Por Rogerinho – Por decisão da Justiça, São Paulo recupera os direitos de Oscar, do Inter

Meia não pode disputar a Taça Libertadores pelo Colorado e precisa se reapresentar ao clube do Morumbi. Multa rescisória é de R$ 9,5 milhões

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo e Porto Alegre

oscar romario juan internacional (Foto: Alexandre Alliatti/Globoesporte.com)
São Paulo reconquista direitos de Oscar na Justiça 

O São Paulo ganhou, nesta quarta-feira, mais uma batalha de uma guerra travada desde o fim de 2009. O time do Morumbi recuperou os direitos federativos do meia Oscar, destaque do Internacional. Os desembargadores da 16ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo deram, por unanimidade – três votos a zero – provimento ao recurso do Tricolor. Para ter efeito, essa decisão precisa ser publicada pelo Diário Oficial e cabe recurso.

– O Oscar deverá se apresentar imediatamente e o seu contrato prorrogado pelo prazo em que ele se ausentou, reestabelecendo assim todos os direitos do São Paulo sobre o atleta – disse o diretor de futebol do Tricolor, Adalberto Batista.

O contrato de Oscar com o clube do Morumbi venceria em dezembro deste ano. Caso não queira retornar, o atleta deverá pagar a multa rescisória, que é de R$ 9,5 milhões.

O jogador foi revelado nas categorias de base do São Paulo e chegou a ser comparado com o ídolo Kaká. No entanto, a promessa entrou em litígio com o clube e conseguiu a rescisão contratual. Logo depois, assinou contrato com o Internacional, time em que ganhou projeção nacional. O atual vínculo do meia com a equipe gaúcha se encerra no dia 24 de agosto de 2016.

– Agora, o Departamento Jurídico do São Paulo irá tomar as medidas necessárias para cumprimento da decisão, buscando na Justiça a reparação das demais perdas e prejuízos decorrentes da irregular transferência do jogador, ora anulada – afirmou o vice de futebol são-paulino, João Paulo de Jesus Lopes.

Inter comprou 50% dos direitos do jogador

O Internacional, através do seu departamento jurídico, ressaltou que ainda não foi comunicado da decisão desta quarta-feira e que o fato novo não altera o contrato firmado entre o clube e o jogador. O clube gaúcho, no ano passado, comprou 50% dos direitos econômicos do jogador por € 3 milhões (R$ 7,2 milhões).

Já o advogado do jogador, André Ribeiro, disse que é prematuro fazer qualquer análise do que acontecerá daqui para a frente. E deixou claro: tão logo saia a decisão, ele entrará com recurso.

– Houve na verdade o julgamento pelo Tribunal do recurso interposto pelo São Paulo. Foi dado provimento e a sentença foi reformada. Em linhas gerais, se decidiu que não houve nenhuma falta pelo clube que justificasse a rescisão. O teor completo não foi publicado e, qualquer tipo de análise agora é prematura. Certamente nós vamos buscar o recurso. Vamos estudar a decisão assim que ela for publicada e vamos buscar a reviravolta nas instâncias competentes. Hoje, ninguém pode afirmar que o Oscar terá de se reapresentar ou não poderá mais atuar pelo Inter – ressaltou.

Entenda a questão

Oscar iniciou sua caminhada no São Paulo em 2004, ainda com 13 anos. Aos 15, foi enviado pelo clube à Espanha. Lá, ficou até completar 16 anos. Foi então que a pedido do clube paulista a mãe do jogador aceitou emancipá-lo, ainda de acordo com a defesa do atleta. Sendo assim, já podendo assinar um acordo profissional, ele firmou contrato de cinco anos com o time.

Oscar São Paulo (Foto: Vipcomm)
Oscar foi revelado no Morumbi, mas nunca teve uma sequência na equipe profissional

Aos 18 anos, Oscar entrou na Justiça contra o São Paulo, no dia 18 de dezembro de 2009. Ele alegou que, quando tinha 16 anos, foi coagido pela diretoria tricolor a assinar um contrato com validade de três anos, o que é proibido pela Fifa. O atleta ainda reclamou de estar com os salários e FGTS atrasados desde setembro de 2008.

Em primeira instância, Oscar foi vitorioso e conquistou a liminar que o tornava dono dos próprios direitos federativos. Menos de uma semana após, o São Paulo conseguiu cassar essa liminar, o que fez com o que contrato do atleta, que acaba em dezembro de 2012, voltasse a ter validade.

Oscar e o São Paulo passaram cerca de seis meses entre tentativas de acordo e disputas judiciais. Em junho de 2010, o meia conseguiu a liberação de seu vínculo e assinou com o Internacional.

Opinião Pessoal – Amigos(as) ICFUTISTAS, todos sabiam que o São Paulo ganharia isso, a questão agora é: Em quantos anos isso terá um fim? Pois a porcaria da justiça brasileira permite recurso atrás de recurso, até que o recurso acabe e vc pode recorrer do recurso que acabou porque o recurso não tem fim.

Lembram-se do Rogerio pedalada? Aquele mesmo que tomou as pedaladas do Robinho em 2002, é o mesmo caso, o Palmeiras ganhou na justiça o passe dele de volta enquanto ele estava no Corinthians e ele nem voltou para o Palmeiras e nem o Corinthians pagou, a dívida está hoje em torno de 35 milhões de reais mais alguém aí acha que a galinhada vai pagar a porcada? Nem eu.

Agora é o seguinte, R$ 9,5 milhões está de graça, ele está muito mais valorizado do que na época do processo, se eu sou dirigente do Inter, empresário ou jogador pago e acabo com tudo antes que tenha que se reapresentar ao São Paulo, com toda certeza ele será vendido para o exterior por um valor muito maior que esse.

Como ele não tem clima para jogar mais no São Paulo com certeza o São Paulo aceitaria esse valor, mais se eu sou dirigente eu iria querer muito mais.

Douglas já treina mas dificilmente joga contra a São Paula

Fonte: Agência CORINTHIANS

 

Ontem Douglas treinou no CT Joaquim Grava e concedeu entrevista à TV Corinthians e disse: “Estou feliz. Até me arrependi de ter saído naquela época e não via a hora de retornar. Eu estou em casa”. Apesar de não estar em forma Douglas chega para disputar a vaga no meio de campo do Corinthians, hoje na posição joga Alex e Danilo. Em alguns jogos será possível o técnico Tite escalar os três, com Danilo e Douglas no meio e Alex na Lateral esquerda, posição que ele jogou na Copa Libertadores de 2009.

O meio de campo pode ficar lento, porém com o Alex apoiando na lateral o time pode ganhar velocidade, para isso o técnico Tite precisa escalar o time com esse posicionamento, assim o time se torna mais dinâmico e suprir possíveis ausência durante os campeonatos que o Timão irá disputar e para tirarmos essa dúvida o campeonato Paulista é uma oportunidade para fazer essa experiência.  Tite declarou que o jogador terá que se empenhar para brigar por uma vaga no time.

Por Cleber Aguiar – Flu passa sufoco, mas bate o Arsenal em sua estreia na Libertadores 2012

Fonte: Globo.com

Gol de Fred logo no início garante vitória magra do Tricolor, que terminou com nove homens em campo após as expulsões de Wagner e Euzébio

Por Edgard Maciel de Sá e Rafael CavalieriRio de Janeiro

Apenas dois minutos de jogo, um gol de Fred, e o Engenhão explodia em alegria na noite desta terça-feira. O que se viu depois, no entanto, foi um Fluminense pouco inspirado e nervoso, passando boa parte do tempo segurando a pressão do Arsenal de Sarandí, da Argentina. Mas apesar do sufoco, o Tricolor garantiu uma estreia vitoriosa no Grupo 4 da Taça Libertadores: 1 a 0. Placar magro, sim, mas que valeu os mesmos três pontos da goleada de 6 a 0 sobre a equipe argentina na edição de 2008 da competição sul-americana.

No geral, a atuação do Fluminense não agradou aos 28.928 pagantes (25.213 presentes, para uma renda de R$ 765.415,00), e o time acabou a partida com apenas nove jogadores em campo – Wagner e Leandro Euzébio receberam cartão vermelho. O Arsenal, por sua vez, teve apenas um jogador expulso (Aguirre).

Fred Deco gol Fluminense (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)Fred e Deco comemoram o gol do Fluminense (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)

Com o resultado, a equipe carioca assume, ao menos temporariamente, a liderança da chave. Zamora-VEN e Boca Juniors-ARG completam a primeira rodada apenas na próxima terça-feira, na Venezuela.

O Fluminense volta a campo no próximo domingo, às 19h30m (de Brasília), também no Engenhão, para o clássico contra o Vasco pela quinta rodada da Taça Guanabara. O Tricolor ocupa a terceira posição do Grupo B com sete pontos, atrás de Boavista e do próprio Vasco. Pela Libertadores, o próximo compromisso é diante do Boca Juniors, dia 7 de março, às 22h, na Bombonera, em Buenos Aires.

Gol relâmpago e impedimento mal marcado

Para acabar com a desconfiança dos tricolores após dois tropeços no Campeonato Carioca (derrota para o Boavista e empate diante do Duque de Caxias), o Fluminense entrou em campo a mil por hora. Com passes rápidos e objetivos, o Tricolor dominava a posse de bola e envolvia o adversário. E bastou um ataque para inaugurar o placar. Logo aos dois minutos, Bruno recebeu de Deco pela direita e cruzou para a área. A bola passou por todos os jogadores e sobrou para Carlinhos do outro lado. O lateral foi até o fundo e cruzou rasteiro para trás. Fred dominou e soltou a bomba de direita. O chute ainda desviou em um zagueiro argentino e matou o goleiro Campestrini.

O gol relâmpago fez explodir a torcida tricolor no Engenhão, mas ajudou também a diminuir o ritmo frenético imposto pelo Fluminense. O clima só voltou a esquentar quando Fred sofreu falta dura de Lisando López. O lance deu início a um empurra-empurra que foi logo contornado. Minutos depois, o Arsenal chegou pela primeira vez com perigo, graças a uma falha da defesa tricolor. Anderson errou a antecipação e entregou a bola de bandeja para Leguizamón. O camisa 10 tocou para Zelaya sair na cara do goleiro Diego Cavalieri, mas o bandeirinha assinalou impedimento inexistente.

O Fluminense ainda teve duas boas chances, uma delas com Fred chutando fraco dentro da área para a tranquila defesa de Campestrini. Mas aos poucos o Tricolor começou a deixar o Arsenal gostar da partida. Não fosse Diego Cavalieri, o empate teria saído ao 35. Leguizamón recebeu livre na cara do gol, e o camisa 12 defendeu com a perna direita. No minuto seguinte, foi a vez de Carbonero cabecear sem marcação, para fora.

Zelaya ainda perdeu mais uma chance de cabeça antes do intervalo. O nervosismo tricolor era bem representado pelo zagueiro Anderson, autor de pelo menos duas furadas, e pelo apoiador Deco, que apanhou bastante até receber o cartão amarelo após dar um pontapé em um adversário. Inicío animador, fim assustador. Depois de dominar o começo da partida, o Fluminense descia para o intervalo vendo o técnico argentino Gustavo Alfaro reclamar da arbitragem.

Sufoco e coro por Thiago Neves

No início da segunda etapa, o panorama seguiu o mesmo. Deco, que já tinha um amarelo, deu um pisão na canela de Marcone, logo com um minuto. Os jogadores do Arsenal pressionaram, pedindo a expulsão do camisa 20, mas a arbitragem aliviou e advertiu o tricolor apenas verbalmente.

A pressão do Arsenal continuou em seguida. Aguirre, em cobrança de falta, por pouco não empatou. A bola desviou na barreira e saiu com perigo. Na cobrança do escanteio, Zelaya, de cabeça, obrigou Cavalieri a fazer uma difícil defesa.

Vendo um time inoperante em campo, a torcida do Fluminense começou a gritar por Thiago Neves a partir dos sete minutos. O técnico Abel, entretanto, não mexeu de imediato. E o time seguiu mal. Leguizamón recebeu passe em profundidade e avançou livre pela ponta direita. O cruzamento para a área, entretanto, não foi dos melhores, e Leandro Euzébio fez um corte providencial.

Expulsões deixam Flu com nove jogadores

Aos 20 minutos, Abelão resolveu atender o pedido da torcida e mandou Thiago Neves a campo. O camisa 7 entrou na vaga de Rafael Sobis, que teve atuação apagada. Empolgado, o meia entrou tentando pôr fogo na partida, mas não teve sucesso.

Aos 27, nova substituição no Flu: Deco deu lugar a Wellington Nem. Àquela altura, o jogo estava equilibrado. O Arsenal já não atacava tanto, mas o Flu também não exercia pressão. Uma confusão entre os jogadores, aos 28, esquentou o clima do jogo novamente. Após receber falta, Wagner levantou-se e deu um chute na bola e em Nervo, do Arsenal. Aguirre tomou as dores do colega e empurrou o tricolor. Houve um princípio de confusão generalizada. Quando os ânimos serenaram, Wagner e Aguirre foram expulsos.

Com dez de cada lado, o jogo ficou melhor para o Flu. O Arsenal não mostrava mais forças para atacar, e o Fluminense tratou de valorizar a posse de bola. Aos 44, entretanto, mais um susto: Leandro Euzébio levou um carrinho de Cordoba e deu um chute no rosto do rival. Cartão vermelho para o zagueiro tricolor.

Os minutos finais foram de sufoco para o Flu, com o Arsenal tentando o empate na base do abafa. O Tricolor, porém, soube se segurar e garantir os primeiros três pontos. 

FLUMINENSE 1 X 0 ARSENAL DE SARANDÍ-ARG 
Fluminense Arsenal de Sarandí-ARG
Diego Cavalieri, Bruno Vieira, Anderson, Leandro Euzébio e Carlinhos; Diguinho (Digão), Edinho, Wagner e Deco (Wellington Nem); Rafael Sobis (Thiago Neves) e Fred. Técnico: Abel Braga. Campestrini, Nervo (Adrián Gonzalez), López, Burdisso e Pérez; Marcone, Esmerado (Torres), Aguirre, Carbonero e Leguizamón; Zelaya (Córdoba). Técnico: Gustavo Alfaro.
Gol: Fred, aos dois minutos do primeiro tempo.
Amarelos: Deco e Fred (Flu); Campestrini e Diego Torres (ARS)
Vermelhos: Wagner e Leandro Euzébio (FLU); Aguirre (ARS)
Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro, 7 de fevereiro de 2012
Árbitro: Antônio Árias (PAR), auxiliado por Nicolas Yegros (PAR) e Hugo Martinez (PAR)
Público: 28.928 pagantes (25.213 presentes) / Renda: R$ 765.415,00