Por Rogerinho – ‘Blatter será eleito, Ricardo se apresenta em 2015’, garante Havelange

Em entrevista exclusiva ao LANCENET!, João Havelange fala do futuro da Fifa e da Copa de 2014, Olimpíadas de 2016 e regras do futebol

Fonte – Lancenet

Os poderes de João Havelange na Fifa permitem o prenúncio: “Blatter será (re)eleito, Ricardo Teixeira se apresenta em 2015”.

Aos 95 anos, Havelange só cansou das viagens. Agora, limita-se aos compromissos diplomáticos mais importantes. A Fifa segue a política do brasileiro. No Comitê Executivo, os membros lhe devem respeito e cumplicidade.

O discurso pausado e lúcido, com raros lapsos de memória, vai da cortesia e altruísmo à imposição e domínio. E é revelador quanto à escolha da África do Sul para a última Copa. Bem como à definição de Cuiabá (MT) e Manaus (AM) como sedes, e o veto ao Morumbi (SP) no Mundial no Brasil.

Havelange atribui revanchismo aos ingleses, por terem perdido o controle da Fifa, às acusações de manipulação de votos para as Copa de 2018 e 2022. E enxerga da mesma maneira os conflitos com lideranças da Uefa.

L! Entrevista recebe João Havelange

Na entrevista de mais de duas horas, ele faz sugestões aos Jogos de 2016, críticas aos três níveis de governo, à Lei Pelé e à administração do Fluminense. Confira:

L!: Já dá entusiasmo a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil?

Ah, sim. Veja bem, a assembleia do COI tem 105 membros. Dos quais, 50 são da Europa. Assim fica difícil ganhar algo. Da América, eu tinha o Brasil, o Uruguai e a Colômbia. A pessoa da Argentina faleceu e não foi substituída. A África tinha mais, e no Caribe também mais gente. A Ásia mais do que nós. Assim, o trabalho do (Carlos) Nuzman, como exemplo o Pan-Americano, se mostrou eficiente e nos proporcionou a Olimpíada. É para ser seguido por conta dos benefícios à juventude.

L!: O senhor está preocupado com a morosidade nas obras de infraestrutura da Copa e da Olimpíada?

Quando houve a escolha das sedes, os governos se colocaram à disposição para a Copa e a Olimpíada. Mas os aeroportos e hospitais dependem deles. Os hotéis e os estádios, os governadores sabiam (que precisariam sair). Na Inglaterra estão fazendo todas as obras para os Jogos de 2012. O Comitê não é rico.

L!: Qual o seu grau de participação nos Jogos Olímpicos de 2016?

É preciso frisar o Nuzman como excelente administrador. Ele foi ao México ver as obras para os Jogos Pan-Americanos. Vou saber como andam. O problema é que na Copa são 12 cidades e 32 times. Nos Jogos é uma cidade recebendo gente de 200 países e 28 esportes. Todos chegam e saem quase ao mesmo momento. Nosso aeroporto (Rio) tem capacidade para isso? Se adoece uma delegação, põe onde?Asugestão que dei ao Nuzman foi de fazer contratos com hospitais particulares. Põe no São José, Samaritano e Copa D’or. Hotéis? Tá, tem a Vila Olímpica. E os delegados? Na China, nos Jogos, para ir a qualquer local de competição foi feita uma faixa especial. Ninguém entrava, senão ia preso. É um regime diferente. Mas tem que ter disciplina.

L!: A urgência nas obras tem causado mal-estar entre membros do Ministério do Esporte e do COB?

Você viu as filmagens com a alegria do presidente, governador e prefeito (nas definições da Fifa e do COI)? É uma publicidade, um valor. E depois? Só se fala em política. Ainda não vi contrapartidas.

L!: Como o senhor interfere na Copa do Mundo de 2014 no Brasil?

Algum tempo atrás me ligaram de Cuiabá. Lutei e falei com o (Joseph) Blatter e o (Ricardo) Teixeira para incluírem Manaus e Cuiabá. Para o mundo conhecer a floresta Amazônica, cuidá-la e respeitá-la. Para ver o Pantanal, gostaria que o mundo conhecesse. Um exemplo: 1998 foi a última Copa minha na Fifa. Terminou e a França tinha 60 milhões de turistas ano, classe A e B, deixando 60 milhões de euros. Por conta da divulgação, passou a receber 70 milhões de turistas e euros. O governo tem de entender, e não achar que está gastando. Nunca ninguém foi à África. Antes a Copa era na Europa ou na América do Sul. Fizemos o rodízio e foi o primeiro evento importante lá. Diziam que não daria certo. Só posso dizer isso se lhe der a missão.

L!: O fato de o Comitê Organizador Local (COL) ser pequeno e composto por familiares e amigos de Ricardo Teixeira é alvo de críticas…

Olha, só. Precisa acabar com o “vou fazer a Copa e ficar rico”. Estou na Fifa desde 1957. Estava no COI desde 1963 e faltei a três reuniões, paguei tudo do bolso. Quando cheguei à Fifa eram 12 membros da Europa, um da América do Sul, um da Ásia e outro do Caribe (América Central). Todas as decisões eram europeias. Fiz um Comitê Executivo de 24 – oito da Europa, quatro da África, quatro da Ásia, seis das Américas e dois da Oceania. Se vai à Organização das Nações Unidas (ONU) são 180 países na assembleia. Mas se o conselho dos sete (maiores) diz não, acabou. Na Fifa, se é do Taiti e não tem dinheiro, pode participar do futebol.

Nota da Redação: Reynald Temarri é o representante do Taiti e está suspenso da entidade por suposto envolvimento na venda de votos para as Copas de 2018 e 2022.

L!: Mas há membros de países que nunca jogaram uma Copa. Isso visa à inclusão e à difusão do futebol?

Sim. Além de 25 no Comitê para decidir aspectos técnicos, botei membros de todos os continentes em comissões auxiliares. Pagamos passagem, hotel cinco estrelas, carro e valor para gastos diários. Nada lhes falta. Dos 187 países na gestão, fui a 186 e repeti todos ao menos três vezes. Por ano respondia em inglês, francês, espanhol e alemão. Tinha secretária para 6 mil cartas. O presidente da Onu foi ver algum país?

L!: Não teremos muitos elefantes brancos após a Copa no Brasil?

O senhor já foi à Holanda? Vá ao estádio do PSV. Eles têm um estádio com centro de convenções, restaurantes e boutiques. Lá é o único lugar com os artigos de venda deles com 30% de desconto. Não será elefante branco. Em Saint-Denis (FRA) hoje se joga futebol, rúgbi e tem corrida de moto. Lá tem 7 mil lugares de estacionamento, metrô e ônibus. Aqui o sujeito se desespera e deixa o carro em qualquer lugar. Uma vez Carlos Lacerda (ex-governador do Rio) tinha um problema político. E me disse: vamos fazer um jogo internacional? Fui ao Paraguai. Paguei e vieram. Entraram 128 mil no Maracanã. E não houve problema político.

L!: Quais as razões para a Fifa ser uma entidade tão lucrativa?

Olha só, o futebol da Copa do Mundo você vê até seis vezes por superexposição. Essa imagem atinge 40 milhões de pessoas e a Olimpíada não chega a 20 milhões. O primeiro programa que criei na Fifa foi rechaçado. Passou na segunda tentativa. Incluímos as mulheres, as categorias de base e consegui os contratos com a Coca-Cola e a Adidas. Em 1974 e 1975, o presidente da Coca me pediu para apresentar o acordo em Londres. Um jornalista inglês disse: qual seu interesse no contrato? Esperei uma fração de segundos, Deus deve ter posto a mão em minha cabeça. Veja a maldade, quero que ele se dane! Disse: possivelmente tomo um copo de Coca-Cola. Todos deram gargalhadas. Do meu país tive só um passaporte diplomático. Eu ligava na embaixada, mas tinham medo que eu pedisse algo. Esse é o meu país. Isso me dói.

L!: Então a Fifa cresceu à base de profissionalismo e publicidade…

Desculpe, me permita. Quando cheguei à CBD diziam: você não entende nada de futebol. Foi a sorte. Escolhi bem o técnico, o administrador, o supervisor, e disse: não vou fazer time. Na Viação Cometa não dirijo, não troco pneu. Mas quando você observar um ônibus parado, espere.O motorista troca o pneu em 17 minutos. O senhor prepara, trabalha. Isso é administrar.

L!: Por que a ISL, para quem foi vendido os primeiros direitos de televisão da Fifa, fracassou no Brasil?

Disse para que não fizessem contratos. Fizeram com o Flamengo, o Grêmio e o Boca Juniors. Botaram dinheiro e jamais viram. No Fluminense sou presidente de honra. Hoje não vou. De 16 (jogadores), oito são da Unimed. Ela não está lá para isso, só para colher publicidade.

L!: O senhor é contra a Lei Pelé?

Tem que mudar. O clube tem que ser dono do jogador. Ele investe e dá publicidade. Jogadores iguais no Flamengo e no Olaria custarão bem diferente.Abandeira do clube é dada ao jogador, que foi tirado dele.

L!: E quando o clube fica meses sem pagar salário ao jogador?

O Conselho Nacional do Esporte e o Ministério do Esporte têm que ver isso. Se o clube não tem condições, não pode fazer profissionalismo. Não gostaria de muitos presidentes na minha empresa. No meu tempo você dava o nome ao clube.

L!: Andrés Sanchez e Luis Álvaro Ribeiro, presidentes de Corinthians e Santos, se dizem contra a perpetuação no cargo. Como o senhor avalia o tema?

Quem não está no poder acha que tem que estar e quem chega não quer sair. Essa que é a verdade. Se colocar esses dirigentes na CBD (CBF), eles veem. O Brasil não é Rio e nem São Paulo. Tem que ter consciência e ir a todos os cantos.

L!: O Instituto João Havelange segue dando consultoria ao governo da Bahia para a Copa-14?

Mandei parar com isso. Na verdade, quero fazer um museu junto ao Comitê Olímpico Internacional na Praça Mauá (centro do Rio). Não quero nada do governo. Será com o comitê.

L!: O senhor é a favor da tecnologia em auxílio à arbitragem?

Olha só: se discute o erro após um jogo. Faz 50 anos que é assim. Em 1970, fomos campeões, o melhor time. Em 1990, na Itália, o Ricardo tinha sido eleito e perdeu. Em 1994, ele me pediu um favor: o que eu faço? Disse: pega o que sobrou da comissão de 1970: (Mario Jorge Lobo) Zagallo, (Carlos Alberto) Parreira e (Admildo) Chirol. E ganhou. Na Copa do México, o campeão foi a Argentina com o gol de mão. Só se fala nisso, depois de tantos jogos. Se eliminar, você se arrepende depois. Não queira matar sua vida. Você vira robô.

L!: Como o senhor vê o Maracanã e o Estádio João Havelange?

Uma vez me chamaram de imbecil quando falei em implodir o Maracanã. Eu o transformavaem um centro para a gente de Vila Isabel e fazia o estádio em outro lugar. Não se chega lá. O César Maia (ex-prefeito do Rio) disse que faria um estádio com meu nome. Falei para desapropriar (o entorno) e fazer um estacionamento. Não fez e é o problema que temos.

Sucessores, Pitos e a Política  na Fifa

Joseph Blatter

Ricardo Teixeira

Chung Mong Joon

Issa Hayatou
– Ele era do marketing da (Cronometragem Esportiva) Longines. Fiz  acordo  para ele executar um programa (a partir de 1975). O secretário (da Fifa) da época disse a ele: você não fica dez dias e vai embora. Então eu disse: quem vai é você. Mandei ele (Blatter) ir à Adidas e foi lançada a primeira copade juvenis na Tunísia, na África. O Blatter , em 1º de janeiro (de 2011), será (re)eleito e estarei lá. Ele foi um secretário nota dez, tem cultura e experiência. É um irmão ou um filho. Com o Blatter dará 40 anos da mesma política, e será 50 no total (com o Ricardo Teixeira). No fundo, o Blatter é o Brasil. – O Ricardo separou da minha filha e fiquei muito triste. Minha senhora me chamou e disse: “Não esqueça que ele é o pai dos teus netos”. Então,
mudei. O Ricardo queria se lançar presidente (da Fifa) em 2011. Disse para se apresentar em 2015, pois o Blatter, em 1º de junho, será
(re)eleito. O Ricardo é dedicado, tem 30 anos a menos. Seria um bom presidente por ter administrado a CBF. Acho que seria de justiça em 2015. Com a Copa bem organizada, ele vai demonstrar capacidade para organizar a Fifa. É a oportunidade de estarmos presentes no cenário mundial.
– Fiquei sabendo das declarações dele de que gostaria de ser presidente
da Fifa. Mas também já dei a minha. O presidente da Hyundai (vicepresidente do Comitê Executivo da entidade pela Coréia do Sul) está fora. Eu lhe fiz uma carta para entender que não se metesse. Não é por que ele é rico que será presidente. O Ricardo Teixeira pode ter defeitos, mas se preparou, fala mais de duas línguas, é culto e  vem de um país com cinco títulos. Está eleito na CBF e não sofre oposição na Fifa. Nunca faltamos à Copa do Mundo. O futebol do Brasil
vai bem e a América do Sul o respeita.
– O (Juan Antonio) Samaranch recebeu certa vez o presidente da Confederação Africana de Futebol, Issa Hayatou (vice presidente do
Comitê Executivo da Fifa (por Camarões). Este chegou por voto meu, nos EUA. O Samaranch chamou um secretário da Etiópia, que conheci
de pé no chão. Paguei a passagem dele para ir a Londres. Lá estudou cinco anos. Na Uefa, o Issa me atacou. No hotel, me procurou a
senhora do Mayer Vorfelder, vice da Uefa não reeleito. Ela veio chorando e eu disse: “Ele será
o presidente do comitê organizador de uma Copa”. Tem que ter habilidade política.
Abertura da Copa de 2014

– O senhor conhece ou já foi alguma vez à tribuna de honra do Morumbi? Quando sai um gol, o senhor bate a cabeça no teto. Se tiver de fazer, que se faça em um lugar novo, o do Corinthians. Essa é a minha decisão e será a da Fifa. Um estádio novo
para 50 mil, 53 mil pessoas.

N. R.: Havelange se refere primeiro ao estádio do São Paulo, cuja proposta de reforma foi rechaçada pela Fifa. Depois, ele se volta ao Fielzão, planejado inicialmente para 48 mil lugares, em Itaquera. Apesar da insistência da equipe de reportagem, o presidente de honra da Fifa se furta a responder de onde virá o dinheiro para a ampliação do estádio para 65 mil lugares, uma exigência da entidade para a abertura do Mundial.

Denúncia de compra de votos

A notícia veio de um jornal inglês. Faz uma análise. Cheguei à Fifa e o senhor Stanley Rous era o presidente. Nunca mais ocorreu. Não estão satisfeitos e me atacam. Não se conformam. Até a Copa na Inglaterra, em 1966, não tinham sido
campeões. Esperei duas horas no aeroporto.
N. R.: Em 1º de agosto deste ano, o L! publica entrevista com o jornalista britânico Andrew Jennings, que qualifica as administrações de Havelange e Blatter como “anos negros da Fifa”. Há uma semana, o “The Sunday Times” acusa membros da entidade, como o nigeriano Amos Adamu (suspenso), de aceitar vantagens em troca do voto a favor de países candidatos a sediar os Mundiais de 2018 e 2022.

Por Cézar Alvarenga – Cristiano Ronaldo fala sobre vaidade, críticas, Kaká, Real Madrid e Brasil

Craque português conversa com exclusividade com o repórter Pedro Bassan, para o ‘Esporte Espetacular’, e diz que importante é estar bem dentro de campo

Fonte: Globo Esporte

Dentro de campo: melhor jogador do mundo em 2008 e muitos títulos pelo Sporting, de Portugal, e pelo Manchester United, da Inglaterra. Nada pela Seleção Portuguesa. Fora das quatro linhas: roupas coloridas, unhas dos pés pintadas de preto, muitas mulheres e um garoto-propaganda valioso no mercado global. Cristiano Ronaldo tem apenas 25 anos, mas já acumula muitos fãs e conquistas importantes como a Liga dos Campeões da Europa (2007/2008) e o Mundial Interclubes (2008).

Em entrevista exclusiva ao repórter Pedro Bassan, para o “Esporte Espetacular”, o craque português falou sobre vaidade, as críticas que recebe por suas atitudes dentro e fora de campo, o companheiro de Real Madrid Kaká e a relação entre Brasil e Portugal.

Na Copa do Mundo da África do Sul, Portugal foi eliminado pela campeã Espanha nas oitavas de final. As imagens que mais marcaram de Cristiano Ronaldo foram as que ele fica se observando no telão durante os jogos. Foi acusado de se preocupar mais com sua própria imagem do que com o futebol apresentado. Em contrapartida, o desempenho com a bola nos pés o fez deixar a Inglaterra e ir para a Espanha, na transação mais cara da história do futebol.

No Real Madrid, Cristiano Ronaldo tem média de gols que já supera os maiores craques da história do clube, como Raul, Di Stéfano, Puskas e até Ronaldo Fenômeno. O português não poupou palavras e falou sobre todas as polêmicas que o envolvem.

Confira abaixo a entrevista completa:

C. Ronaldo dentro e fora de campo
– Eu sou sempre a mesma pessoa. Seja dentro de campo ou fora, tento levar as coisas da maneira que julgo certa. Errando ou não, é assim que temos que fazer na vida. Eu tento marter só uma personalidade e uma figura, que é a que podem ver fora e dentro de campo.

Adaptação ao futebol espanhol
– Estou bastante feliz aqui. Gosto de Madri, das pessoas, do futebol e isso é o mais importante. O ciclo que eu tive no Manchester (United) já terminou, fui muito feliz lá, mas agora minha nova casa é o Real Madrid. Tudo o que ganhei no Manchester quero ganhar no Real também.

Pesquisa sobre o mais bonito: Kaká ou Cristiano Ronaldo?
– Foi no Brasil? Então o Kaká ganhou! Estou brincando… Isso não é o mais importante. Somos grandes amigos, nos falamos muito e espero que ele possa se recuperar o mais rápido possível, porque ele faz muita falta dentro de campo e é um ótimo companheiro. O Kaká foi uma das pessoas que mais gostei de conhecer nos últimos tempos. Mas ele é bonito mesmo. Merece, merece…

Vaidade: unhas pintadas, roupas coloridas…
– Como dizem no Brasil, ‘tô nem aí’. Não me importo com aquilo que as pessoas pensam de mim, aquilo que opinam. Para mim isso não é importante. O importante é fazer as coisas bem dentro de campo. Quando as coisas vão bem dentro de campo, as pessoas não têm moral para falar do que seja. E as coisas estão correndo muito bem. Jogo bem, faço gols, estou em um grande clube e por isso não tenho que ficar preocupado com aquilo que os outros pensam.

Brasil x Portugal
– Dentro de campo, como se diz, não há amigos. Cada um puxa para o seu lado, cada um quer ganhar, por isso a rivalidade é normal. Mas fora de campo é totalmente diferente, somos amigos e temos uma vida normal. Competição faz com que assim seja. O Brasil é um país irmão, que Portugal se dá bastante bem. Tenho muitos amigos brasileiros e por isso minha relação com o Brasil é fantástica.

Criticas na Copa do Mundo 2010
– Não me importo. Quem critica é porque não tem espelho em casa. É normal, as pessoas vivem criticando as outras. Não estou preocupado com isso, nunca estive, por que estaria agora?

Desempenho: Seleção Portuguesa x clubes
– As estatísticas falam por si mesmas. Se as pessoas analisarem minhas estatísticas na Seleção e nos clubes, elas vão ficar caladas.

Por Silvana – Alex Silva exalta entrosamento com Miranda: ‘Nos entendemos no olhar’

Dupla de zagueiros do São Paulo considera que boa fase voltou e está pronta para encarar o Cruzeiro

Fonte: Globo Esporte

Depois de um bom desempenho diante do Atlético-PR, o zagueiro Miranda voltou a acreditar na defesa do São Paulo: – A boa fase voltou, afirmou o jogador. Com um esquema mais ofensivo montado pelo técnico Paulo César Carpegiani, sobre para a zaga a maior responsabilidade de proteger a meta tricolor.

– É um entrosamento que vem desde 2007. O Miranda é um cara que eu confio bastante no lado esquerdo. Um entrosamento perfeito. Só não somos irmãos, pois não nascemos da mesma mãe. A gente se entende no olhar. E, juntos, nós vencemos mais do que perdemos. Espero que possa continuar assim – disse Alex Silva.

Para completar, na última quinta-feira, contra o Furacão, Miranda marcou um gol na vitória por 2 a 1, na Arena Barueri, o nono do zagueiro pelo Tricolor. Sem problema de lesão ou suspensão, a dupla está disponível para encarar o Cruzeiro na próxima quarta-feira, em Uberlândia.

– A gente tinha uma sequência de vitórias, mas foi interrompida. Retomamos contra o Atlético-PR. Agora temos outra pedreira diante do Cruzeiro, que não será fácil. Estão brigando por títulos. Mas é diante de equipe grande que o São Paulo cresce em campo – disse Miranda.

Por Rogerinho – Tricampeão Muricy espera conquistar seu Brasileiro ‘mais difícil’

Para treinador, desfalques e a adaptação dos times aos pontos corridos tornaram o título um feito ainda mais complicado de ser alcançado

Fonte: Globo Esporte

Muricy Ramalho é o treinador com mais títulos de Campeonatos Brasileiros desde que a competição passou a ser disputada em pontos corridos, em 2003. Tricampeão nacional pelo São Paulo em 2006/2007/2008, o treinador afirma que uma possível quarta conquista em 2010, pelo Fluminense, terá uma particularidade: terá sido a mais difícil de ser obtida.

– Com certeza, se conquistar o título neste ano, será o mais difícil de todos. Está sendo realmente muito complicado o que estamos passando. Mesmo com todas as baixas, nos mantivemos em primeiro – afirmou, segundo o site oficial do Flu.

Para o treinador do atual líder do Brasileirão, os clubes se acostumaram a disputar um torneio em que todos enfrentam todos, em jogos de ida e volta. Tornando assim a competição mais equilibrada.

– De 2003 para cá, (os clubes) aprenderam a jogar por pontos corridos. O Cruzeiro foi o primeiro vencedor e ganhou fácil. Aos poucos todos foram aprendendo como jogar, a necessidade de se preparar antes, ter plantel e não apenas um time. No último título que ganhei pelo São Paulo, só conquistamos na última rodada. No ano passado também foi assim – afirmou.

Fora os concorrentes, Muricy tem enfrentado a dificuldade extra de ter que montar uma equipe competitiva mesmo com a ausência de jogadores importantes por lesão durante boa parte do torneio.

Além dos atacantes Fred e Emerson, que se machucaram novamente na partida em que estavam voltando ao time – contra Santos e Botafogo, respectivamente -, o meia Deco, principal contratação do time para o Brasileiro, também luta contra lesões. O goleiro Fernando Henrique e o volante Diogo também estão fora do time.

Por Cleber Aguiar – Neymar evita comparação e elogia Messi: ‘É o melhor do mundo’

Revelação do Santos deverá enfrentar o craque do Barcelona pela primeira vez no dia 17, no amistoso entre Brasil e Argentina

Fonte: Globo Esportes

Convocado para o amistoso da Seleção Brasileira contra a Argentina, o atacante Neymar deverá enfrentar pela primeira vez Lionel Messi. E antes do duelo contra o selecionado liderado pelo craque do Barcelona, a revelação do Santos evita fazer comparação do seu futebol com o do camisa 10 argentino. E rende elogios ao futuro rival.

– O Messi é muito melhor, é o melhor do mundo. Ainda tenho muito a caminhar – disse Neymar em entrevista à rádio Transamérica.

Messi foi eleito pela Fifa o melhor jogador do mundo em 2009.

Brasil e Argentina se enfrentam no dia 17 de novembro, em Doha (Qatar). O clássico sul-americano será o quarto jogo de Mano Menezes à frente da Seleção Brasileira. O treinador conseguiu três vitórias nas partidas anteriores: 2 a 0 contra nos Estados Unidos, 3 a 0 diante do Irã e 2 a 0 na Ucrânia.

A partida vai marcar a volta de Neymar à Seleção. Convocado para a partida contra os Estados Unidos, disputada em 10 de agosto, na qual marcou um gol, o atacante ficou fora da lista para os dois jogos seguintes. Mano Menezes tomou a decisão devido ao desentendimento do jogador com o então treinador do Santos, Dorival Júnior.

Por Éder – Tite vê equilíbrio até o fim: ‘Ninguém vai distanciar mais de quatro pontos’

Treinador não acredita que alguma equipe conseguirá arrancar nas últimas seis rodadas do Brasileirão 2010

Fonte: Globo Esporte

A cada rodada do Campeonato Brasileiro, Tite refaz as contas para saber aquilo que o Corinthians precisa para ser campeão. Faltando seis partidas para o encerramento da competição, o treinador aposta no equilíbrio entre as equipes que brigam pela taça e não acredita que alguém conseguirá abrir vantagem nesta reta final.

– Ninguém vai se distanciar mais de quatro pontos até o final. Esse equilíbrio vai até o fim. A equipe que suportar mais a pressão, que tiver mais suporte, vai ficar com o título – afirmou.

Com a vitória do Fluminense sobre o Grêmio, o Corinthians voltou a ficar três pontos atrás do líder. Os cariocas estão em primeiro, com 57, contra 54 dos paulistas. O Cruzeiro, que venceu o lanterna Grêmio Prudente, no sábado, tem os mesmos 57 dos cariocas, mas aparece em segundo.

– Que bom que temos esse estresse, quero passar por ele. Quando cheguei, estávamos quatro pontos atrás do líder. Acredito que isso vai até o final – ressaltou.

Na próxima rodada, o Corinthians tem, teoricamente, um confronto mais fácil. O Timão recebe o Avaí, ameaçado pelo rebaixamento, quarta-feira, às 21h50m, no Pacaembu. O treinador, porém, quer evitar qualquer clima de favoritismo.

– Continuo vendo cada jogo como uma decisão. É jogar bem e vencer – completou

Por Zé Reis – Kleber vê Furacão como ‘jogo-chave’, mas lembra: ‘Foco é a Sul-Americana’

Verdão fica apenas quatro pontos abaixo do G-4 do Brasileirão. Entrentanto,
atacante reconheceque a prioridade do time é vencer o torneio internacional

Fonte: Globo Esporte

A vitória por 3 a 2 sobre o Goiás fez o Palmeiras voltar a sonhar com uma vaga no G-4 do Campeonato Brasileiro. O Verdão tem agora apenas quatro pontos de desvantagem para o Botafogo, atual quarto colocado. Apesar de reconhecer a animação pela aproximação, o atacante Kleber faz questão de ressaltar que a prioridade continua sendo o título da Copa Sul-Americana.

Na próxima rodada do Brasileirão, o Alviverde enfrenta o Atlético-PR, quinta-feira, às 21h, na Arena da Baixada. O Furacão tem os mesmos 47 pontos, mas leva vantagem no número de vitórias, ocupando o oitavo lugar, dois acima dos paulistas. Depois disso, o Palmeiras terá pela frente três times que lutam contra o rebaixamento: Guarani, Atlético-GO e Atlético-MG.

– É um jogo-chave (contra o Atlético-PR). Se conseguirmos uma vitória lá, vamos para cima do Guarani dentro de casa. Serão três vitórias, nove pontos e vamos começar a brigar no Brasileiro também. Mas deixamos claro que o objetivo maior é a Sul-Americana. Não podemos esquecer do brasileiro, mas o pensamento é a Sul-Americana – afirmou.

Mais do que ser o caminho mais fácil para voltar à Libertadores, a Sul-Americana virou obsessão no Palestra Itália, principalmente pela temporada turbulenta que o Palmeiras vive. O clube fracassou no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil e precisa de um título para acalmar a torcida.

– Não é que vamos abrir mão do Brasileiro. Vamos tentar ficar próximos dos primeiros para brigar de igual para igual. Mas todo mundo sabe que o objetivo é fechar o ano com um título. Seria maravilhoso depois de tudo o que aconteceu com o Palmeiras. Entrar na Libertadores com o título da Sul-Americana seria maravilhoso – completou o Gladiador.

O Palmeiras, aliás, está bem próximo de avançar às semifinais da competição internacional. O time empatou com o Atlético-MG por 1 a 0, em Sete Lagoas, e agora decide em casa a classificação. O segundo confronto está marcado para 10 de novembro. O vencedor enfrenta Avaí ou Goiás.

Por Edgar Santista – Confira a entrevista de C. Ronaldo concedeu ao reporter Pedro Bassan da Rede Globo (Esporte Espetacular)

Craque português conversa com exclusividade com o repórter Pedro Bassan, para o ‘Esporte Espetacular’, e diz que importante é estar bem dentro de campo

Por GLOBOESPORTE.COM Madri

Cristiano Ronaldo fala sobre vaidade, críticas, Kaká, Real Madrid e Brasil

Dentro de campo: melhor jogador do mundo em 2008 e muitos títulos pelo Sporting, de Portugal, e pelo Manchester United, da Inglaterra. Nada pela Seleção Portuguesa. Fora das quatro linhas: roupas coloridas, unhas dos pés pintadas de preto, muitas mulheres e um garoto-propaganda valioso no mercado global. Cristiano Ronaldo tem apenas 25 anos, mas já acumula muitos fãs e conquistas importantes como a Liga dos Campeões da Europa (2007/2008) e o Mundial Interclubes (2008).

Em entrevista exclusiva ao repórter Pedro Bassan, para o “Esporte Espetacular”, o craque português falou sobre vaidade, as críticas que recebe por suas atitudes dentro e fora de campo, o companheiro de Real Madrid Kaká e a relação entre Brasil e Portugal.

Na Copa do Mundo da África do Sul, Portugal foi eliminado pela campeã Espanha nas oitavas de final. As imagens que mais marcaram de Cristiano Ronaldo foram as que ele fica se observando no telão durante os jogos. Foi acusado de se preocupar mais com sua própria imagem do que com o futebol apresentado. Em contrapartida, o desempenho com a bola nos pés o fez deixar a Inglaterra e ir para a Espanha, na transação mais cara da história do futebol.

No Real Madrid, Cristiano Ronaldo tem média de gols que já supera os maiores craques da história do clube, como Raul, Di Stéfano, Puskas e até Ronaldo Fenômeno. O português não poupou palavras e falou sobre todas as polêmicas que o envolvem

Fonte:http://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/2010/10/cristiano-ronaldo-fala-sobre-vaidade-criticas-kaka-real-madrid-e-brasil.html

Por Edgar Santista – Liverpool vence e se afasta da degola

Argentino tira Liverpool da degola

Fora de casa, Maxí Rodriguez garante a vitória dos Reds sobre o Bolton

Maxí Rodriguez comemora
Com um gol do argentino Maxí Rodriguez, o Liverpool derrotou o Bolton por 1 a 0, fora de casa, e saiu da zona da rebaixamento do Campeonato Inglês. O time da Terra dos Beatles, que teve o brasileiro Lucas como titular, chegou aos 12 pontos e pulou da 18ª para 13ª colocação na tabela após dez rodadas disputadas.

O tento salvado saiu aos 41 minutos do segundo tempo da partida realizada no Reebok Stadium. Após lindo passe de calcanhar de Fernando Torres, Maxí Rodriguez chutou com força sem chances para o goleiro Jaaskelainen.

– O Liverpool está em ascensão e, aos poucos, estamos conseguindo nos recuperar no campeonato. Finalmente nos afastamos do fantasma do rebaixamento e vamos buscar subir cada vez mais na tabela de classificação. Passamos por momentos turbulentos dentro e fora de campo, mas as coisas estão entrando nos eixos. Conseguimos vencer mais uma partida complicada e fora de casa. O time está de parabéns – disse o ex-gremista Lucas por intermédio de sua assessoria de imprensa.

Fonte: Globoesporte.com