ICFUT – Nicole Bahls e Victor Ramos brigam durante show de Michel Teló

Fonte: Futebolinterior.com.br

Os dois não se deixaram fotografar juntos após a briga

Atenção marmanjos de plantão! Aqueles que acreditam ter chance com a estonteante Nicole Bahls devem ficar espertos para dar o “bote”. A ex-Panicat se desentendeu com o namorado e jogador Victor Ramos durante o show de Michel Telo, na noite desta sexta-feira, no Píer Mauá, Centro do Rio.

Os pombinhos já estavam na área vip quando começaram a se “bicar”. O bafafá foi grande. Após um belo tempo brigando, os dois deixaram o local com caras de poucos amigos. Pelo menos eles escaparam de ouvir aquela música que toca mesmo com o rádio desligado. Ninguém merece!

Caras de poucos amigos! Ela é melhor só do que mal acompanhada!

Para se ter ideia do entrevero, o casal não se deixou fotografar juntos. Apenas a bela Nick, com um vestido preto de atiçar qualquer um, posou para os fotógrafos.

 

Por Cleber Aguiar – Roberto Carlos quer contrato vitalício no Anzhi, mas avisa: ‘Paro neste ano’

Fonte: Globo.com

Em entrevista exclusiva, lateral de 38 anos confirma aposentadoria em 2012, diz que ficará para sempre no clube russo e provoca o Barcelona

Por Marcelo BaltarRio de Janeiro

Roberto Carlos Anzhi Makhachkala (Foto: Reuters)Roberto Carlos: hora do adeus (Foto: Reuters)

Após 23 anos, uma das carreiras mais vitoriosas da história do futebol brasileiro está chegando ao fim. Aos 38 e com 24 títulos no currículo, Roberto Carlos vai parar. Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, por telefone, o lateral não precisou o dia, mas confirmou a data limite para pendurar as chuteiras:

– Vou parar neste ano. Vai ser em junho ou em dezembro. Ainda não decidi a data exata, mas será neste ano – disse o lateral-esquerdo, que planeja ainda assinar em breve um contrato vitalício com o clube russo para trabalhar fora dos gramados.

Na ficha corrida, vários e variados troféus. Campeão mundial com a Seleção Brasileira (2002) e com o Real Madrid (1998 e 2002), Roberto Carlos também faturou – entre outros títulos – três Ligas dos Campeões e quatro Campeonatos Espanhóis com osmerengues. Foi tanto sucesso no clube espanhol, onde jogou entre 1996 e 2007, que a excelente fase do principal rival do Real não impressiona:

– O que o Barcelona está vivendo hoje, eu vivi por 12 anos no Real Madrid.

Em um momento da vida em que divide a profissão de jogador de futebol com a de técnico ocasional, auxiliar, conselheiro de dirigente, embaixador de Copa do Mundo, empresário musical e até jornalista por um dia, Roberto Carlos se diz resolvido. Após se aposentar, não deixará o meio do futebol, mas leva a cada dia mais sério seu principal hobby: a música.

Durante quase uma hora de entrevista por telefone, o principal lateral-esquerdo do Brasil nas últimas décadas falou sobre aposentadoria, projetos, Corinthians, entre outras coisas. Sobre a Seleção Brasileira, nada de mágoas. Afinal, foram quatro títulos, uma medalha de bronze olímpica e 125 jogos. Nem mesmo o episódio do “meião”, na Copa de 2006, que marcou sua polêmica despedida do escrete brasileiro, parece incomodar:

– A minha história na Seleção está aí para quem quiser ver. Sou feliz por tudo o que vivi.

GLOBOESPORTE.COM: Além de jogador, embaixador da Copa do Mundo de 2018 na Rússia, e treinador do Anzhi (Roberto Carlos comandou a equipe em alguns jogos na última temporada), você agora está no ramo musical, com a RC3 Shows.
Roberto Carlos: Estou há cinco anos nessa.  Além de jogador de futebol, sou empresário musical. Comecei em São Paulo, com uma sociedade, mas há dois anos estou sozinho com um escritório novo. Temos alguns artistas, como a Paulinha e o Marlus, uma dupla de forró.

E de onde tira tempo para tocar um negócio no Brasil?
Tenho o Júnior, que é uma pessoa da minha inteira confiança, que me ajuda no Brasil. Trabalho com música porque é uma coisa que eu gosto muito. É até um jeito de controlar a minha vida pessoal. Gosto de desafios. Toda a minha carreira, toda a minha vida foi assim. Nada mais me assusta. Procuro aprender e levar em frente . Quero dar oportunidade a pessoas talentosas que queiram ficar conhecidas no Brasil e no exterior. Assim como foi comigo, que tive a oportunidade de ir para a Inter de Milão (em 1995) e mostrar o meu talento na Europa.

Roberto Carlos comemorando gol pelo Anzhi (Foto: Reprodução)Idolatria no Anzhi: segundo Roberto, o último clube da carreira (Foto: Reprodução)

Você chegou a acumular a função de técnico no final do ano passado. Aliviado com a chegada do novo treinador, Yury Krasnozhan?
Não é bem aliviado. Quando chega um treinador novo, tudo muda. Tínhamos uma filosofia de trabalho no ano passado, e agora ele está se adaptando ao clube. Pouco a pouco, no dia a dia, ele vai se adaptando. O Yury Krasnozhan era treinador do Lokomotiv, é russo, e tem uma grande experiência no futebol russo. Precisa se adaptar à estrutura do Anzhi, que é uma estrutura como a do Real Madrid, como dos maiores clubes do mundo. Queremos entrar nas competições europeias, conquistar o Campeonato Russo e vencer a Liga dos Campeões da Europa daqui a uns dois ou três anos.

E como dirigente? O Anzhi sondou jogadores como Neymar, Ganso, Lucas. Está de olho em jovens revelações brasileiras para a próxima janela?

Ainda estamos esperando para ver as melhores opções. O problema é que a Federação Russa não libera mais de seis estrangeiros por clube. Vamos ver o que a gente consegue. A ideia é trazer uns três jogadores russos de alto nível, da seleção, e mais uns dois estrangeiros. É claro que indico jogadores do Brasil, mas os clubes brasileiros estão dificultando muito as coisas. Graças a Deus os clubes estão conseguindo pagar bons salários e segurar os melhores jogadores. Para o futebol brasileiro, isso é ótimo, mas para a gente, aqui de fora, dificulta um pouco. Estamos atrás de um zagueiro e um atacante estrangeiro. Estamos pesquisando.

Vou parar neste ano. Vai ser em junho ou em dezembro. Ainda não decidi a data exata, mas será neste ano.”
Roberto Carlos

Com tantas funções no Anzhi, uma volta ao futebol brasileiro está descartada?
Sim. Não tem mais jeito. Agora meu pensamento é no Anzhi. Depois, quando parar, penso em investir no futebol brasileiro. Comprar jogadores, como o Neymar, o Ganso e o Montillo e colocá-los no clube que a gente quiser, provavelmente em clubes brasileiros. Vamos levar jogadores de alto nível para o futebol brasileiro. Isso vai abrir o mercado. Casos como os de Petkovic e Montillo são bons exemplos.

E quando isso vai acontecer? Está pensando em parar?
Vou parar neste ano. Vai ser em junho ou em dezembro. Ainda não decidi a data exata, mas será neste ano.

Mas tem contrato com o Anzhi (até junho de 2013)…
Tenho contrato de cinco anos no papel, mas vamos fazer um contrato vitalício. O contrato, inclusive, já está pronto, mas ainda não está assinado. Quando parar de jogar, vou continuar trabalhando e ajudando o clube.

Como é sua relação com o presidente e proprietário do Anzhi, Suleiman Kerimov, magnata do petroóleo?
O Suleiman me dá todas as condições de trabalho, confia muito em mim. Ele é um cara  tranquilo, uma pessoa normal, como a gente. Encontro com ele quase todos os dias. Passo a minha experiência dos tempos em que joguei em clubes grandes, como Real Madrid, Inter de Milão, o Palmeiras daquela época. Vou ficar do lado dele até o dia que ele cansar de mim (risos). Ele me trata com muito respeito, me conhece como pessoa e isso é o que importa. Como jogador, ele já me conhecia, mas agora ele sabe a pessoa que sou. Não se surpreendeu com o que ele viu. Sou o Roberto Carlos da Silva de sempre. Só aconteceu de ser jogador de futebol.

Roberto Carlos, grêmio x corinthians (Foto: Agência Estado)Apesar da saída conturbada, Roberto gostou de ter
jogado no Corinthians (Foto: Agência Estado)

Você falou que o Palmeiras “daquela época” em que jogou no clube (93-95) foi grande. Não é mais?
No futebol brasileiro, hoje, alguns clubes não respeitam os jogadores. O Flamengo, por exemplo, contrata o Vagner Love, mas deixa de pagar todos os outros jogadores por três ou quatro meses. Na minha época, o Palmeiras era organizado, tinha grandes jogadores e pagava em dia. Hoje, o que se vê é uma bagunça, torcedores cobrando jogadores fora das arquibancadas. Esse tipo de coisa não pode acontecer.

No Corinthians isso também aconteceu contigo. Você foi cobrado por torcedores após a eliminação na Libertadores e deixou o clube…
Não guardo mágoas. Umas das maiores experiências da minha vida foi jogar no Pacaembu lotado com 35 mil pessoas, sendo contra times grandes ou pequenos. O torcedor corintiano é muito fiel. O que aconteceu na minha saída não foi coisa de torcedor. Não podemos valorizar essas pessoas. São 100 no meio de 30 milhões. São pessoas que querem aparecer. Minha passagem pelo Corinthians, no geral, foi maravilhosa. Me deu a oportunidade de disputar novamente um Campeonato Brasileiro, um Paulista, a Libertadores. Foi uma pena eu ter saído, mas não posso reclamar do nosso país.

No futebol brasileiro, hoje, alguns clubes não respeitam os jogadores. O Flamengo, por exemplo, contrata o Vagner Love, mas deixa de pagar todos os outros jogadores por três ou quatro meses. Na minha época, o Palmeiras era organizado, tinha grandes jogadores e pagava em dia. Hoje, o que se vê é uma bagunça, torcedores cobrando jogadores fora das arquibancadas. Esse tipo de coisa não pode acontecer”
Roberto Carlos

E como vê o Brasil se preparando para a Copa do Mundo?
Eu acho que o Brasil está se preparando bem. Participei de três Copas do Mundo. Na França (1998), Coréia e Japão (2002), e Alemanha (2006). Sinceramente, acho que Brasil e Rússia (2014 e 2018) vão sediar as duas maiores Copas de todos os tempos. O futebol está evoluindo, e acredito que os estádios terão uma grande estrutura. O Brasil tem condições, e a Rússia nem se fala. Financeiramente, é um dos países mais fortes do mundo. O Qatar, em 2022, também vai sediar uma grande Copa do Mundo.

E como é ser embaixador da Copa do Mundo na Rússia?
Recebi o convite para ser embaixador da Copa na Rússia e topei. Queria ser do Brasil, mas não me convidaram para fazer parte. Tive a sorte de me chamarem para trabalhar na Copa da Rússia. Não guardo mágoas por não ter sido chamado para trabalhar no Brasil, mas acho que jogadores como eu, Rivaldo e Cafu tinham espaço para trabalhar ao lado do Ronaldo.

Guarda mágoas da maneira de como deixou a Seleção Brasileira após o episódio contra a França, na Copa de 2006? (Roberto Carlos foi apontado como um dos responsáveis pela eliminação brasileira, pelo fato de estar arrumando a meia no momento do gol de Thierry Henry, que eliminou o Brasil)
A Seleção Brasileira foi tudo na minha vida. Sou um fã da Seleção. E a minha história na Seleção está aí para quem quiser ver. Não tenho que ficar preocupado se alguém falou isso ou aquilo. Cada um tem direito de falar o que quiser, a torcida pode falar o que quiser. Pela Seleção, conquistei duas Copas América, uma Copa das Confederações e uma Copa do Mundo. Sou feliz por tudo o que vivi.

roberto carlos ANZHI   (Foto: Divulgação/Site Oficial)Roberto Carlos diz que assinará contrato vitalício
com o Anzhi (Foto: Divulgação/Site Oficial)

Após 125 jogos com a camisa da Seleção, gostaria de ter um jogo de despedida?
Isso não me preocupa. Minha história está marcada. Na história da Seleção, o Pelé tem sua história, o Rivaldo tem sua história, o Ronaldo tem sua história, e vão ver o meu nome também. O povo brasileiro respeita muito o Roberto Carlos. Uma minoria não vai apagar o que consegui em 23 anos de futebol.

Você trabalhou com o mano Menezes no Corinthians. Como vê a preparação do Brasil para a Copa?
Tem que dar tempo ao tempo. O Mano tem que escolher os melhores nomes. Na nossa época, todos sabiam quem eram os melhores. Agora, os torcedores têm que ter paciência e respeitar o trabalho do Mano. O time terá muitas dificuldades, sofrerá muita pressão. O Brasil tem que voltar a ganhar, o povo brasileiro está acostumado a ganhar. Temos que conquistar logo o torcedor. Não podemos deixar para conquistá-los na véspera da competição. Temos que fazer os melhores amistosos e vencer. Mas agora o Brasil não tem que pensar no topo. Tem que pensar passo a passo e preparar o time, pois a Copa do Mundo está muito próxima. Não temos que pensar em ser o número um do ranking da Fifa agora. Temos que chamar os melhores jogadores e montar o melhor time possível. O Brasil, do número 1 ao 23, tem um dos melhores grupos de seleção do mundo, ao lado de Espanha e Alemanha. Tem tudo para convocar os melhores jogadores e prepará-los psicologicamente para a pressão, que será grande.

A disputa pela lateral esquerda, posição que ocupou durante 15 anos na Seleção, está aberta.
Conhecendo o Mano, sei que ele pode improvisar. Ele tem muitas opções. Pode improvisar o Daniel (Alves), chamar o André (Santos), o Marcelo, o Juan, o Kleber. Jogadores de qualidade ele tem. Nunca vai ter outro Pelé, outro Taffarel, outro Ronaldo, mas sempre teremos grandes jogadores. Hoje, para mim, o Marcelo é o titular. Ele pode ser titular na Copa, desde que faça o que vem fazendo no Real.

Vivi 12 anos no Real Madrid e foram 12 anos ganhando títulos. Ganhávamos pelo menos um título por ano. O Barcelona está ganhando há seis, sete anos. O que o Barcelona está vivendo hoje, eu vive por 12 anos no Real Madrid”
Roberto Carlos

E como foi confirmar o acerto entre Vagner Love e Flamengo pelo Twitter. Viveu um dia de jornalista? 
Desejo a ele muito sucesso. O Vagner é muito respeitado aqui na Rússia. O melhor de tudo é que fui o primeiro a dar a notícia pelo Twitter. Atropelei vocês da imprensa (gargalhadas). Foi uma experiência boa. Um dia de jornalista (risos). Falando sério, foi um jantar super agradável com o Love e o dirigente do Flamengo (Michel Levy, vice de finanças do clube carioca). As negociações (entre Flamengo e CSKA) estavam acontecendo. Jantando com o Vagner, tinha certeza de que o presidente do CSKA (Yevgeny Giner) não iria dificultar e meti no Twitter. Ele merece estar de volta ao Brasil. Vai jogar ao lado do Ronaldinho, do Léo Moura. Espero que ele volte bem, volte a fazer gols, se sinta feliz na casa que ele gosta. Ele gosta muito do Flamengo e está muito feliz.

Para encerrar, como é para você ver o Real Madrid perdendo tanto para o Barcelona como nos últimos anos? Esse Barcelona é mesmo um dos melhores times da história?
Vivi 12 anos no Real Madrid e foram 12 anos ganhando títulos. Ganhávamos pelo menos um título por ano. O Barcelona está ganhando há seis, sete anos. São fases do futebol, e eu já passei por isso no Real. O mais difícil é se manter no topo. É normal dar uma caidinha depois de um tempo. O Real Madrid pode voltar a vencer o Barcelona, mas tem que jogar como no último jogo (empate por 2 a 2 na Copa do Rei, que eliminou o Real Madrid da competição), quando teve uma atuação completamente diferente das que vinha tendo nos últimos clássicos. O que o Barcelona está vivendo hoje, eu vivi por 12 anos no Real Madrid.

Por Cleber Aguiar – Mercado da Bola – Reportagem especial do Estadão.

Fonte: Estado de São Paulo

Brasil passa Holanda e é o 6º maior mercado do futebol do mundo

Projeção de especialista aponta que até 2014 o País tomará quinto lugar da França no ranking

Wagner Vilaron

Futebol brasileiro movimentou cerca de R$ 1,5 bilhão em 2010 - Ayrton Vignola/AE
Ayrton Vignola/AE
Futebol brasileiro movimentou cerca de R$ 1,5 bilhão em 2010

SÃO PAULO – O Brasil não se transformou na sexta maior potência do mundo apenas quando o assunto é economia. Com R$ 1,5 bilhão movimentado pelos 25 principais clubes durante a temporada 2010, o mercado do futebol brasileiro ultrapassou a Holanda e chegou também ao sexto lugar no ranking mundial. E não para por aí. A expectativa é de que supere a França (quinta, com R$ 2,4 bilhões) até 2014. Números e projeções são da BDO RCS Auditores Independentes, em levantamento realizado para o Estado.

A liderança folgada é da Premier League, da Inglaterra, que na temporada 2009/2010 chegou a totalizar R$ 5,7 bilhões. Na sequência aparecem outros centros tradicionais do futebol europeu. A segunda colocação é da Bundesliga, a Primeira Divisão alemã, com R$ 3,8 bilhão, seguida pela La Liga espanhola (R$ 3.7 bilhões) e Seria A, da Itália (3,5 bilhões).

Para chegar a estes números, o relatório leva em consideração três tipos de receita: cotas de TV, estádio e marketing. O dinheiro conseguido com a negociação de jogadores não entra no cálculo. “Os clubes nunca sabem se vão vender atletas, muito menos quanto arrecadarão com esse tipo de negócio. Portanto, trata-se de uma receita variável que pode distorcer a realidade”, explica o auditor Amir Somoggi, responsável pelo estudo. “Pegue o exemplo do Santos. Se o clube vende o Neymar, vai conseguir um dinheiro que o colocará como o clube mais rico do País naquele momento. Porém, se não vender mais ninguém nos anos seguintes, volta para sua posição de origem.”

A expectativa de chegar ao quinto lugar do ranking em, no máximo, três anos tem explicação relativamente simples. Ao contrário do mercado europeu, que é consolidado e sofre os efeitos de uma das mais sérias crises econômicas da história, o Brasil está em franca expansão. “Enquanto os clubes da Europa lutam para manter suas receitas, no Brasil estamos apenas descobrindo este potencial. Novas cotas de TV, a exploração de arenas, ainda pouco difundida por aqui, naming rights. Enfim, o mercado brasileiro só está começando a se desenvolver”, explicou Somoggi.

A linha de raciocínio do especialista é compartilhada pelo diretor de marketing do Corinthians, Luiz Paulo Rosenberg. “Ainda estamos engatinhando no trabalho de exploração das marcas dos clubes”, afirmou. “A cada dia o poder da Fiel me surpreende e impressiona. Não tenho dúvidas de que o estádio, quando estiver pronto, possibilitará que tenhamos receitas até aqui inéditas para o clube”, analisou.

O presidente licenciado do Alvinegro e atual coordenador de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Andrés Sanchez, vai mais longe. “Com a proximidade da Copa do Mundo o futebol brasileiro seguirá crescendo. Tem muita gente que está esperando um pouco mais para investir”, afirmou. “E nesse embalo não tenho dúvidas de que o Corinthians se tornará um dos cinco maiores clubes do mundo.”

MECENAS

Entre os detalhes que chamam atenção no estudo está o fato de que muitos mercados notabilizados nos últimos anos por contratar atletas brasileiros, casos de países do leste europeu – Ucrânia e Uzbequistão -, ou o famoso “mundo árabe” não aparecem na relação dos principais mercados.

De acordo com os especialistas, a explicação está no fato de que esses clubes não usam dinheiro relacionado a direitos de TV, exploração de estádio ou marketing para contratar jogadores. Tais agremiações são movidas, na maioria dos casos, com dinheiro de bilionários (herdeiros e estatais ou xeques árabes) que investem sem controle, como se o futebol fosse uma espécie de passatempo de luxo. São os chamados “mecenas da bola”.

“Evidentemente, em casos pontuais fica muito difícil concorrer com esses clubes, que são tratados como verdadeiros playgrounds de bilionário excêntricos”, comentou o presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro. “Para competir com esse tipo de situação, temos reinventado a maneira de administrar os clubes brasileiros.”

Um dos alicerces desta reestruturação é a descoberta do “planejamento”. Para os dirigentes, além de mais dinheiro, o futebol brasileiro ganha, aos poucos, credibilidade. É esperar para ver.

Futebol brasileiro vai alcançar o da Europa em 2015

Especialistas acreditam que em 3 anos clubes do Brasil pagarão salários equivalentes aos dos grandes europeus

Jamil Chade

Se a atual tendência for mantida até meados da década, o Brasil poderá estar pagando salários equivalentes aos da grande maioria dos clubes europeus e a opção de sair do País, para muitos, será uma escolha baseada na carreira esportiva, e não em finanças. A avaliação é de alguns dos principais executivos e economistas da Uefa que, consultados pelo Estado, estimam que a partir de 2015 o futebol brasileiro terá recursos para competir de “igual para igual’’, pelo menos, com a maioria dos clubes do Velho Continente em termos de poder financeiro.

Corinthians, do atacante Adriano, gastou R$ 153 milhões com seu departamento de futebol em 2010 - Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE
Corinthians, do atacante Adriano, gastou R$ 153 milhões com seu departamento de futebol em 2010

 

Para os cartolas europeus, a explosão de salários no Brasil tem criado um “terremoto’’ no mercado internacional, habituado nos últimos 30 anos a se servir de jogadores do País. Nos últimos 15 anos, 50 das 400 maiores transferências do futebol envolveram brasileiros, o grupo mais cobiçado.

Mas, desse total de atletas de futebol negociados, apenas 14 jogavam ainda no Brasil quando clubes europeus fizeram as propostas milionárias. A maioria, segundo a Uefa, viu seu passe sofrer a alta valorização apenas quando já estava atuando na Europa.

Por décadas, o mercado da bola funcionou de uma forma bastante clara: centenas de jogadores brasileiros eram vendidos a preços baixos para clubes de segunda categoria na Europa. Depois de duas temporadas, em média, parte deles eram revendidos para os maiores clubes do Velho Continente, com ágio que chegava até a 3.000%.

O resultado é a presença de mais de 140 jogadores que, a cada ano, cruzam o oceano em direção aos cinco maiores campeonatos europeus. No total, a estimativa é de que existam mais de mil brasileiros atuando nas primeiras divisões dos 53 campeonatos nacionais europeus.

Na Uefa, a constatação é de que esse fenômeno será cada vez mais difícil de ocorrer e a tendência é de que vários clubes filiados à entidade comece a buscar alternativas no mercado africano. Já em 2010/2011, o número de transferências desabou, para menos de 40.

“O que vemos é um reflexo da situação internacional. A economia brasileira está em expansão e tudo indica que continuará assim. Na Europa, estamos em recessão já há alguns anos e as perspectivas são de que essa crise prosseguirá’’, explicou Andrea Traverso, chefe do departamento na Uefa que aprova as contas de clubes para que possam atuar. “O futebol só reflete tudo isso’’, disse. “Seria muito positivo se o Brasil conseguisse pelo menos manter por mais alguns anos seus atletas em casa e isso só ocorrerá com melhores condições salariais.’’

Para Sefton Perry, um dos principais economistas da Uefa, a Copa de 2014 no Brasil é a oportunidade de modificar de vez a estrutura financeira do futebol nacional. “Com novos estádios, novo modelo e o crescimento da economia, o Brasil tem tudo para, em 2015, já competir com os salários europeus’’, disse.

Na própria Europa, as disparidade entre 80% dos clubes “normais’’ e a elite estão sendo cada vez mais aprofundadas. Hoje, Barcelona e Real Madrid pagam em média salários de mais de US$ 7 milhões (R$ 12,2 milhões) a cada um de seus jogadores por ano.

Para tentar se manter competitivos, dezenas de clubes europeus se endividaram para atrair bons jogadores, tendência que levou o futebol à beira da falência. Há três anos, 55 clubes gastavam mais de 100% de sua renda para garantir salários dos atletas. Hoje, são 78. No total, os europeus acumulam dívidas de quase R$ 20 bilhões e têm cada vez mais dificuldades para encontrar quem os financie.

No caso europeu, além da crise, novas leis que entrarão em vigor a partir de 2014 prometem frear o aumento exponencial de gastos com salários. Quem não cumprir a regra de gastar apenas o que tem será eliminado de competições. Para os especialistas, isso pode ser mais uma vantagem aos clubes brasileiros.

RISCOS

Mas a Uefa alerta que, mesmo podendo competir com os europeus, o Brasil pode estar desenvolvendo um modelo de financiamento de atletas que pode acabar fragilizando os clubes no médio prazo. “Se analisarmos quem paga salários e quem compra jogadores no Brasil, são na maioria das vezes empresas e fundos de investimentos’’, diz Traverso.

Para a Uefa, a Fifa terá de decidir se esse modelo é compatível com as leis e se não existe o risco de transferências de jogadores serem realizadas por motivos financeiros, e não por questões esportivas. Além disso, a questão que tende a crescer é sobre a propriedade dos atletas e qual o poder que clubes de fato dispõem sobre seus jogadores. “Isso tudo terá de ser pensado no Brasil nos próximos anos’’, alertou Traverso.

Clubes brasileiros exageram e salários absurdos inflacionam o mercado

Folha de pagamento algumas vezes é maior que a receita total do time

SÃO PAULO – Se por um lado a chegada de Ronaldo ao Corinthians na temporada 2009 transformou-se em uma revolução na estratégia de contratação dos clubes brasileiros, por outro inflacionou de tal forma o mercado que, três anos depois, jogadores, treinadores e agentes falam em salários de R$ 300 mil, R$ 400 mil, R$ 500 mil por mês com naturalidade assustadora. Mas, afinal de contas, pode-se adjetivar o atual nível salarial dos profissionais de grandes clubes do futebol nacional como absurdo? E quais valores seriam normais? Como explicar mudança tão rápida de patamar?
De acordo com especialistas do mercado, as respostas estão diretamente relacionadas às receitas dos clubes. Ou seja, chega-se àquele raciocínio teoricamente óbvio, mas que na prática é tão difícil de ser seguido: não se deve gastar mais do que se ganha. Portanto, o que se leva em consideração no momento de definir a diferença entre aceitável e devaneio não é o montante pago a esse ou aquele, mas o porcentual que a folha de pagamento do futebol representa na receita total do clube.

Em mercados mais ricos e organizados, como os grandes centros europeus, constata-se que os gastos com o departamento de futebol representam, na média, de 50% a 60% das receitas totais de clubes como Real Madrid, Barcelona, Manchester United e Arsenal. No Brasil, esses valores frequentemente se aproximam dos 80% e podem chegar a insanos 176%, como o caso da Ponte Preta. Em outras palavras, o gasto do clube campineiro com o futebol é quase o dobro de sua arrecadação.

Para explicar este “boom” salarial, dirigentes dos principais clubes brasileiros explicam que o fenômeno está relacionado à nova realidade econômica destas agremiações. “De fato, os contratos dos direitos de transmissão ficaram maiores e os clubes começam a aprender como explorar o marketing”, afirmou o presidente do Botafogo, Maurício Assunção. “O problema é que ainda não se criou uma nova referência. O mercado está sem referência, o que dá margem para absurdos.”

Só para se ter ideia, o contrato relativo aos direitos de transmissão de clubes como Flamengo e Corinthians, que até o ano passado rendiam a estes clubes algo em torno de R$ 30 milhões, saltou para R$ 90 milhões, aumento de 200%. “Mas não é só isso. Aos poucos as pessoas entendem que futebol é entretenimento. Ou seja, receitas como bilheteria tendem a crescer bastante na medida em que os clubes começarem a tratar o futebol como espetáculo”, explicou o botafoguense.

RAZÃO X EMOÇÃO

Mas existe outro aspecto importante que faz com que alguns cartolas percam a noção da realidade e cometam as chamadas loucuras no momento de contratar um reforço: a paixão.

“Dirigentes também são torcedores. E talvez muitos não consigam separar as coisas”, afirmou Assumpção. “Eu tentei contratar jogador oferecendo salário de R$ 250 mil. Então, o procurador disse que um rival ofereceu R$ 650 mil. Agradeci e pulei fora. O problema é que tem muito dirigente que encara a disputa com o rival por um atleta como uma final de campeonato. Não pode perder de jeito nenhum. É preciso ter convicção para lidar com a pressão da torcida.”

Neymar e Ronaldinho Gaúcho reinam entre megassalários

Enquanto craque do Santos não para de ampliar receita, astro do Fla encontra dificuldade de receber

Leonardo Maia e Lucas Azevedo

RIO – Neymar e Ronaldinho Gaúcho extrapolaram a condição de grandes salários. Os craques de Santos e Flamengo reinam absolutos em um patamar que os equipara a estrelas internacionais. Para tanto, os clubes procuram traçar estratégias semelhantes à adotada pelo Corinthians quando contratou Ronaldo, baseada na exploração da imagem. A ideia é fazer com que a maior parte do rendimento do jogador venha de ações comerciais protagonizadas por ele.

Ao contrário de Neymar, Ronaldinho Gaúcho ainda não conseguiu movimentar o mercado de marketing - Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE
Ao contrário de Neymar, Ronaldinho Gaúcho ainda não conseguiu movimentar o mercado de marketing

Neymar é um caso bem-sucedido. “Não há limite para os rendimentos do Neymar. Qualquer contrato que ele feche com patrocinadores, 90% do valor fica com ele e os outros 10% com o clube”, observou o presidente santista Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro. “Se considerarmos a receita total do Neymar hoje, eu diria que o Santos paga 40%. Os outros 60% vêm do marketing, das campanhas das quais ele participa. O Neymar se paga.”

Esta era a expectativa da diretoria do Flamengo e da empresa de marketing esportivo Traffic quando contrataram Ronaldinho Gaúcho. Porém, ao contrário do jovem craque do Santos, a consagrada estrela rubro-negra ainda não conseguiu movimentar o mercado. Muito pelo contrário. Ronaldinho se vê envolvido em polêmica por atraso de salários.

Além dos vencimentos de quase R$ 1 milhão de Ronaldinho, a Gávea registra outros salários dignos de inveja: R$ 500 mil do atacante Deivid, R$ 300 mil do meia Renato e os R$ 700 mil do técnico Vanderlei Luxemburgo.

VALE POR UM TIME

O futebol carioca protagoniza algumas distorções dentro deste universo dos megassalários. O Fluminense conta com a força do patrocínio da Unimed. O dono da empresa, Celso de Barros, é torcedor apaixonado do Tricolor e não poupa esforços – muito menos dinheiro – para montar o time. Entre as estrelas estão Deco e Fred, que ganham, cada um, R$ 850 mil por mês, e Thiago Neves, que chega para receber R$ 750 mil.

Desse montante – que se aproxima de todo o custo do Botafogo com seus jogadores – o Fluminense arca apenas com cerca de R$ 50 mil para cada um, o suficiente para o clube assinar um acordo trabalhista.

SÓCIO-TORCEDOR

Em Porto Alegre a estratégia adotada por Internacional e Grêmio é diferente. Os rivais gaúchos apostam na força da torcida. O Colorado conta com 103 mil sócios-torcedores que pagam mensalidade de R$ 25, o que dá ao clube receita de R$ 2,75 milhões.

Curiosamente, o Tricolor, mesmo com números menos de sócios (68 mil), conta com receita maior (R$ 3,4 milhões). A explicação está no valor da mensalidade: R$ 50. 

ICFUT- Estaduais 30/01/2012 – GOLS

Ypiranga 0 x 1 Cruzeiro – Gols – Campeonato Gaúcho 2012 [29/01/12]

São Luíz 0 x 1 Caxias – Gols – Campeonato Gaúcho 2012 [29/01/12]

São José 3 x 0 Avenida – Gols – Campeonato Gaúcho 2012 [29/01/12]

Lajeadense 3 x 1 Pelotas – Gols – Campeonato Gaúcho 2012 [29/01/12]

Canoas 1 x 2 Cerâmica – Gols – Campeonato Gaúcho 2012 [29/01/12]

Democrata-DV 1 x 3 América-MG – Gols – Campeonato Mineiro 2012 [29/01/12]

Paulista 1 x 1 Santos – Gols – Campeonato Paulista 2012 [29/01/12]

Rio Verde 1 x 2 Itumbiara – Gols – Campeonato Goiano 2012 [29/01/12]

Rio Branco 0 x 2 Atlético-PR – Gols – Campeonato Paranaense 2012 [29/01/12]

Joinville 2 x 2 Figueirense – Gols – Campeonato Catarinense 2012 [29/01/12]

Sport 4 x 3 Náutico – Gols – Campeonato Pernambucano 2012 [29/01/12]

Juventude 2 x 1 Grêmio – Gols – Campeonato Gaúcho 2012 [29/01/12]

Duque de Caxias 1 x 3 Vasco – Gols – Campeonato Carioca 2012 [29/01/12]

Corinthians 1 x 0 Linense – Gols – Campeonato Paulista 2012 [29/01/12]

Catanduvense 1 x 1 Palmeiras – Gols – Campeonato Paulista 2012 [29/01/12]

Atlético-MG 2 x 0 Boa Esporte – Gols – Campeonato Mineiro 2012 [29/01/12]

ICFUT – Timão 100% no Paulistão

Sheik decide e Timão segue 100% no Paulistão
Atacante marca aos 34 do segundo tempo e garante vitória do Corinthians no Pacaembu. Linense ainda teve um gol anulado

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Corinthians x Linense – Campeonato Paulista – Alex (Foto: Eduardo Viana) Corinthians x Linense – Campeonato Paulista – Alex (Foto: Eduardo Viana)

LANCEPRESS!
Publicada em 29/01/2012 às 18:56
São Paulo (SP)

O Corinthians suou a camisa neste domingo para furar o bloqueio do Linense, que ainda teve um gol anulado. Porém, diante da fiel, o Timão se superou no segundo tempo e venceu por 1 a 0, neste domingo, no Pacaembu.

Quando tudo caminhava para um empate sem gols, Emerson Sheik mostrou categoria e marcou um golaço, aos 34 minutos do segundo tempo.

Com a vitória, o Timão segue com 100% de rendimento na competição com nove pontos, na segunda colocação, atrás do líder São Paulo. O Linense ocupa a sétima posição, com quatro pontos ganhos.

Fonte: Lancenet

Por Edgar Santista – Santos oscila em campo e só empata com o Paulista

Time tem altos e baixos em Jundiaí e leva apenas um ponto para casa. Alan Kardec faz seu quarto gol no Paulistão

Em um jogo de altos e baixos de seus jogadores, o Santos conseguiu apenas um empate contra o Paulista, em Jundiaí. O 1 a 1 no placar foi garantido por Alan Kardec, depois do Peixe sair atrás no marcador. O centroavante chegou ao seu quarto gol, marcando todos os tentos da sua equipe no Paulistão. Com o empate, o Galo da Japí chega a sete pontos e segue na parte de cima da tabela. Já o Peixe chegou a cinco pontos.

O Peixe foi a campo mais uma vez com o seu time reserva. Era a última chance dos suplentes ganharem pontos com Muricy Ramalho, já que na próxima rodada, contra o Oeste, os titulares voltarão ao combate. Com quatro pontos até então, era hora de vencer mais uma e se manter perto dos líderes do Paulistão. A aposta era em Alan Kardec. Os três gols santistas marcados até então eram do centroavante. Já o Paulista, jogando em casa, queria manter o 100% de aproveitamento. Para isso, o técnico Sérgio Baresi manteve a base das duas primeiras rodadas.

O primeiro tempo começou corrido em Jundiaí. O Santos acelerava, mas errava passes bestas e via os donos da casa criar jogadas suas rápidas. O Paulista, bem armado em campo pelo técnico Sérgio Baresi, aos 8 minutos chegou ao primeiro gol em sua jogada característica.

Depois de roubar uma bola na defesa, o time tricolor contra-atacou com perfeição e Renan Marques, na cara de Aranha, colocou na rede após receber lançamento nas costas da zaga.

O gol não fez os reservas santistas acordarem. Apático, o meio de campo alvinegro não funcionava. Por outro lado, o Galo da Japí não dava espaço na marcação e contiava se arriscando nos contra-golpes. Teve até chapéu e caneta para cima dos santistas na primeira etapa.

Muricy Ramalho, do banco de reservas, olhava para o time com cara de poucos amigos e a certeza era uma só: o treinador iria pegar no pé dos jogadores no vestiário…

O time voltou do intervalo e mudou sua atitude em campo. A bronca de Muricy parecia ter resolvido. Com três minutos, já eram duas chegadas perigosas do Santos. Primeiro no chute de Anderson Carvalho e depois com Renteria, que bateu forte no canto esquerdo de Vagner.

Mais aceso em campo, o Santos insistia em cruzamentos pelas laterais. Enquanto isso, o Paulista se segurava na defesa e ainda assustava nos contra-ataques.

A insistência nos chuveirinhos para a área do Paulista surtiram efeito para o Santos aos 29 minutos. Após bate e rebate na área, Alan Kardec colocou para dentro. Era o quarto gol do atacante no Paulistão.

O Santos seguiu em cima, mas sem criatividade, não conseguia furar a marcação do time de Jundiaí. Breitner, que entrou na segunda etapa, criava as principais jogadas de perigo do Peixe. Apesar da vontade, faltou qualidade, e os santistas saíram com o empate.

Próximos jogos

Na próxima rodada o Santos recebe o Oeste, na Arena Barueri, na quinta-feira. Já o Paulista volta a campo contra o Mirassol, na quarta, fora de casa, no estádio José Maia.

FICHA TÉCNICA:
PAULISTA 1X1 SANTOS

Estádio: Jayme Cintra, Jundiaí (SP)
Data/hora: 29/1/2012, às 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo
Auxiliares: Alexandre Basilio Vasconcellos e Rodrigo Soares Aragão

Gols: Renan Marqyes, 8’/1ºT (1-0), Alan Kardec, 30’/2ºT
Cartões amarelos: Wellington, Junior Alves (Paulista)
Cartões vermelhos: Junior Alves (Paulista)

PAULISTA: Vagner, Samuel Xavier, Junior Alves, Diego Ivo e Reinaldo; Madson (Fabrizio, 37’/2ºT), Wellington (Bruno Octávio, 29’/2ºT) Dener e Danilo Gomes; Ricardinho (Richely, 29’/2ºT) e Renan Marques. Técnico: Sérgio Baresi.

SANTOS: Aranha, Maranhão, Bruno Rodrigo, Vinicius Simon e Emerson; Anderson Carvalho, Ibson, Felipe Anderson e Alan Kardec; Rentería (Dimba, 32’/2ºT) e Tiago Alves (Breitner, 12’/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho

Fonte: Lancenet

ICFUT – Fernandão salva Palmeiras

Fernandão marca e Palmeiras consegue empate no fim do jogo

Alviverde sai atrás no placar, mas após cobrança de escanteio, Assunção ajuda Fernandão a anotar o gol de empate

Palmeiras x Catanduvense - Campeonato Paulista - Gol do Fernandão (Foto: Tom Dib) Fernandão comemora gol que deu o empate ao Palmeiras (Foto: Tom Dib)

Em jogo de pouca criatividade, Catanduvense e Palmeiras empataram em 1 a 1 no Estádio Silvio Salles, neste domingo. Pelo lado do Palmeiras, mais uma vez Marcos Assunção salvou a equipe de uma derrota, enquanto Leandro Amaro quase deu a vitória para o time da casa.

O primeiro tempo da partida começou com o Palmeiras dominando as ações de ataque, a equipe conseguiu ficar com a bola na maior parte dos 15 minutos iniciais. Aos dois minutos, Daniel Carvalho recebeu livre na intermediária e tentou chute, mas foi travado na hora da conclusão. Logo depois, aos cinco minutos, Juninho avançou pela lateral-esquerda e cruzou para Ricardo Bueno, que dominou no peito e chutou, porém, novamente, a zaga do Catanduvense travou a tentativa.

Depois dos primeiros 15 minutos, o time da casa conseguiu equilibrar a partida, o que a deixou muito travada no meio de campo. Com pouca criatividade de ambos os lados, as chances de gol ficaram mais raras. O forte calor da cidade também influenciou na queda do ritmo de jogo.

Aos 32 minutos, após bola alçada na área, Ricardo Bueno, em disputa de bola pelo alto com a defesa do Catanduvense, foi empurrado pelas costas e caiu pedindo pênalti, os jogadores do Palmeiras também reclamaram, mas Luiz Vanderlei Martinucho mandou o jogo seguir.

Daniel Carvalho, pela primeira vez entrando como titular, ainda pareceu fora de rtimo, mas aos 36 minutos roubou bola na intermediária, arrancou pela esquerda, cortou para a perna direita e deixou para Ricardo Bueno chutar e novamente ser travado.

O time da casa também assustou a defesa palmeirense. Aos 38 minutos, em um contra ataque rápido nas costas do lateral esquerdo Juninho, Washington entrou na área e arriscou chute cruzado, exigindo grande defesa de Deola, que não havia tido trabalho até então. Faltando pouco para acabar a primeira etapa, os times não se arriscaram mais ao ataque.

Na volta do intervalo, o panorama da partida não mudou, as equipes ainda não conseguiam criar chances de gol e abola não chega para os atacantes. Tentando mudar alguma coisa, Murtosa tirou Luan para a entrada de Pedro Carmona.

A alteração não surtiu efeito, e as chances palmeirenses só apareciam nas bolas paradas de Marcos Assunção, que quase marcou por duas vezes. Na primeira a bola bateu caprichosamente no travessão, na segunda, o goleiro João Paulo salvou o time da casa com grande defesa.

Quando o jogo parecia estar nas mãos do Palmeiras, Leandro Amaro colocou a mão na bola dentro da área após cruzamento da direita. O árbitro marcou penalidade máxima para a equipe do Catanduvense, que Osny converteu sem maiores problemas.

Em outra tentativa de mudança de postura, Murtosa sacou Maikon Leite e colocou Fernandão. Dessa vez a alteração deu resultado. Após cobrança de escanteio de Marcos Assunção, Fernandão desviou de cabeça e marcou o gol de empate do Verdão.

O Palmeiras ainda teve duas chances de gol, que Patrik e Ricardo Bueno desperdiçaram. Dessa forma, o placar ficou assim: 1 a 1 e mais um e o segundo empate seguido para a equipe de Felipão.

Na próxima quarta-feira o Catanduvense vai até Ribeirão Preto para enfrentar o Comercial no Estádio Dr. Palma Travassos e o Verdão recebe o Mogi Mirim, no Pacaembu.

FICHA TÉCNICA
CATANDUVENSE 1 x 1 PALMEIRAS

Estádio: Silvio Salles, Catanduva (SP)
Data/hora: 29/1/2012 – 17h
Árbitro: Luiz Vanderlei Martinucho
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli e Mauro André de Freitas

Renda/ público: Não disponíveis
Cartões amarelos: Cleber 18’/2T
Cartões vermelhos: –
GOLS: Osny 31’/2T (1-0) e Fernandão 37’/2T (1-1)

CATANDUVENSE: João Paulo; Lorran, Cleber, Ednei e Anderson Paim; Dú, Ricardo Oliveira, Fabinho Carioca, Washington (Sidrailson, aos 40’/2ºT) e Alex Willian (Johnson, aos 20’/2ºT); Alemão (Osny, aos 19’/2ºT). Técnico: Roberval Davino.

PALMEIRAS: Deola; Cicinho, LEandro Amaro, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção e Daniel Carvalho (Patrik, aos 25’/2ºT); Maikon Leite (Fernandão, aos 30’/2ºT), Luan (Pedro Carmona, aos 12’/2ºT) e Ricardo Bueno. Técnico: Flávio Murtosa.

Fonte: Lancenet