Por Cleber Aguiar – Viajar é preciso

Fonte: Folha de São Paulo

Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro

TENDÊNCIAS/DEBATES

A derrota do Santos no Mundial ensinou que o futebol brasileiro errou ao acabar com a tradição de fazer excursões para jogar contra grandes times do exterior

A recente participação do Santos no Mundial de Clubes da Fifa nos obrigou a refletir sobre a colocação do futebol brasileiro no mundo. A derrota nos imputou lições que devem ser aprendidas.

Há uma distância física, técnica e até mesmo conceitual entre o futebol que praticamos aqui e o futebol que assistimos apenas pela televisão. Se não buscarmos meios de executar uma reaproximação, o tempo nos colocará ainda mais longe da posição que um dia ocupamos: os melhores do mundo nesse esporte.

Os grandes clubes nacionais, em seus tempos mais gloriosos, tinham embates mais frequentes contra os poderosos clubes do velho continente, integrantes das melhores ligas do planeta.

Esses jogos contribuíam para que nos mantivéssemos tecnicamente equilibrados com essas equipes. Tínhamos maior referência e maior conhecimento sobre o que acontecia no resto do mundo.

Por vezes o Santos deixou de disputar a Libertadores para realizar essas excursões, tamanha sua relevância. Nesse período, entre 1958 e 1970, disputamos quatro Copas do Mundo e conquistamos três.

Por equívocos de planejamento e formulação de calendário, deixamos de realizar partidas contra Barcelona, Milan, Benfica, Manchester United e tantas outras importantes camisas.

Os times brasileiros não fazem mais essas viagens. Isso é um grande erro. Quanto o Leste Europeu não pagaria para ver Neymar, Ganso e companhia? Quanto não poderia ter lucrado o Corinthians se tivesse levado o Ronaldo para se apresentar na Ásia? É imperativo que sejam criados intervalos na agenda do futebol para que as agremiações possam se rentabilizar e intercambiar culturas.

Após a virada do milênio, por exemplo, foram realizados apenas cinco jogos oficiais entre equipes brasileiras e europeias. É pouco! Não é à toa que, nos últimos 15 anos, o Brasil teve apenas três campeões mundiais -os europeus tiveram dez.

Esses embates internacionais também permitem que as marcas dos clubes sejam mais conhecidas no resto do mundo. Hoje, ficamos limitados a aparecer apenas quando conquistamos uma Libertadores.

Com a experiência que vivemos com o Santos no final de 2011, percebemos que os clubes brasileiros precisam explorar a força das suas marcas em mercados como o do Japão, que tanto aprecia nosso futebol. Na China, nação com o maior desenvolvimento econômico no planeta, nossa atuação ainda é quase incipiente. Os clubes europeus, porém, já estão presentes nesses locais e aumentam a cada temporada a sua atuação no mercado mundial.

Já passou da hora, e faço aqui também um mea-culpa, de os grandes clubes se unirem para que exista espaço para três ou quatro amistosos internacionais durante o ano.

Não é enforcando uma semana ou apertando, de forma absurda, três jogos em sete dias, como o Internacional foi obrigado a fazer em 2011, que resolvemos a questão.

A alteração pela qual passará o calendário em 2013, mudando o período de disputa da Copa do Brasil, será uma oportunidade. Sobretudo nesse momento em que temos no departamento de seleções da CBF alguém que viveu fortemente a experiência de comandar um clube e sentiu na pele essas dificuldades, Andres Sanchez.

Os detentores dos direitos de transmissão também terão benefícios claros. A maior exposição do nosso futebol vai valorizar o Campeonato Brasileiro, despertando o interesse de novos mercados.

Não podemos esperar mais para chamar a atenção do mundo para os nossos clubes, e não apenas para a nossa seleção. O futebol brasileiro precisa se preparar, afinal não sabemos quais serão as consequências de uma nova frustração como a ocorrida na Copa de 1950.

Convoco os meus companheiros dirigentes para, junto com a CBF e com a televisão, encontrarmos caminhos para que voltemos a ser o país do futebol.

LUIS ALVARO DE OLIVEIRA RIBEIRO, 69, é empresário e presidente do Santos Futebol Clube desde 2009

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

Por Cleber Aguiar – Pará é apresentado e já treina com elenco do Grêmio

Fonte: Gazetaesportiva.net

Do correspondente Vicente Fonseca Porto Alegre (RS)

 

Novo reforço do Grêmio, o lateral Pará se integrou rapidamente ao elenco tricolor. Depois de acertar com o time gaúcho na noite dessa terça, o jogador desembarcou em Porto Alegre na manhã desta quarta, realizou exames médicos e já treinou com o grupo. A polivalência do ex-santista foi o principal motivo que levou o técnico Vanderlei Luxemburgo a indicar sua contratação.

“O Grêmio já tem seus laterais. Vim para buscar o meu espaço e ajudar. Jogo nas duas laterais, tanto na direita como na esquerda. No Santos, com o Dorival Júnior, joguei até como volante. Posso fazer qualquer uma das três posições”, adiantou Pará. A tal versatilidade é importante em um elenco não tão numeroso como o gremista.

O jogador revelou que, mesmo com o fato de o Tricolor não estar na Libertadores, preferiu o Grêmio ao Vasco. Tudo por causa do novo técnico da equipe gaúcha. “Eu ia para o Vasco, estava tudo certo, mas pintou a proposta do Grêmio, com o professor Luxemburgo. Preferi vir para cá”, disse.

Pará ficará no Olímpico por empréstimo até o final do ano. Aos 26 anos, será o quarto lateral direto do plantel gremista, junto com Mário Fernandes, Gabriel e Edilson. A lesão de Mário, que o obrigará a ficar três meses no estaleiro, foi outro motivo que pesou para a vinda do santista.

 

 

Por Cleber Aguiar – Gaúcho: Nos pênaltis, Caxias vence o Novo Hamburgo e conquista o 1° turno

Fonte: futebolinterior.com.br

O time Grená coinquistou a Taça Piratini e está garantido na final do estadual

 Em um estado onde predomina o dominio de Grêmio e Internacional, o primeiro turno do Gauchão, chamado de Taça Piratini, foi decidido por Caxias e Novo Hamburgo, forças do interior. A final, disputada no no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo, região metropolitana de Porto Alegre, consagrou o Caxias, que venceu por 3 a 2 nos pênaltis, após o jogo ter terminado empatado por 1 a 1.

O suado título foi conquistado depois de um jogo equilibrado. O Caxias saiu na frente aos 24 minutos do primeiro tempo. Vanderlei dominou no peito, após passe de Fabinho, e mandou para as redes do goleiro Eduardo Martini. O Novo Hamburgo teve claras chances de gol para buscar o empate ainda na etapa inicial, mas desperdiçou com Alexandre, duas vezes, e Leandrinho.Empurrado pela torcida, o Novo Hamburgo partiu para o ataque no início da segunda etapa e voltou a levar perigo ao gol do Caxias. Depois de seguidas investidas, arrancou o empate aos 14 minutos. Mendes aproveitou cruzamento e cabeceou para o fundo do gol: 1 a 1.

Com o empate no tempo regulamentar, a decisão foi para os pênaltis. Michel, Umberto, Paraná converteram para o Caxias, enquanto Pedro Silva e Marlon balançaram as redes pelo Novo Hamburgo. O time da casa, no entanto, desperdiçou três cobranças e não conseguiu comemorar o título diante de sua torcida.

Graças à conquista da Taça Piratini, o Caxias ganhou o direito de decidir o título do torneio estadual pela terceira vez em sua história. A primeira delas ocorreu em 1990, quando o clube ficou com o vice-campeonato, perdendo o título para o Grêmio. Dez anos depois, o Caxias voltou a decidir o título gaúcho, mas desta vez não deixou a chance escapar.

Caminho até a final…
As duas equipes estiveram no mesmo grupo na primeira fase da competição, por isso, não se enfrentaram. Mesmo assim, terminaram com a mesma pontuação, 17 pontos, mas o Novo Hamburgo foi melhor no saldo de gols (9 a 7) e conquistou o direito de jogar em casa nas fases seguintes.

Nas quartas de final, as equipes não tiveram dificuldades. O Caxias passou pelo São José, por 2 a 0, e o Novo Hamburgo derrotou o Lajeadense, pela contagem miníma. Nas semifinais, por outro lado, os times tiveram vida dura.

Jogando no Estádio Centenário, em Caxias do Sul, o time da casa arrancou um empate contra o Grêmio no tempo normal e conseguiu vencer na disputa dos pênaltis. O Novo Hamburgo marcou apenas no último minuto e derrotou o Juventude, por 3 a 2.

Inédito…
Desde que o Gauchão passou a ser disputado neste formato, em 2009, o Caxias chegou na final neste ano e em 2011. No ano passado, o time Grená foi derrotado para o Grêmio, adiando a inédita conquista. Este é o segundo título de expressão do time, que em 2000 foi campeão estadual.

ICFUT – Gols dos Estaduais 01/03/2012

Vasco 2 x 2 Bonsucesso – Taça Rio 2012 – 29/02/2012

Flamengo 1 x 2 Boavista –  Taça Rio 2012 – 29/02/2012

Linense 1 x 3 Palmeiras – Paulistão 2012 – 29/02/2012

Corinthians 2 x 1 Catanduvense – Paulistão 2012 – 29/02/2012

Bahia 5 X 1 Camaçari –  Campeonato Baiano 2012 – 29/02/2012

Guarani 0 x 2 Santos –  Paulistão 2012 – 29/02/2012

Resende 2 x 1 Fluminense – Taça Rio 2012 – 29/02/2012

 

 

Por Rogerinho – Sem glamour e com os reservas, Flu estreia com derrota na Taça Rio

Mesmo com nomes como Lanzini, Wagner e Sobis, suplentes fazem partida ruim diante de 659 pagantes e perdem por 2 a 1 para Resende

Fonte –  globoesporte.com

Dia de semana, 17h, muito calor, estádio quase vazio, pouco barulho: cenário típico de um jogo entre duas equipes pequenas. Mas em campo estava o campeão da Taça Guanabara. Depois de bater o Vasco no último domingo, o Fluminense estreou na Taça Rio nesta quarta-feira perdendo para o Resende por 2 a 1, no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Sem glamour e torcida, os reservas pecaram pelos gols perdidos e pelas falhas da defesa. Marcel e Marcelo Régis marcaram para o Resende. Rafael Sobis, em um golaço, descontou.

Apesar de contar com jogadores como Lanzini, Wagner e a dupla de ataque formada por Rafael Moura e Rafael Sobis, o time tricolor mostrou muita fragilidade. Desorganizado em campo, não conseguiu levar muito perigo ao bem montado Resende. E a defesa ainda bateu cabeça nos dois lances de gol sofrido. O resultado foi a melancólica derrota diante de um público desanimador: 659 pagantes (1.447 presentes), com renda de R$ 12.060.

O Fluminense volta a campo no próximo sábado para enfrentar o Nova Iguaçu, às 18h30m (de Brasília), também em Volta Redonda. Deverá usar novamente os reservas, já que na quarta-feira seguinte há o confronto com o Boca Juniors, na Bombonera, pela Libertadores. O Resende, também no sábado, sobe a serra para encarar o Friburguense, às 16h, no Estádio Eduardo Guinle.

Golaço de Sobis e reclamações da torcida

Coube aos reservas a missão de dar o pontapé inicial no segundo turno do campeão da Taça Guanabara. Mas antes mesmo que dessem o seu primeiro ataque, o Resende já abriu o marcador: aos cinco minutos, Marcel recebeu na meia-lua, driblou Digão com facilidade e chutou sem chances para Ricardo Berna.

O número de torcedores era tão pequeno que o silêncio permitia que as instruções dos treinadores fossem ouvidas – assim como as reclamações dos torcedores. Um em especial, localizado na tribuna de honra, tinha o técnico Abel Braga como alvo. Bastou o lateral-esquerdo Thiago Carleto cobrar uma falta com perigo, para ele dar início à gritaria: “Como ele pode ser reserva, Abel?”.

A desvantagem no placar não abateu o Fluminense. Com calma, toque de bola e boas atuações individuais de Lanzini, Wagner, Carleto e Sobis, o time passou a dominar as ações e a criar oportunidades em sequência. Na primeira, Sobis acertou uma bomba no travessão. Na segunda, foi a vez de Wagner chutar na trave. E na terceira não houve jeito. Uma bela troca de passes entre Lanzini, Wagner e Souza terminou em conclusão com categoria de Sobis: 1 a 1, aos 30 minutos.

Oito minutos depois, Carleto quase virou o placar em belo chute de fora da área – e o torcedor voltou a esbravejar na direção de Abel. O calor era tanto que o fim do primeiro tempo registrou ainda uma cena curiosa. Após a marcação de uma falta, Sobis achou que o juiz havia encerrado a etapa e já foi tirando a camisa. Mas teve de recolocá-la rapidamente porque ainda faltava um minuto…

rafael moura resende x fluminense (Foto: Divulgação/Flick Fluminense)
Rafael Moura encara marcação dupla no Raulino de Oliveira
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Resende volta a marcar e termina com a vitória

Veio a segunda etapa, e o domínio tricolor diminuiu. Errando o último passe, o Fluminense voltou a dar espaços ao adversário, que começou a levar perigo nos contra-ataques. Pouco antes da parada técnica, o Resende chegou ao segundo gol. Marcel cruzou da esquerda, Márcio Rosário não cortou, e Marcelo Régis, livre, fez 2 a 1.

Gritaria na arquibancada: “Tem que mexer, Abel!”. E o treinador atendeu aos torcedores. Wallace já havia entrado na vaga de Souza. Vieram ainda Samuel e Matheus Carvalho nos lugares de Fábio e Lanzini, respectivamente. Antes de sair, o argentino foi derrubado dentro da área e pediu pênalti. Rodrigo Nunes de Sá mandou o jogo seguir.

As alterações não surtiram efeito, e o Fluminense passou a buscar o empate de forma desorganizada. A melhor chance surgiu aos 37. Wallace cruzou da direita, e Rafael Moura, marcado, perdeu o gol. O Fluminense ainda foi na base do abafa tentar o empate, mas já era tarde demais. Estreia melancólica na Taça Rio.

Por Rogerinho – Vasco abre 2 a 0, mas, em ritmo lento, vê Bonsucesso empatar

Visitantes marcam duas vezes no segundo tempo e impõem aos cruz-maltinos o primeiro tropeço diante de pequenos neste Carioca

Fonte – globoesporte.com

A primeira impressão era de uma vitória fácil em São Januário, graças a uma escalação ofensiva, um início arrasador e um gol logo aos dois minutos. Mas o Vasco, que abriu 2 a 0 aos 13 do segundo tempo, atuou em ritmo lento e apresentou falhas defensivas na sua estreia na Taça Rio. Foi punido com o empate por 2 a 2 com o Bonsucesso, no seu primeiro tropeço diante de uma equipe pequena neste Campeonato Carioca.

Após a derrota para o Fluminense na final da Taça Guanabara, Cristóvão Borges fez algumas mexidas no time que iniciou a partida nesta quarta-feira, com Juninho e Diego Souza sendo substituídos por Felipe e Tenorio. O camisa 6 marcou o segundo gol vascaíno, mas pouco participou das jogadas de ataque. O equatoriano mostrou apenas muita disposição. Alecsandro abriu o placar, marcando pela nona vez neste campeonato. Diogo e Marco Goiano deixaram o placar em igualdade.

O Vasco volta a campo no próximo sábado para enfrentar o Olaria, em Moça Bonita, e a tendência é que os reservas sejam escalados. O planejamento é trabalhar os titulares para o jogo contra o Alianza Lima, na próxima terça-feira, pela Libertadores. Já o Bonsucesso joga contra o Bangu no domingo em Edson Passos.

Vasco marca cedo, mas erra muitos passes

Com uma escalação ofensiva, o Vasco não demorou a mostrar o resultado. Logo aos dois minutos, Fagner recebeu passe de Fellipe Bastos na linha de fundo e cruzou para Alecsandro. Em posição de impedimento, o atacante concluiu sem dificuldade, abrindo o placar. Foi o seu nono gol em dez partidas no Campeonato Carioca.

Num time com três atacantes, o camisa 9 se manteve mais próximo à área adversária, como nos jogos anteriores. Tenorio recuava para participar das jogadas de meio-campo, pelo centro ou por uma das pontas, enquanto na outra se posicionava Wiliam Barbio.

Vasco x Bonsucesso (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)
Saulo sai do gol e fica com a bola em disputa com Rodolfo

Parecia que a goleada seria questão de tempo. Mas o que se viu foi um Vasco perdido nos muitos erros de passe. Assim, poucas vezes conseguiu chegar ao ataque em boas condições de concluir. A defesa, que não teve Dedé (com a Seleção Brasileira), apresentou insegurança, sobretudo com Rodolfo. No ataque, Tenorio se movimentava muito, mas sem conseguir apresentar opções aos jogadores do meio-campo. Barbio levava perigo com sua velocidade pelos lados do campo, mas o restante da equipe não acompanhava o ritmo.

Sem articulação, o Vasco aos poucos passou a ceder espaços ao Bonsucesso, que se aproveitou principalmente da insegurança da defesa para chegar mais perto do gol de Fernando Prass. Ao time da casa restou apostar nos contra-ataques e, mesmo assim, não conseguiu levar perigo ao adversário.

Barbio, a exceção

O Vasco voltou para o segundo tempo com mudanças. A começar pelo uniforme: a camisa preta foi trocada pela branca. Além disso, saíram Fellipe Bastos e Tenorio, que foram substituídos por Nilton e Juninho Pernambucano. O objetivo foi dar maior consistência ao meio-campo e fazer a bola chegar ao ataque com mais qualidade.

O que se viu, entretanto, foi um Vasco em ritmo lento – à exceção de Wiliam Barbio. Quando decidiu aumentar a velocidade, principalmente nos passes, o time teve bons resultados. Com Nilton mais preso à defesa, a dupla experiente teve maior liberdade para criar. Aos 13 minutos, Juninho tabelou com Felipe pelo lado esquerdo e cruzou rasteiro. O camisa 6 recebeu e tocou com categoria para fazer 2 a 0.

A vantagem poderia dar tranquilidade, mas aos 18 minutos o Bonsucesso marcou seu gol contando com uma falha coletiva da defesa vascaína. Diogo cobrou falta cruzada pela direita, a bola passou por toda a área sem que ninguém desviasse e entrou no canto direito de Fernando Prass.

O que já parecia complicado ficou ainda pior. Com extrema liberdade para trocar passes e espaço para encaixar os contra-ataques, o Bonsucesso usou as duas facilidades para chegar ao empate, aos 25 minutos, com Marco Goiano. A desorganização do Vasco ainda permitia que o adversário continuasse a levar perigo e chegar perto da virada.

Apesar do esforço, ficou claro que o Vasco não tinha poder de reação. Trocava passes sem objetividade e não conseguia furar o bloqueio montado pelo Bonsucesso à frente de sua área, mesmo depois da expulsão de Jefferson aos 41 minutos. Dessa forma, terminou a partida com um empate que fez o Campeonato Carioca ainda ter gosto amargo.

Por Rogerinho – Messi como Messi: craque decide, e Argentina vence a Suíça em amistoso

Atacante do Barcelona contraria média de gols baixa na seleção, marca três vezes pela primeira vez, e define 3 a 1 na estreia dos hermanos em 2012

Fonte – GLOBOESPORTE.COM Berna, Suíça

O Lionel Messi que todos os argentinos sonhavam apareceu. Melhor do mundo nos últimos três anos pelo que fez mais com a camisa do Barcelona, o craque enfim teve uma grande exibição pela sua seleção. Com três gols do camisa 10, sendo dois deles belíssimos – o outro foi de pênalti -, a Argentina derrotou a Suíça, por 3 a 1, no Estádio Wankdorf, em Berna, e estreou em 2012 com o pé-esquerdo de seu grande nome.

O meia-atacante Xherdan Shaqiri, uma das promessas do Basel, sensação das oitavas de final da Liga dos Campeões, e da seleção que irá disputar as próximas Olimpíadas de Londres, descontou para os donos da casa. Aos 20 anos, o jogador já foi negociado com o Bayern de Munique, para onde irá na abertura do próximo mercado de transferências.

Messi, desta forma, também contraria sua própria média de gols na seleção. Foi a primeira vez em toda a sua carreira, desde 2006, que atingiu o hat-trick (três gols em um só jogo) defendendo sua pátria. Agora são 24 em 73 confrontos (0,32), contra 223 tentos em 310 jogos pelo Barcelona (0,71). Ele está a 12 gols de se igualar a César como o maior artilheiro do clube catalão, fato que deve ocorrer ainda nesta temporada, antes de completar 25 anos.

A Argentina voltará a campo no próximo dia 2, contra o Equador, pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2014. Uma semana depois o adversário será o Brasil de Mano Menezes, em amistoso disputado em Nova Jersey. Fora da Eurocopa, a Suíça também jogará amistosos, no fim de maio, contra Alemanha e Romênia.

messi argentina x suíça (Foto: EFE)
Lionel Messi teve grande exibição nos 3 a 1 da Argentina sobre a Suíça

Messi como Messi

O técnico Alejandro Sabella já havia avisado na véspera: os argentinos são muito passionais. Este seria o grande motivo para o que considerava exagero nas críticas a Lionel Messi. Com a bola e a camisa da seleção, o melhor do mundo respondeu. Se não tinha Xavi e Iniesta no mesmo time, contava com Agüero para dar um toque de brilho em um time ainda com carência técnica.

Foi graças ao talento da dupla que os hermanos foram para o intervalo com a vitória. O golaço saiu aos 19 minutos, em lance que Messi arrancou e tabelou com Agüero antes de concluir no canto. Detalhe: o atacante do Manchester City devolveu o passe de calcanhar.

A Argentina já havia assustado antes. Aos 5, em falta cobrada por Messi, e aos 15, com Maxi Rodríguez. A Suíça, por sua vez, só foi acordar depois de um outro lance de perigo dos visitantes, aos 30, novamente com o artilheiro do Barcelona.

Com as promessas do Basel liderando o time e chamando a responsabilidade, os suíços partiram para cima. Aos 37, Rodríguez chutou cruzado e viu a bola passar perto. Quatro minutos depois foi a vez de Xhaka, em boa trama com Shaqiri e Mehmedi, finalizar de primeira para fora.

Suíça empata com promessa

messi argentina x suíça (Foto: EFE)
Inler, do Napoli, vigiou Messi de perto e até demorou para levar o cartão amarelo

A pequena pressão se transformou em gol no início da segunda etapa. Aos quatro, Xhaka fez boa jogada pela esquerda e cruzou forte. Derdiyok, que havia entrado no intervalo, furou de forma bisonha. Ao menos a bola sobrou limpa para Shaqiri fuzilar o gol de Romero.

Os donos da casa incomodavam principalmente na base da velocidade. Em novo contra-ataque, aos 10, Derdiyok voltou a vacilar após cruzamento de Lichtsteiner. A Argentina também mostrou não estar morta e, apesar da queda de ritmo de Messi, quase marcou em duas oportunidades. Aos 29, Agüero aproveitou bate e rebate na grande área e chutou de bico. Woelfli fez grande defesa. Na cobrança de escanteio o próprio centroavante desviou de cabeça e viu a bola passar rente ao travessão.

Messi decide

Era Messi, no entanto, quem chamava a partida. Ele se consagraria mais uma vez aos 43 minutos, aproveitando falha de Affolter na saída de bola. O craque recebeu, driblou Senderos com facilidade e encobriu o goleiro Woelfli. A bola ainda tocou no travessão antes de entrar.

O camisa 10 chegaria ao hat-trick nos acréscimos, mas desta vez praticamente sem esforço. No último lance do jogo, aos 47, Affolter cometeu pênalti em Higuaín. Messi se encarregou da cobrança e balançou as redes. Uma atuação para calar quaisquer críticos.

shaqiri suíça x argentina (Foto: Reuters)

Promessa do Basel já vendida ao Bayern, Shaqiri deu trabalho à defesa argentina

Por Rogerinho – Após assembleia, Rubens Lopes anuncia: Teixeira continua na CBF

Presidente da federação do Rio de Janeiro diz que assunto sobre saúde não foi discutido, mas cearense não descarta possível licença médica

Fonte – GLOBOESPORTE.COM

Ricardo Teixeira continua na presidência da CBF. A informação foi confirmada pelo presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), Rubens Lopes, após a Assembleia Geral da entidade nesta quarta-feira, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.

– Por unanimidade, Ricardo Teixeira recebeu apoio total e irrestrito para continuar seu mandato. Em nenhum momento da reunião a saída dele da presidência da CBF foi cogitada. Ele deixou claro que segue na presidência da CBF. Isso já foi esclarecido quando colocou uma nota na internet dizendo que voltaria após o carnaval – afirmou Rubinho.

Ricardo Teixeira na Assembleia Geral da CBF (Foto: Ricardo Stuckert / CBF)
Ricardo Teixeira com os presidentes das federações na Assembleia Geral

O dirigente carioca foi o responsável por presidir a assembleia, que contou a com a presença dos mandatários das 27 federações estaduais. Segundo ele, os dirigentes fizeram apenas algumas mudanças no estatuto da entidade. Teixeira, que também é presidente do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 e membro do Comitê Executivo da Fifa, tem mandato até 2015 na CBF.

Dentre as mudanças sugeridas no estatuto da CBF, está a formação dos conselhos técnicos de cada divisão do futebol brasileiro. Agora, esses grupos serão compostos apenas por clubes da mesma competição. Outro fator alterado, foi o critério para a vacância de um vice-presidente. Caso isso aconteça, será convocada uma Assembleia Extraordinaria para ser votado o novo integrante, que sirá de sua região.

Licença médica não é descartada por dirigente cearense

Antes da assembleia, o presidente da federação do Pará, Antônio Carlos Nunes, revelou que Teixeira havia passado mal durante o expediente na terça-feira e que poderia até pedir licença médica do cargo. Porém, Rubinho afirmou que a saúde do cartola é um “assunto pessoal” e não entrou na pauta da reunião. Por outro lado, Mauro Carmélio, do Ceará, disse que os dirigentes conversaram sim sobre o problema de Teixeira, e que o presidente revelou que fará exames na próxima semana.

– Todos sabem do quadro de diverticulite de Ricardo Teixeira. Ele nos falou que fará novos exames a partir da próxima semana. Pode ser que ele nem precise se afastar, que o tratamento seja apenas com remédios. Vamos aguardar. De qualquer maneira, ele pode se afastar por até 180 dias. Está no estatuto da CBF – disse Carmélio.

 PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DO RJ DE FUTEBOL  RUBENS LOPEZ (Foto: ANDRE DURÃO / Globoesporte.com)
Após assembleia, Ruben Lopes anunciou que Teixeira fica na CBF 

Em setembro do ano passado, Teixeira já havia sido internado por dois dias no Rio de Janeiro devido a uma diverticulite (inflamação no intestino grosso). Na terça, ele voltou a ter o problema e sentiu dores na perna, tendo que deixar a sede da CBF para uma consulta médica.

Nas últimas semanas, jornais e sites brasileiros davam como certa a renúncia do dirigente, que está no poder desde janeiro de 1989. Um grupo de presidentes de federação, liderado pelo gaúcho Francisco Novelletto, chegou a marcar uma reunião para esta quarta – que foi substituída pela Assembleia Geral – para discutir o futuro da entidade. A “ala rebelde” era contra a entrada do paulista José Maria Marin no lugar de Teixeira em caso de renúncia.

– Teixeira não tem o direito de indicar ninguém de forma definitiva, pois assume o vice mais idoso. Temporariamente, ele pode escolher qualquer um dos vices. Para ter uma nova eleição, seria preciso rasgar o estatuto. Por isso, vamos cumprir o que diz o estatuto, a não ser que haja uma renúncia – completou Rubens Lopes.

Durante a assembleia, um grupo de cinco homens fez um protesto na porta da CBF com uma faixa pedindo a saída de Teixeira. Líder do grupo chamado “Frente Nacional dos Torcedores”, João Ermínio Marques é advogado e disse “não trabalhar atualmente” porque estuda para concursos. O torcedor afirmou ainda ter viajado com recursos próprios de Porto Alegre, onde mora, para o Rio de Janeiro. Os outros quatro manifestantes eram estudantes.

– O futebol é do povo. Nossa intenção é democratizar o esporte. O futebol brasileiro não pode ficar na mão do “clube do bolinha”. O Estado precisa regulamentar o esporte para que ele não fique na parte privada. Somos contra a eletização do futebol. A queda do Ricardo Teixeira é fundamental, pois ele já está no poder há mais de 22 anos. Mais tempo do que a ditadura ficou no Brasil. É preciso que o governo assuma o comando do futebol brasileiro, pois ele não pode ficar na mão de meia dúzia de gordinhos que nunca chutaram uma bola – disse João Ermínio, que planeja ainda uma ida a Brasília em março para acompanhar a visita de comitiva da Fifa e o possível encontro de Joseph Blatter com a presidente da República, Dilma Rousseff.

Os manifestantes acabaram sendo expulsos do local pelos seguranças do centro empresarial onde fica a sede da CBF. O protesto continuou aproximadamente a 200 metros do local, mas durou pouco: três estudantes logo foram embora com medo de perder o horário da aula na faculdade.

Por Rogerinho – Jornal alemão diz que Breno colocou fogo na própria casa

Brasileiro do Bayern pode pegar dez anos de prisão caso seja comprovada a denúncia

 

Fonte – GLOBOESPORTE.COM e agências de notícias Munique, Alemanha

O jornal alemão “Bild” afirmou nesta quarta-feira que o incêndio que destruiu a casa do zagueiro brasileiro Breno no último mês de setembro foi provocado pelo próprio jogador. De acordo com as fontes da publicação, uma investigação evidenciou provas de que o incêndio foi intencional, enquanto Breno estava sozinho em sua casa, em Gruenewald, bairro nobre de Munique.

O zagueiro, de 22 anos, chegou a ser preso após o incidente, mas foi solto mediante o pagamento de fiança.

O diário “Bild” explicou que Breno corre o risco de ser condenado a uma pena de dez anos de prisão se for considerado culpado. Revelado pelo São Paulo, o jogador chegou ao Bayern em 2008 e, devido a seguidas lesões, nunca conseguiu se firmar no time bávaro. Suas dificuldades de adaptação levantaram suspeitas de problemas psiquiátricos.

Reintegrado ao elenco no início de 2012, ele foi operado no último dia 10 de fevereiro devido a uma infecção no joelho e pode ficar fora dos gramados por um mês.

Breno jogando pelo Bayern de Munique (Foto: Divulgação)

Breno em ação pelo Bayern de Munique