Por Rogerinho – Siemsen revela movimento para ‘reduzir’ o Estadual

Presidente do Fluminense articula com outros clubes movimento para propôr a diminuição de clubes do Carioca à Ferj

 

FONTE – LANCENET

 

O presidente do Fluminense, Peter Siemsen, revelou que os quatro clubes grandes do Rio articulam um movimento para propôr à Federação do Rio a mudança do formato do Campeonato Carioca. Segundo ele, é necessária a redução do número de clubes que disputam o Estadual, atualmente em 16.

O motivo da proposta é o prejuízo que os clubes estão tendo com o grande acúmulo de jogos. Em entrevista ao jornal “O Globo”, o presidente tricolor revelou que o Fluminense ficou no prejuízo em diversos jogos neste Estadual, inclusive no clássico contra o Vasco pela primeira fase da Taça Guanabara.

 – Há um excesso de times que não têm o poder de contribuir economicamente para o campeonato. Por isto, o Carioca não é rentável. Os clubes grandes pagam para jogar e, no nosso entendimento, é preciso reduzir o número de clubes participantes. Conversamos, os quatro grandes, e vamos criar grupos de estudo para achar a solução e encaminhá-la à Federação, que está receptiva à ideia. O ponto crucial é a diminuição das equipes para o aumento da qualidade e receita – afirmou o dirigente.

Peter ainda criticou a forma como atuam os clubes de menor investimento, que na Taça Guanabara não conseguiram obter uma vaga nas semifinais.

– Os clubes de menor porte montam times de empresários para vender jogador. Cobram valores irrisórios para vender patrocínio na camisa e têm a mesma exposição dos patrocinadores dos clubes grandes, que gastam uma fortuna. Não há saída, é preciso diminuir a fase de grupos e valorizar as semifinais e finais para evitar a decadência técnica e econômica. Sem as cotas da TV, estaríamos mortos – concluiu.

Por Rogerinho – Leão ironiza nota oficial de Andrés quanto à polêmica em torno de Lucas

Técnico não considera nota oficial como uma retratação do dirigente e cutuca: ‘É a pureza que faz a realidade’

FONTE – globoesporte.com

 Leão são paulo treino (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
 
Leão também critica suspensão de Willian José
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A polêmica em torno da liberação de Lucas para o clássico contra o Palmeiras, no último sábado, teve mais um capítulo nesta terça-feira. Um dia depois de uma retratação oficial do diretor de Seleções da CBF, Andrés Sanches, o comandante tricolor ironizou a declaração do cartola da CBF. O treinador até imprimiu a nota oficial para levá-la à entrevista coletiva.

– Sinceramente, não entendi como uma retratação. O que o Andrés fez foi expressar a realidade daquilo que estava interpretando das palavras dele. Estou muito satisfeito que a inteligência sempre ajude todo mundo. Quando ele errou na explicação, corrigiu. Quando eu errar, também vou corrigir da melhor maneira possível. Quero deixar meu agradecimento ao Sanches e dizer que ninguém falou por mal, mas só para o bem do futebol brasileiro. É a pureza que faz a realidade – disse o treinador, usando um tom bastante irônico.

Os atritos entre Leão e Andrés começaram após o técnico são-paulino sugerir que Lucas teria sido orientado por uma pessoa ligada à CBF para forçar receber cartões amarelos e, assim, cumprir suspensão automática diante do Palmeiras. Tudo para evitar “barulho” por desfalcar o Tricolor em um clássico por estar a serviço da Seleção.

 

A declaração irritou Andrés Sanches. Em entrevista ao Arena SporTV, o diretor da CBF classificou Leão como mentiroso e irresponsável, além de afirmar que não liberaria mais Lucas para o duelo. O dirigente voltou atrás, permitiu que o meia enfrentasse o Palmeiras e também se retratou com Leão. Em sua nota oficial, Sanches garantiu que não chamou o técnico de mentiroso. Explicou que quis dizer apenas que as notícias sobre o que Leão havia dito eram mentirosas. No entanto, o vídeo ao lado é claro. Aos 5m11s, o diretor da CBF afirma:

– Ele é mentiroso.

O treinador são-paulino, porém, continua na bronca com o cartola da CBF. Além de cutucar a nota de retratação de Andrés Sanches, ele também aproveitou para criticar a punição a Willian José, suspenso pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo.

– Não achei justo o julgamento. Mas vamos recorrer. Quem sabe em segunda instância, eles não façam como o Andrés e voltam atrás?

Por Rogerinho – Encolhe e estica: traves de estádios paulistas estão fora dos padrões

Federação analisa tamanhos das balizas em São Paulo e atesta: vários estádios não seguem medidas oficiais. Diferença chega a 15 centímetros

Fonte – Globoesporte.com

 
 
“FPF veta estádios do Campeonato Paulista”. Todo início de temporada, a manchete é a mesma. Em todas as divisões do futebol de São Paulo, os clubes do interior se desdobram para cumprir as exigências estabelecidas antes do prazo e, na maioria das vezes, só conseguem liberar seus estádios a poucos dias da estreia. As séries A-1 e A-2 já estão na décima primeira rodada. A A-3, na nona. Mesmo assim, problemas continuam a ser relatados nas súmulas.

No dia 22 de fevereiro, o Santos venceu o Comercial por 2 a 0 na Arena Barueri. No intervalo da partida, os jogadores da equipe de Ribeirão Preto reclamaram que uma das traves do estádio estaria menor do que a outra. Por se tratar de uma construção recente e considerada moderna, a acusação dos comercialinos levantou a questão: afinal, os palcos do futebol paulista seguem as regulamentações?

A resposta, após análise de relatos dos árbitros, é negativa. Dos 30 jogos realizados no último fim de semana nas três primeiras divisões do futebol paulista, apenas cinco não tiveram irregularidades apontadas nos relatórios dos árbitros. A falha mais recorrente é justamente o tamanho das traves. De acordo com as regras do jogo, elas devem ter 7,32m de largura por 2,44m de altura. Na prática, as medidas estão longe das corretas em muitos estádios paulistas.

Foto do estádio em Sorocaba (Foto: Divulgação RB Brasil)Maioria das traves nos estádios em São Paulo está fora dos padrões 
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Um dos casos mais graves foi verificado no estádio Frederico Dalmazo, em Sertãozinho. Antes da partida entre o time da casa e o Guaçuano, o árbitro Antonio Ferreira de Oliveira Junior relatou que uma das traves media 2,47m nos ângulos e 2,52m ao centro. Ou seja, o gol era maior que o normal e o travessão, além ser uma espécie de arco, chega a estar oito centímetros mais alto que o previsto na regra. Do outro lado do campo, o contrário: a trave era menor, medindo 2,40m no centro e no ângulo esquerdo e 2,39m no ângulo direito.Em contato com a reportagem do GLOBOESPORTE.COM, o presidente da Comissão de Arbitragem em São Paulo, Marcos Marinho, justificou as análises efetuadas em todo o estado e culpou os responsáveis pela manutenção de cada estádio.

– A culpa é da manutenção dos gramados. O pessoal reforma os campos, coloca mais terra, sobe a grama. Como ela (trave) é fixa, vai ficando cada vez mais baixa – argumentou.

A culpa é da manutenção dos gramados. O pessoal reforma os campos, coloca mais terra, sobe a grama.”
Marcos Marinho

Marinho afirmou que as inspeções vão continuar na próxima rodada das três divisões, já que os times que atuaram como visitantes no último fim de semana serão mandantes desta vez.

– Como surgiu essa novidade no jogo na Arena Barueri (Santos x Comercial), tomamos a iniciativa de medir todas as traves de todos os estádios de São Paulo – disse o dirigente, que apesar dos problemas, não vê motivo para reclamação dos clubes.

– No fim, nenhuma das duas equipes tem vantagem. Se um time joga atacando em um gol maior no primeiro tempo, a outra vai jogar no segundo. Acaba ficando em equilíbrio.

Para o ex-árbitro Arnaldo Cezar Coelho, o fato é curioso, mas não chega a ser novidade. O comentarista afirmou que, apesar de nunca ter presenciado nada do tipo quando ainda apitava, já presenciou alguns estádios com irregularidades.

– Nunca aconteceu comigo, mas eu já vi estádios em que o gol era mais baixo mesmo.

A maior diferença observada foi no estádio Sócrates Stamato, em Bebedouro. Após a vitória da Internacional de Limeira sobre o Marília, por 4 a 2, pela Série A-3, o árbitro Max Venâncio da Silva relatou a discrepância das balizas: em uma das traves, 2,30m do lado direito, 2,39m ao centro e 2,33 do lado esquerdo. Na outra, medida uniforme de 2,38m. Ou seja, a diferença para a medida oficial chegou a significativos 15cm.

As irregularidades não se restringem às divisões inferiores. Palco do clássico entre Palmeiras e São Paulo, o estádio Eduardo José Farah, em Presidente Prudente, não atende às exigências da Fifa. Embora a largura tenha sido respeitada, ambas as traves tinham 2,41m nas suas extremidades e 2,38m ao centro – seis centímetros menor que a medida padrão.

Quando o Choque-Rei estava empatado em 2 a 2 (o jogo terminou 3 a 3), o meia são-paulino Cícero cobrou falta no travessão de Deola. O lance levanta a questão: se a baliza estivesse com a medida correta – seis centímetros mais alta – a bola entraria? Dos 10 jogos da elite realizados entre sábado e domingo, apenas três não tiveram observações eventuais: Santos 6 x 1 Ponte Preta  (Arena Barueri), São Caetano 1 x 1 Portuguesa (Anacleto Campanella) e Comercial 0 x 1 Mirassol (Palma Travassos).

Apesar da reclamação dos comercialinos, as traves da Arena Barueri estão nas medidas corretas. Caso raro.

Os jogos em que foram verificados problemas:

Série A1

Paulista 1 x 2 Linense, no Jayme Cintra, em Jundiaí
Oeste 1 x 2 Mogi Mirim, no estádio dos Amaros, em Itápolis
Catanduvense 2 x 4 Bragantino, no estádio Silvio Salles, em Catanduva
Corinthians 1 x 0 Botafogo, no Pacaembu, em São Paulo
XV de Piracicaba 1 x 2 Ituano, no Barão de Serra Negra, em Piracicaba
Guaratinguetá 2 x 1 Guarani, no estádio Dario Rodrigues Leite, em Guaratinguetá
Palmeiras 3 x 3 São Paulo, no estádio Eduardo José Farah, em Presidente Prudente

Série A2
Palmeiras B 2 x 1 América, na Rua Javari, em São Paulo
Santo André 1 x 3 São Carlos, no Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo
Red Bull Brasil 0 x 1 São Bernardo, no Moisés Lucarelli, em Campinas
União São João 1 x 2 Ferroviária, no estádio Hermínio Ometto, em Araras
Santacruzense 1 x 1 Atlético de Sorocaba, no estádio Leônidas Camarinha
Audax 3 x 0 Velo Clube, no estádio Nicolau Alayon, em São Paulo
Penapolense 4 x 1 Barueri, no estádio Tenente Carriço, em Penápolis
Rio Preto 2 x 2 Monte Azul, no estádio Anísio Haddad, em São José do Rio Preto

Série A3

Internacional de Bebedouro 4 x 2 Marília, no estádio Sócrates Stamato, em Bebedouro
Sertãozinho 1 x 1 Guaçuano, no estádio Frederico Dalmazo, em Sertãozinho
São Bento 0 x 2 Rio Branco, no estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba
Taboão da Serra 1 x 2 Capivariano, no estádio Antônio Soares de Oliveira, em Guarulhos
Flamengo 2 x 2 Juventus, no estádio Antônio Soares de Oliveira, em Guarulhos
XV de Jaú 0 x 3 Francana, no estádio Zezinho Magalhães, em Jaú
Grêmio Osasco 2 x 0 Osvaldo Cruz, no estádio José Liberatti, em Osasco
Independente 1 x 2 Taubaté, no estádio Comendador Agostinho Prada, em Limeira

Por Cleber Aguiar – Rede Globo garante transmissões das Copas do Mundo de 2018 e 2022

Fonte: Globo.com

Além do Mundial de 2014 no Brasil, emissora prorroga contrato com a Fifa e vai exibir com exclusividade as edições que serão realizadas na Rússia e no Qatar

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro, RJ

Jerome Valcke, reunião da Copa do Mundo 2014 (Foto: Jorge William/Agência O Globo)O secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke, reforçou a
força e o poder de distribuição da Rede Globo

Em comunicado oficial divulgado no site da Fifa nesta terça-feira à tarde, a entidade confirmou que a Rede Globo garantiu com exclusividade os direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e de 2022, no Qatar. O contrato dá à Globo o direito de exibir o evento em território brasileiro com distribuição para todas as plataformas: TV aberta, TV fechada, internet e telefones celulares.

Segundo o secretário geral da FIFA, Jérôme Valcke, “a força e o poder de distribuição da Globo garantem que a competição será acompanhada pelo maior número possível de pessoas no território brasileiro”. Ele acrescentou que este foi um fator determinante para prolongar o acordo com a Globo.

O presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho, também manifestou seu entusiasmo.

– Por mais de 40 anos, a Globo e a Fifa desenvolveram uma parceria muito frutífera, que trouxe ótimos resultados para ambas as partes. Durante todos estes anos, a Fifa conseguiu fazer do futebol o esporte mais popular, com um grande público em todo o mundo, e a Globo se sente orgulhosa de ser parte desta história. O mais importante para a Globo é permitir que os espectadores sintam-se participando da competição, como se eles próprios estivessem dentro do campo de jogo. Por esta razão, nós estamos orgulhosos de prolongar esta parceria – disse o presidente das Organizações Globo Roberto Irineu Marinho.

Fonte: Fifa.com

Globo compra direitos de transmissão das edições de 2018 e 2022 da Copa do Mundo da FIFA™

(FIFA.com) Terça-feira 28 de fevereiro de 2012
Globo compra direitos de transmissão das edições de 2018 e 2022 da Copa do Mundo da FIFA™

© Getty Images

A FIFA tem o prazer de anunciar a prorrogação de seu acordo de direitos de transmissão com a Rede Globo para a Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018™ e a Copa do Mundo da FIFA Qatar 2022™. O acordo com a maior empresa midiática do Brasil abrange a transmissão via cabo, satélite, terrestre, móvel e por internet de banda larga em todo o país.

“A força de distribuição da Globo em um território tão vasto como o Brasil garante que a competição possa ser seguida pelo maior número de pessoas possível e esse foi o fator determinante na nossa decisão em prorrogar o acordo com a Globo”, disse Jérôme Valcke, Secretário-geral da FIFA.

“Durante mais de 40 anos, a Globo e a FIFA desenvolveram uma parceria muito frutífera, o que proporcionou recompensas significativas para ambos. Durante todos esses anos, a FIFA obteve êxito na tarefa de tornar o futebol o esporte mais popular com uma enorme audiência em todo mundo e tem muito orgulho de fazer parte disso. O mais importante para a Globo é possibilitar que os telespectadores façam parte das competições, como se estivessem eles próprios no gramado. Por essa razão, nós estamos orgulhosos por prorrogar essa parceria”, disse o presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho.

A Globo, parceira de transmissão da FIFA desde 1970, comprometeu-se com uma cobertura e uma presença sem precedentes da Copa do Mundo da FIFA Brasil™ e em diante, incluindo uma cobertura em TV aberta, como acordado entre as duas partes e conforme as políticas de distribuição da FIFA.

A Globo está entre as maiores emissoras do mundo e é uma inovadora na produção futebolística que proporciona aos torcedores, de forma consistente, as melhores imagens e coberturas possíveis.

Por Cleber Aguiar – Pequenos causam estrago zero

Fonte: Folha de São Paulo

PAULISTA –  Após dez rodadas, nenhum clube grande foi batido por um rival mais modesto

DE SÃO PAULO

Um empate aqui, outro ali. Mas ganhar um jogo de um dos quatro grandes é uma missão impossível para os outros 16 clubes do Paulista.

Depois de dez rodadas, Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo só perderam no Estadual que já foi famoso pela força de seus pequenos quando jogaram entre si.

Em 34 confrontos do quarteto dos grandes contra os demais concorrentes, foram 23 vitórias dos clubes mais poderosos e 11 empates.

Desde que o Paulista passou a adotar uma primeira fase com todos os times se enfrentando, em 2005, nunca o torneio chegou à décima rodada sem triunfos dos pequenos diante dos grandes.

O que mais preocupa é o fato de a decadência dos clubes modestos crescer ano a ano. Em 2008, o Paulista tinha nove derrotas dos grandes depois da décima rodada. Nos dois anos seguintes, foram quatro. Em 2011, duas. Agora, a conta está zerada.

O último clube pequeno a conquistar o Paulista foi o São Caetano, em 2004.

Dos quatro principais Estaduais do país, o único que está zerado em termos de vitórias de pequenos diante dos grandes é o Paulista.

No Rio Grande do Sul, a dupla Gre-Nal sofreu cinco derrotas só na primeira fase do primeiro turno.

Na temporada 2012 em São Paulo, nem quando um poderoso resolveu poupar todos os titulares, como o Santos fez em praticamente metade dos jogos que disputou, um clube modesto conseguiu arrancar os três pontos.

Até os clubes que estão na Série A do Brasileiro não conseguem peitar o quarteto mais tradicional do Estado.

A Ponte Preta levou 6 a 1 do Santos anteontem. A Portuguesa empatou com o Palmeiras e perdeu para o Corinthians na semana passada.

O baixo poder de fogo dos pequenos ocorre numa temporada em que um item do regulamento fez os clubes, especialmente os do interior, pensarem duas vezes antes de contratar atletas caros.

Pelas regras estipuladas pela federação, times que atrasarem os salários de seus jogadores podem ser punidos com a perda de pontos.

ICFUT – Futebol Feminino na Olimpíada 2012 – Londres

Fonte: O Estado de São Paulo

Futebol Feminino: maturidade é a aposta de Marta e companhia

Com um time de veteranas, seleção feminina do Brasil põe suas fichas em atletas que disputam os Jogos Olímpicos pela terceira vez

Bruno Deiro – estadão.com.br

SÃO PAULO – A seleção feminina do Brasil aposta na maturidade e em um elenco que joga junto há mais de oito anos para, enfim, voltar com o ouro olímpico. Melhor do mundo cinco vezes seguidas, Marta terá a missão de liderar o time após ter sido preterida na última eleição da Fifa – a escolhida foi a japonesa Homare Sawa.

Marta, titular absoluta da seleção olímpica - Arquivo/AE
Arquivo/AE
Marta, titular absoluta da seleção olímpica

Do grupo que deve ser escolhido para ir a Londres, pelo menos oito jogadoras estiveram nas duas últimas edições dos Jogos Olímpicos. Segundo o técnico Jorge Barcellos, a definição das convocadas dá facilidade para trabalhar. “Ainda estamos em fase de treinamento, mas diria que 70% do elenco já está definido.”

Com muitas jogadoras acima dos 30 anos, Barcellos vê um time formado ao longo de muito tempo – para a maioria, será a última chance de tentar conquistar o inédito ouro olímpico.

“É um grupo maduro, uma seleção muito experiente que está jogando junta há dois Mundiais e duas olimpíadas. Sabe a responsabilidade que terá pela frente”, afirma o treinador.

A equipe base para Londres iniciou sua jornada com a prata nos Jogos de Atenas, em 2004, e repetiu a dose em Pequim. No Mundial da China, em 2007, chegou invicta e com 100% de aproveitamento à final, com direito a goleada por 4 a 0 nos EUA na semifinal, mas perdeu a decisão para a Alemanha (2 a 0).

NOVA CONCORRENTE
Além de Alemanha e dos EUA, principais rivais do Brasil nas competições femininas de futebol, o Japão surge como uma nova potência a ser observada. Na Copa do Mundo da Alemanha, no ano passado, o time nipônico deixou a anfitriã pelo caminho, bateu as norte-americanas na final e entrou para o seleto clube das campeãs mundiais – que tem apenas os EUA, a Alemanha e a Noruega.

Artilheira (5 gols) e melhor jogadora do torneio, Homare Sawa foi o grande nome. Aos 34 anos, a camisa 10 deve ter sua última chance de levar o Japão à sua primeira medalha no torneio olímpico – em 2008, ela estava em campo na derrota para a Alemanha na decisão do 3.º lugar.

Tropeços serviram de lição, diz Jorge Barcellos

bruno Deiro – estadão.com.br

SÃO PAULO – O time feminino do País diz ter aprendido com os erros para evitar um roteiro trágico que tem se repetido a cada Olimpíada. Após deixar escapar duas vezes o ouro para os EUA nos minutos finais, a promessa é de que o fator emocional não será mais o obstáculo para grandes conquistas – no Mundial do ano passado, a sina se repetiu: nas quartas de final, o Brasil cedeu o empate (2 a 2) no fim da prorrogação contra as americanas e caiu nos pênaltis.

“Uma das coisas que esta seleção aprendeu é que tem de manter a concentração todo o tempo”, garante o técnico Jorge Barcellos. “O jogo tem de ser interessante do começo ao fim. Deixamos escapar o ouro no final em Atenas e Pequim, e isto foi um aprendizado muito grande.”

Após ter obtido o 4.º lugar nas duas edições anteriores, o Brasil chegou à Grécia como favorito, há oito anos. Na primeira fase, o time de René Simões levou 2 a 0 dos EUA, mas avançou. Ao reencontrar as americanas na final, a confiança estava reestabelecida e o Brasil dominou. Injustamente, Tarpley abriu o placar na primeira etapa, mas Pretinha empatou após o intervalo e levou para a prorrogação. Quando o duelo parecia se encaminhar para os pênaltis, Wambach aproveitou falha na zaga para marcar de cabeça e selar a derrota.

Quatro anos depois, a chance de vingança veio na final em Pequim. Novamente, o Brasil sufocou as rivais e poderia ter goleado – o desespero de Marta e Cristiane a cada chance perdida era a imagem da agonia. Com mais fôlego, os EUA fizeram 1 a 0 com Lloyd no início da prorrogação e o Brasil não teve força para reagir.

“Digo para elas que é preciso ser forte até o fim. Só assim é possível conquistar um título dessa grandeza. 

ICFUT – Futebol Masculino na Olimpíada 2012 ( Londres )

Fonte: O Estado de São Paulo

Obsessão e necessidade movem a luta pelo ouro

Conquistar a medalha de ouro no futebol olímpico está se tornando quase uma obsessão para brasileiros e brasileiras. Por motivos diferentes. O futebol masculino do País tem cinco Copas do Mundo, mas só a partir da década de 80 começou a dar alguma importância para os Jogos – a prata de 1984, por exemplo, foi ganha, a rigor, pelo time do Inter-RS – e a colocação da medalha dourada no peito por muito tempo foi mais uma questão de teimosia do que objetivo real. O feminino, fundamentalmente, vê no ouro a cartada maior, e decisiva, para a tentativa de fazer a modalidade ser levada realmente a sério no País.

O Brasil tem chances reais de vencer as duas competições no futebol. No mínimo, deve voltar para casa com alguma medalha, como ocorreu quatro anos atrás, em Pequim, quando o time masculino foi bronze e o feminino, prata.

O espírito das duas equipes, porém, vai ser distinto em Londres. Para a seleção masculina, se o ouro não vier haverá a boa desculpa de que ganhar a Copa de 2014, que o Brasil vai sediar, é o que realmente interessa. Além do mais, em 2016 a Olimpíada será por aqui e então o esforço pelo lugar mais alto do pódio vai ser total.

Mesmo assim, um time com nomes como Neymar, Ganso, Lucas e Damião é sempre cotado.

O feminino, ao contrário, tem no título olímpico o objetivo total. Para alcançá-lo, o técnico Jorge Barcellos tem promovido longos períodos de treinos e pretende realizar muitos amistosos, para que a seleção chegue a Londres bem preparada e, depois de algumas bolas na trave, enfim, faça o gol. Ou seja, conquiste o ouro.

Futebol masculino: o primeiro passo rumo ao futuro

Brasil, Espanha, Suíça e Uruguai, entre outros, levarão à Inglaterra o melhor de suas novas safras de craques

Almir Leite – estadão.com.br

SÃO PAULO – O Brasil busca o ouro inédito. O Uruguai volta à Olimpíada 84 anos depois da arrasadora participação em 1928, quando a Celeste conquistou o bicampeonato. A Espanha, atual campeã da Copa do Mundo, está disposta a provar que sua nova geração também é promissora, além de confirmar que já nasce vencedora – é a atual dona do título europeu sub-21, ganho no ano passado. A Suíça amealhou jovens originários de várias partes do planeta e tenta mostrar que, assim, consegue jogar bom futebol. E há também os africanos, que não podem ser desprezados quando se trata de futebol olímpico.

Lucas, do São Paulo, é nome certo na Olimpíada - Martin Mejia/AP - 13/1/2011
Martin Mejia/AP – 13/1/2011
Lucas, do São Paulo, é nome certo na Olimpíada

Apesar de o esporte ainda ser considerado o “patinho feio’’ da Olimpíada, o torneio masculino deste ano tem boas perspectivas de se tornar um dos pontos altos de toda a competição. Ainda há vagas pendentes na formação do grupo das 16 seleções que irão brigar por medalhas, mas a turma que já se garantiu tem condições de oferecer bons espetáculos, além de apresentar – em alguns casos, solidificar – jogadores que darão o que falar no futebol mundial nos próximos anos.

São os casos do brasileiro Neymar, do espanhol naturalizado Thiago Alcântara (filho do volante brasileiro Mazinho, campeão mundial em 1994), do uruguaio Cabrera e do inglês Phil Jones, entre várias outras promessas.

Há problemas, porém. Vai ser muito difícil as seleções levarem suas forças máximas à Inglaterra. Nem tanto por conta dos jovens jogadores, mas em função da cota de três atletas com idades acima de 23 anos que os técnicos têm direito de relacionar na lista dos 18 convocados. Para dispor desses “experientes’’, deverá ser preciso ampla negociações com os clubes onde jogam.

O técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, já está consciente das dificuldades. “Vamos tomar a decisão sobre os jogadores acima de 23 anos mais para frente, até porque isso exige uma negociação mais ampla. São jogadores consagrados, podem ser de fora, e todos conhecem as questões que envolvem essa convocação olímpica e os clubes europeus’’, disse, recentemente.

Há, porém, quem tenha opções demais. O técnico Stuart Pearce tem em seu poder lista com nomes de 184 jogadores interessados em defender a anfitriã seleção do Reino Unido (Escócia, Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte) na Olimpíada. São atletas dos 4 países, entre eles os veteranos Beckham (inglês) e Giggs (galês).

Como ocorreu em Olimpíadas anteriores, o torneio de futebol masculino vai começar antes da cerimônia de abertura dos Jogos, mais exatamente na véspera. A bola rola a partir de 26 de julho. A medalha de ouro será decidida no dia 11 de agosto, em Wembley.

Ainda restam seis vagas e disputa vai até abril

Ainda falta conhecer seis das 16 seleções que irão disputar o torneio masculino de futebol na Olimpíada de Londres. A lista só vai ser fechada em abril, quando os dois representantes da Concacaf serão designados. Ao contrário da Copa do Mundo, que determina as 32 equipes participantes com no mínimo oito meses de antecedência, nos Jogos essa definição acontece quase em cima da hora. Isso ocorre, principalmente, pela dificuldade de encontrar brechas no calendário da Fifa para os torneios pré-olímpicos.

Europa e América do Sul decidiram suas seleções muito tempo antes do início da Olimpíada porque optaram por tornar seus campeonatos continentais classificatórios para Londres. O Sul-Americano Sub-20, disputado em janeiro e fevereiro passados no Peru, garantiu as vagas de Brasil e Uruguai. O Europeu Sub-21, realizado no início do segundo semestre de 2011 na Dinamarca, colocou Espanha, Suíça e Bielo-Rússia nos Jogos.

A outra seleção do continente será a do Reino Unido, garantida por ser a anfitriã.

A África também já tem seus três representantes: Gabão, Marrocos e Egito. Pode ter uma quarta seleção, a do Senegal, que vai jogar repescagem contra o quarto colocado. O adversário dos senegaleses só será conhecido no final de março.

A Ásia definiu na quinta-feira a primeira seleção do continente: a Coreia do Sul fez 3 a 0 em Omã e vai à Olimpíada pela sétima vez seguida. As duas outras vagas continuam em disputa – o pré-olímpico termina em março. Japão e Emirados Árabes, no momento, estão mais próximos, mas Omã, Catar e Síria – país que vive clima de guerra civil – ainda têm chances. Já Austrália e Arábia Saudita, que normalmente participam do futebol olímpico, desta vez estão fora.

A disputa asiática classifica diretamente três equipes para os Jogos e vai apontar, em uma repescagem, uma quarta seleção para disputar uma vaga com a seleção senegalesa.

A Oceania fará um pré-olímpico de 15 dias nas Ilhas Fiji, no próximo mês, para apurar seu representante.

A Concacaf encerra a série, escolhendo até abril seus dois representantes. Os Estados Unidos vão sediar o pré-olímpico da região. / A.L.

Renovação para 2014 tem prova de fogo

Após decepção na Copa América da Argentina, time de Neymar, Ganso e Lucas tem a chance de se redimir em Londres

BRUNO DEIRO – O Estado de S.Paulo

A promissora geração que desponta no País para a Copa de 2014 terá um duro teste em Londres. Se for mantida a escrita, a campanha na Olimpíada vai determinar o fracasso ou o reforço do projeto de renovação do time brasileiro, proposto por Mano Menezes. Para Neymar, Ganso e cia., o ouro é a chance de apagar o fracasso no primeiro teste dessa geração, na última Copa América.

Após a derrota para o Paraguai no torneio da Argentina, no ano passado, as críticas pesaram sobre nomes mais experientes, como Elano, Daniel Alves e Robinho. Desta vez, porém, a responsabilidade é toda da garotada.

Com o peso de buscar um título inédito, a cobrança costuma ter reflexos. Em 2008, por exemplo, a derrota para a Argentina quase derrubou Dunga. E a consequência para o elenco foi visível dois anos depois: apenas o volante Ramires e o zagueiro Thiago Silva, dos 23 jogadores que estiveram em Pequim, foram lembrados na convocação para a Copa da África do Sul, em 2010.

O principal desafio para Mano é equilibrar um time tão desigual. Do meio para a frente, além de Neymar e Ganso, há opções em ascensão como Oscar e Leandro Damião, do Internacional, e o são-paulino Lucas. O problema é que a defesa na conquista do Sul-Americano Sub-20, que classificou o time para Londres, era formada por nomes como os zagueiros Juan, ex-Internacional, e Bruno Uvini que treina com o time B do Tottenham.

Por isso, Mano já avisou que vai usar o direito de convocar três jogadores com mais de 23 anos. Os mais cotados são David Luiz, Thiago Silva e Dedé, principais nomes de defesa para o Mundial de daqui a dois anos.

O comandante: ‘vejo a Olímpiada como uma grande oportunidade’

Técnico já tem definida a base que vai tentar a medalha de ouro e garante que seleção estará bem preparada

Almir Leite – estadão.com.br

SÃO PAULO – Mano Menezes sabe que se o Brasil não conquistar o ouro no futebol não será o fim do mundo. Ganhar a inédita medalha, no entanto, terá significado histórico. E o treinador não pretende perder a chance. Vai levar à Inglaterra uma equipe jovem, porém talentosa, que servirá como base para o real objetivo, o hexacampeonato mundial em 2014.

Mano Menezes: ninguém conseguiu até agora - Fábio Motta/AE - 22/9/2011
Fábio Motta/AE – 22/9/2011
Mano Menezes: ninguém conseguiu até agora

Para Mano, a Olimpíada de Londres é, sim, prioridade, embora o diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez, tenha dito, um mês atrás, que o mais importante é preparar a equipe para a Copa do Mundo – por isso, a determinação é convocar a seleção principal, e não a olímpica, para os amistosos já marcados para o primeiro semestre.

Mano diz que não é bem assim. “Em entrevista, nem sempre as palavras saem exatamente como se quer”, disse ao estadão.com sobre a posição de Andrés. “Ninguém tem dúvida de que a prioridade maior é a Copa, mas não vamos desperdiçar nenhuma oportunidade. Nossa obrigação é de sempre fazer o melhor.”

Seja como for, o fato é que Mano, desde que assumiu o cargo – pouco depois do fracasso brasileiro no Mundial de 2010 –, deu um jeito de dar um “toque olímpico” à seleção. Na maior parte de suas convocações, chamou vários jogadores com idade para ir aos Jogos.

Com isso, além de iniciar um trabalho de renovação da desgastada equipe principal que ficou pelo caminho na África do Sul, começou a preparar o terreno para a Olimpíada.

Na primeira convocação deste ano, por exemplo, para o amistoso contra a Bósnia, terça-feira, na Suíça, Mano chamou oito jogadores que poderão estar nos Jogos: o goleiro Rafael; os laterais Alex Sandro e Danilo (desconvocado por contusão); o volante Sandro; os meias Paulo Henrique Ganso e Lucas; e os atacantes Leandro Damião e Neymar. Em outras ocasiões, havia relacionado garotos como o goleiro Neto, o lateral-direito Rafael (Manchester United) e o atacante Alexandre Pato, este já um “veterano’’ entre os jovens, pois esteve em Pequim.

O treinador tem a convicção de que a seleção olímpica é a base para 2014. “Este é o planejamento. Temos atletas sub-23 que vêm obtendo destaque e se afirmando na seleção. Se continuarem evoluindo com as competições, é bem provável que cheguem lá (na Copa)”, afirmou.

Nessas convocações, mesmo que o jogador não tenha atuado, o trabalho não foi perdido, considera o treinador. “Foi possível ver durante todo esse período o mais importante para ser visto em relação à capacidade desses jogadores, mesmo que não tenham atuado. Treinaram com a gente, observamos comportamento, atitudes, disciplina, e assim você vai selecionando.”

PREPARAÇÃO
Mano Menezes não terá o tempo ideal para preparar a equipe. Mas considera que o trabalho paralelo com a seleção principal que fez desde que assumiu ajudará bastante. “Isso nos possibilitou escolher a base de atletas que farão a preparação final a partir de 9 de julho, inicialmente no Rio, e depois do dia 18, em Londres’’, garantiu. No seus planos, estão dois amistosos em território britânico.

Ele também pretende aproveitar o fato de a seleção principal não ter, pelo menos até agora, compromissos para os meses de março e abril e boa parte de maio para reunir a seleção olímpica para jogos-treino e até amistosos.

Ney Franco só espera poder colaborar

O Brasil deve boa parte da classificação do futebol masculino à Olimpíada a Ney Franco. Coordenador das categorias de base da seleção, ele foi o técnico da equipe que conquistou, no início do ano passado, o título sul-americano sub-20 e a consequente vaga nos Jogos. Ney, porém, não estará no comando em Londres, nem sabe ainda qual (e se) função exercerá no time olímpico.

Ney não se sente preterido ou injustiçado. Afinal, sempre soube que Mano Menezes – responsável por sua contratação pela CBF – iria dirigir o time na Olimpíada. Mas, claro, quer participar de alguma maneira. “Já me coloquei à disposição dele para ajudar, mas ainda não fui informado como poderei fazer isso. Está tudo encaminhado.”

Ele gostaria de exercer alguma função ligada ao campo – “é o que eu gosto e sei fazer” -, mas reconhece que talvez não seja possível, pois Mano já tem sua comissão técnica definida.

Na sede da entidade, no Rio, comentou-se sobre a possibilidade de ele trabalhar como uma espécie de “espião” durante a Olimpíada – e até mesmo um pouco antes de seu início -, observando as seleções que poderão vir a ser adversárias do Brasil. Não há nada certo, porém. Há 15 dias, quando Mano Menezes se reuniu na CBF com o diretor de seleções, Andrés Sanchez, e outros membros da entidade, para tratar do planejamento olímpico, falou-se de períodos de treinamentos, locais que poderão receber a seleção durante a fase preparatória no Rio – foram visitadas as instalações da Gávea, sede do Flamengo, e da Escola de Educação Física do Exército, na Urca – mas não se discutiu qual atribuição será dada a Ney.

O técnico não acredita que o recente fracasso no Pan de Guadalajara, quando o Brasil foi eliminado ainda na primeira fase, possa dificultar sua inserção na delegação que vai à Inglaterra. Diz ter a confiança da CBF em seu trabalho e alega que não teve tempo de preparar a equipe para o Pan, sem contar o fato de que montou uma “seleção possível” e não a que considerava ideal para ir ao México. / A.L.

Estrela olímpica: hora de Neymar brilhar na Europa

Em seu primeiro grande teste no continente, craque santista tem a missão de liderar o País em busca do ouro inédito

Bruno Leite – estadão.com.br

SÃO PAULO – Depois de encerrar o jejum de quase 50 anos do Santos na Libertadores, chegou a hora de Neymar fazer história com a camisa da seleção. O principal astro do Brasil fez uma temporada quase perfeita em 2011 e jogará seu primeiro grande torneio em território europeu – embora os clubes de lá, há um bom tempo, venham tentando antecipar este teste.

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link FOTOS – A carreira de Neymar

Neymar: esperança de gols em Londres/2012 - Alex Domanski/Reuters - 10/8/2011
Alex Domanski/Reuters – 10/8/2011
Neymar: esperança de gols em Londres/2012

Aos 20 anos, completados no início de fevereiro, Neymar sedimentou no ano passado o caminho para se tornar um ídolo mundial sem sair do País. O jovem santista foi o único da última lista dos 23 melhores jogadores da Fifa que não pertencia a clubes da Europa. Ficou fora da disputa final, mas acabou agraciado com o Prêmio Puskas, por conta do gol de placa sobre o Flamengo, na Vila Belmiro.

Em Londres, espera-se um protagonismo semelhante ao que o atacante teve na última Libertadores. No time santista, não fugiu da responsabilidade e amadureceu durante a competição. Foi expulso de maneira infantil na 1.ª fase, ao vestir uma máscara na comemoração de um gol, mas se redimiu nas etapas decisivas, com passes e gols salvadores. De forma inquestionável, foi eleito o melhor jogador da competição.

No Mundial de Clubes, em dezembro, abriu caminho para a vitória na semifinal contra o Kashiwa Reysol, do Japão, marcando um golaço. Na decisão, porém, afundou com a fragilidade do time santista diante de um aparentemente imbatível Barcelona – e o esperado confronto com Messi foi um duelo desigual.

Pela seleção, foi bem em alguns amistosos, mas decepcionou na última Copa América. Com dois gols em quatro jogos, pouco conseguiu fazer para dar brilho às atuações medíocres do time de Mano Menezes no torneio sul-americano.

Nos Jogos de Londres, porém, os olhos do mundo estarão sobre o garoto, que carrega as esperanças do País na busca pelo ouro inédito.

Ganso e Lucas chegam a Londres como coadjuvantes de luxo

Cobiçada por grandes clubes europeus, dupla pode roubar a cena na Olimpíada e garantir vaga na seleção principal

A seleção olímpica do País desembarcará em Londres com Neymar como estrela principal, mas dois coadjuvantes vão tentar roubar a cena. Antes de sofrer com lesões, Paulo Henrique Ganso chegou a desbancar o amigo quando os dois surgiram no Santos, há quase três anos. E Lucas, com atuação de gala, ofuscou Neymar na decisão do Sul-Americano Sub-20, no ano passado.

Apontado até mesmo por Mano Menezes como dono da camisa 10 do Brasil para os próximos anos, Ganso terá o desafio de ser o maestro da seleção. No Santos, amadureceu mais cedo do que Neymar e foi apontado como principal responsável pelo primeiro título dos dois pelo time da Vila, no Estadual de 2010.

Duas lesões sérias e divergências contratuais com a diretoria santista, porém, deixaram o meia em segundo plano, enquanto Neymar brilhava sozinho. Jogando pela seleção, ele tampouco conseguiu repetir até agora as atuações exuberantes de seus primeiros anos no Santos.

No São Paulo, Lucas tem sido capaz de decidir sozinho algumas partidas. Rápido e com um chute potente, o atacante foi lançado no time profissional no segundo semestre de 2010 e desde então se firmou como titular absoluto do time do Morumbi.

Despertou a atenção dos clubes europeus no Sul-Americano Sub-20, no Peru, quando conseguiu algo improvável: tomou o protagonismo de Neymar. Na goleada por 6 a 0 sobre o Uruguai na decisão, marcou três lindos gols e garantiu o título. Desde então passou a ser alvo de assédio de clubes como a Inter de Milão e o Chelsea. Caso arrebente em Londres, será difícil para o São Paulo segurá-lo no País. / B.D.

Momentos do Esporte: Gilmar lembra a primeira medalha olímpica do futebol brasileiro

Almir Leite – estadão.com.br

SÃO PAULO – Ex-goleiro da seleção, Gilmar Rinaldi fala sobre a primeira medalha olímpica do futebol, conquistada em Los Angeles/84.

O ex-jogador também comenta sobre as dificuldades na preparação para os Jogos de Londres e a divergência de opinião com Andrés Sanchez, diretor de seleções da CBF, que prefere preparar melhor o time para a Copa do Mundo de 2014 do que para a Olimpíada/2012.

Duas pratas, dois bronzes e nada do ouro

Título olímpico do futebol ainda não passa de sonho, mas durante décadas País não deu importância aos Jogos

ALMIR LEITE – O Estado de S.Paulo

O Brasil tem apenas duas medalhas de prata e duas de bronze em 11 participações no torneio olímpico masculino de futebol. O ouro tão sonhado hoje ainda não veio por vários motivos: tempos do amadorismo, em que os países da Cortina de Ferro eram imbatíveis; preparação deficiente; derrotas inesperadas em finais e semifinais; e falta de sintonia entre CBF e Comitê Olímpico Brasileiro (COB), em algumas ocasiões no momento de formar a seleção brasileira para os Jogos, estão entre eles.

A primeira participação brasileira foi em Helsinque/1952, com uma equipe que tinha Vavá, Evaristo de Macedo e Zózimo, entre outros. O time começou bem, batendo Holanda (5 a 1) e Luxemburgo (2 a 1). Nas quartas de final, porém, vencia a Alemanha por 2 a 1 até o último minuto, tomou o empate, levou 2 a 0 na prorrogação e voltou para casa.

Nas quatro participações seguintes, o Brasil não passou da primeira fase. Mesmo assim, levou aos Jogos garotos bons de bola como Gerson (Roma/1960) e Falcão (Munique/1972).

Em 1996, em Toronto, a medalha quase veio. Mas uma derrota por 2 a 0 para a então campeã Polônia e outro tropeço, pelo mesmo placar, diante da União Soviética, relegaram o time do goleiro Carlos, do zagueiro Edinho e do lateral-esquerdo Júnior ao quarto lugar.

Enfim, o pódio.

O Brasil não foi a Moscou em 1980, mas quatro anos depois, em Los Angeles, com novo regulamento – passou a ser possível inscrever profissionais, desde que não tivessem participado de Copas -, obteve a primeira medalha. Uma prata muito festejada.

“Entramos para a história do futebol brasileiro. E foi especial também porque ninguém acreditava na gente”, conta Gilmar Rinaldi, goleiro daquela seleção.

Ele se refere ao fato de a equipe ter sido reunida em cima da hora. Na época, o Campeonato Brasileiro estava em fase decisiva e os clubes não queriam ceder jogadores. Então, o técnico Jair Picerni telefonou para o presidente do Internacional – que já estava fora do Brasileiro – e pediu a equipe “emprestada”.

Assim, a seleção de 1984 foi a base do Inter, com jogadores como Gilmar, Dunga, Mauro Galvão e Milton Cruz, e alguns forasteiros, como o meia Gilmar (Flamengo) e o atacante Chicão (Ponte Preta).

“Nos reunimos 15 dias antes. Fomos treinar no Espírito Santo e todos falavam que iríamos cair na primeira fase. Aquilo mexeu com a gente. Fizemos um pacto de trazer uma medalha”, disse Gilmar.

Com muita raça, o Brasil chegou à final, mas perdeu da França por 2 a 0. “Eles mereceram mais o ouro do que nós, porque estavam se preparando havia quatro anos”, admite Gilmar.

Quatro anos depois, em Seul, com nomes como Taffarel, Jorginho, Bebeto e Romário, derrota por 2 a 1 para a União Soviética na prorrogação e nova prata. Depois, vieram os bronzes. Em 1996, com vexame. A seleção foi eliminada na semifinal pela Nigéria, venceu a disputa do terceiro lugar com Portugal (5 a 0), mas Ronaldo, Rivaldo, Dida e cia. não apareceram na cerimônia de entrega de medalhas.

Quatro anos atrás, em Pequim, outro terceiro lugar. A seleção treinada por Dunga, com Ronaldinho Gaúcho em campo, foi arrasada nas semifinais pela Argentina de Messi. Depois, bateu a Bélgica, mas o terceiro lugar teve gostinho de frustração.

Outras forças: Celeste Olímpica festeja retorno após 84 anos

Fora desde o bi nos Jogos, em 1928, seleção do Uruguai busca o terceiro ouro depois ter seu feito igualado pela Argentina

Bruno Deiro – estadão.com.br

SÃO PAULO – Há 84 anos longe dos Jogos, o Uruguai retoma a força de sua seleção para voltar a justificar a alcunha de Celeste Olímpica. Campeão da Copa América em 2011 e quarto lugar no Mundial da África do Sul, o time apresenta em Londres a geração que promete dar sequência ao renascimento do futebol no país. Além dos uruguaios, o anfitrião Reino Unido e a promissora Espanha são as outras forças que devem fazer frente ao Brasil no torneio olímpico.

Em 1924 e 1928, o Uruguai conquistou duas medalhas de ouro no futebol e permaneceu como único sul-americano bicampeonato olímpico até que a rival Argentina igualou a façanha 80 anos depois, ao ganhar em 2004 e 2008.

No retorno ao torneio, os uruguaios tentam montar um time forte, capitaneado pelo jovem Sebastian Coates. Aos 21 anos, o zagueiro do Liverpool é chamado de “Luganito”, por conta da semelhança física e de estilo com o ex jogador são-paulino Lugano, capitão da seleção principal.

Nos últimos torneios inferiores, porém, a equipe tem tido tropeços que ameaçam o sonho olímpico. No Sul-Americano Sub-20 do ano passado, o time garantiu a vaga nos Jogos de Londres e chegou à final, mas apanhou de 6 a 0 do Brasil. Em seguida, no Mundial Sub-20 da Colômbia, foi eliminado na primeira fase, sem ter ganhado nenhum jogo. Nos dois torneios, a equipe não teve Coates, mas outra promessa, o zagueiro Leandro Cabrera, estava em campo.

Para Londres, o Uruguai não vai abrir mão de usar os três atletas acima de 23 anos. Até mesmo Lugano, aos 31 anos, já manifestou publicamente seu desejo de se juntar aos garotos.

RIVALIDADE INTERNA
Para o Reino Unido, que há 52 anos (desde Roma-1960) não disputa os Jogos, o maior obstáculo foi chegar a um acordo para montar a equipe. A Irlanda do Norte, a Escócia e o País de Gales bateram pé para que tivessem seleções independentes da Inglaterra, mas prevaleceu a decisão da Federação Inglesa.

Com isso, os galeses Gareth Bale, do Tottenham, e Aaron Ramsey, do Arsenal, podem ser alguns dos poucos não ingleses na seleção anfitriã, apesar de o técnico Stuart Pearce ter intenção de “misturar” bem o elenco.

Na Espanha, o time deve ser o mesmo que conquistou o Campeonato Europeu Sub-21 em 2011. Com uma talentosa safra, que tem Thiago Alcântara, do Barça, como principal nome, os espanhóis devem abrir mão de usar atletas com mais de 23 anos.

Bicampeã, Argentina é a maior ausência nos Jogos londrinos

A ausência da Argentina, atual bicampeã olímpica, é a principal surpresa no futebol em Londres. O time deixou escapar a vaga no último Sul-Americano Sub-20 e, assim, perdeu a chance de exibir novos talentos como o meia Pastore, cotado para ser o futuro maestro da seleção principal. Outra potência a ficar fora é a Alemanha de Thomas Müller, do Bayern de Munique, destaque da Copa do Mundo de 2010.

No torneio classificatório do Peru, a Argentina chegou invicta ao hexagonal final, mas tropeçou na zebra Equador. Única a vencer o Brasil na competição, foi eliminada ao perder para o Uruguai (1 a 0), em jogo duro.

Finalista em três das últimas quatro Olimpíadas, a equipe argentina levou o ouro em Atenas-2004 e Pequim-2008. Na última edição, liderada por Messi e reforçada por Riquelme, despachou com incrível facilidade o Brasil, de Ronaldinho Gaúcho, por 3 a 0 na semifinal.

Neste ano, o principal nome seria o jovem Pastore, do francês PSG. Aos 23 anos, é uma espécie de Paulo Henrique Ganso dos argentinos – tido como o substituto de Riquelme para a seleção principal. Outra promessa a ficar fora do Jogos é Iturbe, de 18 anos, atacante que atualmente defende o Porto, de Portugal.

A última vez que a Argentina havia ficado de fora do torneio olímpico tinha sido nos Jogos de Sydney, em 2000.

Pelo caminho. A seleção alemã, que chamou a atenção pela juventude no Mundial de 2010, tampouco conseguiu garantir uma das vagas europeias para Londres. Derrotada pela Islândia nas fases de classificação, a equipe tinha em seu elenco o zagueiro Holger Badstuber e o meia Thomas Muller, as duas principais apostas do Bayern de Munique.

No continente africano, melhor para o Brasil que Gana ficou pelo caminho. Com vários jovens atletas que atuam na Europa, os ganenses bateram a seleção sub-20 brasileira na decisão do Mundial da categoria no Egito, em 2009 – Paulo Henrique Ganso era um dos que estavam em campo naquela derrota, em disputa por pênaltis.

Camarões e Nigéria, únicos países da África a ganharem a medalha de ouro olímpica no futebol, também ficam fora após participarem em Pequim. / B.D.

Os palcos do futebol

Bola rola em campos ingleses, da Escócia e do País de Gales

Almir Leite – estadão.com.br

SÃO PAULO – O futebol vai servir para integrar a Grã-Bretanha à Olimpíada. A seleção do Reino Unido contará com atletas de todos os países da região – pelo menos esse é o plano do técnico Stuart Pierce. Além disso, Escócia e País de Gales abrirão seu território para receber partidas dos torneios masculino e feminino. As outras quatro arenas designadas estão em solo inglês.

Estádio Hampden Park, em Glasgow - Reprodução/AE
Reprodução/AE
Estádio Hampden Park, em Glasgow

A principal delas, claro, fica em Londres. É o estádio de Wembley, onde serão realizados nove jogos, entre eles os que definirão a medalha de ouro tanto no masculino como no feminino. Com capacidade para 90 mil pessoas, a arena, inaugurada em 2007 (o antigo Wembley foi demolido), é atualmente uma das mais modernas do mundo.

O futebol olímpico também vai passar pelo tradicional Old Trafford, o alçapão do Manchester United, pelo simpático St. James Park, casa do Newcastle, além do belo City of Coventry, estádio inaugurado em 2005, mas não muito conhecido fora do Reino Unido, pois o time local não vem fazendo coisas relevantes no futebol.

A Escócia contribuiu com o futebol olímpico com o centenário Hampden Park, estádio inaugurado em 1903 e que já chegou a ter capacidade para 184 mil pessoas – era o maior do mundo até 1950, quando surgiu o Maracanã. Hoje, depois da última reforma, comporta “apenas” 52.103 pessoas, mas se mantém como uma das mais famosas arenas da Europa, por isso foi escolhido para participar dos Jogos.

O futebol também vai utilizar o Millennium Stadium, em Cardiff, País de Gales, mais acostumado com os jogos de rúgbi. Mas é lá que a bola vai começar a rolar na Olimpíada: o Millennium recebe, em 25 de julho, a primeira partida do torneio feminino.

Paul Deighton, CEO do Comitê Organizador da Olimpíada, diz que a opção de descentralizar o futebol levou em conta o grande público que o futebol tem em toda a Grã-Bretanha.

“O torneio olímpico de futebol apresenta alguns dos melhores jogadores jovens. Como os britânicos são amantes do esporte, levar os jogos para todo o Reino Unido permite que todos possam compartilhar a emoção”, disse. “Com os preços dos bilhetes baixos, será um sucesso.”

 

Por Cleber Aguiar – ‘Eterna promessa’ diz ser especial

Fonte: Folha de São Paulo

FUTEBOL – Após fracasso na Europa, Freddy Adu, 22, ainda sonha em ser melhor do mundo

RAFAEL REIS
DE SÃO PAULO

“Sou tão bom quanto todo mundo achava que eu era. E ainda posso ser aquele jogador que todos esperavam.”

Essas frases seriam normais se tivessem saído da boca de quase qualquer promessa de 22 anos que estivesse iniciando a carreira e correndo atrás de reconhecimento no mundo do futebol.

Mas Freddy Adu está muito longe de ser como os outros atletas de sua idade.

Esse ganense de nascimento, que chegou aos EUA com oito anos porque sua mãe ganhou, numa loteria de “green card”, o visto para residir no país, foi o adolescente mais famoso do futebol.

Ou você se lembra de outro jogador de 13 anos que foi parar no “The New York Times”, ganhou reportagens especiais dos maiores jornais e revistas esportivas do mundo e assinou um contrato de US$ 1 milhão com a Nike?

“Não acho que sou só mais um bom jogador. Acredito que sou mesmo especial”, disse, por telefone, à Folha.

Mal saído da infância, Adu já era comparado a Pelé e tinha duas missões: ser o maior jogador do mundo no início do século 21 e também o primeiro grande nome do futebol vindo do maior mercado esportivo do mundo (os EUA).

E, se ainda é necessário explicar quem é (ou foi) esse atacante de ascensão meteórica na década passada, é porque ele passou a anos-luz de cumprir o destino que julgava ser o projetado para ele.

Adu voltou aos EUA em agosto, após três temporadas em que pouco fez -disputou 20 partidas pelo Benfica, clube que o contratou, e passou por empréstimo e sem sucesso por França, Grécia e a segunda divisão da Turquia.

Defende agora o Philadelphia Union. E não está entre os 21 jogadores que ganham acima do teto salarial da MLS e se beneficiam da regra feita pela Major League Soccer para atrair estrelas como Beckham e Thierry Henry.

Aos 14 anos, quando se tornou o mais jovem atleta a ingressar em uma liga profissional norte-americana em mais de 110 anos, tinha o maior salário do futebol do país: US$ 500 mil por ano, mais do que recebe hoje.

“Tudo voltou a ser como sempre deveria ter sido. Às vezes, você se deixa levar pelo que as pessoas falam e perde um pouco o foco. Mas estou mais maduro, aprendi com erros e estou pronto para me tornar o jogador que sei que posso ser”, afirmou.

Ele pretende passar duas ou três temporadas na MLS antes de retornar à Europa para fazer frente a Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

“As minhas [expectativas] são para quando eu tiver 25 ou 26 anos. Hoje, não dá para falar em ser o melhor do mundo porque não estou no Barcelona ou no Real Madrid. Mas gostaria muito de sê-lo um dia”, completou Adu.

ICFUT – Links de Transmissão – Amistoso Brasil x Bósnia 16:00 hs

Fonte: O Estado de São Paulo

Ronaldinho joga e Ganso é banco no amistoso contra a Bósnia

No primeiro jogo do ano, Mano ignora a boa fase e ascensão do meia do Santos e dá preferência ao veterano do Flamengo

ANDREI NETTO, ENVIADO ESPECIAL , / ST. GALLEN – O Estado de S.Paulo

Ao escolher os 11 jogadores que entrarão em campo nesta terça-feira, 28, contra a Bósnia-Herzegóvina, em amistoso na Suíça, o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, inaugura uma nova fase de seu trabalho, marcada pela maior pressão por resultados. A menos de seis meses da Olimpíada de Londres e a dois anos e meio da Copa de 2014, o treinador precisa começar a definir o grupo com o qual vai encarar os dois desafios, apontando o caminho das vitórias para uma equipe que ainda não convenceu.

Mano Menezes continua apostando na experiência de Ronaldinho Gaúcho - Mowa Press/Divulgação
Mowa Press/Divulgação
Mano Menezes continua apostando na experiência de Ronaldinho Gaúcho

Se as incertezas ainda são muitas, duas referências técnicas do time parecem definidas: Neymar e Ronaldinho. Ganso, em alta no Santos e antes uma referência para Mano na seleção, vai ficar na reserva.
Ontem, em sua única entrevista antes do treino realizado a zero grau na arena AFG, em St. Gallen, na Suíça, Mano reconheceu que a seleção agora caminha contra o tempo. “Mas não adianta reclamar. A seleção sempre passou por isso”, ponderou. Segundo ele, a “modificação radical” do grupo em relação à equipe que foi à África do Sul fez com o rendimento inicial fosse prejudicado. Por isso a preocupação em aproveitar todos os momentos, como o jogo de hoje contra a Bósnia. “Quando estivermos reunidos, como estaremos nos Estados Unidos na metade do ano, teremos de saber tirar proveito desses momentos raros.”

Sobre a missão de montar dois times, um com apenas três jogadores com mais de 23 anos, para a Olimpíada, e outro com força máxima para a Copa, Mano não lamentou, pelo contrário. Para ele, um será derivado do outro. “A seleção que vai disputar a Olimpíada vai ser formada por um número bastante grande de jogadores que vai estar na Copa de 2014. Por isso é uma parte importante da programação”, disse ele, sem ignorar a pressão. “Tenho ouvido que a Olimpíada pode significar um desgaste para o técnico. Mas decidi encarar essa responsabilidade, porque acho que é uma parte importante da preparação para 2014. Uma é a sequência da outra.”

Pressão. De forma discreta, o diretor de Seleções da CBF, Andrés Sanchez, colocou Mano na obrigação de apresentar um time consistente e obter resultados. Falando aos jornalistas na tarde de ontem, na concentração da equipe, no Hotel Säntispark, o ex-presidente do Corinthians deixou claro que a pressão tende a aumentar.

Perguntado pelo Estado sobre qual seria a sua avaliação sobre o estágio atual da seleção, Sanchez desconversou: “Tem de perguntar para o Mano”.

Mas a seguir cobrou definições, garantindo que a fase de experiências chegou ao fim. “Temos de começar a montar o time mais forte possível”, disse. “Já temos a base, Mano sabe disso, era essa programação da CBF. O planejamento era ter um ano, um ano e pouco para fazer todos os testes. Agora é começar a jogar com o time que ele achar que é o melhor.”

BÓSNIA X BRASIL

Bósnia: Begovic; Mujdza, Jahic, Spahic e Papac; Rahimic, Misimovic, Medunjanin e Alispahic; Dzeko e Ibisevic – Técnico: Safet Susic

Brasil: Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Sandro, Fernandinho, Hernanes e Ronaldinho Gaúcho; Neymar e Leandro Damião – Técnico: Mano Menezes

Juiz: não divulgado

Local: Arena AFG, em St. Gallen (Suíça)

Horário: 16 horas

Transmissão: Rádio ‘Estadão ESPN’, Globo e SporTV

Links para assistir o jogo

https://icfut.wordpress.com/2010/09/12/icfut-links-de-transmissoes-de-jogos-ao-vivo/