Por Rogerinho – Willian José faz três gols, é expulso, e Tricolor bate o Paulista no Morumbi

Time de Leão teve atuação irregular, mas saiu de campo com a vitória por 3 a 1 e foi aos 17 pontos na tabela de classificação do Campeonato Paulista

FONTE – GLOBOESPORTE.COM

Quatro dias após mais uma derrota para o Corinthians no estádio do Pacaembu, o São Paulo deu sinais de recuperação na noite desta quinta-feira. Diante de um pequeno público na noite desta quinta-feira, é bem verdade que a equipe comandada por Emerson Leão novamente mostrou irregularidade. Depois de um belo primeiro tempo, quando abriu 2 a 0, gols marcados por Willian José, a equipe foi dominada na etapa complementar pelo rival que, inclusive, desperdiçou um pênalti. Porém, com mais qualidade técnica e um artilheiro em estado de graça, o Tricolor, que terminou o jogo com nove jogadores após Paulo Miranda e Willian José serem expulsos, saiu de campo com a vitória por 3 a 1, com mais um tento marcado por seu atacante.

Willian José, que aproveitou a brecha deixada por Luis Fabiano, que se machucou, vive um grande momento. Com os gols marcados nesta quinta-feira, ele chegou a sete tentos em 2012 e hoje, dividide a artilharia do Campeonato Paulista com Hernane, do Mogi-Mirim.

Com o resultado, o Tricolor foi aos 17 pontos, ao lado de Corinthians e Palmeiras. Vale lembrar que os rivais de Parque São Jorge e Palestra Itália ainda vão atuar pela sétima rodada. Já o Paulista sofreu sua terceira derrota seguida e permaneceu com 13 pontos, na quinta colocação na tabela.

As duas equipes voltarão a campo na próxima semana. Na quarta-feira, dia 22, o São Paulo irá até Bragança Paulista para enfrentar o Bragantino. Já a equipe de Jundiaí buscará a reabilitação diante do Botafogo, no estádio Jayme Cintra, em Jundiaí.

Primeiro tempo tranquilo no Morumbi

Com a base que atuou no último final de semana, Leão escalou o São Paulo com duas novidades: o volante Rodrigo Caio improvisado na lateral-direita, na vaga de Piris, que segue machucado, e Denilson, no meio-campo, no lugar de Wellington, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. No Paulista, Sérgio Baresi não pode escalar seu melhor jogador, o meia Dener, que pertence ao clube do Morumbi e foi proibido de atuar devido a uma cláusula contratual. Tão logo a partida teve início, o Tricolor tomou a iniciativa forçando bastante o jogo pela esquerda, com o apoio do cabeludo Cortez.

A primeira chance veio aos sete, em chute de Willian José, bem defendido por Vagner. O Paulista respondeu em chute perigoso de Wellington, aos 10. No minuto seguinte, o São Paulo abriu o marcador, com um gol de pênalti marcado por Willian José, após infração cometida pelo zagueiro Junior Alves, que colocou a mão na bola. Jadson, que havia perdido o pênalti contra o Corinthians, chegou a conversar com alguns companheiros, mas preferiu não fazer nova cobrança.

Willian José comemora gol do São Paulo contra o Paulista (Foto: Rodrigo Coca / Ag. Estado)
Willian José comemora um dos seus gols na partida desta quinta, no Morumbi
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Com a vantagem no placar, a equipe da casa se tranquilizou e passou a impor seu ritmo. Aos 18, saiu o segundo gol, novamente com Willian José, que aproveitou belo lançamento de Cícero e toque de cabeça de Denilson para estufar as redes novamente. Lucas, solto no meio-campo, abusava das jogadas individuais, mas levava a defesa adversária ao desespero.

Jadson, com o passar do tempo, começou a se soltar em campo e mostrar inteligência nos passes.

O jogo estava à mercê do Tricolor, que atacava quando queria sem ser incomodado. Aos 40, Lucas quase fez um gol de placa, após passar por quatro marcadores e bater cruzado, à direita da meta adversária. No minuto seguinte, foi a vez de Casemiro assustar em chute de fora da área. Quando Flávio Rodrigues de Souza apitou o final do primeiro tempo, o time deixou o gramado aplaudido.

Paulista cresce, domina, perde pênalti e Tricolor tem beque expulso

Insatisfeito com o desempenho da equipe, Sérgio Baresi mexeu no intervalo, sacando Ricardinho para colocar Richely. O time do Interior voltou mais disposto e, com um minuto, teve uma chance de ouro para diminuir sua desvantagem, em pênalti inexistente marcado pela arbitragem, que viu falta de Rodrigo Caio em Renan Marques. Na cobrança, o próprio Renan bateu e acertou a trave direita de Denis. Aos oito, Reinaldo disparou uma bomba de fora da área e acertou o travessão adversário. O São Paulo, claramente surpreendido pelo ótimo recomeço do adversário, mal conseguia passar do meio-campo.

Percebendo a queda da equipe, Emerson Leão agiu e, aos 16, promoveu a entrada de Maicon na vaga de Cícero. Quatro minutos depois, uma expulsão voltou a atrapalhar a equipe. Paulo Miranda, que já tinha cartão amarelo, fez falta em Renan Marques no meio-campo e, como já tinha cartão amarelo, recebeu o vermelho de maneira justa. O treinador, então, sacou Jadson para repor a marcação com a entrada de Edson Silva. Baresi tornou seu time mais ofensivo, com a entrada do meia Chiquinho na vaga do volante Bruno Octávio.

Jadson do São Paulo contra o Paulista (Foto: Wagner Carmo / Vipcomm)
Jadson deu bons passes e foi substituído no segundo tempo
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O tempo passava e o São Paulo não conseguia se achar em campo. O Paulista, por sua vez, continuava em cima. Aos 26, Diego Ivo quase fez de cabeça. Com um homem a menos, Leão recuou Lucas para o meio-campo, na tentativa de ter alguém para carregar a bola até o ataque. Willian José, que havia sido muito acionado no primeiro tempo, virou uma figurativa em campo, já que a bola não chegava. Na primeira bola que recebeu, o camisa 19 foi às redes pela terceira vez, após jogada de Lucas: 3 x 0. Reinaldo ainda descontou para o Paulista aos 35. O jogo só não se complicou para o Tricolor porque Denis, aos 40, fez bela defesa em chute de Renan Marques. Nos descontos, Willian José,. após dividida forte no meio, recebeu cartão vermelho. Depois, foi só esperar o tempo passar e comemorar.

Por Rogerinho – René Simões é o novo diretor técnico das categorias de base do São Paulo

Dar padrão de qualidade às equipes e fazer a integração com o profissional serão dois de seus principais objetivos

FONTE – São Paulo FC

O São Paulo FC concluiu nesta quinta-feira (16) a contratação de René Simões como o novo diretor técnico das categorias de base clube. Com vasta experiência no futebol, Simões iniciará em março os trabalhos no Centro de Formação de Atletas (CFA) Laudo Natel, em Cotia, e futuramente será responsável pela integração entre o time profissional e as categorias de base do Tricolor.

Formado em Educação Física e membro do painel de instrutores da FIFA, René Simões é o único treinador do mundo que já dirigiu seleções masculinas e femininas em competições oficiais da Fifa e que já comandou todas as categorias de Seleções em Copas.

“Com toda sua experiência e vivência no futebol, tanto em nível de clube quanto de seleções, o René Simões tem muito a agregar ao São Paulo e a nossa metodologia de trabalho”, explica o diretor de futebol de base Marcos Tadeu Novais.

A chegada de René Simões vai de encontro com os objetivos do clube em cada vez mais ter atletas formados em casa na equipe principal.

Confira abaixo um bate-bola com René Simões

Estrutura do São Paulo

“A estrutura do São Paulo pouquíssimos clubes possuem. A magnitude que conheci hoje impressiona. Já conhecia Cotia, mas agora está muito melhor. Será um espetáculo trabalhar ali. A estrutura não se move sozinha. Precisamos de pessoas pra fazer andar. Venho muito animado.”

Filosofia de trabalho

“Em alguns cursos que dei no exterior fui perguntado sobre a filosofia do futebol brasileiro e eu cheguei a comparar com uma tourada. Qual o objetivo da tourada? É matar o touro. Porém, ninguém entra com uma arma e dá um tiro na cabeça do touro. O bonito da tourada é o movimento, os dribles. O que nós brasileiros fazemos bem no futebol é a matada bonita, um passe diferente, um calcanhar, uma tabela, um gol de bicicleta. Temos que fazer tudo bonito, mas jogar como equipe, com o objetivo do gol, pra ganhar a competição. Acho que perdemos essa beleza. Mas venho muito animado pra ver se a gente coloca essa metodologia. Na minha cabeça passa como o padrão São Paulo de qualidade.”

Diálogo

“O São Paulo é uma marca grande e por isso tem que ter projeto grande. Vou ter que ouvir muito. Talvez eu saiba como fazer, tenho minhas ideias, mas preciso conversar e ouvir muito todos os profissionais envolvidos. Conversei com o presidente, com os diretores, com o Leão. Quero conversar muito com ele e com todos os treinadores da base.”

Categorias de base

“A base acima de tudo é um provedor. Não podemos nos ver como algo auto-suficente. Trabalhamos para prover o time de cima. Quando isso acontece é sinal de um bom trabalho.”

Mudança de função na carreira

“Já vinha me preparando. Devo visitar o Barcelona, marquei com o Leonardo pra ir ao PSG. Tem um curso de gestor da FIFA que dev.o fazer. Já pensava algum tempo em fazer um projeto assim. Não tinha chance melhor que essa”

Objetivo

“O legal vai ser a gente conseguir um padrão de oito pra três. Um time titular composto por oito jogadores formados em casa e três contratados. Meu grande objetivo é esse.”

CARNAVAL 2012 – GAVIÕES TENTA O 5º TÍTULO DO CARNAVAL PAULISTANO !

Samba Enredo Gaviões da Fiel 2012

Sheila Silva da Gaviões da Fiel no Musa do Carnaval SP 2012

Ensaio Gaviões da Fiel – 05/02/2012 Esquenta e Samba

Fonte: Veja.abril.com.br

Julio Cesar Barros

GAVIÕES DA FIEL

por Julio Cesar de Barros

ESCOLA DE SAMBA GAVIÕES DA FIEL
http://www.gavioes.com.br/

Fundação: 1975
Cores: preto e branco
Quadra: Rua Cristina Tomás, 183 – Bom Retiro – CEP: 01129-020
Fone: (11) 3221-2066
Campeonatos: 1995, 1999, 2002 e 2003
Presidente: Eduardo Fontes
Comissão de Carnaval: Delmo Moraes, Fábio Lima e Igor Carneiro
Mestre sala e porta bandeira: Bozó e Gisleine
Diretor de Harmonia: Comissão de Harmonia (José Braga (Braga), Eduardo Ferreira (Edu), Regina Dercoli (Regininha), Márcio Rodrigues de Souza e Milton Silva (Viola).
Diretor de bateria: Mestre Pantchinho
Comissão de frente: Helena Filgueira
Musa da bateria: Sheila Silva
Rainha da bateria:
Tatiane Minerato

Intérprete: Ernesto Teixeira

Títulos

1995 Campeã Especial Coisa Boa é Pra Sempre Raul Diniz Ernesto Teixeira

1999 Campeã Especial O Príncipe Encoberto ou a Busca de Dom Sebastião na Ilha de São Luís do Maranhão Roberto Szaniecki Ernesto Teixeira

2002
Campeã
Especial
Xeque-Mat     e Jorge Freitas       
Ernesto Teixeira

2003 Campeã Especial As Cinco Deusas Encantadas na Corte do Rei Gavião Jorge Freitas Ernesto Teixeira

CARNAVAL 2012

Sábado 18/02/2012 ( Desfile )

03h55 – GRÊMIO GAVIÕES DA FIEL TORCIDA

Enredo: “Verás que um filho fiel não foge à luta: Lula, o retrato de uma nação”

Veja abaixo a letra do samba-enredo da Gaviões da Fiel para 2012:

“Vai meu gavião…
Cantando a saga do menino sonhador
Um filho do sertão, cabra da peste… Irmão
Que deus pai iluminou!
Trouxe no sangue a coragem, a fé
O poder regendo seu destino!
Na cidade grande a esperança… O futuro promissor!
Traçou seu o caminho
Cresceu foi à luta… Pra vencer
E o sonho se torna real
Luiz Inácio o operário nacional!
Companheiro fiel… Por liberdade
Na corrente do bem… Contra a maldade!
Elo forte da democracia
A luz da nossa estrela guia!
Viu… No coração do Brasil
Tanta desigualdade
O retrato da realidade
A utopia buscando a dignidade!
Solta o grito da garganta e vem comemorar
A soberania popular
Felicidade…
O povo unido venceu
A cidadania resplandeceu
Uma nova era aconteceu!
Sou da nação, sou valente e festeiro
Corinthiano loucamente apaixonado!
Em oração a São Jorge guerreiro
Peço que o brasileiro seja sempre abençoado!”

Sinopse do enredo:

 “VERÁS QUE O FILHO FIEL NÃO FOGE À LUTA – LULA, O RETRATO DE UMA NAÇÃO”.

Hoje, mais do que nunca, os Gaviões da Fiel é o retrato de uma nação. Sonhadora, aguerrida, laboriosa e que acredita, sobretudo, no poder da luta. 

Nós, fiéis brasileiros, pedimos licença para retratar um pedaço importante da história do nosso povo. Uma história que também se mescla de forma indissolúvel à de um ser vitorioso capaz de provocar-nos empatia pelo seu carisma único, além de nos encher de orgulho pela sua trajetória marcada por lutas, superações e conquistas, tão semelhante à de tantos filhos fiéis desta terra.

Ao sintetizar o povo brasileiro, poderíamos contar a vida do João, a do Francisco, a do Roberto, da Eurídice ou a da Maria de Lourdes… Mas a síntese também poderia ser a da vida do Luiz. A história de um menino que nasceu pobre – como tantos brasileiros – saído do sertão e que, bravamente, numa biografia de superação, tornou real o sonho um dia sonhado. O sonho possível daquilo que, para muitos, seria o inalcançável. Mas o menino acreditou e isso bastava…  

O hoje homenageado é filho fiel que não foge à luta. É o Luiz Inácio Lula da Silva. Ou, simplesmente, Lula; um ícone da nação brasileira e, por que não dizer, da nação corintiana. É hoje a fonte de nossa inspiração e de quem crê que tudo é possível quando se têm fé, anseio, bom coração e disposição para lutar.

Contaremos e cantaremos – como em rimas felizes e despretensiosas de cordel – a saga do menino guerreiro, numa grande ópera de identidade nacional, capaz de retratar, em seus versos e rimas, aspirações do menino pernambucano, do líder político e da figura humana tão parecida conosco.

Versos carregados de metáforas, hipérboles, pleonasmos em torno das aspirações e anseios do povo brasileiro trazendo à tona, também, a essência da literatura de cordel. A prosopopéia ilustrará o sentido simbólico para ilustrar determinados elementos, tornando seres irracionais, fatos e sentimentos em figuras alegóricas, facilitando a ilustração de fatos importantes da nossa história pelo contexto sociocultural, ao revelar o caráter dos fatos numa conotação viva e fabulosa.  

Em nossos versos, o sofrimento dará vazão a glórias e, em fantasias coloridas, os gestos involuntários serão embalados pela linguagem mágica do carnaval. Seremos parte integrante dessa fábula carnavalesca, porque somos povo também. E juntos prestaremos, com as bênçãos de São Jorge Guerreiro e o espírito contagiante do folião, a homenagem merecida a esse ilustre filho do Brasil, também retrato fiel de uma nação…
 
1º ATO: A METAMORFOSE DO ESCORPIÃO
 
Outubro de 1945. O sol castigava a terra seca dos confins do Pernambuco. Vinha ao mundo a criança que aprenderia com suas próprias experiências. E, com base nesse aprendizado, iniciaria o processo de ascensão social das classes situadas às margens da sociedade do final do século XX.

O mundo vivenciava fortes transformações do pós-guerra. Mais uma vez o povo nordestino sofria com a falta de chuvas para regar o solo sagrado, do qual o homem sempre recorreu para obter o alimento para si e para seus descendentes. 

Enquanto o mundo procura intelectualidade nos grandes filósofos da história, o menino Luiz Inácio absorveu e herdou, ao máximo, traços do caráter e da personalidade da mulher que foi exemplo de coragem: Dona Lindu; sua mãe, que criou e educou oito filhos, praticamente sozinha. Guerreira da terra seca e rachada, não mediu esforços para a boa formação de seus filhos. A escola instrui, mas o lar educa. E assim o foi… Não abriu mão da identidade, ao manter aquele jeito comum às mães nordestinas: simples, protetora dos filhos e centralizadora. Ensinou aos filhos a valorizarem suas origens e a lutarem por nobres ideais. 

Nascido sob o signo de Escorpião, o jovem Luiz Inácio parecia estar predestinado ao sucesso. O escorpião simboliza o poder. São pessoas munidas de paciência, temperança e determinação. 

O amor pela terra já não bastava para manter vivos oito filhos e uma mãe aflita. Com muita dor no coração e coragem de sobra na alma, a guerreira Lindu abandonou aquele sertão árido, levando consigo, além de suas crianças, a fé e esperança no caminhão pau-de-arara que os transportara a São Paulo. Aos sete anos de idade, o “escorpião” ganhava a estrada rumo ao centro financeiro do país. Esse foi o primeiro grande passo para a transformação do menino pobre do sertão para aquele que seria, anos depois, líder da nação. 

São Paulo sempre foi a terra das oportunidades. E mais mãos nordestinas, como tantas que já ajudaram a erguer e ajudam a manter viva a maior metrópole deste país, unir-se-iam em busca do crescimento sob todos os aspectos, no fazer do próprio destino, na crença do possível, do sonho… Seria o lugar onde a estrela do menino brilharia mais forte. De si, São Paulo deu a fertilidade das frentes de trabalho, das grandes demandas, fruto de sua constante metamorfose. Em troca, exigiu do menino o interesse, o preparo e a determinação. Luiz Inácio não tardou a assimilar essa informação e honrou o que sua mãe dissera certa vez e várias vezes de maneira enfática e crédula: “Este aqui vai ser gente. Vai ter uma profissão”.

O menino Luiz Inácio buscou o conhecimento mesmo sem incentivo do pai que era analfabeto e entendia que seus filhos não deveriam ir à escola, mas apenas trabalhar. Ainda aos 14 anos de idade, matriculou-se no curso técnico de torneiro mecânico do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e, orgulhoso e enchendo sua mãe de contentamento, formou-se três anos mais tarde (1963), empregando-se na metalúrgica Independência. Tolhido muitas vezes de alcançar o conhecido formal por certificações e diplomas, Lula, buscou, por meio de experiências de vida, fincada, sobretudo, na luta trabalhista, o seu maior diploma: o da faculdade da vida! 

Ao encerrar este capítulo de nossa história, a mensagem que fica é a do ser operário do Brasil. Operário como tantos de nós. Operários que constroem diariamente  um país melhor, operários que se superam e vencem a luta do dia a dia. Somos vencedores porque cremos e lutamos para a realização de sonhos e, parafraseando o poeta, essa é a história daqueles que carregam em si todos os sonhos do mundo e, mais do que isso, é daqueles que trabalham a fim de torná-los reais, ainda que muitos duvidem disso.
“Quando olho a minha própria vida de retirante nordestino, de menino que vendia amendoim e laranja no cais de Santos […] vejo e sei, com toda a clareza e com toda a convicção, que nós podemos muito mais”.  (Luiz Inácio Lula da Silva)
 
2º ATO: DUELOS PELA LIBERDADE
 
Num ritmo acelerado, o mundo seguia em sua transformação. A década de 1960 assiste a eclosão do socialismo. O bloco capitalista, liderado pelos Estados Unidos, via-se ameaçado por essa nova mentalidade bem atrativa aos olhos das nações do Terceiro Mundo. 

Incomodados com a crescente presença de militantes da causa comunista, comandada por Fidel Castro em Cuba, os Estados Unidos, incentivam integrantes das forças armadas brasileiras a depor o presidente João Goulart e assumir o poder. Entre as metas do novo regime estava o estabelecimento da ordem, mesmo que para isso fosse necessário o uso da força. Em 1968 instauraram o Ato Institucional número 5, famoso AI5. Com ele era permitido prender pessoas suspeitas sem levá-las a julgamento. Foi um período tenso. A censura caiu pesada sobre os veículos de comunicação. Tudo o que se criava era submetido a uma análise minuciosa, porém nem sempre justa e imparcial. Escritores, roteiristas, compositores, autores viam suas criações censuradas por serem consideradas imorais ou por simplesmente acharem que seus conteúdos continham mensagens que poderiam comprometer a ordem social. Guerreiros foram os que sobreviveram aos porões da ditadura, infelizes os que enlouqueceram devido às torturas sofridas ou se escondem atrás de sua própria vergonha. 

Durante este período nefasto, em São Paulo, o sindicalismo segue na defesa da causa operária. Foi por meio dos sindicatos que trabalhadores das mais diversas áreas conseguiram garantias trabalhistas antes inexistentes. Deles, o mais representativo sempre foi o Sindicato dos Metalúrgicos no ABC. Por anos, ser metalúrgico era sinônimo de status, garantia de privilégios. Em contrapartida, todo metalúrgico era obrigado a conviver com a incerteza de emprego garantido, afinal, sempre que uma crise abalava a economia do país, o setor era o primeiro a sentir o impacto. Criava-se uma expectativa enorme sobre o Sindicato dos Metalúrgicos. 

Foi lá que o operário Luiz Inácio Lula da Silva teve seu primeiro contato com as questões trabalhistas. A princípio, evitou envolvimento direto. Mas, com o passar dos anos, foi inevitável o envolvimento com a causa. Não demorou a assumir a direção do Sindicato. 

Homem de opinião, não se deixou intimidar pelas mãos-de-ferro que governavam o Brasil. Defendeu ativamente políticas de reposição salarial, ganhando projeção nacional. Reeleito, passou a liderar negociações nas constantes greves que ocorreram no final da década de 70. Os 31 dias em que ficou preso no DOPS, em São Paulo, serviram para amadurecer a ideia de fundar um partido político focado na defesa dos interesses do trabalhador. Um ano depois, surgiria o PT – Partido dos Trabalhadores. Anos depois, num novo salto, surge a CUT – Central Única dos Trabalhadores. Assim o trabalhador ganha voz.

Inicia-se um grande momento da história brasileira de máxima importância na luta pela democracia. O Brasil ganhou muito no que se refere à formação de mentalidades. Em nenhum outro momento histórico observou-se tamanho avanço intelectual. Na música, no teatro, no cinema, na literatura, no jornalismo e, acima de tudo, na política, a todo o momento colhemos ricos frutos da ditadura. O cerceamento do direito de se manifestar como seres pensantes desenvolveu nesta época, nos brasileiros, a astúcia de encontrar subterfúgios para expor suas idéias de forma que somente os mais sensíveis à causa fossem capazes de compreender. Porém, a sensação de não poder expor ideais e pensamentos livres, definiu esta época como a fase sombria, tornando a causa de todo fiel cidadão brasileiro, a luta  por uma sociedade livre e democrática. 

Temos muito a agradecer àqueles que lutaram ativamente pela causa do trabalhador, pela  abertura política, pela liberdade de expressão, pelas eleições diretas, dando-nos o direito de escolhermos nossos próprios representantes, e por todos os que se expuseram na tentativa de deixar-nos o legado de uma sociedade digna.

Temos de agradecer àqueles que tiveram à mão a oportunidade única de contribuir para a formatação da nossa Carta Magna, o instrumento maior que garante a nós o direito de sermos cidadãos brasileiros. A Constituição de 1988 apagou definitivamente os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípios democráticos no país.  

Temos de agradecer a você, constituinte Luiz Inácio, por nos representar de maneira digna e fazer valer a vitória da real democracia. Na qual a esperança vence qualquer medo. 
3º ATO: VIAGEM AO CORAÇÃO DO BRASIL
 
O político Luiz Inácio Lula da Silva muito fez para que pudéssemos alcançar certas conquistas. Em seu processo para tornar-se líder deste gigante chamado Brasil, enveredou-se pelo interior do país, em suas “caravanas da cidadania”, vivenciando as mazelas de um povo carente e sem esperança, aproveitando assim para construir projetos de governo dando, enfim, as devidas cores aos sonhos de milhares de famílias carentes do interior do Brasil.  

Todo brasileiro tem dentro de si um sentimento forte chamado dignidade. Para alcançá-la, no entanto, é importante que a pessoa se sinta parte do sistema. É necessário dispor de recursos e de infraestrutura para a garantia do autossustento e, consequentemente, da inclusão social. Todos querem se sentir cidadãos brasileiros, na profunda acepção da palavra.

Nessa expedição feita ao coração do Brasil, saíram as cores que futuramente iriam colorir os sonhos de dignidade para milhares de brasileiros carentes de recursos e de uma sociabilidade decente.

Alimentação! O Brasil é rico em recursos naturais, apesar de tais recursos, como é sabido, não estarem bem distribuídos pelo território brasileiro. Nessa expedição, retratada em nossa história, fez-se observar e criar uma forma melhor de distribuição a quem não dispunha facilmente desses recursos. Diz o dito popular: “saco vazio não para em pé!”. É verdade! Quem não se alimenta devidamente não tem condição de produzir. 

Educação! Lugar de criança é na escola! E futuramente será primeiro passo para se conseguir um trabalho. O mundo está cada vez mais competitivo. Com o surgimento de novas atividades, aumenta a oferta de trabalho. O Brasil dos sonhos é um país das oportunidades. Só que é impossível se tornar competitivo sem a presença de profissionais capacitados. 

Emprego! Na idealização dessas conquistas, as ofertas de trabalho não serão mais concentradas nos grandes centros. Nas cidades ou no campo, haverá trabalho para todos. É o brasileiro sendo incluído em  reais perspectivas de um futuro mais promissor. 

Moradia! Esse é o grande sonho de todo brasileiro. Ainda é o mais distante de se tornar realidade. Todavia, será muito mais fácil obter linhas de crédito junto a bancos do governo. Aos poucos, as tábuas velhas darão lugar ao concreto e a família poderá, enfim, dormir com mais conforto.  

Agricultura! Vivemos numa terra rica e fértil. No passado, lavorávamos nosso alimento sem poder dele usufruir. A terra é do brasileiro, que mora nela, que trabalha nela, tratando, adubando, planando e colhendo o “fruto” sagrado. 

Energia!  Trará como resultado a luz para todos.

Moeda forte! Acima de tudo, o sagrado dinheiro do trabalhador e o nosso poder de compra, se fará valer. O brasileiro poderá comprar mais com o dinheiro do próprio trabalho. Sendo assim, poderemos nos sentir cidadãos, finalmente inseridos na sociedade, tão exigente e consumista dos dias atuais.
 
4º ATO: A ESPERANÇA VENCE O MEDO – A VITÓRIA DO POVO 
Finalmente o povo está feliz. Podemos olhar para o alto e ver a ponta da esperança surgindo dentre as brumas do medo, como o cume de uma montanha despontando entre a neblina. 

O Brasil está nas mãos dos brasileiros, e isso é fato para se comemorar.
Lutamos muito, não deixamos a esperança morrer. Deus finalmente olhou para nós. Quem diria que nosso Luiz Inácio, homem do povo, menino humilde, operário, chegaria ao posto máximo da nação? E chegou. Porque o povo acreditou. 

É emocionante vê-lo chorar ao receber seu primeiro diploma, o de presidente, das mãos daqueles que antes o consideravam analfabeto, erroneamente. Mas foi o “analfabeto” que revolucionou a retórica dos discursos pesados e cansados, dando a eles a graça e o humor bem peculiar ao nordestino. Foi ele que, com sua postura imparcial, abriu as portas do mundo para que o Brasil pudesse ser considerado uma potência em desenvolvimento. Foi ele que fez com que o Brasil deixasse de ser apenas a terra do samba e do futebol, ganhando o status de terra das oportunidades. 

A ele expressamos o nosso muito obrigado, vindo do coração de todos os brasileiros que tiveram suas vidas melhoradas, que encontraram em suas palavras e em seus gestos a alegria de carregar no peito o orgulho de ser patriota e não ter vergonha de se assumir brasileiro.

Obrigado, presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
5º ATO: HOMENAGEM DA NAÇÃO CORINTIANA AO POVO BRASILEIRO 
Políticas à parte, voltemos a nós mesmos, brasileiros, fiéis, convictos de nossos ideais. Ideais de LEALDADE, HUMILDADE e PROCEDIMENTO. A lealdade ao povo brasileiro, a humildade que não nos faz ficar acima de ninguém, o procedimento traduzido pelos atos que tomamos em prol do reconhecimento de cada ser como cidadão brasileiro. 

Nascemos livres, sob uma democracia. Agora temos voz forte. E por que não usá-la? 

Podemos não abrir mão da nossa cervejinha do final de semana, o samba ainda é a nossa paixão e o futebol nossa essência. Somos típicos brasileiros. Mas isso não nos redime do dever de brigar por nossos ideais de forma otimista. 

Questionado sobre o seu otimismo, o nosso homenageado respondeu: “Sou católico, brasileiro, corintiano e ainda sou presidente do meu país, como poderia deixar de ser otimista”. E essa seria, possivelmente, parte da resposta de muitos brasileiros.

Somos corintianos, “maloqueiros e sofredores”, colocados, muitas vezes, à margem da sociedade. Desacreditados, às vezes, como já foi o corintiano Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, tal qual Lula e como todo o bom brasileiro, lutar sempre e nunca desistir é o nosso ideal. É o ideal de um vencedor e o de uma nação vencedora.
 
Aqui é Corinthians! Tem de respeitar!

Por Cleber Aguiar – Caso Ricardo Teixeira ( Notícias ) !

Fonte: O Estado de São Paulo

Federações estudam sucessão na CBF

Com a possibilidade de Ricardo Teixeira deixar a entidade, dirigentes conversam sobre nome ideal para o cargo e Weber Magalhães, de Brasília, é cotado

SÍLVIO BARSETTI / RIO – O Estado de S.Paulo

Os indícios de que Ricardo Teixeira deve deixar a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até amanhã – pediria licença ou renunciaria – deflagrou um movimento de federações estaduais em busca de um nome que pudesse substituí-lo. Há em curso uma articulação de algumas dessas entidades para que o atual vice-presidente da CBF da Região Centro-Oeste, Weber Magalhães, ocupe o cargo se Teixeira realmente deixar a confederação.

 

Primeiro na linha sucessória, por ser o mais velho entre os cinco vice-presidentes (79 anos), José Maria Marin, vice da Região Sudeste, sofre rejeição das federações. O problema teria sido resolvido ontem com a indicação de Marin para o conselho do COL (Comitê Organizador Local) da Copa de 2014. O ex-jogador Bebeto também foi nomeado para o COL. Magalhães, de 53 anos, é o terceiro vice por idade. Depois de Marin, o mais velho é Fernando Sarney, 57 anos, vice da Região Norte.

Weber Magalhães presidiu a Federação Brasiliense de Futebol de 1996 a 2004 e chefiou a delegação brasileira na Copa de 2002. É homem de confiança de Teixeira, para quem trabalhou como assessor parlamentar entre 1989 e 1992 em Brasília.

Ouvido ontem à noite pelo Estado, durante a festa de aniversário de seu pai, que completou 91 anos, Magalhães se disse triste com a possibilidade de Teixeira deixar a presidência da CBF. “Ele é um dirigente vitorioso, conseguiu dois Mundiais para o Brasil, e sempre sonhou com uma nova Copa no País.”

Cauteloso, contou que as federações receberam com surpresa a demissão de Marco Antonio Teixeira da secretaria-geral da CBF. Marco Antonio é tio de Ricardo Teixeira e nas últimas duas décadas era o elo da entidade com as federações estaduais.

Para chegar ao cargo, Weber Magalhães – técnico legislativo do Senado Federal e formado em educação física – dependeria da convocação de uma assembleia-geral, o que pode ser feito pela maioria das 27 federações a qualquer momento. “Tenho grande amizade com os presidentes de federação. Sempre os recebi muito bem aqui em Brasília”, disse. “O futebol está na minha veia há mais de três décadas”, acrescentou Weber.

A resistência ao nome de José Marin teria conotação política movida por uma disposição de não deixar a CBF sob comando de dirigentes paulistas.

“O Andres Sanchez (diretor de seleções) é voz forte na CBF, o Marco Polo del Nero (presidente da Federação Paulista) está associado ao Marin na possível empreitada. E eles já têm o Reinaldo Carneiro Bastos (vice da Federação Paulista) como a pessoa que toca a Série B do Brasileiro. É preciso brecar isso”, disse ao Estado o presidente de uma dessas federações, que esteve no Rio. Ele pediu anonimato.

Desgaste. Teixeira está desgastado com suspeitas que envolvem seu nome. Ontem, o jornal Folha de S. Paulo publicou matéria sugerindo que o dirigente está ligado à empresa Ailanto Marketing, investigada por suspeita de superfaturamento na organização do amistoso da seleção com Portugal, em novembro de 2008, em Brasília – recebeu R$ 9 milhões.

A ligação se daria pelo fato de a Ailanto – empresa do presidente do Barcelona, Sandro Rosell, ex-executivo da Nike e amigo de Teixeira – ter sido dona da VSV, cujo endereço ficava na fazenda de Teixeira, em Barra do Piraí (RJ).

A CBF, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que o endereço foi arrendado em 2008 para a Ailanto, a pedido de Rosell. O jogo Brasil x Portugal fazia parte da cota da Ambev, patrocinadora da seleção, que negociou diretamente com a Ailanto e recebeu da empresa US$ 630 mil em 13 de janeiro de 2009.

Futuro do chefe da CBF é mistério

Isolado, Ricardo Teixeira deve anunciar até o carnaval se renuncia ou permanece na presidência da entidade

LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI – O Estado de S.Paulo

Ricardo Teixeira não quis desmentir, até ontem à noite, nenhum dos boatos dos últimos dias sobre a sua eventual saída da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Teixeira, segundo fontes próximas ao dirigente, deve anunciar a sua decisão no carnaval. Ontem, após várias reuniões, o presidente da CBF decidiu indicar mais dois nomes para o conselho do Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014: o ex-atacante Bebeto, tetracampeão do mundo em 94, e seu vice na CBF, José Maria Marin.

Nos bastidores da CBF a especulação é de que o presidente vai licenciar-se do cargo por pelo menos dois meses, enquanto prepara terreno para a sua sucessão. Não estão descartadas também a renúncia ou até mesmo a sua permanência no trono.

Teixeira não revela, nem mesmo a interlocutores mais próximos, qual vai ser a sua decisão. Eles dizem que o dirigente “está silencioso”. Ontem, ele passou boa parte do dia em sua casa no Rio, com alguns assessores.

O afastamento iminente do comando da CBF, sempre segundo fontes próximas ao presidente, não está ligado à série de denúncias por parte da Fifa contra Teixeira. Nem mesmo por questões políticas ou judiciais. Até ontem, não havia nenhum processo em andamento contra o presidente da CBF e nenhuma condenação judicial no País.

Seja qual for a decisão, Ricardo Teixeira vai levar em conta o bem-estar de sua família. A sua mulher e a filha de 9 anos já estão morando em Miami há pelo menos 15 dias. Este também seria o destino do dirigente, que está no comando da CBF desde 1989.

A gota d’água para Teixeira mandar a família para Miami foi o constrangimento que a filha passou na escola, no Rio de Janeiro, ao ouvir acusações de corrupção contra o seu pai.

Pressão política. Nos últimos meses, a Polícia Federal tem acompanhado os passos do presidente, sempre segundo fontes próximas a Teixeira. As relações com o governo federal também não são boas. A presidente Dilma Rousseff não gostaria que Teixeira permanecesse na presidência do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014.

A saída do COL não seria tão simples assim. Teixeira é um dos sócios do comitê e teria de desmanchar a sociedade para que fosse constituída uma nova empresa sem a sua participação. Apesar dessas implicações jurídicas, o governo federal faz forte pressão pela saída de Teixeira do COL e se manifesta satisfeito com a presença de Ronaldo Fenômeno no comitê. Até gostaria que ele ganhasse mais poder.

A nomeação de Bebeto e Marin será anunciada hoje pela CBF. Os dois novos integrantes do COL vão dividir tarefas com Ronaldo. Um dos objetivos de Teixeira, segundo pessoas ligadas ao órgão, seria acomodar Marin e afastá-lo da disputa pela sucessão no comando da CBF.

Do lado da Fifa, a eventual queda do presidente da CBF é tratada com muita euforia, em especial por Joseph Blatter, presidente da entidade (leia mais abaixo). Blatter tem travado uma batalha acirrada contra o dirigente brasileiro, que tinha a pretensão de dirigir a Fifa a partir de 2015 na sucessão de Blatter.

Com os boatos da saída de Ricardo Teixeira da CBF, os bastidores nas principais federações estaduais entraram em ebulição.

A Federação Paulista de Futebol (FPF) evita entrar no assunto. Entre os dirigentes dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro o caso é tratado com muita cautela. / COLABORARAM WAGNER VILARON E ALMIR LEITE

Fifa faz silêncio oficial, mas o presidente Blatter dá risada

Entidade não se posiciona publicamente, mas a seus pares dirigente mostra satisfação com a delicada situação de Teixeira

JAMIL CHADE / GENEBRA, CORRESPONDENTE – O Estado de S.Paulo

Oficialmente, a Fifa se recusa a fazer qualquer comentário sobre o futuro de Ricardo Teixeira. Mas, nos bastidores, fontes na organização apontam que o presidente Joseph Blatter não esconde a satisfação com o acúmulo de acusações e problemas relacionados ao Brasil. A esperança da cúpula da entidade, porém, é de que, se uma saída ocorrer, ela deve ser rápida para não atrapalhar ainda mais a organização da Copa do Mundo em 2014.

 

Blatter considera Teixeira o maior rival de seu grupo no controle do futebol mundial. Em 2007, o suíço aceitou que o Brasil se apresentasse como único candidato para sediar a Copa de 2014. Desta forma, prenderia Teixeira na organização do evento e evitaria um confronto direto nas eleições da Fifa em 2011.

Para 2015, Blatter promete não voltar a concorrer. Mas isso não significa que aceitaria uma vitória do brasileiro. O cartola suíço coloca suas fichas em Michel Platini, atual presidente da Uefa. Por isso, não mediu esforços e nem táticas para minar Teixeira nos últimos meses.

A principal aposta de Blatter é a publicação de documentos que estão com a Justiça suíça e que, segundo a BBC, mostrariam que Teixeira teria recebido propinas no caso da ISL. Depois de anos pagando advogados para proibir a publicação de detalhes do caso, Blatter promoveu uma reviravolta e anunciou que não se oporia à divulgação. No final de 2011, a Justiça estava pronta para revelar os documentos. Mas houve recurso e as informações foram, mais uma vez, barradas.

Pela lei, uma saída de Ricardo Teixeira da CBF não significaria sua exclusão do Comitê Executivo da Fifa. Mas a aposta de seus inimigos na Suíça é de que, com sua posição fragilizada em casa, dificilmente seria um “peso pesado” na cúpula da entidade.

Mas se a queda de Teixeira pode satisfazer Blatter, a Fifa precisa de definição rápida sobre quem manda de fato no futebol brasileiro. A preparação para a Copa está atrasada, a entidade já perdeu a paciência em relação à Lei Geral, ainda não aprovada, e teme que um vácuo de poder comprometa o Mundial.

ICFUT – Libertadores 2012 – 16/02/2012

Melhores Momentos: The Strongest 2 X 1 Santos Pela Taça Libertadores

Melhores Momentos De Deportivo Táchira 1 X 1 Corinthians

Melhores Momentos: Lanús 1 X 1 Flamengo Pela Taça Libertadores Da América

Zamora vs Boca Juniors 0-0 Copa Libertadores 2012

Nacional 2 U de Chile 0 Copa Libertadores 2012

Por Rogerinho – Rogério Ceni ganha destaque no site oficial do Real Madrid

Em entrevista no CT do clube espanhol, ídolo do São Paulo falou sobre Kaká, Cristiano Ronaldo e José Mourinho

FONTE – IG ESPORTES

Foto: Divulgação/ Real Madrid

Rogério Ceni visitou o CT do Real e tirou foto com Kaká e Marcelo

Principal ídolo da história do São Paulo, Rogério Ceni está fazendo sucesso no Velho Continente. Devido à lesão no ombro direito, o camisa 1 ganhou duas semanas de folga e viajou para a Espanha. No Centro de Treinamento do Real Madrid, o jogador brasileiro concedeu entrevista e ganhou destaque no site oficial do clube espanhol.

De quebra, várias estrelas da equipe de José Mourinho como Casillas, Marcelo e Kaká fizeram questão de tirar uma foto com o goleiro-artilheiro.

“Eu queria saber como funcionava o Real Madrid. Este clube é um exemplo para todas as equipes do mundo e depois da lesão que tive no ombro surgiu a oportunidade de conhecer os métodos de José Mourinho, que é uma pessoa admirável. Foi uma grande oportunidade para aumentar meu conhecimento”, comentou.

Durante a entrevista, Rogério Ceni falou sobre a ligação com o meia-atacante Kaká, ex-jogador do São Paulo.

“É fantástico como jogador e como pessoa. O conheço desde os 18 anos. Quando ele começou a treinar com a equipe principal do São Paulo, já se via que era diferente dos demais”, explicou.

Considerado um dos melhores batedores de falta do mundo, o goleiro do São Paulo ainda analisou as qualidades do atacante Cristiano Ronaldo na bola parada.

“Ele bate na bola de uma forma incrível. O posicionamento dele na cobrança da falta é diferente dos outros jogadores, não sei explicar. Ele pega de frente e bate muito forte. Quase sempre, a bola muda de trajetória no meio do caminho e complica a vida do goleiro”, analisou.

Para completar, Rogério também elogiou muito o técnico português José Mourinho.

“Mourinho é espetacular. Faz um trabalho diferenciado, tático… Gosto do modo como ele fala com seus jogadores, a relação de proximidade que cria com eles e a forma como coordena o espaço entre os jogadores e a imprensa. Tudo isto é importante para que exista um ambiente bom e agradável”, disse.

Por Rogerinho – Na Bolívia, Santos perde uma série de gols e leva castigo no fim

Neymar, Ganso, Elano & Cia. desperdiçam uma dezena de boas chances,
e Peixe acaba tomando a virada do The Strongest aos 45 da etapa final

FONTE – GLOBOESPORTE.COM

Na receita do Santos tricampeão da Libertadores, principalmente após Muricy Ramalho assumir o comando do time, a proposta de jogo era clara: um time seguro, que ganhava seus jogos na genialidade dos craques – quase sempre Neymar. Pois o Peixe que perdeu por 2 a 1 do The Strongest, da Bolívia, em La Paz, na estreia na competição sul-americana, fez exatamente o oposto disso: se expôs de forma absurda, criou inúmeras chances de gol, só fez um e acabou castigado no fim. Como diz Muricy, “a bola pune.”

Curiosamente, o técnico santista corrigiu a postura equivocada logo após ver o time tomar esta atitude ainda na Libertadores do ano passado, em jogo contra o Colo-Colo, na “pilhada” vitória santista por 3 a 2, na Vila Belmiro.

Nesta quarta, na Bolívia, as possibilidades de gol para os dois lados foram tantas que, em dado momento, mais parecia uma partida amistosa, do que propriamente um jogo de profissionais. Principalmente no segundo tempo, os dois setores de meio-campo inexistiram, e o confronto virou um duelo entre ataques e defesas.

Para os torcedores que compareceram ao Estádio Hernando Siles, o espetáculo dentro de campo foi fantástico. Para as pretensões santistas de chegar ao tetra da Libertadores, a derrota foi um balde d’água fria, que evidenciou um time muito vulnerável e inseguro. O alerta foi ligado.

O próximo jogo do Santos na Libertadores é contra o Inter, dia 8 de março, às 19h30m (de Brasília), na Vila. Pelo Paulistão, o time enfrenta o Mirassol, sábado, às 18h30m, fora de casa, no estádio Municipal. Muricy, provavelmente, vai poupar os titulares.

Neymar Santos x The Strongest (Foto: EFE)
Neymar carrega a bola cercado por jogadores do The Strongest

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Começo eletrizante

Os 45 minutos iniciais do Santos na Libertadores não poderiam ser mais eletrizantes. Toda a prometida correria do The Strongest, aproveitando a altitude de 3.660m acima do nível do mar, se confirmou. Mas não só com rapidez, como também com um jogo técnico e de inúmeras finalizações. Parecia regra para os bolivianos: abriu, bateu.

Desde o apito inicial até o último sopro do árbitro, o jogo seguiu em ritmo alucinante. Justamente o que o “Tigre” queria. Apesar de criar várias oportunidades, o Santos aceitou a condição do adversário e caiu na armadilha dos bolivianos. Em ambos os lados, todas as principais jogadas de ataque passavam pelos pés dos dois cérebros dos times: Paulo Henrique Ganso e Pablo Escobar. Não por acaso, os dois vestem a camisa 10 em seus respectivos times.

Sempre na canhota dos dois meias, a partida se desenvolvia. Tanto que antes de o Peixe abrir o placar, Escobar já havia ameaçado duas vezes. O The Srongest, porém, foi punido pela falta de pontaria. Novamente em jogada ensaiada da dupla de gênios do Santos, convocada para a Seleção Brasileira, saiu o gol. Ganso repetiu a jogada realizada contra Palmeiras e Botafogo-SP, achou a cabeça da joia, que escorou livre para bela defesa de Daniel Vaca. No rebote, Henrique não perdoou.

O tempo foi passando, e com ele as chances dos dois lados aumentaram. Em casa, o Tigre queria dar uma resposta para a torcida e tinha maior volume de jogo. Depois de muito martelar, a equipe chegou ao empate. E com justiça. Após Neymar perder ótima chance, em cruzamento de Borges, Soliz, sempre aberto pela direita, cruzou rasteiro. A bola percorreu toda a extensão da grande área até encontrar os pés do meia Cristaldo, que só completou para o gol: 1 a 1. Antes do intervalo, ainda houve tempo para Neymar, em vão, fazer boa jogada e quase recolocar o Peixe na frente.

Jogo segue eletrizante, e Tigre vira no fim

A tônica do segundo tempo começou parecida com a do primeiro: correria dos dois lados e jogo aberto, com muitas chances de gol. Pablo Escobar, sempre ele, criou as melhores chances para o The Strongest, na maioria das vezes finalizando de fora da área. Usando o fator casa, o Tigre abusou das “tabelinhas” com os gândulas. Por duas vezes, a equipe criou lances de perigo após repor rapidamente a bola no campo, pegando a defesa do Peixe desprevenida.

Na segunda delas, Rafael vacilou. Daniel Vaca cobrou tiro de meta rápido e pegou a defesa santista toda aberta. A bola ganhou força e iria para as mãos do camisa 1, convocado para a Seleção. Ele tentou dominar no peito e perdeu. Parada aproveitou, mas foi derrubado pelo santista, que só levou amarelo.

O Alvinegro só voltou a ameaçar quando Muricy substituiu Ibson por Elano. O camisa 8 entrou muito bem e iniciou duas ótimas jogadas santistas. Na primeira, Neymar driblou o goleiro Vaca, tabelou com Ganso e finalizou, mas teve seu gol evitado por um zagueiro. Na segunda, novamente Neymar, recebendo passe primoroso de Ganso, o melhor do Peixe em campo, finalizou cruzado para fora.

Foi então que o meia teve a grande chance de se redimir da fase ruim e sacramentar a vitória, mas derpediçou. Neymar enfiou a bola do jogo para Elano que, com tempo para pensar, parar a bola e finalizar, carimbou o travessão.

A partida seguiu eletrizante até os momentos finais, provando o bom condicionamento físico do Santos. As chances continuaram a surgir. Parecia incrível como um ataque com tantos jogadores de qualidade não conseguia colocar a bola no gol boliviano. Numa circunstância dessas, um empate já seria ruim. Derrota? Só no pior pesadelo.

Mas foi o que aconteceu. Já aos 45, num lance de escanteio, Pablo Escobar cruzou na cabeça de Rodrigo Ramallo, que completou para a rede. Bolivianos em festa, santistas desesperados. Os 3.660m de altitude não influenciaram, mas o Santos não pode ficar vulnerável desta forma e perder tantas chances como desperdiçou. Se quiser reconquistar a América, o Peixe precisa usar o castigo que tomou no fim como lição.