaleza também sonham.

Paranaenses animados

O Coritiba encantou no primeiro semestre de 2011 com ataque arrasador e futebol bonito. Vice-campeão da Copa do Brasil perdeu a taça para o Vasco por causa dos gols sofridos em casa. Foi a quarta vez que passou perto. Agora, o clube aposta que pode, enfim, dar a volta olímpica. O Atlético-PR, que nunca chegou e levou 2 a 1 do Sampaio Corrêa na estreia, está animado pelo bom desempenho no Estadual. O Paraná aposta no técnico Ricardinho.

‘Muito prazer’ ao mundo da bola

Desconhecidos e sem recursos, equipes de centros sem expressão buscam colocar o nome no mapa do futebol

Longe do glamour e das altas cifras da elite do futebol, em campos esburacados, situações precárias de treinos e alojamentos, salários irrisórios e diante de público fiel, mas decepcionante, jogadores de times exóticos, ‘escondidos’ pelo País sabem que dificilmente irão além de um jogo na competição. Porém, lutam para colocar o nome de suas agremiações no mapa do futebol.

Não perder por dois gols de diferença na estreia e poder conhecer grandes centros já seria uma conquista de título para batalhadores da bola que defendem clubes pobres como Real (Roraima), Santa Quitéria (Maranhão), Gurupi (Tocantins), Penarol e Nacional, ambos de Amazonas, Luverdense (Mato Grosso), Aquidauanense (Mato Grosso do Sul), 4 de julho (Piauí) e River Plate (Sergipe).

Criado em homenagem ao galáctico Real Madrid após as peladas de amigos nos fins de semana, o Real, da pequena São Luiz do Anauá, dirigido pelo policial Leomar, conseguiu segurar o Remo na capital Boa Vista (0 a 0) – já que sua casa é pequena demais – e espera conseguir um milagre em Belém.

O time que conta com cerca de 50 torcedores, público médio nas competições do estado, sabe que avançando ganharia dinheiro extra para trocar o galpão que usa de alojamento para uma estrutura melhor.

A confiança é grande pelo fato de o rival estar em baixa no cenário nacional. Mesmo assim, o goleiro Adriano Portino já se prepara para um “bombardeio” na capital paraense.

Penarol, Nacional e River Plate querem honrar as tradições dos primos ricos de Uruguai e Argentina, suas inspirações. Mas não terão vida fácil. O Nacional por receber o Coritiba e os outros por já terem perdido em casa. O River Plate até deu calor no Grêmio ao abrir 2 a 0 (levou 3 a 2 no fim) e o Penarol por buscar gol no fim que o permitiu ir para Recife enfrentar o Santa Cruz (perdeu por 2 a 1).

Aquidauanense e Luverdense, nomes diferentes e investimento precário, são os que surgem com mais possibilidade de avançar à segunda rodada.

O primeiro está motivado após 1 a 0 – gol de Baiano comemorado como se fosse uma final de Copa do Mundo – no Bahia de Feira de Santana e o segundo, por só ter cedido o 2 a 2 ao Paraná no minuto final.

Alguns ainda com sonhos acesos, outros já planejando voltar à competição em 2013, casos de Espigão-RO e Trem-AC.

O Espigão, time com folha de R$ 30 mil mensais, salário top de R$ 3,5 mil e montado para jogar entre 4 e 5 meses no ano, levou 3 a 1 do Paysandu. Agora, busca o bi estadual para realizar um sonho: “Jogar em São Paulo ou principalmente no Rio, porque aqui na nossa cidade tem muito torcedor de Vasco, Flamengo e Botafogo”, conta o presidente João Bueno.

O Trem, dirigido por uma mulher, Socorro Marinho, também investe no estadual para em 2013 fazer valer o apelido de Locomotiva e apagar a surra de 5 a 0 para o ABC-RN.

Por Cleber Aguiar – Entrevista com Cícero do São Paulo FC.

Fonte: O Estado de São Paulo

‘Por onde passei, nunca tive problema para me adaptar’

Um dos artilheiros do time no ano, o versátil meia é homem de confiança de Leão e conquista a torcida com gols salvadores

Repatriar atletas da Europa, para o São Paulo, tem sido sinônimo de dor de cabeça: Denilson, Luis Fabiano e Jadson exigiram paciência. A exceção é Cícero, que veio da Alemanha em julho de 2011, sem alarde, e se firmou como peça fundamental, seja como meia, volante ou atacante.

Com essa versatilidade, o polivalente meia ganhou a confiança de Leão para virar titular absoluto. E, com gols, caiu nas graças da torcida. Foram seis em 2012, cinco deles nos cinco últimos jogos. Na artilharia, só fica atrás de Willian José (9).

A que atribui a adaptação rápida?

Por onde passei, nunca tive problema para me adaptar. Como profissional, fiz gol logo no primeiro jogo como titular, pelo Bahia. Na Alemanha, quando cheguei, fiz boa temporada lá. Aqui no São Paulo foi a mesma coisa. Na estreia como titular (contra o Avaí, pelo último Brasileiro), fiz dois gols.

O que diferencia você de outros repatriados pelo clube?

Tem gente que, ao trocar de país, sente a diferença na parte tática. Mas na hora em que a bola rola, fica igual para todos. O que importa é a inteligência, o posicionamento, fazer o que o técnico quer.

Como vê a dificuldade de Jadson? Sei que o Jadson vai nos ajudar muito neste ano. Ele pode estar num momento em que precisa de um tempo para esta adaptação. Queira ou não, depois de jogar num frio de -20°C, vir para cá e treinar no sol das 4h da tarde ou enfrentar um time num dia quente é diferente. Ele vai precisa de um tempo para deslanchar, faz pouco que chegou.

Não incomoda atuar improvisado?

Sempre tive essa versatilidade. Em todo lugar que passei, o treinador enxergou isso e perguntou se podia fazer. Lógico que você não consegue manter uma média alta numa posição que não é a sua, mas dentro de suas características você tenta. Mas não foi só no São Paulo, em outros clubes também.

Em quais posições já atuou?

Pelo Fluminense, fui para o gol num jogo em que nosso goleiro havia sido expulso e tínhamos um pênalti contra. Quase peguei, a bola passou perto (risos). Já atuei também como lateral-esquerdo, primeiro volante, segundo volante, meia e atacante. Aqui no São Paulo, com o Adilson Batista, atuei até como zagueiro, no ano passado, contra o Ceará, por conta da necessidade.

Em qual posição rende mais?

Como terceiro homem de meio-campo, vindo de trás, ou atacante parado na área. Por todo o lugar que passei, sempre fui metido a fazer gols. Tanto é que tenho 81 gols na carreira profissional. Mas prefiro como terceiro homem de meio-campo, foi assim que fui para a seleção.

O improviso ameaça convocações? O fato de ter ido uma vez (contra a Argentina, em 2011) dá esperança, pois o técnico já te conhece um pouquinho mais. Tenho o sonho de ir para a seleção e disputar uma Copa.

Porque voltou ao País?

A Europa foi uma experiencia muito boa, podia ter ficado, mas a gente analisa sempre o que é melhor para nossa vida, nossa família. E tinha vontade de mostrar meu futebol aqui.

Pensa em retornar à Europa?

Tudo depende, Mas não tenho vontade hoje. Estou tranquilo, não vivo com o pensamento de que tenho de voltar./ B.D.

Por Cleber Aguiar – Caso Bruno do ex – goleiro do Flamengo.

Fonte: Portal IG

Advogado decide deixar defesa de Macarrão no caso Bruno

Decisão é anunciada após entrevista da defesa do goleiro que apontou Macarrão como assassino de Eliza. “Matou e deram para cachorro”

O advogado Wasley César Vasconcelos, defensor de Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, um dos réus no processo sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, em 2010, renunciou ao caso por volta das 10h desta segunda-feira. De acordo com o advogado, o motivo da renúncia é “inteiramente pessoal, mas é uma renúncia definitiva”.

 

Foto: AE

Macarrão, em dezembro de 2011, durante sessão de depoimentos no Departamento Estadual de Operações Especiais

“Continuo acreditando na inocência do Luiz Henrique e torço para que o novo advogado consiga o que eu, durante 1 ano e 8 meses, não consegui, que é a liberdade do meu cliente”. O atual advogado do Macarrão, de acordo com o Wasley César, é o advogado Leonardo Diniz, que disse que vai se manifestar apenas para o juiz do caso.

Ontem, o advogado do goleiro Bruno Fernandes, Rui Caldas Pimenta, anunciou uma nova estratégia para a defesa de seu cliente, acusado de matar a ex-companheira, Elisa Samudio. Além de admitir a morte da jovem, a defesa afirma que a decisão de matar a jovem teria partido do amigo do goleiro, o Macarrão. 

Abaixo a íntegra da renúncia, publicada no facebook de Wasley César: 

“Caros amigos, renunciei hoje de manhã ao chamado ‘Caso Bruno’. Tal fato se deu por questões de foro íntimo. Apenas isso. Continuo torcendo, e muito, para que a justiça seja restaurada nesse caso, restaurada para todos os réus. De antemão, agradeço, a todos que torceram para o sucesso de minha atuação. O que desejo, de coração, é que o novo patrono consiga tudo aquilo que, apesar de muita luta, não conseguimos. Obrigado a todos!”

Eliza foi amante de Bruno e teve um filho com ele há dois anos. Ela desapareceu pouco depois do nascimento do filho e investigação policial acusa Bruno, Macarrão e outras sete pessoas de envolvimento no caso, incluindo um menor à época do crime.

Conforme o iG noticiou em janeiro, Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, chorou ao saber que a defesa do ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza o acusa de ter matado Eliza Samudio por um sentimento amoroso dele pelo atleta.

Advogado do goleiro Bruno diz que Macarrão matou Eliza Samúdio

Em entrevista à TV Folha, Rui Pimenta disse que o ex-secretário do jogador matou Eliza e “deram para cachorro”

O advogado do goleiro Bruno Fernandes afirmou ao programa “TV Folha” transmitido pela TV Cultura que Eliza Samudio foi morta por Macarrão, ex-secretário do jogador.

Bruno, preso há um ano e oito meses sob acusação do desaparecimento e morte da ex-namorada Eliza, vai apresentar a nova versão à Justiça, segundo o advogado Rui Caldas Pimenta.

“Ela foi morta mesmo […] Acontece que o Macarrão, em vez de fazer o que o Bruno queria, ele levou a moça lá para um cidadão chamado Bola e executaram a moça. Mataram mesmo. Deram para cachorro. Isso tudo é verdade”, disse o advogado à TV Folha.

Eliza foi amante de Bruno e teve um filho com ele há dois anos. Ela desapareceu pouco depois do nascimento do filho e investigação policial acusa Bruno, Macarrão e outras sete pessoas de envolvimento no caso, incluindo um menor à época do crime.

Conforme o iG noticiou em janeiro, Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, chorou ao saber que a defesa do ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza o acusa de ter matado Eliza Samudio por um sentimento amoroso dele pelo atleta.

Por Cleber Aguiar – Parceiro do São Paulo, Roberto Justus diz que resultados influenciam no negócio: ‘É preciso uma chacoalhada’

Fonte: O Estado de São Paulo

‘Clube vencedor é mais fácil vender’

Paulo Galdieri – O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – A necessidade de profissionalizar o departamento de marketing fez o São Paulo correr atrás de ajuda de um de seus mais ilustres torcedores. Roberto Justus, que já dava consultoria informal aos dirigentes, e o clube selaram uma parceria para que o grupo de publicidade e comunicação presidido pelo empresário e apresentador de TV tomasse conta do departamento no Morumbi. Entre uma gravação e outra, Justus falou ao Estado sobre o desafio. E foi taxativo: clube vencedor é mais fácil vender.

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Roberto Justus é parceiro do São Paulo - Antonio Chahestian/Divulgação
Antonio Chahestian/Divulgação
Roberto Justus é parceiro do São Paulo

E como surgiu a ideia da parceria com o São Paulo?

Na última reunião do Conselho Consultivo o presidente me pediu que eu ajudasse a vender o patrocínio da camisa. E, como o clube estava tendo uma dificuldade, ele pediu pra ajudar, usando meu network, meus contatos, minha influência.

Quando começa esse trabalho com o São Paulo?

Agora, depois do Carnaval, é que comecei a pegar isso. Minha agenda está um pouco dura demais, me castigando. Mas eu falei que ia começar a mexer nisso e é o que estou fazendo. E isso cresceu um pouco mais. O Rogê Davi, que é o diretor de marketing do São Paulo, falou para eu colocar a minha empresa, o meu grupo nesse caso para ajudar. E eu falei ‘vamos embora’. Muitas vezes os clubes não têm a noção de o quanto podem aproveitar em termos de marketing, comunicação, etc.

O que pode ser explorado?

O São Paulo tem uma arena incrível, que passa por uma grande reforma. Tem superávit financeiro, é um dos clubes mais bem administrados, se não o mais bem administrado.

E isso ajuda a vender a imagem do clube?

Mas, muito, sem dúvida. Queira ou não o futebol tem essa fama de um esporte em que se envolvem muitas pessoas para se promover. Para os anunciantes é sempre interessante se envolver num esporte como esse, mas a grande empresa, que tem dinheiro, porque isso não é barato, exige segurança.

Mas já foi mais barato.

Ainda bem que não é mais. Essa história do Clube dos 13 não ter dado certo foi muito bom para os clubes, porque a negociação direta dobrou o valor que receberam. Agora, com a volta de grandes jogadores, a gente está voltando a ter essa condição de dourar essa pílula de um jeito que o anunciante se torne mais interessado. Mais ainda agora, com pessoas profissionalizando os clubes. Isso dá uma tranquilidade de que os contratos estão sendo bem feitos.

Antes não havia essa profissionalização?

Havia, mas era menos. Mas agora fica um pouco mais redonda a história. O Juvenal percebeu isso. Ele quer que eu me aproxime mais do clube, quer me dar um cargo no clube. Eu é que estou resistindo um pouco por causa de tempo. Por enquanto é uma ajuda “não oficial”, vamos dizer assim.

Mas é uma ajuda profissional?

Isso sim. É o São Paulo contratando a minha empresa para ajudar. Mas é muito a minha paixão também. Não é negócio para mim. Para o meu grupo, ter a conta do São Paulo não é uma receita que faça diferença. Se eu não fosse o CEO do grupo, são-paulino como eu sou, talvez não teria algo assim.

O São Paulo já foi considerado um clube de marketing, mas parece ter ficado para trás, sobretudo com ascensão do Corinthians.

Mas eu não acho que o São Paulo ficou para trás. Agora, precisa dar uma chacoalhadinha. Há momentos de refluxo, como em qualquer outra empresa. O São Paulo da década de 90 para cá foi o clube mais vencedor e isso criou uma geração de torcedores mal-acostumados. É mais fácil vender a camisa de um clube vencedor do que a de um clube que está se ajustando. O marketing está sempre a reboque dos resultados. Estamos num momento desfavorável já faz um tempinho. Está na hora de ganhar título. A torcida cobra, o anunciante cobra.

É possível manter o valor de patrocínio de camisa entre R$ 25 e R$ 30 milhões, que é o que o clube pretende?

O São Paulo não vai ficar vendendo a camisa por menos do que acha que vale. Mas, agora, estamos no mês de março, não dá pra falar que vamos conquistar os mesmos resultados se estivéssemos em dezembro.

Você pretende ser dirigente de futebol no São Paulo? Gostaria de ser presidente?

As pessoas nem sabem o quanto eu gosto de futebol Eu adoro. Não vou dizer que dessa água não beberia e não beberei. No momento, o que eu não tenho é tempo. Se fosse hoje eu diria que não posso. Lá na frente, quem sabe. Pode até ser uma coisa gostosa. Mas eu não estou fazendo nada pensando nisso. O Juvenal quer, mas não batemos esse martelo.

Por Cleber Aguiar – Pequenos penam em campo e no cofre

Fonte: Folha de São Paulo

Mogi Mirim venceu Santos por 3x1e conseguiu a 1º vitória para um clube do interior

PAULISTA
Clubes do interior, do ABC e Portuguesa sofrem contra grandes e pouco ganham com bilheteria

RAFAEL VALENTE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O Paulista de 2012 tem sido um martírio para os clubes pequenos do Estado.

Antes deste fim de semana, os times de menor expressão somavam 12 rodadas e mais as quartas de final de 2011 sem vitória sobre os grandes: Corinthians, Santos, Palmeiras e São Paulo.

O Mogi Mirim quebrou a sequência ao bater os reservas santistas, ontem, mas o resultado não ameniza a má fase enfrentada pelos pequenos.

Desde 1986, quando o interior fez o primeiro campeão com a Inter de Limeira, a pior marca foi de sete rodadas sem vitórias, em 1987 e 2009.

Pior: os times não têm atraído muitos torcedores, e suas rendas despencam.

Cartolas apontam o desequilíbrio financeiro e a falta de estrutura como fatores para a disparidade atual.

“Os clubes pequenos ainda insistem em trabalhar com aquela teoria de abnegados. Não profissionalizam a administração”, observa Eduardo Esteves, diretor do Botafogo.

Opinião parecida tem Márcio Della Volpe, presidente em exercício da Ponte. “O Paulista está ficando igual ao Carioca. Logo será como o Espanhol. Os times da Série A do Nacional fortalecem seus caixas e criam um abismo.”

O Mogi Mirim atribui seu sucesso atual ao investimento na base. Está em terceiro após os 3 a 1, em casa, sobre o time B santista. “Fomos vice no Paulista sub-20 e temos quatro jogadores [da base] no profissional”, diz o gerente de futebol Luiz Simplício.

O jejum, contudo, não é o único ponto crítico em 2012.

Nas 12 primeiras rodadas, os pequenos tiveram prejuízo na arrecadação em 31 de 94 jogos como mandantes. Os 16 clubes levaram aos estádios exatas 300.871 pessoas.

Em 18º, o XV de Piracicaba lidera em média de público. São 6.374 pessoas por jogo.

É um dos poucos que não pagam para jogar (e não têm prejuízo nos jogos), ao lado de Botafogo, Bragantino e Linense. Os outros 12 tiveram pelo menos uma renda líquida negativa. O São Caetano teve prejuízo em seis dos seus sete jogos. Mas é a Portuguesa quem menos arrecada.

“Nosso público já não é grande, e o time ainda não se acertou”, explica o presidente Manuel da Lupa.

Para o diretor de futebol do XV de Piracicaba, Valmir de Freitas, a situação atual será cada vez mais comum. “A solução mais próxima é a administração das receitas e um olhar cuidadoso à base.”

Colaborou DARIO DE NEGREIROS, de Ribeirão Preto

ICFUT – Gols dos Estaduais 11/03/2012

Santa Cruz 2 x 0 Salgueiro – Campeonato Pernambucano 2012 – 11/03/2012

Bahia 1 x 1 Juazeiro – Campeonato Baiano 2012 – 11/03/2012

Grêmio 5 x 0 Novo Hamburgo – Campeonato Gaúcho 2012 – 11/03/2012

Cruzeiro 2 x 0 Vila Nova-MG – Campeonato Mineiro 2012 – 11/03/2012

Botafogo-SP 2 x 6 Palmeiras – Paulistão 2012 – 11/03/2012

Vasco 3 x 0 Madureira – Taça Rio 2012 – 11/03/2012

São Paulo 2 x 1 Portuguesa – Paulistão 2012 – 11/03/2012

Figueirense 3 x 3 Joinville – Campeonato Catarinense 2012 – 11/03/2012

Atlético-GO 2 x 2 Vila Nova – Campeonato Goiano 2012 – 11/03/2012

Iraty 1 x 5 Coritiba – Campeonato Paranaense 2012 – 11/03/2012