ICFUT – Mundial Feminino 2011

Gols da Rodada

Grupo A
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Alemanha 3 1 1 0 0 2 1 1 100.0
2  França 3 1 1 0 0 1 0 1 100.0
3  Canadá 0 1 0 0 1 1 2 -1 0.0
4  Nigéria 0 1 0 0 1 0 1 -1 0.0
Grupo B
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Inglaterra 0 0 0 0 0 0 0 0
2  Nova Zelândia 0 0 0 0 0 0 0 0
3  Japão 0 0 0 0 0 0 0 0
4  México 0 0 0 0 0 0 0 0
Grupo C
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Colômbia 0 0 0 0 0 0 0 0
2  Coréia do Norte 0 0 0 0 0 0 0 0
3  Suécia 0 0 0 0 0 0 0 0
4  Estados Unidos 0 0 0 0 0 0 0 0
Grupo D
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Guiné Equatorial 0 0 0 0 0 0 0 0
2  Noruega 0 0 0 0 0 0 0 0
3  Austrália 0 0 0 0 0 0 0 0
4  Brasil 0 0 0 0 0 0 0 0

Grupo A

1ª RODADA
26/06 – 10h00 Nigéria 0 x 1 França
26/06 – 13h00 Alemanha 2 x 1 Canadá
2ª RODADA
30/06 – 13h00 Canadá x França
30/06 – 15h45 Alemanha x Nigéria
3ª RODADA
5/07 – 15h45 França x Alemanha
5/07 – 15h45 Canadá x Nigéria

 

Grupo B
1ª RODADA
27/06 – 10h00 Japão x Nova Zelândia
27/06 – 13h00 México x Inglaterra
2ª RODADA
1/07 – 10h00 Japão x México
1/07 – 13h15 Nova Zelândia x Inglaterra
3ª RODADA
5/07 – 13h15 Nova Zelândia x México
5/07 – 13h15 Inglaterra x Japão

 

Grupo C
1ª RODADA
28/06 – 10h00 Colômbia x Suécia
28/06 – 13h15 Estados Unidos x Coréia do Norte
2ª RODADA
2/07 – 9h00 Coréia do Norte x Suécia
2/07 – 13h00 Estados Unidos x Colômbia
3ª RODADA
6/07 – 15h45 Suécia x Estados Unidos
6/07 – 15h45 Coréia do Norte x Colômbia

 

Grupo D
1ª RODADA
29/06 – 10h00 Noruega x Guiné Equatorial
29/06 – 13h15 Brasil x Austrália
2ª RODADA
3/07 – 9h00 Austrália x Guiné Equatorial
3/07 – 13h15 Brasil x Noruega
3ª RODADA
6/07 – 13h00 Guiné Equatorial x Brasil
6/07 – 13h00 Austrália x Noruega

Por Cleber Aguiar – Chapinha, secador, esmalte… Cristiane revela lado vaidoso do time

Fonte: Globo.com

Atacante fala sobre os cuidados com o visual e diz que grupo se divide entre ‘as meninas com cabelos alisados e as com os ruinzinhos’

Por Clícia Oliveira Mönchengladbach, Alemanha

Quando a bola rola, Cristiane deixa de lado o sexo frágil. Luta como uma guerreira. Mas fora de campo, a vaidade da jogadora não fica em segundo plano. Maquiagem, unhas bem feitas, brincos grandes e, principalmente, um cabelo bem cuidado fazem parte do dia a dia da atacante. E não é só ela que se preocupa com a aparência.

Com os cabelos assumidamente encaracolados, Cristiane entrega que o acessório mais visto na mala das companheiras é a chapinha. Brincalhona, a jogadora diz que no grupo existe a turma dos cabelos alisados e a dos enrolados.

– Eu passo um creme que é rebelde e vou embora. Mas tem a turma da chapinha que prefere o cabelo escorrido – brinca Cristiane.

Maurine Ester Formiga Cristiane futebol Feminino (Foto: Divulgação)Maurine, Ester, Formiga e Cristiane: meninas do Brasil não deixam a vaidade de lado. Cuidados com os cabelos e acessórios para fazer bonito também fora de campo (Foto: Divulgação)

Maurine é uma das integrantes da turma dos cabelos lisos, que ficam presos durante os jogos para não atrapalhar o desempenho.

– Eu sempre gostei de me arrumar. Sempre passo um lápis, arrumo o cabelo, mas não deixo de ir na bola por causa disso. Agora mudou bastante, as meninas em geral se arrumam aqui na Seleção. Tem que mostrar a feminilidade – conta a lateral

cristiane meninas brasil futebol feminino  (Foto: Clícia Regina de Abreu / Globoesporte.com)Meninas do Brasil exibem seus acessórios
(Foto: Clícia Regina de Abreu / Globoesporte.com)

Mãos e pés também não podem ser esquecidos. Nas bolsas, as atletas carregam esmaltes e alicates, mas há uma dificuldade própria da profissão.

– O pé não é o mesmo. Às vezes a gente toma um pisão e ele fica horrível – comenta Cristiane.

A atacante confessa que capricha no vestuário. Para ela, uniforme rosa usado pelo grupo na viagem para a Alemanha deu um charme a mais. “Melhor do que a roupa tradicional”, Cris espera que as camisetas tenham trazido, além de estilo, um pouco de sorte para que as atletas façam bonito também nos gramados alemães.

Por Cleber Aguiar – Com obras caras, lentas e pouco úteis, legado do Mundial é dúvida

Fonte: O Estado de São Paulo

Projetos não dialogam com as necessidades das cidades-sedes; estádios começam a sair do papel

Fotos do Estádio Fielzão do Corinthians que teve suas obras iniciadas dia 30 de maio de 2011

Anelso Paixão e Renato Jakitas – O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – A construção de arenas multiuso e as obras de infraestrutura urbana consumirão cerca de R$ 27 bilhões de verba pública até o início da Copa de 2014. Cifras que devem causar impacto na paisagem das 12 cidades-sede da competição. Mas, para arquitetos e urbanistas que se debruçam sobre o tema, não necessariamente se reverterão em benefícios diretos a quem vive o dia a dia dessas regiões.

Para eles, as obras em fase de definição ou já em processo de licitação apontam que o mundial trará mais pontos negativos do que positivos como legado urbanístico.

A matriz dos problemas está na falta de comunicação entre os projetos que visam ao Mundial e as necessidades estabelecidas pelo Plano Diretor dos municípios. Um erro crasso, dizem os especialistas, que faz o Brasil perder o compasso de um momento histórico para equacionar questões estruturais e de inclusão.

“Os governos precisam de grandes eventos para alavancar recursos. Mas, até agora, as intervenções previstas no Brasil não dialogam com as necessidades urgentes das cidades”, afirma Renato Balbim, técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Como exemplo, ele cita a forma como as autoridades conduzem a questão do transporte coletivo. “Para não citar exemplos atuais, um caso típico encontramos no programa de São Paulo, quando a opção da arena ainda apontava para o Morumbi. A proposta era a construção de uma linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que ligasse o aeroporto (de Congonhas) diretamente ao estádio. Mas um projeto que favorecesse a coletividade deveria pensar em interligar o aeroporto até o metrô e, depois, levar um ramal ao Morumbi, o que integraria a região ao restante da cidade.”

Inspiração. Quando se pensa em legado urbano a partir de megaeventos, a aspiração dos governos é alcançar resultados similares aos obtidos em Barcelona, que abrigou a Olimpíada de 1992.

Durante a preparação dos Jogos, a região experimentou mudanças sensíveis em sua infraestrutura, com execução e construção de estradas, investimentos no sistema de telecomunicações e a modernização de áreas decadentes.

Repaginação que, para João Sette Whitaker, professor de arquitetura e urbanismo da Universidade Mackenzie e coordenador do laboratório da habitação e assentamentos humanos da USP, não contempla as necessidades brasileiras.

“Estamos em um país carente de planejamento urbano básico, atualmente muitos e muitos passos atrás daquela Barcelona de 1992”, diz.

O Pan-americano do Rio, ele destaca, deveria ser analisado como uma experiência a ser evitada nesse sentido. “Mas a mentalidade não mudou. O governo preparou uma Vila Olímpica na Barra da Tijuca e, para a Olimpíada, a grande obra será uma linha de metrô que une Copacabana à Barra . Enquanto isso, a zona norte permanece esquecida”, diz Whitaker.

“Isso está se repetindo de certa forma em todas as cidades-sede da Copa. As melhorias que possam ocorrer vão ser pequenas e, socialmente, muito injustas. Não vão beneficiar as pessoas que realmente precisam.”
São Paulo (SP)
A obra da arena em Itaquera, problema capaz de colocar tudo a perder para São Paulo, finalmente começou, mas pouco representa até agora. Além de ainda estar na fase de terraplenagem, as garantias financeiras necessárias para assegurar a construção do estádio e, por extensão, a abertura da Copa de 2014, ainda não foram dadas. Depende da aprovação pela Câmara Municipal do pacote de isenção que viabilizará a construção e também do acordo entre Corinthians e a construtora Odebrecht. Em relação às obras de mobilidade urbana, já há ações que visam à melhoria da linha do metrô e das de trens que servem à região. Mas outras intervenções viárias no entorno ainda estão por começar, algumas na fase de projetos e outras com convênios já assinados. No Aeroporto de Cumbica, a reforma da pista tem seu início previsto para 7 de agosto. Também estão nos planos a construção de novo terminal, o terceiro, e a adequação das salas de embarque e de desembarque existentes. Viracopos, em Campinas, também vai passar por ampliação. São Paulo conta com eficiente rede hoteleira, segundo empresários do setor, já suficiente para receber a demanda decorrente do Mundial. Mesmo assim, há projetos de novos empreendimentos, pela iniciativa privada, alguns deles em vias que ligam o futuro estádio de Itaquera ao Aeroporto de Cumbica. / ALMIR LEITE

Brasília (DF)
O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Brasília, a principal obra de mobilidade urbana para a Copa, não saiu do papel. A Justiça anulou a licitação que havia sido feita em 2009, o governo atual decidiu não contestar, mas até agora o VLT é um projeto na fase de preparação para a futura nova licitação. O VLT ligará o aeroporto ao Estádio Nacional Mané Garrincha. O Aeroporto JK ganhou um Módulo Operacional Provisório (MOP), mas a grande obra de ampliação para a Copa – do terminal de passageiros e mais fingers – dependerá da concessão à iniciativa privada, o que só deve acontecer no início do segundo semestre do ano que vem. Assim como o VLT e o aeroporto, o parque hoteleiro da capital está com o projeto de ampliação indefinido. Brasília tem 13 mil Unidades Habitacionais de Hotelaria, que somam 26 mil leitos. E tem mais 10 mil leitos em construção, dentro do processo de crescimento médio anual. O governo está convidando as construtoras para participarem da licitação de uma nova área hoteleira, mas a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih) teme que a ampliação para a Copa signifique, depois, ociosidade e prejuízo. A vitrine do governo é o Estádio Mané Garrincha. Segundo o comitê local, 30% da obra estão prontos. O Ministério do Esporte admite que a obra de Brasília “é a mais adiantada”. / RUI NOGUEIRA

Salvador (BA)
O cronograma de construção da Arena Fonte Nova, com inauguração prevista para dezembro de 2012, está em dia. Mas o Tribunal de Contas do Estado promete barrar novos repasses provenientes do BNDES, caso não seja formalmente apresentado o projeto executivo completo da construção por parte do consórcio responsável. Governo e empresas argumentam que a exigência não é legal, porque não se trata de uma obra pública, mas de uma Parceria Público-Privada. Já o Aeroporto Internacional de Salvador tem projeto definido, obra estimada para começar no início de 2012 e término nos primeiros meses de 2013. O sinal amarelo fica para a mobilidade urbana. As autoridades ainda não chegaram a um consenso sobre o modelo de transporte coletivo a ser adotado para o principal corredor, interligando o aeroporto, o litoral norte e o centro de Salvador. Ainda é aguardada uma definição para a próxima semana. Em contrapartida, o sistema hoteleiro não preocupa. Salvador e as cidades turísticas do entorno reúnem, hoje, 50 mil leitos. / TIAGO DÉCIMO

Recife (PE)
No aspecto da mobilidade urbana, a realidade na região metropolitana do Recife beira o caos. O engarrafamento faz parte da rotina dos moradores. Em parceria com o governo federal, o governo de Pernambuco finaliza projeto com várias intervenções viárias. O lançamento do edital de licitação deve ocorrer em julho e a previsão de conclusão, apenas em 2014. A cidade também corre atrás da ampliação da rede hoteleira. A meta é alcançar a oferta de 41 mil leitos. Para tanto, 18 novos hotéis devem ser erguidos. Em contrapartida, a Arena Recife já tem 100% do serviço de terraplenagem concluído. De acordo com a Odebrecht, construtora responsável pela obra, o cronograma está em dia. Já o Aeroporto Internacional dos Guararapes requer algumas intervenções de ampliação e melhoria, como uma nova torre de controle, considerada indispensável para a movimentação da Copa. A Infraero promete o edital de licitação para setembro, início das obras até abril de 2012 e conclusão em dezembro de 2013. / ANGELA LACERDA

Porto Alegre (RS)
Em Porto Alegre, a obra prevista na matriz de responsabilidade é a de ampliação do pátio de manobras e do Terminal 1 de Passageiros do Aeroporto Salgado Filho, com custo estimado em R$ 345 milhões. A obra só deve começar em 2012 e ficar pronta em 18 meses. Já o Estádio Beira-Rio, do Inter, passará por remodelação das arquibancadas inferiores e instalações para imprensa, construção de camarotes e cobertura. O clube já fez o equivalente a 15% do cronograma e mantém a data de conclusão para dezembro de 2012. Na questão de mobilidade urbana, estão previstas obras no valor de R$ 460 milhões. As licitações serão lançadas entre setembro e dezembro deste ano e a conclusão das obras entre junho e dezembro de 2013. A rede hoteleira, segundo os responsáveis, tem capacidade para dar conta da demanda. Na capital, há 90 hotéis, totalizando 13,7 mil leitos. E há mais 6 hotéis em construção, com previsão de conclusão para o final de 2011, e 14 projetados. / ELDER OGLIARI

Natal (RN)
Em um improvável ranking de cidades que mais preocupam os organizadores da Copa, Natal despontaria como forte concorrente a líder. Para começar, havia do Governo Estadual a garantia de um novo aeroporto operado por concessão. A licitação não saiu e a obra está quase descartada. As atenções se voltam para a ampliação de um terminal já bastante inchado em Parnamirim (Grande Natal). Como se não bastasse, a Arena das Dunas também está parada. Projeto e licitação demoraram e, assim, as obras não começaram. Para a infraestrutura urbana, o governo realizou licitação para dois túneis numa das principais ligações da cidade, mas não apareceram concorrentes e um novo processo licitatório será feito. O ponto positivo é a estrutura hoteleira, com 26 mil leitos. / ANNA RUTH DANTAS

Rio de Janeiro (RJ)
Em outubro, os operários que trabalham na reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014 vão começar a instalar os degraus da arquibancada inferior. Já estão praticamente concluídas as demolições do vestiário, salas de rádio e camarotes do estádio, que completou 61 anos de fundação no último dia 16. Recentemente, o governo do Rio anunciou que conseguiu reduzir em 2,6% o valor das obras de adequação. O orçamento passou de R$ 956 milhões para R$ 931 milhões. Mesmo assim, é um dos estádios mais caros do mundo. A destruição da antiga cobertura, que encareceu ainda mais a obra, já começou. Em relação ao Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, mais conhecido como Galeão, a situação não é crítica. De acordo com o Ipea, a reforma no Galeão já está sendo feita e é uma das poucas que deverão ficar prontas para a Copa. Sobre investimentos em mobilidade urbana, as obras da Transcarioca, corredor que ligará Campo Grande à Barra da Tijuca (bairros da zona oeste), já começaram, assim como a construção do corredor Aeroporto/Barra, a Transoeste. Já saiu do papel também a linha 4 do Metrô, que vai da zona sul até a Barra da Tijuca. Em relação à rede hoteleira, o Rio tem atualmente 27 mil leitos e promete construir mais 19 hotéis. Assim, espera não ter problemas com hospedagem. / BRUNO LOUSADA

Belo Horizonte (BH)
Das oito intervenções necessárias para melhorar o trânsito e o transporte dos torcedores, duas estão em andamento em Belo Horizonte: Boulevard Arrudas/Avenida Tereza Cristina e o Bus Rapid Transit das Avenidas Antônio Carlos e Pedro I. Ao todo estão previstos investimentos da ordem de R$ 1,023 bilhão. Já em relação ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, a Infraero conseguiu na Justiça manter o edital de licitação das obras de reforma e ampliação do Terminal 1, do pátio e da pista, estimadas em R$ 408 milhões. Com os atrasos, porém, elas não estarão concluídas até a Copa das Confederações. Na parte de hotelaria, a cidade conta com 22 hotéis em construção, que devem oferecer 9.716 novos leitos. Em fase de licenciamento, há outros 21 novos empreendimentos, que proporcionarão mais 7.147 leitos. Já o Mineirão mantém o prazo de término da obra para dezembro de 2012. A terceira etapa está em execução por Parceria Público-Privada, ao custo de R$ 654 milhões. O governo diz que 12% da obra já foi realizada. / EDUARDO KATTAH

Curitiba (PR)
Em Curitiba, os principais pedidos de autoridades e representantes eram a terceira pista e o ILS (sistema de pouso por instrumentos) categoria 3. Ambos estão descartados para a Copa. Das obras, duas estão efetivamente sendo feitas e as outras ainda em projeto. Mas, segundo a Infraero, dentro dos prazos. Na questão de mobilidade urbana, as obras previstas estão apenas no papel e os prazos estabelecidos para início foram revistos. No entanto, os organizadores garantem que os prazos finais serão respeitados. Já as indefinições sobre a conclusão e adaptação da Arena da Baixada, palco dos jogos, preocupam os responsáveis. Inicialmente, tinha-se como certo que em abril os projetos estariam prontos. Contudo, o encarecimento da obra em virtude de novas exigências – de R$ 135 milhões para cerca de R$ 220 milhões – provocou atraso. Os organizadores apostam em parceria público-privada. Na questão de hotelaria, a cidade possui hoje 19,2 mil leitos. Com os novos empreendimentos que devem ficar prontos até a Copa, a previsão é de que se chegue a 22 mil leitos. / EVANDRO FADEL

Cuiabá (MT)
Depois de muitos problemas – calote de empresas vencedoras de licitação -, as obras de preparação para a ampliação do Aeroporto Marechal Rondon (Várzea Grande) começam a sair do papel. O valor do investimento será de R$ 2,250 milhões. O projeto deverá ser concluído e apresentado até setembro de 2011. Em seguida, a Infraero faz licitação para a execução. A expectativa é de que as novas instalações sejam entregues até julho de 2013. Ao todo, serão investidos R$ 87,5 milhões. Já em relação a estádio, das obras previstas para 2014, a Arena Pantanal é a que está mais adiantada, com 23% do planejamento já executados. Cuiabá, porém, segue com sérios problemas de mobilidade, ainda sem definição do sistema de transporte a ser adotado. Os recursos, R$ 357 milhões, serão destinados a 18 intervenções de travessias urbanas em Cuiabá e Várzea Grande. Já sobre hospedagem, a cidade conta com atualmente com 6.710 leitos. Com a chegada de novas redes e ampliação de hotéis já existentes, a expectativa é de que a oferta cresça cerca de 60%. / FÁTIMA LESSA

Fortaleza (CE)
A previsão é de que o edital para reforma e ampliação do Aeroporto Internacional Pinto Martins seja lançado em breve. Também ainda não começaram as obras de construção do terminal de passageiros no Porto do Mucuripe, mas, em compensação, os trabalhos de reforma e ampliação do Estádio Castelão estão em andamento, com a primeira etapa do estacionamento coberto e o edifício-sede da Secretaria de Esportes do Estado em curso. A parte da velha arquibancada já foi demolida. Na questão de mobilidade, o processo de indenização dos moradores que serão desalojados para obras de alargamento da Avenida Alberto Craveiro e da Via Expressa anda a passos lentos. O valor ofertado pelo Poder Público não tem agradado. Já sobre hospedagem, o governo estadual, em parceria com o federal, está promovendo cursos de treinamento, mas ainda é preciso aumentar a quantidade de leitos na cidade. / CARMEN POMPEU

Manaus (AM)
A Infraero abriu processo de licitação para a ampliação do aeroporto de Manaus, com a publicação do edital em maio. A previsão de início das obras é novembro e de conclusão, em dezembro de 2013. Já a Arena Amazônia tem 17% das obras concluídas e caminha dentro das previsões. Na questão de mobilidade urbana, porém, a cidade engatinha. O projeto do governo do Estado e da prefeitura prevê Monotrilho e Bus Rapid Transit (BRT), com corredor exclusivo para ônibus. O governo anunciou para os próximos dias o lançamento. Não há, portanto, nada em andamento. Sobre hospedagem, hoje são 80 hotéis na cidade, com 10.764 leitos. Nos arredores, mais 57 hotéis, com 6.251 leitos. Novos empreendimentos devem ampliar a oferta. / LIEGE ALBUQUERQUE

Fonte: O Globo-RJ

Reforma do Maracanã

Presidente da Emop: ‘Tem que jogar o jogo da Fifa’

Publicada em 25/06/2011 às 22h19m

Fábio Juppa (juppa@oglobo.com.br)

Guindaste arranca um pedaço da antiga cobertura do Maracanã. Foto: Jorge William RIO – Presidente da Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro (Emop) desde o primeiro governo de Sérgio Cabral, o engenheiro Ícaro Moreno Júnior costuma dizer que, de tantas exigências e caciques com voz de comando sobre o Maracanã, refomá-lo tem sido como fabricar um avião em pleno voo. A metáfora, por si só, explica por que a atual reforma pode não ser a última, e o custo, de R$ 931,8 milhões, definitivo. Diante das ressalvas da Fifa e da “folga” de 18% em relação ao aumento permitido pela Lei das Licitações, de 50% do orçamento original (R$ 705 milhões), Ícaro deixa claro que projeto e custo estão sujeitos a mudanças no futuro, embora não seja esta a intenção. Ele lamenta a falta de discussão sobre uma obra tão grandiosa e revela que a decisão de cobrir 95% dos assentos do novo estádio foi de Cabral, não exigência da Fifa.

Desafios do processo

“O Maracanã foi feito com paradigma de 1950. Copa do Mundo de 2016 (confundiu-se com o ano das Olimpíadas do Rio) é paradigma de 2016. Arquitetura, lógica, engenharia são muito diferentes hoje. Tem também a nossa legislação. A Fifa atualiza o Caderno de Encargos depois das Copas. O atual saiu em março. Viemos adaptando uma porção de coisas. Eles tinham um prazo para fazer modificações, até 15 de junho, porque a gente forçou. Aí congela. Se não licito lá no (projeto) básico, não posso nem pensar em terminar em dezembro de 2012.”

Orçamento sempre aberto

“Mexi em projetos. O que tinha no básico, mexi para o executivo. A legislação brasileira te dá margem de até 50% (de aumento no orçamento de licitação). Gastamos 28% (na verdade, 32%). Ainda temos uma folga, mas não vamos gastar, a não ser que a Fifa faça exigências. Esse congelar é entre aspas. Pedimos e ela aprovou o projeto, fazendo ressalvas de colocar questões para frente. Claro que vai ter um momento em que ela vai colocar e a gente vai dizer não, por falta de tempo e dinheiro.”

Fifa autoritária

“Você tem vários caciques com comando no processo, e tem que argumentar, buscar bom senso, equilíbrio, e executar no prazo. É a dificuldade. A Fifa preponderou, senão não aprova. Quando você se credencia, está jogando o jogo. Se é para dizer não ao jogo da Fifa, então não se credencia. São Paulo estava quase fora. Nosso governador vai botar dinheiro, está bancando. Ele quer, está apostando.”

Ícaro, sobre a Fifa: ?Por recomendação, entenda exigência?

Exigência ou recomendação

“A Fifa é sutil. No caderno fala recomendação, mas entenda como exigência. Estamos credenciando o Maracanã para a final. Ela recomenda que o estádio seja todo coberto, não determina. Tem uma parte que ela força mais, para que os convidados vips fiquem em local coberto, do lado oeste (antiga tribuna de imprensa). Aí é exigência. Não dá para se credenciar para a final e não ser todo coberto.”

Nova cobertura

“É para tudo (Copa e Olimpíada), e também um desejo do governador. O que ele coloca está certo. Por que vou cobrir só o lado oeste? E o povo? Vai tomar chuva, sol? Vamos levar esse conforto também para a população. Pegava-se chuva direto, sol na cara, principalmente do lado leste. Então o governador falou: vamos cobrir o máximo que você pode. É conforto e qualidade para quem está no estádio.”

Decisão de demolir

“Primeiro, íamos manter a marquise. Resolvi fazer uma investigação. Quando recebi o relatório, fiquei espantado. Aí fomos a quatro universidades, uma internacional e três do Brasil, e o diagnóstico foi demolição. Ainda questionei, mas não tem como. A vida útil dessa arquibancada está terminal. Fui ao governador e decidimos: vamos demolir. A recuperação era uma fortuna, teria que fazer monitoramento a vida eterna. Foi duro, mas é o que tem de ser feito. Tanto que o caminho mais crítico para terminar é esse.”

Ampliação da cobertura

“Como a Fifa só exige o oeste (coberto), ia fazer só o oeste. Aí me perguntei: se tinha 50% do Maracanã coberto, vou passar a ter menos? Que reforma é essa? O Maracanã ficou 25% mais caro (na verdade, 32%), cobrindo 95%, com uma tecnologia supermoderna, de ponta, que servirá para outras arenas daqui. O Maracanã estará para o mundo como estamos para o futebol.”

Reforma definitiva?

“É. Vai se fazer o evento (Jogos de 2016) nas condições que tiver. Por exemplo, a lona (tensionada) tem capacidade para 10 toneladas na ponta. Então não vai querer botar 30. A abertura norte (acesso à arena atrás do gol onde ficava a torcida do Flamengo) é fundamental para 2016, uma abertura direta para a Radial Oeste, por onde vão entrar os carros alegóricos, as delegações nas cerimônias de abertura e encerramento.”

Pira olímpica

“Quem projetar o evento, terá que criar (um local). Pode ser no meio do gramado, por fora… Não está definido onde ficará. Hoje, não tem nada programado, nem intenção nossa de fazer uma nova obra. Agora, as outras exigências técnicas estão atendidas. Estamos trabalhando com as exigências da Fifa e do COI.”

Esqueleto do Maracanã após o início das  obras. Foto: Jorge WilliamFalta de debate

“Uma obra desta natureza exige tempo de reflexão. E houve pouca. Não temos tempo, (a Copa) está aí. Em tecnologia, estamos devendo há muito tempo. Em Berlim, deram um salto de dois degraus. Aqui, será de 30.”

Problema no gramado

“Quando você cobre (o estádio), diminui a incidência de sol e água. E a grama depende disso para ser forte, rica. Vamos fazer uma drenagem com mais capacidade de absorção de água, mas que irrigue melhor pela falta de sol. Por outro lado, se usar aquele aquecedor que os europeus usam para a grama, os técnicos dizem que o tipo de grama do Sudeste não resiste. A que resiste mais ao frio não é propícia ao clima daqui. Essas e outras questões estão sendo discutidas.”

Estádio mais caro da Copa

“Não acho caro. É o preço da modernidade, de se adaptar um estádio de 1950. Agora, ficará por quantos anos, mais 50? Aí é manutenção. Se não mantivermos, aí é caro.”

Ppor Cleber Aguiar – Evolução de um clássico .

Fonte: O Estado de São Paulo

Pro Evolution Soccer 2012′ muda para deixar as partidas mais parecidas com um esporte em equipe

Executivos da Konami estiveram na quarta-feira em São Paulo para apresentar a próxima versão do game de futebol da companhia, o Pro Evolution Soccer (PES) 2012, que deve ser lançada em algum momento no último trimestre do ano para PS2, PS3, PSP, Wii e Xbox 360.

Com diversas melhorias, o game busca resgatar o espaço perdido para o rival Fifa Soccer, da Eletronic Arts, e recuperar o status de unanimidade que já teve. Pelo menos é o que deseja o produtor executivo da série, Shinji Enomoto.

A mudança mais importante do game foi no jogo sem bola. Agora, quando o time está no ataque, os demais jogadores participam mais ativamente. Perto da área, os atacantes fazem o que o gerente da marca PES, Timothy Blair, chama de “dummy run”, correndo no vazio, puxando a marcação e criando oportunidades para o jogador com a bola.

A defesa também melhorou e não parte mais em bloco para cima do jogador com a bola, como antes. Apenas cerca o personagem e suas opções de passe.

Nas cobranças de lateral, de escanteios e de faltas, o jogador agora controla, com toques no controle analógico direito, qual jogador vai receber a bola e pode movimentá-lo, o que permite criar jogadas ensaiadas.
No geral, o PES 2012 está melhor que a versão atual e deve agradar quem é fã da série. As melhorias na inteligência artificial adicionaram mais realidade ao jogo, mas sem tirar a sua dinâmica, que evoluiu.

LAG
A Konami promete anunciar em breve uma solução para a lentidão e o travamento do PES no modo de jogo online.

LIBERTADORES
O torneio das Américas está na nova edição. Mas a lista de times não foi definida, nem a possibilidade de usá-los para disputar a Master League.

BRASILEIRÃO
Incluir o campeonato nacional no game é prioridade para as futuras edições. No PES 2013, o uniforme oficial da seleção brasileira deve ser licenciado.

Por Cleber Aguiar – Em nome da Copa

Fonte: O Estado de São Paulo

Dora Kramer

Início do conteúdoO que terá acontecido de tão extraordinário entre segunda e quarta-feira da semana passada que fez o presidente do Senado e de seu partido, o PMDB, mudarem de posição em relação ao sigilo imposto aos orçamentos das obras para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016?

Segunda-feira, José Sarney levantava-se contra o sigilo previsto no Regime Diferenciado de Contratações (RDC): “Temos de encontrar uma maneira de retirar esse artigo, uma vez que dá margem inevitavelmente a se levantar dúvidas sobre o orçamento da Copa. Por que o sigilo?”.

Na terça, o líder do governo no Senado, Romero Jucá, avisava que certamente haveria modificações na medida provisória, mas, no mesmo dia, Dilma Rousseff mandava informar que havia “espaço para negociação” e despachava sua ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para conversar com o partido sobre o passivo de pleitos acumulados.

Na quarta, Sarney calou. Quem falou foi o presidente em exercício do PMDB, Valdir Raupp: “Não existe sigilo”, disse, incorporando o argumento que o governo vinha utilizando desde a sexta-feira anterior e que até 48 horas não parecera convencer Sarney: “O texto busca evitar o conluio de empresas no processo de licitação”.

Para se acreditar na lisura do poder de convencimento do Palácio do Planalto é preciso, então, aceitar que o presidente do Senado disse o que disse de maneira leviana. Sem ler o texto do dispositivo na medida provisória, sem contar com um único entre seus inúmeros assessores para lhe alertar de que estava sendo precipitado ao qualificar o referido artigo como suspeito.

Ou seja, para responder à pergunta inicial: nada de extraordinário aconteceu entre segunda e quarta-feira da semana passada. A ocorrência foi o que se pode nominar de ordinária. Nos dois sentidos.

Sarney, Jucá e companhia não queriam zelar pela transparência de coisa alguma. Queriam apenas ser ouvidos.

Há quem tenha interpretado a mudança de posição do PMDB como demonstração de que a presidente finalmente está se saindo bem nas artes da política.

Na realidade é a indicação de que prevalece a mesma lógica, apenas com o sinal trocado: se antes Dilma procurava resistir ao assédio do PMDB e companhia, agora resolveu ceder.

O pano de fundo é igual. Toma-se a atividade política pelo mero, mais fácil – mas não suficiente nem necessariamente eficaz – exercício deslavado e rudimentar do fisiologismo.

Ou se resiste ou se cede a ele, mas não se tenta a via da negociação íntegra.

A comparação é de um político do PMDB com larga experiência no ramo: “As obras da Copa estão hoje para a disseminação da barganha, como já esteve a dita governabilidade para a justificativa de todo tipo de malandragem”.

Sob o guarda-chuva da “governabilidade” instituiu-se o fisiologismo como regra e perpetram-se malfeitorias a mancheias. Agora começa a se configurar cenário semelhante.

Qualquer coisa se faz, se explica com alusão à premência das obras.

Está acontecendo em vários Estados: contratos entre governos e o BNDES para liberação de recursos em mais de 20% do valor dos projetos de obras e cujas cláusulas não foram cumpridas estão simplesmente sendo alterados por pressão dos governadores para se adaptarem às circunstâncias, afrouxando as exigências.

Em nome da governabilidade, em nome da Copa, em detrimento da integridade no trato do que pertence ao público.

Além do sigilo. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) preparou um documento para ser entregue à presidente Dilma Rousseff e aos parlamentares apontando vários senões no RDC.

Embora entre eles esteja o sigilo, na visão da CBIC, enquanto se discute este ponto, outros passam despercebidos. Por exemplo, o sistema de contratação integrada pelo qual se exige 30 dias para apresentação de propostas, quando o mínimo para a elaboração desde o projeto básico ao orçamento detalhado seria de 150 dias.

Qual o problema? A indicação de que seriam favorecidas as empresas com projetos previamente prontos, as únicas em condições de apresentar as propostas no prazo estipulado.