Por Rogerinho – Corinthians e São Paulo fazem clássico para espantar turbulências

FONTE – GAZETA ESPORTIVA.NET

Corinthians e São Paulo ainda não perderam no Campeonato Paulista, mas estão pressionados por tropeços inesperados na última rodada. Às 17 horas (de Brasília) deste domingo, no Pacaembu, os rivais irão se encontrar não apenas com o objetivo de terminar a sétima rodada na liderança, mas também de ampliar a estabilidade.

Alvinegros e tricolores fazem campanhas idênticas até aqui: quatro vitórias, dois empates e 14 pontos conquistados. Ninguém ostenta aproveitamento melhor nesta edição do torneio estadual, mas perder o primeiro clássico da temporada pode ter consequências desagradáveis para ambos.

São Paulo de Leão entra em campo para esquecer de vez a goleada sofrida para o Timão de Tite em 2011

Para o Timão, que na quarta-feira cedeu uma igualdade por 1 a 1 ao Mogi Mirim mesmo jogando com um homem a mais, o Majestoso tem contornos continentais. A equipealvinegra entra em campo pensando também na partida de quarta-feira, contra o Deportivo Táchira, na Venezuela. Será o passo inicial para mais uma tentativa de faturar a tão sonhada Libertadores.

Até por isso, três importantes titulares serão preservados. O meia Alex e os atacantes Emerson e Liedson não enfrentarão o rival para amenizar o desgaste e em seus lugares entram Jorge Henrique, Willian e Elton. O lateral direito Alessandro e o zagueiro Chicão, que não jogaram no meio de semana, retornam nas vagas que foram ocupadas por Welder e Wallace. Já o meia Douglas, ainda sem totais condições físicas, ficará no banco de reservas.

“Os jogos se fundem. O desempenho contra o Mogi aumenta a expectativa para o clássico, que gera confiança para o jogo da Libertadores e depois para o São Caetano (no sábado seguinte, novamente pelo Paulistão, quando apenas reservas serão escalados). Um jogo está grudado no outro”, raciocina o técnico Tite.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Corinthians pode ter a volta do meia Douglas no clássico deste domingo: meia estará no banco de reservas

Já o Tricolor, que decepcionou sua torcida ao empatar na quinta-feira com o Comercial, também por 1 a 1, segue focado somente no Estadual, mas pode prejudicar a adaptação de seus novos reforços em caso de vacilo diante de um adversário que costuma ser indigesto.

“O Corinthians é como o São Paulo, entra para vencer em qualquer partida e qualquer campeonato. Pode parecer repetitivo, mas o clássico é um campeonato à parte para todos nós. Temos a obrigação de vencer o Corinthians e eles têm a obrigação de vencer a gente. Temos que entrar ligados”, comentou o zagueiro Rhodolfo, que segue como capitão.

Os históricos oponentes duelaram três vezes em 2011. Na primeira delas, em março, Rogério Ceni marcou seu centésimo gol e abrilhantou a vitória por 2 a 1 pelo Paulistão. No Campeonato Brasileiro, porém, a alegria mudou de lado. No primeiro turno, o Corinthians venceu por 5 a 0 e abalou as estruturas do rival no último encontro entre eles no Pacaembu. Na segunda metade do torneio, o empate por 0 a 0 foi considerado um divisor de águas por Tite na luta pelo pentacampeonato.

Agora reformulado e com Emerson Leão no comando técnico, o clube aposta em dois dias de refúgio no Centro de Formação de Atletas de Cotia para voltar ao Pacaembu e sair com a vitória e com a manutenção da liderança no Estadual – terminou a última rodada empatado em pontos com Corinthians e Palmeiras, mas superior nos critérios de desempate.

Rogério Ceni (cirurgia no ombro), Luis Fabiano (lesão na coxa) e Fabrício (recuperado de tendinite no tornozelo, mas sem ritmo de jogo) permanecem fora. Em relação ao time que empatou com o Comercial, as novidades serão os retornos de Wellington e Piris. O volante foi poupado para evitar o segundo cartão amarelo, enquanto o lateral direito paraguaio se recuperou de contratura na coxa e está apto para voltar na vaga do zagueiro improvisado João Filipe.

A dupla de ataque segue sendo formada por Lucas e Willian José, sendo que este já marcou quatro gols na competição. A única dúvida está mesmo na manutenção do losango de meio-campo com Wellington, Cícero, Maicon e Jadson. Os dois últimos, principalmente Maicon, desagradaram ao treinador na última rodada. Assim, Casemiro e Denilson podem aparecer no time titular.

Com a ausência dos ídolos Rogério Ceni e Luis Fabiano, Rhodolfo permanecerá com a braçadeira de capitão

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS X SÃO PAULO

Local: Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu), em São Paulo (SP)
Data: 12 de fevereiro de 2012, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Raphael Claus
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Vicente Romano Neto
Assistentes adicionais: Luiz Flavio de Oliveira e Leandro Bizzio Marinho

CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo; Jorge Henrique, Willian e Elton
Técnico: Tite

SÃO PAULO: Denis; Piris, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Wellington, Casemiro (Maicon), Cícero e Jadson; Lucas e Willian José
Técnico:Emerson Leão

Opinião Pessoal – Amigos(as) ICFUTISTAS, simplificando, vitória TRICOLOR e ponto final, somos muito superiores mesmo sem Luis Fabiano e o MITO Rogerio Ceni.

por Cleber Aguiar – Apoiado por Andrés, Mário Gobbi é eleito presidente do Corinthians

Fonte: Gazetaesportiva.net

Mário Gobbi Filho é o novo presidente do Corinthians. O delegado de 50 anos tinha o apoio do antecessor Andrés Sanchez para derrotar o oposicionista Paulo Garcia e ganhar o direito de comandar o clube pelos próximos três anos. O diretor de marketing Luis Paulo Rosenberg e Elie Werdo são os vices.

Tinham direito a votar os 11.436 sócios com mensalidade em dia. Deste total, cerca de 3.300 foaram ao Parque São Jorge. Os números que deram a vitória a Gobbi ainda não foram divulgados.

A votação começou às 9 horas e terminou às 17 horas. O ambiente ficou agitado durante todo o período, com a presença dos dois candidatos, seus pares e muitos associados. Destaque para Andrés, que caminhava ao lado de Gobbi carregando em sua camisa a mensagem “Não para, não para, não para”, referência a uma música da torcida alvinegra e à continuidade que o novo presidente dará a seus projetos. 

Fernando Dantas/Gazeta Press

Mário Gobbi Filho, delegado de 50 anos, derrotou Paulo Garcia e é o novo presidente do Timão

Mário Gobbi, que foi diretor de futebol durante três anos do mandato de Sanchez, tem como principal objetivo dar sequência aos feitos alardeados pela última gestão. Estruturalmente, suas missões são obter já nos próximos meses um contrato de naming rights para o estádio que está sendo construído em Itaquera, concluir as obras do centro de treinamento das categorias de base (anexo ao dos profissionais) e viabilizar a transformação da Fazendinha em uma casa de shows. 

As ações publicitárias também pautaram o discurso eleitoral do situacionista. Apesar dos protestos da torcida, ele aprova a instituição de camisas de cores alternativas – como o roxo e o grená. A iniciativa de angariar torcedores na China com a contratação de um atleta asiático (Chen Zhizhao aguarda sua documentação para vir ao Brasil) também agrada.

Mário Gobbi e Andrés Sanchez: situação continuará comandando o Corinthians até 2015

Ele também não se importa em manter o clube endividado. Andrés sempre preferiu investir em estrutura e na contratação de jogadores renomados como Ronaldo e Adriano a amortizar o valor do débito alvinegro, que saltou de R$ 101,6 milhões em 2007, último ano da gestão Alberto Dualib, para R$ 178,9 milhões no fim de 2011. 

Em contrapartida, houve evolução na receita total nos últimos quatro anos: pulou de R$ 133,7 milhões em 2007 para R$ 290,5 milhões em 2011, a maior entre todos os clubes brasileiros. Além disso, as contas foram fechadas no azul pela quarta vez seguida, com saldo positivo de R$ 5,3 milhões.

 

Mário Gobbi se apega a conquistas de Andrés para fazer jus a favoritismo

 

Helder Júnior e Fellipe LucenaSão Paulo (SP)

Mário Gobbi se benzia compenetradamente diante de imagens religiosas quando foi surpreendido pela reportagem da GazetaEsportiva.Net  em sua sala, no Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), no bairro de Pinheiros. Naquele altar, chamava a atenção uma fotografia do delegado abraçado ao presidente licenciado Andrés Sanchez. É na aliança com o diretor de seleções da Confederação Brasileira de Futebol(CBF) que o candidato da situação se apega para confirmar o favoritismo e ser eleito presidente do Corinthians neste sábado.

Diretor de futebol durante três anos de mandato de Andrés Sanchez, Mário Gobbi tem como principal objetivo dar sequência aos feitos alardeados pela última gestão – conforme indica o lema “deixa continuar”, estampado em adesivos e panfletos de campanha da chapa “Renovação e Transparência”. Estruturalmente, suas missões são obter já nos próximos meses um contrato denaming rights para o estádio que está sendo construído em Itaquera, concluir as obras do centro de treinamento das categorias de base (anexo ao dos profissionais) e viabilizar a transformação da Fazendinha em uma casa de shows.

Com o diretor de marketing Luis Paulo Rosenberg como seu candidato a vice-presidente, Mário Gobbi não poderia se esquecer ainda das ações publicitárias em seu discurso eleitoral. O candidato que tinha a superstição de assistir aos jogos decisivos do Corinthians com um par de meias lilás se orgulha da instituição de camisas roxas e de outras inovações do clube nos últimos anos, como a iniciativa de angariar torcedores na China. Para gerar novas receitas dessa forma, contratar jogadores renomados e ganhar títulos, o delegado de 50 anos não se importa em lidar melhor com torcedores organizados nem em aumentar os quase R$ 150 milhões de dívidas do Corinthians.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Mário Gobbi Filho é o candidato da chapa da situação, com Luis Paulo Rosenberg e Elie Werdo como vices

Gazeta Esportiva.Net: Como foi a transição de torcedor do Corinthians até a candidatura à presidência?
Mário Gobbi: Comecei a gostar do Corinthians em Jaú, onde nasci em 1961. Morei lá até os meus 17 anos. Tive grandes ídolos, como Rivellino, um cara que produzia verdadeiras obras de arte, Sócrates [era contrário ao presidente Andrés Sanchez], o maior jogador que vi na minha vida, Palhinha, Roberto, um meia que veio do Botafogo e jogou um ano no nosso time, Vaguinho, Moisés, Zé Maria, Wladimir, Ado, o primeiro goleiro que acompanhei… Essa é a parte antiga. Peguei a fase dos 23 anos sem títulos. Em Jaú, uma cidade muito pequena, com predomínio da colônia italiana, foi um período complicado. O Palmeiras vivia um bom momento na época. Como sabiam que eu era extremamente fanático, as pessoas mexiam comigo, caçoavam. Sofri bastante. Fui até radical, deixando de me relacionar com torcedores de outros times. Só conversava com quem era corintiano. Formamos um grupo de fanáticos. Em 1977, íamos à igreja todos os dias, fazíamos promessas e tudo o mais para pedir a Deus para o Corinthians ser campeão paulista. Deu certo. Tive algumas superstições também. Mais tarde, achava que só venceríamos se eu assistisse às partidas com um par de meias lilás. Quando o Viola marcou o gol do título paulista de 1988, eu estava com as minhas meias [risos]. Lembro que, quando criança, pedi um lençol branco para a minha mãe e passei 15 dias pintando o tecido com guache, para fazer uma bandeira do Corinthians. Hoje, estou mais sério, acreditando em outras coisas. Quando vim para São Paulo para fazer cursinho e trabalhar, percebi que precisava virar um homem, cuidar da minha vida, ainda que fosse bastante aos estádios. Meu tio, um dentista muito bem de vida, tinha um carro da marca Landal e sempre me convidava: “Mário, vamos ao jogo comigo, que é mais confortável”. Eu recusava: “Corintiano tem que ir de ônibus, na arquibancada, para sofrer [risos]”. O tempo foi passando, e eu me casei e passei no concurso público para delegado. Em 2000, com essa vida estabilizada, achei que era a hora de virar sócio do Corinthians. E estou aqui agora, muito honrado por ter sido escolhido pelo meu grupo para ser candidato a presidente. Quando me afastei da diretoria de futebol, em 7 de dezembro de 2010, já comecei a fazer campanha com os associados. Saí porque não podia levar a política para dentro do meu departamento, sob risco de causar prejuízos irreparáveis para o clube. Sou ético e estou fazendo tudo paulatinamente. Sei que administrar o Corinthians é algo extremamente relevante, espinhoso. A gestão deve ser conduzida dentro de princípios rígidos. 

GE.Net: Em meio à campanha, como o senhor tem acompanhado o processo de construção do estádio em Itaquera?
Mário Gobbi:  O processo está sendo conduzido pelo Andrés Sanchez e pelo Luis Paulo Rosenberg. Aliás, já está sacramentado. Como presidente, terei que dar sequência e cuidar para que tudo termine no prazo prometido. Converso bastante com o Andrés e com o Luis Paulo e sei que as coisas caminham bem. A finalização do estádio até transcende o Corinthians, uma vez que precisa ficar pronto para a abertura da Copa do Mundo. Pelo que vejo, tenho certeza de que acabaremos em 2013. Visitei as obras recentemente. Está ficando muito bonito. O Corinthians terá o estádio mais moderno do mundo.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Religioso, Gobbi garante de ser capaz de iluminar a construção da Arena Corinthians

GE.Net: Acha possível obter o contrato denaming rigths até abril? [O Corinthians venderá o nome de seu estádio a uma patrocinadora para pagar o empréstimo concedido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES.]
Mário Gobbi: Olha… O Rosenberg também me falou que seria mais ou menos por aí. Mas, quando você estipula um prazo, se por um acaso as coisas não se desenvolvem como imaginamos, fica uma imagem de fracasso. Não há prazo. O Corinthians tem dez anos para pagar o empréstimo de R$ 400 milhões. Vamos com calma, analisando as melhores ofertas. Tenho certeza de que quitaremos a dívida. Pelas conversas que tive, há interessados. Só que não estamos falando de algo que se revolve do dia para a noite. Sou muito confiante: venderemos o nome do estádio tranquilamente, e as coisas sairão conforme previsto. 

GE.Net: O que o senhor pensa a respeito de uma cobertura para o estádio?
Mário Gobbi: A oposição tocou nesse ponto, mas o estádio já será inteirinho coberto ao público. A parte central ficará aberta. Quando planejamos a arena, as empresas consultadas acharam que esse seria o melhor procedimento. A Fifa também entende que não se deve cobrir tudo. É salutar existir um vão para entrar sol, ar e por aí vai. Fizemos nesses moldes por isso.

GE.Net: Caso a sua vitória na eleição seja confirmada, o Corinthians voltará a jogar no Morumbi até a inauguração da arena de Itaquera? [Andrés Sanchez deixou de alugar o estádio do rival São Paulo na última gestão.] 
Mário Gobbi: [Pausa] Bom… Se responder, vou me colocar na condição de presidente eleito e desrespeitar o eleitor e o meu colega, o Paulo, que também é candidato. Prefiro dizer assim: se eleito for, falarei sobre questões como essa. Está certo? Mas percebo que a torcida do Corinthians gostaria de permanecer no Pacaembu. Já disputamos a Libertadores lá em 2010, o ano do centenário, e não houve problema de espaço. A questão não é essa. Estamos falando de ter uma casa que conhecemos o cheiro, um lar em que saibamos onde está cada coisa sem olhar, o nosso pijama, o nosso travesseiro, a nossa cama. Isso é jogar em casa. Por que o Palmeiras jogava no Parque Antártica? Porque é a casa do Palmeiras, com ânimos definitivos. O Pacaembu também tem sido a nossa casa de quatro anos para cá.

GE.Net: As obras do centro de treinamento das categorias de base, anexo ao dos profissionais, ocorrem paralelamente às do estádio. O que o senhor pensa a respeito?
Mário Gobbi: Já me informaram que a terraplanagem está pronta e que o Corinthians obteve os incentivos necessários para a construção deste CT. As categorias de base serão prioritárias na gestão que virá. O Corinthians tem que formar jogadores sem pensar em ganhar títulos nas divisões inferiores. Conquistas de campeonatos são consequências. No mandato do Andrés, o CT teve que deixar Itaquera em função das obras do estádio. Isso gerou problema: uma parte da base foi para Guarulhos e outra ficou na Fazendinha. Conciliar tudo em um mesmo local é um dos grandes desafios e compromissos que teremos. O Corinthians até revelou muitos jogadores nos últimos anos. Por exemplo: foram promovidos Marcelinho, Boquita, William Morais, Dodô, Xuxa, Bruno Bertucci… Ocorre que eles não vingaram. Isso é um fenômeno comum no futebol. Quando fui diretor, também contratei grandes atletas que não deram certo. Há um rol de fatores subjetivos para explicar isso. Ganhamos inúmeros títulos na base com o Andrés. Só de Copinha, foram dois em quatro anos, o que é difícil. Agora, vamos cuidar para que todo o ciclo de formação dos jogadores seja concluído, coroando no time de cima o bom futebol mostrado anteriormente.

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Candidato da situação é cauteloso ao falar de reforços, mas sorri para o futuro das categorias de base

GE.Net: Existe uma meta de contar com determinado porcentual de atletas vindos da base na equipe profissional?
Mário Gobbi: É claro que temos essa meta, mas vamos trabalhar antes de falar alguma coisa assim. Prefiro deixar para estipular uma quantidade depois, até porque cairemos em questões subjetivas se pensarmos assim. Veja o Santos: ganhou a sua última Copa São Paulo em 1984, em contrapartida revelou uma série de jogadores de lá para cá. 

GE.Net: Se não revelou tantos jogadores nos últimos anos, o Corinthians se notabilizou por sempre contar com uma estrela internacional no elenco, como Ronaldo e Adriano. Essa característica continuará em uma eventual gestão sua?
Mário Gobbi: É necessário mesclar. Você não pode formar um time só de garotos. Eles precisam estar ao lado de grandes nomes. Os ícones conseguem atrair receitas para o clube. Não tenham dúvidas de que o Corinthians, já com uma chamada forte por ter atletas de expressão, continuará assim. É algo muito importante.

GE.Net: A estrela internacional do futuro pode ser o Tevez?
Mário Gobbi: Inegavelmente, o Tevez é um grande ídolo da torcida do Corinthians. O presidente Andrés Sanchez tentou trazê-lo e não teve êxito. O assunto esfriou agora por causa de alguns impedimentos. De qualquer forma, sempre mantive os pés no chão quando comandei a diretoria de futebol. Vocês lembram? Nunca gostei de ficar divagando em cima de sonhos. Vamos com calma para ver se é possível trazer o Tevez. O Andrés teria feito isso se fosse viável.

GE.Net: O senhor reforçaria ainda mais o elenco do Corinthians para a Copa Libertadores da América? Falou-se muito na possível contratação do Montillo nos últimos meses.
Mário Gobbi: Aí, eu já estaria falando como presidente. Não sou presidente. Sou só um candidato a presidente. Eleição no Corinthians nunca é fácil, e o candidato adversário merece muito respeito. Quero trabalhar para vencer a eleição primeiro e, depois, conversar com a comissão técnica para analisar o que será necessário fazer. Em relação ao Montillo, o presidente me falou que as negociações estão paradas. Se bem que temos até 13 de fevereiro para inscrever jogadores na Libertadores…

Fernando Dantas/Gazeta Press

Delegado pretende se inteirar sobre os problemas disciplinares de Adriano

GE.Net: Ainda acredita que o Adriano possa ser um dos destaques do Corinthians na Libertadores?
Mário Gobbi: O Adriano é um grande jogador, um centroavante matador, que chegou ao Corinthians e sofreu uma lesão complicada. A evolução dele foi atrapalhada. O atleta tem contrato até junho, e o Corinthians cumpre os seus compromissos. Vamos aguardar o desenrolar dos jogos, dos campeonatos. A gente ainda tem alguns meses para ver como ele se sai. Como estou afastado do futebol, preciso conversar com os diretores para me inteirar da situação. Adriano é um assunto para o futuro. 

GE.Net: Como o senhor lidaria com problemas de indisciplina do Adriano?
Mário Gobbi: Não sei o motivo de ele ter faltado naquele dia. Eu não estou lá, então não posso falar. Quando deixei o departamento de futebol, eu me afastei por completo. Parei de frequentar até os estádios. Hoje, torço pela televisão. Fiz isso exatamente para não parecer que estou me intrometendo, em respeito à diretoria atual. O Corinthians tem dirigentes que sabem como proceder em casos de indisciplina. Prefiro não comentar sobre algo que não sei.

GE.Net: Torcedores organizados do Corinthians protestaram contra o Adriano, assim como já pediram as saídas dos técnicos Tite e Mano Menezes nos últimos anos. Como seria a sua relação com as uniformizadas na condição de presidente?
Mário Gobbi: Respeito toda a torcida do Corinthians, o maior patrimônio do clube. Torcedor pedir demissão de treinador, cobrar isso e aquilo é normal desde quando me entendo como corintiano. Não vou mudar essa cultura. O radicalismo não leva a lugar nenhum. Diálogo sempre é bom. Foi o que fiz quando estive na diretoria de futebol [desentendeu-se com alguns torcedores organizados e chegou a ser agredido por um deles, porém sempre esteve disposto a ouvir]. Conversando, temos uma chance de dizer para as organizadas por que não dá para agir de determinada maneira. Nem sempre o que se pensa externamente é possível executar internamente. O que temos de abolir do futebol são as depredações, a violência. As manifestações pacíficas fazem parte e estão inseridas no contexto de um clube popular como o Corinthians. A gente também fala muito das maiores organizadas, mas hoje há uma infinidade de grupos de torcedores que se juntam para ver os jogos nos estádios. Respeito todo mundo. E repito: o torcedor é o maior patrimônio do Corinthians.

GE.Net: As organizadas eram contrárias à instituição de um terceiro uniforme para o Corinthians, como o roxo e o grená. Qual é a sua opinião sobre essas inovações?
Mário Gobbi: Na verdade, a reclamação não recaiu sobre as camisas, mas sobre os produtos patenteados que eram roxos. Tanto foi assim que a camisa bordô, sem levarmos essa cor para outras coisas, teve um feedback positivo [em jogo contra o Coritiba, no ano passado, torcedores invadiram o gramado da Fonte Luminosa para reclamar do grená]. A terceira camisa é importante. Acho algo fantástico, feito por todos os grandes clubes da Europa. Coincidentemente, tive até as minhas meias lilás, como contei, para ser pé-quente [risos]. Sinto que a maioria da torcida também gosta das novidades, até porque estamos vendendo muito. As organizadas só acham que o bonequinho não precisa ser bordô. Os demais produtos continuarão com as nossas cores tradicionais, o preto e o branco.

GE.Net: Os uniformes do Corinthians estão visualmente poluídos com propagandas. O presidente Andrés Sanchez sonhava em limpar as camisas em um futuro distante. Considera viável?
Mário Gobbi: Talvez seja possível mais para a frente. Entendo que ainda é cedo para isso. Os outros clubes até passaram a nos seguir nesse sentido, com publicidade em partes diferentes de suas camisas. Começou com a gente.

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Gobbi abre os olhos para as receitas do marketing, sejam com camisas diferentes ou jogador vindo da China

GE.Net: Após essas inovações, o departamento de marketing ficou obcecado em atingir o mercado chinês, inclusive com a contratação de jogadores orientais. O senhor concorda?
Mário Gobbi: Acho uma ideia genial, que pode dar grandes frutos ao Corinthians. O mercado chinês é fecundo. Nada melhor do que ter um jogador chinês no elenco e ainda levar o Corinthians para fazer alguns jogos na China. Um dos grandes saltos da última gestão foi a revolução feita pelo departamento de marketing no futebol brasileiro. Nosso marketing nunca para de investir. Foi ele que transformou a receita do clube em R$ 290 milhões por ano. 

GE.Net: O faturamento do Corinthians aumentou nos últimos anos, mas as dívidas também. Como resolver essa equação?
Mário Gobbi: Você não pode deixar de crescer, e a sua receita só aumenta com investimentos, com gastos. Assumimos o clube com R$ 60 milhões de receitas e R$ 100 milhões de dívidas. Hoje, temos R$ 290 milhões de receitas e R$ 150 milhões de dívidas. Não melhorou? A gente não precisa liquidar tudo. Ao mesmo tempo em que podemos amortizar as dívidas, devemos investir em CT, em grandes jogadores e em melhorias no clube. Obviamente, isso gera receitas e despesas. Você só ganha mais se investir mais.

GE.Net: O presidente Andrés Sanchez sempre defendeu que o fim das dívidas do Corinthians não deveria ser prioridade, uma vez que “todas as grandes empresas devem”. O clube será eternamente devedor?
Mário Gobbi: Isso não é uma teoria do Corinthians. Não somos nós que estamos falando. Vivemos em uma era da especialização, e o clube tem especialistas nas áreas de finanças e de marketing que pensam dessa forma. Trata-se realmente da política das grandes empresas. É simples: não podemos deixar de investir para só pagar as contas porque, dessa forma, a receita vai cair. Quanto mais a receita sobe, mais facilidade você tem de arcar com as suas dívidas. É claro que vamos executar os pagamentos. Faz só quatro anos que adotamos essa filosofia no clube. Ainda precisamos sedimentar.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Candidato tem projeto para transformar a Fazendinha em uma casa de shows

GE.Net: Com altos investimentos em estádio, centro de treinamento e contratações de atletas, sobra dinheiro para gastar com a sede social do clube?
Mário Gobbi: Não podemos deixar de pensar no Parque São Jorge, no nosso associado. Morei 17 anos em Jaú. Naquela época, todo o meu lazer estava no clube. Sei o quanto um clube é importante para as pessoas. Os sócios querem ser bem tratados lá dentro, ter uma academia de ginástica em ordem, nadar em uma boa piscina, usufruir de instalações bonitas e conservadas. Trabalharemos por isso. 

GE.Net: A Justiça ordenou que o Corinthians devolvesse à Prefeitura o espaço atualmente utilizado como estacionamento no Parque São Jorge. Como solucionar o problema?
Mário Gobbi: Essa questão do estacionamento ficou pendente, sub judice. Não foi a última administração que avançou a grade e apropriou-se da rua como estacionamento. A situação está sendo conduzida pelo departamento jurídico do clube, para que o Corinthians e o município tenham os menores prejuízos possíveis. Além disso, estamos elaborando um plano diretor para o Corinthians. Sem ele, as coisas no Parque São Jorge ficam sem coordenação. Dentro do nosso plano, está prevista a construção de um estacionamento vertical para os sócios. Na parte superior, ficariam as quadras, que saíram de seus locais atuais.

GE.Net: Qual será o futuro da Fazendinha sem receber mais os treinamentos do time profissional, que foi para o CT Joaquim Grava?
Mário Gobbi: Abordamos a Fazendinha no nosso plano diretor. Queremos transformá-la em uma arena multiuso, na maior casa de espetáculos da Zona Leste de São Paulo, que é carente de algo assim. Seria uma fonte de renda muito grande para o clube. Mas é um projeto que demanda tempo para ser viabilizado porque depende de autorizações da Prefeitura, de infra-estrutura, de parceiros e de muitas outras coisas. É algo palpável, porém vamos cuidar de tudo com cautela. Trabalharemos para deixar essa arena multiuso encaminhada para ser concluída em uma gestão futura, assim como fizemos com o estádio.

GE.Net: Sem os jogadores de futebol no Parque São Jorge, haverá mais abertura para atletas de outras modalidades na sede social? O presidente Andrés Sanchez apostou em alguns consagrados, como o lutador Anderson Silva e o nadador Thiago Pereira, que pouco utilizam as dependências do clube.
Mário Gobbi: Foram grandes jogadas de marketing! Pretendo expandir, conversando com os sócios antes de investir em mais esportes amadores. Dentro do departamento de marketing, criaremos um setor destinado exclusivamente a cuidar disso. Mas não podemos pular etapas. Não posso sair vendendo para as grandes empresas aqueles esportes que não têm peso publicitário. E o que tem peso hoje, sem contar o futebol? O futsal, que é transmitido ao vivo pela televisão, e a natação, pois todas as finais de campeonatos contam com atletas do Corinthians nas raias. A natação corintiana é tradicional. Quando nossos nadadores atingem determinado patamar, são contratados por outros grandes clubes do esporte. Queremos que ninguém mais saia do Corinthians. Vamos pegar o futsal, a natação e até o Anderson Silva para alavancar os demais esportes amadores. Depois disso, por que não sonhar em ter atletas nossos nas Olimpíadas? É um projeto embrionário, mas com futuro.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Mário Gobbi conta com o presidente licenciado Andrés Sanchez como maior cabo eleitoral

GE.Net: Caso consiga concretizar todos os projetos que expôs aqui, como gostaria de ser lembrado ao final de sua gestão?
Mário Gobbi: Como eu me imagino? Poxa vida! Quero trabalhar em equipe, que foi o que sempre fiz na minha carreira, dialogando, buscando as melhores soluções, delegando – isso é uma marca que carrego -, descentralizando, visando unicamente aos interesses do Corinthians como clube e como grande time de futebol. Sei que é praticamente impossível chegar próximo de uma gestão como a do Andrés. Você só faz um estádio e um CT uma vez na vida e derruba uma ditadura a cada 100 anos. 

GE.Net: E o título da Libertadores? Não marcaria a gestão?
Mário Gobbi: Sim… Cada um que passa pela presidência do Corinthians tem que deixar alguns tijolos. Prefiro ser lembrado como um presidente que respeitou o clube, que trabalhou muito e procurou fazer o melhor para dignificar o seu cargo.

Por Cleber Aguiar – Santos e agentes dos jogadores negam troca de Ibson por Alex Silva

Fonte: Globo.com

Peixe reitera que Muricy conta com jogador. Empresário do meia nega a negociação, enquanto agente do zagueiro compara situação com novela

Por Marcelo Baltar, Marcelo Hazan e Richard SouzaRio de Janeiro

O Santos desmentiu, no início da tarde deste sábado, a troca do meia Ibson pelo zagueiro Alex Silva, do Flamengo. O vice-presidente do Peixe, Odílio Rodrigues, garantiu que as negociações para ter o zagueiro rubro-negro estão encerradas e reiterou que Ibson faz parte dos planos de Muricy e permanecerá na Vila Belmiro. De acordo com o jornal “O Globo”, os clubes haviam selado a negociação envolvendo os dois jogadores na madrugada deste sábado.

– O Santos negociou o empréstimo do Alex Silva sem envolvimento de jogadores. Não chegamos a um comum acordo com valores, e as negociações entre Santos e Flamengo pararam ontem (sexta). Contamos bastante com o Ibson, e a tratativa que fizemos com o Flamengo sempre envolveu somente o Alex Silva. Contamos com ele e nem cogitamos a troca – disse Odilio.

Ibson Alex Silva (Foto: Editoria de arte)Empresários de Alex Silva e Ibson negam negociação entre Santos e Flamengo (Foto: Editoria de arte)

O empresário de Alex Silva, Luiz Taveira, também negou o troca-troca. Taveira, que vive em Santos, diz que a situação é tão complicada que se compara a uma trama de novela. Para o agente de Pirulito, o papel de vilão é do vice de finanças Michel Levy, desafeto de Alex Silva. O jogador e seu representante consideram que o dirigente tem dificultado o negócio.

– Não existe nada disso. Acordei e fui surpreendido por essa notícia. O que acontece é o seguinte. O Flamengo é a Teresa Cristina e o Santos é a Griselda. Só que a novela verdadeira a gente sabe que vai acabar. Essa não tem previsão – disse, numa referência às personagens de “Fina Estampa”, da Rede Globo.

Outro que rechaçou o negócio foi o empresário de Ibson, Eduardo Uram. O agente negou qualquer possibilidade de o meia trocar o Peixe pelo Flamengo neste momento.

– Não procede essa informação. Não existe qualquer  negociação, então ele fica no Santos – garantiu Uram.

O GLOBOESPORTE.COM não conseguiu contato para falar sobre o assunto com o vice de finanças do Flamengo, Michel Levy, ou com o novo vice de futebol, Paulo César Coutinho, que assumiu o cargo na semana passada.

Segundo a reportagem de “O Globo”, para contratar Ibson, o Flamengo teria que arcar com o débito que o Santos tem com o Spartak de Moscou, da Rússia, de cerca de R$ 2 milhões. Por outro lado, o Peixe assumiria a dívida de R$ 1,1 milhão com Hamburgo, da Alemanha. O valor deveria ser quitado pelo Rubro-Negro, que adquiriu 50% dos direitos de Alex Silva.

A situação de Alex Silva no Flamengo ficou insustentável depois que o jogador não apareceu para o embarque da delegação rubro-negra para a Bolívia. O defensor alegou atraso no pagamento dos salários para não seguir com o grupo para o confronto contra o Real Potosí, pela pré-Libertadores.

 

CARNAVAL 2012 – Torcida Mancha Verde do Juventude desfila no grupo de elite do carnaval de Caxias do Sul.

 

 

Desfile 2011 da MVJ – Mancha Verde do Juventude

Confira a ordem de desfile:

 

Dia 18/02/2012, SÁBADO

1.      19  horas – Unidos do Centenário

2.      20  horas – Império do Jardim América

3.      21  horas – XV de Novembro

4.      22  horas – Imperatriz do Vale

5.      23  horas – Reino do Sol e da Lua

6.        0   hora – Unidos da Zona Norte

7.      01  hora –  Protegidos da Princesa

8.      02  horas –  Mancha Verde

Dia  19/02/2012, DOMINGO

1.      19  horas – São Vicente

2.      20  horas – Pérola Negra

3.      21  horas – São Miguel

4.      22  horas – Unidos da Tia Marta

5.      23  horas – Filhos de Jardel

6.        0  hora – Nação Verde e Branco

7.      01  hora – Incríveis do Ritmo

Por Cleber Aguiar – Candidato a presidência do Corinthians, Mario Gobbi foge de debate

Fonte: Futebolinterior.com.br

O candidato da oposição Paulo Garcia convocou Gobbi, mas sem sucesso

Como tem feito desde o início da campanha, Paulo Garcia, candidato da oposição à presidência do Corinthians, voltou a convidar nesta semana Mário Gobbi (foto) para um debate, porém sem sucesso. O convite oficial foi feito por intermédio da assessoria de imprensa de Gobbi, na última terça-feira, mas não houve qualquer resposta. Ao invés de explicar por que seu candidato fugiu mais uma vez, a assessoria de Gobbi preferiu apostar na confusão, atribuindo a responsabilidade do debate à OAB, quando a entidade havia apenas cedido o seu salão nobre para o evento.

“Lamento isso, pois o Corinthians merecia um confronto dos dois candidatos à presidência do clube”, afirmou Paulo Garcia. “Venho convidando o Mário Gobbi desde o início da campanha para expormos os objetivos e planos para o Corinthians, mas infelizmente ele nunca ouviu o nosso pedido. Acho que o Corinthians e os associados mereciam esse encontro”.

Mário Gobbi não topou o debate mesmo depois de afirmar a muitos veículos de comunicação que aceitaria o encontro. Na última terça-feira, Paulo Garcia fez o convite formal junto ao “staff” do candidato, colocando datas e horários à disposição de Mário Gobbi. Uma sala na OAB de São Paulo foi reservada para o encontro, assim como as sugestões de regras para o debate foram enviadas na quarta-feira, por e-mail, para o assessor Carlos Arruda, responsável pela agenda do candidato da situação. A resposta, porém, não veio.

“Nossas ideias estão claras e foram expostas aos torcedores e associados. Eu queria o debate, pois gostaria de saber do Mário Gobbi quais são seus objetivos para o Corinthians. Infelizmente ele preferiu fugir, como fez durante toda a campanha. O Corinthians perde com isso”, lamentou Paulo Garcia.

As eleições para a presidência do Corinthians acontecem neste sábado, no Parque São Jorge. “Estou confiante. Os sócios entenderam nossas propostas e estão ao nosso lado. Eles querem um Corinthians forte dentro de campo e na parte social também. Vamos administrar o Corinthians de forma moderna e empresarial”, afirmou Paulo Garcia.

Por Cleber Aguiar – Cuca se irrita com Richarlyson: “não cabe a ele falar de tática”

Fonte: Portal Terra

Cuca lembrou Richarlyson que não deve comentar sobre a tática atleticana em entrevistas. Foto: Edu Andrade/Gazeta PressCuca lembrou Richarlyson que não deve comentar sobre a tática atleticana em entrevistas
Foto: Edu Andrade/Gazeta Press

Cuca ficou bastante irritado com o volante/lateral esquerdo Richarlyson nesta sexta-feira, depois de o jogador comentar em entrevista a postura tática que vem adotando a pedido do próprio treinador. O comandante do Atlético-MG deixou claro que não cabe ao atleta falar sobre o assunto.

“Eu não gostei do que o Richarlyson falou porque não cabe a ele falar da parte tática da equipe. Não vou falar sobre isso, e muito menos o Richarlyson. Se a gente vier aqui e expor tudo o que a gente tem, fica muito fácil para um adversário te amarrar”, declarou.

Questionado se pretende utilizar Richarlyson no meio-campo, posição onde o atleta se destacou no São Paulo, Cuca avisou que não está improvisando e que o jogador, com ele, será lateral.

Segundo o treinador, Richarlyson vai disputar posição com Triguinho e Eron, e o Atlético-MG não tem intenção de contratar um ala canhoto – a não ser que seja um atleta de destaque.

“Para mim, o Richarlyson é lateral esquerdo. Essa é a função dele. Além dele, tenho o Triguinho e o Eron. A princípio está bom e não podemos abrir mão do que temos. Se oferecerem um jogador acima da média em qualquer posição, vamos analisar, mas hoje não é a situação”, finalizou.

Por Cleber Aguiar – Não deu: Peixe desiste de Alex Silva

Fonte: Globo.com

Clube havia acertado salários com o zagueiro, mas faltou acordo com o Fla

Por Marcelo Hazan e Richard SouzaSantos, SP e Rio de Janeiro

Alex Silva flamengo treino (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)Alex Silva já havia acertado salários com o Peixe
(Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)

O presidente do Santos, Luis Alvaro Ribeiro, encerrou as negociações com o Flamengo para contratar o zagueiro Alex Silva. Mesmo após acertar salários de aproximadamente R$ 200 mil com o atleta, o Peixe não concordou com a pedida do Rubro-Negro para liberá-lo por empréstimo e desistiu da contratação.

– Estamos fora – foi a frase do presidente santista.

A decisão frustra o atleta, que dava a sua transferência para a Vila Belmiro como certa. Depois do fracasso na tentativa de rescindir contrato com o Flamengo na JustiçaAlex Silva e seus representantes negociavam um acordo com o clube carioca para acertar com o Santos. Na tarde desta sexta-feira, houve uma conversa com o vice de finanças do Rubro-Negro, Michel Levy. O mesmo dirigente também falou com Luis Alvaro, que ainda não o comunicou da desistência alvinegra.

– A negociação não foi bem-sucedida com o Flamengo, não deu certo. Estamos fora. Eles têm as prioridades deles, e nós temos as nossas. Cada um que fique com as suas. O Santos vai continuar com a sua política de contratações, os números não se encaixaram, não batem com o que o Flamengo quer, e não haveria tempo para a hipótese de negociar uma troca – explicou o presidente.

– Ontem (quinta-feira) ele (Luis Alvaro) estava muito otimista. Agora você diz que ele está desistindo. O que vai acontecer amanhã eu não sei – respondeu o empresário do zagueiro, Luiz Taveira, deixando no ar a possibilidade de uma reviravolta.

Alex move uma ação contra o Flamengo em que reclama de salários atrasados. O blog Primeira Mão teve acesso à decisão, e nela a juíza Rosângela Moreli diz que o Rubro-Negro apresentou os recibos bancários exigidos de depósitos no valor de R$ 275.400,00 referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro do ano passado. A magistrada concluiu que o clube cumpriu as obrigações previstas em contrato, e desta forma não houve retenção dolosa do ordenado do atleta.

O zagueiro está em Amparo, no interior paulista, e aguardava o desfecho das tratativas. Já contava que seria anunciado pelo Santos na segunda-feira. Ficou frustrado. Na semana passada, ele costurou um acerto com o Inter, mas as mudanças no Departamento de Futebol do Flamengo emperraram o negócio. Houve também uma sondagem da França e uma proposta do Shanghai Shenhua, da China, mas o defensor quer continuar no Brasil.

No Flamengo, porém, Alex não ficará, por conta dos diversos problemas de relacionamento com Michel Levy. Sem o zagueiro que pediu, Muricy Ramalho terá de montar o grupo de 25 jogadores para a prmeira fase da Taça Libertadores com o que tem em mãos, já que o Peixe não terá tempo hábil para contratar um novo reforço até a próxima segunda-feira, data-limite para envio dos inscritos. Só conseguirá realizar trocas na relação se avançar às oitavas.

– Para a primeira fase da Libertadores é muito difícil. Até segunda, quase impossível – projetou Luis Alvaro.

Esta é a segunda vez que o Santos desiste de Alex Silva. Na primeira tentativa, o Alvinegro encerrou as conversas por conta da alta pedida salarial do jogador, que, posteriormente, aceitou reduzir sua pretensão.

Em julho do ano passado, o Flamengo adquiriu 50% dos direitos econômicos de Alex Silva, que pertenciam ao Hamburgo-ALE, por € 2,5 milhões (cerca de R$ 5,5 milhões). A outra metade é dos empresários Sérgio Malucelli e Juan Figger. O contrato com o Flamengo vai até 2014. O defensor, de 26 anos, disputou 20 jogos pelo clube.