Por Edgar Santista – Imprensa italiana afirma que Milan liberou Ronaldinho.

Assis desconversa

‘É um negócio grande e existem algumas possibilidades’, diz empresário e irmão do craque brasileiro. Grêmio é o favorito para ter o jogador

Ronaldinho Gaúcho no treino do Milan em Dubai
Retorno do craque Ronaldinho Gaúcho ao futebol brasileiro está muito próximo (Foto: Reuters)

De acordo com a imprensa italiana, Ronaldinho Gaúcho está liberado pela direção do Milan para negociar seu retorno ao futebol brasileiro. O vice-presidente do clube, Adriano Galliani, se reuniu nesta manhã com o irmão e empresário do craque, Roberto de Assis, e deu a notícia e deixado claro que exigirá uma compensação financeira. Especula-se que o valor seria de R$ 17,6 milhões, referente ao que o craque ainda tem a receber do clube italiano até o encerramento de seu contrato, em junho de 2011. O salário do meia-atacante gira em torno de R$ 1 milhão mensais.

Segundo o jornal “La Gazzetta Dello Sport”, o Grêmio seria o favorito para contar com Ronaldinho. Emerson, ex-jogador da Seleção Brasileira e do próprio Milan e atualmente exercendo um cargo na diretoria do Grêmio, estaria intermediando a transação.

Por telefone, Roberto de Assis apenas confirmou a reunião com Galliani no Rio de Janeiro.

– Não estou sabendo de nada (sobre a liberação). É um negócio grande e existem algumas possibilidades. O Ronaldo ainda tem contrato com o Milan – afirmou Assis, ressaltando que terá uma resposta até o dia 4 de janeiro.

Por outro lado, pessoas ligadas a Ronaldinho confidenciaram que o retorno do pentacampeão ao Brasil é certo. Assim como especula o jornal “La Gazzetta Dello Sport”, o Grêmio, clube que revelou o jogador, é o provável destino. Flamengo e Palmeiras correm por fora.

Fonte: Globoesporte.com

ICFUT – D’Alessandro e quem já foi premiado como rei da América

Fonte: colunistas.ig.com.br
Por Rodolfo Rodrigues

Desde 1986, o jornal uruguaio El País promove uma premiação ao melhores jogadores da América do Sul no final de cada temporada. Como a CONMEBOL não tem sua votação, o prêmio do El País acaba sendo o principal e o mais prestigiado para coroar os melhores jogadores que atuaram pelos países sul-americanos em cada temporada.

Em 2010, o argentino D’Alessandro, campeão da Copa Libertadores pelo Internacional, foi eleito o melhor jogador da América do Sul. O meia superou o compatriota Juan Sebastián Verón, eleito o rei da América nos últimos dois anos. O brasileiro Neymar ficou na terceira colocação, seguido por Conca e pelo atacante argentino Santiago Silva, o El Tanque, que já defendeu o Corinthians e foi vice-campeão argentino pelo Vélez Sarsfield. Outros conhecidos na lista são o lateral Reasco (ex-São Paulo), que ficou na 8ª colocação, e o zagueiro Desábato, aquele que chamou Grafite de Macaco num jogo da Libertadores (9º colocado).

Confira a lista os três primeiros colocados nas 25 edições do prêmio melhor da América do El País:

Ano Primeiro Segundo Terceiro
1986 Alzamendi (URU) Careca (BRA) Romerito (PAR)
1987 Valderrama (COL) Trasante (URU) Perdomo (URU)
1988 Rubén Paz (URU) Hugo de León (URU) Geovani (BRA) e Taffarel (BRA)
1989 Bebeto (BRA) Mazinho (BRA) Higuita (COL)
1990 Amarilla (PAR) Rubén da Silva (URU) Álvarez (COL) e Higuita (COL)
1991 Ruggeri (ARG) Ramón Diaz (ARG) Toledo (CHI)
1992 Raí (BRA) Goycoechea (ARG) Acosta (ARG) e Gamboa (ARG)
1993 Valderrama (COL) Etcheverry (BOL) Cafu (BRA) e Rincón (COL)
1994 Cafu (BRA) Chilavert (PAR) Gustavo López (ARG)
1995 Francescoli (URU) Maradona (ARG) Edmundo (BRA)
1996 Chilavert (PAR) Francescoli (URU) Ortega (ARG) e Valderrama (COL)
1997 Marcelo Salas (CHI) Solano (PER) Chilavert (PAR)
1998 Palermo (ARG) Gamarra (PAR) Chilavert (PAR)
1999 Saviola (ARG) Arce (PAR) Riquelme (ARG)
2000 Romário (BRA) Riquelme (ARG) Óscar Córdoba (COL) e Palermo (ARG)
2001 Riquelme (ARG) Óscar Córdoba (COL) Romário (BRA)
2002 Cardozo (PAR) Orteman (URU) Lembo (URU)
2003 Tevez (ARG) Cardozo (PAR) Diego (BRA)
2004 Tevez (ARG) Mascherano (ARG) Lucho González (ARG) e Robinho (BRA)
2005 Tevez (ARG) Lugano (URU) Cicinho (BRA)
2006 Matías Fernández (CHI) Palácio (ARG) Gago (ARG)
2007 Cabañas (PAR) Morel Rodríguez (PAR) Ibarra (ARG)
2008 Verón (ARG) Riquelme (ARG) Cabañas (PAR)
2009 Verón (ARG) Adriano (BRA) Edison Méndez (EQU)
2010 D’Alessandro (ARG) Verón (ARG) Conca (ARG)

Entre os treinadores, o escolhido como o melhor do continente foi o uruguaio Óscar Washington Tabaréz, que levou a seleção Celeste Olímpica à semifinal da Copa do Mundo de 2010. O treinador superou quatro argentinos (Marcelo Bielsa, que comandou a seleção chilena na Copa, Alejandro Sabella, do Estudiantes, Gerardo Martino e Eduardo Bauza), além dos brasileiros Celso Roth, Muricy Ramalho e Luiz Felipe Scolari. Veja também a lista dos técnicos ganhadores desde 1986:

Ano Técnico
1986 Carlos Bilardo (ARG)
1987 Carlos Bilardo (ARG)
1988 Roberto Fleitas (URU)
1989 Sebastião Lazaroni (BRA)
1990 Luis Cubillas (URU)
1991 Alfio Basile (ARG)
1992 Telê Santana (BRA)
1993 Francisco Maturana (COL)
1994 Carlos Bianchi (ARG)
1995 Héctor Núnez (ARG)
1996 Hernán Darío Gómez (COL)
1997 Daniel Passarella (ARG)
1998 Carlos Bianchi (ARG)
1999 Luiz Felipe Scolari (BRA)
2000 Carlos Bianchi (ARG)
2001 Carlos Bianchi (ARG)
2002 Luiz Felipe Scolari (BRA)
2003 Carlos Bianchi (ARG)
2004 Luis Fernando Montoya (COL)
2005 Aníbal Ruiz (URU)
2006 Claudio Borghi (ARG)
2007 Gerardo Martino (ARG)
2008 Edgardo Bauza (ARG)
2009 Marcelo Bielsa (CHI)
2010 Óscar Tabárez (URU)

ICFUT – Meia Jones é o novo reforço do Bahia

Fonte: lancenet

Jogador estava emprestado pelo Cruzeiro ao Goiás

Jones acerta com o Bahia (foto: Vipcomm)

O Bahia anunciou mais um reforço para a temporada 2011, que marca o retorno do Tricolor de Aço à Série A. Trata-se de Jones, meia que estava emprestado pelo Cruzeiro ao Goipás.

Com a oportunidade de iniciar um campeonato – algo que não aconteceu no Cruzeiro nem no Goiás -, Jones espera ter sequência e ganhar seu espaço.

– No Cruzeiro e no Goiás cheguei no decorrer das competições e, nas duas equipes, o meu setor era muito concorrido. No Bahia, iniciando um trabalho, com pré-temporada e em igualdade de condições com os outros jogadores, espero dar muitas alegrias a essa torcida – disse o jogador ao site oficial do Bahia.

Ficha:

Nome: Jones da Silva Lopes
Data de Nascimento: 14/10/1988
Local de Nascimento: Caratinga (MG)
Altura: 1,77m
Peso: 74kg
Clubes: Bonsucesso, Noroeste, América-RJ, Cruzeiro e Goiás

ICFUT – Botafogo lançará boneco de Garrincha com pernas tortas

Fonte: http://www.terra.com.br

Clube prestou homenagem quando Garrincha faria 77 anos e lançará boneco do craque
Foto: Agência Lance

O departamento de marketing do Botafogo lançará em janeiro um bonequinho do Garrincha, grande ídolo do clube nas décadas de 50 e 60. A miniatura terá as pernas tortas, característica marcante do camisa 7. Além disso, será lançada uma camisa retrô em homenagem ao ex-jogador com uma frase escrita em dourado.

A família de Garrincha, que ainda não havia autorizado produtos com o nome do ex-jogador, desta vez permitiu a comercialização.

“Esses produtos atingem dois objetivos da nossa estratégia para com a torcida do Botafogo. O primeiro é valorizar os grandes ídolos da história do clube. O segundo é criar um produto que interaja com as crianças entre 8 e 11 anos”, explicou o diretor de marketing do clube alvinegro, Marcelo Guimarães.

“Através do boneco teremos acesso à uma referência histórica, que é o Garrincha, um dos melhores jogadores de todos os tempos e melhor ponta direita, com uma linguagem que atrai a criançada”, complementou o dirigente.

ICFUT – Grêmio anuncia renovação com Lúcio até final de 2012

Fonte: http://www.terra.com.br

Jogador de 31 anos ficará no Grêmio por mais duas temporadas

Foto: Lucas Uebel/Vipcomm/Divulgação

O lateral esquerdo e meio-campista Lúcio ficará por mais dois anos no Grêmio. Nesta quinta-feira, o clube gaúcho afirmou em seu site oficial que renovou o contrato do jogador, peça importante do time na reta final do Campeonato Brasileiro, até 31 de dezembro de 2012.

Lúcio, 31 anos, se disse feliz pela permanência na equipe. “Estou muito contente por poder dar sequência ao trabalho que na verdade começou em 2007, quando o Grêmio também apostou no meu potencial. Eu queria permanecer no Estádio Olímpico, onde me sinto em casa. Construí uma relação forte com essa torcida extraordinária e sei que isso não é fácil”, afirmou.

Lúcio passou pelo Grêmio no primeiro semestre de 2007, quando foi campeão gaúcho e vice da Copa Libertadores. Voltou em 2009, mas sofreu grave lesão no joelho no início do ano seguinte, e só voltou no segundo turno do Brasileiro de 2010.

ICFUT – Presidente da AFA cutuca Maradona e diz que Messi é o melhor 10 da história

Fonte: http://www.uol.com.br

O presidente da Associação de Futebol Argentino, Julio Grrondona, decidiu colocar mais lenha na fogueira na já apimentada relação com Diego Armando Maradona. Nesta quinta-feira, o dirigente disse a uma rádio local que Lionel Messi é o melhor camisa 10 da Argentina em todos os tempos, deixando para trás Maradona e outros destaques locais.

“Messi, Maradona, Riquelme e Verón são de outro planeta, mas Messi é o melhor camisa 10 da história do futebol argentino”, polemizou Grondona.

A declaração é um claro ataque a Maradona. Na semana passada, o maior ídolo argentino no futebol disse que iria processar o dirigente por espalhar falsas informações sobre seus problemas com drogas e álcool. Maradona disse que está livre das drogas há seis anos e que Grondona tem sugerido o contrário em suas entrevistas.

O  ex-jogador argentino ainda afirmou que o presidente da AFA, de 79 anos, está “gagá” e que por isso tem feito um caro tratamento numa clínica suíça de alto padrão.

Grondona não deixou por isso e logo depois respondeu que todos estavam cientes dos problemas de Maradona. O ex-camisa 10 da Argentina continua sem emprego desde que foi demitido da seleção argentina após a queda nas quartas de final da Copa do Mundo. Foi Grondona quem contratou Maradona como técnico há dois anos.

ICFUT – Timão empresta Defederico para jogar um ano no Independiente

Fonte: globo.com

Intenção do Corinthians é deixar o meia atuando por uma temporada no seu país e depois retornar revigorado em 2012. Clube argentino pagará salários

Defederico ficou um ano e meio no Corinthians
(Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Estado)

Matías Defederico foi emprestado nesta sexta-feira para o Independiente, da Argentina. A intenção da diretoria corintiana é deixá-lo por uma temporada no seu país para que depois retorne revigorado ao Timão, onde tem contrato até julho de 2013. O Independiente ficará responsável pelos salários do jogador em 2011. Resta apenas a assinatura do presidente Andrés Sanches para sacramentar o negócio .

Defederico chegou ao Corinthians em agosto do ano passado. Quando foi apresentado, logo enfrentou comparações com o ídolo Carlitos Tevez e recebeu apelido de “Novo Messi”. Um ano e meio depois, o meia não vingou no Parque São Jorge. Foram só 39 jogos disputados e três gols marcados.

Recentemente, em entrevista à imprensa da Argentina, o próprio jogador reconheceu que não foi bem no Corinthians. Ele admitiu dificuldade de adaptação ao futebol brasileiro, o qual classificou como “extremista”:

– No Brasil não há meio termo. Ou você é o Maradona ou não é nada – disse.

Mas o Timão não pensa em se livrar do jogador definitivamente. A ideia é deixá-lo um ano na Argentina e depois apostar novamente nele.

– O jogador tinha vontade de voltar ao campeonato argentino. Tem a saudade de casa, da família, e como não tem jogado com freqüência aqui, a cabeça fica mais voltada para o seu canto. Jogando um ano bem lá, ele voltará em 2012 de um outro jeito – disse o diretor de futebol corintiano, Roberto de Andrade, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

ICFUT – Mentor dá detalhes da polêmica unificação dos títulos nacionais

Fonte: http://www.terra.com.br

Seis conquistas do Santos na década de 1960 foram reconhecidas pela CBF como títulos brasileiros

Diego Garcia

A temporada 2010 ficará marcada para sempre na história do futebol brasileiro por um motivo especial. A CBF unificou os títulos da Taça Brasil e do Robertão ao Campeonato Brasileiro e permitiu que seis clubes do País pudessem comemorar, mesmo que de forma tardia, 14 troféus nacionais vencidos há mais de 40 anos.

O jornalista e historiador Odir Cunha, mentor de um trabalho que culminou com a polêmica homologação, conversou de maneira exclusiva com o Terra e respondeu todas as perguntas a respeito da unificação. Deu os detalhes do projeto, retrucou as críticas mais ferrenhas de imprensa e torcedores e rejeitou as pretensões de agremiações que pretendem oficializar as mais diversas competições, como Torneios Rio-São Paulo e Recopas.

Desde meados de 2008 que ele, em parceria com José Carlos Peres, corre contra o tempo para realizar uma pesquisa que convencesse a CBF a dar aos títulos da Taça Brasil (disputada entre 1959 e 68) e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (de 67 a 70) equivalência aos do Campeonato Brasileiro, que passou a ser disputado a partir de 1971.

Graças ao dossiê, tradicionais clubes celebraram o reconhecimento oficial de suas conquistas nacionais nas décadas de 50, 60 e 70. Os principais beneficiados foram Santos e Palmeiras, que passaram a ter oito taças de campeão brasileiro cada e tornaram-se os maiores vencedores da história do País. Cruzeiro, Bahia, Botafogo e Fluminense também acabaram agraciados com um caneco.

Confira abaixo a entrevista com Odir Cunha sobre o dossiê:

Terra – Você foi talvez o principal responsável pela unificação dos títulos nacionais. Pesquisou por dois anos a fio, apresentou os argumentos à imprensa e conseguiu a homologação por parte da CBF. Primeiramente, de onde saiu a ideia de fazer o dossiê e de que forma você acreditava que conseguiria mudar uma história até então imutável há 40 anos?

Odir Cunha – Na verdade, o trabalho de unificação já havia começado anos antes, com o senhor José Carlos Peres, que me convidou no final de 2008 para fazer a pesquisa, as entrevistas, e redigir o Dossiê requerendo a unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959.

Aceitei o trabalho porque vivi essa época (tenho 58 anos) e tinha certeza de que vencer a Taça Brasil e o Roberto Gomes Pedrosa dava aos vencedores o título de campeão brasileiro. Quando me convidou, o Peres era superintendente do Santos em São Paulo. E eu aceitei porque já tinha farto material sobre esse período – dos livros anteriores que eu tinha escrito – e porque, repito, sempre acreditei piamente na legitimidade da causa.

Até meados de 2009 tivemos ajuda dos presidentes de Santos, Palmeiras e Fluminense. Marcelo Teixeira conseguiu liberar alguma verba para o trabalho; Luiz Gonzaga Belluzzo e Roberto Horcades ofereceram os salões nobres de Palmeiras e Fluminense para dois painéis para a imprensa. Mas, desde o início de 2010, eu e Peres estamos exclusivamente por nossa conta e risco. Há 12 meses não recebemos um centavo para realizar esse trabalho.

Ao contrário. Viagens, telefonemas, impressos, tempo reservado para entrevistas e reuniões, tudo saiu do nosso bolso e do nosso empenho… Por que fizemos isso? Por que continuamos seguindo, sem o apoio nem mesmo dos clubes que deveriam se interessar pelo pleito?

Acredite se quiser, mas foi apenas por idealismo, profissionalismo. Para, simplesmente, fechar um ciclo e terminar o que começamos. Tínhamos nos comprometido com os jogadores campeões de 1959 a 1970 e por eles fomos até o fim.

Terra – Você é jornalista, historiador e declaradamente torcedor do Santos. No seu blog, inclusive, se apresenta como “ombudsman do Santos FC”. Como o fato de você ser um torcedor fanático do time que fora o principal beneficiado influenciou em seu trabalho? Sua paixão pelo clube do coração não tira, de certa forma, a transparência da pesquisa e do próprio dossiê?

Odir Cunha – Todo jornalista esportivo tem um time. Todos sabem qual é o meu, o que ao menos torna minha posição transparente. Aos que acham que o fato de gostar do Santos compromete o meu trabalho, eu poderia contra-argumentar dizendo que 99,999% dos que se mostram contrários à unificação torcem para times que não ganharam nada entre 1959 e 1970. A paixão por seus clubes não estaria, também, influenciando esses jornalistas nas críticas à unificação?

Creio que em alguns casos isso é flagrante, mas evito usar esse argumento. Prefiro responder a cada uma das críticas, esquecendo-me de quem as faz. Um bom juiz costuma ser mais severo ao julgar o próprio filho do que o filho dos outros. E o ombudsman, como você deve saber, é um crítico da instituição, não é um fanático que usa óculos cor de rosa. Aceitei o trabalho porque sempre acreditei na justiça dessa reivindicação.

Os títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa nunca deixaram de ser oficiais pela CBD. Faltava apenas que fossem reconhecidos pela CBF. Se o trabalho não fosse baseado em fatos e em argumentos sólidos, não teríamos sucesso nessa empreitada, qualquer que fosse o time da minha preferência.

Terra – Dizem que você foi remunerado pelos clubes beneficiados. Isso ocorreu?

Odir Cunha – No início, o Santos me pagou cinco meses pelo trabalho, até agosto de 2009. De lá para cá nem eu, nem o José Carlos Peres, recebemos um centavo de clube algum para prosseguir no trabalho. Ao contrário.

O Peres pagou passagens de avião do seu bolso e eu prossegui os contatos também por minha conta. Algumas pessoas têm a mania de julgar os outros por elas. Fomos até o fim porque a causa era justíssima e sempre acreditamos nela. Sei que é difícil entender isso nos tempos “dinheiristas” que vivemos, mas é a pura verdade. Sabíamos que a satisfação pelo reconhecimento dos títulos não teria preço, como não teve mesmo.

Terra – Parte do dossiê mostrado à CBF aponta a cobertura da mídia como essencial para a inclusão desses torneios – “não só as redes de tevê e rádio, mas as revistas mais lidas e os jornais de maior credibilidade e tiragem concordavam que o campeão da Taça Brasil, ou do Robertão/Taça de Prata, era também o campeão brasileiro”.

Contudo, o Jornal do Brasil, em 6 de setembro de 1968, diz que “O Roberto Gomes Pedrosa continua sendo uma espécie de meio caminho para um futuro campeonato nacional de clubes, solução única para o futebol profissional no Brasil”, e O Globo afirma, em 20 de dezembro de 1971, que “o primeiro Campeonato Brasileiro de Clubes joga também a primeira pá de cal nos campeonatos de secundária importância e que são disputados deficitariamente”, entre outros exemplos.

Não acha que os próprios jornais da época estavam confusos quanto à validade dessas competições?

Odir Cunha – Só posso dizer que, se agiu assim como você diz, o Jornal do Brasil de 1969 e O Globo de 1971 tentaram desmentir o próprio Jornal do Brasil e O Globo de quando a Taça Brasil foi realizada. Por que 10, 12 anos depois estes próprios jornais mudariam de opinião? É uma resposta que não posso dar.

Até 1966, com a conquista do Cruzeiro, tanto o Jornal do Brasil, através de Armando Nogueira, como o Globo, davam ao time de Minas o título de campeão brasileiro. E a cobertura da mídia que faz parte do dossiê engloba dezenas de veículos e prova que o conceito de que o vencedor da Taça Brasil era o campeão brasileiro não se restringia a apenas uma ou outra publicação, mas era generalizado entre as publicações mais importantes do país.

Terra – Em sua opinião, o anúncio da unificação fez, de fato, as pessoas conhecerem uma “verdade esquecida” do futebol, ou só fez com que torcedores se vangloriassem de um número maior de títulos do que os rivais?

Não acredita que a unificação representa apenas o acréscimo de troféus a determinados clubes que, agora, possuem uma quantidade maior de taças do que possuíam até a véspera, e não trouxe nenhuma consequência à cultura do torcedor? Afinal, a grande maioria desses torcedores se orgulha de seu time ter duas ou oito conquistas, mas não sabem detalhar ou relatar a história desses títulos.

Odir Cunha – Não posso responder pelo torcedor e não posso entrar na pilha do torcedor. Assim como os torcedores dos times vencedores entre 1959 e 1970 ficaram felizes com o reconhecimento, a unificação também provocou a revolta de alguns que torcem por clubes que não foram campeões naquele período. É normal, mas ao mesmo tempo é lamentável que se conheça tão pouco da nossa história futebolística.

Essa revolta de alguns prova que sem o reconhecimento esse período da história seria definitivamente esquecido. A falta de conhecimento, aliada às críticas de jornalistas esportivos que pouco conhecem da história do futebol brasileiro, criou em alguns torcedores a sensação de que esse foi um ato político para prejudicar seu time.

Com o tempo, entretanto, ele perceberá que não foi nada disso e ao conhecer melhor a época em questão, valorizará ainda mais o futebol brasileiro, que já teve uma decisão de Taça Brasil entre o Santos de Pelé e o Botafogo de Garrincha, com oito titulares e três reservas da Seleção Brasileira em campo. Era a época de ouro do futebol brasileiro e estava indo para a lixeira de nossa memória esportiva não fosse a unificação.

Terra – Se a unificação não fosse conquistada, isso seria algum demérito aos clubes campeões de 59 a 70?

Odir Cunha – Obviamente seria um demérito. Como explicar que competições oficiais pela CBD, entidade que as criou, pudessem ser desoficializadas pela CBF, entidade gerada pela CBD? E se mesmo com o reconhecimento, há tanta gente querendo apagar a importância da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, imagine se não fossem reconhecidos pela CBF.

O reconhecimento pautará matérias jornalísticas e livros sobre o assunto e impedirá que esse período seja esquecido. Isso é o mais importante. O torcedor pode discutir rankings e taças, mas o jornalista interessado na história do nosso futebol, o pesquisador, deveria ficar feliz com o reconhecimento justamente pela valorização da história.

Veja como ficou o ranking de campeões brasileiros com a unificação:

8 conquistas:

Santos (5 Taças Brasil, 1 Robertão, 2 Campeonatos Brasileiros)
Palmeiras (2 Taças Brasil, 2 Robertões, 4 Campeonatos Brasileiros)

6 conquistas:

São Paulo (6 Campeonatos Brasileiros)

5 conquistas:

Flamengo (5 Campeonatos Brasileiros – a CBF reconhece o Sport como campeão em 1987)

4 conquistas:

Corinthians (4 Campeonatos Brasileiros)
Vasco (4 Campeonatos Brasileiros)

3 conquistas:

Fluminense (1 Robertão e 2 Campeonatos Brasileiros)
Internacional (3 Campeonatos Brasileiros)

2 conquistas:

Grêmio (2 Campeonatos Brasileiros)
Botafogo (1 Taça Brasil e 1 Campeonato Brasileiro)
Bahia (1 Taça Brasil e 1 Campeonato Brasileiro)
Cruzeiro (1 Taça Brasil e 1 Campeonato Brasileiro)

1 conquista:

Guarani (1 Campeonato Brasileiro)
Atlético-PR (1 Campeonato Brasileiro)
Coritiba (1 Campeonato Brasileiro)
Atlético-MG (1 Campeonato Brasileiro)
Sport (1 Campeonato Brasileiro)

ICFUT – Fifa põe Espanha campeã e fiasco do Inter entre “12 momentos” de 2010

Fonte: http://www.terra.com.br

Derrota do Inter para o Mazembe no Mundial foi um “choque para o mundo”, disse a Fifa

Em seu site oficial, a Fifa publicou nesta quinta-feira uma retrospectiva de 2010 destacando os 12 principais momentos do futebol no ano. Para a entidade, a “histórica” Copa do Mundo na África do Sul foi o ponto alto da temporada por seu ineditismo, mas entre os outros “momentos mágicos” estão os aniversários de Pelé (70 anos) e Maradona (50) e a surpreendente derrota do Internacional diante do congolês Mazembe no Mundial de Clubes.

Confira os 12 momentos de 2010 destacados pela Fifa

1 – Egito conquista a África novamente, 31 de janeiro
Com uma vitória por 1 a 0 sobre Gana, a seleção egípcia venceu pela terceira vez consecutiva a Copa Africana de Nações, igualando-se a Irã, México e Argentina como as únicas equipes a vencerem três títulos continentais em sequência.

2 – Federação de Comores abre nova sede, 4 de março
O arquipélago africano de Comores, que se filiou à Fifa em 2005 e conta com uma população de 650 mil habitantes, inaugurou uma nova sede para sua Federação de futebol.

3 – Inter de Milão dá fim ao reinado do Barcelona, 28 de abril
Comandada pelo “estrategista” José Mourinho, a equipe italiana freou o avanço do aparentemente imbatível Barcelona na semifinal da Liga dos Campeões, com uma incrível exibição defensiva no jogo de volta no Camp Nou. Na final, a Inter bateu o Bayern de Munique para conquistar o título europeu pela terceira vez.

4 – Os finalistas de 2006 vão para casa mais cedo, 24 de junho
Uma derrota por 3 a 2 para a Eslováquia na terceira rodada da Copa do Mundo deixou a então campeã mundial Itália com a lanterna do Grupo F e a eliminação na primeira fase. Dois dias antes, a França, vice-campeã de 2006, havia sofrido o mesmo destino. As duas seleções deixaram a África do Sul sem ao menos uma vitória.

5 – A Espanha vence sua primeira Copa do Mundo, 11 de julho
Depois de chegar à África do Sul como favorita, a Espanha perdeu seu jogo de estreia para a Suíça, levantando as velhas questões sobre a capacidade da seleção de vencer o maior torneio do mundo. Porém, o time manteve a calma, venceu seus seis jogos seguintes e “definiu o padrão de futebol” para as outras equipes do planeta.

6 – Mandela comparece à cerimônia de encerramento, 11 de julho
A presença do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela à cerimônia de encerramento “selou o que foi uma emotiva e inesquecível Copa do Mundo”. Mandela deu uma volta de carro pelo gramado e foi ovacionado no Estádio Soccer City, em Johannesburgo.

7 – As semifinais da Copa do Mundo feminina Sub-20, 29 de julho
Alemanha, Colômbia, Nigéria e Coreia do Sul “fizeram história” quando se classificaram para as semifinais do Mundial Sub-20 feminino: pela primeira vez, seleções de quatro continentes diferentes chegaram à fase decisiva.

8 – O Quênia abre um centro “Football for Hope”, 4 de setembro
O “Football for Hope” (futebol pela esperança) foi a campanha oficial da Fifa para a Copa do Mundo de 2010. Após o primeiro centro ter sido aberto na África do Sul, o Quênia foi o segundo país africano a ter sua sede para o projeto de assistência social por meio do futebol.

9 – Um novo sistema de transferências entra em vigor, 1º de outubro
Depois de dois anos de testes, a Fifa colocou em ação um sistema eletrônico chamado “Tranfer Matching System” (algo como “sistema de combinação de transferências”). O programa tem a intenção de centralizar e simplificar os processos de transferências de jogadores, deixando-as “mais rápidas e transparentes”.

10 – Os aniversários de duas lendas, 23 e 30 de outubro
Considerados os dois maiores jogadores da história do futebol, Pelé e Diego Maradona celebraram aniversários especiais em 2010. O brasileiro chegou aos 70 anos, enquanto o argentino – que na Copa do Mundo foi treinador de sua seleção – fez 50.

11 – As sedes das Copas de 2018 e 2022 são nomeadas, 2 de dezembro
“Os olhos do mundo” se fixaram em Zurique, na Suíça, para o anúncio das duas sedes dos Mundiais de 2018 e 2022. De forma surpreendente e inédita, Rússia e Catar, respectivamente, ganharam o direito de organizar a principal competição do futebol mundial.

12 – O TP Mazembe choca o mundo, 14 de dezembro
A vitória do Mazembe, do Congo, sobre o mexicano Pachuca nas quartas de final do Mundial de Clubes já foi uma surpresa, mas ninguém esperava o que aconteceria na semifinal contra o campeão da Copa Libertadores, o Internacional. Os africanos marcaram muito bem, aproveitaram suas chances e venceram por 2 a 0, tornando-se o primeiro time do continente a alcançar a final – onde seriam derrotados por 3 a 0 pela Inter de Milão.

ICFUT – Ney Franco dispensa três jogadores da Seleção Sub-20

Fonte: http://www.terra.com.br

Lucas Gaúcho (centro) foi dispensado por Ney Franco

O técnico da Seleção Brasileira Sub-20, Ney Franco, anunciou nesta quarta-feira a dispensa de três jogadores da equipe que está treinando na Granja Comary, em Teresópolis. O zagueiro Alan, do Vitória, o meio-campo João Pedro, do Palermo, e o atacante Lucas Gaúcho, do São Paulo, não fazem mais parte do grupo que se prepara para o Sul-Americano da categoria, que dá vaga às Olimpíadas de Londres.

O treinador conversou com os três depois do almoço, explicando os motivos da desconvocação. Titular nos três jogos-treino que a Seleção fez nessa fase de preparação, o zagueiro Bruno Uvini lamentou o corte do companheiro de clube que, ainda chateado, não quis dar entrevista.

“É triste um amigo nosso acabar ficando de fora, um parceiro que está sempre conosco. Mas os três jogadores são homens, sabem que esse tipo de coisa acontece a toda hora no futebol. Já foram cortados em outras categorias ou mesmo em seus clubes. Isso acontece e o Ney Franco passou tudo de uma forma muito honesta e sincera. Faz parte da vida de atleta e eles entenderam bem”, disse o defensor.

“Queria agradecer à comissão técnica do Ney Franco pela oportunidade, e dizer que foi um prazer estar aqui na seleção mais uma vez. Boa sorte para os amigos que fiz e que já tinha aqui. Que Deus esteja com vocês sempre”, escreveu João Pedro em seu Twitter.

Após o almoço, todos foram liberados e seguiram para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, de onde viajam para os festejos de fim de ano. Os 22 jogadores que ficaram no grupo, além do meia Philippe Coutinho, da Inter de Milão (ITA), se reapresentam na segunda-feira, dia 3, às 16 horas no Tom Jobim e voltam para Teresópolis.

A data-limite para o envio da relação final dos 20 atletas para a Conmebol é 6 de janeiro. Neste dia, Ney anuncia quem serão os outros três desconvocados. O Sul-Americano do Peru será disputado de 16 de janeiro a 12 de fevereiro.