Por Cleber Aguiar – Entrevista com técnico Jorginho da Portuguesa !

Fonte: Gazetaesportiva.net

Quase campeão, Jorginho traça metas ousadas e avisa: “Não sou bonzinho”

Fellipe Lucena, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Ganhar, ganhar e ganhar. Todos os títulos, mais de uma vez. Essa é a ambição do exigente Jorginho, que está muito perto de coroar com a taça da Série B a campanha que marcou a volta da Portuguesa à elite. Querido por atletas, dirigentes e torcedores, o técnico fez do bom ambiente uma grande arma na trajetória rubro-verde e ampliou a imagem de “paizão”. Mas ele fala grosso quando é questionado sobre o rótulo de bonzinho.

“Sou muito legal, mas não me sacaneie”, avisa Jorginho, que não se enxerga inferior aos nomes mais famosos do futebol brasileiro. “Eu tenho o seguinte discurso: os melhores jogadores estão comigo. Não importa quem seja o adversário. O meu time é o grande, o meu time é o melhor”.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Jorginho discorda da imagem de bonzinho e garante ter faro para perceber atletas descomprometidos

O sucesso faz com que o treinador seja especulado em outros clubes para 2012 – apesar de não ter recebido propostas. Quando a Série B chegar ao fim, acaba também o acordo apenas verbal firmado em fevereiro com o vice-presidente Luiz Iaúca, seu amigo há 30 anos e responsável por informar já no dia da apresentação que o técnico fica no Canindé por quanto tempo desejar.Valorizado no mercado, Jorginho ainda não sabe se vai permanecer, mas garante que assinará um contrato se isso acontecer. Enquanto não se decide, o treinador de 46 anos busca confirmar o título e até já se dedica a observar possíveis reforços para 2012, mas encontrou tempo para atender a reportagem da Gazeta Esportiva.Net no Canindé e abordar assuntos como a comparação da Lusa ao Barcelona, sua relação com os atletas, a qualidade de seu elenco, seus exemplos, suas aspirações e seus motivos para não sonhar com Seleção Brasileira.

Veja abaixo a entrevista exclusiva do comandante da Lusa.

GE.Net: Você sempre pregou cautela, mesmo com uma enorme vantagem. Realmente via possibilidade de não subir ou só quis manter o elenco com os pés no chão?
JORGINHO: Era verdade. Se não tinha subido ainda, não adiantava falar. Como já estamos há quase oito meses juntos, a maioria dos atletas já me conhece e eles sabem que ter alegria e prazer é diferente de palhaçada, humorismo, essas coisas….

GE.Net: Então você ainda não admite que o título está ganho?
JORGINHO: Só depois que tivermos pontos suficientes para que o segundo colocado não nos alcance.

GE.Net: Com todo esse cuidado, incomodou o apelido de Barcelusa que a torcida criou?
JORGINHO: Não incomoda, mas não deixei que os jogadores acreditassem que realmente estão próximos do Barcelona, até porque não estamos, em todos os sentidos. Mas espero que um dia os times brasileiros possam se igualar ou que sejam superiores aos europeus.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Jorginho é avesso às fotos desde a morte do filho Leonardo, em acidente automobilístico há três anos. “Não adianta ter a imagem e não ter a pessoa. Não gosto de ser enganado”, diz

GE.Net: Vê alguma semelhança com o time do Guardiola?
JORGINHO: A forma de tocar a bola, as ultrapassagens e a velocidade se assemelham um pouquinho, mas está bem longe da qualidade. Até porque os nossos campos não são perfeitos como os deles, o que já é uma dificuldade. A época de jogar também é outra. Eles jogam no frio, é melhor. Nós agora estamos no calor e o desgaste é maior.GE.Net: Você tem o seu Messi?
JORGINHO: Nós temos alguns atletas inteligentes, como é o Ananias, muito rápido de raciocínio apesar de ser miudinho. Isso facilita. Tenho o Marco (Antônio), o próprio Edno, o Henrique… Os meus volantes tocam a bola fácil, os laterais sabem passar na hora certa. Encaixou. Nós não temos atacantes de ofício, mas eles entram na área. O Marco não entrava nunca, mas colocamos na cabeça dele que era possível e ele se dedicou, foi atrás.

GE.Net: Outra semelhança é que seus times priorizam o ataque.
JORGINHO: Indiferente de como você monta, com três volantes, três zagueiros, o importante é atacar. Quando você ataca bem, o adversário pensa duas vezes antes de te agredir porque pode tomar um contra-ataque fatal. Então ele começa a te respeitar. Isso é importante. Nós respeitamos todo mundo, mas eles nos respeitam ainda mais. É mais ou menos o que o Vanderlei Luxemburgo fala. Se você jogar mais para o ataque, é mais fácil vencer.

GE.Net: Mas tem flamenguista reclamando que o Vanderlei é retranqueiro. O mesmo acontece com Felipão, Tite… Você está nadando contra a maré?
JORGINHO: Não, acho que não. São situações diferentes, cada um está em um time e todos sabem das suas capacidades. Cada treinador tem sua maneira de ser e eu respeito todas elas.

GE.Net: Você é um técnico bonzinho?
JORGINHO: Não. Pode perguntar para os atletas. Tanto que o Jael (atacante que hoje defende o Flamengo) me apelidou de Capitão Nascimento. O meu direito começa onde termina o seu. Se você souber respeitar, vai ter um cara maravilhoso. Sou colega deles até morrer, defendo, mas não me traia, não me sacaneie. Porque aí você arruma um inimigo para o resto da vida, um inimigo até mortal. Sou muito legal, mas não me sacaneie.

O INTRIGANTE PALMEIRAS 2009
Jorginho confia no próprio taco desde que assumiu o Palmeiras de forma interina, durante o Campeonato Brasileiro de 2009. Ele garante que se sentia preparado para levar a equipe ao título nacional, mas não diz que a contratação de Muricy Ramalho foi um erro da diretoria.

“Depois do fato consumado, tudo o que se diz é ‘se’. E ‘se’ não adianta. O Palmeiras poderia ter sido campeão comigo, sim. Tinha elenco para isso. A direção fez tudo correto, trouxe o melhor treinador, segurou jogadores e trouxe outros. Mas infelizmente não deu certo, não tem explicação”, diz.

Jorginho garante que o problema do grupo não teve nada a ver com ciúmes de alguns jogadores em relação aos aumentos que a diretoria comandada por Luiz Gonzaga Belluzzo deu a outros para segurá-los. “Isso aí não é nada. Eu não acredito que atleta jogue por dinheiro. Não entra na minha cabeça”.

Ele ficou no comando por sete partidas. Venceu cinco, empatou uma e perdeu apenas uma, deixando o time na liderança. Com Muricy, houve queda na reta final e até a vaga na Libertadores foi perdida. Quando o técnico caiu, em 2010, Jorginho já havia aceitado o desafio de dirigir o Goiás.

GE.Net: Alguém te sacaneou?
JORGINHO: Se alguns anos atrás, jogando, alguém me sacaneou, com certeza não dou nem bom dia.

GE.Net: Quem não recebe seu ‘bom dia’?
JORGINHO: Vários. Do futebol, da imprensa, de qualquer lugar. Acho que não vai ser legal citar exemplos, mas se um dia eu achar necessário não terá problema nenhum. Agora não é hora.

GE.Net: Você se espelha em alguém?
JORGINHO: Naquele que eu vejo no espelho todo dia. É o brilho dele que eu quero. Quero vê-lo ser o mais correto, mais honesto, mais simples, mais colega possível. Leal, sincero, humilde. Dele eu cobro. Mas há treinadores de quem peguei algumas coisas. Leão, Oswaldo de Oliveira, Valdir Espinosa, Candinho, seu Telê, que gostava de jogar para frente como ninguém. Alguns com quem eu nunca trabalhei. Vanderlei, que é um dos melhores taticamente, seu Zagallo, que sempre teve vontade, sempre acreditou. Mas o cara que mais me ensinou foi o finado Servílio, que foi centroavante aqui e no Palmeiras.

GE.Net: Quando percebeu que a Lusa poderia ser campeã?
JORGINHO: Na terceira rodada, quando perdemos para o ABC por 3 a 2, aqui no Canindé. Naquele jogo, sabia que seríamos campeões. Eles jogaram muito, mostraram que tinham capacidade de ganhar a maioria dos jogos. Os olhos deles diziam isso, eles queriam. Perderam, mas foi por uma fatalidade, isso acontece.

GE.Net: Algum jogador da Portuguesa pode chegar à Seleção?
JORGINHO: Até pela idade, o (volante) Guilherme. Pela maturidade, ele tem grandes chances de ser um dos 11. Posso estar errado, errar é humano, mas vai depender mais dele do que qualquer coisa. Dele e das pessoas que convivem com ele. É uma grande possibilidade e o (meia) Henrique vem logo atrás.

GE.Net: E o técnico? Tem chance?
JORGINHO: Nunca pensei nisso e nem quero. Não acho que serve para mim. Pode ser que um dia pense diferente, mas não me vejo na Seleção. Tem muitas coisas que não aceito.

GE.Net: Por exemplo?
JORGINHO: Melhor deixar quieto.

GE.Net: Qual sua ambição para o futuro?
JORGINHO: Ganhar, ganhar, ganhar, ganhar, ganhar, ganhar. Quero ganhar todos os títulos que eu disputar. Se possível mais de uma vez.

GE.Net: Você se considera um treinador top?
JORGINHO: Não, porque o top não gosta de sair da Série A. Para mim é indiferente.

GE.Net: Quando estava na Ponte, você disse ter certeza que de voltaria a dirigir um time grande…
JORGINHO: (interrompendo) Isso já aconteceu. A Portuguesa não pode pensar diferente. Tem história bonita, levou vários jogadores para a Seleção, inclusive eu. Na época eu estava no Palmeiras, mas fui pelo que fiz aqui.

GE.Net: Dá para ser campeão da Série A ano que vem?
JORGINHO: Qualquer coisa dá, desde que se consiga montar grandes times, com jogadores maravilhosos. Não é fácil, porque há pelo menos 13, 14 equipes com condições financeiras de montar grandes equipes. Mas tem condições, sim.

GE.Net: Jogador derruba técnico?
JORGINHO: Quando quer, derruba. Mas também, se não quer, ninguém encosta. Já trabalhei em clube em que houve reunião para derrubar treinador e felizmente não aconteceu. Isso como jogador. Como técnico não, são poucos anos. Mas já avisei ao Oswaldo (Oliveira) que um atleta, não vou dizer em que clube, queria derrubá-lo. Não vou dar nomes porque não vale a pena. Quando o Oswaldo acordou, já era. Caiu por um atleta.

Fernando Dantas/Gazeta Press

“Espero que esse seja o primeiro título de uma série de outros muitos”, diz Jorginho sobre a Série B 2011

GE.Net: Já tentaram te avisar sobre algo do tipo?
JORGINHO: Quando o cara vier me avisar, pode ter certeza que eu já vou ter percebido. Eu não posso ser vendido, quem é vendido é o atleta. Minha intenção é que eles rendam mais para que se deem melhor. Não podem ir contra alguém que queira isso.GE.Net: O que você pensa sobre a campanha ‘Fica, Jorginho’?
JORGINHO: Com certeza, se começar a perder, os mesmos vão pedir para eu sair. Futebol é paixão.

GE.Net: Se emocionou ao ver a torcida virando a faixa?
JORGINHO: Não me apego muito nisso. Sei que já estava invertida há muito tempo, mas não sabia da importância. Eu só me apego em ver as pessoas felizes.

GE.Net: Você é feliz?
JORGINHO: (pausa) Eu poderia ser bem mais feliz. Mas não posso dizer que não. Poderia ser muito mais se certas coisas não acontecessem, mas elas acontecem para todo mundo. Não adianta achar que é diferente.

GE.Net: Tem um recado para deixar?
JORGINHO: Queria que o País fosse melhor, que acabassem com a corrupção, que tratassem melhor as pessoas mais humildes. Eles (governantes) não precisam ganhar tanto. Podem ganhar menos. Está na hora também de prestar atenção nessa Marginal (Tietê), porque está muito perigoso. Passo lá todo dia e tem muito caminhão fazendo besteira, vai matar muita gente.

Por Cleber Aguiar – Brasileiro Michel Teló vira febre entre jogadores do Real Madrid

Fonte: Folha Online

A música “Ai se eu te pego” do sertanejo Michel Teló cruzou o oceano e foi parar em Madri, na Espanha.

A coreografia virou febre entre os jogadores do Real Madrid e está sendo elogiada por vários jogadores do time.

“Essa música combina muito com a maneira como jogamos”, disse o jogador alemão Khedira ao jornal “Marca”.

No último fim de semana, Cristiano Ronaldo dançou a música junto com o brasileiro Marcelo depois de marcar um gol pelo Real.

Por Cleber Aguiar – Restam apenas ingressos do Setor Premium para Vasco x São Paulo

Fonte: Globo.com

Demais entradas chegam ao fim em cerca de 1h30m de venda nas bilheterias

Por Rafael Cavalieri Rio de Janeiro

Domingo será dia de casa cheia em São Januário. Só há ingressos disponíveis para o Setor Premium, que custa R$ 100 (R$ 50 para sócios e estudantes) e estão à venda na bilheteria 3. Os demais bilhetes para o jogo entre Vasco e São Paulo chegaram ao fim. Os 19.894 ingressos se esgotaram em cerca de uma hora e meia de venda nas bilheterias para os torcedores comuns. Na manhã desta sexta-feira, 3.700 ingressos foram vendidos somente na Colina. Nos outros pontos, a venda registrou cerca de 3.500 ingressos. No entanto, os sócios compraram 5.668 entradas na venda exclusiva, realizada na quinta-feira. O restante dos bilhetes, cerca de 7 mil, foi vendido pela internet, que disponibilizou 30% da carga total, que é de 23.468 entradas.

Há ainda ingressos reservados para a diretoria e os patrocinadores do clube, além da carga destinada aos visitantes e mais duas mil entradas separadas para a gratuidade obrigatória (idosos, crianças menores de 12 anos e deficientes físicos).

Fila ingressos vasco são Januário (Foto: Ivo Gonzalez / O Globo)Vascaínos formaram longas filas em São Januáriodesde o início da manhã (Foto: Ivo Gonzalez / O Globo)

Com a longa fila que se formou desde o início desta manhã em São Januário, muitos torcedores ficaram sem ingresso. Mesmo assim, não houve confusão com o anúncio do fim das entradas, como em outras ocasiões.

Apesar do policiamento presente no estádio, cambistas já agem livremente.

Fila ingressos vasco são Januário (Foto: Ivo Gonzalez / O Globo)Vascaínos enfrentaram forte calor atrás de ingressos (Foto: Ivo Gonzalez / O Globo)

ICFUT – Mãe de Messi tenta agredir Macarena Lemos, ex-affair de Justin Bieber, com uma panela

Fonte: Futebolinterior.com.br

Além de um namorico com o craque, a musa é acusado de um caso com o cantor popstar

Baila, Macarena!

Nem só de boas notícias vive o craque do Barcelona Lionel Messi. Em terras argentinas, a modelo Macarena Lemos acusou a mãe do jogador, Cecilia Cuccitini, de ter tentado agredi-la com uma frigideira, em um supermercado de Rosario, na Argentina.

“Ela começou a me agredir. Me tratou como uma qualquer, dizendo que eu havia dormido com seu filho e me perseguiu com uma frigideira nas mãos, enquanto filmava com o celular”, relatou a gata loira ao programa “Escenario mercenario”, do Canal 3.

De acordo com as informações, Messi e Macarena tiveram um namoro há seis anos. Na época, o craque tinha 18 e a musa apenas 14. Ela, ao contrário do que diz Cecilia Cuccitini, que o caso com o jogador não passou de alguns beijos. “Um beijo não é crime”, disse a modelo.

Esta, porém, não é a primeira vez que Macarena aparece em uma polêmica. Recentemente, chegaram a comentar que ela teve um “affair” com o cantor pop Justin Bieber. Segundo as más línguas, eles foram vistos se beijando em um restaurante de Buenos Aires. Estaria tudo bem, não fosse o fato de que o norte-americano namora a atriz e cantora Selena Gomez.

Nesta semana, Messi já havia sido centro de uma polêmica. Isso porque a modelo Xoana González elogiou o desempenho sexual do argentino em entrevista à revista espanhola Primera Linea, ao dizer que ele é “safadinho” e “bem dotado”. Quem não deve estar gostando nada disso é a noiva de craque Antonella Roccuzzo.

Veja video da gata !!!

Por Cleber Aguiar – Valdivia desabafa: ‘É o pior ano da minha carreira’

Fonte: O Estado de São Paulo

Chileno enfrenta lesões em série, se mete com frequência em polêmicas e pouco faz em campo; mas promete melhorar

PAULO GALDIERI – O Estado de S.Paulo

Valdivia foi recontratado pelo Palmeiras há quase um ano e meio e ainda não conseguiu corresponder às expectativas do clube e da torcida. Com uma série de lesões, problemas extracampo e polêmicas, o Mago tem se destacado mais pelo que faz fora dos gramados do que pelos seus indefectíveis “chutes no vácuo”.

Ontem, em uma entrevista de 45 minutos para uma sala cheia de repórteres e câmeras, o meia chileno fez um desabafo, motivado pelo episódio de fotos polêmicas publicadas recentemente. E, sem medo, o Mago cravou: 2011 é o pior ano de sua carreira.

“É, com certeza, o pior ano. Porque estou vivendo uma situação incômoda por tudo o que aconteceu. Eu estou triste pelo que eu fiz. E também tem a questão das lesões. Atrapalhou muito esse ano que já quase terminou. Mas ainda tem jogos pela frente”, disse.

O meia, no entanto, aproveitou para dizer que as dores e as lesões, problemas recorrentes desde seu retorno ao Palestra Itália, já não o incomodam mais. E que isso é fruto de um trabalho específico que tem feito com a equipe de preparação física do clube.

“Graças a Deus há dois meses não sinto nada, estou sem lesão nenhuma. Estou fazendo um treino com o preparador físico em sigilo”, revelou. “Quero que isso dê certo daqui pra frente.”

Valdivia admitiu que sua fase dentro de campo não tem sido das melhores, embora não saiba explicar quais os motivos para que ele – assim como o restante do time – estejam rendendo abaixo do esperado. “A gente não tem como explicar o que está acontecendo. A gente vem aqui, trabalha bem, o Palmeiras faz um esforço gigante pra pagar o salário de cada um de nós. É muito difícil explicar as derrotas”, admitiu.

O chileno reconhece, também, que nas vezes em que serve à seleção de seu país, consegue apresentar bom futebol. Não sabe, porém, explicar o motivo. “Eu não sei por que na seleção consigo ser um dos melhores e quando volto talvez não consiga fazer a mesma coisa. É repetitivo, até cansativo. Mas o momento é de se fechar mais ainda, trabalhar, num time grande que é o Palmeiras. E é isso que todo mundo vai fazer.”

Valdivia aproveitou para pedir a volta de Kleber ao time. “Todos gostariam de ter ele de volta, mas tem um comando superior.” O jogador também disse que as cobranças públicas que Felipão costuma fazer ao elenco às vezes o incomodam, mas que “esse é o jeito dele, eu não tenho como mudar isso”.

Apesar de todos os problemas, o meia sente ter o apoio da diretoria e comissão técnica do clube. E agradece: “Essa entrevista também serve para eu agradecer ao presidente, ao treinador, pela confiança que eles me passaram, por toda a confiança que estão me dando”, afirmou. “E vou tentar corresponder dentro da campo.”

O que significa que Valdivia não pensa em deixar o clube. “Se saísse, estaria traindo meus princípios.”

Por Cleber Aguiar – Brasil fica com a prata no Pan !

Fonte: Portal IG

Brasil cede empate no fim e entrega o ouro nos pênaltis

Equipe não joga bem, sofre gol do Canadá aos 43 do 2º tempo e, com cobranças desperdiçadas por Grazi e Debinha, fica com a prata

Vicente Seda, enviado iG a Guadalajara |

Com um time sem as principais estrelas, Marta e Cristiane, mas com veteranas como Tânia, Formiga e Andreia Santos, o Brasil teve tudo para conquistar o tricampeonato no Pan de Guadalajara e deixou o ouro escapar. O Canadá, que até os 43 minutos perdia por 1 a 0, empatou a partida após as brasileiras desperdiçarem chances incríveis no Estádio Omnilife. Nos pênaltis, as canadenses foram mais eficientes e impediram pela primeira vez o título brasileiro, que venceu todas as edições do Pan das quais participou (2003 e 2007). O futebol feminino faz parte do programa pan-americano desde Winnipeg, em 1999. Grazielle e Debinha desperdiçaram as cobranças que deram o título ao Canadá por 4 a 3.

O Brasil começou a final sendo pressionado pelo Canadá, que forçava o jogo pelos flancos. Erros infantis de passe e domínio de bola chegaram a arrancar vaias, mas era só o tempo de aquecer. Logo aos três minutos, um petardo de Debinha da intermediária foi no ângulo e não deu chances à goleira canadense Karina Le Blanc: 1 a 0.

Técnico do Brasil lamenta banco aos cacos no jogo contra o Canadá

Com diversas jogadores fora das condições ideais entre as reservas do Brasil, Kleiton Lima não chora pela prata no Pan

Marcel Rizzo e Vicente Seda, enviados iG a Guadalajar 

Kleiton Lima conversa com as jogadoras na partida frente as canadenses

Mesmo com um Canadá superior fisicamente, o técnico brasileiro Kleiton Lima não queimou as três alterações que poderia na final do futebol feminino, apesar da decisão nos pênaltis após prorrogação. O motivo não foi falta de visão do treinador, que ressaltou o melhor preparo das rivais logo que iniciou a entrevista coletiva. O banco, aos cacos, não lhe dava opções, e este fato foi o que, em sua avaliação, impediu o Brasil de conquistar o tricampeonato no Pan de Guadalajara.

“A gente teve um elenco com muitos problemas físicos nesta partida, duas atletas que vieram de operação, a Renata Costa e a Grazi, a Ketlen que estava tratando de um problema no tendão, a Bia sem condição de jogo, então sobraram poucas alternativas. O elenco é muito bom, mas tivemos problemas de ordem clínica e não pudemos explorar o banco”, esclareceu o técnico, ressaltando que o amadurecimento de algumas atletas também é essencial.

“Individualmente o time estava bem desgastado, a constituição física delas (canadenses) é melhor. A gente tinha jovens de 18, 19 anos, que vão amadurecer. O futebol é assim, numa fração de segundos o resultado escapa da sua mão”, completou.

Comparando com o Pan do Rio, em 2007, Kleiton disse que foi o oposto. Analisou como positivo o desempenho do Brasil por não ter contado com suas principais estrelas e, ainda assim, ter chegado à final em Guadalajara.

“Esse Pan foi totalmente o contrário do último. O Brasil foi com a sua força máxima, em casa, e os rivais não foram com a força máxima. Oito titulares da Copa não estavam aqui, trouxemos jogadoras mais jovens para mesclar com as veteranas. Esse resultado tem muito mérito. Por pouco não chegamos no primeiro lugar, mesmo com esse grupo mesclado, sem as principais jogadoras. São coisas do futebol”, afirmou.

Foi com esse discurso que o técnico tentou animar as jogadoras, especialmente Debinha, que perdeu chance incrível antes do empate canadense, e o pênalti derradeiro, apesar de ter feito o único gol do Brasil no tempo regulamentar. “São jogadoras com muito talento. A Debinha é muito jovem, tem um baita potencial, fez um grande Pan. É difícil porque a gente viveu a mesma situação meses atrás (na Copa do Mundo), perdemos no último minuto. Tenho de levantar a cabeça delas, consolar, porque elas têm um futuro brilhante pela frente.

Thaisinha, por sua vez, deixou tudo no âmbito divino. “Claro que eu queria o ouro, a gente batalhou, mas Deus quis assim. Pênalti é sorte, estamos felizes com a prata, não tem frustração. Deus quis assim, no Mundial também, então que seja. Vamos buscar as Olimpíadas”, disse a jogadora, que também foi dar suporte a Debinha. “A gente foi abraçar na hora do gol, então também tínhamos de dar força na hora do pênalti. Estamos juntas na vitória ou na derrota. Poderia ter acontecido com qualquer uma de nós”, finalizou a atleta.