ICFUT – Jogadores da Seleção do México em orgia !

Fonte: Futebolinterior.com.br

Jogadores de seleção são acusados por orgia com 14 prostitutas e um travesti

Festa serviu para celebrar a vitória por 1 a 0 no amistoso contra a Colômbia, no último dia 7 de setembro

Campinas, SP, 20 (AFI) – Após a Inglaterra, chegou a vez da seleção mexicana protagonizar um escândalo envolvendo prostitutas. O lateral Carlos Salcido e o atacante Carlos Vela estão sendo investigados por realizar uma “orgia” com 14 garotas de programas e um travesti para celebrar a vitória mexicana por 1 a 0 no amistoso contra a Colômbia, no último dia 7 de setembro, em San Nicolás, no México.

Apesar das acusações, os jogadores negaram o fato e disseram que apenas alugaram o salão do hotel para fazer uma confraternização com amigos e familiares. Salcido afirma que tudo não passa de um mal entendido.

“Houve algumas bebidas alcoólicas, mas daí dizer que haviam prostitutas há uma grande diferença”, afirmou o jogador, que atualmente defende o PSV, da Holanda.

Na internet, entretanto, já rolam algumas fotos de mulheres no saguão do hotel, onde teria acontecido a festança e do suposto travesti, de nome Gema, ao lado de Vela, do Arsenal.

Os dois jogadores dizem que apenas posaram para algumas fotos com fãs e revelaram não saber que se tratava de um travesti.

Mulheres flagradas no hotel

Reincidência
Recentemente, alguns jogadores da seleção mexicana foram flagrados ao lado de duas loiras. A “brincadeira” começou no restaurante do hotel, onde estavam hospedados, após a vitória sobre a Nova Zelândia, por 2 a 0, em amistoso realizado em março, em Pasadena, nos Estados Unidos.

O que parecia ser fotos de tietes, no entanto, se transformaram em algo bem mais comprometedor. As duas belas loiras, na última foto, estão com alguns jogadores em um quarto de hotel.

Entre os atletas envolvidos nesta primeira polêmica, estão o mesmo Carlos Salcido, além dos zagueiros Maza Rodriguez (PSV), Hector Moreno (AZ-Holanda) e Ricardo Osorio (Monterrey-México), do volante Andres Guardado (La Coruña-Espanha) e do meia Jonathan dos Santos (Barcelona-Espanha).

HUMOR ICFUT – Neymar o filho do Brasil por Tutty Vasques

Fonte: O Estado de São Paulo

O filho do Brasil

ILUSTRAÇÃO POJUCAN

ILUSTRAÇÃO POJUCAN

Seu Neymar, pai todo mundo sabe de quem, foi o primeiro a perceber: tem muita gente se preocupando sem motivo com a adolescência do garoto do Santos. Todo brasileiro, como se já não lhe bastasse a guarda do filho da Erenice Guerra, virou meio padrasto do Neymar nas últimas rodadas do Brasileirão. “Estamos criando um monstro!” – desabafou dia desses o técnico René Simões, dividindo essa responsabilidade com o torcedor que, como ele, não tem nada a ver com a educação do craque.

O “problema” do Neymar virou “case” de todo tipo de psicologia barata em voga no Brasil. Discute-se nos bares, esquinas e pontos de ônibus do País se o filho do seu Neymar precisa tomar juízo, calmante ou mais cacete em campo pra deixar de ser bobo. São milhares os diagnósticos e corretivos sugeridos entre um chope e outro para o garoto da Vila “aprender a se comportar”, como recomenda o “professor” Mano Menezes.

“Tira o videogame dele durante uma semana pra ver se ele não se emenda”; “esse moleque precisa parar de ir a inauguração de loja de shopping”; “se cortar aquele cabelo dele direito, melhora”; “são as más companhias do Twitter”; “já experimentaram passar pimenta na boca quando ele fala palavrão?”… Vai por aí afora!

O Brasil está sinceramente preocupado com o filho do seu Neymar, mas, que ninguém se iluda, tem muita gente no meio torcendo, sob o véu do moralismo, que algo dê errado na trajetória dessa jóia rara do futebol. A voz do povo – ô, raça! – está só esperando ele virar um Edmundo, um Adriano ou um (tóc-tóc-tóc na madeira) Bruno para se vangloriar do prognóstico: “Eu não falei?!”

Sorte de Neymar ter o pai que tem para compreender as bobagens que faz como coisa natural da idade. “Ele tem 18 anos e está aprendendo com seus erros!” Já até pediu desculpas por tudo e, da minha parte, está perdoado.

Tutty Vasques é colunista do Jornal O Estado de São Paulo

Por Cleber Aguiar – Dorival não confirma Neymar no Clássico!

Fonte: O Estado de São Paulo

Dorival Júnior não confirma volta de Neymar no clássico

AE – Agência Estado

Afastado do time por indisciplina, Neymar não defendeu o Santos no empate com o Guarani neste domingo. Mesmo assim, ele foi ao Estádio Brinco de Ouro, em Campinas, e acompanhou o jogo num camarote. O técnico Dorival Júnior, no entanto, não quis garantir a sua volta na próxima partida, o clássico de quarta-feira, contra o Corinthians.

Neymar foi punido pelo chilique que deu dentro de campo na vitória sobre o Atlético-GO, na última quarta-feira, na Vila Belmiro. Inicialmente, a diretoria do Santos lhe aplicou uma multa. Mas Dorival Júnior exigiu pena mais rigorosa, sendo atendido pelo clube, que o afastou do jogo com o Guarani. Assim, o atacante ficou apenas na torcida.

Antes do jogo, porém, Neymar recebeu permissão para ir ao vestiário santista no Brinco de Ouro. Participou do momento da oração, apoiou os companheiros e deu um longo abraço em Dorival Júnior, mostrando que o clima ruim já parece estar superado. O jovem atacante, entretanto, não deu entrevistas neste domingo, ficando longe da imprensa.

“Ele está integrado e foi muito bem recebido pelo grupo. Tem de ser assim. O que passou, passou. A punição foi dada. Existem regras e deveres que devem ser seguidos por todos. Qualquer atleta que extrapolar será punido de forma exemplar”, avisou Dorival Júnior, após o jogo em Campinas, garantindo que toda a polêmica já foi superada.

Agora, resta saber se Neymar voltará ao time no clássico de quarta-feira. Quando questionado neste domingo, após o empate com o Guarani, Dorival Júnior desconversou sobre o assunto, evitando confirmar o retorno do astro santista. Mas o caso será avaliado nesta segunda, em reunião entre o treinador e a diretoria do clube.

ICFUT – Twitteiro e Santista Roxo !

Fonte: O Estado de São Paulo

Twitteiro, santista roxo e ”quase rabino”

Goldfarb concilia Física com Judaísmo, dá aulas de História da Ciência, coordena projetos de incentivo à leitura e tem programa de televisão

Edison Veiga – O Estado de S.Paulo

Ele é professor. Ele coordena programas de incentivo à leitura do governo do Estado, da Fundação Victor Civita e da prefeitura do Rio. Ele tem um programa de TV. Também é curador do Prêmio Jabuti, conselheiro da biblioteca da Casa das Rosas, twitteiro fervoroso (www.twitter.com/jlgoldfarb), santista fanático e, veja só, comanda os cultos da sinagoga do clube A Hebraica, no Jardim Paulistano. José Luiz Goldfarb, de 53 anos, é um e é muitos. “Sou uma pessoa meio renascentista, de mexer na arte, mexer na ciência, misturar todas as coisas”, resume.

Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE
Tradição. Goldfarb, na sinagoga do clube A Hebraica, no Jardim Paulistano: ele se aproximou da religião quando quis aprender hebraico para estudar textos científicos

Como conciliar tudo isso? Essa é a pergunta que todos lhe fazem. “Quando estou em determinada atividade, meu foco está somente nela. Esqueço todo o resto”, costuma dizer, prontamente, a seus incrédulos interlocutores. Talvez a receita contenha ainda uma boa dose de metódica disciplina. Do tipo que cronometra em seu relógio – de bolso – os 60 minutos que duraram a primeira sessão de entrevista ao Estado.

Filho de imigrantes poloneses, o paulistano Goldfarb só deixou São Paulo durante os anos em que estudou História da Ciência no Canadá, no fim dos anos 70. “Brinco que sou uma pessoa que nasceu, vive e espera, com uma vida longa, morrer muito perto de tudo”, afirma. Este perto de tudo é a região da Hebraica. Pouco depois de Goldfarb nascer, seus pais se mudaram da Rua Joaquim Eugênio de Lima, no Jardim Paulista, para a Rua Iramaia, próxima do clube. “Frequentava A Hebraica como minha segunda casa, praticando esportes e utilizando a biblioteca”, conta. Depois que casou, mudou-se para o bairro vizinho Itaim-Bibi. “Mas ainda vou a pé ao clube.”

Livros.[ ] [/ ]A paixão pelos livros vem de cedo. “Meu pai (que era engenheiro) me incentivava muito, comprava livros para mim. Uma vez cismei de ler Shakespeare e ele logo trouxe todos”, recorda. E foi em uma das bibliotecas da Universidade de São Paulo (USP), onde se formou físico em 1978, que conheceu sua mulher, Ana Maria – também formada em Física e, assim como Goldfarb é desde 1991, professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). “Não à toa, uma das coisas que a gente fala muito hoje em dia é que a boa biblioteca tem de ter convivência, como a Biblioteca de São Paulo (do Parque da Juventude)”, comenta.

Em 1984, Goldfarb abriu uma editora, a Nova Stella – hoje nome de seu programa na TV PUC. No ano seguinte, assumiu a Livraria Belas Artes, histórico ponto de encontro da intelligentsia paulistana. Ficou à frente do negócio até 2003 – a loja fecharia três anos mais tarde. “Com a livraria, eu empurrava as pessoas para elas se aproximarem de livros”, resume. “A editora não dava lucro, era a vontade do Goldfarb de publicar algumas coisas. A livraria bancava a editora”, conta o professor Luciano Guimarães, hoje coordenador da Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e, na época, funcionário da Nova Stella.

Por conta de sua experiência como livreiro, desde 1991 Goldfarb é curador do Prêmio Jabuti de Literatura. Com o passar do tempo, passou a se envolver em outros programas relacionados à leitura. Coordena o São Paulo: Um Estado de Leitores, da Secretaria de Estado da Cultura, o Letras da Luz, da Fundação Victor Civita, e o Rio: Uma Cidade de Leitores, da prefeitura carioca. Sempre convidado pela administradora Cláudia Costin, atual secretária de Educação do Rio, quando ela esteve à frente desses projetos. “Sofro de um “problema”: sempre entro em algo novo, mas não consigo abandonar o antigo”, ri Goldfarb. “Ele tem a vantagem de lidar com 20 assuntos ao mesmo tempo e fazer com que todos aconteçam”, elogia Cláudia.

Religião. Seus pais não era judeus praticantes. Goldfarb aproximou-se da religião – que antes, para ele, era mais uma questão de tradição cultural – quando há 18 anos foi procurar um professor de hebraico para conseguir estudar alguns textos científicos antigos. “Em pouco tempo, as aulas se transformaram em um intensivo de cultura judaica”, conta. E ele se tornou, como dizem, “o eterno quase rabino” da Hebraica, coordenador dos cultos semanais e das celebrações como a do Ano-Novo Judaico, há duas quartas-feiras. “O judaísmo não exige que haja um intermediário entre você e Deus, então ele é o cara que toma conta da sinagoga”, explica o vice-presidente do clube, Bruno Szlak. Ou seja: falta um certificado apenas para Goldfarb ser rabino “de papel passado”.

Foi por meio do clube, aliás, que ele ganhou seu afilhado – o enxadrista André Diamant, de 20 anos. Há cinco anos, Goldfarb mantém os estudos e auxilia o jovem, que vem colecionando títulos em competições. “Não faço nem 10% do que ele faz. E ele ainda me ajuda em 90% do que eu faço”, diz Diamant. Em meio a tantas ocupações, o “quase rabino” encontra tempo para sua paixão: o futebol do Santos. “Adoro misturar-me à torcida, gritar junto.”

Por ICFUT – Ex-Marcelinho, Lucas brilha e desenha vitória do São Paulo no ‘Choque-Rei’

Meia, que só assumiu seu nome verdadeiro na última semana, fez um gol e deu passe para outro nos 2 a 0 sobre o Palmeiras, no Pacaembu

Fonte – Globoesporte.com

O jogo corria chato e insosso até ele resolver aparecer. Com o novo-velho nome, ele brilhou sozinho na tarde deste domingo, no Pacaembu. E deu seu cartão de visitas com um gol e um passe para outro: “muito prazer, Lucas”. O meia de 18 anos – que até a última semana era chamado de Marcelinho, em referência ao ídolo corintiano, com quem deu os primeiros passos no futebol – foi o protagonista da vitória são-paulina por 2 a 0 sobre o Palmeiras.

O resultado do Choque-Rei fez com que o São Paulo subisse para a oitava posição, com 31 pontos. Já o Palmeiras segue agonizando na zona intermediária da tabela, com 29 pontos, na 12ª colocação. Lucas, dono do jogo e dos instantes de brilho que o clássico teve, deixou o gramado aplaudido pela pequena torcida tricolor, enquanto a rival deixava o estádio antes de a partida terminar.

Na próxima rodada, o São Paulo recebe o Guarani no Morumbi, às 19h30m desta quarta-feira. No mesmo dia e horário, o Palmeiras visita o Grêmio Prudente, em Presidente Prudente.

Jogo fraco, lesões e Felipão expulso

Sob os olhares atentos de Mano Menezes, técnico da Seleção Brasileira, Palmeiras e São Paulo protagonizaram um jogo truncado no meio-campo, com muita marcação e raríssimos momentos de emoção. Sem poder contar com Edinho e Kleber, suspensos, Luiz Felipe Scolari optou por dar uma chance a Valdivia no time titular e colocou Tadeu na frente, com Ewerthon.

Já Sérgio Baresi escalou o time no 3-5-2 – Rodrigo Souto ajudava a formar o trio defensivo – e apostou em Lucas jogando mais próximo de Fernandão. Ilsinho era a alternativa pelo lado direito, tentando aproveitar a sua velocidade para se dar bem em cima do improvisado lateral-esquerdo Fabrício. Mas Palmeiras e São Paulo, além de não terem mexido no placar no primeiro tempo, sofreram baixas importantes.

O primeiro a sair foi Ilsinho, machucado, aos 20 minutos de jogo – Zé Vitor, revelado pelo base tricolor, entrou em seu lugar. Depois foi a vez de o Palmeiras perder seu comandante por reclamação. Enquanto Felipão tentava questionar a sua expulsão com o árbitro José Henrique de Carvalho, Richarlyson irritava a torcida com uma brincadeira, equilibrando a bola na cabeça, na lateral de campo, provocando a ira dos palmeirenses.

Sem Scolari, que assistiu ao jogo das cadeiras do Pacaembu, Flavio Murtosa assumiu o comando do time. E logo teve de trocar Ewerthon, que sentiu dores no tornozelo direito, por Tinga. Com a bola rolando, uma chance para cada lado, mas nada que deixasse os torcedores muito entusiasmados.

Aos 16, Jean chutou cruzado, mas a bola foi para fora. Para os palmeirenses, no minuto 24, Tadeu recebeu lançamento de Marcos Assunção e disparou contra o gol de Rogério Ceni. Também nada preocupante para o arqueiro tricolor. O 0 a 0 tornava a fria e nublada tarde de domingo no Pacaembu ainda mais desanimada.

Prazer, Lucas!

Lucas comemora gol do São Paulo contra o Palmeiras
Lucas festeja primeiro gol são-paulino no clássico

Embora o Palmeiras tenha tomado mais a iniciativa da partida na segunda etapa, o jogo seguia insosso. Apesar de ter o domínio da bola, o time palestrino não conseguia assustar o goleiro Rogério Ceni. Já o São Paulo resolveu apostar nos contragolpes. E em um deles, de apenas quatro toques, abriu o marcador, aos nove minutos.

Rogério Ceni lançou e viu Fernandão e Jorge Wagner tocarem de cabeça até a bola alcançar Lucas, que entre dois defensores conseguiu vencer a disputa e acertar o canto direito de Deola. Era o cartão de visita do atleta de 18 anos.

O gol fez com que Felipão, das cadeiras, mexesse na equipe. Para ter maior mobilidade no ataque, escalou Luan para atuar ao lado de Tadeu. Enquanto isso, Lucas seguia infernizando o sistema defensivo palmeirense. Com toques rápidos, fez fila e quase marcou um belíssimo gol, depois de um chapéu em Marcos Assunção, aos 25 minutos. Escorregou depois, o que prejudicou seu chute.

Mas Lucas seguiu investindo contra a zaga adversária. E deu certo. Em uma arrancada pela direita, aos 31 minutos, ele cruzou para Fernandão: 2 a 0. O gol foi do veterano atacante, mas o brilho no Pacaembu era do ex-Marcelinho.

O camisa 37, dono da tarde deste domingo no Choque-Rei, deixou o gramado perto dos 40 minutos, aplaudido apenas por uma pequena parte do estádio. A outra, que vestia verde, deixava a sua casa, atormentada com mais uma derrota.

PALMEIRAS 0X2 SÃO PAULO
Deola; Vitor, Mauricio Ramos, Danilo e Fabricio (Patrik); Pierre, Márcio Araújo (Luan), Marcos Assunção e Valdivia; Ewerthon (Tinga) e Tadeu. Rogério Ceni; Alex Silva (Renato Silva), Miranda e Richarlyson; Ilsinho (Zé Vitor), Casemiro, Jean, Rodrigo Souto e Jorge Wagner; Lucas (Dagoberto) e Fernandão.
Técnico: Luiz Felipe Scolari. Técnico: Sérgio Baresi.
Gols: Lucas, aos 9 minutos, e Fernandão, aos 31 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Pierre, Tinga, Marcos Assunção e Valdivia (Palmeiras); Richarlyson, Casemiro, Zé Vitor, Miranda e Jorge Wagner (São Paulo).
Estádio: Pacaembu, em São Paulo. Data: 19/09/2010. Árbitro: José Henrique de Carvalho (SP). Assistentes: Emerson A. de Carvalho (Fifa-SP) e Márcio Luiz Augusto (SP). Público pagante: 16.009.
Renda: R$ 417.675.

Por ICFUT – No primeiro Fla-Flu do Engenhão, rivais empatam em jogo de seis gols

Deivid e Renato desencantam no Rubro-Negro. Tricolor, que perde a liderança depois de 11 rodadas, tem como destaque Rodriguinho

Fonte – Globoesporte.com

O Engenhão recebeu as boas-vindas do que é um Fla-Flu. Tudo bem que nas arquibancadas houve decepção, com apenas 15 mil pagantes, mas dentro de campo os rivais fizeram jus ao clássico e empataram por 3 a 3, na noite deste domingo. O resumo da boa partida foram os aplausos das duas torcidas ao fim do jogo.

A partida foi especialmente ruim para os dois sistemas defensivos. Mas também houve quem se destacasse. No lado do Fla, após receber bênção do padre Benedito na sexta-feira, Deivid desencantou. Renato também, em bela cobrança de falta. O Fluminense, mesmo desfalcado de Diguinho, Deco, Emerson e Fred, se superou e encontrou em Rodriguinho sua principal peça. O jogador fez dois gols.

O resultado tira o Tricolor da liderança depois de 11 rodadas. O time, que na quinta-feira recebe um desesperado Atlético-MG, soma 42 pontos, contra 44 do Corinthians, que tem um jogo a menos. Na tabela, o empate também não agregou muito ao Rubro-Negro, que caiu do 14º para o 15º lugar, com 27 pontos. Na quarta-feira, o adversário será o Grêmio no Olímpico.

Antes de o jogo começar, o Fluminense tinha uma vantagem de 12 posições e 15 pontos sobre o Flamengo. Mas a diferença não bastou para os tricolores dominarem as arquibancadas. Havia pelo menos o dobro de rubro-negros.

Flu abre o placar cedo, e Deivid desencanta pelo Fla

Um dos pontos fortes do Flu, a jogada aérea fez a diferença aos oito minutos. Após cobrança de escanteio da direita, Rodriguinho desviou na primeira trave, e Leandro Euzébio apareceu livre para abrir o placar, aos sete minutos. Euforia da minoria presente no Engenhão. O Flamengo teve muita dificuldade no lado esquerdo. Sem Juan, o vaiado Rodrigo Alvim tomou sufoco de Mariano. Mas o meio-campo estava melhor do que em jogos anteriores. Diogo sofreu falta na entrada da área, e Léo Moura cobrou rente à trave esquerda.

A autossuficiência de Gum custou caro aos 22. Depois de dividir com Diogo, o zagueiro vacilou na grande área e perdeu a bola para Kleberson. O Penta cruzou, e Deivid, na segunda trave, chutou de primeira para empatar. Foi o primeiro gol dele depois de quatro jogos de jejum.

David Braz barrou Jean e justificou a escalação aos 26, quando desarmou Washington na entrada da pequena área, após bola cruzada da direita. A jogada fatalmente resultaria em gol – daí a efusiva comemoração do zagueiro após o lance.

David comemora gol do Flamengo contra o FluminenseO zagueiro David Braz comemora gol da virada do Flamengo na etapa inicial

Sem Deco e postado defensivamente, o Fluminense ameaçou sobretudo em bolas lançadas pelo alto. Mas foi na versão rasteira do gol tricolor que o Flamengo virou o placar. Kleberson cobrou, Diogo desviou na primeira trave, e David Braz, de carrinho, marcou. Na comemoração, ele fez questão de ir ao banco abraçar Jean. Os tricolores não se conformaram com a derrota parcial e vaiaram muito o time ao fim do primeiro tempo.

O intervalo foi marcado pela selvageria na tribuna de honra. Convidados do Flamengo, o mandante do jogo, ficaram próximos à torcida do Fluminense e eram quase obrigados a sair do local. A repressão não deu certo, e logo houve diversos focos de tumulto. No pior deles, o presidente do Conselho Fiscal do Flamengo agrediu e foi agredido por policiais. Um delegado da Polícia Civil, que estava à paisana com um casaco do Fla, interveio com uma metralhadora para contornar o problema.

Segundo tempo tem golaços de Rodriguinho e Renato

Dentro de campo, Muricy Ramalho desmontou o 3-5-2 e colocou Marquinho na vaga de André Luis. O Fluminense sufocou e perdeu boas chances, aproveitando-se da desatenção do sistema defensivo rival. Na melhor delas, aos oito, Washington chutou no lado de fora da rede. O meio-campo do Flamengo, como sempre, cansou. Kleberson não chegou ao ataque como no primeiro tempo, Renato errou passes, e Willians, com cartão amarelo, tinha que se desdobrar.

O previsível se transformou em verdade aos 19. O volante Diogo se aproveitou da frouxa marcação rubro-negra no meio e fez um passe em profundidade. Rodriguinho deu drible espetacular em David Braz e chutou no alto, sem chances de defesa para Lomba: 2 a 2.

Mas o empate durou só dois minutos. Se na parte técnica Renato não estava bem, ele resolveu na sua especialidade. Aos 21, cobrou falta com muita força no ângulo direito de Rafael. Um golaço. Na comemoração, emoção. Ele ficou ajoelhado por alguns segundos e levou as mãos ao rosto.

Rodriguinho comemora gol do Fluminense contra o FlamengoRodriguinho substitui Deco, vetado, e se destaca: dois gols e uma assistência

Silas trocou David Braz e Diogo por Jean e Diego Maurício, respectivamente. Só que a zaga – desprotegida pelo meio-campo que se arrastava – continuou exposta. Aos 28, Rodriguinho aproveitou outra jogada de escanteio e igualou: 3 a 3. Foi a senha para a torcida do Flu, até então desconfiada, puxar o clássico “time de guerreiros”.

O time de guerreiros correspondeu e sufocou. Aos 30, Fernando Bob recebeu ótimo passe de Washington e, livre, chutou por cima. O Flamengo ficou desorganizado, sem saída de bola e demonstrando falta de preparo físico. Em uma das poucas jogadas de contra-ataque, Renato cruzou, e Deivid completou na pequena área. Rafael, ao melhor estilo do até então titular Fernando Henrique, salvou com o pé direito. Já nos acréscimos, Marquinho quase se tornou o herói da noite. Num belo chute de virada, errou o alvo por muito pouco.

Ficha técnica:

Flamengo 3 x 3 Fluminense
Marcelo Lomba, Léo Moura, David Braz (Jean), Ronaldo Angelim e Rodrigo Alvim; Toró, Willians, Kleberson (Maldonado) e Renato; Diogo (Diego Maurício) e Deivid. Rafael, Gum, Leandro Euzébio e André Luis (Marquinhos); Mariano, Diogo, Fernando Bob, Conca e Carlinhos; Rodriguinho e Washington.
Técnico: Silas. Técnico: Muricy Ramalho.
Gols: Leandro Euzébio, aos oito, Deivid, aos 22, e David, aos 39 minutos do primeiro tempo; Rodriguinho, aos 18 e aos 27, e Renato, aos 20 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Willians (Flamengo) e Mariano (Fluminense).
Estádio: Engenhão. Data: 19/09/2010. Árbitro: Gutemberg de Paula (RJ). Assistentes: Dilbert Pedrosa (Fifa-RJ) e Ricardo Almeida (RJ). Público: 15.886 pagantes (18.911 presentes). Renda: R$ 441.430.

Por ICFUT – Após falha de Harlei, Goiás reage e busca empate diante do Ceará

Em jogo equilibrado, falha de goleiro é decisiva, mas Esmeraldino busca 1 a 1 com golaço no fim. Times não cumprem objetivos que desejavam

Fonte – Globoesporte.com

Se o Goiás levar em conta apenas a tabela do Campeonato Brasileiro, um empate não é bom resultado a essa altura, na qual o time luta para fugir da zona da degola. Mas, neste domingo, pela 23ª rodada, o time esmeraldino buscou no fim o empate por 1 a 1 com o Ceará, jogando no Castelão, e ao menos somou um ponto longe de casa, que pode ser fundamental no fim das contas.

O gol de Wellington Monteiro, aos 42 do segundo tempo, fez o Goiás subir para 21 pontos, mesmo número do Atlético-MG. Ambos estão a quatro pontos do Avaí, primeiro time fora da zona da degola, mas o Esmeraldino vem em boa sequência após o empate e uma vitória por 4 a 1 sobre o Botafogo, na quarta-feira. O Ceará, que tinha como objetivo voltar a sonhar com o G-4, foi para 30 pontos e está a oito do Botafogo, primeiro que se classificaria para a Taça Libertadores.

Frangaço

O jogo foi equilibrado, com cada time usando o que tem de melhor. Mais incisivo por estar jogando em casa, o Ceará explorou bastante as laterais com Oziel e Ernandes. O problema é que ambos insistiam em cortar para o meio quando tinham a opção de ir para a linha de fundo. Já o Goiás tinha mais força na jogada aérea com Felipe e Rafael Moura.

A equipe de Dimas Filgueiras trocava mais passes e dominava o meio-de-campo. O gol chegou aos 16 minutos quando um dos laterais resolveu aparecer como elemento surpresa no ataque. O atacante Misael caiu pela direita e Oziel avançou para a entrada da área. Na conclusão da jogada, Kempes rolou para o lateral-direito chutar com força, e de pé esquerdo, que nem é o bom dele. Seria uma defesa até tranquila para Harlei, mas a bola explodiu no peito do camisa 1 e foi entrando mansinha para o fundo das redes. O goleiro tentou buscar a bola, mas foi traído pela chuteira, que travou no gramado e fez com que ele escorregasse antes de tentar a defesa.

Pressão goiana é premiada no fim

Kempes na partida do Ceará contra o Goiás
Kempes, do Ceará, domina bola no jogo contra o Goiás

O gol sofrido, mesmo com a falha, não abalou o capitão Harlei e sua equipe. Para o segundo tempo, o técnico Jorginho fez alterações que mudariam o ritmo do Goiás. Acuado, o Ceará só conseguiu lances de perigo com o estreante Marcelo Nicácio, que havia acertado com o Fortaleza e acabou assinando com o maior rival.

Enquanto isso, Wellington Saci e Carlos Alberto, que substituíram Ernando e Bernardo, deram nova dinâmica ao meio-de-campo goiano, com toques rápidos e envolventes que confundiram a até então segura defesa do Ceará. Sempre na jogada aérea, Rafael Moura quase empatou em um lance de cobrança de falta.

O Goiás ganhava todas pelo alto e resolveu insistir na jogada. Michel Alves salvou o time da casa o quanto pôde, inclusive em uma cabeçada à queima-roupa de Felipe. Depois, o goleiro ainda contou com a sorte em uma bola no travessão cabeceada pelo mesmo Felipe. Michel chegou a desviar com a ponta dos dedos.

Dimas Filgueiras apostava nos contra-ataques puxados por Nicácio, Geraldo e Misael, mas esta jogada perdeu eficiência quando Misael foi substituído por Tony. Aí, a pressão goiana só aumentou.

O prêmio veio aos 42 minutos, em lance no qual Michel Alves não teve a menor chance de salvar o Ceará. De muito longe, Wellington Monteiro soltou a bomba e acertou o ângulo esquerdo do gol. Tento que fez a equipe esmeraldina sair de campo comemorando demais o resultado que, se não tira o time da zona de rebaixamento, ao menos mantém a sequência positiva de Jorginho.

CEARÁ 1 x 1 GOIÁS
Michel Alves, Oziel, Diego Sacoman, Anderson e Ernandes; Michel, João Marcos, Camilo (Heleno) e Geraldo; Misael (Tony) e Kempes (Marcelo Nicácio) Harlei, Valmir Lucas, Rafael Tolói e Ernando (Carlos Alberto); Wendel Santos, Wellington Monteiro, Romerito (Everton Santos), Bernardo (Wellington Saci) e Douglas; Rafael Moura e Felipe
Técnico: Dimas Filgueiras Técnico: Jorginho
Gols: Oziel, aos 16 do primeiro tempo; Wellington Monteiro, aos 42 do segundo tempo
Cartões amarelos: Camilo (CEA); Romerito, Carlos Alberto (GOI)
Estádio: Castelão, em Fortaleza (CE). Data: 19/9/2010. Árbitro: Nielsen Nogueira Dias (PE).
Auxiliares: Elan Vieira de Souza (PE) e Lorival Cândido das Flores (RN)

Por ICFUT – Com dois do artilheiro Jonas, Grêmio passeia em Floripa e vence o Avaí

Atacante chega à artilharia isolada do Brasileirão no dia em que o Tricolor gaúcho faz 3 a 0 e complica a vida do time catarinense

Fonte – Globoesporte.com

O Grêmio teve a tranquilidade necessária para se aproveitar do desespero do Avaí. Com calma no frio do Estádio da Ressacada, em Florianópolis, o Tricolor gaúcho venceu por 3 a 0, neste domingo, em jogo válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado levou o time de Renato Gaúcho para mais longe da zona de rebaixamento e afundou o time catarinense, que chegou à nona partida seguida sem vitória (seis derrotas e três empates). O destaque foi o atacante Jonas, que marcou dois gols e chegou à artilharia isolada da competição, com 11.

Na próxima quarta-feira o Grêmio, que subiu duas posições e agora é o 11º colocado, com 29 pontos, recebe o Flamengo, no Olímpico. Na quinta, o Avaí vai a Salvador enfrentar o Vitória ocupando a incômoda 16ª posição e com 25 pontos, a apenas quatro da zona de rebaixamento.

Victor segura atrás, e Jonas abre o placar

O frio no Estádio da Ressacada parecia exercer influência direta no desempenho das duas equipes. O jogo começou sem muita movimentação e, assim, poucas chances foram criadas. Aos poucos, o Avaí conseguiu sobressair na base da velocidade. O time da casa investia pelas laterais, principalmente a direita. No entanto, não mostrava competência nas conclusões ou esbarrava nas boas defesas de Victor.

O Grêmio, inicialmente, optou por ficar mais em seu campo de defesa. Mas diante da má pontaria do Avaí, começou a se arriscar no ataque. Principal homem de criação, Douglas começava a ter liberdade para criar e, assim, os gaúchos conseguiram equilibrar a partida.

No momento em que o Avaí tinha leve superioridade, o Grêmio, baseado em sua maior qualidade individual, achou o primeiro gol. Não com o cérebro Douglas, mas com o artilheiro Jonas. O atacante recebeu na entrada da grande área, driblou dois adversários e chutou rasteiro, no canto direito de Renan, abrindo o placar aos 35 minutos e marcando seu décimo gol no Brasileirão.

Jonas comemora gol do Grêmio contra o AvaíJogadores do Grêmio comemoram gol de Jonas na vitória sobre o Avaí

Tricolor cozinha o jogo e amplia

Com a vantagem, o Grêmio voltou para o segundo tempo disposto a segurar o ritmo da partida. Do outro lado, o técnico Antônio Lopes apostava na velocidade de jogadores como Eltinho e Marcelinho para vencer a defesa adversária. Os gaúchos apostavam nos toques e nas jogadas de bola parada. E foi assim que o Tricolor ampliou, aos 19 minutos. Douglas cobrou falta na área, e André Lima subiu sozinho para cabecear e fazer o segundo gol.

Se já estava fácil, a vantagem minou de vez o Avaí. A torcida protestava na arquibancada quando o Grêmio marcou o terceiro, e novamente com Jonas, aos 26 minutos. O atacante recebeu de Douglas e teve calma para dominar a bola e fazer o seu 11º gol no Brasileirão, assumindo a artilharia isolada.

Foi a deixa para a torcida do Avaí começar a deixar a Ressacada. Assim, os gremistas passaram a mandar no estádio. A partida se arrastou até o fim, ao som dos grito de “olé” dos gaúchos.

AVAÍ 0 X 3 GRÊMIO
Renan, Gabriel, Rafael (Sávio) e Léo San; Patric, Marcinho Guerreiro, Leandro Bomfim, Caio e Jéferson (Eltinho); Rafael Costa e Laércio (Marcelinho). Victor, Gabriel, Vilson, Rafael Marques e Fábio Santos; Adilson (Ferdinando), Fábio Rochemback, Souza (Roberson) e Douglas; Jonas e André Lima (Lúcio).
Técnico: Antônio Lopes. Técnico: Renato Gaúcho.
Gols: Jonas, aos 35 minutos do primeiro tempo; André Lima, aos 19, e Jonas, aos 26 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Leandro Bomfim, Rafael e Patric (Avaí); Adilson e Fábio Rochemback (Grêmio).
Estádio: Ressacada, em Florianópolis (SC). Data: 19/09/2010. Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF). Assistentes: Ênio Ferreira de Carvalho (DF) e Marrubson Melo Freitas (DF). Público: 9.146 presentes. Renda: R$ 69.630.

Por ICFUT – Inter encerra invencibilidade vascaína e segue no cangote dos líderes

Colorado ganha por 1 a 0, com gol de Edu, e termina com a série de 14 jogos sem derrotas do Vasco. PC Gusmão perde após 21 partidas

Fonte – Globoesporte.com

O Inter funga no cangote dos líderes, solta o bafo vermelho no pescoço deles, avisa que está vivo. Dominado pelo Vasco no primeiro tempo, o Colorado encerrou neste domingo a invencibilidade de 14 jogos do time carioca no Campeonato Brasileiro com uma vitória por 1 a 0, gol de Edu logo na largada da etapa final. O resultado também representou o fim da série de 21 jogos sem derrotas do técnico vascaíno, PC Gusmão, que também não havia sido derrotado quando comandava o Ceará, antes da parada para a Copa.

A vitória elevou o Inter a 38 pontos, na quarta colocação, seis pontos atrás do Corinthians, líder momentâneo do Brasileirão – que pode ser ultrapassado pelo Fluminense, dependendo do resultado do clássico contra o Flamengo, às 18h30m. O Vasco fica mais longe do G-4. É o 11º, com 29 pontos. As duas equipes voltam a campo na quarta-feira. O Inter visita o Atlético-PR na Arena da Baixada. O Vasco duela com o Botafogo no Engenhão.

Luvas vencem as chuteiras

Esteve coberta por luvas a razão do 0 a 0 no primeiro tempo. Tudo parou nas mãos dos dois goleiros, especialmente de Renan, bombardeado por um Vasco visivelmente superior ao Inter. Fernando Prass, do outro lado, abafou as poucas chances criadas pelo time vermelho. Foram 45 minutos de futebol vivo. Faltaram só os gols.

Renan, substituído por Abbondanzieri, saiu de campo tonto no final do primeiro tempo. Foi por causa de uma pancada na cabeça, mas bem que poderia ter sido em função de excesso de trabalho. O goleiro colorado teve que voar de um lado a outro para evitar os gols do Vasco. Defendeu pancadas de Rafael Coelho, de Felipe Bastos, de Fagner. E fez defesa sobrenatural em uma martelada de Nilton . Foi em cobrança de falta da entrada da área. A bola passou feito um foguete pela barreira e foi na direção do gol. Renan defendeu a meta do Inter e a própria vida. Se aquela bola batesse na cabeça dele, o goleirão estaria voando até agora…

Edu comemora gol do Internacional contra o Vasco
Edu comemora gol do Inter contra o Vasco

Quando o camisa 1 colorado não impediu os gols do Vasco, os próprios jogadores do time carioca o fizeram. Não tem explicação a chance perdida por Rafael Coelho. Fagner cruzou da direita, a bola passou por Renan (já tonto da pancada na cabeça) e entrou na rota feita pelo atacante cruzmaltino na direção do gol. Ele se atirou nela e, sem goleiro, perdeu um gol que até o pastor alemão conduzido pelos policiais na beira do campo faria. Incrível.

O Vasco, em grande tarde de Rafael Carioca, controlou o meio-campo do Inter, que perdeu consistência com as ausências de Tinga e Giuliano. Andrezinho e Edu não foram mal, mas ficaram sem a coordenação de movimentos que o setor tem com todos os titulares. Os colorados erraram muitos passes, especialmente com Wilson Matias, muito atrapalhado em campo. Kleber também esteve mal na esquerda. Guiñazu tentou muito e acertou pouco. E o Inter, como consequência, foi pobre em campo.

O time de Celso Roth só foi alimentado por D’Alessandro no primeiro tempo. O argentino, pela direita, incomodou, chamou faltas, partiu a dribles para cima dos marcadores. E teve duas boas chances. Foram duas conclusões parecidas, cruzadas, altas, buscando o ângulo inverso, o lado direito de Fernando Prass. E o goleiro salvou as duas.

Edu renasce: Inter 1 a 0

Antes que o Vasco pudesse sonhar com a repetição do desempenho do primeiro tempo, o Inter largou na frente. Mais do que um gol, foi uma ressurreição. Edu, com dois minutos de jogo no segundo tempo, aproveitou cruzamento de D’Alessandro (sempre ele), foi mais ágil do que o zagueiro Fernando e tocou para o fundo do gol. Escanteado no Beira-Rio, criticado pela torcida, sempre em vias de deixar o clube, Edu ergueu os braços para o céu. Foi um gol decisivo para ele.

O Inter mudou no segundo tempo. D’Alessandro caiu mais pelos lados, e Edu se aproximou de Damião no ataque. O Vasco, depois do gol, apelou para as substituições. Pouco representaram as entradas de Jonathan no lugar de Rafael Coelho e de Max na vaga de Ramon. O time carioca não tinha o mesmo rendimento de antes.

O Inter cozinhou o jogo em água morna. A cota de chances de gols foi gasta pelo Vasco no primeiro tempo. Na etapa final, os cariocas foram bem mais modestos. A melhor oportunidade de empatar o jogo foi desperdiçada pelos visitantes. Jonathan, na pequena área, concluiu para fora após cruzamento de Zé Roberto.

Roth ainda mexeu no ataque vermelho. Everton mais atrapalhou do que ajudou ao entrar no lugar de Leandro Damião. Marquinhos pouco fez ao substituir Edu. O jogo não teve grandes agitações até o apito final – o decreto definitivo de que está encerrada a invencibilidade do Vasco e o aviso concreto de que o Inter vai incomodar os líderes.

INTERNACIONAL 1 X 0 VASCO
Renan (Abbondanzieri), Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Wilson Matias, Guiñazu, Andrezinho, D’Alessandro e Edu (Marquinhos); Leandro Damião (Everton). Fernando Prass, Fagner, Fernando (Jefferson Silva), Dedé e Ramon (Max); Nilton, Rafael Carioca, Felipe Bastos e Zé Roberto; Éder Luís e Rafael Coelho (Jonathan).
T: Celso Roth T: PC Gusmão
Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Data: 19/09/2010. Árbitro: Francisco Nascimento (AL). Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa/PR) e Pedro Jorge Santos de Araújo (AL).
Cartões amarelos: Dedé, Felipe Bastos, Rafael Carioca (Vasco); Índio, Nei, Leandro Damião, Guiñazu, Abbondanzieri (Inter)
Gols: Edu, aos dois minutos do segundo tempo.
Público: 30.981. Renda: R$ 474.840,00.1