Por Rogerinho – Com dois do maestro Conca, Flu vence o Grêmio e abre vantagem

Fonte: Globo.com

Meia do time carioca marca um em cada tempo e conta com um pênalti não marcado para o Grêmio para garantir a vitória por 2 a 0

No confronto do líder contra quem mais pontuou no segundo turno, melhor para o mais regular durante todo o Brasileirão. O Fluminense recebeu o Grêmio no Engenhão, nesta quinta-feira, e venceu por 2 a 0, gols do principal jogador do time na competição: Conca. O meia argentino garantiu três pontos de vantagem para o vice-líder Cruzeiro, pelo menos até sábado, quando a Raposa entra em campo para completar a rodada.

O triunfo leva o Flu, que não vencia há cinco jogos, a 57 pontos, contra 54 do time mineiro e também do Corinthians, que já jogou na rodada. Com a derrota, o Grêmio, com o fim da série de nove partidas sem derrota, praticamente dá adeus ao sonho do título e com 47, em nono, agora luta pelo menos para se classificar à Taça Libertadores.

Na próxima rodada, o Fluminense tem mais um confronto contra gaúchos: encara o Inter na próxima quarta-feira, às 19h30m, em Porto Alegre. No mesmo dia e horário, o Grêmio visita o Goiás.

O jogo

Com muitas lesões e suspensões de jogadores ofensivos, Muricy Ramalho se viu obrigado a escalar somente um atacante: Washington. Renato Gaúcho, por sua vez, escolheu Souza ao invés de Ferdinando e deixou o Grêmio teoricamente mais ofensivo, com três armadores e dois atacantes.

Mas na prática, quem começou pressionando foram os donos da casa. O time carioca marcava forte e jogava nos erros do Grêmio. Aproveitando o fato de ter cinco jogadores no meio de campo, o Flu roubava a bola e liberava os laterais, criando problemas para os gaúchos.

Os momentos iniciais foram eletrizantes e o bom futebol teve que ser interrompido por alguns segundos para o atendimento do… árbitro. Heber Roberto Lopes recebeu uma bolada de Fernando Bob e, sem conseguir respirar direito, parou a partida.

Com o jogo recomeçado, o Fluminense continuou pressionando, mas quase levou um gol aos 17 minutos. Não por competência do Grêmio, diga-se de passagem. Douglas lançou Vilson na área, mas Leandro Euzébio chegou primeiro, tentou afastar com um bico para frente, acertou Gum, e a bola quase entrou no canto direito de Ricardo Berna.

Recuperado do susto, o Flu se levantou e sacudiu a poeira no Engenhão. Ou melhor, o pó de arroz se fez presente no estádio para comemorar a abertura do placar. Aos 19, Mariano tocou para Conca na entrada da área. O argentino girou para cima de Souza e acertou chute no ângulo direito de Victor.

O gol, ao contrário do que se podia imaginar, não incendiou a partida. Os times se acalmaram um pouco por alguns minutos, até que o Grêmio passou a gostar do jogo. E dos 30 até o fim da etapa inicial, perdeu chances com Souza e André Lima, teve quatro escanteios em seguida, mas não conseguiu empatar. Já o Flu só ameaçou em um cruzamento sem ângulo de Washington que encobriu Victor e quase entrou no canto oposto.

Polêmica e novo gol de Conca

Sem alterações na volta do intervalo, mesmo panorama do fim do primeiro tempo. Flu encolhido e Grêmio pressionando. Em uma dessas tentativas já desesperadas de chegar ao ataque, Paulão tentou sair jogando no campo de ataque e deu nos pés de Diguinho. O volante do Flu fez belo lançamento para Julio Cesar entrar na área e bater para fora, quase acertando o cantinho esquerdo, aos nove minutos.

Na jogada seguinte, resposta do Grêmio, agora sim com uma jogada bem trabalhada. Lúcio driblou um marcador e cruzou na medida para André Lima. O desvio de cabeça do atacante, que estava livre e em posição legal, saiu por cima.

O Grêmio poderia ter sorte melhor na partida se Heber Roberto Lopes tivesse marcado pênalti em Jonas aos 19 minutos. O atacante recebeu na área, se antecipou em relação a Leandro Euzébio e viu o zagueiro do Fluminense em ir ao encontro do seu corpo e o jogar no chão.

O lance seguiu, e dali para frente o time do Grêmio ficou muito nervoso com a arbitragem. Recebeu quatro cartões amarelos em cinco minutos, três deles por reclamação.

Melhor para o Fluminense. O time carioca se aproveitou de distração na saída de bola do Grêmio, com Thiaguinho roubando bola de Vilson. O meia tocou para Conca, que achou Washington na área, pelo lado esquerdo. O atacante bateu cruzado, e o argentino apareceu na segunda trave para empurrar para o gol, com Victor já batido.

Na comemoração com o gol que garantiu a vitória, aplausos do argentino para Washington, que vive jejum de gols. Ele deu passe açucarado para o gol e chegou a ser levantado pelos companheiros. Mas para a torcida tricolor, uma vitória de todos, que receberam o já tradicional grito de “time de guerreiros”.

Fluminense 2 x 0 Grêmio
Ricardo Berna, Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Fernando Bob (Valência), Diguinho (Belletti), Marquinho, Julio Cesar (Thiaguinho) e Conca; Washington. Victor, Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos (Gilson); Vilson, Souza (Diego Clementino), Lúcio e Douglas; Jonas e André Lima (Júnior Viçosa).
Técnico: Muricy Ramalho. Técnico: Renato Gaúcho.
Gols: Conca, aos 19 minutos do primeiro tempo e 36 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Washington, Diguinho, Gum, Ricardo Berna (FLU); Rafael Marques, Souza, Douglas, André Lima, Gilson (GRE)
Local: Engenhão. Data: 28/10/2010. Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR). Auxiliares: Gilson Bento Coutinho (PR) e José Amilton Pontarolo (PR).

Por Rogerinho – Atlético-GO não mata o jogo, Márcio entrega empate e Ceará sai no lucro

Empate em 1 a 1 não traduz a pressão do Dragão, que massacrou no início, mas não soube superar Michel Alves. Por ora, times seguem longe do Z-4

Fonte – Globoesporte.com

adriano e joão marcos, atlético-go x ceará
Renatinho conduz a bola observado por João
Marcos (de frente) e Magno Alves, no empate no Serra
Dourada

Mandante do jogo, o Atlético-GO também deu as cartas no Serra Dourada, na noite desta quinta-feira. Criou, insistiu, sufocou o rival, perdeu gols… mas foi castigado por uma falha de Márcio, seu goleiro, que cedeu o empate ao Ceará por 1 a 1 no segundo tempo. Gosto amargo para quem esteve próximo de anotar mais três pontos até com facilidade e seguir firme na escalada para se manter na Série A. Os gols foram de autoria de Marcão, para o Dragão, e Michel, de falta, para o Vozão.

O resultado, por ora, mantém as equipes longe da zona de rebaixamento. Breca, porém, o momento positivo rubor-negro, que vai a 36 pontos, mas está a apenas dois do Vitória, o 17º, e que ainda entra campo na rodada, sábado, diante do Vasco. Já a equipe alvinegra não perde há sete rodadas e permanece na 11ª posição, com 43, bem posicionada para se garantir na Copa Sul-Americana de 2011.

Só um time jogou

O embalo e a confiança do Dragão na sequência de quatro jogos sem perder foram provados desde o começo. Sem deixar o rival respirar, a equipe de René Simões criou todos os lances de real perigo da etapa. De um lado para o outro, o Atlético-GO rodava a bola e procurava a melhor forma de furar a defesa cearense, o que não foi nenhum um pouco difícil. Com Juninho infernizando pela direita e Thiago Feltri com espaço na direita, 13 bolas foram cruzadas na área.

O primeiro grande susto veio por meio do potente chute de Renatinho de longe, que Michel Alves se esticou para espalmar, aos 18. Logo em seguida, Marcão, a referência do time, começou a aparecer. Aos 21 minutos, cabeceou para fora. Insistente, abriu o placar aos 25, após erro da zaga, que não afastou a bola pelo alto. O atacante deixou ela cair e tocou na saída do goleiro.

Como já havia notado seu treinador, o time da casa já não é mais dependente de Elias, artilheiro do clube na Série A, que ficou no banco, ainda sem estar 100% fisicamente após um estiramento na coxa. A vantagem não acomodou o Dragão, que seguiu na pressão. Robston, de fora da área, e Gilson, de cabeça, pararam em Michel, que evitava um placar elástico. A inoperância do Vozão era clara a ponto de Dimas Figueiras trocar Anderson, que não parecia capaz de parar Marcão, por Deivid Sacoman.

Isolado na esquerda, Magno Alves era o único que produzia algo, mas não tinha nem a companhia do parceiro Washington, nulo em campo. Nos minutos finais do primeiro tempo, a equipe alvinegra ensaiou a recuperação, trabalhou mais a bola, só que sofria para concluir a gol. Aos 42 minutos, para fechar a série de lambanças cearenses, Heleno deixou para o goleiro, que carimbou Marcão e a bola quase entrou.

Evolução cearense

Na volta do intervalo, a partida já estava mais equilibrada. Bem distribuído, o Ceará acionava o meia Geraldo e seus laterais com alguma frequência. Ainda assim, nada de fazer Márcio sujar o uniforme. Curiosamente, o panorama era semelhante ao do jogo da última quarta, também no Serra Dourada, entre Goiás e Avaí. Atrás do prejuízo, os visitantes buscavam o empate. No jogo pela Sul-Americana, porém, a virada ocorreu em dez minutos.

Desta vez, a movimentação no placar demorou um pouco mais. Elias ainda entrou, para a festa da torcida, e ajudou a criar dois lances importantes, em que Michel Alves se fez presente novamente. Aos 19 minutos, Agenor isolou oportunidade incrível, já com o goleiro batido. À beira do gramado, René se desesperava com os erros e temia pelo pior.

Que aconteceu aos 29, em cobrança de falta de longe de Michel que Márcio não encaixou: 1 a 1, em falha clara do camisa 1, que, até então, só afastava cruzamentos no duelo. O resultado já era razoável para o Vozão, mas a equipe não recuou. Aproveitou-se do cansaço do adversário e assustou em outros dois contragolpes.

Até o apito final de Paulo César de Oliveira, muita cera do Ceará, insistência sem criatividade do Dragão e substituições que não surtiram efeito de ambos os lados.

Agora, pela 33ª rodada, o Atlético mede forças com o Botafogo, no Engenhão, e o Alvinegro recebe o Flamengo, no Castelão. Os jogos serão na próxima quarta-feira.

ATLÉTICO-GO 1 x 1 CEARÁ
Márcio, Adriano (Chiquinho), Gilson (Jairo), Daniel Marques e Thiago Feltri; Agenor, Pituca, Robston e Renatinho (Elias); Juninho e Marcão Michel Alves; Boiadeiro (Careca), Anderson (Deivid Sacoman), Fabrício e Vicente (Eusébio); Michel, Heleno, João Marcos e Geraldo; Washington e Magno Alves.
Técnico: René Simões Técnico: Dilmas Figueiras
Gols: Marcão, aos 25 minutos do primeiro tempo; Michel, aos 29 do segundo tempo
Cartão amarelo: Michel Alves (CEA) / Cartão vermelho: –
Público: –    Renda: –
Local: Serra Dourada, Goiânia.  Data: 28/10/2010.  Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP/ Fifa) . Auxiliares: Márcio Luis Augusto (SP) e João Bourgauber Nobre Chaves (SP)