Por Cleber Aguiar – Sem saída

Fonte: Folha de São Paulo

Ganso continua no Santos pelo menos até o meio do ano.

Janela de transferência termina sem muitos estragos nos elencos dos times brasileiros, que até utilizaram o período para buscar reforços

A primeira janela de transferências da temporada fechou ontem, sem causar o tradicional desmanche nos clubes do futebol brasileiro.

As equipes da primeira divisão contrataram mais jogadores do que venderam.

E ficou evidente que os clubes investiram para qualificar seus elencos.

Os principais times do Brasil despacharam 26 atletas para jogar no exterior.

A maior parte já não estava entre as prioridades dos treinadores. Por outro lado, foram 28 contratações vindas do exterior. A maioria para ser titular ou para resolver carências específicas dos times.

O São Paulo não viu problema em se livrar do zagueiro Xandão e do meia Marlos.

Ao mesmo tempo, gastou R$ 10 milhões para buscar Jadson na Ucrânia -era o armador de que o clube precisava desesperadamente.

O Corinthians, atual campeão brasileiro, não perdeu nenhum jogador relevante na janela. E também não foi ao exterior para se reforçar.

Os únicos contratados tiveram custo zero: o terceiro goleiro Cássio veio do PSV sem custo, assim como o meia chinês Chen Zhizhao, 23.

O técnico Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, pinçou na América do Sul o paraguaio Adalberto Román (zagueiro, ex-River) e o atacante argentino Hernán Barcos, atacante, ex-LDU, do Equador.

O Flamengo torrou R$ 23 milhões para comprar Vágner Love do CSKA e tentar resolver sua carência de atacantes capazes de fazer gol.

Inter e Grêmio também gastaram: os colorados contrataram o meia argentino Dátolo, do Espanyol, e o grêmio repatriou Marcelo Moreno, do Shakthar Donetsk.

SEM ASSÉDIO

O Santos não teve problema para segurar seus jovens astros. O meia Paulo Henrique Ganso teve uma proposta do Porto, que o presidente santista Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro nem quis ouvir.

Neymar, que passou o ano inteiro sendo vendido ora ao Barcelona, ora ao Real Madrid, vai ficar mesmo na Vila Belmiro. A única baixa do time santista na janela foi o lateral direito Danilo -foi para o Porto. Em troca, o clube trouxe o uruguaio Fucile.

Nesta temporada começam a valer as regras do “fair play financeiro”, medidas que a Uefa vai tomar para impedir que os clubes gastem mais do que arrecadam -entre elas, multas e suspensões.

Os asiáticos compraram mais. Das 26 transferências, cinco foram para o Japão e três para a Coreia do Sul.

Clubes não pagam e encaram protestos

Cruzeiro, Vasco, Fla e Bahia devem a atletas

BERNARDO ITRI
DO PAINEL FC

No momento em que se exalta a força econômica do futebol brasileiro, que pouco perdeu atletas para fora, escancara-se o rombo interno.

Cruzeiro e Vasco atrasam salários e revoltam seus jogadores. E Flamengo e Bahia também não cumprem questões trabalhistas.

No Vasco, os jogadores não receberam vencimentos de dezembro nem o 13º. O valor devido chega a R$ 6 milhões.

Em protesto, o time não vai se concentrar para encarar o Bangu, hoje, pelo Estadual.

A diretoria alega que perdeu acordo com o BMG e não recebeu da Eletrobrás -dia 14, esperava receber R$ 8 milhões, metade do patrocínio.

Por ser estatal, a Eletrobrás exige Certidão Negativa de Débitos, que o Vasco não possui por ainda ter dívida tributária. “Em 2011, demos como garantia bens do clube. Mas agora o juiz que analisa o caso não aceitou”, diz o vice de finanças, Nelson Rocha. O Cruzeiro, que atrasou salários de dezembro, explica-se com a queda de bilheteria. O clube diz que não jogar no Mineirão causou prejuízo superior a R$ 28 milhões. E, dos 20 mil sócios-torcedores, só 2.000 continuaram.

Os jogadores escreveram carta aberta em protesto contra o presidente Gilvan de Pinho Tavares que, ironicamente, disse que os atletas ganham “uma miséria”.

O Flamengo também deve a atletas. O time tentou adiantar receita de direitos de TV com bancos, mas a operação não deu certo. O Bahia não pagou dezembro e 13º.

Colaborou NELSON BARROS NETO, de São Paulo

Base de Mano resiste a ofertas e fica no país

Os zagueiros Dedé e Rever, os meias Paulo Henrique Ganso e Ronaldinho, os atacantes Neymar e Leandro Damião, atletas que costumam ser chamados com frequência por Mano Menezes, não deixaram o país na janela de transferências, como se especulava. O próximo jogo da seleção será contra a Bósnia, no dia 28, na Suíça.

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