ICFUT – Briga boa! Ex-musas de Imperador se desentendem em reality show

Fonte: Futebolinterior.com.br

Ciumenta, Joana Machado não gostou nada da entrada de Bolina na Fazenda

Mesmo lesionado e longe da mídia, Adriano continua derretendo corações. A modelo, personal trainer e participante do reality show A Fazenda teve uma crise de ciúmes por causa do atacante. Tudo isto foi causado pela entrada da panicat Dani Bolina no programa da Record.

O desgosto pela presença de Bolina ficou evidenciado logo no primeiro encontro entre as duas, isto porque Joana Machado nem cumprimentou Dani. A “rivalidade” das suas é antiga. Em 2009, quando a personal trainer namorava Adriano. Durante este período surgiu uma boato que a panicat teria um caso com o atacante, que na época defendia o Flamengo.

Por sua vez, a panicat, que entrou na vaga de Duda Yancovich, expulsa do reality show, foi até a Joana Machado e disse: “Passado é passado” e ficou repetindo isto inúmeras vezes. Hoje em dia nenhuma das duas estão com o Imperador, mas mesmo assim o atacante do Corinthians, que está se recuperando de lesão, segue mexendo com a mulherada.

Veja videos :

 

HUMOR ICFUT – EUA: mais um timão a cair

Fonte: O Estado de São Paulo

Tutty Vasques – O Estado de S.Paulo
ILUSTRAÇÃO POJUCANSeria até injusto com as atuais cartolas do futebol brasileiro dizer que Barack Obama parecia um deles ao reagir com a arrogância de antigos dirigentes de nossos clubes ao rebaixamento dos EUA na tabela de classificação da economia global. “Quem são esses manés pra nos dizer que não somos mais um país AAA?!” – foi logo desqualificando os critérios de julgamento da Standard & Poor’s, cujo ranking é tão respeitado no mundo dos negócios quanto o da Fifa entre seleções de futebol. Não falou exatamente isso, mas deu a entender que, em último caso, pode apelar pro “tapetão” para garantir a permanência dos americanos no grupo de elite ‘triplo A’.

Nunca antes na história daquele país vitorioso, havia-se levantado a voz contra as regras de pontuação no jogo financeiro internacional. Na primeira vez em que se sentiu prejudicado pela arbitragem da agência classificatória que lhe caçou um ‘A’, os EUA ameaçam virar a mesa, melar a brincadeira do mercado.

Mal comparando, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, portou-se como um verdadeiro estadista naquele fatídico dezembro de 2007, quando o Timão passou por drama bem parecido com o que a América vive agora: “Ser rebaixado é doloroso. Chegamos ao fundo do poço, mas temos de trabalhar. Não me arrependo de ter assumido o cargo de presidente!” Obama teria se saído melhor do vexame das últimas semanas se tivesse seguido o discurso de Sanchez.

Em comum diante da grande depressão de suas respectivas nações, os presidentes dos EUA e do Corinthians culparam administrações anteriores pelo desastre. Nada que, a seu tempo, Washington não possa reverter adotando já a humildade dos derrotados para um dia – quem sabe! – sonhar com seu próprio Itaquerão.

Por Cleber Aguiar – TRILOGIA ALVIVERDE

Fonte: Folha de São Paulo


Mônica Bergamo

bergamo@folhasp.com.br

O Palmeiras terá três filmes para chamar de seus. Além de “12 de Junho de 93”, sobre o título do Paulistão que tirou o time da fila de 17 anos sem taças, planeja também longas sobre a conquista da Libertadores de 99 e uma biografia do goleiro Marcos, um dos maiores ídolos da história do clube.

Por Cleber Aguiar – Construção de estádio emperra mercado imobiliário de Itaquera

Fonte: Folha de São Paulo

Expectativa de moradores faz subirem preços e caírem vendas de unidades usadas na região

Preço dos imóveis prontos quase dobrou em um ano, segundo corretores; novos não acompanharam a alta

Gabo Morales/Folhapress

Moradores da Cohab Padre Manuel da Nóbrega dobraram preço de venda de seus apartamentos após anúncio de estádio

CARLOS ARTHUR FRANÇA
DE SÃO PAULO

Com o início da construção do estádio do Corinthians em Itaquera (zona leste), a expectativa de valorização dos imóveis e a especulação nos preços congelaram o mercado de usados na região.
Do ano passado para cá, proprietários passaram a pedir até o dobro do valor por seus imóveis, contam corretores consultados pela Folha.
Apartamentos populares com menos de 50 metros quadrados, que valiam R$ 80 mil em 2010, hoje estão à venda em média por R$ 140 mil, afirma André Paes, gerente da imobiliária Grupo Paes.
Sobrados chegam a ultrapassar os R$ 250 mil. Por esse preço, compradores preferem imóveis na Vila Matilde ou na Vila Guilhermina, bairros da zona leste mais próximos do centro, diz Fernando Alves, da FN Imobiliária.
Os termos dos financiamentos também afetam o mercado da região. Como os bancos levam em consideração a renda familiar, que não aumentou na mesma proporção, os compradores buscam imóveis mais baratos, defende Ubiratan Guimarães, gerente da imobiliária Catita.
Com isso, a queda das vendas dos usados chegou a 60%, lamenta Vagner Schon, da imobiliária Equipe Legis.
Em descompasso com o valor dos prontos, o dos imóveis novos não demonstra grande salto após a aprovação do estádio para a Copa.

LANÇAMENTOS
Em 2011, o valor médio do metro quadrado de lançamentos é de R$ 2.383, alta de 5% em relação a 2010, segundo dados do Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário).
“Após as obras, Itaquera poderá gerar interesse, mas sempre vai ser uma região periférica”, opina Bruno Vivanco, diretor da Abyara Brokers.

Preços de vizinhos do Itaquerão devem cair

Após a Copa, imóveis a até 2 km do estádio devem sofrer desvalorização

Falta de segurança e barulho provocados por jogos e shows reduzem o valor de moradias no entorno de estádios

DE SÃO PAULO

Ao contrário do que apostam moradores do entorno do futuro estádio do Corinthians, a rotina de jogos e shows poderá desvalorizar imóveis na vizinhança.
Apesar dos projetos de investimento para o bairro, José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (conselho de corretores), afirma que uma real valorização só ocorrerá em imóveis a pelo menos dois quilômetros de distância do estádio.
Isso deverá ocorrer porque esses imóveis poderão reunir a melhoria da malha viária e da infraestrutura com uma distância razoável da falta de segurança e do barulho dos dias de jogos e shows.
Entre as mudanças prometidas pela prefeitura e pelo governo estadual está a construção de uma via que ligaria a avenida Itaquera à Radial Leste, que deverá ser duplicada e ter alças de ligação no cruzamento com a avenida Jacu-Pêssego.
“Se você implodisse o [estádio do] Morumbi, os imóveis do entorno teriam uma valorização fantástica”, explica Viana Neto.

CANCELAMENTO
Com as promessas de melhorias, quem quer comprar um imóvel em Itaquera sofre com a especulação dos proprietários, que chegam a cancelar vendas em busca de valores mais altos.
Por duas vezes o analista de sistemas Ricardo Navarro, 36, enfrentou esse problema. “O primeiro mandou uma mensagem por celular pedindo para cancelar o negócio”, diz Vagner Schon, corretor da imobiliária Equipe Legis, que mediou a transação.
Navarro encontrou outro apartamento. Um mês após a assinatura do contrato, a proprietária cogitou cancelar a venda -mudou de ideia sob a ameaça de multa, conta.
Há casos de proprietários que, ao receberem ofertas dentro do estipulado, aumentam em R$ 30 mil o valor, comenta Rafael Rodrigues, corretor da MR Imóveis.

Por Cleber Aguiar – Entrevista com Vanderlei Luxemburgo.

Fonte: O Estado de São Paulo

”Minha Copa era a de 2002, mas me arrancaram de lá”

Técnico garante que não pensa mais em seleção e afirma que Flamengo foi planejado para viver momento tão bom

Bruno Lousada e Sílvio Barsetti – O Estado de S.Paulo

Entrevista

Vanderlei Luxemburgo
RIO

Maior detentor de títulos do Campeonato Brasileiro – venceu a competição duas vezes pelo Palmeiras e ainda por Cruzeiro, Corinthians e Santos -, Vanderlei Luxemburgo voltou à cena graças à campanha do Flamengo na temporada. Em oito meses, obteve com o Rubro-negro 25 vitórias e 15 empates. No ano, o clube registra apenas uma derrota, para o Ceará, pela Copa do Brasil, que acabou lhe custando a eliminação.

Nesta entrevista ao Estado, concedida num hotel da Barra da Tijuca, durante a semana, Luxemburgo fala sobre a grande fase do Flamengo. Trata ainda de seleção brasileira e Ronaldinho Gaúcho e critica quem defende que ele se concentre mais na função de técnico, preocupando-se menos em interferir na gestão do futebol dos clubes por que passa.

Qual o segredo do sucesso do Flamengo?

Planejamento. O Flamengo foi planejado nas contratações, nas dispensas, na reformulação, na filosofia de trabalho da presidente Patricia Amorim.

O Flamengo foi campeão brasileiro em 2009 e o Fluminense, em 2010. O Vasco venceu a Copa do Brasil de 2011. O futebol carioca voltou a ser o mais forte do País?

O futebol carioca passou muito tempo ganhando só de vez em quando, enquanto o futebol paulista se fortaleceu por duas décadas. O Rio não melhorou por questão de estrutura, que ainda deixa muito a desejar. Elevou sim seu poder de mercado, sua capacidade de trazer jogadores, de fazer grandes contratações, com patrocinadores fortes e uma série de receitas diferentes.

Você é o maior vencedor de Brasileiro. Já vislumbra um novo título?

Eu quero ganhar sempre, mas ainda é muito cedo para se falar disso. O Campeonato Brasileiro vai ser definido nas últimas cinco rodadas, como foi no ano passado, com dois ou três clubes sabendo que a derrota ou o empate de um vai abrir o caminho para o outro.

Depois de sete anos, você voltou a despontar num Brasileiro…

Isso não é um privilégio meu. Vocês analisam a competição. Quem consegue ganhar todos os anos campeonatos como a Liga dos Campeões da Europa, quem? O Alex Ferguson está há quase 30 anos no Manchester United e só ganhou esse título duas vezes. Meu último Brasileiro foi em 2004, pelo Santos. Em 2003, ganhei pelo Cruzeiro. Eu poderia ter vencido outro, pelo Palmeiras (em 2009), mas o Belluzzo (Luiz Gonzaga, ex-presidente) mostrou inabilidade muito grande, jogou um Brasileiro fora por vaidade. O time estava pronto para ser campeão.

Desde que fechou, em 2009, o Instituto “Wanderley” Luxemburgo tem sido alvo de ações na Justiça. Como lida com esse novo problema?

Eu só entrei com meu nome na criação do instituto. Os investidores quebraram e, com isso, pararam de injetar dinheiro no instituto. Então, eu usei meus recursos para os alunos terminarem os cursos em andamento e assim receberem o diploma. E eu entrei na Justiça para cobrar dos sócios que eram investidores, para cobrar deles o que não cabia a mim.

Você inventou a expressão “zagueiro-zagueiro” para se referir ao jogador Odvan, que atuou na seleção no final dos anos 90. O que significa isso?

Zagueiro tem que ser zagueiro, não pode errar, não pode fazer uma “domingada”, tentar driblar, por exemplo. Quem tem que driblar é atacante.

Há os que apostam que você chegaria mais longe apenas como técnico-técnico, limitando-se à sua função, em vez de interferir na gestão do futebol do clube…

Isso é uma grande bobagem. Onde é que eu perco o foco? Vocês criam essas coisas, isso se massifica, vira rótulo e acabou. Ah, o Vanderlei está desfocado. Desfocado como? Ganhei nove campeonatos seguidos, perdi um, aí estou desfocado? Jornalistas podem falar em site, escrever em jornal, ter programa de rádio e TV. Vocês são o suprassumo, eu sou o “supramerda”. Isso é falta de respeito. Por que eu não posso? Só tive um ano ruim, ano passado, no Atlético-MG. São 22 anos de carreira top, de primeira linha. Agora, ninguém consegue ganhar todos os campeonatos. Sou um ser humano.

Ainda tem esperança de que Ronaldinho Gaúcho volte a ser aquele craque do Mundial de 2002?

Ronaldinho está com 31 anos. Não podem querer vê-lo achando que tem 26, 27 ou 20 anos. Todo mundo criticou quando eu não o escalei como meio-campo. Hoje, a dinâmica de jogo é diferente. Se ele joga na frente, vai usar o talento em beneficio da equipe. O que adianta botá-lo para correr no meio?

Há espaço para Ronaldinho na seleção?

A seleção tem que encontrar uma liderança, um jogador para quem as pessoas olhem e digam: “Olha ali, aquele é o cara.”

Existe esse jogador?

Não sei se tem, há um hiato. Quando o Ronaldo parou, já tinha de ter outro nome. Poderia até ter sido o Ronaldinho, o Robinho ou o Kaká. Mas ficou uma lacuna, não preenchida.

Jogador em balada quase sempre é notícia. Como você administra isso no Flamengo?

A discussão é sobre o limite de todos os setores. O jogador tem de ter limite quando ele vai à balada, tem de saber até quando pode ficar. O torcedor também tem de ter o limite do respeito e a imprensa, o limite do direito de liberdade. No Flamengo, os jogadores sabem disso, até porque são cobrados.

Desde que deixou a seleção em 2000 seu nome esteve cotado para voltar à equipe pelo menos duas vezes? Ainda vive essa expectativa?

Não. Minha Copa era a de 2002, com tudo preparado. Mas me arrancaram de lá. Eu estava no lugar certo na hora errada. O time estava pronto para ser campeão no Japão. Tanto que 19 jogadores daquela seleção foram jogadores que eu preparei, reformulando, montando time, viajando, acumulando seleção olímpica e principal.

Qual a principal dificuldade no trabalho de Mano Menezes?

É a maturação do grupo. Passou por dificuldade na Copa América e precisa passar por muito mais. O último jogo do Brasil nas Eliminatórias de 94 foi no Maracanã, contra o Uruguai. Se não ganhasse ali, não seguia para o Mundial. Quando ganhou, eu disse: “Vai ser campeão”. Superou a dificuldade. Essas coisas amadurecem muito. E agora o Brasil não vai passar muito por isso. O grupo é jovem. “Ah, mas o Neymar ganhou a Libertadores.” Ok, mas foi pelo Santos. Na seleção é diferente.

CARREIRA

Recordista de títulos no Brasileiro

Luxemburgo conquistou cinco vezes o campeonato nacional por quatro clubes diferentes. Com a unificação dos títulos pela CBF, ele ficaria empatado com Lula, técnico do Santos, que faturou também cinco taças, todos com o time de pelo Pelé: em 1961, 62, 63, 64 e 65. Muricy Ramalho e Minelli foram campeões quatro vezes cada um.

1993 e 1994
Bicampeão no Palmeiras

1998
Campeão no Corinthians

2003
Campeão no Cruzeiro

2004
Campeão no Santos

Por Cleber Aguiar – Neymar também é a bola da vez do marketing

Fonte: O Estado de São Paulo

Cobiçado por times europeus, jogador tem ascensão meteórica na publicidade e já ganha cachê equivalente ao de craques como Kaká e Pelé

Marili Ribeiro – O Estado de S.Paulo

A bola da vez no cardápio de celebridades oferecidas aos anunciantes está nos pés do atacante Neymar. Jovem, habilidoso e já ciente do próprio potencial marqueteiro, o garoto, descoberto aos seis anos por sua coordenação motora superior à média e que aos 13 foi cobiçado pelo futebol espanhol, tem nos contratos publicitários a motivação para permanecer no Brasil.

“Ele é único, porque é um talento reconhecido internacionalmente. Os outros estão todos jogando lá fora”, diz Antonio Fadiga que, além de presidente da agência de propaganda Fischer & Friends, é membro do comitê gestor do Santos – criado para administrar carreiras dos jogadores e evitar a debandada geral para o exterior. Esse colegiado de sete membros montou a engenharia financeira que garante o salário mensal de R$ 1,3 milhão de Neymar.

Com ascensão meteórica, Neymar já compete em cachê com veteranos como Kaká e Pelé – ambos não saem de casa para falar bem de uma marca por menos de R$ 1 milhão. O jogador já associou sua imagem a empresas como Nextel, Nike, Tenys Pé Baruel e Red Bull. Recentemente, fechou um contrato de quatro anos para ser garoto-propaganda da fabricante de meias Lupo por R$ 4,4 milhões.

A grande diferença, nesse momento da carreira de Neymar, está na maneira como estão se dando os acertos. “Foram seis meses de muita conversa com o pai dele, Neymar dos Santos, juntamente com um representante do Santos”, conta Valquirio Cabral Jr., diretor comercial da empresa. A participação do craque foi exaustivamente detalhada pela agência G2, que deu largada na ação de marketing com ele tuitando a frase “agora sou meia”, o que provocou a maior repercussão até ele retuitar que permanecia atacante e que “meia para ele, só Lupo”.

Esse senso de marketing na carreira de Neymar contou com preparação, que incluiu até treinamento de mídia para dar entrevistas – feito pela CDN Comunicação Corporativa. A medida foi tomada pelo Santos na ambição de gerenciar a carreira de seus atletas.

“Ele eriça o cabelo, usa meias acima dos joelhos, munhequeiras de cores diferentes nos pulsos e calções largos. Faz tudo para ser diferente”, diz Fadiga, para quem Neymar está assumindo o posto de “namoradinho do Brasil” – lugar ocupado nos esportes pelo corredor Ayrton Senna e o tenista Guga.

“Além de ter uma alegria que desapareceu do futebol há tempos, ele também surge num momento em que a classe social a que pertence, a emergente classe C, ganha expressão, o que reforça sua imagem para representar uma enorme gama de produtos”, acrescenta Fadiga.

O potencial do atacante do Santos é tão evidente, que, além do Santos, a empresa de marketing 9ine, do ex-jogador Ronaldo, também está na disputa por contratos para o garoto. No momento, a 9ine tenta fechar com a Claro e com a Ambev, para tornar Neymar representante do Guaraná Antarctica. Nos dois contratos, 30% devem ficar com o Santos e 20%, com a 9ine e o empresário do garoto. O restante vai para o bolso do atleta.

“Ainda não fechamos nenhum contrato porque as negociações com ele são bem mais longas do que com outros atletas”, resume Evandro Guimarães, diretor da 9ine. Um dos executivos da Ambev diz que o atacante é uma promessa, mas ainda está muito no começo do seu percurso para lhe atribuírem tanto potencial. “De promessas, o mundo está cheio. É preciso ponderar com cuidado”, diz.

A participação do pai torna as negociações mais longas. “Ele tem uma visão clara do que é importante para a carreira do filho”, avalia Gustavo Diament, diretor de marketing da Nextel, que tornou pai e filho personagens do comercial da operadora de telecomunicações. O contrato de seis meses se encerra agora em setembro. “Nas conversas, o pai argumentava que tinha outras ofertas. Disse a ele que não tinha o cheque mais gordo, mas oferecia a melhor parceria, com uma mensagem positiva.” No filme da Nextel, Neymar destaca o valor do pai na sua carreira.

Gestão. Com a Copa de 2014 no Brasil e de olho no potencial de atletas como Neymar, muitas agências estrangeiras especializadas em gestão de carreiras de atletas estão de olho no Brasil. Na Inglaterra, como conta Felipe Aquilino, gerente de marketing do canal Esporte Interativo, são essas empresas que administram as carreiras individuais dos jogadores independentes dos clubes. Um mercado ainda incipiente no Brasil, onde os clubes dão as cartas nas negociações.

Três da maiores agências de marketing esportivo se instalaram no País desde do final no ano passado. Em parceria com o empresário Eike Batista, chegou a IMG Worldwide, gigante do entretenimento e esporte mundial. Na mesma linha de atuação, a Octagon adquiriu a empresa carioca B2S Marketing para desenvolver estratégias de marketing esportivo para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Em conversas com agências locais está outra das maiores do ramo, a Creative Artists Agency (CAA), que tem sede em Los Angeles.

Veja alguns comerciais de Neymar:

Por Cleber Aguiar – Maiores clubes do mundo

Fonte: O Globo

Melhor clube do século XX, Real Madrid perdeu protagonismo nos últimos anos

Priscilla Guylain (esportesglb@oglobo.com.br)

Cristiano Ronaldo: o mais bem pago do Real Madrid recebe 25 milhões de euros por temporada - Foto: ReutersMADRI – O melhor clube do século XX, ganhador de mais Copas da Europa, atual Liga dos Campeões (nove), vem perdendo protagonismo nos últimos anos. A compra de estrelas não se traduziu em um placar à altura de sua galáxia: muito ego, muito dinheiro em jogo e poucos resultados em campo. O português José Mourinho aterrissou há um ano no Real Madrid com aura de salvador da pátria. Conseguiu finalmente que, depois de dois anos sem ganhar títulos, o clube saísse vitorioso de uma Copa do Rei. A missão de recuperar o prestígio na Europa ainda está por cumprir.

– Mourinho tem paixão incontível para a vitória e obsessão pelo trabalho. Assim, ativará o profissionalismo dos jogadores. Contamos com as condições para ter um futuro melhor. Só precisamos de algum tempo e de integridade para não cair no drama – disse Florentino Pérez, em assembleia de sócios há 10 meses, justificando um gasto de 262 milhões somente em jogadores e absolutamente nenhum título em três anos.

Embora seja um clube com 109 anos de história e um museu cheio de troféus, que justificam a popularidade deste grande clube – proclamado “real” em 1920 pelo rei Alfonso XIII -, esta fase atual menos favorecida está marcando sua trajetória. São nove temporadas com Florentino Pérez como presidente (2000-2006 e desde 2009). E nove temporadas consecutivas – desde 2001/2 – sem ver a cor dourada da “orejona”, a taça da Liga dos Campeões, chamada assim na Espanha porque suas asas parecem duas grandes orelhas.

Pérez, um “ser superior”

Mourinho chegou prometendo resultados imediatos mas na última Liga dos Campeões foi eliminado por seu grande rival, o Barcelona. Mordido pela derrota, o português, conhecido por sua língua afiada, acusou o clube de Guardiola de conseguir a vitória de maneira ilegítima e acabou com um expediente aberto contra ele na UEFA.

Kaká, comprado por 65 milhões, embolsa, segundo os cálculos de jornais espanhóis, 19,8 milhões de euros - Foto: Reuters

– Não sei se é a publicidade da Unicef (patrocinador do Barcelona), não sei se é a amizade de Villar (Ángel María Villar, presidente da Real Federação Espanhola de Futebol) na UEFA, não sei se é porque são muito simpáticos, mas eles conseguiram este poder… – insinuou o técnico do Real Madrid, ao perder uma das semifinais por 2 a 0.

Mas a acidez nas declarações de “Mou” é algo comum. A diplomacia não está entre as qualidades deste homem que se transformou no todo-poderoso do Real Madrid. Depois, claro, de Florentino Pérez, um “ser superior”, nas palavras do carismático ex-jogador Emilio Butragueño. Pérez é um presidente acostumado a se desfazer, sem rodeios, de seus treinadores. Oito caíram por suas mãos: de Del Bosque a Pellegrini, passando por Vanderlei Luxemburgo.

A arrogância de “Mou”

Mourinho, pouco antes de sair airoso da Copa do Rei, usava o desdém como maneira de mostrar que não se sentia temeroso de ser despedido como os outros. Com o nariz bem alto, disse em uma entrevista coletiva que, para ele, não faltariam ofertas de grandes clubes europeus, e que seu destino não seria “um Málaga da vida”, referindo-se ao chileno Manuel Pellegrini. Como troco, Mou foi chamado de arrogante e palhaço. A arrogância, uma das marcas registradas do técnico, sempre foi, segundo ele mesmo afirma, parte de sua estratégia.

Português Jose Mourinho, atual todo-poderoso do Real Madrid: falta diplomacia e sobram desafetos - Foto: AP

– Sempre digo que o time é o rosto do seu treinador. Se o treinador não é valente, seguro de si mesmo, inclusive arrogante, este time perde qualidade – disse ao “New York Times”. – Estou convencido de que esta é a razão pela qual minhas equipes sempre são muito, mas muito difíceis mesmo de derrotar.

Houve derrotas. Muitas. Mas a Copa do Rei bastou para que Mourinho recebesse, das mãos de Florentino, todas as credenciais necessárias para mandar e desmandar no time. O diretor Jorge Valdano foi demitido. Com a faca e o queijo na mão, Mourinho, com um salário superior a 13 milhões ao ano, vem reorganizando o clube à sua maneira e já inventou, inclusive, o cargo de diretor de futebol para Zinedine Zidane, que virou seu braço direito. Mou, além de treinador, é gerente esportivo de futebol, seguindo o modelo inglês.

Tudo são tentativas de voltar a fazer funcionar a antiga fábrica de títulos, que teve como uma de suas fases mais prósperas os anos em que Santiago Bernabéu, ex-jogador e ex-técnico, esteve à frente do clube branco (1943-78) como presidente, inaugurando o estádio com seu nome, em 1947. Mas nos tempos atuais do chamado “rei midas do futebol” – o empresário Florentino Pérez, presidente da poderosa construtora ACS -, mesmo sem sucesso dentro de campo, o Real Madrid é capaz de bater recordes de faturamento. Os 442,3 milhões ganhos no último ano, no entanto, não são um troféu aos olhos de torcedores, que são 32% dos espanhóis, segundo uma pesquisa do Centro de Investigações Sociológicas.

Até Cristiano Ronaldo, cuja perna (uma só) custa mais caro do que times inteiros, já insinuou que os torcedores também têm sua fração de responsabilidade. Disse que ele e seus colegas tentam ganhar e dar espetáculo, mas o público não faz a sua parte, motivando os jogadores. Por temporada, o português, contratado em 2009 ao Manchester United por 94 milhões, embolsa 25 milhões, entre salário e direito de imagem. Kaká, comprado no mesmo ano, ao Milan, por 65 milhões, não está muito atrás: embolsa, segundo os cálculos de jornais espanhóis, 19,8 milhões. Florentino gasta, por temporada, 162,8 milhões apenas com salários.

Embora estas cifras gigantescas estejam diretamente associadas a Florentino Pérez, Santiago Bernabéu também fez apostas milionárias na década de 1950. O espanhol Paco Gento foi um deles, mas foi o argentino Alfredo Di Stéfano que mudou o rumo do futebol espanhol e europeu. Maior goleador da liga durante cinco temporadas, ele levou o clube a ganhar oito Ligas espanholas, além de cinco Copas da Europa, uma Copa Intercontinental e uma do Generalíssimo.

Galáxias e poucos títulos

Com Di Stéfano, o Real Madrid entrava em seus anos dourados. A esses craques se uniram outros: o húngaro Ferenc Puskás, apesar de já ter 31 anos e alguns quilos a mais; e o grande Didi, cuja modesta passagem pelo clube branco, por problemas de adaptação ao futebol europeu, não manchou sua trajetória brilhante, imortalizada no Salão da Fama da Fifa.

Di Stefano (à esquerda) durante apresentação de Robinho e ao lado do presidente Florentino Pèrez - Foto: APDuas décadas depois da morte de Santiago Bernabéu, Florentino começa sua história e cria suas duas “galáxias”. A primeira começou com a aquisição de Figo, e continuou com estrelas como Zidane, Ronaldo e Beckham, que, junto com Roberto Carlos, Iker Casillas e Raúl, ganharam duas Ligas espanholas e a nona Liga dos Campeões, com um gol histórico de Zidane. Os 200 milhões pagos pelos quatro jogadores se capitalizaram rapidamente: 400 milhões por ano e o prestígio de ser o maior e mais rico do mundo.

Essa primeira Era Galáctica, à qual se uniram Robinho e Michael Owen em 2004, não acabou nada bem: foram três temporadas seguidas sem ganhar um título, o que forçou a saída de Florentino. Foi um dos piores períodos da história do clube. Como termômetro deste abatimento, uma cena simbólica: Ronaldinho Gaúcho sendo aplaudido de pé pelos torcedores do Real Madrid em pleno Santiago Bernabéu, num jogo da Liga. Em 1983, os “brancos” já tinham ovacionado outro craque do Barça, o argentino Maradona.

– Foi uma emoção diferente porque muito poucos jogadores têm a oportunidade de passar por um momento deste ao longo de suas carreiras – declarou Ronaldinho, que, com elegância, devolveu o gesto, aplaudindo os torcedores do clube.

Mas Florentino voltou, e com ele, o projeto de construir sua segunda galáxia: Cristiano, Kaká, Benzema e Xabi Alonso, dando adeus a Raúl e a Gutti. Mou deu por encerradas as contratações, que fizeram o clube desembolsar 55 milhões, 16 milhões a menos do que no verão passado: Callejón, Sahin, Varane, Coentrão e Altintop. Florentino não está satisfeito. Quer Neymar. Tem sede de estrela.

Segredo do faturamento do Barcelona está nas conquistas dentro de campo

Priscilla Guylain (esportesglb@oglobo.com.br)

Melhor jogador do mundo é do Barcelona: Messi - Foto: ReutersMADRI – Nada de estratégias mirabolantes ou planos de marketing ousados. O segredo do Barcelona está no campo. Jogando bem, o clube triplicou seu faturamento em seis anos – de 123 milhões em 2003/4 a 366 milhões na temporada 2009/10 – saltando do 13º lugar para o 2º no ranking dos times mais ricos, atrás apenas do Real Madrid. O Corinthians, clube brasileiro que mais arrecadou em 2010, teve faturamento de R$ 212,6 milhões. O Barcelona tem em Leo Messi o melhor exemplo de sua política de investir nas divisões de base.

– Quero ficar no Barcelona para sempre – disse Messi, na sua primeira entrevista à televisão, quando tinha 16 anos.

Messi é o jogador mais bem remunerado – 31 milhões de euros ao ano – mas, como não foi comprado, o argentino, curiosamente, não tem valor contábil. Nem ele, nem Xavi, nem Iniesta. Mas sua cláusula de rescisão é de 250 milhões de euros, valor que dificilmente alguém desembolsará.

– O Barcelona é muito mais rico do que o Real Madrid, porque tem Messi, Xavi, Iniesta, Puyol, Busquets, Víctor Valdéz, Pedrito, Thiago, Guardiola… Não pagaram nada por eles. Todos são ativos que não estão no balanço financeiro do clube. O Real Madrid, por outro lado, tem grandes jogadores, mas também enormes dívidas com bancos que emprestaram dinheiro para comprá-los – explica José María Gay Saludas, professor de economia financeira, especialista em economia esportiva.

La Masía, a base do Barça

A “cantera” (como se referem em espanhol às categorias de base) é o alicerce do Barça, e La Masía, seu símbolo. Fundada em 1979, La Masía é a escola do Barcelona, uma residência para novos talentos, onde meninos recebem formação acadêmica e treinam para, quem sabe, serem profissionais. O custo anual é de 20 milhões, que o clube desembolsa ciente de que menos de 15% chegarão ao primeiro time, e entre 30 e 40% jogarão em outro clube espanhol ou europeu.

Jogadores do Barcelona posam com a taça da Liga dos Campeões - Foto: Reuters

– Na Masía, falamos sobre valores que não são negociáveis e que nos fazem melhores pessoas e melhores jogadores. Respeito, companheirismo, humildade, sacrifício, cumplicidade, comprometimento. Queremos que eles sejam felizes, esforçados, e respeitem, da mesma forma, o treinador e o cozinheiro – conta Carles Folguera, diretor da Masía, onde são organizadas palestras sobre educação sexual, drogas e fama.

De fato, uma das característica mais fortes do Barça é a união dos jogadores e a falta de estrelismo. O Barcelona é o melhor time de futebol do mundo da primeira década do século XXI, segundo a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS), mas isso não se traduz em arrogância. Pelo contrário, o carisma é uma das marcas registradas dos jogadores.

– Cada um nasce com sua maneira de ser, mas no Barcelona te ajudam a melhorar – disse Iniesta ao “El País”. – Não me esqueço do pessoal da Masía, das cozinheiras, sempre preocupadas comigo. Muita gente trabalhou para estarmos aqui.

Ao ganharem o 21º título da Liga Espanhola, os jogadores exibiram uma camiseta com a frase “o valor de ter valores” estampada sobre o peito. Esta é a filosofia do grupo que, além de Messi, que chegou à Masía com 13 anos, o técnico Pep Guardiola, Puyol, Piqué, Xavi, Iniesta, Cesc Fabrégas (estrela do Arsenal e cobiçado pelo Barça), Víctor Valdés, Busquets e o brasileiro Thiago Alcântara, entre muitos outros, aprenderam nessa escola-residência do Barça. E ajudaram a fazer do clube catalão o que tem mais jogadores vencedores dos prêmios de melhor do mundo da Fifa e da Bola de Ouro, da “France Football”.

Mas o Barça teve outras épocas de glória. Nos anos 1950, com o craque húngaro Kubala, os três títulos espanhóis, as cinco Copas do Generalíssimo, entre outros títulos, obrigaram o clube a construir novo estádio: o número de sócios alcançou a marca dos 38 mil, deixando o Les Corts pequeno demais para tanta gente. Em 1957, inauguraram o Nou Camp, e hoje, mais de meio século depois, o número de sócios quase quintuplicou, chegando a 180 mil, número superado apenas pelo Benfica.

Quanto aos “culés” (torcedores do Barça), representam 25,7% dos torcedores espanhóis, segundo o Centro de Investigações Sociológicas.

O “dream team” de Cruyff

Nos anos 90, o mundo inteiro ficou de olho no Barcelona do holandês Johan Cruyff, uma equipe que conquistou quatro títulos nacionais seguidos e uma Liga dos Campeões. Cruyff rompeu a supremacia do Real Madrid, que, com sua “Quinta del Buitre” – chamada assim por Butragueño – havia ganhado os quatro campeonatos anteriores.

Holandês Cruyff comandou o Barcelona que conquistou quatro títulos espanhóis seguidos e uma Liga dos Campeões na década de 90Seu “Dream Team”, como ficou conhecido, entrou para a história com um jogo bonito, dando um novo tom ao futebol europeu. Romário, o dinamarquês Michael Laudrup, o búlgaro Hristo Stoichkov, Miguel Ángel Nadal (tio do tenista mallorquino Rafa Nadal, grande torcedor do Real Madrid) e o holandês Ronald Koeman foram alguns dos jogadores deste “time dos sonhos”, com seu futebol ofensivo, veloz e criativo. Essa maneira de jogar fez com que Johan Cruyff recebesse algumas críticas – diziam que fazia o Barça mais vulnerável por dar pouca atenção à linha defensiva – mas, apesar dos seus detratores, o “dream team” não só deslumbrou os “culés” como motivou os apaixonados do futebol da época. O fim chegou quatro temporadas mais tarde, quando, como favorito, perdeu a final da Liga dos Campeões para o Milan por 4 a 0.

Foi Frank Rijkaard, outro holandês, que voltou a animar os torcedores, quando, em 2003, assumiu o clube e ganhou dois campeonatos espanhóis, duas Super Copas da Espanha e uma Liga dos Campeões. Ronaldinho Gaúcho chegou no mesmo ano e atendeu a todas as expectativas, marcando 15 gols em 32 jogos do campeonato e sendo eleito pela Fifa como melhor jogador do ano. E entrou entrou para o grupo de ídolos brasileiros, que já tinha Rivaldo, Romário e Ronaldo.

Guardiola e o sexteto

Cinco anos depois, quando Josep Guardiola substituiu Rijkaard, o Barça deu um salto definitivo, passando à história, em 2009, por ser o primeiro time do mundo a conseguir seis títulos oficiais no mesmo ano. Guardiola saiu dos braços da mãe Dolors, com apenas 13 anos, para morar e estudar na Masía. Do alto de seu beliche, emocionava-se ao ver pela janela o Nou Camp todos os dias ao acordar. Os novos aprendizes não terão mais esta vista. Este ano, a fábrica de jogadores do Barça, como é conhecida, mudou-se para a Cidade Esportiva Joan Gamper, a 4,5 quilômetros do estádio.

Guardiola: técnico levou Barcelona a seis títulos oficiais no mesmo ano - Foto: Reuters

– Com Cruyff, aprendi detalhes que servem para entender este jogo e a maneira de lidar com o vestiário – disse Guardiola, ao site do Barcelona. – O “Dream Team” abriu caminho. Por mais títulos que ganhemos, isso não podemos igualar.

Adorado pelos jogadores, Guardiola não teve restrições em apostar em homens fisicamente pequenos, como Xavi ou Iniesta, mas talentosos. Quando Cruyff foi à Masía atrás do melhor jogador da “cantera”, todos os técnicos afirmaram ser Guardiola. O futuro pupilo do holandês não jogava no Barça B nem no Juvenil A. Estava no Juvenil B. Cruyff não entendia como o melhor podia estar na base de 19 anos. O motivo era físico: ele era muito miúdo.

– Levamos Guardiola para o Barça B contrariando a direção. Ele se sentiu valorizado e deslanchou. Tinha muito mais visão do que qualquer outro jogador. Se você é pequeno e magro precisa ter técnica superior à maioria. Do contrário, te derrubam por serem mais fortes. Você aprende a desenvolver qualidades, a controlar, a esquivar, a desfrutar – contou Cruyff.

Nesta trajetória cheia de vitórias – três campeonatos seguidos e duas Ligas dios Campeões em três anos – Guardiola lidera uma equipe que é base da seleção espanhola, campeã da Espanha, da Europa e do mundo. O Barcelona, com seu sexteto, transformou-se, indiscutivelmente, no melhor. A imprensa espanhola resume, então, em uma frase quem é Guardiola: “o melhor campeão de campeões da história do futebol”.

Rivais desde a guerra

Conflito na Espanha intensificou oposição entre Real Madrid e Barcelona

Priscilla Guylain (esportesglb@oglobo.com.br)

MADRI – Desde 1968 está vetada a venda de bebidas em garrafas de vidro nos estádios espanhóis. A feroz rivalidade entre Real Madrid e Barcelona explica a proibição. Ficou conhecida como “a final das garrafas”. Os torcedores brancos, furiosos por perder de 1 a 0 para o time catalão arremessaram ao campo tudo que tinham à mão. Não foi a primeira nem muito menos a última reação agressiva entre os dois clubes, que se enfrentaram pela primeira vez em 1902. O Barça, fundado três anos antes, saiu vitorioso (3 a 1). Depois da Guerra Civil (1936-39), período em que se suspenderam as atividades esportivas, os conflitos pioraram.

O Barcelona simbolizava o nacionalismo catalão, oprimido pela ditadura franquista. O Real Madrid representava a Espanha única, defendida a ferro e fogo por Francisco Franco. O caudilho era mais do que um torcedor. Dizem que influía nos resultados, ameaçando os jogadores catalães, e em contratações, como a de Di Stéfano, que originalmente ia para o Barcelona, mas acabou jogando pelo clube branco.

Apesar destas prováveis interferências, o Barça é o clube espanhol com mais títulos: o Real Madrid tem dez títulos nacionais a mais do que o clube catalão (31 contra 21), mas o Barça tem sete Copas do Rei a mais do que o time branco (25 contra 18). Durante o Franquismo, entre 1939 e 1976 – quando a Copa do Rei passou a se chamar Copa do Generalíssimo, em referência ao general Franco, o Barça ganhou nove copas e o Madrid, seis.

Os tempos e o contexto mudaram, mas esta inimizade político-futebolística perdura. De vez em quando, em alguma disputa Barcelona x Real Madrid, ainda se vê alguma faixa “Catalunha não é Espanha”. Mas as demonstrações de incompatibilidade de ambos os lados vão além das pacíficas defesas ideológicas. Um jogador que viveu em primeira pessoa o amor e o ódio dos “culés” foi o português Luis Figo, que jogou no Barcelona, de 1995-2000, e no Real Madrid, de 2000-2005. Um dos dias mais representativos da ira antimadridista foi em um clássico, em 2002. Naquele dia, Figo foi alvo de garrafas, bolas de sinuca, bolas de golfe e telefones celulares. Nesta chuva de raiva, também caiu, ao lado do português, uma cabeça de porco.

Mas, agressões à parte, a rivalidade entre os dois clubes, cada vez mais inalcançáveis para os rivais espanhóis, é a responsável por boa parte da emoção não só nas disputas nacionais, como internacionais. O Real Madrid e o Barça são os clubes que melhor pagam, no mundo, seus jogadores, segundo o estudo “Global Sports Salaries Survey 2011”. Mas a dívida que arrastam também tem a dimensão da fama. O Barcelona deve cerca de 500 milhões, e o Real Madrid 660 milhões, cifras que servem para reforçar a eterna rivalidade.

– Nesta rivalidade, quem sai na frente é o que ganha mais tendo menos dívida. O Barcelona ganhou o Campeonato Espanhol e a Liga dos Campeões e diminuiu sua dívida. Se, com menos dívida, e portanto, com menos investimento e menos gastos em jogadores, consegue mais resultados e maior faturamento, significa que é melhor do que o seu rival – afirma José María Gay Saludas, professor de Economia Financeira, especialista em economia esportiva.

Na temporada passada, os dois clubes se enfrentaram em cinco ocasiões, duas no Campeonato Espanhol, duas em semifinais da Liga dos Campeões, e na final da Copa do Rei. O mito será alimentado este ano, pelo menos, em quatro jogos, já que hoje e quarta-feira se inicia a temporada oficial espanhola com a disputa da Supercopa da Espanha. Campeão espanhol, o Barcelona enfrentará o vencedor da última Copa do Rei, o Real Madrid. Será a primeira ocasião, na atual temporada, para comprovar se a opulência do presidente Florentino Pérez e do técnico Mourinho conseguirá abater o reinado do “futebol total” de Guardiola, Messi, Iniesta, Xavi e companhia.

ICFUT – Aproveitamento do Santos no BR é de equipe rebaixada

Fonte: lancenet

Time só está melhor do que a Ponte Preta, que caiu em 2004 com 34,2% de aproveitamento. Peixe tem atualmente 35,7%

Info do Santos (Crédito: Rafael Zandegu) Aproveitamentos dos times que caíram e que se salvaram nas edições do Campeonato Brasileiro em pontos corridos (Crédito: Rafael Zandegu)

Os santistas divergem quanto à gravidade da situação do clube no Campeonato Brasileiro. Mas a pontuação atual é de se preocupar. Com 35,7% de aproveitamento até agora (Alvinegro conquistou apenas 15 pontos em 14 jogos) o Peixe somou menos pontos do que quase todos os clubes que foram rebaixados nas edições passadas da competição.

Única equipe com porcentagem menor foi a Ponte Preta, em 2006. Com 34,2%, a Macaca não resistiu e caiu para a B.

Segundo o matemático Tristão Garcia (leia mais abaixo), para um clube da Série A do Campeonato Brasileiro se livrar do rebaixamento são necessários 47 pontos. Para alcançar essa marca, o Santos precisa de nada menos do que 11 vitórias nas próximas 24 rodadas para conquistar 33 pontos.

Destas, 11 serão disputadas com o mando do Alvinegro, situação na qual o time conquistou a maioria de seus pontos – 13 dos 14. A única vez que voltou para a Vila Belmiro com um ponto na bagagem foi diante do Cruzeiro, no empate por 1 a 1.

Com a palavra – Tristão Garcia (Matemático do site Infobola)
A situação do Santos preocupa. Todo mundo acha que não vai ser rebaixado, então não pode abandonar a competição. Para se garantir na Série A, o clube tem que fazer 47 pontos. Com esse número já tem tranquilidade.
O aproveitamento é horroroso até agora. Quase um ponto por jogo. O Corinthians fez o dobro já. Pensar que o time não corre riscos é se iludir. O Brasileiro é o campeonato mais disputado do mundo.
Não adianta nem pensar em título. Nunca em anos anteriores você teve líderes com pontuação tão forte. O campeonato é muito brigado. É difícil superar os clubes que estão tão fortes na ponta da tabela.

ICFUT – Neymar, Ganso e Rafael viram atores por um dia na TV Globo

Fonte: globo.com

Depois da derrota para o Atlético-GO, trio viaja para o Rio de Janeiro e grava participação na novela “Malhação”. Má fase no Brasileirão preocupa

Um dia depois da derrota por 2 a 0 para o Atlético-GO, em Goiânia, três estrelas do Santos se arriscaram em uma nova profissão: ator. Neymar, Paulo Henrique Ganso e o goleiro Rafael gravaram, na manhã deste domingo, uma participação na novela “Malhação”, exibida de segunda a sexta no fim da tarde pela TV Globo. O trio voou da capital goiana direto para o Rio de Janeiro, e ainda na tarde de domingo embarca para São Paulo.

A chegada de Neymar, Ganso e Rafael ocorreu sem maiores problemas, já que não havia fãs ou torcedores na porta do Projac, complexo da TV Globo. Visivelmente nervosos, os três mostravam ansiedade pela estreia nas telas.

Neymar, Ganso e Rafael no Projac (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)Neymar, Ganso e Rafael posam no Projac (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)

– Acho que vou me dar bem, deve ser tranquilo. Só não sirvo para ser galã de novela, meu negócio é mesmo dentro de campo – brincou Ganso.

Parceiro de todas as horas, Neymar se mostrou interessado em conhecer as instalações do Projac, onde são gravadas as novelas da TV Globo. Fã confesso de “Insensato Coração”, o atacante diz que tem acompanhado atentamente o desenrolar da trama.

– Ontem (sábado) a gente jogou, mas já consegui me informar sobre o que aconteceu. Não perco quase nenhum capítulo – revelou.

A animação do trio só diminui quando o assunto é a má fase do Santos, que tem apenas 15 pontos na tabela do Campeonato Brasileiro e está ameaçado pelo rebaixamento. Depois do título da Taça Libertadores, o time caiu de produção e venceu apenas um dos últimos seis jogos.

– Claro que ficamos chateados, mas temos de trabalhar com seriedade para melhorar. Não podemos correr riscos desnecessários – avisou Neymar.

– Precisamos reagir logo, mas vamos sair dessa. As boas atuações vão voltar – assegurou Ganso.

Depois da gravação e da volta para casa, Neymar, Ganso e Rafael têm folga neste domingo. O trio, ao lado do elenco santista, volta aos trabalhos nesta segunda-feira.

ICFUT – Neymar faz homenagem ao pai no Dia dos Pais

Fonte: lancenet

Em programa de rádio ao vivo, na manhã deste domingo, camisa 11 do Peixe declarou amor ao pai e prometeu gols para agradá-lo

Neymar concede coletiva na Argentina (Foto: Mowa Press) Neymar agradeceu companheirismo do pai (Foto: Mowa Press)

Neste domingo, Dia dos Pais, Neymar decidiu prestar uma homenagem especial a seu pai, Neymar da Silva. O jogador entrou ao vivo no programa Domingo Esportivo, da Rádio Bandeirantes, e se declarou ao "cabeça", como carinhosamente chama o pai.

– Só quero mandar  uma mensagem para melhor pai do mundo e desejar tudo de melhor na vida. Amo muito ele, sempre aprendi muito com ele, esteve ao meu lado nas vitórias, nas derrotas, nunca abriu mão de mim e nunca vai abrir – disse a Joia.
– Nesse dia tão especial quero dizer que amo ele e vou fazer muitos gols para deixá-lo feliz. Papai eu te amo – completou o camisa 11 do Peixe.