Por Cleber Aguiar – Jogos atraíram 5,5 mi de torcedores

Fonte: O Estado de São Paulo

Clássicos nas rodadas finais da competição elevaram a média de público e arrecadação; estádios ficaram lotados

PAULO FAVERO – O Estado de S.Paulo

O Campeonato Brasileiro de 2011 apresentou algumas disparidades e curiosidades. A torcida respondeu comparecendo em bom número aos jogos. Atraiu um público pagante de 5,5 milhões de pessoas em 380 partidas, com arrecadação total nas bilheterias de R$ 115,9 milhões – média de R$ 309 mil por jogo -, segundo dados da CBF.

Nesses números se incluem os 732 torcedores que foram ver América-MG 1 x 3 Coritiba, pela 13.ª rodada – o menor público do campeonato. Em contrapartida, no São Paulo 1 x 2 Flamengo, em outubro, pela 27.ª rodada, o Morumbi recebeu 63.871 pagantes – jogo de maior público e arrecadação alcançando R$ 2,6 milhões.

Com uma média de 14.900 torcedores por partida, puxado para cima principalmente pela boa fase do Corinthians, que lotou o Pacaembu em quase todas as partidas, o Brasileirão sofreu mais uma vez com a ausência de grandes palcos.

Por causa da Copa do Mundo de 2014, Mineirão, Maracanã, Fonte Nova e Castelão estão em obras. Sobrou para os times escolherem outros locais mais modestos para jogar e com menor capacidade de público.

Na geografia da bola, apesar de ter visto o Ceará cair para a Série B, o Nordeste pode comemorar o fato de que dois clubes da região voltaram para a primeira divisão: Náutico e Sport, ambos de Pernambuco. Eles devem ajudar o Brasileiro de 2012 a ter média de público maior ainda, pois são equipes com tradição de lotar os estádios.

Outros dois que subiram, Portuguesa e Ponte Preta, dão mais força ao futebol paulista, agora com seis representantes. Já a região Sul se enfraqueceu com as quedas do Atlético-PR e do Avaí. Minas que tinha três clubes, perdeu o rebaixado América-MG.

Nas redes. Nas 380 partidas foram marcados 1017 gols – média de 2,68 por jogo. Borges, do Santos, terminou a competição como artilheiro, com 23 gols, mesmo tendo ficado fora de muitas partidas. Fred, do Fluminense, marcou 22 vezes e por pouco não ultrapassou o atacante santista.

Fred, pelo menos, ajudou seu time a ser o melhor ataque do torneio, com 60 gols. No lado oposto, o Atlético-PR foi quem menos balançou as redes: apenas 38 vezes, média de um gol por jogo.

Na parte técnica, tivemos 184 vitórias de times locais, contra 91 dos visitantes. Ainda foram 105 empates.

Ao contrário do ano passado, os estrangeiros não tiveram tanto destaque na edição deste ano do Brasileirão. Conca, eleito em 2010 o melhor jogador da competição, disputou algumas partidas neste ano, mas acabou deixando o Fluminense para se transferir para o futebol chinês. Montillo, do Cruzeiro, brilhou em alguns momentos, mas por causa de problemas pessoais acabou caindo de rendimento e viu sua equipe quase ser rebaixada. Guiñazú e D’Alessandro, do Inter, não foram tão bem, mas até tiveram seus trabalhos reconhecidos pela seleção argentina.

E se os gringos não roubaram a cena, o espaço ficou livre para os brasileiros, principalmente com o retorno de craques que estavam no exterior, como Juninho Pernambucano (Vasco), Adriano, Liedson e Alex (Corinthians), Luis Fabiano (São Paulo), Ronaldinho Gaúcho (Flamengo), Elano (Santos), Rafael Sóbis (Fluminense) e Renato (Botafogo), entre outros.

Nem todos conseguiram mostrar seu potencial, por diversas razões, mas isso enche de esperanças a torcida brasileira de que 2012 será ainda mais promissor.

Estádio cheio

São Paulo 1 x 2 Flamengo teve

o maior público do

campeonato: 63.871 pagantes

Às moscas

Já a derrota do América-MG para o Coritiba por 3 a 1 foi vista por apenas 732 pagantes

Nos cofres

A renda acumulada do Brasileiro foi de R$ 115.923.069,59, o que dá uma média de R$ 309.954,73 por partida