ICFUT – Especial 70 anos de Pelé !

Fonte: O Estado de São Paulo

Pelé imortal

Rei do Futebol completa 70 anos em excepcional forma. Sua marca está cada vez mais ligada a todos os tipos de produtos pelo mundo. Há 33 anos fora dos gramados, a mística da camisa 10 segue viva

Wilson Baldini Jr. – O Estado de S.Paulo

Quarta-feira, 20 de outubro de 2010, 7h30. Os professores de Educação Física Laércio e Walter se preparam para mais uma aula com os alunos do Ensino Fundamental 1 do Colégio Madre Alix, em São Paulo. Antes da corrida inicial, uma pergunta para os garotos e meninas de até 6 anos de idade. “Quem conhece o Pelé?” A resposta das crianças é rápida e decidida, como era característica do maior jogador de futebol de todos os tempos: “Eu, eu, eu.” Em 2007, na entrega do Prêmio de Melhor do Mundo da Fifa, em Zurique, Suíça, Kaká, Messi e Cristiano Ronaldo disputavam o 1.º lugar, mas quem chamou a atenção do seleto público foi Edson Arantes do Nascimento.

São dois exemplos da imortalidade de um personagem esportivo que se transformou na maior marca pessoal do esporte já existente, e que hoje completa 70 anos de vida. Sem chutar uma bola profissionalmente desde 1977, Pelé permanece com credibilidade, respeito e admiração por parte do público, o que o torna alvo predileto dos mais diversos tipos de produtos para os quais negocia quantias milionárias e assim liga sua imagem a comerciais para todos os tipos de mídias pelo mundo. Um estudo dos autores ingleses Des Dearlove e Stuart Crainer, especialistas em poder das grifes, diz que a marca Pelé poderia atingir US$ 1 bilhão, superando os astros Michael Jordan, Tiger Woods e Muhammad Ali.

Levantamento recente da revista Dinheiro, aponta que, para se explorar a marca Pelé nos próximos 20 anos, seriam necessários R$ 600 milhões, o que garantiria ao Rei do Futebol R$ 30 milhões anuais, o mesmo que Cristiano Ronaldo recebe para defender o Real Madrid. O salário do português é o maior do futebol. Ibrahimovic, do Milan, Messi, do Barcelona, Samuel Eto”o, da Internazionale, e Kaká, do Real Madrid, na ordem, ficam atrás do eterno camisa 10 do Santos e da seleção.

Mas o que faz Pelé ser diferente de outros grandes ídolos do futebol, que também já pararam e, com o tempo, perderam parte da aura que acumularam em suas carreiras? Muitos especialistas indicam que o maior “golaço” do Rei não foi nenhum dos 1.281, que estufaram as redes adversárias em duas décadas. Mas sim ter ido jogar nos Estados Unidos em 1975, defender o Cosmos, de Nova York. Além dos salários de US$ 4,5 milhões por ano (excepcionais para a época) e a divulgação de um esporte com pouco interesse na terra do Tio Sam, Pelé teve a oportunidade de conviver com grandes investidores dos EUA, que lhe abriram as portas para vantajosos contratos publicitários. Há tempos, Pelé sonha com a aposentadoria. Mas parece que essa disputa ele não vai vencer nunca.

Em ação,inigualável

Wilson Baldini Jr. – O Estado de S.Paulo

O meio esportivo debate, frequentemente, qual o melhor atleta de cada modalidade. No futebol, não é diferente. As discussões são eternas, e jamais haverá consenso. “Ninguém teve maior domínio de bola que Diego Maradona”, apontam os argentinos. “O conhecimento tático de Johan Cruyff foi indiscutível”, assinalam os holandeses. “Não existiu alguém que driblasse como Garrincha”, apontam os botafoguenses. “Nenhum jogador teve a classe e categoria do francês Zinadine Zidane”, reverenciam os franceses. “Zico foi o maior cobrador de faltas da história”, anunciam os flamenguistas. Pois bem, cada grupo ressalta o que cada um de seus ídolos fez de melhor em sua carreira.

Nessa briga de opiniões, os brasileiros, principalmente os torcedores do Santos, se sentem à vontade para destacar que o futebol de Pelé foi inigualável. Isto porque o eterno camisa 10 conseguiu realizar todos os fundamentos sempre muito bem feitos.

Sabia driblar curto, carregar a bola (sem olhar para ela) em uma velocidade quase sempre superior à de seus marcadores. Tocava a bola e finalizava a gol com a mesma precisão e potência com ambas as pernas. Tinha total controle sobre ela e seu passe, na maioria das vezes, deixava seus companheiros na cara do goleiro adversário. Como herança de seu pai, Dondinho, sabia cabecear de olhos abertos, para procurar o local mais longe do alcance dos goleiros. Tinha técnica para cobrar faltas e até se apresentava com totais condições para atuar no gol. Enfim, Pelé conseguiu reunir a habilidade para realizar todas as características que cada um dos gênios citados anteriormente conseguia fazer.

Este dom lhe proporcionou atingir marcas que se transformam a cada dia cada vez mais intransponíveis. Pelé não foi o único a atingir a marca de 500 gols. Chegou aos 1.281. O detalhe é que tal feito foi atingido aos 21 anos e dez meses, enquanto Romário só foi alcançar aos 31 anos e Bebeto, aos 35.

E mais. Em 1958, temporada em que completou 18 anos, apenas a sua segunda pelo time do Santos, Pelé anotou 58 gols só no Campeonato Paulista. Três anos depois, chegou à marca impressionante de 111 gols, com média de 1,48 gols/jogo.

Em 21 anos de carreira (1956 a 1977), Pelé somou 59 conquistas. Foram dez Campeonatos Paulistas, seis torneios nacionais (Taça Brasil ou Roberto Gomes Pedrosa). Campeão da Libertadores e do Mundial Interclubes em 1962/1963, o Santos só não venceu mais estas duas competições, porque não era dada muita atenção para estes torneios. A diretoria santista da época preferia levar a equipe para excursões no exterior, onde muito dinheiro era pago a cada apresentação de Pelé e Cia.

Além do talento e das conquistas, Pelé sempre soube valorizar suas aparições e cuidar de sua imagem. Sempre simpático, jamais se negou a dar um autógrafo para um fã ou responder a uma pergunta de um repórter. Vinculou seu nome a centenas de produtos, mas jamais se vendeu a bebidas alcoólicas ou cigarros.

Tal postura, sempre sorrindo, fez com que todos os presidentes dos Estados Unidos se encontrassem com o Rei de um esporte não muito apaixonado pelos norte-americanos. Os papas Paulo VI e João Paulo II o receberam no Vaticano. A rainha Elizabeth II chegou a quebrar o protocolo e fazer um pedido para que o maior craque de todos fosse atuar pelo seu time do coração, o Liverpool.

Por isso, pode-se discutir os melhores em cada fundamento do futebol, mas não há discussão quanto àquele que soube ser o melhor juntando-se todos eles.

Um apelido que virou sinônimo de sucesso

Pessoas de destaque em diversos ramos de atividade passaram a ser os ‘Pelés’. Surgiu o Pelé da economia, da propaganda, etc…

WILSON BALDINI JR. – O Estado de S.Paulo

Ser um aluno exemplar na escola sempre valeu a nota 10 no boletim. No futebol, a camisa 10 só se transformou no uniforme preferido dos craques depois da Copa do Mundo de 1958, na Suécia, quando o garoto Pelé, então com 17 anos, fez seis gols e comandou a seleção brasileira na primeira conquista mundial. Depois dele, surgiram Rivellino, Zico, Maradona, Kempes, Zidane, Platini e tantos outros. O apelido Pelé, depois de inúmeros títulos e partidas sensacionais e inesquecíveis por Santos e seleção brasileira, virou sinônimo de sucesso. No futebol, nunca mais surgiu outro Pelé. Para muitos, nunca surgirá. Mas todos os ramos de atividade fizeram questão de eleger o seu “Pelé”.

Washington Olivetto, para muitos o “Pelé da Propaganda”, afirmou em entrevista ao SporTV: “Pelé é o Pelé dos Pelés.” Ou seja: foi por intermédio do maior jogador de futebol de todos os tempos que se criou um termo para se dizer que um sujeito é o melhor naquilo que faz.

Nas mais variadas modalidades esportivas muitos “pelés” apareceram. No basquete, temos pelo menos dois: Oscar, o “Mão Santa”, e Michael Jordan, o astro do time do Chicago Bulls e dos Estados Unidos.

No vôlei, Karch Kiraly, tricampeão olímpico em 1984, 1988 e 1996 (na praia) ostenta o título de Pelé. No judô, o japonês Yasuhiro Yamashita, campeão olímpico em 1988, virou o “Pelé do tatame”. Assim como o brasileiro Ademir da Costa ficou conhecido como o “Pelé do caratê” nos anos 80, após realizar o teste das 100 lutas consecutivas.

Pelé surgiu quando o garoto Edson Arantes do Nascimento, aos 4 anos, jogava bola com seus amigos. Na época, ele atuava no gol – talento que só seria reconhecido anos depois, quando já atuava como atleta profissional – e gritava a cada defesa: “Segura Bilé, defende Bilé”. Homenagem ao goleiro do Vasco de São Lourenço-MG, time que seu pai defendia antes de ser contratado pelo Bauru Atlético Clube – do interior paulista.

Bilé. Como os companheiros não entendiam quem era “Bilé”, passaram a chamá-lo de Pelé, apelido que o Rei de início detestou – e, assim, acabou incentivando os colegas a seguirem com a gozação. Dona Celeste e seu Dondinho que deram ao filho o nome de “Edson” como uma homenagem a Thomas Edison (1847 a 1931) jamais imaginaram em 1940 que o garoto brilharia muito mais do que o inventor 70 anos depois.

Prazer, Julião!

Pepe, ponta-esquerda do maior ataque da história do futebol, revela mais um apelido do Rei do Futebol

Wilson Baldini Jr. – O Estado de S.Paulo

Antes de se transformar em Pelé, Edson Arantes do Nascimento foi Dico para os familiares e Gasolina para os amigos nas primeiras partidas de futebol ainda criança em Bauru. Mas para Pepe e Coutinho, dois dos maiores parceiros que teve na carreira, o Rei do Futebol é Julião. “O Pelé era muito bom no gol. Se tivesse se dedicado à posição poderia ter rivalizado com o Gylmar (dos Santos Neves, maior goleiro da história do futebol brasileiro)”, disse Pepe, ponta-esquerda do time do Santos, que assombrou o mundo na década de 60. “O Noroeste tinha o goleiro Julião, que era muito parecido com o Pelé. De lá para cá, eu e o Coutinho só chamamos o negrão de Julião.”

Além de fazer parte do maior quinteto de ataque da história (Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe), Pepe também é o melhor contador das histórias de Pelé. Ele lembra de um jogo em Trinidad e Tobago, em 1972. “Eu era o técnico do Santos. O estádio estava repleto. Aos 43 minutos do primeiro tempo, o Edu cruzou e o Pelé fez o gol, de cabeça. A torcida invadiu o gramado e carregou o Pelé nos ombros por quilômetros até o centro da cidade. O Pelé, assustado, ficou com os olhos arregalados.”

Pepe, de 75 anos, afirmou que o fato de ter jogado ao lado do Rei o ajuda até hoje. “É verdade que eu tenho um nome respeitado no futebol, mas é evidente que ter atuado no mesmo time dele é importante para ser lembrado para muitas homenagens”, disse o autor de 405 gols em 750 partidas pelo Santos, o 2.º maior artilheiro do clube.

Pepe relembrou que Pelé recebeu seus quatro companheiros ano passado em sua casa no Guarujá. “Ele pagou o churrasco. Coisa rara”, brincou Pepe, ratificando a fama de pão-duro do Rei.

Coutinho, que ganhou 22 títulos ao lado de Pelé, após realizar infinitas tabelas, chega a se irritar com comparações. “Tem cara que joga bem, mas chegar perto do cara? Nem pensar.”

“Foi o ataque dos sonhos. O maior que já existiu”, disse Pelé, durante encontro do quinteto há três anos, em Santos. Mas para alcançar a impressionante marca de 1.091 gols pelo Santos, Pelé teve ao seu lado outros grandes parceiros. Pagão era franzino, mas extremamente técnico. Toninho Guerreiro, como o apelido mostra, era um definidor incansável. Na seleção, teve Vavá nas Copas de 1958 e 1962, que se comportava como Toninho Guerreiro e era conhecido como “Peito de Aço”. Tostão esteve ao seu lado na fantástica campanha do tri no México, em 1970.

Mas foi com Garrincha que Pelé obteve os resultados mais expressivos. Com os dois em campo, a seleção brasileira jamais perdeu. Em 40 jogos, foram 35 vitórias e 5 empates.

Eu disse: ”Pelé, aqui na seleção é você e mais dez”

ZAGALLO, Ex-técnico. JOGOU AO LADO DE PELÉ NAS COPAS DE 1958 E 1962. DIRIGIU O REI EM 1970

Sílvio Barsetti / RIO – O Estado de S.Paulo

Pouca gente acompanhou a trajetória de Pelé como Zagallo, seu companheiro de seleção nos títulos de 1958 e 1962, e seu treinador em 1970. Nesta entrevista ao Estado, Zagallo conta com graça e admiração como era o convívio com o melhor jogador do mundo e dá detalhes da relação de amizade e respeito entre os dois.

Boa tarde, Zagallo. Eu gostaria de lhe fazer algumas perguntas sobre o Pelé?

Eu já imaginava. Não faço outra coisa nos últimos 15 dias. Só tenho falado sobre Pelé, o telefone toca dia e noite. Mas faço isso com muita alegria.

Que recordações guarda do início da carreira dele?

Quando Pelé chegou à seleção, em 1957, todo mundo ficou surpreso. O comentário geral era de que aquele garoto só podia ser um prodígio, um fenômeno. Garrincha, Nilton Santos, todos já olhavam para ele com alguma admiração.

Vocês eram próximos? Por ser nove anos mais velho, chegou a dar conselhos?

Ele sempre foi muito bacana comigo. Mas quem deveria dar conselhos para quem? O que eu fazia era observar o jeito dele, como dava os dribles sensacionais, os gols, as jogadas.

De algum modo, tentou aprender algo com o Pelé?

Claro, sempre. Teve um jogo do Santos – não lembro se eu estava no Flamengo ou Botafogo – em que o adversário veio “roubar” a bola e eu dei só um toquezinho com o bico da chuteira. O cara passou direto que nem uma flecha. Aí o Pelé veio e me disse: “Você é inteligente, hein?” Eu não respondi nada, na verdade eu fiz aquela jogada no melhor estilo Pelé.

Como foi sua experiência como treinador dele em 1970?

Logo no primeiro treino da seleção, ele me disse: “Zagallo, você pode me botar na reserva, só não quero que seja desleal comigo.” Referia-se a uma declaração atribuída ao João Saldanha (técnico demitido para dar vez a Zagallo na seleção), de que ele, Pelé, estaria míope. Naquele momento, eu lhe respondi: “Pelé, aqui na seleção é você e mais dez.”

Como era o Pelé nas concentrações da seleção?

Era 100%. Uma vez estávamos num hotel do Rio, a poucos dias da Copa de 70, e havia um aglomerado de gente na recepção. Estava um clima festivo e o Pelé pediu uma reunião dos jogadores com a comissão técnica. Disse que aquilo parecia uma diversão, que não estava gostando daquela festa toda.

Das grandes jogadas, qual a que você destacaria?

A do jogo com o Tchecoslováquia, em 70, em que ele chuta do meio-campo tentando encobrir o goleiro. Eu estava no banco e não entendi nada. “O que ele está fazendo, meu Deus?”, pensei. A minha dedução – nunca perguntei a ele – foi que ele estava dando resposta ao Saldanha, de que não era míope.

Há comparações entre Maradona e Pelé?

Muitas. O Pelé foi tricampeão mundial. O Maradona só ganhou uma Copa. O Pelé marcou quase 1.300 gols. O Maradona não chegou nem aos 400. O Pelé era completo. O outro foi um bom jogador.

Vocês mantêm contato?

Não tenho o número do telefone. É uma pessoa difícil de encontrar, sempre viajando.

Vai enviar um telegrama ao Pelé pelos 70 anos?

Meu filho, se você souber o endereço dele… Eu não consigo falar com esse homem. Vou aproveitar o Estadão e por meio de vocês vou mandar os parabéns ao Pelé por tudo que ele representa. É o nosso rei.


Fonte: Wikipédia.org

Estatísticas

  • Partidas: 1375
  • Gols: 1284
  • Média de Gols por Partida: 0,93
  • Atleta do século
  • Recorde de gols em uma partida: oito gols, em 21 de novembro de 1964, na partida Santos 11 a 0 Botafogo de Ribeirão Preto (superado por Dadá Maravilha na década de 1970).
  • Partidas pela seleção brasileira: 115 (92 oficiais)
  • Gols pela seleção brasileira: 95
  • Mais jovem artilheiro Campeonato Paulista: 1957 – Santos (fez 17 anos durante a competição)
  • Mais jovem Campeão Mundial: 1958 – Brasil (17 anos)
  • Mais jovem Bicampeão Mundial: 1962 – Brasil (21 anos)
  • Único Jogador tricampeão mundial: 1970 – Brasil
  • Maior artilheiro em uma temporada do Campeonato Paulista: 1958 – 58 gols
  • Maior número de temporadas como artilheiro do Campeonato Paulista: 11
  • Maior artilheiro em uma temporada: 1959 – 127 gols
  • Maior artilheiro da história da Seleção Brasileira: 95 gols
  • Maior artilheiro do futebol profissional: 1284 gols
  • Bola de Ouro Especial da revista Placar: 1987
  • Placa de bronze afixada no Maracanã: 1961 – Em virtude de um lindo gol marcado contra o Fluminense, no dia 12 de junho de 1961. Origem do termo “Gol de placa”, cunhado por Joelmir Beting.

Artilharia

Campeonato Paulista

  • 1957 – Santos (20 gols)
  • 1958 – Santos (58 gols) – Recorde da Competição
  • 1959 – Santos (45 gols)
  • 1960 – Santos (34 gols)
  • 1961 – Santos (47 gols)
  • 1962 – Santos (37 gols)
  • 1963 – Santos (22 gols)
  • 1964 – Santos (34 gols)
  • 1965 – Santos (49 gols)
  • 1968 – Santos (26 gols)
  • 1973 – Santos (11 gols)

Copa América

  • 1959 – Brasil (9 gols)

Campeonato Brasileiro das Forças Armadas

  • 1959 – Seleção da 6ª Grupo de Artilharia de Costa Motorizado (6º GACosM)(11 gols)

Campeonato Sul Americano das Forças Armadas

  • 1959 – Seleção Brasileira das Forças Armadas (11 gols)

Taça Brasil

  • 1961 – Santos (9 gols)
  • 1963 – Santos (12 gols)

Torneio Rio-São Paulo

  • 1961 – Santos (7 gols)
  • 1963 – Santos (15 gols)
  • 1964 – Santos (3 gols)
  • 1965 – Santos (7 gols)

Copa Intercontinental

  • 1962 – Santos (3 gols)
  • 1963 – Santos

Taça Libertadores da América

  • 1963 – Santos (11 gols)

Títulos

Santos
  • Campeonato Paulista: 1958, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968, 1969 e 1973
  • Torneio Rio-São Paulo: 1959, 1963, 1964 e 1966
  • Taça Brasil: 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965
  • Taça Libertadores da América: 1962 e 1963
  • Copa Intercontinental: 1962 e 1963
  • Recopa Sul-Americana: 1968
  • Recopa dos Campeões Intercontinentais: 1968
  • Torneio Roberto Gomes Pedrosa: 1968
New York Cosmos
  • Liga Norte-Americana de Futebol: 1977
Seleção Brasileira
  • Copa do Mundo: 1958, 1962 e 1970

Prêmios

  • Melhor jogador jovem da Copa do Mundo: 1958
  • Bola de Prata Copa do Mundo: 1958
  • Chuteira de prata Copa do Mundo: 1958
  • Craque do time das estrelas da Copa do Mundo – World cup all-star team player: 1958
  • Bola de Ouro – Copa do Mundo: 1970
  • Craque do time das estrelas da Copa do Mundo – World cup all-star team player: 1970
  • BBC Personalidade Esportiva do Ano: 1970
  • Melhor jogador Sulamericano do ano: 1973
  • Atleta do Século, eleito por jornalistas do mundo todo, na pesquisa realizada pelo jornal francês L’Equipe: 1981
  • Atleta do Século, eleito pelo Comitê Olímpico Internacional: 1999
  • Atleta do Século, eleito pelos jornalistas da Agência de Notícias Reuters: 1999
  • Jogador de Futebol do Século, escolhido pela UNICEF: 1999
  • Jogador de Futebol do Século, eleito pelos vencedores da Bola de Ouro da revista France Football: 1999
  • Maior jogador do Século XX pela IFFHS: 1999
  • Maior jogador Sulamericano do Século XX Pela IFFHS: 1999
  • Maior Jogador de Futebol do Século FIFA: 2000
  • Laureus World Sports Awards – Prêmio pelo conjunto da obra, entregue pelo Presidente Sul-Africano Nelson Mandela: 2000
  • BBC Personalidade Esportiva do Ano – Prêmio pelo conjunto da obra: 2005

Gol 500

Marcado em 2 de setembro de 1962, na partida Santos 3 a 3 São Paulo. Pelé marcou dois gols na partida, sendo o segundo o 500º gol.

Milésimo gol

Marca de Pelé na calçada da fama do Maracanã, local do gol 1000.

Marcado em 19 de novembro de 1969, às 23h11, Vasco 1 – Santos 2, com 65.157 pagantes.

A partida era válida pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o campeonato brasileiro da época. Aos 33 minutos do segundo tempo o zagueiro do Vasco Renê cometeu pênalti. Pelé cobrou com pé direito no canto esquerdo do goleiro Andrada, que se esforçou, mas não conseguiu defender o pênalti. Andrada não queria sofrer gol de Pelé pois achava que deixaria de ser conhecido como bom goleiro e passaria a ser lembrado somente como o goleiro do milésimo gol.

Ao ser cercado pelos repórteres, Pelé disse: “Pensem no Natal. Pensem nas criancinhas”.

Pelé vestiu uma camisa do Santos de número 1000 e deu a volta olímpica no Maracanã.

Nas artes

Filmografia
  • Isto É Pelé (documentário)
  • Os Trombadinhas
  • Pedro Mico
  • Fuga para a Vitória
  • A Marcha
  • Os Trapalhões e o Rei do Futebol
  • Pelé Eterno (documentário)
Telenovela
  • Os Estranhos
Discografia[11]

Pelé gravou o compacto Tabelinha com a cantora Elis Regina no ano de 1969. O disco foi gravado pela Philips/CBD, hoje Universal Music. (Philips 365291) com as canções Vexamão e Perdão Não Tem.

As canções estão disponíveis no CD duplo Elis Regina 20 anos de Saudade, de 2002 (Universal Music) e no CD Peléginga, de 2006 (EMI).

Curiosidades

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Presidente Lula e Pelé em foto de 2008

Estátua com o busto de Pelé, localizada no Memorial das Conquistas, na Vila Belmiro.

  • Apesar de ser um torcedor santista, Pelé era vascaíno durante a sua infância em Bauru. Pelé vestiu a camisa do Vasco no início da sua carreira, em junho de 1957, em três partidas no Maracanã, contra Belenenses (Portugal), Dínamo Zagreb (Iugoslávia) e Flamengo. Pelé marcou gols em todas as partidas.
  • Pelé conta que certa vez, seu pai, Dondinho, lhe mostrou um recorte de jornal que falava de um jogo em que ele fizera cinco gols, todos de cabeça. Esse recorde de seu pai nem o “Rei” conseguiu superar.
  • Pelé esteve para ser contratado pelo Bangu, time do Rio de Janeiro, mas sua mãe não queria que ele mudasse para tão longe de São Paulo.
  • Patrocinado por uma marca de refrigerante famoso internacionalmente, Pelé filmou várias “aulas de como se jogar futebol” no início dos anos 1970: nelas, pode se observar a sua técnica: “matadas” de bola no peito, dribles de todos os tipos (“chapéus”, tabela com a “canela” do adversário), cabeceio com grande impulsão e também de “peixinho”, chutes fortes. Pelé também mostra como ele jogava com as pernas dobradas, para melhorar seu equilíbrio em função do centro de gravidade do corpo.
  • Ameaçado de perder a artilharia do Campeonato Paulista de 1964 pela primeira vez desde 1958, Pelé marcou oito gols em uma só partida: vitória do Santos por 11 a 0 sobre o Botafogo de Ribeirão Preto. Milton Neves conta que o técnico do time do interior Osvaldo Brandão perdeu o cargo logo após essa goleada, mas foi contratado pelo Corinthians. No seu novo clube, na estréia, o Corinthians perdeu de 7 a 4, com Pelé marcando mais 4 gols.
  • Pelé afirma que seu gol mais bonito foi marcado no estádio do Juventus na rua Javari (bairro da Mooca) em 2 de agosto de 1959 no Campeonato Paulista. Como não existem imagens deste feito, Pelé aceitou recriá-lo através de computação gráfica, para o documentário Pelé Eterno.
  • Pelé parou temporariamente a guerra civil no Congo Belga em 1969, quando, durante excursão pela África, o Santos jogou duas partidas de exibição no país, então dividido pela guerra.[12]
  • Além de ter atuado em clubes, Pelé ainda atuou por algumas seleções e combinados regionais e em apenas três oportunidades, não deixou sua marca.
    • Seleção do 6º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado (6º GACosM)(1959), 11 gols
    • Seleção Paulista (1959-60 e 1968/69), 11 gols
    • Seleção das Forças Armadas (1959), 4 gols
    • Seleção dos Sind. dos Atletas-SP (1961/62), 3 gols
    • Seleção do Sudeste (1983), 1 gol
    • Seleção dos Amigos do Garrincha, 1 gol
    • Seleção Norte Americana de Astros (1975)
    • Seleção dos ex-atletas do New York Cosmos (1984)
    • Seleção Brasileira de Seniores (1987)
  • Pelé também defendeu a camisa de uma outra seleção nacional, em 22 de abril de 1978, para promover uma excursão do Fluminense pela África, Pelé atuou pela seleção da Nigéria até os 35 minutos do primeiro tempo, quando foi substituído por Nalando. Na mesma excursão, Pelé disputou uma partida com a camisa do Fluminense. O jogo ocorreu na cidade de Kaduba e terminou com a vitória de 2×1 em cima do Racca Rovers, que no mesmo ano se tornou campeão nacional.
  • A polêmica acerca do gol número mil do “Rei do futebol”, se deu pois constatou-se um erro ao não se computar um gol que Pelé marcou pela Seleção das Forças Armadas do Brasil contra a Seleção das Forças Armadas do Paraguai, no placar final que foi de 4 a 1 (e não 4 a 3 como se veiculava na época) do dia 18 de novembro de 1959 (e não 5 de novembro) o “rei” marcou um gol, e com isso o “verdadeiro” gol 1000 teria ocorrido em 14 de novembro de 1969, cinco dias antes daquele que foi imortalizado no Maracanã, em um amistoso contra o Botafogo da Paraíba, na partida de inauguração do estádio Governador José Américo de Almeida, aos 23 minutos do segundo tempo, também de pênalti Pelé fez o terceiro gol da partida e àquele que “corretamente” é o seu milésimo gol. Todavia, Celso Unzelte, numa reportagem para Placar a qual citou no programa “Loucos por Futebol” da ESPN, provou com imagens de TV que um gol de Pelé feito contra a Seleção da Checoslováquia em 1965, constante da lista original, na verdade foi de Coutinho. Dessa forma, segundo ele, estava restabelecido o milésimo gol como sendo o feito sobre o Vasco da Gama.
  • Foi o maior carrasco do Sport Club Corinthians Paulista, rival do Santos Futebol Clube, em um total de 47 partidas pelo Santos ele marcou 48 gols, com uma média de 1,02 gol por partida, outros dois gols foram marcados com a camisa da seleção Brasileira, na partida Brasil 5 – Corinthians 0, completando assim 50 gols em 48 partidas.
  • No dia 6 de abril de 1979, já aposentado e aos 39 anos de idade, Pelé vestiu a camisa do Flamengo em uma partida não-oficial no Estádio do Maracanã. O Flamengo enfrentou o Atlético Mineiro cuja renda foi revertida para as vítimas das enchentes de Minas Gerais. Com a presença de Pelé, o público chegou a 139.953 pagantes.
  • Pelé é um dos poucos brasileiros a possuir o título de Sir da Ordem do Império Britânico na categoria Knight Commander (KBE), o título completo em inglês é Knight Commander of the Order of the British Empire, que em tradução livre seria “Comandante Cavaleiro da Ordem do Império Britânico”.[13]
  • Em 2002, Pelé foi convidado para dar a bandeirada final no GP do Brasil de Fórmula 1. Mas Pelé acabou se distraindo e não deu a bandeirada para Michael Schumacher. No total, 8 pilotos passaram sem ter visto a bandeira quadriculada tremulando.
  • Em 2009 foi anunciado a parceria de Pelé com a Ubisoft para o desenvolvimento de um jogo de video game de futebol para o Wii no qual Pelé é o personagem principal.[14] O jogo chamado “Academy of Champions” remete a idéia de Pelé de trazer o esporte para os mais jovens.[15]

Por Cleber Aguiar – Lothar Matthaus perdoa ex noiva após traição !

Fonte: Futebolinterior.com.br

Após ser traído, Lothar Matthaus perdoa Liliana Chudinova e é flagrado em aeroporto

Os dois foram vistos juntos em um aeroporto de Berlim na última quarta-feira

 

 

Campinas, SP, 24 (AFI) – O mundo dá voltas. Após estar envolvido em um escândalo de traição, o técnico e ex-jogador Lothar Matthaus parece ter perdoado a modelo ucraniana Liliana Chudinova. Ambos foram vistos juntos no Aeroporto de Berlim, na última quarta-feira.

No meio deste ano, a modelo foi flagrada trocando carinhos e beijos com o empresário Matteo B nas praias de Sardenha. Após ficar sabendo do episódio, o atual técnico da seleção búlgara anunciou que o casamento com Liliana havia chegado ao fim.

Em julho, Lothar Matthaus estava na África do Sul torcendo para a seleção alemã na Copa do Mundo, enquanto sua mulher aproveitou para “curtir” com o empresário. Resta saber se o ídolo da torcida alemã teve uma pequena recaída ou se realmente eles retomaram o casamento. É esperar o próximo capítulo.

 

Por Cleber Aguiar – Ponte Preta contrata no treinador .

Fonte: Futebolinterior.combr

EXCLUSIVO! Ponte Preta acerta com Givanildo Oliveira

O novo treinador chegará em Campinas nesta terça-feira para acompanhar ao jogo

 

Campinas, SP, 25 (AFI) – A Ponte Preta definiu o seu novo treinador para a reta final do Campeonato Brasileiro da Série B. Após acertar a saída de Jorginho na tarde deste domingo, a diretoria se reuniu e acertou com o experiente Givanildo Oliveira (foto).

As negociações foram finalizadas na manhã desta segunda-feira e junto com Givanildo Oliveira chegam o preparador físico Wellington Vero e o assistente técnico Cláudio. O último trabalho do treinador foi no Santa Cruz, quando quase conquistou o acesso na Série D deste ano.

O novo treinador desembarca ao Moisés Lucarelli nesta terça-feira e observe a partida entre Ponte Preta e Vila Nova, às 21 horas, no Estádio Moisés Lucarelli, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. O time campineiro precisa vencer os sete jogos que ainda restam para conquistar o tão sonhado acesso.

Em contato com o Portal Futebol Interior, o coordenador de futebol do Macaca, Wanderley Paiva, não confirmou e nem desmentiu a informação. Segundo ele, os dirigentes estão reunidos para definir o novo treinador e a expectativa é que o nome seja divulgado oficialmente nas próximas horas.

No entanto, Givanildo Oliveira confirmou com exclusividade ao Futebol Interior que acertou com a Macaca até o final da Série B e vai assistir ao confronto contra o Vila Nova para depois iniciar os trabalhos com o elenco. O novo comandante chega para tentar o milagre de conquistar o acesso nas últimas sete rodadas.

“Acertei com a Ponte na manhã desta segunda-feira e vou desembarcar em Campinas na terça para acompanhar o jogo. Fechamos um pacote para os sete jogos que restam da Série B e enquanto tivermos chances matemáticas de conquistar o acesso vamos acreditar. Todo treinador tem que estar por dentro do que acontece no futebol brasileiro e acompanhei alguns jogos do time. Como não podemos mais contratar, vamos com o que temos em mãos”, afirmou o novo treinador alvinegro com exclusividade ao Portal FI.

Sobre Givanildo!
Essa será a segunda passagem de Givanildo Oliveira pela Ponte Preta, onde já havia trabalhado em 93. Em sua carreira, o treinador comandou muitos clubes do futebol brasileiro, como Sport, Santa Cruz, Guarani, Atlético-PR, Vitória, Figueirense, Brasiliense, América-MG, Bahia, Paysandu. Seu últim trabalho foi no Santa Cruz, quando foi eliminado precocemente na Série D deste ano.

Um de seus principais trabalhos realizados foi no Paysandu, quando conquistou a Copa dos Campeões de 2002 e acabou classificando o time paraense para a Libertadores do ano seguinte. Na temporada passada, Givanildo conseguiu livrar o Mogi Mirim do rebaixamento no Paulistão, contrariando os matemáticos, que davam como certo a degola do Sapão.

ICFUT – Classificação e jogos da Liga Europa 2010/2011.

Links  para jogos ao vivo

https://icfut.wordpress.com/2010/07/23/icfut-links-para-transmissao-dos-jogos-da-serie-a-b/

Grupo A
Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1 Manchester City 7 3 2 1 0 6 2 4 77.8
2 Lech Poznań 4 3 1 1 1 6 6 0 44.4
3 Juventus 3 3 0 3 0 5 5 0 33.3
4 Red Bull Salzburg 1 3 0 1 2 1 5 -4 11.1
Grupo B
Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1 Bayer Leverkusen 5 3 1 2 0 5 1 4 55.6
2 Atlético de Madrid 4 3 1 1 1 4 2 2 44.4
3 Aris Salônica 4 3 1 1 1 2 2 0 44.4
4 Rosenborg 3 3 1 0 2 2 8 -6 33.3
Grupo C
Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1 Sporting 9 3 3 0 0 12 2 10 100.0
2 Lille 4 3 1 1 1 3 3 0 44.4
3 Levski Sofia 3 3 1 0 2 3 8 -5 33.3
4 Gent 1 3 0 1 2 4 9 -5 11.1
Grupo D
Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1 Villarreal 6 3 2 0 1 3 3 0 66.7
2 Dínamo Zagreb 4 3 1 1 1 2 1 1 44.4
3 PAOK 4 3 1 1 1 2 2 0 44.4
4 Club Brugge 2 3 0 2 1 2 3 -1 22.2
Grupo E
Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1 Bate 7 3 2 1 0 7 3 4 77.8
2 Dínamo de Kiev 4 3 1 1 1 4 5 -1 44.4
3 Sheriff 3 3 1 0 2 3 3 0 33.3
4 AZ Alkmaar 3 3 1 0 2 4 7 -3 33.3
Grupo F
Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1 CSKA 9 3 3 0 0 9 0 9 100.0
2 Sparta Praga 4 3 1 1 1 6 8 -2 44.4
3 Palermo 3 3 1 0 2 3 6 -3 33.3
4 Lausanne-Sports 1 3 0 1 2 3 7 -4 11.1
Grupo G
Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1 Zenit 9 3 3 0 0 9 3 6 100.0
2 Anderlecht 3 3 1 0 2 4 4 0 33.3
3 AEK Atenas 3 3 1 0 2 5 8 -3 33.3
4 Hajduk Split 3 3 1 0 2 2 5 -3 33.3
Grupo H
Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1 Stuttgart 9 3 3 0 0 6 1 5 100.0
2 Young Boys 6 3 2 0 1 6 5 1 66.7
3 Getafe 3 3 1 0 2 2 4 -2 33.3
4 Odense 0 3 0 0 3 4 8 -4 0.0
Grupo I
Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1 PSV Eindhoven 7 3 2 1 0 5 2 3 77.8
2 Metalist Kharkiv 6 3 2 0 1 7 3 4 66.7
3 Sampdoria 4 3 1 1 1 3 3 0 44.4
4 Debreceni 0 3 0 0 3 1 8 -7 0.0
Grupo J
Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1 PSG 7 3 2 1 0 4 1 3 77.8
2 Sevilla 6 3 2 0 1 2 1 1 66.7
3 Borussia Dortmund 4 3 1 1 1 5 5 0 44.4
4 Karpaty Lviv 0 3 0 0 3 3 7 -4 0.0
Grupo K
Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1 Liverpool 5 3 1 2 0 4 1 3 55.6
2 Napoli 3 3 0 3 0 3 3 0 33.3
3 Utrecht 3 3 0 3 0 1 1 0 33.3
4 Steua Bucareste 2 3 0 2 1 5 8 -3 22.2
Grupo L
Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1 Porto 9 3 3 0 0 7 1 6 100.0
2 Besiktas 6 3 2 0 1 4 4 0 66.7
3 Rapid Viena 3 3 1 0 2 3 5 -2 33.3
4 CSKA Sofia 0 3 0 0 3 0 4 -4 0.0
3ª RODADA
21/10 – 15h00 Karpaty Lviv 0 x 1 Sevilla
21/10 – 15h00 Utrecht 1 x 1 Steua Bucareste
21/10 – 15h00 Napoli 0 x 0 Liverpool
21/10 – 15h00 Zenit 2 x 0 Hajduk Split
21/10 – 15h00 Young Boys 4 x 2 Odense
21/10 – 15h00 CSKA Sofia 0 x 2 Rapid Viena
21/10 – 15h00 Anderlecht 3 x 0 AEK Atenas
21/10 – 15h00 Stuttgart 1 x 0 Getafe
21/10 – 15h00 Besiktas 1 x 3 Porto
21/10 – 15h00 Metalist Kharkiv 2 x 1 Sampdoria
21/10 – 15h00 Debreceni 1 x 2 PSV Eindhoven
21/10 – 15h00 Borussia Dortmund 1 x 1 PSG
21/10 – 17h05 Red Bull Salzburg 1 x 1 Juventus
21/10 – 17h05 AZ Alkmaar 1 x 2 Dínamo de Kiev
21/10 – 17h05 Atlético de Madrid 3 x 0 Rosenborg
21/10 – 17h05 Palermo 0 x 3 CSKA
21/10 – 17h05 Aris Salônica 0 x 0 Bayer Leverkusen
21/10 – 17h05 Sparta Praga 3 x 3 Lausanne-Sports
21/10 – 17h05 Sporting 5 x 1 Gent
21/10 – 17h05 Lille 1 x 0 Levski Sofia
21/10 – 17h05 Villarreal 1 x 0 PAOK
21/10 – 17h05 Dínamo Zagreb 0 x 0 Club Brugge
21/10 – 17h05 Manchester City 3 x 1 Lech Poznań
21/10 – 17h05 Sheriff 0 x 1 Bate
4ª RODADA
4/11 – 14h00 Club Brugge x Dínamo Zagreb
4/11 – 14h00 Lech Poznań x Manchester City
4/11 – 14h00 Bate x Sheriff
4/11 – 14h00 Juventus x Red Bull Salzburg
4/11 – 14h00 Dínamo de Kiev x AZ Alkmaar
4/11 – 14h00 Rosenborg x Atlético de Madrid
4/11 – 14h00 CSKA x Palermo
4/11 – 14h00 Bayer Leverkusen x Aris Salônica
4/11 – 14h00 Lausanne-Sports x Sparta Praga
4/11 – 14h00 Gent x Sporting
4/11 – 14h00 Levski Sofia x Lille
4/11 – 14h00 PAOK x Villarreal
4/11 – 16h05 Sampdoria x Metalist Kharkiv
4/11 – 16h05 PSV Eindhoven x Debreceni
4/11 – 16h05 PSG x Borussia Dortmund
4/11 – 16h05 Sevilla x Karpaty Lviv
4/11 – 16h05 Steua Bucareste x Utrecht
4/11 – 16h05 Liverpool x Napoli
4/11 – 16h05 Hajduk Split x Zenit
4/11 – 16h05 Odense x Young Boys
4/11 – 16h05 Rapid Viena x CSKA Sofia
4/11 – 16h05 AEK Atenas x Anderlecht
4/11 – 16h05 Getafe x Stuttgart
4/11 – 16h05 Porto x Besiktas

ICFUT – Jogos e Classificação da Série D – Brasileiro 2010

Links  para jogos ao vivo

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Araguaína,América -AM ,Guarany de Sobral e Madureira classificados para Série C  -2011

1ª RODADA
23/10 – 18h00 Araguaína-TO 2 x 2 Guarany-CE
24/10 – 17h00 América-AM 1 x 2 Madureira-RJ
2ª RODADA
27/10 – 17h00 Madureira-RJ x América-AM
30/10 – 18h00 Guarany-CE x Araguaína-TO

Por Silvana: QUE VERGONHA!!! – Ceará vence o São Paulo e derruba invencibilidade de Carpegiani

Ceará constroi resultado no primeiro tempo e segura o São Paulo em Fortaleza

Fonte: Lancent

A série invicta de Carpegiani acabou. No Castelão, o São Paulo perdeu por 2 a 0 para o Ceará. Com o resultado todo criado no primeiro tempo, os donos da casa foram muito superiores e não deram muitas chances aos paulistas. Alegria no Castelão lotado. Com o tropeço o Tricolor vê mais longe a possibilidade de chegar ao G4.

Invicto no São Paulo desde a sua chegada, Carpegiani não abriu mão do seu quarteto ofensivo mesmo sem poder contar com Dagoberto e mandou Fernandão para o jogo. Depois das três vitórias consecutivas a aposta continuou sendo na força dos homens de frente para tentar beliscar uma vaguinha na Libertadores. Já o Ceará contava com os gols do experiente e ídolo da torcida, Magno Alves. Outra arma e não menos importante ao lado do Vovô, era o forte calor na capital cearense.

O jogo

Os donos da casa começaram melhores na partida e assustaram por duas vezes seguidas a meta de Rogério Ceni, primeiro em uma bola cruzada que quase surpreendeu e depois em um chute de Magno Alves que passou a direita do camisa 1. A resposta do São Paulo veio aos 14 minutos. Em cobrança de falta de Carlinhos Paraíba, Ricardo Oliveira desviou para dentro da rede. O camisa 99 estava impedido e o juiz anulou o tento.

O Ceará continuou insistindo. Aos 19, Geraldo dominou cara a cara com Rogério e chutou fraco para a defesa do goleiro. Um minuto depois o, não teve jeito e o Castelão veio abaixo. Vicente foi até a linha de fundo e cruzou para Magno Alves, livre, o atacante só escorou de cabeça para o gol.

Vendo seu time mal na partida, Carpegiani não demorou a tomar uma atitude e mexeu na equipe aos 29, tirou Xandão e colocou Ilsinho. O Tricolor seguiu jogando mal e um novo castigo não demorou a chegar. Diego Sacoman recebeu bem na entrada da área, driblou Carlinhos Paraíba e em belo chute acertou o ângulo direito, sem chances de defesa para Rogério. Um golaço! Aos 47 minutos, o Sampa quase descontou. Em uma bola alçada na área, Fernandão escorou para Ricardo Oliveira que, na hora “H” foi travado pelo goleiro Michel.

A segunda etapa começou morna, ambas as equipes trocavam passes no meio de campo. A primeira jogada de perigo foi do Ceará aos 12 minutos. Em belo cruzamento, Diego Sacoman apareceu sozinho no segundo pau e cabeceou, Rogério bem colocado fez mais uma bela defesa. A resposta sãopaulina veio em seguida, Miranda dominou na área, limpou um adversário e bateu firme em cima da zaga.

Apesar da ampla posse de bola, o São Paulo criava pouco e sempre esbarrava na defesa cearense. O Vovô ia se segurando e só se arriscava em perigosos contra-ataques. Apagado na partida, Lucas saiu para entrada de Marlos, desta vez a promessa não desenquilibrou. O Sampa voltou a assustar os donos da casa aos 30 minutos. Em bela enfiada de bola de Ilsinho, Ricardo Oliveira bateu forte, mas a bola foi por cima da meta cearense.

Apesar de muita briga pela bola, o jogo permaneceu truncado até o final. Com o resultado na mão, o Ceará apenas administrou a vantagem. O Tricolor insistiu bastante, porém sempre errava no último passe, para a alegria geral no Castelão.

O São Paulo agora recebe o Atlético-PR na próxima quinta-feira, no Morumbi. Já o Vovô vai até Goiânia pegar o Atlético-GO, também no meio de semana.

FICHA TÉCNICA
CEARÁ 2 X 0 SÃO PAULO

Local: Castelão, em Fortaleza (CE)
Data/hora: 24 de outubro, às 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA) e Rodrigo Pereira Jóia (RJ)

Gols: Magno Alves, 20’/1ºT (1-0), Diego Sacoman, 35’/1ºT (2-0)

Cartões Amarelos: Lucas e Diogo (São Paulo)

CEARÁ: Michel Alves; Boiadeiro, Anderson, Fabrício, Diego Sacoman e Vicente; Michel, João Marcos e Geraldo (Careca, 38’/2ºT); Washington (Misael, 22’/2ºT) e Magno Alves (Reina, 28’/2ºT). Técnico: Dimas Filgueiras.

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Renato Silva, Xandão (Ilsinho, 29’/1ºT), Miranda e Diogo (Zé Vitor, 17’/2ºT); Rodrigo Souto, Carlinhos Paraíba, Lucas (Marlos, 22’/2ºT) e Fernandinho; Ricardo Oliveira e Fernandão. Técnico: Paulo César Carpegiani.

ICFUT – Classificação e jogos Série B – Brasileiro 2010

Links  para jogos ao vivo

https://icfut.wordpress.com/2010/07/23/icfut-links-para-transmissao-dos-jogos-da-serie-a-b/

Próxima Rodada

32ª RODADA
26/10 – 21h00 América-MG x Santo André-SP
26/10 – 21h00 Ponte Preta-SP x Vila Nova-GO
29/10 – 21h00 Náutico-PE x Guaratinguetá-SP
29/10 – 21h00 Brasiliense-DF x Icasa-CE
29/10 – 21h00 Paraná-PR x Bahia-BA
30/10 – 17h00 São Caetano-SP x Coritiba-PR
30/10 – 17h00 ASA-AL x Portuguesa-SP
30/10 – 17h00 Figueirense-SC x Sport-PE
30/10 – 21h00 Bragantino-SP x Duque de Caxias-RJ
30/10 – 21h00 América-RN x Ipatinga-MG

Destaque da Rodada

Lusa perde em casa e fica longe da vaga !

Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1 Coritiba-PR 60 31 18 6 7 55 37 18 64.5
2 Figueirense-SC 55 31 16 7 8 55 31 24 59.1
3 Bahia-BA 55 31 16 7 8 54 36 18 59.1
4 América-MG 52 31 16 4 11 47 37 10 55.9
5 Sport-PE 50 31 14 8 9 48 33 15 53.8
6 Portuguesa-SP 46 31 14 4 13 55 45 10 49.5
7 Duque de Caxias-RJ 45 31 14 3 14 39 43 -4 48.4
8 Ponte Preta-SP 45 31 12 9 10 43 37 6 48.4
9 ASA-AL 44 31 14 2 15 46 47 -1 47.3
10 Paraná-PR 43 31 12 7 12 42 38 4 46.2
11 São Caetano-SP 41 31 11 8 12 42 46 -4 44.1
12 Icasa-CE 40 31 11 7 13 43 43 0 43.0
13 Bragantino-SP 40 31 9 13 9 37 30 7 43.0
14 Guaratinguetá-SP 40 31 9 13 9 39 43 -4 43.0
15 Vila Nova-GO 38 31 11 5 15 40 52 -12 40.9
16 Náutico-PE 38 31 11 5 15 33 53 -20 40.9
17 Ipatinga-MG 33 31 9 6 16 39 51 -12 35.5
18 Santo André-SP 32 31 8 8 15 42 50 -8 34.4
19 América-RN 32 31 8 8 15 30 56 -26 34.4
20 Brasiliense-DF 31 31 7 10 14 30 51 -21 33.3
31ª RODADA
22/10 – 21h00 Duque de Caxias-RJ 1 x 0 América-MG
22/10 – 21h00 Guaratinguetá-SP 0 x 0 São Caetano-SP
22/10 – 21h00 Santo André-SP 2 x 0 Ponte Preta-SP
23/10 – 16h00 Coritiba-PR 0 x 0 Paraná-PR
23/10 – 16h10 Portuguesa-SP 1 x 2 América-RN
23/10 – 17h00 Bahia-BA 5 x 1 ASA-AL
23/10 – 17h00 Icasa-CE 3 x 1 Figueirense-SC
23/10 – 17h00 Sport-PE 1 x 1 Náutico-PE
23/10 – 21h00 Vila Nova-GO 4 x 0 Brasiliense-DF
23/10 – 21h00 Ipatinga-MG 2 x 1 Bragantino-SP

Por Cleber Aguiar – O interior perde sua identidade !

Fonte: O Estado de São Paulo

Futebol do interior se afasta das raízes

Anelso Paixão

O Barueri de Presidente Prudente, o Campinas de Barueri, o Guaratinguetá de Americana.

O futebol do interior de São Paulo vai aos poucos perdendo a identidade com as cidades que tradicionalmente foram suas sedes. Em troca de melhores condições financeiras e de estrutura, os clubes vão mudando de nome e de casa, abandonando por completo as raízes. A maior vítima é a

torcida, privada do prazer de vibrar com seu time de coração.Já vai longe o tempo em que os clubes e as cidades do interior paulista eram quase extensão um do outro, casos como o XV de Piracicaba, o Botafogo de Ribeirão Preto, o Paulista de Jundiaí, a Inter de Limeira, o Rio Branco de Americana, o XV de Jaú, a Ferroviária de Araraquara e tantos outros. Quando se falava do time, se incorporava a ele o nome da cidade. E, ao se referir ao município, imediatamente se lembrava do clube.União perfeita que se vê cada vez mais ameaçada como advento dos clubes-empresa, estrutura organizacional em que os interesses financeiros andam sempre à frente dos laços afetivos e

que, em contrapartida, oferecem melhores condições de trabalho a técnico e jogadores de

futebol. Afinal – pensam os dirigentes –, o que adianta ser uma agremiação com quase cem anos,paixão de toda uma cidade, se esta mal consegue pagar as contas no final do mês?

A incompetência dos dirigentes, a falta de apoio das federações e a distância cada vez maior

dos clubes grandes para os pequenos foi fazendo com que vários times tradicionais perdessem

a força e, aos poucos, fossem desaparecendo Brasil afora.E deste inevitável caminho,nem mesmo o Estado mais rico da União consegue escapar. Além dos que já pegaram a estrada e mudaram de endereço, existem outros fortes candidatos, times jovens que não tem ligação com sua sede e outros que andam descontentes com sua gente.Nesta semana, por exemplo,foi anunciada a transferência do Guaratinguetá para Americana,decisão que provocou revoltados torcedores de Guará, que chegaram a queimar bandeiras e camisas do time. Preocupados,os dirigentes aumentaram o valor

da arquibancada deR$20 para R$ 50 nos jogos da equipe na Série B do Brasileiro. “Se eles (os torcedores) querem xingar, vão pagar para isso”, justificou o coordenador de futebol Ricardo

Navajas, ex-técnico de vôlei.Em Americana, o tradicional Rio Branco,com97 anos, teve de

se conformar. “Já é algo consumado,temos de aceitar que vamos ser o filho pobre de Americana.

Caímos para aA2 e vamos lutar para subir.Uma situação diferente dado Guará,que está na A1 e tem muito dinheiro”,disse Carlinhos Folha, diretor do clube.“Se já é difícil para uma cidade manter um time, imagine dois ou três”, lamenta o presidente da FPF, Marco Polo del Nero um dos maiores críticos da prática cada vez mais comum. “Hoje,um clube para ser criado paga taxa de R$ 600 mil e, para mudar de sede, R$ 800 mil. Fizemos isso justamente para acabar com esta prática, mas ainda assim não conseguimos. Infelizmente, a Lei Pelé permite isso,como tal clube-empresa”, critica o dirigente.Indignado com o quadro que vislumbra para o futuro, Del Nero admite até aumentar ainda

mais a taxa. “Vamos conversar com a CBF  colocar um valor para inviabilizar de vez.” Outro lado da moeda.O problema é que os clubes tradicionais  do interior paulista também lamentam

a atitude das federações e confederações,que distribuem muito dinheiro para os grandes,especialmente com cotas de TV, e quase nada para os pequenos. Reclamam também

da falta de apoio de suas cidades.Durante o Brasileiro da Série B, o presidente do Bragantino,

clube com 82 anos, protestou contra o pouco público e a ajuda quase nenhuma de Bragança

Paulista. Chegou a cogitar até a mandar jogos em outro local,como Barueri, que contava com

uma moderna arena e não tinha mais Time atividade no Nacional– o Grêmio Barueri mudo use

para Presidente Prudente. Nesta semana,o Votoraty tentou oficializar sua transferência

para Ribeirão Preto, que já conta com o Botafogo (A1) e Comercial (A2). A iniciativa, porém, foi barrada na FPF.O clube, que antes já havia tentado uma fusão com o Comercial, decidiu então

não disputar a Série A2 do Paulista, abrindo vaga justamente para esta equipe de Ribeirão Preto. Já

o Votoraty deve ser rebaixado para a última divisão paulista

Se perder sede. São Caetano também ameaça Ir Embora

Outro clube tradicional prestes a mudar de casa é o São Caetano, vice-campeão brasileiro de

2001, vice da Libertadores de 2002 e campeão paulista de 2004. O clube trava batalha judicial

com a Prefeitura de São Caetano do Sul, que pede a reintegração de posse de sua sede. O problema começou em junho,quando a Câmara aprovou  lei de municipalização dos clubes. A intenção era recuperar áreas cedidas em regime de comodato e transformá-las em centros culturais. O secretário de Esportes e Turismo, Mauro Roberto

Chekin, explicou que seria impossível abrir uma exceção. “Todos  os outros já foram devolvidos ao município. A AD São Caetano não havia concordado, apelou na Justiça e perdeu. Não vamos municipalizar 14 e deixar um fora.” A resposta do presidente Nairo Ferreira foi imediata. “Se a cidade quiser a sede social de volta, nós vamos para outro lugar. O futebol não vai acabar.”

Com pior média de público, G. Prudente deve ser rebaixado

Time trocou Barueri por Presidente Prudente no início do ano e ainda não conseguiu identificação com sua nova sede.

Perto de completar sua primeira temporada na casa nova, o Grêmio Prudente, ex-Grêmio Barueri,

corre sério risco de amargar o rebaixamento na SérieA do Campeonato Brasileiro além da pior média de público da competição. Para compensar, comemorou o bom desempenho no Campeonato Paulista, conquistando a 4ªcolocação na primeira fase e a vaga na semifinal, quando acabou eliminado pelo Santo André,que se tornaria vice-campeão. Apesar dos números pouco empolgantes na temporada, o proprietário do clube,Walter Jorquera Sanches, explica que não temo que lamentar. “Primeiro, é preciso deixar claro que não foi o time que escolheu mudar de casa, fomos obrigados a isso”, dispara. “O problema no futebol do interior é a maldita política e,convenhamos não é possível se fazer futebol no interior sem ela.” O dirigente explica que os times considerados pequenos são

sempre reféns da administração pública. “Com a bênção do prefeito,o clube costuma viver grande

fase, já que o poder público não pode colocar dinheiro, mas pode atrair investidores.”Apesar da situação delicada em Prudente,Sanches vê um horizonte diferente com a presença cada vez maior dos clubes-empresa. “Ainda que a gente tenha defica rmudando por causa da questão política,o fato é que esses clubes não estão falidos, ao contrário dos tradicionais. Veja o caso do Guarani, da Ponte Preta, do XVde Piracicaba. Eles têm história, mas estão cheios de dívida”.E compara. “Agora, veja como estão RedBull, Pão de Açúcar,Guará, Olé Brasil e nós mesmos.” Nem o praticamente inevitável

rebaixamento desanima o dirigente. “Acho que só um milagre nos salva, afinal, dificilmente faremos em 8 rodadas o que não fizemos em 30. Então, temos de planejar 2011. De 2000 para cá, colecionamos 8 acessos. Temos experiência nisso.”/ A.P

Clubes vivem entre o passado glorioso e a realidade tenebrosa

Sócrates, Raí, Careca, Leão, Luís Pereira, Chicão e muitos outros que se consagraram no futebol mundial vieram do interior

Em tempos nem tão distantes, o futebol do interior paulista era reconhecido como celeiro de grandes craques e responsável pelo surgimento de equipes que se tornaram inesquecíveis. Quem não se lembra do Guarani campeão brasileiro de 1978,com Renato,Careca e Zenon? Da Ponte

Preta vice-campeã paulista de 1977 e 79, com Vanderley Paiva, Marco Aurélio e Dicá no meio campo? Ou ainda a Internacional de Limeira,de Kita e Gilberto Costa, campeã paulista de 1986,

sobre o Palmeiras? Foi do interior que vieram nomes que se consagraram no futebol brasileiro e mundial, como os irmãos Sócrates e Raí,do Botafogo de Ribeirão Preto, Dudu e Bazzani ,da Ferroviária de Araraquara,Emerson Leão,do Comercial de Ribeirão Preto, Luís Pereira, do São Bento de Sorocaba, e Chicão, do XV de Piracicaba. Vencer esses time sem seus domínios era tarefa para poucos.Os grandes clubes dofutebol brasileiro sofriam no interior e protagonizavam duelos memoráveis. Pelé marcou muitos de seus 1.283 gols contra essas equipes,mas sempre destacou a dificuldade de encarar esses adversários. Com o enfraquecimento dos campeonatos regionais, muitos destes times se viram à beira da falência. Hoje sobrevivem como podem em competições que só foram criadas para preencher um buraco no calendário, como a Copa Paulista de futebol. Outros,

então, chegaram ao fundo do poço e tentam dar a volta por cima.É o caso da Inter de Limeira,

que atualmente disputa a última divisão do futebol paulista, mas está prestes a conseguir oacesso para a A3. / A.P.