Por Cezar Alvarenga – Após início de ano irregular, Caio Júnior já convive com sombra de Luxemburgo.

Fonte: UOL Esportes

O Grêmio ainda não conseguiu empolgar neste ano. Apesar das contratações, o rendimento está longe do ideal. Por isso, Caio Júnior está pressionado. Mais do que as más atuações, a “sombra” de Luxemburgo ronda o Olímpico. Sem clube, o técnico foi o predileto dos cartolas anteriormente, agora é lembrado a cada infortúnio. Entretanto, publicamente a direção descarta a queda prematura de Caio.

No Gre-Nal deste domingo, o Grêmio foi melhor e esteve perto de vencer. Tal situação acabaria com qualquer tipo de resistência ao trabalho de Caio. Não fosse do outro lado um time formado por reservas e jovens das categorias de base do Inter, que ainda conquistaram o empate no fim do jogo com gol de Bolívar.

Até agora o Grêmio disputou 5 jogos oficiais. Venceu 2, empatou 1 e perdeu 2. Os7 pontos conquistados geram aproveitamento de 46%. Não o suficiente para colocar o Grêmio entre os classificados para a próxima fase do Gauchão. A Taça Piratini – primeiro turno do Estadual – caso acabasse hoje não teria o time tricolor nas quartas de final.

O rendimento melhorou em relação ao próprio Grêmio, mas está longe do esperado para um elenco que recebeu 9 reforços. Sendo que destes, ao menos dois fora considerados de altíssimo nível: Marcelo Moreno e Kleber.

Os problemas de Caio Júnior, porém, não estão na falta de um melhor rendimento do Grêmio, mas no que aconteceu com Vanderlei Luxemburgo no Flamengo. O técnico era o predileto da direção gremista quando Caio foi contratado, e só não acertou por uma multa rescisória milionária prevista em seu contrato com o Fla.

No entanto ele não resistiu a pressão e, segundo o próprio, foi “fritado” pela direção do clube rubro-negro por pressão de Ronaldinho Gaúcho. Demitido, Luxemburgo é uma “sombra” que ronda o Olímpico a cada infortúnio da equipe. Além disso, na queda, pessoas ligadas ao Flamengo citaram a possível ida para o Grêmio como futuro do treinador. O nome da equipe gaúcha virou algo frequente, mesmo que o cargo de técnico não estivesse vago.

“Não está na minha pauta a demissão de Caio Júnior”, garante o presidente do Grêmio, Paulo Odone. Mesmo assim, ficar fora das finais do turno é algo que não passa pela cabeça dos dirigentes, que não pensariam duas vezes em mudar de ideia.

Nem mesmo os valores incomodariam. Luxa recebia R$ 750 mil mensais no Fla. Sua comissão técnica inteira, composta por mais três profissionais, beirava R$ 1 milhão em vencimentos. Ele não abre mão disso, mas o Grêmio não encontraria empecilho, já que Caio trouxe, por exemplo, mais dois profissionais com ele. O embate seria na preparação física. O clube portoalegrense não abre mão de Paulo Paixão. Luxemburgo trabalha com Antônio Mello.

Porém, a direção descarta troca no comando. Ameaçado, pressionado por resultados, desconfortável, Caio acredita que tenha crédito e vê o time em evolução. No Gre-Nal, por exemplo, ele disse que o primeiro tempo foi “brilhante”. Vendo o time evoluir, o técnico não tem motivos para temer Luxa, chamado de “craque” nos bastidores do Olímpico.

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