Por Cleber Aguiar – Marcelinho Paraíba é detido após acusação de estupro

Fonte: O Estado de São Paulo

Jogador teria atacado jovem durante uma festa, em Campina Grande (PB)

Solange Spigliatti, do Estadão.com.br – Agência Estado

SÃO PAULO – O jogador de futebol Marcelinho Paraíba, do Sport, foi preso em Campina Grande (PB), na madrugada desta quarta-feira, 30, junto com pelo menos 10 pessoas. Eles foram acusados de estuprar uma jovem durante uma festa.

Marcelinho Paraíba foi um dos destaques do Sport no Campeonato Brasileiro da Série B - André Lessa/AE
André Lessa/AE
Marcelinho Paraíba foi um dos destaques do Sport no Campeonato Brasileiro da Série B

Segundo a Polícia Militar, o jogador e os outros acusados estavam em uma festa, na granja do jogador, no bairro Nova Brasília, quando a polícia foi acionada para verificar um caso de estupro sofrido por uma das convidadas. O meio-campista e os convidados foram levados para a 2.ª Superintendência Regional da Polícia Civil, onde deverão prestar depoimentos, no bairro do Catolé.

Marcelinho Paraíba defendeu o Sport no último sábado, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, onde o time pernambucano venceu o Vila Nova por 1 a 0, pela rodada final da Série B do Campeonato Brasileiro. Com a vitória, a equipe conquistou a quarta colocação da competição e assegurou o seu retorno à elite do futebol nacional em 2012.

Com boa atuação na partida contra o Vila Nova, Marcelinho Paraíba fez o cruzamento que resultou no gol de Bruno Mineiro diante do rival goiano. Nascido em Campina Grande, o experiente meio-campista, de 36 anos, iniciou a carreira no Campinense (PB) e depois defendeu Paraguaçuense-SP, Santos, Rio Branco-SP, São Paulo, Olympique de Marselha, Grêmio, Hertha Berlin, Trabzonspor-TUR, Wolfsburg, Flamengo e Coritiba, antes de voltar a jogar pelo São Paulo e em seguida se transferir para o Sport.

 

HUMOR ICFUT – Deu a louca no bairrismo! – Tutty Humor do Estadão.

Fonte: O Estado de São Paulo

tuttyvasques@estadao.com.br

 

ilustração pojucanDepois de exportar para estados vizinhos know-how em explosão de bueiros – desastre de bonde exigiria transferência de tecnologia mais complicada –, o Rio está investindo agora em batida de catamarãs. O carioca não sossega enquanto não fizer algo que não possa ser superado em São Paulo, e vice-versa.

O bairrismo, como se sabe, é cego a ponto de colocar em disputa até a capacidade de se produzir lambanças em larga escala nas duas maiores cidades do País.

Em matéria de bandalheira no Detran, por exemplo, a liderança momentânea de SP é indiscutível, e olha que a turma do Rio não é brinquedo, não!

Nos dois lados da ponte aérea mais badalada do País, cariocas e paulistas – ô, raças! – voltaram a surpreender esta semana torcendo uns pelos outros na reta final do Campeonato Brasileiro.

Dizem inclusive que, por esses dias, a torcida do Vasco em São Paulo é maior que a do Corinthians, que teria no Rio muito mais simpatizantes que o Flamengo.

Salvo raríssimas exceções, quem não é corintiano em SP torce para o Vasco ser campeão, título que, excetuando os vascaínos de berço, todo carioca deseja para o Timão.

Tomara que, no fim, vença o pior, né?

 

Por Cleber Aguiar – Clássico é teste para Elano jogar no Mundial

Fonte: O Estado de São Paulo

Meia será o único titular que vai pegar o São Paulo, domingo, na última rodada do Nacional; Muricy quer que atleta ganhe ritmo

 

SANCHES FILHO / SANTOS , ESPECIAL PARA O ESTADO – O Estado de S.Paulo

Elano foi inscrito para o Mundial de Clubes da Fifa com o número 8, mas vai ter de correr contra o tempo para ser titular na estreia do Santos nas semifinais do torneio, contra o Monterrey, do México, ou diante do campeão japonês (provavelmente o Kashima Reysol), em Toyota, no Japão, no dia 14 de dezembro.

A pedido de Muricy Ramalho, a recuperação do meia de 30 anos foi cercada de cuidados para que ele não sofresse a sétima lesão na temporada antes de viajar. Elano voltou a jogar contra o Bahia, depois de 53 dias afastado por conta da sexta lesão em 2011.

Ele mostrou estar curado, mas o seu futebol está muito abaixo do apresentado no primeiro semestre deste ano, pelo Santos.

Elano terminou o Campeonato Paulista empatado com Liedson na artilharia, com 11 gols, e foi um dos mais importantes jogadores na campanha da conquista da Taça Libertadores.

O baixo rendimento de Elano contra o Bahia até obrigou Muricy a mudar o programa de preparação do time para o Mundial. Estava previsto que diante do São Paulo, domingo, jogariam apenas reservas, evitando o risco de uma contusão que poderia tirar algum titular do Mundial. Mas, depois do jogo de domingo passado, o treinador anunciou que Elano será o único titular escalado, para readquirir ritmo.

“Foi apenas o primeiro jogo do Elano depois de muito tempo parado. Mas ele vai ter mais alguns dias de preparação aqui e no Japão para melhorar”, desconversou Muricy.

Com a contusão no tornozelo que tirou Adriano do Mundial, a presença do experiente Elano no time passou a ser fundamental. Ele poderá ajudar Henrique na marcação no meio-campo, fechando o lado direito. Por isso, é possível que o treinador peça que seja marcado pelo menos um jogo-treino durante o período de preparação no Japão, para que o camisa 8 avance um pouco mais na recuperação técnica.

O que complica ainda mais a situação de Muricy é que Ibson não aproveitou as chances que teve no Santos B para mostrar que tem condições de atuar ao lado de Henrique, Arouca e Ganso. O treinador até já admite mudar o esquema tático, voltando ao 4-3-3, com o retorno de Alan Kardec ao time para ser o terceiro atacante e ainda funcionar como o quarto meio-campista.

Por Cleber Aguiar – Entrevista do técnico Tite do Corinthians

Fonte: Folha de São Paulo

Este time tem muita alma, tem sede, é a cara do Corinthians

PERTO DE CONQUISTAR SEU 1º TÍTULO BRASILEIRO, TÉCNICO REVELA ACIDENTE QUE QUASE O MATOU EM 1987 E DEFENDE ANDRES SANCHEZ NA CBF

Jorge Araujo/Folhapress
Tite gesticula em entrevista no CT do Corinthians
Tite gesticula em entrevista no CT do Corinthians

MARTÍN FERNANDEZ
DE SÃO PAULO

A perda do título brasileiro em 1986 (que teve a final disputada no início de 1987) quase custou a vida de Tite, revelou o técnico à Folha ontem. Ele era jogador do Guarani, batido pelo São Paulo.

Como treinador do Corinthians, Tite, 50, está perto de vencer seu primeiro Nacional. “É um objetivo a ser resgatado”, disse, sobre o troféu que lhe escapou há 25 anos.

Na entrevista a seguir, Tite diz que seu time “tem muita alma”, defende Andres Sanchez na CBF e fala sobre sua relação com Luiz Felipe Scolari, que lhe deu esse apelido há mais de 30 anos, quando o levou para jogar no Caxias.

Folha – O time tem a sua cara?

Tite – É a primeira vez em São Paulo que começo uma temporada e estou terminando uma temporada. Esse time tem a cara do Corinthians, tem muita alma, mentalidade forte, sede de vencer.

Em que momento o Corinthians virou favorito ao título?

Foi ainda no Paulista, no primeiro jogo da final, contra o Santos [0 a 0]. Ali já deu um sinal de que estava forte.

E qual foi o pior momento?

Contra o São Paulo, porque era um clássico, um campeonato à parte, como será contra o Palmeiras. E aquele jogo poderia tirar muito a confiança da equipe, ou resgatá-la. Foi um marco [0 a 0].

Teve medo de ser demitido?

Não dá para eu pensar nisso, senão vou dar um foco para uma coisa que foge da minha alçada. No do Tolima [eliminação da Libertadores, em fevereiro], eu sabia que poderia perder o emprego.

Com ou sem título, o Corinthians está na Libertadores.

Eu cobrava de mim. Classificar o Corinthians à Libertadores era um objetivo meu. O outro, que eu me cobro agora: ganhar a Libertadores.

Para pagar pela eliminação?

Não para pagar. Seria uma retribuição pela confiança do presidente, que me apoiou.

O que acha do Andres na CBF?

É a valorização de um presidente que fez o que fez, do trabalho dele. Ato corajoso de quem não deve e não teme. Senão, deixaria para depois. Não precisa de tempo.

E se fosse o presidente de um clube rival na situação?

Seria fácil esconder o fato. Falar: “Andres, você é o cara, mas não vamos falar agora”. Não tem momento que você é correto ou sem-vergonha. Ou é ou não é.

Você faz planos de dirigir o Corinthians no Itaquerão?

Eu planejava ficar um ano aqui e ser campeão (risos). Mais do que isso não dá para planejar (risos).

Tem mágoa do Scolari?

Passou, passou.

Vocês se falaram?

Não.

Vocês tinham uma amizade.

Exato. Ela não é a mesma. A relação é mais profissional.

E se ele te abraçar domingo?

É uma coisa natural. Deixa as coisas fluírem de forma natural. Mas existe o reconhecimento, do passado, que ele me ajudou, isso permanece inalterado. Já somos grandes. Não vamos forçar nada. Amizade tem que fluir, ser espontânea, natural.

Você tem lembrado muito de 1986. Ainda dói?

É um objetivo a ser resgatado. Senti o gosto do título, estava muito perto, família já vibrando, e daqui a pouco…

Qual é o tamanho da ferida?

Eu não consegui dormir. Acabou o jogo, fui para casa eram duas horas da manhã. Eu disse para a minha mulher: “Rose, não vou aguentar ficar aqui, vamos embora”. Seis da manhã peguei o carro e fui pra Caxias.

Levou quanto tempo?

Eu não lembro. Mas quase morri. Eu e ela, num acidente de carro.

Como foi isso?

Perto de Vacaria [no RS] rodei, dei duas voltas na pista e quase desci uma ribanceira. Isso foi no final da tarde. Passei o dia dirigindo, dá 15, 16, 17 horas até lá, 1.080 km.

Estava chovendo?

Não.

Perdeu o controle?

Perdi o controle.

De cansaço?

Cansaço. Queria chegar em casa, ficar perto da família, tentar esquecer logo. Lembro que rodei, soltei o volante, botei a mão nela, queria protegê-la, passam 300 coisas… É a primeira vez que conto, só eu e ela sabemos.

E quando o carro parou?

Ela disse: “Vamos sair daqui”. Tinha um barranco. Eu consegui voltar e direcionar. Tremia tudo.

É por isso que você sempre lembra de 1986?

Não, não pelo acidente em si. Mas pela sensação de estar com uma coisa tão perto.

Por Cezar Alvarenga – Futuro de Dagoberto depende de vaga na Libertadores.

Fonte: UOL Esportes

O torcedor do São Paulo que está preparado para não contar mais com Dagoberto em 2012 pode ter uma surpresa. O estafe do jogador trabalha com a ideia da saída apenas no final do contrato. Mas o que deve definir mesmo a data da despedida é a classificação ou não do Inter, seu clube de destino, para a Libertadores.

“Não vejo possibilidade de sair em janeiro. A cabeça nossa está em abril”, falou o agente de Dagoberto, Marcos Malaquias, ao UOL Esporte. “Não tenho interesse que o Dagoberto seja liberado em janeiro”.

O agente do atacante ainda não confirma o acerto com o colorado, resgatando o velho recurso do “faltam detalhes”. Mas tudo está apalavrado e há duas semanas, o próprio esteve no Beira-Rio em uma reunião com o presidente Giovanni Luigi.

A pendência mesmo que falta ser resolvida é quando Dagoberto deixará o São Paulo rumo a Porto Alegre. Nesta terça-feira, o diretor técnico de futebol do Inter, Fernandão, esteve na capital paulista para negociar as condições do time tricolor para liberar o atacante antes do fim do contrato.

Os gaúchos tratam a visita como uma manobra de aproximação, para não alimentar rusgas no Morumbi e chegar a um acordo. Seja para pagamento pela liberação em janeiro ou não. O envolvimento de um jogador do elenco vermelho no negócio está descarto, por falta de interesse dos paulistas.

O Inter até considera gastar dinheiro para ter Dagoberto antes do tempo previsto, com uma ‘pequena’ condição: somente se conseguir a vaga na Libertadores do ano que vem. Com 57 pontos e na sexta colocação, o time do técnico Dorival Júnior precisa vencer o clássico contra o Grêmio, e torcer por tropeços do Coritiba ou do Flamengo.

Por Cezar Alvarnega – Vasco enfrenta maratona pela Sul-Americana.

Fonte: UOL Esportes

Acostumado a fortes emoções neste ano de 2011, o Vasco busca escrever mais um capítulo especial e carimbar a vaga inédita na final da Copa Sul-Americana. Para isso, o time terá que superar, nesta quarta-feira, às 21h50, a Universidad de Chile e, principalmente, o desgaste físico pela maratona de jogos nesta reta final de temporada.

Além disso, os vascaínos terão que vencer o “alçapão” do estádio Santa Laura, em Santiago, palco da partida de volta das semifinais da competição. Após empatar o primeiro jogo em 1 a 1, na última semana, em São Januário, o time cruzmaltino precisa de uma vitória simples ou de um empate por dois ou mais gols para avançar à decisão do torneio. Quem se classificar no confronto desta quarta decide o título com a LDU, do Equador, que superou o Vélez Sarsfield, da Argentina, na outra chave.

Mesmo sofrendo todos os efeitos do desgaste físico pelo pouco tempo de descanso entre os jogos, o técnico do Vasco, Cristóvão Borges, conseguiu minimizar os problemas e terá apenas um desfalque para a partida decisiva diante da “La U”. O meia Felipe, com dores musculares, ficou no Rio de Janeiro e dará lugar a Bernardo no time titular. Apesar de ainda não confirmar, outra novidade deve ser o retorno de Alecsandro ao ataque, no lugar de Elton.

Ciente da pressão pelo resultado e das dificuldades que serão encontradas no palco da decisão, Cristóvão pede apenas que o time tenha calma, contenha a ansiedade, para buscar um bom resultado. “Do outro lado, temos uma equipe qualificada e uma pressão muito grande da torcida. É preciso ter calma e uma boa aplicação tática para lutarmos pela vaga. Temos que controlar a ansiedade e não podemos entrar em desespero pelas circunstâncias adversas”, resumiu o treinador do Vasco.

Do outro lado, o pensamento é exatamente o contrário. Buscando se beneficiar da pressão que será exercida por sua torcida e pelo fato de estar acostumado ao acanhado estádio, a Universidad de Chile não quer saber de calma e promete partir para cima desde o início. “A única opção que temos é atacar desde o início, e será isso que vamos fazer. Temos que aproveitar o fato de estarmos diante da nossa torcida e pressionar em busca da classificação”, analisou o técnico Jorge Sampaoli.

Apontado por muitos como o melhor time das Américas, a “La U” busca uma atuação bem diferente da partida de ida, quando não conseguiu impor seu ritmo e só chegou ao empate no final do jogo. Para isso, os chilenos apostam, mais uma vez, na dupla formada por Lorenzetti e Vargas, responsáveis pelas principais jogadas ofensivas do time.

UNIVERSIDAD DE CHILE x VASCO

Data e horário: 30/11/2011 (quarta-feira), às 21h50 (horário de Brasília)
Local: Estádio Santa Laura, em Santiago (CHI)
Transmissão na TV: Rede Globo, Rede Bandeirantes e SporTv
Árbitro: Dario Ubriaco (Uruguai)
Auxiliares: Mauricio Espinoza (Uruguai) e Miguel Nievas (Uruguai)

Universidad de Chile
Herrera; Osvaldo González, Marcos González e Rojas; Rodríguez, Aránguiz, Díaz, Mena e Lorenzetti; Vargas e Gallegos
Técnico: Jorge Sampaoli

Vasco
Fernando Prass; Fagner, Dedé, Renato Silva e Jumar; Rômulo, Allan, Juninho e Bernardo; Diego Souza e Alecsandro
Técnico: Cristóvão Borges

 

Por Cleber Aguiar – Imprensa conhece novos vestiários do Dragão

Fonte: Atleticogoianiense.com.br

Por Sílvio Túlio 

Membros da imprensa goiana posam dentro do novo vestiário rubro-negro

Membros da imprensa goiana posam dentro do novo vestiário rubro-negro

Com a presença de vários jornalistas, o Atlético apresentou na tarde desta terça-feira os novos vestiários dos jogadores e comissão técnica.

Membros da imprensa goiana puderam visitar o local para ver o resultado da ampla reforma realizada no espaço. Além dos vestiários, a rouparia, os banheiros e a sala de reuniões da comissão técnica também foram revitalizados.

O diretor de futebol do Dragão, Adson Batista, revelou que a reforma faz parte de um projeto para o clube se profissionalizar cada vez mais. “O futebol hoje não aceita improvisações. Trabalhamos duro para tentar proporcionar aos nossos funcionários a melhor estrutura e ambiente de trabalho possíveis”, destaca o dirigente.

Adson salientou ainda que as benfeitorias não vão parar por aí. “Já entregamos uma nova academia, agora o vestiário. Nos últimos cinco anos, as obras nunca pararam e a tendência é que elas continuem por um bom tempo”.

O volante Pituca, que se reapresentou nesta tarde juntamente com o restante do grupo, comentou sobre as novas instalações. “Quando cheguei aqui em 2006, a situação era bem difícil. Ver tudo hoje tão bem estruturado é um motivo de grande alegria para mim”, disse o atleta, ao comparar a realidade atual do clube e a de cinco anos atrás.

Para o também volante Marino, que chegou recentemente ao Atlético, a impressão foi taxativa. “É a primeira vez que jogo num clube com uma estrutura tão boa”.

Nesta quarta, o elenco volta a treinar no CT do Dragão, às 16 horas.

Por Cleber Aguiar – Timão pode conquistar seu 1º título de expressão nacional no Pacaembu

Fonte: Globo.com

Das 21 taças conquistadas no estádio paulistano, somente seis são realmente relevantes: três do Campeonato Paulista e três do Rio-São Paulo

Por Carlos Augusto Ferrari São Paulo

Pacaembu, em jogo do Corinthiajns (Foto: marcos rib)O Pacaembu em dia de jogo do Corinthians: Timão
pode levantar a taça lá (Foto: Marcos Ribolli)

O corintiano adora bradar que o Pacaembu é a sua casa. Mas somente neste domingo, se conseguir pelo menos um empate com o Palmeiras, é que o Corinthians finalmente terá alcançado um título de expressão nacional no estádio paulistano.

O Pacaembu é historicamente conhecido como um palco de alegrias, aflições, lágrimas e tristezas do torcedor alvinegro. Foi no estádio paulista, por exemplo, que a equipe viveu dias de agonia até a queda para a Série B, em 2007, consumada no Olímpico, contra o Grêmio. Um ano depois, o torcedor lotou o estádio para empurrar o Timão novamente para a elite nacional e fez festa para abraçar o acesso.

Foi também na “casa corintiana” que o torcedor viu Ronaldo voltar para o Brasil e conquistar o Paulista de 2009. E arrancar para o título da Copa do Brasil – a taça foi levantada no Beira-Rio, depois do 2 a 2 com o Internacional. Agora, o clube tem a chance de ser campeão brasileiro diante de sua torcida e no local em que se sente mais à vontade. Tite que o diga.

    OS TÍTULOS DO TIMÃO NO PACAEMBU
ANO                    TÍTULOS
1941 Torneio Início
1942 Taça Cidade de São Paulo e Troféu Quinela de Ouro
1943 Taça Cidade de São Paulo
1944 Torneio Início
1947 Taça Cidade de São Paulo
1948 Taça Cidade de São Paulo
1950 Torneio Rio-SP
1951 Campeonato Paulista
1952 Taça Cidade de São Paulo
1953 Torneio das Missões (Taça Tibiriçá) e Taça Prefeitura Municipal de São Paulo
1954 Torneio Rio-SP, Torneio Internacional Charles Muller e Campeonato Paulista
1955 Torneio Internacional Charles Muller e Torneio Início
1956 Taça do Atlântico
1958 Taça Internacional Charles Muller
1966 Torneio Rio-SP
2009 Campeonato Paulista

 – Eu prefiro jogar sempre em casa. O Pacaembu é a nossa casa. É preciso maturidade, qualidade técnica individual, saber administrar dentro ou fora de casa. Em momento decisivo tem que estar preparado para todas as situações, porém, quero sempre decidir na minha casa – explicou Tite, que tem com o Corinthians dois pontos de vantagem sobre o Vasco (70 a 68).

No total, o Corinthians já conquistou 21 títulos no Pacaembu. Apenas seis tem alguma relevância: os três do Paulista (1951, 1954 e 2009) e três edições do Torneio Rio-São Paulo (1950,1954 e 1960).

– Nos anos 50, por exemplo, era impossível (conquistar um título de expressão no Brasil) porque não havia um campeonato nacional. O que tinha era o Rio-São Paulo, que era o máximo – disse Celso Unzelte, jornalista e pesquisador da história do Corinthians.

Unzelte afirma que alguns campeonatos conquistados pelo Timão no Pacaembu, como o Torneio Início de 1941, não têm muita relevância. Mas algumas competições internacionais eram importantes na época, como o Torneio Internacional Charles Muller, que tinha como participantes Benfica e Peñarol.

– Mas é importante ressaltar que o Corinthians venceu três vezes o Brasileiro no Morumbi e ainda jogou uma final de Copa do Brasil. O problema, na verdade, não era o Corinthians. Mas sim o Pacaembu, que não conseguia comportar o público – brincou o jornalista.

Indiferente ao passado, o torcedor corintiano vai lotar o Pacaembu no próximo domingo. Com uma margem pequena para o erro em relação ao Vasco, o Alvinegro encontrará na última rodada do Campeonato Brasileiro pela frente justamente seu maior rival. Sinônimo de sofrimento, lágrimas, angústia e, quem sabe, alegria. Do jeitinho que o corintiano gosta.

torcida corinthians pacaembu (Foto: Marcos Ribolli/ GLOBOESPORTE.COM)Torcida do Corinthians deve lotar o Pacaembu no domingo (Foto: Marcos Ribolli/ GLOBOESPORTE.COM)