Por Cezar Alvarenga – Brasil vence Austrália e classifica-se no Mundial Sub 17

Fonte: UOL Esportes

O Brasil insistiu bastante diante da Austrália. Tentou de todas as formas, mas falhava na finalização. Diante dessa dificuldade, a bola parada acabou sendo protagonista em sua segunda vitória no Mundial sub-17. Com um golaço em cobrança de falta de Adryan, o time nacional fez 1 a 0 pelo grupo F e assegurou sua classificação à próxima fase.

Com o resultado, a equipe brasileira, que havia batido a Dinamarca por 3 a 0, chega aos seis pontos, três à frente dos australianos. Costa do Marfim e Dinamarca, que se enfrentam ainda nesta quinta-feira, não pontuaram.

Aliás, o Brasil encontrou muitas dificuldades no primeiro tempo. Tinha mais posse de bola, porém não resultava em boas chances. Para se ter ideia, deu apenas um chute certo contra o gol defendido por Izzo. O atacante Ademilson, sensação da estreia na vitória sobre a Dinamarca, foi anulado.

Adryan e Lucas Piazon também passaram despercebidos na etapa inicial em Guadalajara. Por outro lado, a Austrália teve até alguns bons momentos, porém faltava qualidade ofensiva e, diante disso, levou pouco perigo ao goleiro brasileiro Charles.

Esperava-se uma mudança de postura dos brasileiros. Foi o que aconteceu. Voltou melhor e passou a pressionar. O problema continuava a pontaria. Aos 18min, por exemplo, Marlon Bica apareceu livre dentro da área, mas bateu em cima de Tombides e desperdiçou sua melhor chance.

A insistência brasileira foi premiada. Aos 31min, Adryan cobrou falta com perfeição e selou a vitória. No domingo, o Brasil encerra sua participação na fase de classificação diante da Costa do Marfim, enquanto a Austrália pega a Dinamarca.

Por Cleber Aguiar – Festa virá a madrugada na Vila !

Fonte: Globo.com

Santos chega à Vila e já dá aviso ao Barça: ‘Vamos ver se são tudo isso’

Torcedores que assistiram à final da Libertadores em telões no estádio não arredaram pé. Neymar e Ganso brilham, mas Léo é quem provoca espanhóis

Por Diego RibeiroSantos, SP

 O torcedor do Santos passou mais de quatro horas plantado na Vila Belmiro, mas cada minuto de espera pela chegada da delegação campeã da Taça Libertadores valeu demais a pena. Às 4h15m, já na alta madrugada desta quinta-feira, os novos campeões da América subiram ao “solo sagrado”. Depois da vitória por 2 a 1 sobre o Peñarol, no Pacaembu, a torcida presente na Vila viveu enorme expectativa pela chegada dos ídolos e da taça. Alguns desfalques foram sentidos: o meia Elano e os zagueiros Durval e Edu Dracena não participaram da festa. O restante foi ao gramado e deu uma volta olímpica que durou 15 minutos.

De longe, o mais empolgado era o lateral-esquerdo Léo. O camisa 3 tomou conta da festa, não desgrudou da taça durante toda a volta olímpica e, sempre provocativo, já vislumbrou um possível duelo contra o Barcelona, no Mundial de Clubes, em dezembro.

neymar ganso santos vila belmiro festa (Foto: Grazir Junior / Globoesporte.com)Comandados por Neymar e Ganso, jogadores do Santos fazem a festa na Vila Belmiro
(Foto: Grazir Junior / Globoesporte.com)

– A gente se encontra lá! Vamos ver se eles são isso tudo – bradou Léo.

O primeiro a subir foi o goleiro Rafael, com um bandeirão do Peixe nas mãos e uma faixa alusiva ao Japão na testa – é no país asiático que o Mundial será disputado. Na sequência, um Paulo Henrique Ganso quase fora de si chegou pulando para todos os lados, sem saber direito para onde ia.

– Não tem sensação melhor. Corremos, lutamos, e merecemos muito. Agora, nosso nome está gravado aqui – comemorou, apontando para a taça.

rafael santos vila belmiro festa (Foto: Grazir Junior / Globoesporte.com)Já no ritmo do Mundial, o goleiro Rafael ostenta com orgulho o estandarte do Santos
(Foto: Grazir Junior / Globoesporte.com)

O tricampeonato da Libertadores deixou todo mundo em êxtase. Nas arquibancadas, os mais de cinco mil torcedores pareciam não acreditar na chegada da taça. Talvez pelas quatro horas de puro tédio na espera, com músicas que se repetiam nas caixas de som. Mesmo cansados, os fanáticos corresponderam à empolgação demonstrada pelos campeões no gramado.

Neymar foi o mais festejado, até por conta de tudo o que fez nessa Libertadores. Muito assediado, ele deixou o campo falando pouco, mas roubou a cena no palco dos shows, dançando e incentivando a torcida a fazer o mesmo. Outros também tiveram os nomes gritados: Adriano, Arouca, Danilo, Zé Eduardo… Nenhum deles com a intensidade de Neymar. Da Vila, o elenco partiu direto para uma festa fechada em Santos. A festa, definitivamente, não tem hora para acabar.

Por Cleber Aguiar – Pelé sofre como torcedor, vibra após a conquista e abraça Muricy Ramalho

Fonte: Globo.com

Rei do futebol desfilou de mãos dadas com o técnico santista pelo gramado e depois foi participar da entrega das medalhas aos tricampeões da América

Por GLOBOESPORTE.COMSantos, SP

Em 1962 e 1963, ele só não fez chover dentro de campo e levou o Santos ao bicampeonato da Taça Libertadores da América. Quarenta e oito anos depois, o coração do Rei Pelé voltou a bater mais forte. Desta vez, do lado de fora dos gramados. Como torcedor, Edson Arantes do Nascimento sofreu durante os 90 minutos, viu a dupla Neymar e Ganso brilhar mais uma vez e, assim que o argentino Sergio Pezzotta terminou a partida contra o Peñarol, o rei do futebol entrou no gramado para comemorar mais uma noite gloriosa na história do Santos.

Primeiro fez questão de abraçar o técnico Muricy Ramalho. De mãos dadas com o comandante santista, desfilou pelo gramado. Depois, cumprimentou vários jogadores. Emocionado, o maior jogador de todos os tempos conversou rapidamente com os jornalistas antes de subir para o palco para participar da premiação. E revelou que sofreu muito mais como torcedor do que na época de jogador.

Pelé comemora o título do Santos (Foto: Marcos Riboli / Globoesporte.com)Pelé comemora o título do Santos no estádio do Pacaembu (Foto: Marcos Riboli / Globoesporte.com)

– É um prêmio muito grande para toda essa garotada. É uma coisa maravilhosa. Sou um cara emotivo. O homem de Três Corações (referindo-se a cidade em que nasceu) quase teve o coração saindo pela boca. Como torcedor é fogo, olha só como eu estou – afirmou Pelé, com os olhos cheios de lágrimas.

Por Cleber Aguiar – É Tricampeão da Libertadores !!!

Fonte: Globo.com

Neymar brilha, meninos da Vila fazem história e Peixe leva tri da Libertadores

No Pacaembu lotado, joia brilhou e marcou um dos gols que deram ao Santos o segundo caneco do ano e o direito de brigar pelo título mundial

por Adilson Barros e Julyana Travaglia

Um esquadrão branco, infernal, que tomou a América de assalto. Com um ataque genial, imprevisível, artilheiro. Muitas vezes, o Santos foi descrito assim nos anos 60, quando Pelé e seus companheiros chacoalharam a América. O mesmo texto agora, 48 anos depois, serve para o time de Neymar, Ganso, Elano, Léo, Dracena, Arouca, Durval, Rafael. Sim, senhoras e senhoras: o Santos é, novamente, campeão da Taça Libertadores. Tricampeão (ganhou em 62, também sobre o Peñarol, e 63).

A noite ficará guardada na memória de cada santista. A vitória, por 2 a 1, num Pacaembu apinhado, branco, cheio de santistas com lágrimas nos olhos, ainda teve Pelé vibrando como se estivesse em campo. Do seu camarote, o rei de todos os tempos socava o ar como se um dos gols tivesse sido marcado por ele.

O Peixe e sua nova geração de ouro caminham a passos largos para ser campeão de tudo em 2011. No início do ano, manteve a supremacia em São Paulo. Agora, tornou-se rei da América. O terceiro passo poderá ser dado em dezembro, quando a equipe de Muricy Ramalho terá o Mundial de Clubes da Fifa pela frente. Será a chance de poder ver um duelo fabuloso: Neymar x Lionel Messi.

Primeiro tempo de domínio santista, mas faltou calibrar o pé

Buscando acabar logo com o nervosismo e a angústia das arquibancadas, o Santos entrou em campo querendo um gol rápido. Os comandados de Muricy Ramalho acreditavam que, na pressão, o Peñarol se abriria. Puro engano. Apesar de boas investidas e jogadas inspiradas de Ganso, que acertou ótimos passes, faltou o chute certo. Os números dos primeiros 45 minutos ratificaram o domínio santista. O Peixe teve 67% de posse de bola, contra 33% do seu rival. Foram oito arremates ao gol uruguaio, contra apenas um dos carboneros.

ze eduardo love santos x peñarol (Foto: Reuters)Zé Eduardo disputa a bola com os defensores do Peñarol durante o primeiro tempo  (Foto: Reuters)

O primeiro lance de perigo veio em chute de fora da área de Elano, que exigiu grande defesa de Sosa. Neymar também teve chance, após passe precioso de Ganso, mas furou. O astro santista esteve sempre cercado por três jogadores. Gingava de um lado para o outro sem conseguir abrir o espaço. À medida que o tempo passava e o gol não saía, o Pacaembu ia murmurando, apreensivo. Léo também teve uma oportunidade ao invadir a área, com o goleiro batido, e errar o alvo. Durval, duas vezes de cabeça, também ameaçou. Sosa ainda brilhou em cobrança de falta de Elano da entrada da área.

O Peñarol, limitado tecnicamente, se resumia a bloquear as investidas do adversário. Segurava o Santos, tentava encaixar um contra-ataque, que não veio em toda a primeira etapa. Assim, o jogo ficou morno. O Peixe murchou, perdeu o ritmo e passou a errar alguns passes, Arouca, principalmente.

Mas quem disse que seria fácil? Era final de Taça Libertadores.

Neymar abre o placar e leva o Pacaembu ao delírio

E aí vem Arouca, em desabalada carreira. Uma arrancada mágica, uma tabela esperta com Ganso, que passou para Neymar, que, enfim, soltava o grito preso na garganta do torcedor nas arquibancadas. Apenas dois minutos de jogo. Neymar, histórico. Um gol que vai ser lembrado para sempre pelos santistas. O gol que abriu caminho para o tricampeonato.

Neymar gol Santos x Peñarol (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Neymar comemora o gol diante do banco do Peñarol, que só lamenta  (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Em seu camarote no Pacaembu, Pelé vibrava, reverenciando seu sucessor. Em campo, o craque alvinegro chupava o dedo, homenageando Mateus, que chega em novembro. O filho do ídolo santista vai nascer campeão continental. Pé-quente!

O jogo continuou. Claro. Faltavam ainda longos minutos. Nas arquibancas se abraçavam e choravam. Não dava para fazer os ponteiros correrem mais rápido? Não dava. Então, o Peixe tratava de dar as cartas em campo.

A diferença técnica entre os times era gritante. O Santos, agora, tinha espaços para matar o jogo. O Peñarol tinha dificuldades para sair jogando. Não parecia possível o título escapar. Absolutamente.

O Santos continuava em cima, muito melhor, trocando passes, colocando os uruguaios na roda. Nas arquibancadas, locura total. Então, Danilo arrancou pela direita, deixou o marcador para trás, cortou para dentro e entrou para a história. Pé esquerdo, canto direito do goleiro. Nova explosão no Pacaembu. Choro, abraços. O título estava mais próximo.

– Agora, ninguém tira mais – berrou Léo num microfone à beira do campo.

Gol contra de Durval e pancadaria no final

Mas como nada com o Santos é fácil. O Peñarol mostrou suas garras. Numa escapada pela direita, a bola cruzada, desvia em Durval, que tentou rebater e entra. Seria possível? Como em 2005, quando defendia o Atlético-PR, na final da Libertadores contra o São Paulo, o Rei do Sertão marcara um contra.

Foi apenas um susto passageiro. Logo o Peixe retomou o dominio e teve até chances para marcar mais gols. Não precisou. No final, uma cena que não precisava ocorrer: jogadores das duas equipes trocaram agressões em campo, diante de uma Polícia Militar que pouco fez para conter os brigões. Nada, no entanto, que acabasse com o brilho da conquista do Peixe.

Parabéns, Santos e santistas. A América, de novo, é de vocês.

SANTOS 2 X 1 PEÑAROL
Rafael; Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Adriano, Arouca, Elano e Paulo Henrique Ganso (Pará); Neymar e Zé Eduardo. Sosa; González (Albín), Valdéz, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Corujo, Aguiar, Freitas e Mier (Urretaviscaya); Martinuccio e Olivera.
Técnico: Muricy Ramalho Técnico: Diego Aguirre
Gols:
Neymar, a 1min e Danilo, aos 23min e Durval (contra), aos 34min do 2º tempo
Cartões amarelos: Neymar e Zé Eduardo (Santos); González e Corujo (Peñarol)
Renda e Público: R$ 4.266.670,00 / 37.894 pagantes
Data: 22/06/11. Local: Pacaembu, em São Paulo. Árbitro: Sergio Pezzotta (ARG). Auxiliares: Ricardo Casas (ARG) e Hernán Maidana (ARG).