Por Allisson – Assunção até 2012

Marcos Assunção (Foto: Miguel Schincariol) Marcos Assunção renovou com o Verdão até o fim de 2012 (Foto: Miguel Schincariol)

Guilherme Cardoso e Thiago Salata
Publicada em 28/05/2011 às 07:00
São Paulo (SP)

Luiz Felipe Scolari concedia entrevista coletiva na sala de imprensa da Academia nesta sexta, quando Marcos Assunção, quebrando o protocolo, abriu a porta. Ao lado do vice Roberto Frizzo, o volante fez o chefe parar de falar para anunciar, enfim, o seu novo contrato.

Com acordo encaminhado desde a quinta da semana passada, Assunção assinou até o fim de 2012. Felipão sorriu. O técnico vai continuar com as jogadas de bola parada do atleta, decisivas no Palmeiras.

– Agora tem de fazer gol, né? Acertar aquela bolinha parada… – brincou Felipão, após o anúncio.

O técnico já sabia que a renovação estava encaminhada e dependia de detalhes. A diretoria também nunca temeu uma oferta superior, do Bahia.

Felipão exigiu a permanência de Assunção. Por que? Simples: as cobranças de faltas, frontais e laterais, além dos escanteios são armas do Palmeiras. Em 59 jogos, o volante fez 12 gols e deu 11 assistências.

Foram 19 as partidas que Assunção teve participação decisiva em gols, o que representa cerca de 33% do número total de jogos do atleta: 51 pontos na conta do Verdão com a marca do camisa 20.

Em 2011, as assistências (seis) superam os gols de falta (dois), o que não acontecia no ano passado: dez gols contra cinco passes decisivos.

Fora de campo, Marcos Assunção, aos 34 anos, é um dos líderes, algo que Felipão presa muito.

– Sempre falei que acreditava na diretoria. O homem (técnico) me ajudou muito. Quando o treinador quer o jogador, fica mais fácil. Fiz uma família perto de casa – disse o atleta.

– Gostaria de agradecer o esforço da diretoria. É importante estar bem onde você trabalha, para qualquer funcionário de empresa. Minha prioridade sempre foi o Palmeiras.

Sem uniforme de treino quando entrou na sala de imprensa, Assunção vestia calças jeans “desfiadas”.

– Agora, precisa comprar uma calça nova (risos) – brincou Scolari.

Marcos Assunção não faz previsões, mas não descarta que o contrato seja o último de sua carreira.

– É ótimo contar com um dos nossos capitães até o fim de 2012 – comemorou o treinador palmeirense.
Novela para o novo acordo

Janeiro
Mesmo a seis meses do fim do contrato, o então diretor Wlademir Pescarmona afirmou que chamaria o volante para já renovar, criando expectativa. A diretoria mudou e um contrato não foi acertado.

Fevereiro, março, abril…
A questão se tornou repetitiva. A cada entrevista, a mesma pergunta era feita. E a mesma resposta dada por Assunção: “nada está definido”. Cláusula de renovação automática do atleta previa um reajuste salarial muito acima do que a diretoria estava disposta a bancar.

Maio
Bahia fez proposta, superior. Verdão manteve sua pedida e nunca temeu perder o volante, que, enfim, assinou. Vínculo antigo terminaria em junho.

Fonte: Lancenet