ICFUT – Entenda o racha do Clube dos 13

Fonte: O Estado de São Paulo

Clubes do Rio também se afastam do C13 e criação de nova liga ganha força

Corinthians e Coritiba oficializam desligamento e cariocas rompem com entidade. Dissidentes pedem novo modelo de gestão, ‘mais democrático’

Bruno Lousada, Leonardo Maia e Wagner Vilaron – O Estado de S.Paulo

O futebol brasileiro passa por momento histórico. O anúncio de que os clubes cariocas vão negociar à parte os direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro no triênio 2012, 2013 e 2014 em tevê aberta, feito nesta quarta-feira, em conjunto, pelos presidentes de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, aliado à desfiliação do Corinthians, marca o início do que muitos acreditam ser a implosão do Clube dos 13 e o embrião da nova Liga de Clubes.

Filipe Araújo/AE
Filipe Araújo/AE
Alexandre Kalil e Fábio Koff na sede do Clube dos 13

De acordo com os protagonistas do levante, o que se busca não é uma rebelião, mas sim a democratização do futebol. A grande queixa dos insurgentes é em relação à falta de diálogo nas negociações. “Já cansei de dizer para eles nos últimos anos que não aceitamos essa história de empurrar tudo pela garganta dos clubes”, afirmou o presidente corintiano e um dos líderes do movimento, Andrés Sanchez. A presença do diretor-executivo, Ataíde Gil Guerreiro, que é ligado ao presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, na confecção do edital de licitação dos direitos de transmissão é outro ponto de discórdia. Para Sanchez, a criação da Liga é iminente e sua principal diferença em relação ao C13 é a democratização das decisões.

Além do Corinthians e dos quatro grandes do Rio, o Coritiba também anunciou ontem sua saída do C13. Os líderes do movimentam consideram que ainda existem dois grupos. Os clubes que estão na iminência de aderirem, composto por Grêmio, Cruzeiro, Goiás, Vitória, Santos e Palmeiras, e aquele que se mostram fiéis ao presidente da entidade, Fábio Koff: São Paulo, Internacional, Atlético-MG, Atlético-PR, Bahia, Portuguesa, Sport e Guarani.

O episódio desta quarta fortalece ainda mais o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, favorável à permanência da TV Globo como detentora dos direitos de transmissão do campeonato. O C13 pretendia abrir uma concorrência mais ampla e ouvir propostas de outras emissoras, como a Record e a Rede TV!.

Herança. A dívida com o Clube dos 13 é o principal motivo para os clubes do Rio não terem se desfiliado. Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo devem, ao todo, R$ 60 milhões para a entidade. Até setembro, nenhum deles vai receber um centavo da cota de televisão, pois esta já foi antecipada.

Em nota oficial, divulgada quarta de manhã em seus sites, os presidentes dos quatro grandes do Rio informaram que “adotarão posição conjunta, diante da questão em causa, tendo como fundamento principal a defesa intransigente dos interesses do futebol do Rio de Janeiro e, ainda, a satisfação dos interesses maiores do futebol brasileiro em geral”.

Eles se reuniram na última terça-feira e tomaram a decisão baseada em dois aspectos: os clubes não reconheceram como “adequada a forma pela qual, até aqui, o Clube dos 13 conduziu, perante seus associados, o projeto para o novo contrato de transmissão”; e “em consequência, manifestam-se desobrigados, diante do Clube dos 13, dispondo-se os mesmos a tratar, diretamente com as empresas interessadas, todos os aspectos comerciais referentes aos direitos de transmissão dos jogos do Brasileiro”.

No Flamengo, o desgaste com o C13 vem desde o ano passado, quando a CBF homologou os campeões nacionais detentores dos títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, organizados antes de 1971, quando teve início a disputa do Brasileiro. Na ocasião, a diretoria rubro-negra esperava uma posição mais forte da entidade em defesa do reconhecimento da conquista de 1987, o que não aconteceu. “Surgiu uma rusga por falta de posicionamento do Clube dos 13”, disse a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, na última segunda-feira.

Aliados. A própria mudança de posição de Ricardo Teixeira, que anteriormente rejeitava duramente qualquer possibilidade de aceitar o pleito da equipe rubro-negra, só ocorreu porque Patrícia antecipava a ruptura com o Clube dos 13.

No Rio, foi ela quem coordenou a união dos quatro grandes clubes cariocas para negociarem conjuntamente, sem a intermediação da entidade comandada por Fábio Koff, os contratos de cessão dos direitos de transmissão dos jogos do Brasileiro. “Isso é um xadrez. Se tivermos de negociar sozinhos, vai ser bom para nós, mas ruim para o futebol”, admitiu Patrícia Amorim, antes de conseguir o apoio dos três rivais.

Koff ataca Andrés: ”É moleque e irresponsável”

– O Estado de S.Paulo

O presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, bateu duro ontem em Andrés Sanchez em resposta à decisão do dirigente de retirar o Corinthians da associação. Ele chamou Sanchez de “moleque”” e disse que basta o clube paulista pagar o que deve para estar livre.

“Se ele (Sanchez) não tivesse pedido a desfiliação, eu proporia ao Clube dos 13 a sua expulsão por esse comportamento moleque e irresponsável”, afirmou Koff. “Paga o que deve ao Clube dos 13, passa na tesouraria e vai embora. Não é obrigado a ficar.”

O dirigente ficou especialmente revoltado com alguns trechos da carta em que Sanchez pede a desfiliação do Corinthians da entidade. O presidente alvinegro fala em contratações irregulares no C13, cita uma suposta dívida trabalhista de R$ 5 milhões e fala de desmandos administrativos. Também diz que o processo de venda dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro está sendo conduzido de maneira “irresponsável””.

Para Koff, Andrés Sanchez foi leviano. “Nada disso ele disse ontem na minha cara””, afirmou, referindo-se ao encontro que tiveram na terça-feira. “As dívidas trabalhistas são normais. Todos os clubes têm dívidas históricas. O Sanchez está querendo ser o advogado da Globo.””

Para o presidente do Sport Recife, Gustavo Dubeux, a divisão não é boa para nenhuma parte. “Todos os clubes que integram o Clube dos 13 vão perder com a decisão das quatro equipes cariocas e do Corinthians de romper com a entidade””, disse.

Dubeux defende a negociação em bloco dos contratos de transmissão, sob a intermediação do Clube dos 13. “As negociações estão sendo bem conduzidas, de forma inteligente, por Koff””, defendeu o dirigente.

O presidente do Atlético Paranaense, Marcos Malucelli, garantiu que apoiará integralmente o Clube dos 13 . “O órgão representativo para as negociações é o Clube dos 13″”, disse.

O Internacional preferiu adotar uma posição cautelosa. “Temos que ter calma””, justificou o CEO do clube gaúcho, Aod Cunha. “O que está em jogo é a possibilidade que os clubes têm de um aumento muito significativo nos direitos de transmissão.””

Corinthians oficializa saída do Clube dos 13 e faz denúncias contra a entidade

Presidente Andres Sanchez diz que desmandos administrativos geraram passivo superior a R$ 5 milhões

estadão.com.br

SÃO PAULO – Após pedir licença na terça, o Corinthians oficializou nesta quarta-feira o seu desligamento do Clube dos 13. Por meio de comunicado oficial da diretoria, assinado pelo presidente Andres Sanchez, a equipe informou que, a partir de agora, “conduzirá negociações diretas com as empresas interessadas em adquirir os direitos de transmissão de seus jogos pelo Campeonato Brasileiro a partir de 2012”.

JF Diório/AE - 6/11/2010
JF Diório/AE – 6/11/2010
Sanchez já queria sair do Clube dos 13 desde o 2010

Nesta quarta, mais cedo, os quatro grandes clubes do Rio de Janeiro, Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco, já haviam rompido com o Clube dos 13. Eles anunciaram que vão negociar conjuntamente as cotas para transmissões de jogos pela televisão, mas sem a participação da entidade.

Na nota, que foi escrita em forma de carta ao presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, o Corinthians não poupou críticas a atual gestão da entidade. “Ficamos surpreendidos com uma série de desmandos administrativos praticados pela direção do Clube dos 13 que já geraram, para a entidade um passivo transitado e julgado superior a R$ 5 milhões e um potencial passivo trabalhista de proporções ainda maiores face a contratações de profissionais a nível gerencial de forma irregular no mínimo ao longo dos últimos cinco anos”, disse Andres Sanchez.

O Corinthians afirmou ainda que desde o ano passado já deixava claro o propósito de sair do Clube dos 13, e só não o fez antes porque entendia haver uma chance de um diálogo para que fosse encontrado um modelo democrático e transparente de gestão para associação.

“Fatos recentes, entretanto, evidenciaram nosso erro de avaliação. A forma irresponsável com que alguns membros da diretoria do Clube dos 13 e seu diretor executivo conduziram o processo da elaboração da concorrência com o propósito de aquisição e direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro profissional a partir do ano de 2012 é, no mínimo, danosa aos interesses do Corinthians e dos demais clubes que integram a elite do futebol brasileiro”, declarou o clube em comunicado.

Denúncia. O Corinthians ainda acusou o Clube dos 13 de falta de ética para negociar o acordo para transmissões de jogos pelo Campeonato Brasileiro.

“O simples fato de durante a reunião de ontem [terça-feira] da comissão de negociação do Clube dos 13 e seu diretor executivo, no meio das discussões, ter ligado para um alto executivo de uma das emissoras concorrentes para saber o que ele achava de uma deliberação que estava em discussão (confirmado por dois membros da comissão de televisão) e iria ser votada demonstra que este processo não está sendo conduzido com isenção e macula, de forma indelével, os trabalhos que estão sendo realizado”, assinalou o clube alvinegro em comunicado oficial.

Esfria ”levante” contra o Clube dos 13

Corinthians esperava que outros integrantes da entidade seguissem o seu pedido de desfiliação. Clubes do Rio vão negociar separadamente com as TVs

Bruno Lousada, Sílvio Barsetti e Wagner Vilaron – O Estado de S.Paulo

O dia seguinte ao que, para muitos, parecia ser a insurgência dos principais clubes do futebol brasileiro contra o Clube dos 13 foi marcado por uma sensação de esfriamento. Por diferentes motivos, os protagonistas do eventual levante – Corinthians e os quatro grandes clubes cariocas (Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco) – adotaram discurso mais cauteloso em relação ao verificado na véspera.

O presidente corintiano, Andrés Sanchez, único a anunciar publicamente que vai se desfiliar do C13, ainda não recebeu, pelo menos oficialmente, o apoio que imaginava ter. Até a noite de ontem, nenhum outro clube seguiu o exemplo do Corinthians. O Coritiba, ao contrário do que foi publicado ontem, posicionou-se de maneira idêntica aos cariocas, ou seja, se mantém vinculado à entidade, mas conduzirá diretamente as negociações referentes aos direitos de transmissão da tevê aberta.

Durante entrevista ontem, Sanchez parecia ter duas preocupações. A primeira era esclarecer e manter sua posição de independência. A segunda era deixar as portas do C13 abertas. “A decisão tomada é do Corinthians. E não é de hoje que tenho dito a eles (C13) sobre o descontentamento com a forma como as coisas são feitas ali”, afirmou, para logo em seguida ponderar. “Acho que não estou errado. Eu espero que isso não aconteça, mas estou disposto a conversar com as pessoas e, se alguém me provar que estou errado, não terei problemas de mostrar humildade e voltar atrás nessa decisão.”

Se em São Paulo Sanchez não teve até o momento o respaldo político que esperava, no Rio a discussão foi comercial. A pressão dos patrocinadores, em defesa da visibilidade de suas marcas, impulsionou a decisão de Fla, Flu, Vasco e Botafogo de romper parcialmente com o C13. Os quatro querem estabelecer com a TV Globo um novo contrato para a transmissão de seus jogos nos Brasileiros de 2012 a 2014. Atendem, assim, à exigência de seus parceiros comerciais, que ameaçam até a rever contratos no caso de uma mudança de rumo.

Para o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, eventual redução da exposição da marca do clube afetaria, “sem nenhuma dúvida”, a relação com os patrocinadores. “Claro que isso pesa e está sendo levado em consideração”, disse.

Sonho? Outro detalhe que pesou na puxada de rédeas dos cariocas foi a informação de que o valor do novo contrato negociado pelo C13 poderia atingir R$ 1,3 bilhão por temporada, contra os R$ 500 milhões atuais. Projeções passadas por pessoas ligadas à entidade apontam que cada um dos clubes pertencentes ao primeiro escalão receberia até R$ 125 milhões, contra os pouco mais de R$ 30 milhões do contrato vigente.

Criar nova liga não anima os cariocas. “Não estamos propondo nenhuma criação de liga”, observou o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção. Os cartolas negaram também ter havido alguma ingerência da CBF na decisão de romperem com o C13. A presidente do Flamengo, Patricia Amorim, foi veemente ao dizer que o encontro com o presidente Ricardo Teixeira, na segunda-feira, quando a entidade reconheceu o título brasileiro do clube de 1987, não teve relação com o enfrentamento com o C13. “Eu não aceitaria isso. Prezo pela coerência, não tive esse tipo de conversa com o Ricardo Teixeira.”

O presidente do C13, Fabio Koff, e Teixeira são desafetos.

Entidade informa que saída do Corinthians não é imediata

Em carta encaminhada ao clube, direção do C13 diz que processo leva 60 dias e precisa de aval do Conselho Deliberativo

Wagner Vilaron – O Estado de S.Paulo

A direção do Clube dos 13 se manifestou ontem em relação à decisão do Corinthians de se desfiliar da entidade. Em carta assinada pelo presidente Fábio Koff, encaminhada ao Parque São Jorge e publicada em seu site, o C13 acusa o recebimento do pedido, mas lista uma série de procedimentos que precisam ser cumpridos para que a saída se concretize. O principal deles é a aprovação por parte do Conselho Deliberativo do clube.

Além da aprovação do CD, a notificação deve ser feita com antecedência de 60 dias. Relata o documento: “Diante da referida comunicação, cabe-nos alertar que o vigente estatuto desta entidade prevê que a qualidade de associado cessará, dentre outras hipóteses: através de pedido devidamente formalizado, com notificação prévia de sessenta dias, desde que aprovado pelo Conselho Deliberativo do Associado se assim estiver previsto no respectivo estatuto.”

O trecho destacado, de acordo com a interpretação dos dirigentes do C13, deixa claro que o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, não tem autonomia para decidir sozinho pela desfiliação da entidade.

No referido período de 60 dias citado pelo C13, o Corinthians continua na condição de associado à entidade, com direitos de obrigações. “Caso deseja ratificar a cassação de sua condição de associado a partir de 24/04/2011 (término do prazo de 60 dias), deverá apresentar cópia do vigente estatuto do Sport Club Corinthians Paulista e, em caso de previsão estatutária, deverá, ainda, comprovar a aprovação de seu pedido de desligamento por seu Conselho Deliberativo.”

Pressão. O C13 voltou a dizer que, para deixar a entidade, o Corinthians deverá quitar eventuais débitos pendentes. No caso, a menção é feita aos adiantamento de cotas de tevê. “Nesse caso, tudo bem. O dinheiro que o Corinthians tem direito de receber pelo contrato que ainda está em vigência do Campeonato Brasileiro, que termina no final deste ano, pode ser usado para isso (o acerto)”, disse Sanchez, para, em seguida, ironizar. “Gostaria de agradecer ao presidente (Fábio Koff) por ter me chamado de moleque. Me senti mais jovem com essa colocação.”

Contratos individuais são inviáveis

– O Estado de S.Paulo

Um clube pode negociar individualmente a transmissão de seus jogos, se quiser. O problema é que contratos isolados não são um bom negócio nem para as agremiações nem para as emissoras. São, na prática, inviáveis, pois a Lei Pelé proíbe a exibição por televisão de uma partida se isso não estiver de acordo com as partes envolvidas.

Ou seja, se um clube assinar com uma emissora de TV e outro optar por fechar com uma concorrente, o jogo entre eles não será transmitido, a não ser que clubes e redes entrem em acordo, o que não parece provável. Assim, caso haja divisão, uma emissora só transmitiria partidas envolvendo os clubes que tiver sob contrato. A outra faria o mesmo com seus aliados.

Resta saber se, do ponto de vista financeiro, seria um bom negócios, como apregoam.

Fonte: Folha Online

C13 tenta constranger dissidentes

MARTÍN FERNANDEZ
DE SÃO PAULO

O Clube dos 13, contrariado com a deserção de Corinthians, Coritiba e dos quatro grandes clubes cariocas, partiu para o contra-ataque.

A entidade trabalha para divulgar o valor que seria possível arrecadar sem que tivesse ocorrido o racha.

A ideia é constranger os cartolas dos clubes que deram as costas à associação.

O edital publicado ontem exige o preço mínimo de R$ 500 milhões por ano de contrato. A Globo, por oferecer “maior exposição” tem a vantagem de vencer a concorrência mesmo que faça uma proposta 10% menor.

Assim, o mínimo para as demais emissoras iria a R$ 550 milhões em cada uma das três temporadas a partir de 2012 –o Campeonato Brasileiro de 2011 é da Globo e não sofre qualquer alteração.

De acordo com o atual contrato, a Globo pagou R$ 230 milhões anuais pela transmissão na TV aberta.

O pacote com pay-per-view, TV fechada e internet rende outros R$ 170 milhões.

A intenção do C13 é vender cada modalidade separadamente. Sem contar a TV aberta, a entidade espera arrecadar R$ 800 milhões anuais.

“Quem pensar um pouco vai voltar atrás”, declarou ontem o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, um dos líderes da “resistência”, ao lado de Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo.

Pelas contas do C13, o Corinthians (assim como Palmeiras, São Paulo, Flamengo e Vasco) passaria a ganhar R$ 42 milhões pela exibição do Brasileiro na TV aberta.
Até este ano, o ganho foi de R$ 16,8 milhões.

“Os presidentes que saíram precisam explicar aos seus conselheiros e torcedores quanto a mais vão ganhar sozinhos”, disse Juvêncio.

Ontem, Andres Sanchez ironizou essas ameaças. “Podem ficar tranquilos que eu vou ganhar mais do que R$ 42 milhões”, disse o corintiano. Andres aposta ser possível chegar a R$ 70 milhões.

O C13 diz ser possível ultrapassar os R$ 100 milhões anuais com a soma de outras mídias. “Estão otimistas demais. Se for isso tudo, eu volto para o Clube dos 13 amanhã”, desdenhou Andres. “Sou humilde, se estiver errado volto atrás. Mas acho que não estou errado.”

Andres quis bater mais forte no grupo que abandonou. Mas o C13 entendeu como um recuo. “O tom foi amenizado, eu não vejo outra saída que não a união”, disse Kalil.

Corinthians vai abrir leilão particular por TV

DE SÃO PAULO

O presidente do Corinthians, Andres Sanchez, negou que o seu clube terá prejuízo com a saída do Clube dos 13. O mandatário alvinegro havia anunciado oficialmente a desfiliação na quarta-feira, quando enviou uma carta para a entidade, criada em julho de 1987.

O dirigente deixou claro ainda que vai abrir um leilão particular para saber com qual emissora irá fechar. Globo, a favorita, Record e RedeTV! estão no páreo para transmitir o Campeonato Brasileiro no triênio 2012/13/14.

“A partir de amanhã, qualquer emissora procura a gente. Quem negocia é o [Luis Paulo] Rosenberg [diretor de marketing do clube]”, disse Sanchez, nesta quinta-feira, durante entrevista coletiva.

“As pessoas interpretaram erradamente minha carta [de desfiliação]. Não desconfiei de nada, só disse que não concordo com coisas há anos. Torcedor do Corinthians pode ficar tranquilo, não vai ter prejuízo”, completou o mandatário corintiano.

“Estou me desfiliando por conceito. Talvez o momento não seja o ideal, talvez tivesse que ter feito isso antes. Já que não aceitaram o licenciamento, o Corinthians não faz mais parte do Clube dos 13”, explicou.

Andrez também afirmou que a dívida que o time tem com o Clube dos 13 é relativa. “A divida que eu tenho não é divida. O dinheiro da TV vai antes para o Clube dos 13 e depois é repassado para os clubes. Em setembro, não devo mais nada”, completou.

O CASO

O Clube dos 13 rachou e corre sério risco de ser extinto. A entidade, que congregava os 20 maiores clubes do país e que tinha como função negociar os contratos de TV do Campeonato Brasileiro, sofreu várias deserções.

A debandada dos primeiros clubes junto à entidade se deu no mesmo dia em que o C13 preparou o edital que nortearia a negociação do próximo contrato de transmissão do Brasileiro, no triênio 2012-2014.

O Campeonato Brasileiro deste ano não muda: será transmitido por Globo, Band e Sportv. Para o ano que vem, os dissidentes acenam com a criação de uma liga, sem os clubes do C13.

A ideia tem a simpatia da CBF, que desde o ano passado é inimiga do Clube dos 13, mas ainda é embrionária.

Os descontentes –Corinthians e clubes cariocas à frente– argumentam que podem conseguir mais dinheiro se negociarem isoladamente. A entidade rebate que, em grupo, vai arrecadar mais.

De acordo com o atual contrato, que termina neste ano, a Globo paga cerca de R$ 400 milhões por ano para o C13. O contrato inclui TV aberta, TV paga, internet, pay-per-view e placas de publicidade.

A associação anunciou ontem que, com o novo modelo de concorrência, espera arrecadar no mínimo R$ 1,3 bilhão por temporada.

Os Clubes

Palmeiras vai seguir atitude dos cariocas

MARTÍN FERNANDEZ
DE SÃO PAULO

O Palmeiras vai seguir a mesma posição dos quatro times do Rio. Não quer sair do Clube dos 13, mas negociará fora da entidade.

A diretoria do clube entende que não precisa ser tão radical quanto o Corinthians, mas que não deve brigar com CBF e Globo.

O presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, declarou que o Cruzeiro vai ficar no C13. “O [Zezé] Perrella me disse que não é hora de política, é hora de dinheiro.” O cruzeirense não foi encontrado.

Até ontem à noite, o grupo dissidente tinha, além de Corinthians e dos quatro do Rio, Palmeiras, Coritiba, Grêmio e Goiás.

Vitória, Portuguesa, Santos e Cruzeiro não se manifestaram. Com o C13 estão São Paulo, Atlético-MG, Atlético-PR, Internacional, Bahia, Guarani, Sport.

Eduardo Anizelli-20.01.2011/Folhapress
Presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, dá entrevista
O Palmeiras é presidido por Arnaldo Tirone

Os Clubes

Fonte: http://www.atleticoparanaense.com.br

Presidente Marcos Malucelli participou de reunião de diretoria do Clube dos 13

23/02/2011 – Quarta-feira – 17:35

A diretoria do Clube dos 13, presidida por Fábio Koff, realizou uma reunião nesta quarta-feira, em São Paulo. Na pauta, o encontro debateu principalmente o edital de licitação dos direitos de transmissão de TV aberta para o período 2012-2014 do Campeonato Brasileiro. Outro ponto em discussão foi o pedido de desfiliamento do Corinthians ao C13 e o comunicado feito pelos clubes cariocas de negociação à parte das cotas de TV.

De acordo com o presidente do Conselho Administrativo do Atlético Paranaense e vice-presidente do Clube dos 13, Marcos Malucelli, a entidade prossegue com as negociações quanto às transmissões de TV para o Brasileirão, com a expedição de carta-convite às emissoras de canal aberto. No dia 11 de março serão abertos os envelopes com as propostas das emissoras interessadas em adquirir o direito de transmissão, em TV aberta, com um valor mínimo de R$ 500 milhões por ano. “O edital prevê um aumento na arrecadação individual dos clubes, com a valorização das negociações com a TV. O valor global do contrato em três anos, incluindo todas as modalidades de transmissão (TV aberta e fechada, telefonia móvel e internet), poderá ultrapassar a casa dos R$ 3,5 bilhões. O Atlético Paranaense, por exemplo, que atualmente recebe cerca de R$ 12 milhões de contrato com a TV para o Brasileiro poderá receber algo em torno a R$ 25 milhões por ano. Ou seja, essa nova proposta de negociação de direitos de transmissão do Brasileiro será bastante vantajosa a todos os clubes, todos terão um aumento substancial em suas receitas”, destacou Malucelli.

Ele informou ainda que o Clube dos 13 fará um repasse de valor aos participantes das Séries B e C do Brasileiro, mesmo não-filiados à entidade, como forma de revitalizar a Série B e incentivar as equipes da Série C.

O edital prevê ainda um ágio de 10% favorável à Rede Globo, ou seja, se as propostas das demais emissoras forem até 10% superior à da Globo, ela manterá o direito de transmissão do Brasileiro a partir de 2012. “Foi uma forma de reconhecer e valorizar o esforço da Rede Globo nos contratos de transmissões do campeonato nos últimos anos”, explicou.

Participaram da reunião de diretoria do Clube dos 13 o presidente Fábio Koff, e representantes de três dos quatro clubes vice-presidentes da instituição – Atlético Paranaense, São Paulo e Internacional.

Desfiliação

Na mesma reunião, o Clube dos 13 aceitou o pedido de desfiliamento do Corinthians, comunicada à entidade nesta quarta-feira. Já quanto à proposta dos quatro clubes cariocas (Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco) de negociar paralelamente os direitos de transmissão, não é possível, pois os clubes se mantiveram filiados ao C13 e o estatuto da entidade proíbe que seus filiados negociem separadamente direitos de transmissão, por se manterem representados pelo próprio Clube dos 13.

Fonte: http://www.Coritiba.com.br

Nota oficial do Coritiba Foot Ball Club 

Assunto: direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro

Nota oficial do Coritiba Foot Ball Club
Diante da polêmica em torno das negociações do futuro contrato de transmissão do Campeonato Brasileiro e do questionamento do processo pelo qual esta negociação vem sendo conduzida, a Diretoria do Conselho de Administração do Coritiba Foot Ball Club decidiu preservar, em primeiro plano, os legítimos interesses do clube e do futebol parananense. Assim, pretende negociar diretamente com as empresas interessadas todos os aspectos comerciais referentes a esses direitos de transmissão.

Jair Cirino dos Santos
Presidente do Conselho de Administração
Coritiba Foot Ball Club

Fonte: http://www.flamengo.com.br

União para o bem do futebol do Rio de Janeiro

Presidentes de Fla, Vasco, Botafogo e Flu explicaram que Clube dos 13 não negocia mais em nome deles

Em 24/02/2011 às 13h56 Atualizado em 24/02/2011 às 13h59

Clubes do Rio se uniram para negociar com TVs Clubes do Rio se uniram para negociar com TVs

Os quatro presidentes de Flamengo (Patricia Amorim), Botafogo (Mauricio Assumpção), Fluminense (Peter Siemsen) e Vasco (Roberto Dinamite)concederam entrevista coletiva nesta quinta-feira (24.02), em um hotel, na Barra da Tijuca, e explicaram que não pretendem deixar, em um primeiro momento, o Clube dos 13. Todos os dirigentes ressaltaram a união em prol de um fim comum: negociar o melhor contrato de transmissão para o Campeonato Brasileiro dos próximos anos.

Ao abrir a coletiva de imprensa, um comunicado oficial (confira abaixo) foi lido pelo presidente do Botafogo. Nele, os dirigentes explicam que a ação divulgada nesta quinta não tem cunho político. Os clubes se juntaram após constatarem que tinham as mesmas dúvidas sobre a negociação do contrato de transmissão proposto pelo Clube dos 13. Sendo assim, os quatro grandes do Rio desautorizaram oficialmente a instituição de negociar qualquer contrato representando eles.

Com propriedade para falar sobre qualquer assunto sobre o Flamengo, a presidente Patricia Amorim explicou que o Rubro-negro irá buscar o melhor para si, mesmo negociando em conjunto com os co-irmãos cariocas.

“O Flamengo está muito confortável com esse movimento. O que se perdeu no Clube dos 13 foi a essência. Ele foi criado e existe até hoje para defender os interesses dos clubes. O Rio de Janeiro, mais uma vez na vanguarda, percebeu sua força e, ainda com suas diferenças dentro de campo, se juntou para reivindicar seus direitos no coletivo. Afinal, com quatro cabeças pensando teremos menos chance de erro”, afirmou Patricia, explicando o que querem os clubes do Rio.

“Queremos entender melhor, participar mais ativamente desse processo (venda de direitos de transmissão). Para isso, montaremos duas frentes, uma jurídica, que dará toda a base para nossas ações, e outra de marketing, que irá procurar os interessados em transmitir nossos jogos. Temos, sim, interesses diferentes, mas vamos negociar juntos”.

Antes de encerrar, o presidente do Fluminense explicou que não existe vaidade se um clube vier a ganhar mais que o outro. Afinal, tudo o que for decidido terá um embasamento científico.

“Não é escolher emissora ou valor líquido. A rodada de negociações ainda vai começar. É importante dizer que hoje existe uma divisão de cotas no Clube dos 13 que não concordamos. Para definir essas cotas, deveriam existir parâmetros científicos, como audiência, compra de pay per views. Queremos isso. A partir de agora, essas equipes técnicas (jurídico e marketing) vão tocar todo o processo. E se o Flamengo vai ganhar mais será porque foi provado que ele merece mais”, encerrou.

Fonte: http://www.crvasco.com.br

Dinamite esteve presente com demais presidentes Cariocas!

Os presidentes dos quatro grandes clubes cariocas, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco se reuniram na manhã desta quinta-feira (24/02), no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, para uma entrevista coletiva. Na reunião desta quinta, foi discutido os aspectos relacionados à concorrência, encaminhada pelo Clube dos 13, com o propósito de aquisição de direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro de futebol profissional.

O presidente vascaíno Roberto Dinamite comentou sobre a importância da união dos times cariocas.

– Essa nossa união neste momento é em prol do que vai acontecer nos próximos anos, principalmente em 2014 e 2016. A nossa preocupação neste momento não é política. O que queremos é preservar o respeito pelo futebol carioca que é uma potência dentro das forças brasileiras. Por isso estamos aqui reunidos, Vasco, Flamengo, Botafogo e Fluminense, para buscar o que é melhor para o futebol carioca, futebol brasileiro e para os nossos torcedores – disse o presidente.

Os clubes cariocas falaram na coletiva de imprensa que querem participar ativamente do clube dos 13, o que não vinha acontecendo.

Fonte: http://www.botafogo.com.br

União por interesses em comum

Clubes do Rio se unem e presidentes concedem entrevista para explicar ação conjunta

Presidentes destacaram importância de união inédita (AGIF / Reprodução Proibida)
Os presidentes de Botafogo (Mauricio Assumpção), Flamengo (Patrícia Amorim), Fluminense (Peter Siemsen) e Vasco (Roberto Dinamite) se reuniram e concederam entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, em um hotel na Barra da Tijuca. O tema foi a união dos clubes cariocas para defender interesses em comum, relacionados principalmente à negociação dos direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro. 

“Nossa ação não é política. Defendemos os interesses dos quatro grandes de uma forma inédita ou, se não inédita, há muito não vista. São pensamentos, atitudes e ações em comum. Não estávamos nos reunindo há meses ou semanas, mas conversamos entre nós e verificamos que as dúvidas eram as mesmas, assim como as preocupações eram iguais. Por ideia do Peter Siemsen, decidimos que não iríamos mais ficar à margem, e sim teríamos uma ação coordenada e conjunta em relação à negociação das trasmissões dos jogos a partir do ano que vem. Por não concordar com a forma como a questão vinha sendo conduzida, não damos autorização ao Clube dos 13 a falar pelos quatro grandes nesta negociação”, afirmou o presidente do Botafogo, Mauricio Assumpção, explicando que não se trata de uma ruptura ou de criação de uma nova liga.

Durante a coletiva, os presidentes esclareceram as dúvidas da imprensa e divulgaram um comunicado que resumiu os interesses dos clubes, buscando o melhor para o futebol carioca e, consequentemente, para o futebol brasileiro.

Confira o comunicado:

“Os quatro clubes de maior torcida do Rio de Janeiro se reuniram no último dia 22 de fevereiro e decidiram anunciar a decisão conjunta de assumir uma posição independente ao Clube dos 13, em especial no que se refere às movimentações relativas aos direitos de transmissão das competições de futebol em nosso país.

Gostaríamos de adicionar ainda que, por vezes, questões específicas como essa, criam condições para a ampliação da reflexão relacionada aos aspectos que unem Vasco, Botafogo, Flamengo e Fluminense por via dos seus amplos interesses em comum.

O novo estilo gerencial adotado pelos clubes de futebol, que em sua maioria tem buscado conciliar a pressão por resultados com a racionalidade gerencial e administrativa, o estabelecimento de um calendário permanente pela CBF e a crescente atratividade das competições, vem gerando um inegável e crescente aumento da credibilidade do produto futebol em nosso país.

O aumento das receitas obtidas através da comercialização dos direitos de transmissão, bem como a expressiva valorização de outros ativos, tais como patrocínio nos uniformes, propriedades publicitárias e licenciamento de produtos, inegavelmente rentabilizados pela TV brasileira, vem fortalecendo de modo importante a receita total dos clubes.

No que tange especificamente ao Campeonato Brasileiro de Futebol, após anos de sucessivas experiências mal sucedidas, chegou-se em 2008 a um modelo de exibição que passou a incluir, além da televisão aberta, as transmissões restritas, baseadas no modelo pay-per-view. Valendo observar que este produto vem crescendo, nos últimos quatro anos, a uma taxa de mais de 25% ao ano, gerando importantes receitas adicionais para os clubes.  A preservação desse modelo de sucesso e, seu aperfeiçoamento, são de interesse das grandes marcas do futebol carioca.

Observe-se, por outro lado, que o Clube dos 13, de tempos para cá, deixou de desempenhar de modo sistemático o papel que motivou a sua criação, qual seja, o de representar ativamente os seus associados junto a todas as esferas da administração pública brasileira e, notadamente, perante os organismos responsáveis pela gestão do futebol no Brasil e no continente Sul-Americano.

É do conhecimento de todos o complexo cenário financeiro econômico em que se encontram os clubes de futebol e entendemos que um organismo representativo desses grandes clubes do país deveria liderar uma verdadeira cruzada junto ao poder público constituído com vistas a estancar a sangria provocada pelas penhoras trabalhistas, cíveis e fiscais, verdadeira chaga que tendem a inviabilizar nossas organizações. Tudo isso a despeito de ser absolutamente inadiável que assumamos uma inequívoca posição de responsabilidade perante os compromissos financeiros que assumimos em nossos clubes.

É preciso também que uma verdadeira tomada de consciência, que deveria ser provocada por uma liderança atuante e sintonizada com a realidade dos clubes, faça todos entenderem que os clubes desempenham um papel vital na formação de atletas de todas as modalidades, inclusive as olímpicas, praticando responsabilidade social, muito antes dessa nobre atividade ser prevista no planejamento estratégico das empresas.

E o que ganhamos com isso? Desarticulados, vemos nossos atletas serem levados ao fim de sua formação esportiva e cidadã por empresas que tem como único compromisso a exposição de suas marcas e produtos.

Vivemos um momento histórico. A proximidade da realização da Copa do Mundo de Futebol 2014 no Brasil não pode ser desperdiçada por nossas organizações. Os clubes precisam aproveitar esta oportunidade em que estádios por todo o pais, quer os que serão utilizadas pela FIFA, quer os outros que estão sendo modernizados, irão certamente criar condições para elevar a um patamar outrora inimaginável as receitas de bilheteria, de publicidade, de promoções e de eventos.

Todo esse ambiente irá provocar um fenômeno fundamental para os interesses dos clubes. Os valores obtidos com o patrocínio dos uniformes deverão perceber um crescimento expressivo, desde que seja adequadamente exibido pela televisão brasileira. No mesmo sentido, as receitas com a venda dos direitos de transmissão também deverão crescer significativamente.

Entendemos, portanto, que a hora é de fortalecer a lógica que vem vigorando no futebol brasileiro nos últimos anos, em especial no que diz respeito às transmissões dos nossos jogos, nos parece o melhor caminho a seguir. O bom senso há de prevalecer, sob pena de colocarmos em risco todo o avanço conquistado, resultante do esforço conjugado entre os clubes, as federações estaduais, a CBF e os nossos parceiros comerciais”.

Assessoria de Imprensa

Fonte: http://www.Corinthians.com.br

Clube dos 13

Sport Club Corinthians Paulista
23/02/11 13h56

Confira a carta do Presidente Andrés Navarro Sanchez, presidente do Sport Club Corinthians Paulista, destinada ao Presidente do Clube dos 13, Fabio Koff:

3 pensamentos sobre “ICFUT – Entenda o racha do Clube dos 13

  1. Galera, esse racha no clube dos 13 é resultado da insistência de clubes que não conseguem se firmar “mercadologicamente” falando (e audiência de jogo é um excelente medidor) e vem tentando politicamente dominar o futebol. A globo sempre deu preferência a times como o CORINTHIANS, que tem torcida grande e dá retorno. Esses outros times, mesmos com os títulos comprados, digo, conquistados não conseguiam mais se firmar. A solução foi partir para a sabotagem de negociação de jogador, manchar a imagem dos rivais, soltar mala branca (e até entregar jogo quando necessário) e manipular a política. Conseguiram dominar o clube dos 13, e o próximo passo seria passar os direitos de transmissão do futebol brasileiro para a Record e assim ter mais espaço na programação, numa eterna tentativa de aumentar a torcida. Porém, Globo, CBF e CORINTHIANS não nasceram ontem e contrataram esses clubes (liderados por são paulo e inter). Agora é ver o que dá. Já perderam estádio da copa, influência, clube dos 13, televisão, se continuar assim vão ser devidamente recolhidos à própria insignificância.

  2. lamentavel ainda ver que a ignorancia é involucro de burrice e sou tachativo em dizer que da pena..
    o amigo de cima disse sobre torcida como se a dele fosse a unica a vender materiais esportivos e a lotar estadios

    pelo tamanho da torcida do corinthias esta em 4 no ranking nacional de presença em estadios em todos os tempos
    atraz de bahia e atleticco mineiro
    não encher aquele ovo que é o paxcaembu
    e vir se vangloriar de quê?
    sentem medo de perder o marketing que tem pela emissora carioca ..que enche de eufemismo uma realidade que quem presencia os estadio pode comprovar..o corinthias não passa de marketing..historiA PRA BOI DORMIR..
    o bundão do presidente cara de rato ja ta dando pra traz
    se achou o rei da cocada preta huahuha
    tem que correr atraz mesmo de midia pois sem ela vcs são reduzidos a uma instituição mediocre ,composta por alienados..
    que titulo de expressão essa porcaria tem?

  3. Existem diferentes tipos de público, deixem o Corinthians negociar com a Globo seus direitos de transmissão separadamente, porque jogo pro povão em canal aberto é a cara deles mesmo! Eu sou sócio do meu clube e sempre vou ao estádio, então não me preocupo com isso. E tenho certeza que os jogos do meu time vão ser transmitidos em algum lugar, isso é fato, ou em outra emissora, ou por PPV! A propósito, concordo com o amigo de cima, Corinthians tá mais pra escola de samba do que pra time de futebol, muita torcida e pouco título de expressão!

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