ICFUT – Noticias da Libertadores 07/03/2012

Fonte: O Estado de São Paulo

No Rio, Vasco sofre para derrotar Alianza Lima por 3 a 2

Alecsandro perde dois pênaltis, mas time carioca consegue primeira vitória na Libertadores

LEONARDO MAIA – Agência Estado

A responsabilidade era toda do Vasco. Derrotado na primeira partida da Copa Libertadores, em casa, e enfrentando um adversário em aguda crise financeira e de pouca técnica, não havia outro resultado aceitável que não a vitória. Ela veio, 3 a 2 sobre o Alianza Lima (Peru), nesta terça-feira, em São Januário, na segunda rodada do Grupo 5. Mesmo que não sem certa dose de sofrimento e dificuldades.

Dedé fez o segundo gol do Vasco - Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE
Dedé fez o segundo gol do Vasco

Alecsandro perdeu dois pênaltis, Juninho Pernambucano converteu um terceiro e o placar ficou barato. Destaque para William Barbio, Juninho e Felipe, que em 45 minutos mostrou que não pode ser reserva neste time vascaíno. “Fizemos por merecer a vitória. Erramos muito. Quem quer ser campeão tem que vencer dentro de casa. Perdemos muitos gols”, comentou Felipe. “Quantos minutos eu jogar vou procurar colaborar. Quando um jogador de qualidade não puder mais jogar, eu paro”, cravou.

O Vasco soma agora três pontos na chave, liderada pelo Libertad (Paraguai), que venceu os dois jogos até agora. O Nacional, do Uruguai, soma também três e os peruanos estão zerados. O Vasco viaja para enfrentar os paraguaios no próximo dia 15.

Antes mesmo de a bola rolar, mais um baque para o time da casa. Eder Luís sentiu a coxa direita no aquecimento e foi vetado, deixando o técnico Cristóvão Borges, que já havia perdido o equatoriano Carlos Tenório, sem nenhum atacante no banco de reservas.

Mesmo limitados a chutões da zaga para o ataque, os visitantes chegaram ao gol. Bola rifada, falha de Rodolfo e Charquero tocou na saída de Fernando Prass. Desespero cruzmaltino? Não houve tempo. Dois minutos depois, Diego Souza lançou Barbio, que cruzou rasteiro. Ramos se jogou na bola e cortou para as próprias redes.

À saída para o intervalo, a torcida que compareceu em bom número ao estádio clamou por Felipe. Clamor atendido. Entrou o “Maestro” em lugar do volante Eduardo Costa. Rodolfo, o vilão do gol peruano, cedeu lugar a Douglas.

Logo aos dois minutos, jogada feita à exaustão. Barbio cruzou da direita, Libman espalmou e a bola tocou na mão de Carmona. O árbitro achou por bem marcar pênalti e expulsar o defensor pelo segundo amarelo. Mas Alecsandro escorregou e acertou a trave, ingrata que também evitaria o gol de falta de Juninho Pernambucano, pouco depois.

Mas contra Dedé, não à toa chamado de mito pela torcida, ela nada poderia fazer. O zagueiro da seleção brasileira cabeceou depois do escanteio, a bola beijou o poste, como de pirraça, e entrou.

Quando um novo pênalti surgiu aos 34 minutos, Juninho Pernambucano resolveu chamar a responsabilidade. Alecsandro resmungou. O Reizinho da Colina não falhou. Fernandez diminuiu aos 40 e criou uma desnecessária apreensão nos minutos finais, superada com posse de bola no campo de ataque.

OUTROS JOGOS – Também nesta terça, mais duas partidas foram realizadas. E ambas terminaram empatadas por 1 a 1. Pelo Grupo 8, o Peñarol conseguiu o seu primeiro ponto em três jogos ao ficar na igualdade com a Universidad de Chile, em Montevidéu, no Uruguai. Pelo Grupo 3, o empate foi no duelo chileno entre Unión Española e Universidad Católica, em Santiago.

FICHA TÉCNICA
VASCO 3 x 2 ALIANZA LIMA-PER

VASCO – Fernando Prass; Fagner, Dedé, Rodolfo (Douglas) e Thiago Feltri; Nilton, Eduardo Costa (Felipe), Juninho Pernambucano e Diego Souza; William Barbio e Alecsandro. Técnico: Cristóvão Borges.

ALIANZA LIMA-PER – Libman; Carmona, Ibañez, Ramos e Corrales; Albarracín, González, Bazan (Villamarin) e Hurtado; Montaño (Fernandez) e Charquero (Arroe). Técnico: José Soto.

GOLS – Carquero, aos 16, e Ramos (contra), aos 18 minutos do primeiro tempo; Dedé, aos 14, Juninho Pernambucano (pênalti), aos 35, e Fernandez, aos 40 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS – Arroe e Fernandez (Alianza Lima-PER).
CARTÃO VERMELHO – Carmona (Alianza Lima-PER).

ÁRBITRO – Diego Abal (Fifa-Argentina).
RENDA – R$ 541.285,00.
PÚBLICO – 11.439 pagantes (14.327 no total).
LOCAL – Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).

Corinthians pressionado a fazer gols

Equipe recebe o Nacional, do Paraguai, com a obrigação de ganhar com boa vantagem, mas o desempenho do ataque, frágil na temporada, preocupa

VÍTOR MARQUES – O Estado de S.Paulo

O Corinthians faz seu primeiro jogo em casa na Taça Libertadores pressionado a fazer gols. Contra o Nacional, do Paraguai, o técnico Tite espera maior efetividade de seu ataque, justamente o setor do time que ninguém acreditava que se tornaria problemático, pelo excesso de opções.

A média de gols na temporada é pífia para um time que conta com nomes como Liedson, Emerson Sheik, Jorge Henrique, que se revezam entre os titulares, e com reservas de luxo como Adriano, Willian e Elton. Todos eles, além de Gilsinho estão inscritos na Libertadores e têm atuado no Paulista.

Esse poderio ofensivo não se comprovou dentro de campo. Em 13 jogos na temporada, 12 pelo Estadual e um pela Libertadores, o Corinthians só marcou 16 gols – média de 1,23 por partida.

Para Tite esse é um problema que se deve mais à falta de pontaria e à má fase de alguns jogadores do que o pouco poder de criação do time.

“No início (da temporada), a equipe criava pouco, depois organizamos e passamos a criar mais. Ainda pecamos na precisão. Temos de ter um volume maior até de média distância e até de bola parada”, afirmou.

O técnico já tem em mente um número mínimo de finalizações para vencer o jogo desta noite: entre 16 e 18. Ele usa como exemplo alguns jogos do Paulista. Além disso, ele tem certeza que Liedson vai desencantar. “Estou preocupado, claro, mas ele (Liedson) está com uma baita vontade de fazer gols.” O artilheiro do time em 2011, ainda não marcou em jogos oficiais nesta temporada.

Já Emerson Sheik, que não atua desde a partida contra o Táchira, na estreia na Libertadores, no dia 15, fica no banco por não ter condições físicas para atuar noventa minutos. Adriano nem sequer está relacionado para o jogo de hoje.

A dupla de ataque será formada por Liedson e Jorge Henrique, municiados por Alex e Danilo. Foi assim que o time treinou ontem. O 4-4-2 agora é a formação adotada por Tite. A única mudança é a entrada do segundo volante Edenílson na lateral, na vaga de Alessandro, machucado.

Com dois meias, Tite povoa mais o meio de campo e com isso o Corinthians tem dominado a maioria dos jogos que fez no ano e vencido por diferenças mínimas de gols.

Houve, no entanto, duas exceções em que o time de Tite não controlou o jogo. A última foi domingo, no clássico contra o Santos, primeira derrota na temporada. A outra: estreia na Libertadores diante do Táchira, quando um gol de cabeça marcado por Ralf já nos acréscimos salvou o time da derrota na Venezuela.

Esse 1 a 1 na estreia, embora bastante comemorado, deixou o time em situação de apreensão, porque seu principal rival, o Cruz Azul, do México, já venceu seus dois jogos na primeira fase. Tem seis pontos, enquanto o Corinthians, apenas um.

Isso faz com que a equipe de Tite entre pressionada a vencer hoje. Ficaria com quatro pontos, isolada em segundo lugar. Assim, viajaria ao México no domingo para enfrentar justamente o Cruz Azul na próxima quarta. Mas em se tratando de Corinthians na Libertadores, todo cuidado é pouco. Mesmo diante dos paraguaios do Nacional. “Acredito no tesão da Libertadores, não em tensão”, disse Tite.

Neymar e Ganso, para evitar susto de 2011

Contra o Internacional, Santos aposta mais uma vez no talento dos astros na luta pela vitória necessária para respirar

SANCHES FILHO / SANTOS , ESPECIAL PARA O ESTADO – O Estado de S.Paulo

O Santos vai precisar muito do talento de Neymar e Ganso e da pressão de sua torcida, que promete fazer da Vila Belmiro um caldeirão, para superar o Internacional, hoje, às 19h45, pela segunda rodada da Libertadores. Após perder na estreia para o fraco The Strongest, da Bolívia, o atual campeão entrará pressionado para não repetir o drama do ano passado, quando por pouco não caiu na fase de grupos.

O jogo será o reencontro de Dorival Júnior com o time da Vila, que pouco mudou desde que foi armado pelo técnico na conquista do Estadual e da Copa do Brasil de 2010. Em especial, Dorival irá rever Neymar, que lhe proporcionou inúmeras alegrias e provocou a sua demissão com menos de um ano de trabalho e dois títulos conquistados.

A rebeldia do garoto, na época com 18 anos, que enfrentou o treinador com palavrões à margem de campo, foi um divisor de águas para ambos. Apesar da pouca idade, Neymar soube lidar com a incômoda situação de ter provocado enorme prejuízo a quem tanto o ajudou e passou a se controlar. Deixou de lado algumas infantilidades e amadureceu rapidamente para se tornar um dos principais ídolos do País.

A carreira de Dorival, a partir daquele momento, não teve a mesma trajetória ascendente. Se, a exemplo dos dirigentes santistas, o treinador tivesse passado a mão na cabeça de Neymar e tolerado a quebra da hierarquia, poderia ter comprometido definitivamente sua condição de comandante. Mas, embora tenha agido corretamente, sua carreira ficou abalada pelo episódio e agora, no Internacional, o treinador tenta recolocá-la no curso normal.

Teste aprovado. O clássico contra o Corinthians, domingo passado, na Vila Belmiro, serviu de último ensaio para a “mini decisão” de hoje à noite. E o time santista foi aprovado com louvor, pois teve paciência para esperar pelo momento certo e definir a vitória por 1 a 0, contra um rival fechado e claramente interessado no empate. E o quadro poderá se repetir hoje. Ao contrário do Santos, o Internacional ganhou do Juan Aurich, do Peru, em Porto Alegre, na primeira rodada, e o empate fora de casa é quase uma vitória.

Satisfeito com a confiança retomada depois da vitória no clássico, o técnico Muricy Ramalho deve manter a mesma escalação que bateu o Corinthians no fim de semana e promete manter o esquema ofensivo, com Ibson, em grande fase, no lugar de Elano no meio-campo.

Fluminense encara o Boca e a pressão do La Bombonera

Tricolor se satisfaz com empate contra rivais, invictos há 36 jogos

SÃO PAULO – O Fluminense enfrenta nesta quarta-feira o Boca Juniors, no estádio La Bombonera, em busca de um empate, apesar de o técnico Abel Braga reafirmar publicamente que seu time vai tentar derrotar um adversário que se mantém invicto há 36 jogos. Em seu segundo compromisso pela Libertadores – venceu na estreia o Arsenal, por 1 a 0 – o time tricolor sabe das dificuldades no tradicional estádio de Buenos Aires. O jogo começa às 22 horas (de Brasília).

Mítico estádio é arma dos argentinos - Arquivo Estado
Arquivo Estado
Mítico estádio é arma dos argentinos

A torcida do Boca Juniors é fanática e faz barulho ensurdecedor durante os 90 minutos dos jogos do time na Bombonera. A equipe argentina costuma atuar em casa com aplicação e vontade acima da média. Além disso, o Boca Juniors é liderado pelo veterano Riquelme, um dos jogadores mais importantes da seleção da Argentina.

A escalação do Fluminense reforça a ideia de que o time se valerá da técnica de seus homens de frente. O desempenho de Deco cresce a cada partida e ele parece ter reencontrado o futebol que o fez se destacar na seleção de Portugal por vários anos. Thiago Neves tem se saído bem no Campeonato Carioca e muitas vezes dita o ritmo da equipe. Fred atravessa ótima fase e a presença de Wellington Nem dá mais velocidade ao ataque.

Nos últimos dias, a expectativa pelo clássico sul-americano despertou comentários de vários atletas do Fluminense. Thiago Neves disse claramente que o objetivo do grupo era arrancar um empate em Buenos Aires e depois vencer o Boca Juniors, no Rio de Janeiro. O lateral-esquerdo Carlinhos seguiu esse discurso. Ficou claro que entre os 11 titulares a vitória será uma surpresa.

O Fluminense deve contar no estádio com o apoio de 2.500 torcedores. Muitos saíram do Rio de Janeiro há alguns dias e vão aproveitar o restante da semana para desfrutar das opções que Buenos Aires oferece aos turistas.

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