Por Cleber Aguiar – Campeã, “Barcelusa” ganha destaque na imprensa espanhola

Fonte: Gazetaesportiva.net

O bom futebol  praticado pela Portuguesa na Série B gerou o apelido ao time rubro-verde de “Barcelusa”, fazendo alusão ao Barcelona, considerado o melhor time da atualidade. O que começou como uma brincadeira, agora tomou força e chamou a atenção na Espanha, país do clube azul-grená.

Nesta sexta-feira, o jornal Marca  destacou os apelidos dados pela torcida a jogadores como Marco Antônio – chamado de Xavi Antônio -, Edno – ou Lionedno Messi -, e Ananias, também apelidado de Ananiesta. A comparação é feita, em grande parte, pelo futebol ofensivo e de bom toque de bola apresentado pelo time do técnico Jorginho, que tem, na Segundona, uma campanha de 20 vitórias, 12 empates e apenas três derrotas, tendo marcado 73 gols e sofrido outros 37.

Na publicação, o jornal ainda deixa de lado a comparação para constatar uma mudança na ordem no futebol mundial. Segundo o Marca, “a época em que o futebol brasileiro representava o ‘Jogo Bonito’ ficou para a história. Agora, Messi, Xavi, Iniesta, Piqué e Villa são os que demonstram o futebol alegre e vistoso”.

Campeã com quatro rodadas de antecedência, a Lusa tenta não relaxar neste fim de competição nacional e se prepara para voltar a atuar na competição, desta vez contra o rebaixado Vila Nova, neste sábado, no Serra Dourada. O duelo é válido pela 36ª rodada da Série B.

 

Fernando Dantas/Gazeta Press

Com bom futebol e título antecipado, a grande campanha da Portuguesa chamou a atenção na Espanha

Por Cleber Aguiar – Com passagem pela MLS, jogador norte-americano de futebol revela ser homossexual

Fonte: Portal Uol

David Testo afirmou que os familiares e amigos já sabiam da sua orientação sexual

David Testo afirmou que os familiares e amigos já sabiam da sua orientação sexual

O americano David Testo, jogador de futebol que já disputou a Major League Soccer (MLS) dos Estados Unidos, revelou sua homossexualidade em uma entrevista à Rádio Canadá, uma confissão rara para um atleta profissional.

JOGADOR DE RÚGBI DESCOBRE SER GAY APÓS AVC E VIRA CABELEIREIRO

Um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido durante um treino mudou a vida do jogador de rúgbi inglês Chris Birch. Aos 26 anos, o atleta deixou de lado o estilo machão, abandonou o esporte e disse que descobriu ser gay. Leia mais

“Me arrependo de não ter anunciado publicamente antes. Lutei com isto por toda a minha, toda minha carreira. Viver a vida de um atleta profissional e ser gay é incrivelmente difícil. É como levar um segredo na mala”, afirmou Testo.

O americano disse que a família, amigos e os colegas de time (Montreal Impact) já sabiam de sua orientação sexual. Testo, meia de 30 anos, disputou duas temporadas (2004 e 2005) pelo Columbus Crew antes de jogar pelo Vancouver Whitecaps, ambos da MLS.

Atualmente joga no Montreal Impact, equipe da NASL, uma liga profissional de menor importância, mas espera retornar à MLS na próxima temporada.

“O esporte é um dos últimos lugares na sociedade a adaptar-se à homossexualidade. Isto não acontece de maneira consciente, nem por falta de respeito. É por medo e ignorância”, disse Testo, que nasceu na Carolina do Norte.

Tradução: Em Montreal (Canadá)

Por Cleber Aguiar – Tite confirma presença de Adriano diante do Atlético-PR

Fonte: Portal Terra

Em melhor forma física, Adriano está confirmado para próxima partida do Corinthians. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Em melhor forma física, Adriano está confirmado para próxima partida do Corinthians

Os corintianos verão, pela terceira vez na temporada, Adriano em campo no Pacaembu, desta vez contra o Atlético-PR, no domingo. Após uma semana de treinamentos, o técnico Tite anunciou a presença do atleta em entrevista coletiva no CT.

“Está, sim (relacionado). Fez os trabalhos normais durante a semana, fez trabalho com boa condição, melhor do que estava e a sintonia é de falar a verdade. Falamos para ele e Fábio (Mahseredjian, preparador físico) falou ao mesmo tempo. Está relacionado”, confirmou o treinador do time alvinegro, em entrevista coletiva nesta sexta, no CT Joaquim Grava.

Fora diante de Cruzeiro, Internacional, Avaí e América-MG, Adriano volta a ser opção no banco de reservas a cinco rodadas do término do campeonato. E melhor momento físico.

No comando do ataque do time reserva em treino coletivo na quinta-feira, o camisa 10 mostrou movimentação e muito mais mobilidade do que nos treinos das últimas semanas. Com apetite, chamou o jogo a todo momento, tabelando e finalizando.

A melhora física do jogador animou a todos os integrantes da comissão técnica nesta semana. Na quinta, o preparador físico Fabio Mahseredjian elogiou a evolução do jogador e deu o aval para Tite utilizá-lo por até 40 minutos diante do Atlético-PR.

Por Cleber Aguiar – Romário insinua: ‘Não levo nenhum da CBF, talvez Pelé leve…’

Fonte: Globo.com

Deputado Federal volta a dizer que o Rei ‘calado é um poeta’ e sugere que ex-atleta ganhe dinheiro da CBF para não falar de Ricardo Teixeira

Por Julyana Travaglia São Paulo

Romário durante evento com Neymar (Foto: Julyana Travaglia / GLOBOESPORTE.COM)Romário critica Pelé durante evento em São Paulo
(Foto: Julyana Travaglia / GLOBOESPORTE.COM)

A metralhadora-giratória de Romário não para. O deputado federal, que já assumiu que está pensando em se candidatar a prefeitura do Rio de Janeiro, voltou a mirar em Pelé. Durante um evento realizado na tarde desta sexta-feira, em São Paulo, o ex-atacante criticou fortemente o Rei do Futebol. No início da semana,  Pelé disse que Romário e Ricardo Teixeira tinham um problema pessoal.

– Eu tinha prometido nunca mais falar do Pelé porque ele fala tanta m… Como eu já disse antes, o Pelé calado é um poeta. Ele não tem consciência do que acontece no país – disse Romário.

Romário tem questionado Teixeira sobre corrupção no futebol. O mandatário da entidade máxima do futebol brasileiro foi alvo, em maio deste ano, de denúncias feitas pelo jornalista inglês Andrew Jennings, que escreveu um livro sobre corrupção na Fifa. Romário lembrou o caso de 2002, quando disse que o presidente da CBF apertou sua mão garantindo sua convocação (que depois não aconteceu) e disse que sua ação agressiva no congresso não tem a ver com isso. E fez uma insinuação pesada sobre Pelé:

– Eu não guardo mágoas porque não sou babaca. Sou deputado federal e tinha de fazer o meu papel. O Pelé tinha de se candidatar para conhecer de regra. E tem de calar a boca. E não levo nenhum da CBF não! Talvez ele leve. Deve ser por isso…

O ex-jogador também criticou a postura da CBF na montagem da equipe de futebol que disputou os Jogos Panamericanos em Guadalajara. Para ele, a Seleção sofre rejeição do povo por conta das atitudes do presidente da entidade.

– A rejeição não é com jogadores e com camisa, é bastante justificada pelas coisas que vêm acontecendo na Seleção nos últimos anos. É imperdoável o Brasil ir ao Pan e não levar os melhores jogadores daquela idade. Quatro ou cinco nunca foram titulares nos seus times. Isso é falta de respeito com torcedor. Isso é falta de respeito  do presidente da CBF porque a Globo não foi (dona dos direitos de transmissão) e sim a Record. Isso é uma sacanagem. A Globo não tem culpa disso, mas como não foi, o presidente não deu o valor devido ao esporte.

As críticas de Romário, que pediu licença do Congresso para trabalhar para a Rede Record como comentarista no Pan-Americano de 2011, ocorrem porque a CBF enviou para a disputa do Pan uma seleção Sub-20. No Pan de 2007, disputado no Rio de Janeiro,  que teve transmissão de Rede Globo (e de outras emissoras), a entidade enviou uma seleção Sub-17, que foi eliminada na primeira fase da competição. 

Por Cleber Aguiar – Victor Ramos do Vasco comemora vitória épica nos braços de ex-panicat Nicole Bahls

Fonte: Futebolinterior.com.br

Ele caiu na farra ao lado de Felipe Bastos e Elton e dos flamenguistas Jael e Paulo Victor

Troféu do Vascão!

Rio de Janeiro, RJ, 11 (AFI) – O zagueiro Dedé foi quem decidiu a classificação às semifinais da Copa Sul-Americana para o Vasco. Quem colheu os louros da vitória, porém, foi seu reserva Victor Ramos. O jogador comemorou em grande estilo, na madrugada da última quinta-feira. Segundo informações da coluna Retratos da Vida, do jornal Extra, o jogador caiu nos braços da ex-panicat Nicole Bahls, no Botequim São Nunca, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Após a épica vitória do Gigante da Colina sobre o Universitario-PER, por 5 a 2, na última quarta, o jogador foi comemorar a vaga às semifinais ao lado do volante Felipe Bastos e do atacante Élton. Ao chegar no São Nunca, o trio se juntou ao goleiro Paulo Victor e ao atacante Jael, do rival Flamengo.

 

Comemora, Victor Ramos!

O ponto alto da noitada, no entanto, foi quando a insinuante Nicole Bahls se juntou ao grupo. A musa entrou na “roda” dos boleiros e acabou nos braços de Victor Ramos, que sequer entrou em campo no confronto contra o time peruano.

A coluna entrou em contato com Nicole Bahls, mas a ex-panicat se recusou a falar sobre o assunto: “Não quero falar sobre isso”, disparou a bela morena, antes de desligar o telefone.

Fotos da gata !

 

 

Por Cleber Aguiar – Leão isenta Rogério de culpa por falta de líderes no São Paulo

Fonte: Folha de São Paulo

RAFAEL REIS
DE SÃO PAULO
THIAGO BRAGA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Apesar de terem somente uma relação de trabalho, Emerson Leão e Rogério Ceni têm muito em comum. Por isso é fácil para o treinador entender o fato de o arqueiro tricolor ter uma imensa voz ativa, tanto no elenco, quanto no clube. Mas preocupado com a falta de cobrança entre os jogadores, que pode gerar uma apatia no time, Leão quer novos líderes no São Paulo. E refuta a ideia que o camisa 1 iniba o surgimento de outras vozes.

“Eu acho que se a pessoa se sente inibida é porque já não tem liderança. A pessoa precisa ter brilho próprio, tem de desenvolver isso. Não queremos diminuir a voz de um, temos que aumentar a dos outros”, começou a explicar Leão, para depois relatar um diálogo que havia tido com os atletas na manhã de ontem.

“Eu perguntei no campo por que a formação [da defesa] não estava boa. Falaram que um pegaria um, o outro pegaria o outro. Perguntei quem tinha de pegar o terceiro e falaram fulano de tal. Perguntei quantas vezes eles falaram isso para o cara, eles disseram que nenhuma. Os culpados são vocês. Deem um esporro nele e vai mostrar para ele a realidade”, contou.

Depois, questionado se por causa desse tom indolente, a vaidade e falta de compromisso dessa nova geração, os jogadores, muitas vezes mimados por familiares, amigos e empresários, aceitam bem a cobrança dos companheiros, Leão esbravejou.

“Ele tem que aceitar! Tem que entender que não jogam tênis ou xadrez. Futebol é um esporte coletivo. O mimado na hora dos bons resultados fica satisfeito também. Você tem que educar o mimado também. É preciso que todos falem em campo. Briguei com vários companheiros na minha carreira, mas eles eram ótimos. Porque o nosso objetivo era o mesmo: ganhar”, finalizou o treinador, na esperança que assim o São Paulo reaja e encerre o incômodo jejum de nove partidas sem vencer no próximo sábado, contra o Avaí, no Morumbi, às 19h.

Leão critica religião e falta de profissionalismo no futebol

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RAFAEL REIS
DE SÃO PAULO
THIAGO BRAGA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Para Emerson Leão, os problemas que levaram o São Paulo a tirá-lo de um hiato de 14 meses na carreira para conduzir o time na reta final de 2011 não são exclusividade do clube do Morumbi.

O treinador, 62, os últimos 47 vividos nos gramado, considera que vaidade, apatia, deslumbramento e falta de comprometimento são problemas que atingem o futebol brasileiro como um todo e que ameaçam seu futuro.

À Folha, Leão fez duras críticas a toda uma geração de atletas. Sobrou até para Neymar, que levou bronca pela recente aparição em um iate.

Folha – Após tanto tempo, você ainda leva os problemas do futebol para fora do campo?

Emerson Leão – Quem trabalha com o futebol e não tem emoção deixou de trabalhar com futebol. O stress é muito mais fora do que dentro. Quando você está dando treino é um deleite, mamão com açúcar. O duro é o resto. As pessoas que são pagas para dizer sim e não envelhecem primeiro, são mais solitárias e se desgastam mais. É só a ver a foto do Barack Obama antes da eleição e agora. É cansativo.

Mas a derrota é algo que você ainda não aprendeu a digerir?

Depende da derrota. Essa de sábado [virada por 4 a 3 contra o Bahia], eu não conseguiu digerir, não. Continuo falando para eles, tentando fazer eles captarem minha mensagem. Mas estou satisfeito com o que estou fazendo. Mas já dei um prazo para mim: quando eu fizer 50 anos de gramado, vou tentar deixar os gramados. Eu tenho prazo de validade, como uns imbecis falaram. Com 47 anos de carreira, você acha que já viu de tudo. Mas cada geração que aparece tem novidades. Tem o social, que invadiu a vida dos jogadores, o promocional. Hoje tem que se cuidar, você lida com celebridades, com patrimônios. Tem que saber como você caminha. Nesta minha parada [ficou 14 meses sem trabalhar até aceitar convite do São Paulo], deu para entender bem esta nova geração.

E falta a esta nova geração um pouco do sentimento de não digerir derrotas? É uma safra de jogadores que se importam menos?

Acho que é uma geração que não está tão compromissada com o profissionalismo e o dever. Tem alguns que ainda acham que estão jogando sem compromisso, que não perceberam o que gera a indústria do futebol. Por isso que continuamos assistindo a alguma irresponsabilidades. O que falta é a competição com os outros. O cara joga a hora que quer porque sabe que é melhor do que os outros. Se tivesse um cara colocando na bunda dele, junto com ele, se ele fosse para o banco de reservas, quero ver se ele não mudava.

Ricardo Nogueira/Folhapress
Emerson Leão dá entrevista no CT; clique na foto e veja galeria com imagens históricas do ex-jogador e técnico
Emerson Leão dá entrevista no CT; clique na foto e veja galeria com imagens históricas do ex-jogador e técnico

Logo que chegou ao São Paulo, você falou com o Casemiro, viu que ele tinha dois brincos e disse: ‘Não’. É difícil colocar na cabeça dos jogadores que o foco deve ser a vitória?

A nova geração de homens usa brinco e tatuagem. Porque é a geração da noite, do funk, do piercing. Não é a geração da liberdade, da constatação, como foram os hippies. É a geração da vaidade, da autoafirmação. Mas eles, artistas, dançarinas de bunda de fora, jogadores, foram capturados [pela indústria da fama]. Todo time tem uma ou duas exceções, e elas são tratadas como bibelôs. Eu tenho um Picasso em casa e ninguém pode ver.

Isso estraga os jogadores?

Está contribuindo. Cada vez dão liberdade maior, porque você fica com medo de repreendê-los, de orientá-los porque ele são os fulaninhos.

Essa vaidade atrapalha a competitividade?

Atrapalha em qualquer profissão, atrapalha ele. Em curto prazo, é maravilhoso. Mas quantos começaram assim e ficaram pelo meio do caminho? Aparecem muitos, mas poucos se consolidam.

A culpa é de quem: clubes, empresários ou sociedade?

As três coisas. O dirigente sabe que ele é um patrimônio. O empresário, quanto mais o jogador mudar de time, melhor para ele. Ele só ganha nas transferências e nas publicidades. E a sociedade abraçou isso. É só você ver o que aconteceu na USP. Os caras estão sendo presos por causa de um delito, se revoltam com a polícia, invadem um departamento, explodem tudo o que veem pela frente e querem sair aplaudidos. É sinal dos tempos. Tem exemplos que não dá para aceitar.

O São Paulo te contratou exatamente para conter esse clima. A situação do São Paulo é pior do que a dos outros times?

Os outros clubes pagam pelo mesmo mal. Mas alguém tem que falar, tem que conferir a nota. Mas pouca gente quer fazer isso, quer perder tempo, deixar de ser bonzinho e conferir a nota. Outro dia, se eu não confiro a nota em um bar tenho que pagar duas garrafas de vinho. Tem gente que diz que essa é uma atitude antipática. Antipático é eu deixar meu carro no restaurante, ele emprestar para um ladrão, guardar na rua, em frente da minha casa, e entregar todo ralado. O chato é o que faz o que antigamente era normal. Ser honesto e trabalhador virou virtude. Ser honesto é virtude? Pô, é mais do que obrigação. Dizem que sou polêmico, duro. Não sou nada disso. Só sou verdadeiro. Acho que é por isso que meu prazo de validade é muito longo, 47 anos.

Você tem impressionado por fazer muitos treinos de fundamento. Você acha que as categorias de base não estão conseguindo entregar os jogadores tecnicamente prontos para subir?

Não, não na maioria dos casos. O investimento tem sido maior do que o retorno. A nossa reposição de peças não é mais a mesma. Não é porque é da base que é bom. Não é porque é jovem que é bom.

O fanatismo religioso de alguns jogadores é problema?

Eu já dirigi time que, de 20, 16 eram de uma comunidade. Você falava aqui, e o pastor mudava tudo de lá. Eu falei: ‘presidente, vamos tomar uma atitude?’. Ele disse: ‘mas Leão, aí vamos ficar sem jogadores para jogar”. Lógico que tem os que te ajudam, mas tem os aproveitadores. Isso vale também para os empresários. Se eles apresentam um negócio, devem ganhar dinheiro com isso. Mas eles não estão satisfeitos: querem ser os donos. O jogador religioso perde um pênalti, perde outro e fala: ‘Deus quis assim’. Pô, colabora com ele. Todo mundo pede coisa para ele. ‘Mas no futuro ele vai me reservar coisa melhor’. Sério, já cansei de escutar isso.

Aceitaria que um jogador seu fizesse o que você fez quando era jogador e posasse para uma propaganda de cuecas?

Não vejo problema nenhum. Você precisa saber o que vai fazer e a conduta que vai ter. Quando eu era goleiro, fiz uma propaganda do frango Sadia. Imagina a responsabilidade que isso me trouxe. Cobrei mais cachê, mas me dediquei mais. Podiam até falar que era filho da puta, mas não que eu era relapso. Se você tem muito oferecimento, toma cuidado com ele. Pode ser prejudicial. Quando eu era jogador, sempre dormia cedo. Eu dependia do meu corpo, do meu reflexo. Se você treina sem condições, seu treinador percebe. Lógico, ficou sem dormir, estava cheirando.

Homero Sérgio-18.jul.1985/Folhapress
Outdoor em São Paulo, com Leão de cueca; clique na foto e veja imagens da carreira do técnico
Outdoor em São Paulo, com Leão de cueca; clique na foto e veja imagens da carreira do técnico

O consumo de drogas no futebol está aumentando?

Infelizmente, o atleta profissional é muito vigiado por traficantes e oferecedores. Às vezes, o ópio não está na maconha ou na cocaína, está no oferecimento. Daqui a pouco, um atleta mal preparado se ilude. Se cai na mão dele alguma coisa que ele não está acostumado, ele se apaixona. Mas ele não é obrigado. Todo dia recebe cinco convites diferentes para festa. Mas você vai se quiser. É lógico que fiz tudo isso [curtir a noite], mas tem tempo para tudo. Agora, parece que eles gostam de fazer e aparecer.

Precisam dos holofotes?

O atleta é holofote. As pessoas se aproximam dele para aparecerem nos holofotes. O que você viu na internet hoje [ontem]? O maior craque que nós temos [antes da entrevista, Leão havia criticado a festa dada por Neymar em um iate e o fato de ele ter sido fotografado ao lado de mulheres de biquíni, o que, na visão do treinador, seria um desrespeito com a mãe do filho de menos três meses do atacante]. Há folgas e folgas. Parte do treinamento você faz quando está fora dos campos.

Te incomoda ser sempre chamado de duro e polêmico?

Não. Só vai me incomodar quando me chamarem de desonesto, vagabundo, mau caráter. Aí, vão estar entrando em uma particularidade. Não tenho de dar explicações.

Luiz Pires – 10.nov.11/Vipcomm/Divulgação
No time reserva, o goleiro Rogério Ceni participa de treino do São Paulo

Por Cleber Aguiar – Brasil vence amistoso na lama !!!

FICHA TÉCNICA

GABÃO 0 X 2 BRASIL

Local: Estádio Nacional D’Angondjé, em Libreville (Gabão)

Data: 10 de novembro de 2011 (Quinta-feira)

Horário: 16h (de Brasília)

Árbitro: Victor Hlungwani (África do Sul)

Auxiliares: Sandile Dilikane e Moshidi Johannes (ambos da África do Sul)

GOLS:

BRASIL: Sandro, aos 11 minutos do primeiro tempo, e Hernanes, aos 34 minutos do primeiro tempo

GABÃO: Ebang; Moudonga, Manga, Ebanega, Moussono; Palun (Moubamba), Madinda, Biyongho (Mbanangoy), Aubameyang; Meye (Daniel Cousin) e Moulongui (N’Guéma )

Técnico: Gernot Rohr

BRASIL: Diego Alves; Fábio (Alex Sandro), Luisão, David Luís e Adriano; Sandro (Lucas Leiva), Elias, Hernanes e Bruno Cesar (William); Jonas (Dudu) e Hulk (Kleber)

Técnico: Mano Menezes