Por Cleber Aguiar – Ronaldo sobre Rafinha: ‘Passou dos limites. E continua passando’

Fonte: O Dia Online

São Paulo – Ronaldo voltou a comentar o episódio de Rafinha Bastos em uma entrevista à revista “Meio&Mensagem”, que chega às bancas nesta semana. O jogador comentou que não teve nada a ver com o afastamento do apresentador do “CQC”. Na época, cogitou-se que Ronaldo teria reclamado com a própria Band sobre o comentário de Rafinha, que disse, ao vivo, que comeria a Wanessa e o bebê.

“Não tenho participação nenhuma nem nada a ver com esse assunto. Mas sofri como todo brasileiro com tamanha grosseria que ele disse. A Bandeirantes teve um comportamento sensacional. Ele passou completamente dos limites. E continua passando e está se escorando na lei de liberdade de expressão, o que acho que não tem nada a ver com o caso”, comentou o jogador.

Ele afirmou ainda que a vida inteira foi alvo de piadas e que, por algumas vezes, pensou em processar os autores das brincadeiras. Mas acabou desistindo. “Sou forte. Minhas costas são largas. E eu aguento. Mas nunca faltei com respeito. Esse episódio ultrapassa todos os limites do respeito. (…) Eu sou amigo do Buaiz, mas é minha opinião de indignação. Todo mundo erra na vida. Mas a pessoa não percebeu o próprio erro. Isso foi outro erro”, indignou-se o jogador.

Além do caso Rafinha Bastos, Ronaldo comentou também que, em breve, vai embarcar para Londres para estudar. “Vou para Londres estudar com Martin Sorrell (CEO do Grupo WPP). Não é em uma faculdade. Vou ficar no pé dele, vou encher o saco dele o dia todo (risos). Como um zagueirão”, comentou o dono da 9ine, visando o crescimento da agência.
Relembre o video :

Por Cleber Aguiar – “Pelé” do Pânico visita Santos e coloca Marta como concorrente a melhor jogador do Mundo

Fonte: Portal Uol

Crédito da foto: João Henrique Marques/UOL

O treino santista na manhã desta quinta-feira no CT Rei Pelé teve a presença do ‘Pelé’ do Pânico, interpretado por Wellington Muniz, o Ceará. O humorista participou da entrevista coletiva de Borges, mandou um recado corintiano ao atacante, e tirou um sarro com Marta, ao colocar ela na eleição de melhor jogador de futebol do Mundo.

“Borges, quem é o melhor jogador de futebol do Mundo? Eu (no papel de Pelé), você, o Neymar ou a Marta”, perguntou.

“É você, claro. Sempre”, respondeu Borges.

Logo após a pergunta, o humorista leu uma mensagem do personagem corintiano do Pânico, Alfinete. No texto, palavras de incentivo foram levadas, já que o Santos encara o Vasco, o principal concorrente do Corinthians ao título do Brasileiro, no domingo.

O quadro gravado pela produção humorística vai ao ar no programa “Pânico Futebol Clube”, a ser exibido antes da rodada de domingo.

Por Cleber Aguiar – Grêmio propõe parceria ao Cruzeiro e tem “dia D” para anunciar Kleber

Fonte: Portal Uol

Kleber é principal objetivo do Grêmio para a temporada 2012 e tem 'dia D' por negócio

Kleber é principal objetivo do Grêmio para a temporada 2012 e tem ‘dia D’ por negócio

O Grêmio tem, nesta quinta-feira, o ‘dia D’ para anunciar Kleber, do Palmeiras. O clube gaúcho propôs uma parceria ao Cruzeiro, dono de 50% dos direitos econômicos do jogador. A ideia é que os mineiros mantenham percentual. Em São Paulo, uma reunião do empresário do jogador com a direção do Palmeiras deve definir o futuro.

O encontro acontecerá às 18h, com local mantido em sigilo. Os dirigentes do clube do Parque Antártica receberão Giuseppe Diouguardi, agente do Gladiador. Verbalmente, a proposta oficial do Grêmio já é conhecida. O documento será apresentado nesta quinta.

“Há alguns dias eu passei a proposta do Grêmio para o ‘Pepe’ [Giuseppe Diouguardi]. Ele já comunicou a direção do Palmeiras. Hoje [quinta-feira], o documento será oficializado, será mostrado e discutido. Vamos aguardar a resposta, uma comunicação deles. Sabemos que é uma negociação difícil, complicada, há muitos interessados”, disse Jorge Machado, empresário destinado pelo Grêmio para tratar da negociação, à Rádio Gaúcha.

O Cruzeiro detém 50% dos direitos econômicos do jogador. Inicialmente, o clube mineiro pretenderia ressarcimento pela parte que lhe pertence. Porém, a ideia gremista é uma parceria.

“Eu, se fosse o Cruzeiro, preferiria que o Kleber tivesse jogando do que ficasse no Palmeiras, afastado. Nossa informação é que eles aceitam manter este percentual para uma futura venda. No Grêmio o jogador estará na vitrine”, explicou Machado.

No Olímpico, há um otimismo imenso quanto ao desfecho das tratativas. Kleber é o principal objetivo do clube para 2012. Além dele, a direção gremista promete mais cinco reforços.

Afastado no Palmeiras por problemas com o técnico Luiz Felipe Scolari e a direção do clube, o Gladiador passou o feriado com amigos em Fortaleza e tem regresso previsto para sexta-feira. Além do clube de Porto Alegre, Vasco, Flamengo e Corinthians estariam interessados na contratação.

ICFUT – Atacante polêmico é flagrado “pulando a cerca” com atriz pornô

Fonte: Futebolinterior.com.br

Balotelli namora a modelo italiana Rafaella Fico, ex-namorada de Cristiano Ronaldo

Balotelli e Holly deixando a casa noturna

Não é mistério para ninguém que o atacante italiano Mario Balotelli, do Manchester City, é um dos mais polêmicos da atualidade no futebol mundial. Sempre envolvido em problemas, o jogaddor foi flagrado pelo jornal “The Sun” em um encontro com a atriz pornô Holly Henderson. Até aí tudo bem, certo? Errado, pois Balotelli namora a modelo italiana Rafaella Fico.

 De acordo com a publicação ingleas, Balotelli conheceu Holly em uma casa noturna e se encantou logo à primeira vista. Além disso, o “The Sun” afirma que o jogador teria dito a atriz que não tinha namorada. Balotelli e Holly ainda foram clicados enquanto fumavam do lado de fora da casa noturna. A atriz também já teve um caso com Cristiano Ronaldo, ex-namorado justamente de Rafaella, atual de Balotelli.

Apesar de ser flagrada ao lado do italiano, Holly garante não querer nada sério com Balotelli. De acordo com ela, essa sua posição se dá justamente para “não ser apenas mais uma mulher na vida de um jogador de futebol”. Após essa, fica uma pergunta no ar: qual será a próxima travessura de Mario Balotelli?

Fotos da atriz pornô Holly Henderson

A namorada Rafaella Fico

Por Cleber Aguiar – Musa do América-MG tieta Ronaldinho e brinca: ‘Beleza dele foi toda para os pés’

Fonte: Globo.com

Candidatas a Musa do Brasileirão encontram com craque em hotel no Rio

Musas do Brasileirão tietam o craque Ronaldinho Gaúcho (Foto: Caldeirão do Huck/ TV Globo)Musas do Brasileirão tietam o craque Ronaldinho Gaúcho

Todo mundo já sabe que as candidiatas a Musa do Brasileirão deixam qualquer marmanjo babando. Então, nós do site do Caldeirão, resolvemos correr atrás para descobrir o que faz essas beldades ficarem de queixo caído.

As candidatas Paula Aires (Atlético-GO), Camila Amaral (Santos), Fernanda Delosi (São Paulo), Jéssica Maciel (Internacional), Mirian Barreto (Atlético-MG), Flávia Lucas (América-MG) e Dani Mangá (Bahia) encontraram Ronaldinho Gaúcho no corredor do hotel onde estão hospedadas, e não perderam a chance de registrar o momento ao lado do camisa 10 do Flamengo.

E a rivalidade foi colocada para escanteio. O talento do craque, criado nas divisões de base do Grêmio, encantou até a representante do Internacional. “O Ronaldinho é um excelente jogador, que acrescentou bastante na Seleção (Brasileira). Sou fã do futebol dele, independentemente do time. Ele não é bonito, mas é muito simpático e não tem estrelismo”, opinou Jéssica Maciel.

Flávia Lucas, representante do América-MG, também revelou a admiração que tem por R10: “Sou muito fã dele. Acho que ele joga muita bola. Queria ele no meu time, afinal, sonhar não custa nada”. Já quando o assunto é a beleza do craque, ela dá um belo drible no atacante: “A beleza dele foi toda para os pés”.

Fique ligado! No palco do Caldeirão deste sábado, 05/11, Luciano Huck vai apresentar as 20 participantes do concurso Musa do Brasileirão. Não perca! Assista ao programa!

Por Cleber Aguiar – Entrevista com Jorginho técnico do Figueirense .

Fonte: Folha de São Paulo

Nunca confundi a religião com meu trabalho no futebol

TÉCNICO DO FIGUEIRENSE, SURPRESA DO NACIONAL, DIZ QUE SUCESSO DO TIME NÃO É INESPERADO E REVELA PLANOS DE VOLTAR À SELEÇÃO BRASILEIRA

MARTÍN FERNANDEZ
DE SÃO PAULO

Jorginho, 47, não parece o mesmo de um ano e meio atrás. Ex-auxiliar de Dunga na seleção brasileira que foi eliminada na Copa-10, trocou o discurso fervoroso e os ataques à imprensa por uma atitude afável, reflexiva.
“Sempre fui respeitador, mesmo quando fazia uma colocação mais incisiva”, disse à Folha o hoje técnico do Figueirense, time-sensação do Campeonato Brasileiro, com 50 pontos, a dois da zona de classificação à Libertadores.

Folha – A campanha do Figueirense é uma surpresa?
Jorginho –
Nós sabíamos que não seria fácil, disputar uma vaga [na Libertadores] com grandes clubes, mas, internamente, nunca duvidamos. Procuramos não externar os planos para não parecer loucura, soberba. É como o Alcoólicos Anônimos, passo a passo.

Porque o Figueirense, com menos investimento que vários outros, vai tão bem?
Porque o trabalho teve continuidade. Perdemos o Catarinense, o que pareceu muito ruim na época, mas foi a melhor coisa que nos aconteceu. Tivemos tempo, fizemos pré-temporada, pudemos preparar o time taticamente, montar o elenco. Recuperamos jogadores desmotivados e sem preparo.

Tite já disse que trocaria alto salário por mais estabilidade.
Concordo. No Brasileiro, ficamos seis jogos sem vencer e houve pressão para me demitir. O trabalho teria sido jogado fora.

Já teve proposta para sair?
Já, de um time do Campeonato Brasileiro, mas não cito o nome de jeito nenhum. Não saí porque não era a hora.

O sucesso no Figueirense tem algum significado de revanche, pela forma como você saiu da seleção brasileira?
Não, penso [isso] de forma nenhuma. Não quero responder a ninguém, porque eu sei, sempre soube da minha capacidade. O trabalho na seleção foi muito bem-feito. Nós perdemos um jogo, não perdemos um trabalho. Tudo foi feito com muito amor, com muito critério, dedicação.

Você se arrepende de alguma decisão tomada na seleção?
Não. O trabalho foi muito bem planejado e executado. Perdemos nos 45 minutos de um jogo, que é algo que pode acontecer com qualquer equipe. Quando perdemos a Copa do Mundo [para a Holanda, nas quartas de final] algumas matérias diziam que nosso time era desequilibrado. Um ano antes, a mesma equipe virou um 2 a 0 contra os EUA na Copa das Confederações. Desfalcada, ganhou da Argentina na Copa América [de 2007], que era a sensação do momento. Para muitos cronistas, gente do futebol, perderíamos com facilidade. Nos classificamos para a Copa do Mundo ao ganhar da Argentina lá na casa deles.
Perdemos um jogo. Em outras situações, outras seleções, a seleção atual, quando há derrotas, nunca se fala sobre isso, sobre desequilíbrio emocional.

Ficou alguma mágoa?
Foram quatro anos de experiências maravilhosas. Em três anos e meio conquistamos tudo, mas perdemos a Copa, que é o ápice. Isso fica marcado na nossa vida. A única coisa que eu lamento, que foi acontecendo ao longo de 2010, foi essa distância grande entre nós e a imprensa. Esses arranhões que aconteceram, isso foi desnecessário, dos dois lados, tanto da imprensa quanto do nosso. Na Copa do Mundo, os dois lados foram culpados.

Você tirou alguma lição disso?
Precisamos ter um ambiente profissional, dos dois lados. Tem que haver do nosso lado e do lado da imprensa. No Figueirense, eu não preciso ser amigo dos repórteres, mas temos excelente relacionamento, de respeito. Experiência como a da Copa do Mundo eu não vou passar de novo, a não ser em outra Copa, e os erros cometidos, jamais cometerei no futuro.

Como você lida com a religião no seu time hoje?
Eu nunca trabalhei com religião. Uma coisa era o Jorginho atleta, atleta de Cristo. Quando terminei a carreira, nunca fiz reunião, como técnico, nunca fiz. É um mito que as pessoas criam. Sou evangélico, amo Deus, a palavra de Deus, mas não confundo meu trabalho com cristianismo, nunca confundi. Nunca fiz no Figueirense, no Goiás, no América, na seleção. Se os jogadores quiserem fazer culto, reunião, eu permito, mas não participo. Na seleção, eu nunca participei. Mas, quando se perde, é preciso encontrar alguém para crucificar.

Pretende voltar à seleção?
A seleção está bem servida com o Mano [Menezes], mas espero voltar. Os quatro anos ali dentro me deram uma visão muito clara como auxiliar e como treinador, porque auxiliar não deixa de ser treinador, é o objetivo futuro. Sei que agora não. Mas, depois de 2014, com certeza.

Tem falado com o Dunga?
Sempre. É meu amigo, meu irmão. Interessante que a gente nunca foi amigo enquanto era jogador, hoje somos muito amigos. Ele vai voltar ano que vem e vai demonstrar todo o valor dele.

Por Cleber Aguiar – Gangorra

Fonte: Folha de São Paulo
Na Série A em 2012, Portuguesa tentará negar passado de times emergentes, que conseguem o acesso e, logo em seguida, são rebaixados

Douglas Magno – 22.out.11/News Free/Folhapress

O técnico Givanildo, do América-MG, clube que subiu em 2010 e está perto de cair agora

ADRIANO WILKSON
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Portuguesa, que em 2012 jogará a Série A do Nacional, já tem um grande desafio: negar o passado recente de times emergentes e se manter na elite do futebol brasileiro.
O time do Canindé empatou ontem à noite em 1 a 1 com o Criciúma, resultado insuficiente para que levasse o título antecipado da Série B.
Em 2008, a Lusa fez sua única participação na elite nacional desde o início dos pontos corridos, cinco anos antes. Fez campanha ruim, foi vice-lanterna e rebaixada.
O formato de pontos corridos, com mais jogos e menos equipes, mostrou-se particularmente cruel aos clubes emergentes, cuja estrutura financeira não consegue fazer frente à dos times grandes.
Dos 16 clubes de médio ou pequeno porte que alcançaram o acesso à elite do país desde 2003 (sem contar os que subiram em 2010), 13 não conseguiram se manter por mais de três anos na Série A. Sobem, fracassam e caem.
Sete, como a Portuguesa em 2008, duraram somente uma temporada na elite.
“Há uma disparidade financeira muito grande entre os times que já estão na Série A e os que sobem”, declara Paulo Wanderley, vice-presidente-executivo do Náutico.
“É como se os outros tivessem um Fórmula 1, e nós, um fusquinha. É muito desigual.”
O time pernambucano foi um dos que mais duraram na primeira divisão: três temporadas. Caiu em 2009, mas hoje já está na zona de acesso à elite do ano que vem.
A disparidade econômica decorre principalmente do repasse desigual de cotas de TV.
O Flamengo, por exemplo, ganha R$ 43 milhões. Já times como o Ceará e o Avaí recebem menos de R$ 13 milhões. A Portuguesa está negociando para conseguir mais.
No Canindé, a excelente campanha da atual temporada faz o presidente Manuel da Lupa minimizar o abismo.
“A diferença [de repasse] existe mas não pode ser desculpa para não fazer um time competitivo”, disse Da Lupa.
O plano do dirigente para 2012 é manter a equipe atual e contratar “quatro ou cinco reforços da Série A”.
Mas a primeira dificuldade vai ser manter o atual elenco. Os principais jogadores já são assediados por times maiores, como o Corinthians, que quer ter o volante Guilherme, principal revelação do ano.
Ser competitivo e ter planejamento é fundamental para os emergentes não repetirem a trajetória de clubes como o mineiro Ipatinga, um especialista em altos e baixos.
Na Série C em 2006, o time começou uma ascensão meteórica que o levou à primeira divisão. Lá, ficou apenas um ano e começou a cair até voltar à Série C de novo. No mês passado, conseguiu novo acesso à Série B, de onde espera voltar à elite em 2013.

Por Cleber Aguiar – ‘O Brasil não vai vencer a Fifa’, diz Jèrôme Valcke

Fonte: O Estado de São Paulo

Dirigente entende ser hora de união e promete ingressos a preços populares em 2014

Jamil Chade – O Estado de S. Paulo

GENEBRA – A Fifa planeja vender ingressos para a Copa de 2014 a brasileiros por preços entre US$ 20,00 e US$ 30,00 (R$ 34,60 a R$ 51,90), semelhantes aos que se cobram hoje em alguns jogos do Campeonato Brasileiro. Mas esses valores somente serão válidos para a primeira fase. As informações são do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, que desembarca no País na segunda-feira para reuniões com o governo que prometem ser decisivas.

Valcke diz não entender motivo de críticas às regras da Fifa - Efe
Efe
Valcke diz não entender motivo de críticas às regras da Fifa

Porém, o cartola garantiu ao Estado que a Fifa não vai abrir mão das demais exigências, na defesa de seus parceiros comerciais. Assegura que bebidas alcoólicas serão vendidas nos estádios e alerta: o Brasil não tem chances de vencer uma disputa com a entidade.

Valcke vai ao País para tentar costurar o acordo que estabelece a Lei Geral da Copa, cuja negociação, entende, sofreu atraso por conta da crise no Ministério do Esporte, e participará de audiência pública no Congresso. Insinua que aqueles que estão criticando a Fifa por conta da Lei Geral tentam tirar proveito político da ocasião e admite não saber qual será o custo final do Mundial para o País.

Depois de tanta discussão sobre o papel de São Paulo na Copa, a cidade obteve posição de destaque. O que pesou?

Desde o primeiro dia fomos muito claros com São Paulo. Sendo uma das duas principais cidades do Brasil, não poderia ter um estádio de apenas 40 mil lugares, o que significaria não ter o jogo de abertura e nem semifinal. Agora, o fato de São Paulo ter mostrado que pode entregar o que se comprometeu a fazer, significa que a cidade conseguiu alcançar o que dissemos que poderia ter.

A garantia de dinheiro público ajudou a colocar São Paulo em uma melhor situação?

Não me importo com o dinheiro público. O que me importa é a estrutura de cada cidade. Se pode ter dinheiro privado para estádios e outras coisas, ótimo. Se é dinheiro público, essa é uma decisão do governo, das cidades e dos Estados, não nossa. Não é ter dinheiro público ou privado que decide se uma cidade tem esse ou aquele jogo.

São Paulo insiste que pode ainda receber jogos da Copa das Confederações de 2013, no Morumbi ou no novo estádio do Palmeiras. Há alguma chance?

O que posso dizer é que não há chance alguma de um jogo da Copa das Confederações ocorrer em um estádio que não será usado para a Copa do Mundo. Não faz sentido.

Qual recado o senhor levará ao governo de Dilma Rousseff?

A primeira coisa será encontrar o novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Preciso encontrá-lo e garantir que possamos discutir todos os temas. Entendi que haverá uma apresentação minha ao Congresso também. A mensagem que daremos é a de que já fizemos concessões em várias áreas. Espero que possamos compartilhar o sentimento de que chegou o momento de fazer avançar a preparação e não falar mais de leis e regulamentos, que agora devem ser aprovados e assinados. Espero fechar nos próximos dias esse capítulo para passar à organização de fato da Copa.

Há alguma chance de a Fifa flexibilizar sua insistência em ter bebidas alcoólicas nos estádios, como pede o Brasil?

Isso é algo que já foi informado desde o primeiro dia. Na Rússia (Copa de 2018) já está resolvido, mesmo num país que tem tantos problemas com as bebidas e onde o governo está agindo contra o alcoolismo. Li que o Catar (sediará a Copa de 2022) oficialmente anunciou que iria autorizar a venda de cerveja em locais determinados, o que é algo que vai contra não apenas a lei, mas também talvez contra uma visão da religião. O que estamos pedindo não é algo que surgiu na semana passada. Portanto, não há motivo para mudar isso.

A Fifa já indicou que aceita meia-entrada para idosos. E para os estudantes?

Não. No encontro com a presidente Dilma Rousseff (em Bruxelas, há três semanas), ela me disse que isso (meia-entrada para idosos) era uma lei nacional e não quero agir contra leis nacionais. Mas eu também disse a ela que, para todos os demais grupos – estudantes, ex-jogadores, doadores de sangue -, prefiro trabalhar com entradas categoria 4, que cobrirá esses grupos.

Qual será o menor preço de ingressos? A Fifa já estabeleceu?Não, mas estamos trabalhando nisso. Estamos falando de um preço mais baixo que será válido do segundo jogo ao final da primeira fase. Ele não inclui nem a abertura e nem a final, que também terão preços acessíveis. Mas nos jogos da primeira fase, teremos entradas entre US$ 20 e US$ 30. Esse será mais ou menos o valor.

Qual é, na sua avaliação, o maior problema hoje na preparação brasileira?

Não estou preocupado com os estádios. Sabemos que estarão prontos. O que me preocupa é tudo ao redor dos estádios, o caminho até eles. Os torcedores dizem que, se há uma Copa que querem ir, é a do Brasil. Se alguém vai ao Mundial, o resto da família também dirá que quer ir para aproveitar e conhecer o Rio e a Amazônia. O que temos de garantir é que ir ao Brasil seja um sonho e não um pesadelo.

No passado, o senhor disse que gostaria de agrupar as seleções para que não fizessem viagens tão longas. Agora, o calendário da Copa é outro. Quem acompanhar a seleção viajará mais de 10 mil quilômetros.

Pelo menos ele dirá que viajou. Isso (o calendário) vem de um desejo forte do Brasil, dizendo que queria que seleções e torcedores pudessem se mover. É um compromisso, um desafio. Sim, serão voos longos. Mas seria uma pena estar no Brasil e ver apenas Rio, Recife ou São Paulo. Vamos garantir que torcedores e times viagem por todo o País. O Comitê Executivo discutiu isso e um dos membros disse que achava que era muita viagem. Todos os demais disseram: desculpa, mas temos de fazer isso. Os times terão aviões à disposição. Para os torcedores, temos de garantir que o sistema aéreo brasileiro tenha aviões suficientes e com preços sob controle. O governo pode ajudar no controle de preços, como ocorreu na África.

As suspeitas de corrupção no Ministério do Esporte e as investigações contra Ricardo Teixeira afetam a imagem do Brasil?

Acho que são duas coisas diferentes. A Copa é sobre futebol e os torcedores querem saber quais seleções vão se classificar e querem desfrutar dos jogos. Se houvesse problemas de segurança, seria outra história.

No Congresso, há a sensação por parte de alguns deputados, como Romário, de que a Fifa quer criar um estado dentro de estado com suas leis. Como o senhor vê essa reação?

Isso me deixa perplexo e triste. Não há nada de novo no que estamos pedindo. Tudo estava nos documentos que foram assinados pelo Brasil em 2007. Desde então, fizemos algumas concessões e terminamos um documento em abril de 2011 com Orlando Silva. Não entendo por que as pessoas insistem que queremos substituir a lei brasileira e o governo brasileiro durante os 32 dias da Copa. Baseado na troca de documentos, o Brasil disse que faria a Copa baseado em determinadas condições e nós dissemos que faríamos juntos. Acho que a luta não deve ser entre o Brasil e a Fifa. A briga está errada. Salvo se essas pessoas querem usar a Copa, que é uma boa plataforma.

Mas o que ocorre se a Lei Geral da Copa não passar da forma que a Fifa quer?

O que ocorrerá é que não organizaremos uma Copa em boas condições. No final, não haverá vencedores. O Brasil não vai vencer a Fifa. Romário ou outros deputados não vão vencer a Fifa. Ou fazemos juntos e teremos sucesso ou não vamos ganhar. A Copa ocorre no Brasil de qualquer jeito. Mas temos de garantir que seja boa.

O senhor já foi informado sobre quanto custará a Copa?

Sei quanto custará potencialmente para a Fifa. Será um custo de quase US$ 1 bilhão.

Mas qual o preço final da Copa?

Há uma série de custos que são renovações e coisas que vão ser usadas para a Copa, mas que já estavam sendo preparadas. Não sei do dinheiro para a Copa.

Por Cezar Alvarenga – Palmeiras ainda gasta muito com ex-jogadores e treinadores.

Fonte: UOL Esportes

O presidente Arnaldo Tirone carrega o discurso de que o primeiro ano de sua gestão foi para sanar as dívidas e 2012 será bem mais promissor no futebol com contratações de peso. Mas a diretoria ainda sofre para pagar a dívida herdada da gestão Luiz Gonzaga Belluzzo. Apenas de janeiro e setembro, o Palmeiras gastou pelo menos R$ 1.796.106,96 para pagar jogadores e técnicos que nem defendem mais o clube.

A quantia está registrada no documento batizado pela diretoria de “Composição das Dívidas Contraídas em 2010 e Pagas em 2011”. O UOL Esporte teve acesso ao relatório que faz a distinção entre as ‘dívidas feitas durante a gestão de Luiz Gonzaga Belluzzo e pagas na administração Arnaldo Tirone’.

Na lista, constam nomes badalados como Muricy Ramalho e Vágner Love, misturados aos de atletas que muito torcedor palmeirense nem lembra mais.

O atual técnico do Santos é justamente o ex-funcionário que mais recebeu do clube alviverde em 2011. A título de direitos de imagem, a Muricy Serviços teve direito a três parcelas de R$ 121.314, 00. Em julho, a empresa do treinador não foi paga, mas em agosto o valor dobrou para R$ 242.628, 00. O parcelamento foi acordado na demissão do técnico, em fevereiro de 2010.

O segundo “ex” mais bem pago do Palestra Itália já estava bem longe quando Muricy foi contratado. O vínculo do colombiano Muñoz com a equipe terminou em 2007, mas só agora a rescisão pesou nos cofres do clube após parar na Justiça Trabalhista.

Em 2007, Muñoz estava emprestado ao Coritiba que o devolveu. Mas o Palmeiras não quis o atleta de volta e o liberou com a obrigação de pagar os salários atrasados. O caso parou na Justiça. No ano passado, Muñoz teve direito a embolsar R$ 320 mil do clube, mas só neste ano teve acesso ao dinheiro dividido em uma parcela de R$ 80 mil e seis de R$ 40 mil. Também na Justiça, o atacante Keirrison levou em setembro R$ 17 mil.

Em terceiro lugar, aparece um prejuízo que é fruto da política de tentar resgatar ex-ídolos e da hostilidade da torcida. Após ser agredido por torcedores, Vagner Love deixou o Palmeiras em janeiro de 2010, mas recebeu R$ 220 mil como direitos de imagem em abril de 2011, segundo o relatório.

Outro caso de “pagou, mas não usou” envolve uma decisão de Felipão. A Rodgon Brasil, empresa que cuida da carreira de Lincoln, recebeu em setembro R$ 171.463,28. Em agosto, por estar fora dos planos do técnico, ele foi emprestado ao Avaí. Vale ressaltar que o documento não registra salários que o clube continua pagando aos atletas que saíram por empréstimo.

Outros nomes com quem o Palmeiras gastou sem que pisassem no clube parecem ter saído de uma sessão “Por onde anda?”. Entre eles estão Tadeu, Paulo Henrique, Washington e Marquinhos.

Muricy Ramalho não é o único treinador que recebeu dinheiro do time em 2011 mesmo sem defender o clube. Antônio Carlos Zago, demitido em maio de 2010, embolsou, entre julho e setembro, R$ 60 mil divididos em duas parcelas de R$ 10 mil e uma de R$ 40 mil. A quantia foi paga como direito de imagem.

O diretor de planejamento do Palmeiras Walter Munhoz diz que a dívida total herdada pelo clube da gestão passada é de R$ 200 milhões, sendo que R$ 50,5 mi já venceram. O clube alega que já foram gastos R$50,5 milhões apenas com despesas antigas que envolvem ex-jogadores, técnico, empresários, empréstimos bancários e fornecedores.

“A gestão Tirone está tendo muito trabalho para sanar as dívidas. Trabalhamos junto com o planejamento para captar mais recursos. Conseguimos novos patrocínios e, principalmente, renegociamos grande parte da dívida sem multa, juros, correção e prazos de 12 meses para melhorar o fluxo. O marketing também tem feito trabalho importante na captação”, disse.

Por Cezar Alvarenga – Felipão diz não a Saviola e Roque Santa Cruz.

Fonte: UOL Esportes

Já sem pretensões na atual temporada, o Palmeiras já começa a pensar no ano de 2012. Com um campanha fraca no Brasileirão, especialmente no segundo turno, o clube alviverde busca reforços de peso, e dois atletas sul-americanos renomados foram oferecidos à equipe: o argentino Saviola e o paraguaio Roque Santa Cruz.

Segundo o jornal Marca, os atacantes foram oferecidos ao Palmeiras, mas vetados pelo técnico Felipão. “Tenho parceiros no exterior e eles me procuraram dizendo que Saviola e Santa Cruz queriam jogar no eixo Rio-São Paulo. Como sei das necessidades do Palmeiras na posição, ofereci. Só que não interessou. O Felipão está fazendo o trabalho dele e tem suas necessidades. E eles não fazem parte delas”, disse o empresário Roberto Tadeu.

Saviola tem uma carreira de altos e baixos, com passagens pelos gigantes Real Madrid e Barcelona, após surgir como grande revelação do River Plate no final dos anos 90. Atualmente no Benfica, o argentino de 30 anos pode assinar um pré-contrato a partir de janeiro, o que é da vontade do jogador. Já Santa Cruz está no Bétis, emprestado pelo Manchester City. O centroavante não agradou os ingleses e pretende retornar ao futebol sul-americano.

“Não vejo nenhum problema do Felipão vetá-los. Ele tem o direito de gostar ou não dos jogadores. Isso faz parte do futebol”, avaliou Tadeu. Com Kléber afastado do grupo palmeirense, o clube paulista conta atualmente com os atacantes Luan, Dinei, Maikon Leite, Ricardo Bueno, Fernandão e Vinícius.