Por Rogerinho – Tranquilo, São Paulo faz 2 a 0 no Mogi na estreia

Com gols de Rogério Ceni, de pênalti, e Marcelinho Paraíba, o Tricolor chegou à vitória na estreia fora de casa

Fonte – LANCENET

Ilsinho fez bom primeiro tempo, mas saiu cansado na segunda etapa; boa vitória do Tricolor na estreia

No ano em que o São Paulo não tem que se “preocupar” com a Libertadores pela primeira vez desde 2003, o Tricolor começou a temporada com uma vitória, ainda que tímida, sobre o Mogi Mirim por 2 a 0, no Estádio Romildo Vítor Ferreira, em Mogi, na tarde deste domingo.

Os gol foram marcados por Rogério Ceni, após pênalti marcado em Tiago Alves, que pôs a mão na bola, e Marcelinho Paraíba, voltando de empréstimo do Sport, já no fim do jogo. Este foi o 94º gol da carreira do goleiro são-paulino.

O time da casa não contou com a sua principal estrela, o meia-atacante e presidente Rivaldo, que não teve sua situação regularizada pela Federação Paulista de Futebol para o jogo.

Sem o ex-jogador do Barcelona, o Mogi Mirim apostou suas fichas no experiente Paulo Isidoro, ex-Palmeiras e Fortaleza, de 37 anos.

Carpegiani também tinha problemas antes do jogo. Fernandão, poupado, e Marlos, com o contrato renovado a partir da segunda rodada, desfalcaram o o time neste domingo.

Mazola, que voltou de emprésimo do Guarani, estreou na equipe titular. Mas a cara nova mesmo era Juan, ex-lateral do Flamengo, mas que é cria da base do próprio Tricolor.

A NOVIDADE DO PAULISTA

 O São Paulo voltou ao estádio onde conquistou, em 2005, o Campeonato Paulista após empate com o Santos em 0 a 0. Com boas recordações de Mogi, o Tricolor já inaugurou o placar aos 4 minutos, graças a um artifício que promete ser a grande novidade no campeonato: a presença de auxiliares-extras na linha de fundo.

Foi um dos auxiliares adicionais, com visão privilegiada, quem assinalou mão de Tiago Alves, do Mogi, na bola. Pênalti para o Tricolor.

Rogério Ceni, como sempre, foi para a cobrança e marcou seu 94º gol na carreira.

O estádio, que já se chamou Wilson Fernandes de Barros e Papa João Paulo II e hoje leva o nome do pai de Rivaldo, Romildo Vitor Ferreira, viu o Sapão ficar atordoado logo após o gol.

Apenas aos 12, o Mogi reagiu com o mesmo Tiago Alves, dessa vez cabeceando para boa defesa de Rogério. O lance, porém, era irregular.

Única contratação (além de Willian José, que serve a Seleção sub-20) para a temporada, Juan, ex-Flamengo, deu as caras aos 21, quando cortou um marcador e chutou de direita.

A partir da metade da primeira etapa, o grande nome tricolor foi o meia Ilsinho. Aos 31 e aos 40, o jogador deslocado para o meio de campo fez boas jogadas, usando sua habilidade como principal arma pró-Tricolor.

Pelo lado do Mogi, o melhor atleta era Ricardinho, ex-Palmeiras e Grêmio, que infernizou a zaga são-paulina aos 25, quando levantou o estádio com um belo cruzamento de letra.

Os jogadores de Mogi e São Paulo viam no calor do interior paulista a maior dificuldade para manterem o ritmo do jogo.

SEGUNDO TEMPO

Na segunda etapa, o calor deu lugar ao mormaço e às nuvens cinzas, a chuva, porém, que não veio. Geovane, que entrou no intervalo, foi um dos personagens do segundo tempo, protagonizando alguns dos melhores lances do Sapo no jogo.

Se Antônio Carlos, técnico do Mogi, tentou mexer suas peças do lado de lá, Carpegiani optou por Dagoberto para também tentar mudar o rumo da partida. Ele entrou no Tricolor aos 18 no lugar de Mazola, que não teve boa (re)estreia pelo time que o revelou. A substituição melhorou o Tricolor.

No fim da partida, foi Marcelinho Paraíba, que voltara de empréstimo do Sport, quem entrou na vaga de Cléber Santana, para reequilibrar o ímpeto ofensivo do Tricolor, que já começava a dar mostras de fraqueza diante de um motivado Mogi Mirim.

O São Paulo acordou novamente na partida. Fernandinho fez boa jogada pela direita e achou Jean livre, mas o polivalente jogador são-paulino só acertou a rede pelo lado de fora.

E o segundo gol acabou chegando aos 41. Fernandinho foi acionado dentro da área e, livre, tocou por cima de João Paulo e achou Marcelinho Paraíba que, de cabeça, completou: 2 a 0.

Sem expectativas, o Mogi ainda chutou uma bola na trave, aos 44, com Niel. Tiago Alves também assustou Rogério de cabeça nos acréscimos, mas era tarde.

Na próxima rodada, o São Paulo recebe o São Bernardo no Morumbi, na quarta-feira (19). Mesmo dia em que o Mogi Mirim visita a Ponte Preta no Moisés Lucarelli.

FICHA TÉCNICA:
MOGI MIRIM 0 X 2 SÃO PAULO

Estádio: Romildo Vítor Gomes Ferreira, Mogi Mirim (SP)
Data/hora: 16/1/2011 – 17h
Árbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli e Maria Eliza C. Barbosa
Renda/público: Não disponíveis
Cartões amarelos: Tiago Alves (MOG); Cléber Santana, Carlinhos Paraíba, Fernandinho (SPO)
GOLS: Rogério Ceni (pênalti), 4’/1ºT (0-1); Marcelinho Paraíba, 41’/2ºT (0-2);

MOGI MIRIM: João Paulo, Niel, Tiago Alves, Audálio e João Paulo Gomes; Baraka, Bruno de Jesus (Léo Paraíba, 18’/2ºT), Val e Paulo Isidoro (Geovane, intervalo); Ricardinho (Paraíba, 30’/2ºT) e Roberto Jacaré. Técnico: Antônio Carlos Zago

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Alex Silva, Miranda e Juan; Rodrigo Souto, Cléber Santana (Marcelinho Paraíba, 33’/2ºT), Carlinhos Paraíba e Ilsinho (Renato Silva, 26’/2ºT); Fernandinho e Mazola (Dagoberto, 19’/2ºT). Técnico: Paulo César Carpegiani

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