Por Rogerinho – Sem Fabuloso, Lucas resolve e São Paulo mantém 100% contra o Azulão

Sumido na partida, meia aparece no fim e faz 2 a 1 para o Tricolor, que soma nove pontos no Paulista. Luis Fabiano marca, mas sai lesionado

Fonte – Globoesporte.com

A tarde estava destinada a Luis Fabiano, mas Lucas é que foi o responsável por manter os 100% de aproveitamento do São Paulo no Campeonato Paulista. Neste sábado, contra o São Caetano, o Fabuloso foi o dono dos primeiros 30 minutos, fez gol, saiu machucado pouco depois, e viu o meia aparecer no fim para garantir a vitória por 2 a 1 no Morumbi. Já o camisa 9 deve desfalcar a equipe por pelo menos duas semanas.

Sem o centroavante nem o goleiro Rogério Ceni, com uma lesão no ombro, o Tricolor teve em Lucas seu homem de confiança para resolver o jogo. O meia saiu de campo ovacionado pelos pouco mais de 12 mil são-paulinos que assistiram ao jogo. Com o resultado, o São Paulo vai aos nove pontos em três rodadas de Paulistão. Porém, a defesa apresentou falhas e mostrou enorme dependência de Rhodolfo, que não atuou neste sábado.

Já o Azulão, que jogou bem e segurou enquanto pôde, permanece com quatro. Foi a primeira derrota do time do ABC na temporada.

luis fabiano são paulo São caetano (Foto: Gaspar Nóbrega / Vipcomm)
Luis Fabiano abriu o placar e depois saiu com uma lesão na coxa

Na próxima rodada, o São Paulo joga contra o Guarani na quinta-feira, às 19h30m (de Brasília), no Morumbi. O São Caetano entra em campo às 17h de quarta-feira, contra o XV de Piracicaba, no Anacleto Campanella.

Fabuloso, mas por pouco tempo

Os últimos dias tinham sido longos para Luis Fabiano, cheio de vontade de desencantar logo na temporada. A obsessão pelo gol ficou evidente logo nos primeiros minutos do duelo, com o centroavante – agora capitão – pedindo bola, chamando jogo, tentando um posicionamento diferente. No primeiro chute, a bola encontrou a trave e deixou o atacante irritado. Ele levou as mãos ao rosto e ficou por mais de um minuto parado no meio-campo, talvez imaginando a falta que aquele gol perdido faria.

Mas para o bem do camisa 9, o São Paulo dominou o território do São Caetano e mostrou volume de jogo pela direita, com Lucas, e pela esquerda, com Fernandinho. Foi este último o responsável pelo alívio do Fabuloso, logo aos 15 minutos. O ponta avançou pelo setor esquerdo e deu um passe preciso para Luis Fabiano, enfim, encontrar as redes: 1 a 0, fim do peso nas costas, fim do pequeno jejum de duas partidas na temporada. Deu até para homenagear o lesionado Rogério Ceni na comemoração.

O problema era que a defesa não tinha o mesmo espírito do ataque. Sem Rhodolfo, machucado, o Tricolor se perdeu e sofreu para conter o lado direito do Azulão, que chegou como quis por ali: com Geovane, Anselmo, Marcelo Costa e Moradei. Sim, Moradei. Enquanto Luis Fabiano ajeitava a faixa de capitão no braço, ainda comemorando o gol, o volante ex-Corinthians já estava sozinho na grande área, de frente para Denis. Segundos depois, após um drible seco no goleiro, o jogo já estava empatado: 1 a 1, aos 16 minutos.

E aí, a tarde fabulosa acabou. O São Caetano passou a criar mais, aproveitou a falta de comunicação de João Filipe e Cortez e levou perigo a todo momento, sempre pelo lado direito do ataque. Lá na frente, em uma das esporádicas arrancadas pós-gol, Luis Fabiano levou a mão à coxa direita. Nas vazias arquibancadas, lamentações e olhares de reprovação por parte dos são-paulinos. Atendido pelos médicos, o centroavante saiu de campo resignado, sem falar com ninguém e levando a faixa de capitão enrolada em uma das mãos – demonstração da angústia pelo retorno das lesões, que tanto atormentaram em 2011. Serão pelo menos 15 dias longe dos gramados.

Cadê o líder? Veste a 7

Sem Luis Fabiano, Denis foi o encarregado de manter o status de capitão durante o segundo tempo. Mas lá de longe, o goleiro não podia orientar o afoito ataque são-paulino, que ciscou, ciscou e pouco fez de efetivo. Apenas um chute de Fernandinho, logo no começo, deu esperanças à torcida. Emerson Leão agiu, lançando o meia Maicon no lugar de Denílson e adiantando o seu meio-campo. Mesmo assim, faltou tranquilidade. Faltou também uma liderança para orientar e tentar arrumar o time dentro de campo.

A mudança de Leão abriu (ainda mais) espaço para os contra-ataques do São Caetano. Geovane, sempre esperto, levou perigo a Denis em duas oportunidades que poderiam selar a virada da equipe do ABC. O técnico Márcio Araújo manteve seus quatro defensores em linha, neutralizando as jogadas pelas pontas, e deixou o Azulão seguro no Morumbi, já contente com o empate.

Leão tentou nova investida ao lançar Casemiro na vaga de Cícero, mas o volante só foi notado quando foi acertado por Geovane e originou uma discussão entre jogadores das duas equipes. Sem suas duas principais estrelas, o São Paulo só tinha um jogador em campo capaz de resolver o jogo sozinho. Ele vestia a 7, e não decepcionou.

Sumido durante todo o jogo, Lucas apareceu na intermediária e soltou um petardo aos 32 minutos. Luiz não conseguiu segurar e o meia saiu enlouquecido, quase rasgando a camisa para comemorar. Lucas claramente tinha sentido a responsabilidade de ter que liderar o time. O chute que deu a vitória por 2 a 1 ao Tricolor provou que ele pode corresponder até nos piores momentos.

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