ICFUT – Giro pelo Futebol 29/11/2010

Fonte: Futebolinterior.com.br

Por Cleber Aguiar – Jogador é encontrado desmembrado após possivel traição.

Fonte: Futebolinterior.com.br

TRAGÉDIA: Jogador é assassinado e desmembrado, após suposta traição

As autoridades da Guatemala evitam dar mais detalhes sobre a investigação
Vásquez ao centro. Foto: ElQuetzalteco.com.gt

O futebol voltou a ser palco de uma tragédia, neste domingo. O corpo do jogador Carlos Mercedes Vásquez, do Deportivo Malacateco, da primeira divisão da Guatemala, foi encontrado na cidade de Malacatán, na fronteira com o México. As primeiras informações são de que o jogador foi sequestrado e assassinado.

A morte do atleta chocou o país, sobretudo pela maneira como aconteceu. O corpo foi desmembrado, dividido em cinco sacos plásticos e deixado sobre uma ponte. Juntamente com os restos mortais estava uma mensagem com os dizeres: “por meterse con la mujer de outro” (por se meter com a mulher dos outros). Vásquez, que tinha apenas 27 anos, foi raptado quando saída de um hotel, onde sua equipe estava concentrada, na última sexta-feira. Ele estava com alguns companheiros, que voltaram ilesos. Apesar do sequestro, os criminosos não chegaram a comunicar a família, o que reforça a suspeita de execução premeditada.

As autoridades da Guatemala evitam dar mais detalhes sobre a investigação. No entanto, o próprio presidente da Federação Nacional de Futebol da Guatemala, Brayan Jiménezez, revelou a descoberta do cadáver de Vásquez e classificou o fato como “lamentável”.

Apesar disso, a rodada do Campeonato Guatemalteco não foi cancelada. Depois de um minuto de silêncio em respeito à morte do jogador, o Malacateco bateu o Suchitepéquez, por 1 a 0.

ICFUT – Jogos e Classificação Brasileirão Série A 2010

Fonte: Diário do Comércio – SP

Esperança até o final

Na última rodada do Brasileiro, a ser disputada no próximo domingo, a esperança de ser campeão se manterá viva para Fluminense, Corinthians e Cruzeiro. Os três venceram seus jogos, e, assim, adiaram a decisão do título para a rodada final.

A vantagem é toda do Fluminense, que após a vitória de domingo por 2 a 1, de virada, sobre o Palmeiras, na Arena Barueri (leia na página ),  O Corinthians cumpriu seu papel no Pacaembu. Apesar de ter oferecido à Fiel uma atuação fraca neste domingo, não encontrou resistência num Vasco desmotivado. Assim, venceu por 2 a 0 e manteve a esperança de conquistar, na última rodada, seu quinto título brasileiro, apesar de permanecer um ponto atrás do líder Fluminense, que venceu o Palmeiras por 2 a 1, de virada, em Barueri.

O Pacaembu voltou a se vestir de preto e branco, mas desta vez os olhos e as esperanças corintianas não estavam em Ronaldo, que ficou de fora por lesão – o Fenômeno assistiu ao jogo das tribunas do estádio. E havia a remota esperança de que o arquirrival Palmeiras pudesse parar o Fluminense, o adversário na luta pela taça.

Nos bastidores, comentava-se que o jogo já estava decidido antes do apito inicial: suspeitava-se que o Vasco jamais seria ousado a ponto de vencer e ajudar um dos maiores rivais, o Fluminense. “Isso não existe”, garantiu o técnico vascaíno Paulo César Gusmão, embora o seu time não tenha arriscado um chute a gol sequer na primeira etapa. “Aqui temos jogadores jovens com muito futuro. Essas insinuações podem prejudicá-los.”

A primeira explosão da torcida no Pacaembu, no entanto, não ocorreu por causa de um gol corintiano ou de uma “entregada” vascaína. A torcida vibrou ao ouvir os alto-falantes do estádio anunciarem que o Palmeiras saía na frente diante do Fluminense. É o Campeonato Brasileiro fazendo torcedor comemorar gol de arquirrival eterno.

Mas logo o entusiasmo arrefeceria, já que o Fluminense empataria o jogo de Barueri, enquanto o Corinthians tinha dificuldades para abrir o placar. O time corintiano sentia muito a ausência de Ronaldo. Trabalhava as jogadas, fazia cruzamentos para a área, mas ninguém punha a bola na rede.

Na falta de um centroavante, o Corinthians contou com um zagueiro e um goleiro. Aos 40 minutos, quando o placar em branco parecia se encaminhar para o intervalo, Bruno César deu um chute despretensioso de longe, a bola desviou no elogiado zagueiro Dedé – que falhou – e passou por baixo do goleiro Fernando Prass – que tomou um baita frango. Qualquer suspeita de entrega é justa, embora jamais possa ser confirmada.

“O Corinthians teve sorte e o Vasco, azar”, limitou-se a dizer o goleiro Fernando Prass. “Foi um chute preciso”, brincou Bruno César, aos risos, para depois falar sério: “O desvio foi crucial “

O lance de azar, má vontade ou seja lá o que for da defesa vascaína decidiu a partida. Porque nada do que ocorreu depois do intervalo no Pacaembu fez muita diferença. O Corinthians aumentou a vantagem: Danilo fez o segundo gol, aos 12 minutos, após cruzamento de Roberto Carlos. Mas a festa comedida no estádio, já que o Fluminense conseguiu a virada sobre o Palmeiras.

Assim, o Corinthians segue um ponto atrás do líder. Diante desse cenário, precisa ganhar do Goiás na última rodada e ainda torcer por um tropeço do Fluminense diante do rebaixado Guarani. Ficou difícil, mas a torcida corintiana ainda sonha. Enquanto isso, o Vasco vai fazendo uma despedida melancólica do Brasileirão – ficou parado nos 46 pontos.

CHANCES

Campeonato Brasileiro de 2010 chega à última rodada com três times com chances de ser campeão: Fluminense, Corinthians e Cruzeiro.
Na última rodada do ano passado, os candidatos eram quatro: Flamengo, Internacional, Palmeiras
e São Paulo.

Como Fluminense, Corinthians e Cruzeiro estão todos empatados em número de vitórias (19), o campeão brasileiro de 2010 terá vencido necessariamente ao menos a metade de suas 38 partidas.

Grêmio e Botafogo decidirão em um confronto direto, em Porto Alegre, qual dos dois fica com o quarto lugar e a última vaga na Libertadores, desde que o Goiás não seja o campeão da Copa Sul-Americana.

O empate por 1 a 1 com o Atlético-PR, em Fortaleza,  tirou as chances da equipe curitibana disputar a última vaga na Libertadores. Ao mesmo tempo, classificou o time cearense para a disputa da Copa Sul-Americana do ano que vem.

Os resultados da penúltima rodada livraram três equipes do rebaixamento: Atlético-MG (3 a 1 no Goiás), Avaí (3 a 2 de virada, em casa, sobre o Santos) e Flamengo, de Léo Moura, apesar da derrota por  2 a 1 para o Cruzeiro.

A derrota por 3 a 0 para o Grêmio, em Campinas, rebaixou matematicamente o Guarani, que, assim,  junta-se a Goiás e Grêmio Prudente. O quarto rebaixado sairá do jogo entre Vitória e Atlético-GO, em que os goianos têm a vantagem do empate.


ICFUT – Fim de sonho para Lusa, América-MG fica com a última vaga !

Fonte: Diário do Comércio – SP

Não deu para a Lusa


Portuguesa de Dodô faz 2 a 1 no Sport, jogando no Recife, mas América-MG do volante Dudu fica com a última vaga do acesso para a Série A em 2011, graças ao empate por 0 a 0 com a Ponte Preta, em Campinas.

A Portuguesa ganhou mas não levou. No sábado, pela última rodada da Série B, precisava derrotar o Sport, no Recife, e torcer pela vitória da Ponte Preta sobre o América-MG, em Campinas, para voltar à Série A em 2011.

Na Ilha do Retiro, a  Lusa fez sua parte, vencendo os desinteressados pernambucanos por 2 a 1, com gols de Dodô e Marco Antônio, para a Portuguesa, ainda no primeiro tempo, e Fabrício, descontando para o Sport, já na segunda etapa. No entanto, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, apesar de toda a pressão do time da casa, o América-MG conseguiu segurar o 0 a 0. Esse resultado  garantiu à equipe mineira o quarto lugar, com um ponto de vantagem sobre a própria Portuguesa (63 a 62), e a última vaga para a disputa da Série A no ano que vem.

O técnico da Portuguesa, Sérgio Guedes, cujo contrato acabou justamente no sábado, ainda não tem seu futuro definido no Canindé. “Mas isso não significa que estou deixando o cargo. O clube passará por um processo eleitoral em dezembro (dia 14) e é preciso esperar”, explicou.

Contratado no dia 13 de outubro, Guedes somou sete vitórias, um empate e duas derrotas. Seu aproveitamento, de 73 por cento,  supera os do Fluminense (60 por cento) e do Coritiba (61 por cento), os melhores times das séries A e B, respectivamente, até antes da última rodada. “Não gosto de fazer nenhum tipo de análise. Independente desses números, a Portuguesa não conseguiu o acesso, e isso é o que interessa”, declarou o treinador.

A derrota do campeão Coritiba, em casa, por 3 a 2, acabou livrando o Guaratinguetá do rebaixamento.

O vice-campeonato da Série B foi garantido pelo Figueirense, com a vitória por 4 a 2 sobre o Paraná, no Estádio Orlando Scarepelli, em Florianópolis. Terceiro colocado, o Bahia festejou sua volta à primeira divisão nacional disputando o jogo contra o Bragantino no Morumbi, para prestigiar a enorme torcida do time na capital paulista, mas acabou derrotado por 2 a 0. Esperava-se um público de 30 mil pessoas, mas só 4.939 compareceram.

Na outra ponta da tabela, o confronto entre América-RN e Brasiliense, em Natal, acabou definindo os outros dois rebaixados para a Série C. Eles se juntaram a Ipatinga e Santo André, que já haviam caído com algumas rodadas de antecedência. O América saiu na frente, sofreu a virada do Brasiliense por 2 a 1, mas ambos acabaram rebaixados. Em Goiânia, o Vila Nova salvou-se da degola fazendo 2 a 1 no São Caetano.

Embora já rebaixado, o Santo André despediu-se da Série B com vitória por 1 a 0 sobre o Náutico, no ABC paulista, na sexta-feira. No sábado, outro rebaixado, o Ipatinga, empatou com o Icasa por 2 a 2, resultado que deixou o último lugar para o América-RN. Em outro jogo que serviu apenas para cumprimento de tabela, na sexta-feira, Duque de Caxias e ASA empataram por 1 a 1.

1º Divisão 2011 – Coritiba,Figueirense,Bahia e América-MG

Caíram para Série C -2011 Brasiliense,Santo André,Ipatinga e América-RN

Artilharia !

21 GOLS
Ipatinga-MG – Alessandro

19 GOLS
América-MG
– Fábio Júnior

17 GOLS

São Caetano – Eduardo

16 GOLS

Sport-PE – Ciro

15 GOLS
Bahia – Adriano
Vila Nova-GO –
Roni

Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1 Coritiba-PR 71 38 21 8 9 69 49 20 62.3
2 Figueirense-SC 67 38 19 10 9 68 37 31 58.8
3 Bahia-BA 65 38 19 8 11 63 44 19 57.0
4 América-MG 63 38 19 6 13 56 42 14 55.3
5 Portuguesa-SP 62 38 19 5 14 68 53 15 54.4
6 Sport-PE 56 38 15 11 12 55 41 14 49.1
7 Paraná-PR 53 38 15 8 15 47 44 3 46.5
8 Bragantino-SP 53 38 13 14 11 52 37 15 46.5
9 ASA-AL 52 38 16 4 18 53 56 -3 45.6
10 São Caetano-SP 52 38 14 10 14 50 52 -2 45.6
11 Duque de Caxias-RJ 50 38 15 5 18 46 56 -10 43.9
12 Icasa-CE 49 38 13 10 15 51 52 -1 43.0
13 Náutico-PE 48 38 14 6 18 41 60 -19 42.1
14 Ponte Preta-SP 48 38 12 12 14 49 48 1 42.1
15 Guaratinguetá-SP 47 38 11 14 13 48 58 -10 41.2
16 Vila Nova-GO 46 38 13 7 18 50 68 -18 40.4
17 Brasiliense-DF 46 38 12 10 16 41 59 -18 40.4
18 Santo André-SP 43 38 11 10 17 53 61 -8 37.7
19 Ipatinga-MG 41 38 11 8 19 47 62 -15 36.0
20 América-RN 41 38 11 8 19 40 68 -28 36.0
38ª RODADA
26/11 – 21h00 Santo André-SP 1 x 0 Náutico-PE
26/11 – 21h00 Duque de Caxias-RJ 1 x 1 ASA-AL
27/11 – 17h00 Figueirense-SC 4 x 2 Paraná-PR
27/11 – 17h00 Ipatinga-MG 2 x 2 Icasa-CE
27/11 – 17h00 Ponte Preta-SP 0 x 0 América-MG
27/11 – 17h00 Bragantino-SP 2 x 0 Bahia-BA
27/11 – 17h00 América-RN 1 x 2 Brasiliense-DF
27/11 – 17h00 Sport-PE 1 x 2 Portuguesa-SP
27/11 – 17h00 Vila Nova-GO 2 x 1 São Caetano-SP
27/11 – 17h00 Coritiba-PR 2 x 3 Guaratinguetá-SP

 

Por Cleber Aguiar – Bahia volta ao seu devido lugar !

Fonte: O Estado de São Paulo

Uma festa à baiana

Fábio Hecico – O Estado de S.Paulo

Aos 56 anos, Beijoca, um dos maiores atacantes da história do Bahia, acostumado a confusões e polêmicas quando jogava, caminha lentamente até o campo principal do Fazendão em que os profissionais treinam. No caminho, é reverenciado por todos os torcedores. Mais calmo, ele vai fazer o que todos os tricolores baianos gostariam: agradecer ao time a volta à Série A. Rodeado pelos responsáveis por resgatar o orgulho do Bahia, Beijoca discursa e chora como uma criança. Também faz chorar. Após oito anos de penúria e sofrimento, até com briga entre jogadores e a própria torcida, o campeão Nacional de 1959 e 88 está de volta à elite do futebol.

“O Bahia só não acabou por causa da força de sua torcida e de Deus. Eu vinha sofrendo desde aquele 7 a 0 para o Cruzeiro em 2003 (na Fonte Nova), quando caímos. Eu vi o time descer, passar dificuldades e vexames. Depois, fui auxiliar na Série C em 2007, quando subimos para a Série B e tinha de agradecer a eles o resgate de nosso orgulho”, conta Beijoca, emocionado.

O atacante formou, ao lado de Gesum e Douglas, um dos maiores trios ofensivos dos anos 1970 e 80. Nos oito anos em que defendeu o Bahia, ergueu expressivas sete taças, fez muitos gols e participou de algumas confusões. Hoje, evangélico, garante viver apenas na paz. “Era muita gozação, sofrimento, humilhação. Todos chamavam a gente de time de terceira, dizendo que equipe assim não precisava nem de vestiários. Nos maltrataram e chegaram a nos colocar para nos vestir após os jogos na rua”, comenta. “Eu chorava muito pelos cantos, não aceitava ver o meu Bahia naquele estado. Hoje choro de orgulho.”

Time de torcida apaixonada e vibrante, o Bahia passou, nos últimos sete anos, momentos de agonia, carência de conquistas, foi alvo de chacota dos adversários e presa fácil para os oponentes. Com menos receitas por estar em divisões menores, sofreu para montar bons elencos e tinha de encarar até 10 horas de viagens de ônibus por estradas esburacadas e mal sinalizadas para buscar o renascimento. “Parecia que tinha algo de errado dentro do Bahia, tudo o que fazíamos não dava certo”, lembra Saturnino Nepomuceno Lima, o massagista Satu (na foto ao lado), de 55 anos, 38 dedicados ao clube.

Profissional respeitado por todos, descoberto por Evaristo de Macedo, Satu hoje mostra sua marca registrada, o largo sorriso no rosto, com satisfação. Afinal de contas, ele viu seu clube de coração no fundo do poço, sem perspectivas de melhora e agora curte o acesso.

“Antes de chegar aqui foi uma dificuldade tremenda, não entrava dinheiro e isso dificultava a vida de todos os funcionários. E até dos próprios jogadores”, conta. “Éramos humilhados, tínhamos de ficar em pensões, divididos em três grupos, distantes um do outro. Mesmo com todo esse sacrifício, continuei trabalhando, só que passei muita dificuldade, tive de vender meu carrinho e algumas camisas de coleção para sobreviver e não passar fome”, lembra, triste por ter sido obrigado a se desfazer de mantos históricos usados por ícones do Bahia, como Beijoca, Picolé, Baiaco, Charles, Bobô e Roberto Rebouças.

“Sempre fui muito querido por eles, que gostavam de mim e até choravam quando me viam chegar”, enfatiza. “Além de ajudá-los, eu dava palavra de incentivo e conselho a todos, principalmente aos mais jovens.” Charles e Bobô, ainda juniores, Jorge Wagner, hoje no São Paulo, e Daniel Alves, na seleção brasileira e no Barcelona, foram alguns que sempre ouviam Satu, zelador e espécie de faz- tudo no começo da carreira, que Evaristo de Macedo queria ter no profissional. “O Bahia me pagou um curso de massoterapia e hoje estou aqui, falando com orgulho de uma volta à Primeira.”

Jogos no interior da Paraíba, no Amazonas e no Acre não saem da cabeça de quem viveu a fase crítica do Bahia. Principalmente nesses locais, o baiano “comeu o pão que o diabo amassou”, segundo quem viveu a história. “Sem contar os campos sem qualidade nenhuma, a condução precária. Somos um time de história e merecíamos mais respeito. Mas todos perguntavam, para nos provocar: “Isso é um time?””, recorda o volante Marcone, de apenas 23 anos, mas desde a queda para a Série B no elenco. “Roemos o osso, agora é dar a vida para acabar com o jejum de conquistas, ganhar o Baiano (desde 2001 o Bahia não ergue a taça, vendo o rival Vitória dar oito voltas olímpicas e o Colo Colo, uma) e depois voltar bem à Série A, a casa do Bahia.”

Revelado na categoria de base do Bahia, Marcone fala em fazer a carreira toda no clube. Rodeado por torcedores da ONG Mais Social, que cuida de 2,3 mil idosos, ele se emociona ao vê-los ali, com a camisa do clube, fazendo festa por um acesso. “É gratificante, temos de retribuir todos esse carinho. Nossa torcida merece só coisas boas.”

Assim como Marcone, outro prata da casa, o lateral Ávine, tem boas histórias para contar em seus 11 anos de clube. “Em 2006, revoltados com nossa fase, alguns torcedores invadiram o treino e não tivemos outra escolha senão sair na mão (brigar) com eles. Mas aqui todo mundo é homem e sabia que com raça e dedicação, luta e perseverança, superaríamos tudo”, ressalta. “Na época, muitos abandonaram o barco, pediram para sair e sobrou para a gente, da base. Esse acesso nos coroa e é a melhor coisa que ocorreu nos últimos tempos. O Bahia voltou ao Brasileiro para não mais sair de lá.”

Outdoors, placas, bandeiras. Nem precisava mandar o recado, já que em todos os cantos da cidade outdoors confirmam suas palavras. “Avisa lá que eu tô voltando. Obrigado, Michael”, mostra um deles, com a foto do atacante Adriano, o Michael Jackson da torcida e um dos heróis do acesso. Todos os jogadores, porém, são homenageados. Em cada esquina ou ponto de comércio da cidade pode ser vista a bandeira do Tricolor sendo mostrada com orgulho.

A despedida do calvário baiano ocorreu ontem, diante do Bragantino, em grande festa no Estádio do Morumbi, em homenagem aos milhares de torcedores que vivem em São Paulo. Foi o prolongamento do carnaval que se iniciou no dia 13, com os 3 a 0 na Portuguesa. Os amantes do futebol que se preparem, pois o grito de “Bahêa, Bahêa” agora será ainda mais forte por todo o País.

Promessa: investir pelo menos R$ 10 milhões para time se manter na elite

Presidente conta com a boa vontade dos principais atletas em permanecer no Bahia e vai atrás de reforços de olho em bom papel na Série A

“Chegar para não sair mais.” Esse é o pensamento do Bahia em seu retorno à Série A após sete anos de sofrimento perambulando pelas Séries B e C. Ciente de que a missão não é fácil, pois nos últimos anos muitos clubes subiram para descer na temporada seguinte, a direção baiana promete investir pesado para fazer valer o apelido de “esquadrão de aço” e formar um grupo forte a fim de evitar mais vexames e decepções a seus apaixonados torcedores. O planejamento passa por investimento de, no mínimo, R$ 10 milhões – foram R$ 4 milhões em 2010 na campanha do acesso – para buscar atletas de alto nível, ações de marketing e a manutenção do atual elenco.

“Vamos entrar em 2011 com o pensamento de vencer o Campeonato Baiano, melhorar nossa campanha na Copa do Brasil e ficar na Série A, já que no primeiro ano é complicado”, afirma o presidente Marcelo Guimarães Filho, o Marcelinho, há dois anos no comando do Bahia. “Depois, vamos projetar para em 2012 estarmos ainda mais forte na Primeira Divisão.”

A primeira missão do mandatário tricolor, contudo, será garantir a permanência do diretor de futebol Paulo Angioni e do técnico Márcio Araújo. Ambos querem conversar com seus familiares em São Paulo antes de estender seus contratos. Nomes como o de Silas e PC Gusmão já surgem para uma eventual substituição no comando. Depois, Marcelinho terá de mostrar jogo de cintura para evitar um desmanche do atual grupo. Nada menos do que nove importantes peças têm seus contratos vencendo no fim do ano: o artilheiro Adriano, Fábio Bahia, Arilton, Morais, Bruno Octávio, Jancarlos, Everton e Luisão. Ainda tentará convencer Ávine e Jael, que após boa Série B têm propostas de outros clubes, a seguir no Bahia.

“Estou amarradão aqui e espero seguir, mas vai depender do Corinthians”, diz o meia Morais, que ainda pertence ao Alvinegro paulista. “Se em janeiro eles exigirem minha volta, me apresento lá. Porém, minha vontade é a de seguir jogando, o que está acontecendo, e bem, aqui.” O diretor de Futebol corintiano, Mário Gobbi, gosta muito do trabalho do jogador, o que pode prejudicar os planos do Bahia. O bom, entretanto, é que todos querem seguir no esquadrão de aço. Além de Morais, Ávine, Jael, Adriano, Luisão e Fábio Bahia vêm fazendo coro de que seguirão em Salvador. Depois de roerem o osso até na Terceirona, querem degustar o filé da elite.

Contudo, teriam de brigar por posição, já que o time trará novos atletas. A direção baiana está com um lista de dez nomes em mãos e Marcelinho promete não medir esforços. “Os nomes dos reforços já estão na boca da torcida. Vamos fazer de tudo para negociar.” Fechar um grupo bom e rápido significa não sofrer como nas últimas temporadas, na qual se gastou demais para contratar – e muita coisa deu errado. Em 2006, por exemplo, o Bahia teve 66 jogadores, caiu para 54 no ano seguinte, 46 em 2008 e 44 em 2009. Na atual temporada, contou com “apenas” 40, mas foram sete laterais-direito até um acerto: Dênis, Apodi, Rafael, Arilton, Carlos Alberto, Bebeto e, por fim, Jancarlos. Sobram lições aos dirigentes para se fazer o correto na volta à elite.

ICFUT – Palmeiras já colocou o Timão em uma final !

Fonte: O Estado de São Paulo

Em 1988, os corintianos gritaram ”Palmeiras” no Pacaembu

Gol de Gerson Caçapa aos 44 do 2º tempo deu vitória à equipe de Palestra Itália diante do São Paulo e colocou o time de Parque São Jorge na final do Paulista

Em quase um século de rivalidade entre Corinthians e Palmeiras, apenas uma vez os alvinegros torceram para o maior rival. E receberam uma ajuda. Foi em 17 de julho de 1988, um domingo frio, pelo quadrangular final do Campeonato Paulista. O time do Parque São Jorge precisava vencer o Santos, no Pacaembu, e torcer para o Palmeiras derrotar o São Paulo, no Morumbi. Os jogos eram no mesmo horário.

O Corinthians fez bem sua parte. O meia Éverton abriu o placar, aos 20 minutos do primeiro tempo, após cobrança de escanteio do ponta-esquerda Paulinho Carioca e desvio do lateral-direito Edson. Aos 36, de novo depois de uma cobrança de escanteio de Paulinho Carioca, o zagueiro Celso fez contra. A primeira etapa terminou com o goleiro Ronaldo defendendo uma cobrança de pênalti do meia Mendonça.

O segundo tempo todo foi de tensão para os 25.942 corintianos que assistiam ao jogo com o radinho de pilha colado na orelha, ouvindo São Paulo x Palmeiras, que seguia no 0 a 0.

O Tricolor do Morumbi estava melhor. O ponta-esquerda Sidney tocou para o centroavante Marcelo, que bateu fraco nas mãos de Zetti. O goleiro palmeirense fez mais duas grandes defesas e teve a ajuda da trave em uma cobrança de falta do zagueiro Ivan. O meia Renatinho, livre, perdeu gol incrível.

No desespero, o São Paulo, empurrado pela maioria dos 33.274 espectadores, acabou se desguarnecendo e deixou o volante Gerson Caçapa invadir pelo meio e tocar na esquerda para o lateral Denys. O camisa 4 bateu rasteiro, Caçapa dominou e finalizou por baixo, entre as pernas do goleiro chileno Rojas. Eram 44 minutos do 2.º tempo. Não havia mais chance para os são-paulinos.

No Pacaembu, algo inusitado vinha das arquibancadas. “Palmeiras, Palmeiras, Palmeiras” foram os gritos dos corintianos, que, enlouquecidos, viam seus jogadores festejarem dentro de campo. O Corinthians foi para a final com o Guarani e foi campeão Paulista de 1988.

Vinte e dois anos depois a história se repete. O Corinthians precisa de novo da ajuda de seu maior rival. O técnico Luiz Felipe Scolari não deve escalar os titulares. Ao contrário do que aconteceu em 1988, quando Ênio Andrade colocou em campo o que tinha de melhor: Zetti; Jairo, Márcio, Nenê e Denys; Lino, Gérson Caçapa e Delei; Tato, Célio e Ditinho Souza.

ICFUT -Entrevista com Muricy Ramalho !

Fonte: O Estado de São Paulo

”A pressão pelo título é enorme no Fluminense”

Sílvio Barsetti / RIO – O Estado de S.Paulo

Tricampeão brasileiro pelo São Paulo, Muricy Ramalho pode chegar ao quarto título nacional, hoje, se o Fluminense vencer o Palmeiras e Corinthians e Cruzeiro tropeçarem. Consolidaria assim sua posição de um dos técnicos mais vitoriosos da história recente do nosso futebol. Nesta entrevista ao Estado, Muricy enalteceu craques como Neymar e Conca, criticou a falta de estrutura de grandes clubes do País e falou da saudade deixada por Telê Santana, ícone do Flu e do São Paulo e técnico da seleção nos Mundiais de 1982 e 1986.

Você chegou ao Fluminense com a intenção de promover mudanças na estrutura do futebol do clube. Que balanço faz depois de sete meses de trabalho?

A academia estava bastante ultrapassada. Agora, temos aparelhos novos, que ajudam a medir a força e a recuperação física dos jogadores. Melhoramos em alguns aspectos. Faltam outros. Já encontramos um terreno em Vargem Grande (zona oeste do Rio), que pode vir a abrigar o centro de treinamento do clube. É preciso esperar a eleição para presidente do Fluminense (na terça-feira) para ver como o projeto será encaminhado. Mas é difícil mudar muita coisa nas Laranjeiras.

Por quê?

Falta espaço. Não há onde criar mais nada ali, a área livre é pequena. Um centro de treinamento, por exemplo, não cabe nas Laranjeiras. Ele seria muito importante para atividades em tempo integral. O atleta teria onde almoçar e descansar antes do treino da tarde. O Fluminense ofereceu ao longo do campeonato um hotel próximo às Laranjeiras para isso. Mas, se tivéssemos o centro de treinamento, haveria menos dispersão e mais economia.

O título do Brasileiro compensaria de algum modo a sua recusa em dirigir a seleção logo após o Mundial da África do Sul?

Se o título de Brasileiro vier, não tem essa de compensar, de comparar nada. Quando tomei a decisão lá atrás de ficar no clube, não tinha ideia que o Fluminense chegaria como líder à reta final do campeonato. Nem poderia ter essa expectativa. Ninguém imaginava isso. Ou já se esqueceram que o Fluminense, nos últimos três anos de Brasileiro, brigou para não ser rebaixado?

O Fluminense está próximo do título, depois de quase cair em 2009. O Flamengo, atual campeão, ainda corre o risco da queda. Por que essa inconstância em grandes clubes brasileiros?

São vários fatores, incluindo a falta de uma estrutura melhor. Mas não é só isso. Estrutura por si só não ganha título. O jogador tem de ser cobrado diariamente. Quando ganha um título importante, ele tende a se acomodar, a relaxar, pensa que já fez tudo que devia. Não é assim. É preciso mostrar para os atletas que um clube grande tem sempre novos objetivos. Acabou o Brasileiro, tem de pensar na próxima temporada e em ganhar a Libertadores, o Mundial. Se o clube vence, cresce, consegue bons negócios, patrocínios, investimentos, tudo melhora para todos.

Pelo Brasileiro de 2009 e o atual, pode-se dizer que o futebol do Rio voltou a equilibrar com os paulistas a disputa pela supremacia do País?

O futebol do Rio melhorou bastante, mas precisa ganhar títulos internacionais, como Libertadores, Mundial de clubes. Não houve uma queda do futebol paulista, não vejo assim. No Rio, você dispõe hoje de ótima estrutura de qualificação pessoal, com muita gente competente em vários setores. Em São Paulo o que sobressai é a estrutura mais técnica, com academias modernas, centros de treinamentos.

Dos técnicos com os quais você trabalhou ainda como atleta (Minelli, Parreira, Telê, entre outros), quem mais lhe influenciou?

O aprendizado é com todos. Mas o Telê Santana era fora de série. Sinto muita falta dele, o futebol brasileiro sente falta dele. Era um cara super-romântico, não via maldade em nada, acreditava sempre no melhor, queria que os jogadores crescessem pessoal e profissionalmente. Essa visão romântica não existe mais. O futebol hoje virou um grande negócio, é um vale-tudo, onde o que importa é ganhar a qualquer custo, obter o resultado na base do custe o que custar.

Os destaques do Campeonato Brasileiro são, em sua maioria, estrangeiros – Conca, Montillo, Loco Abreu, D”Alessandro. Há uma dificuldade hoje na produção de craques no Brasil?

Não vejo dessa forma. O Neymar está aí para provar o contrário. É o maior craque da atualidade do nosso futebol e vai ser em poucos anos um dos maiores jogadores do mundo. É preciso levar em consideração que muitos dos nossos atletas vão cedo para o exterior.

Por que tanta convicção com relação ao futuro de Neymar?

Ele é o único do futebol brasileiro capaz de fazer coisas que ninguém imagina. Ele tem a arte do improviso, é diferente, ninguém consegue marcá-lo.

Revelar um grande jogador a cada dois anos não é pouco?

As coisas estão mudando. A formação nas categorias de base ceifou o nosso talento. Como você pode imaginar um garoto no infantil de um clube tendo que jogar à base de esquemas táticos, não podendo fazer isso ou aquilo? Na idade dele, tem é de se divertir com a bola, ficar livre. Isso é culpa de treinadores, de curiosos, que passaram a valorizar demais a parte tática na base. Mas, de um tempo para cá, isso começou a tomar outro rumo. Aos poucos, estamos voltando a nossa origem.

E quanto à ”invasão” bem-vinda de sul-americanos no futebol brasileiro?

Que continue assim, isso é ótimo. O mercado vizinho é promissor. A gente consegue trazer da Argentina e do Uruguai jogadores de muita qualidade e por um valor aceitável. Nos países deles, não têm grande reconhecimento. Então, vêm para o Brasil e viram ídolos. O Conca talvez seja o maior exemplo disso. Um jogador extraordinário, completo.

Como você reagiu ao ver torcedores do São Paulo comemorando os gols do Fluminense no último fim de semana?

A rivalidade existe em toda parte do mundo, vejo como algo natural. Mas também quando saiu o gol do São Paulo eles vibraram muito (o clássico terminou 4 a 1 para o Flu, resultado ruim para o Corinthians).

A arbitragem teve influência na classificação do Brasileiro?

Não tem ninguém querendo ajudar ninguém. Erros normais, como eu erro, como você erra, como qualquer um erra.

O que pesou mais para sua saída precoce do Palmeiras, antes do acerto com o Flu?

Tínhamos um bom time, mas não um bom plantel. Perdemos três jogadores importantes, Xavier, Pierre e Maurício, numa hora crucial. Aí não foi possível conquistar o título (do Brasileiro de 2009) e as cobranças vieram com intensidade. Coisas do futebol, da vida.

No início da semana, Luiz Felipe Scolari deu uma declaração que soou como desdém para o clássico Palmeiras x Flu. ”Ué, vai ter jogo domingo?”, comentou o técnico palmeirense. Como interpretou essa reação?

O Felipão só quis separar as coisas. A prioridade dele ali era o confronto de quarta-feira com o Goiás, que valia vaga na final da Copa Sul-Americana. Não falou nada de mais.

A eliminação do Palmeiras na Sul-Americana pode ter alguma influência no jogo com o Flu?

Não existe isso. Vai ser outra pedreira. A pressão pelo título é enorme no Fluminense, e a ansiedade toma conta de todos. Vai ser um jogo nervoso, com técnico e jogadores tensos, nossa torcida tensa. Mas é assim mesmo.

ICFUT – Entrevista com Márcio Araújo treinador do Bahia !

Fonte: O Estado de São Paulo


‘Foi a maior emoção em minha vida no futebol”

Fábio Hecico – O Estado de S.Paulo

Márcio Araújo tem dois títulos no currículo de técnico: campeão mineiro de 2000 com o Atlético e do campeonato do interior de 2007, com o Guaratinguetá. A maior satisfação e vitória da carreira, contudo, foi conquistada no dia 13 de outubro, quando levou o Bahia de volta à Série A. Depois de desembarcar em Salvador como aposta do diretor Paulo Angioni para a vaga de Renato Gaúcho, sendo um desconhecido para a torcida baiana, esse paulista de São José do Rio Pardo rapidamente ganhou a confiança e a simpatia dos tricolores, que o definem como “o melhor treinador do País.” Adepto a um bom papo, o “discípulo” de Telê Santana e Cilinho agora estuda os apelos das arquibancadas para seguir em 2011.

Como recebeu o convite?

Era um lugar que eu queria muito trabalhar. Tinha saído do Sertãozinho sem receber os salários e já vinha assistindo aos jogos do Bahia, principalmente em Pituaçu e gostava de fato do clube pelo pouquinho que eu via. O Angioni me ligou, disse que apostava em mim e foi rápido. Fiz as malas num dia e no outro cedo já estava aqui trabalhando.

Você assumiu uma equipe na sexta posição, sob pressão de subir. Foi complicado?

Era uma pressão de clube grande, de torcedor apaixonado, pois nenhum time da Série B contava com história tão bela como a do Bahia, mas que estava havia muito tempo sem ganhar até o regional. Mas foi muito mais fácil do que quando o Cuca pegou o Fluminense no fundo da tabela para salvá-lo.

Em algum momento você achou que o acesso não viria?

Não. Nosso time tinha qualidade e obteve grandes resultados. Em todos os lugares a que fomos, mesmo com o campo cheio, ninguém fazia festa igual à do Bahia. Vencemos todos os tipos de restrição e quem vê nossa torcida fica impressionado. É festa com coração e criatividade.

Mas houve um momento difícil.

Sim. Foi no primeiro jogo em casa, contra o Brasiliense. Estávamos perdendo e só empatamos no fim. Fomos muito vaiados, mesmo buscando o empate. Conversamos sobre aquela situação, falamos que o clube era grande e que aquele jogo serviria de motivação. Demos a volta por cima sem clima de vingança (com os torcedores).

De que maneira você define essa experiência profissional?

Salvador é um lugar de muita alegria, nunca tinha visto nada igual. Na minha vida foi a emoção mais bonita no futebol, como se fosse o nascimento de um filho. É o que o conjunto da obra, o dia a dia no clube, com a torcida, ao lado dos atletas, nos proporcionou. Quando você fica muito tempo querendo um filho e consegue, é emocionante. Com a torcida do Bahia foi assim, o time nasceu de novo.

Já definiu o futuro?

Vamos ver como está em São Paulo (onde vive a família). O Bahia tem interesse em seguir comigo e eu de ficar, mas tenho de falar com minha mulher, conversar com os filhos. Não é fácil viver longe, sozinho. Temos de saber que nessa profissão não é só a gente que decide. Até o cachorro decide.